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Questões de Concursos Engenheiro Agrônomo

Resolva questões de Engenheiro Agrônomo comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


321Q749356 | Engenharia Agronômica, Controle de Qualidade, Engenheiro Agronômo, Empresa de Saneamento de Goiás SA GO, IBEG

Considerando o estudo dos solos assinale a alternativa correta:
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322Q752211 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agronômo, UFFS, FEPESE

Sobre a cultura do eucalipto, é correto afirmar:

1. Um hectare de floresta plantada de eucalipto é capaz de produzir a mesma quantidade de madeira que trinta hectares de florestas nativas tropicais.

2. O consumo de água pelos plantios de eucalipto é semelhante ao da floresta nativa.

3. O uso da água pelo eucalipto concentra-se onde está a maior parte das raízes finas, ou seja, no primeiro 1,5 m de profundidade.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

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323Q752232 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agronômo, Prefeitura de Nova Tebas PR, UNIUV

Em uma semeadora-adubadora de soja, com dosador de disco horizontal para distribuição das sementes, objetiva-se uma população final de 300.000 plantas/ha, sendo o poder germinativo desta semente de 80 %, sendo a cultura semeada com espaçamento entre linhas de 40 cm, raio da roda motora de 50 cm. Calcule, respectivamente, a densidade de plantio e o número de sementes coletados ao girar a roda motriz da semeadora-adubadora em dez voltas. Dados do problema: Valor de ? = 3,14

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324Q749500 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agronômo, Prefeitura Municipal de Paranaguá PR, FAUEL

O inseto adulto é uma pequena mariposa de coloração amarelo-palha, com aproximadamente 20 mm de envergadura. A fêmea coloca os ovos com aspecto de escamas nas folhas do milho e, num intervalo de quatro a nove dias, dá-se a eclosão das lagartas, que inicialmente alimentam-se da folha. Essa praga de milho é a:

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325Q671499 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agrônomo, IDAF AC, IBADE, 2020

Texto associado.

Leia o texto a seguir:


      “Bactrocera carambolae (mosca-da-carambola) é uma espécie de grande relevância à fruticultura devido ao ataque a diversas plantas de importância agrícola (carambola, manga, tomate, laranja, limão, acerola, caju, goiaba, jambo, pimenta, entre outras). Sua origem é asiática e em 1975 foi introduzida no continente americano através do Suriname.

     No Brasil, sua primeira detecção ocorreu em 1996 no município de Oiapoque (Amapá). Atualmente há confirmação de sua presença em três estados – Amapá (AP), Pará (PA) e Roraima (RR). Por ser considerada uma das maiores ameaças fitossanitárias à fruticultura brasileira (mesmo sob controle constitui risco à economia agrícola), ter distribuição restrita e estar sob controle oficial, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) categoriza essa espécie como praga quarentenária presente (PQP) para o país. [...]

      O maior risco de introdução da praga é através de partes vegetais contaminados, principalmente frutos. A presença da praga afeta diretamente na economia, pois os produtores da região que tenha registrado foco da praga são impedidos de comercializar para que a praga não seja levada de uma região para a outra.

      Anteriormente, foram definidos pelo MAPA os procedimentos oficiais de vigilância que devem ser adotados em todo o país para as ações de prevenção, contenção, supressão e erradicação da B. carambolae. Nesta legislação consta o detalhamento das medidas a serem aplicadas no caso de constatação da praga, assim como a orientação sobre o trânsito de frutos de espécies hospedeiras da praga provenientes de áreas sob quarentena, protegidas ou onde a praga já se encontra erradicada, além do trânsito interestadual. ”


     Revista Brasileira de Fruticultura. Atualização sobre a situação de Bactrocera carambolae em Roraima, 2019. Disponível em: . Acesso em 03 jan. 2020.

A Instrução Normativa n° 38, de 01 de outubro de 2018 estabelece as pragas quarentenárias presentes (PQP) no território brasileiro. Assinale a única praga quarentenária presente no Estado do Acre e um respectivo hospedeiro, segundo a tabela anexa à IN n° 38.
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326Q181857 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agrônomo, Caixa Econômica Federal, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Em relação ao Código Florestal (Lei n.º 12.651/2012) e seus dispositivos, julgue os itens a seguir.

O proprietário não será obrigado a recompor a dimensão da área de preservação permanente se sua alteração ou diminuição decorrer da ação de inundações, vendavais e secas, sendo obrigatória a recomposição somente se a alteração ou diminuição resultar da ação ou da omissão do proprietário rural.

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327Q751578 | Engenharia Agronômica, Hidrologia, Engenheiro Agronômo, Banco do Nordeste, ACEP

A conservação dos solos agrícolas pode ser realizada por meio de técnicas de natureza edáfica, mecânica e vegetativa. Assinale a alternativa CORRETA, quanto à natureza da técnica conservacionista do solo, considerando (e) como edáfica, (m) como mecânica e (v) como vegetativa.
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328Q183521 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agrônomo, MPU, CESPE CEBRASPE

Considerando que o processo de formação de imagens orbitais de sensoriamento remoto depende, entre outros aspectos, das características químicas e geométricas dos alvos e das condições atmosféricas, julgue o ite a seguir.

O aumento da rugosidade de um terreno e do conteúdo de água nos solos aumenta a intensidade da radiação eletromagnética incidente que é retroespalhada na faixa espectral de micro-ondas.

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329Q751900 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agronômo, UFFS, FEPESE

Pode-se considerar a acidez ativa do solo como sendo:

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330Q750699 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agronômo, CONAB, FJPF

Segundo a Lei 8.171, de 17 de janeiro de 1991, entende-se por atividade agrícola:

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331Q182983 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agrônomo, CEAGESP, VUNESP

Muitos insetos são dotados de grande capacidade de voo, o que aumenta sua condição de infestar os grãos armazenados. Para evitar maiores problemas com infestações por insetos durante a armazenagem, algumas medidas preventivas devem ser tomadas, dentre elas,

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332Q749803 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agronômo, UFFS, FEPESE

Na propagação de plantas por sementes, a dormência pode apresentar algumas vantagens devido à inatividade das sementes.

Sendo assim, a dormência primária:

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333Q750632 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agronômo, Prefeitura de Nova Tebas PR, UNIUV

A soja (Glycine max) é considerada uma das mais importantes fontes de proteína e óleo vegetal em todo o mundo. Devido a sua grande expansão da área cultivada no mundo, proporcionou aumento do número e severidade das doenças que afetam a soja, e mais de 100 espécies de patógenos já foram relatados, dos quais cerca de 35 são de grande importância econômica. Várias doenças fúngicas são importantes para a cultura da soja, e, atualmente, o maior destaque é para a ferrugem asiática, causada por Phakopsora pachyrhizi. Com relação a essa doença é correto afirmar:

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334Q750927 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agronômo, Ministerio do Desenvolvimento Agrário MDA, COSEAC

O meio rural brasileiro precisa se tornar, definitivamente, um espaço de paz, produção e justiça social. A reforma agrária é uma ação estruturante, geradora de trabalho, renda e produção de alimentos, portanto, fundamental para o desenvolvimento sustentável da nação. Os pobres do campo são pobres porque não têm acesso à terra suficiente e políticas agrícolas adequadas para gerar uma produção apta a satisfazer as necessidades próprias e de suas famílias. Falta título de propriedade ou posse de terras, ou estas são muito pequenas, pouco férteis, mal situadas em relação aos mercados e insuficientemente dotadas de infra-estrutura produtiva. São pobres, também, porque recebem, pelo aluguel de sua força de trabalho, remuneração insuficiente; ou ainda porque os direitos da cidadania - saúde, educação, alimentação e moradia - não chegam. O trabalho existente é sazonal, ou o salário é aviltado pela existência de um enorme contingente de mão-de-obra ociosa no campo. Essa situação vem de muito longa data, mas se agravou bastante nas duas últimas décadas, em razão da substituição de trabalho humano por máquinas e insumos químicos na maior parte dos estabelecimentos agropecuários. Avaliações dos projetos de desenvolvimento rural e de programas, nas décadas de 70 e 80 do século passado, em várias regiões do país, comprovaram que parte substancial do aumento de renda, decorrente dos estímulos proporcionados pelo governo, foi capturada por agentes econômicos melhor situados na estrutura agrária local. É fato notório igualmente que parte significativa dos recursos aos segmentos mais pobres é desviada por estruturas políticas a que estão submetidas tais populações. Ninguém desconhece, também, que a extrema pobreza da população rural frustra grande parte dos esforços de alfabetização e de instrução básica dos governos da União, dos Estados e Municípios. Conforme relatado esta situação tem agravado, especificamente, ainda mais o quadro:
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335Q749960 | Engenharia Agronômica, Controle de Qualidade, Engenheiro Agronômo, Empresa de Saneamento de Goiás SA GO, IBEG

Os micronutrientes são utilizados pelas plantas em pequenas quantidades. A remoção pelas culturas reduz os teores nos solos acarretando grandes perdas de produtividade. Acerca do tema micronutrientes, analise as sentenças abaixo e marque a alternativa correta.

I - Solos derivados de basalto são mais ricos em micronutrientes que os derivados de arenitos.

II - PH do solo, umidade do solo e condições de oxi-redução do solo são fatores que afetam a disponibilidade de micronutrientes para as plantas.

III - A calagem pode agravar a deficiência no solo, considerando a diminuição da solubilidade de alguns micronutrientes como zinco e manganês.

IV - O ferro, o cobre, o manganês, o cloro e o zinco se comportam como cátions micronutrientes.

V - A principal função do Zn no metabolismo das plantas é como componente e ativador enzimático.

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336Q674474 | Português, Interpretação de Textos, Engenheiro Agrônomo, IDAF AC, IBADE, 2020

Texto associado.
Texto 1 
                                Antes que elas cresçam 
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal? Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros. Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela. Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, pôsteres e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas. Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto. No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes. O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam. Affonso Romano de Sant´ Anna (Fonte: http://www.releituras. com/arsant _antes.asp, acesso em janeiro de 2020.)
Texto 2
POEMA ENJOADINHO
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como o queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho,
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão. F
ilhos? Filhos.
Melhor não tê-los
Noite de insônia
Cãs prematuros
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
(Fonte: Vinícius de Moraes. Poesia completa & prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987. p. 261-2.)
Os Textos 1 e 2, mesmo pertencendo a gêneros diferentes, respectivamente crônica e poesia, trazem em comum: 
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337Q184330 | Agronomia, Engenheiro Agrônomo, Caixa Econômica Federal, CESGRANRIO

Na maioria das regiões agrícolas do país, a irrigação assume grande importância na obtenção de aumentos de produtividade e de qualidade dos produtos.
Sobre os diferentes sistemas de irrigação, verifica-se que

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338Q673889 | Português, Interpretação de Textos, Engenheiro Agrônomo, IDAF AC, IBADE, 2020

Texto associado.
Texto 1 
                                Antes que elas cresçam 
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal? Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros. Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela. Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, pôsteres e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas. Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto. No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes. O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam. Affonso Romano de Sant´ Anna (Fonte: http://www.releituras. com/arsant _antes.asp, acesso em janeiro de 2020.)
Texto 2
POEMA ENJOADINHO
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como o queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho,
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão. F
ilhos? Filhos.
Melhor não tê-los
Noite de insônia
Cãs prematuros
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
(Fonte: Vinícius de Moraes. Poesia completa & prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987. p. 261-2.)
Em seu texto, o jornalista Affonso Romano reflete sobre:
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339Q181402 | Agronomia, Engenheiro Agrônomo, UFAL, COPEVE UFAL

O APL Horticultura no Agreste visa beneficiar os produtores de hortaliças da região e aumentar a qualidade de vida e renda desse grupo, fortalecendo ações de cooperativismo, associativismo, capacitação em gestão, mercado e tecnologia, visando ao desenvolvimento regional. Dadas as afirmativas seguintes, em relação às hortaliças cultivadas na região,

I. Embora a abóbora Maranhão seja a preferida na região Nordeste, visando à diversificação e mercado de exportação, os produtores alagoanos têm investido no cultivo de abóbora Goianinha, Butternut, híbrido Tetsukabuto e abobrinha de Tronco Redonda, e em tecnologias como o cultivo em estufas e instalação de packing house.

II. A alface, hortaliça folhosa mais plantada na região, apresenta um ciclo curto, o que permite mais de um plantio por ano e o escalonamento de plantio e produção, atendendo à demanda do mercado. Contudo, na região Nordeste, o ciclo da cultura é reduzido devido ao pendoamento precoce, pois com o aumento da temperatura, a planta emite o pendão floral precocemente, interrompendo a fase vegetativa e tornando o produto impróprio para consumo e comercialização, devido ao sabor amargo das folhas.

III. Na região cresce o interesse dos agricultores pela cultura do tomate, fruto rico em licopeno e contém vitamina C. Os tomates podem ser divididos em diversos grupos, de acordo com seu formato e sua finalidade de uso: 1. Santa Cruz, tradicional na culinária, empregado em saladas e molhos e de formato oblongo; 2. Caqui, usado em saladas e lanches, de formato redondo; 3. Saladete, ideal para saladas, de formato redondo; 4. Italiano, de formato oblongo tipicamente alongado, é utilizado principalmente para molhos, podendo ainda fazer parte de saladas; 5. Cereja, "minitomate" redondo ou oblongo, utilizado como aperitivo ou em saladas.

IV. As couves nos últimos anos têm despertado o interesse dos produtores, sendo consideradas as mais plantadas na região agreste. Dentre as couves, a couve-flor assume papel importante devido a sua alta demanda e ótima adaptação à região.


verifica-se que estão corretas

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340Q752650 | Engenharia Agronômica, Engenheiro Agronômo, Ministerio do Desenvolvimento Agrário MDA, COSEAC

O programa do Governo Federal criado em 1995, com o intuito de atender de forma diferenciada os mini e pequenos produtores rurais que desenvolvem suas atividades mediante emprego direto de sua força de trabalho e de sua família, é denominado:
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