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Questões de Concursos Ensino Médio

Resolva questões de Ensino Médio comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


121Q943950 | Português, Interpretação de Textos, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2021

Dicionário de “carioquês” cai na boca do povo


Apesar de a página Dicionário carioca, no Instagram, já estar na boca do povo e reproduzida em toda parte nas redes sociais, sua autora, a estudante de 21 anos, Viktória Savedra, ainda se surpreende com o sucesso de suas “traduções” de expressões e gírias cariocas. O “vocábulo” com maior repercussão é “aulas”, que virou adjetivo para caracterizar algo muito bom. Para alguns, a expressão ainda causa estranhamento; para outros, já faz parte do dia a dia.

A página viralizou em 48 horas, passando de 20 mil seguidores para mais de 180 mil: “mec” é tranquilo; “aulas” é maneiro; e “morde as costas” significa “fique tranquilo”.

Maria de Fátima dos Santos, de 61 anos, mesmo admitindo estar um pouco desatualizada, entrou na brincadeira e tentou adivinhar qual era o significado de algumas delas:

— Eu já falei mais gíria antigamente, hoje em dia já não falo tanta.

Disponível em: https://extra.globo.com. Acesso em: 29 out. 2019 (adaptado).

Esse texto apresenta algumas gírias usadas por certos grupos de cariocas, o que distingue sua fala da fala de pessoas de outros lugares. Além desse aspecto regional, nesse texto a gíria também distingue falares de diferentes

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122Q943951 | Português, Interpretação de Textos, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2021

Até o começo do século 19, para se ouvir música dentro de casa, era preciso ter um cantor ou um músico na família. Caso contrário, só mesmo contratando um artista. Apreciar música era um privilégio para os poucos afortunados que podiam ir a teatros, ou diversão pontual para muitos que não se importavam de ficar em praças públicas, no calor ou no frio, dançando ao som dos realejos de rua. Mas foi somente a partir da invenção do fonógrafo de Thomas Edison que foi possível gravar e reproduzir o som como ele é, inclusive a voz humana.

LEIBOVICH, L. Apresentação. In: Do toque ao clique:

a história da música automática.

São Paulo: Sesc, 2018 (adaptado).

A forma como ouvimos música mudou nos últimos cem anos. Conforme o texto, essas transformações

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123Q949771 | Conhecimentos Gerais, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2018

Nós nunca nos queixamos do tempo. Amamo-lo conforme vem, nunca corremos atrás dele, nunca pensamos em ajuntá-lo nem em parti-lo. Cada um de nós tem tempo em quantidade e nos contentamos com ele.

O homem branco (papalagui) nunca está satisfeito com o tempo que tem; e acusa o Grande Espírito por não lhe ter dado mais. Chega a blasfemar contra Deus, contra sua sabedoria. Divide o dia tal qual um homem partiria um coco mole com uma faca em pedaços cada vez menores. Todos os pedaços têm nome: segundo, minuto, hora.

SCHEURMANN, E. O papalagui. São Paulo: Marco Zero, 1920 (adaptado).

O chefe Tuiávii, habitante de uma ilha próxima à Austrália, explica que seu povo valoriza o tempo de uma forma diferente daquela da civilização ocidental, pois

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124Q943955 | Português, Interpretação de Textos, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2021

Os emergentes querem dirigir

Dois mil e nove. A China assume pela primeira vez o posto de maior produtor mundial de veículos, à frente dos Estados Unidos e Japão. Um ano mais tarde, o Brasil passa a Alemanha e se torna o quarto maior mercado mundial de veículos. A crise financeira, que comprometeu o consumo nos países ricos, pode ter contribuído, mas não fez mais do que antecipar a realidade que deve imperar nas próximas décadas. Cada vez mais, as montadoras voltam seus olhos para o Oriente e para as economias em desenvolvimento. Eles serão os grandes produtores e consumidores de carros do século XXI.

FREITAS, G. Carta Capital, n. 614, set. 2010.


O fragmento de texto é parte de uma reportagem sobre a produção de automóveis no mundo. Considerando a linguagem utilizada e a funcionalidade desse gênero textual, percebe-se que, entre suas características básicas, está a utilização de

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125Q679336 | Português, Uso dos conectivos, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2019

Texto associado.

Menina Thayara conta mitos indígenas em escolas públicas de Manaus


Curitibana e neta de índios guaranis, a menina vive atualmente em Manaus, onde se diverte narrando histórias em escolas públicas.

Mas as apresentações têm uma pitada especial. Honrando o sangue de seus ancestrais, Thayara mostra a magia das lendas e dos mitos indígenas para as crianças da Amazônia.

[...]

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 4 set. 2013 (adaptado).

No trecho “Mas as apresentações têm uma pitada especial”, o conectivo mas tem a função de:
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126Q949742 | Inglês, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2018

Student on Homesickness

When the homesickness hits, I usually get lazy and tired and just feel like going home and sleeping. I miss the safety of my family and the comfort of home, but most of all I miss my mother and just being able to talk to her whenever I want.

The homesickness usually hits when I feel out of place, or when I hear a song, or see something that reminds me of them. Usually, when I Skype them, it makes me feel worse because I can see them and talk to them, but I can't be with them.

Lara Wyatt, 20, Boston.

Disponível em: www.bbc.co.uk. Acesso em: 25 set. 2013.

O texto descreve uma situação muito comum entre as pessoas que passam a viver fora de sua cidade. Considerando as palavras homesickness, family e comfort, o depoimento da estudante Lara Wyatt ressalta

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127Q943903 | Biologia, Problemas ambientais e medidas de conservação, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2021

Desde o começo deste século, casos de morte e sumiço de abelhas são registrados nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, estudiosos destacam episódios alarmantes a partir de 2005. No ano de 2019, o fenômeno parece ter chegado ao ápice. Em três meses, mais de 500 milhões de abelhas foram encontradas mortas por apicultores em quatro estados brasileiros, segundo levantamento da Agência Pública e Repórter Brasil.

GRIGORI, P. Apicultores brasileiros encontram meio bilhão de abelhas mortas em três meses. Disponível em: https://reporterbrasil.org.br. Acesso em: 18 set. 2019 (adaptado).


Uma maneira de minimizar esse problema é

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128Q1019692 | Espanhol, Pronomes Pronombres, Ensino Médio, InoversaSul, CESPE CEBRASPE, 2025

Texto associado.
Texto 15A4-IV

¿Te has preguntado alguna vez cómo TikTok siempre parece saber qué videos te van a gustar? La respuesta está en su algoritmo, una compleja inteligencia artificial que te conoce mejor que tu madre y tu pareja juntas. A través de sus algoritmos, estas plataformas recopilan una gran cantidad de datos sobre nosotros: sabe quién eres, cómo piensas, lo que te gusta y lo que detestas.

Pero, ¿cómo funcionan estos algoritmos? «El de TikTok es un algoritmo muy refinado», explica Andrea Leiva, analista de El Orden Mundial. «Siempre parece saber qué videos exactos te tiene que enseñar para que te enganches y no puedas dejar de mirar la aplicación durante horas».

Según un informe de The Wall Street Journal, TikTok solo necesita dos horas para que su algoritmo capte perfectamente los intereses del usuario, dirigiéndolo a vídeos que probablemente le interesen. Esta capacidad para recopilar información sobre nosotros plantea interrogantes sobre la magnitud de la vigilancia que ejerce la plataforma y cómo utiliza estos datos para manipularnos.

Pablo Gallego, experto en marketing digital, describe a TikTok como una red social que genera dopamina en el usuario, aumentando su predisposición a visualizar anuncios. «Hay un cruce entre lo que sería la psicología y la tecnología, es decir, cuando empezamos a ver el contenido que nos va gustando y vamos dándole like; y la parte tecnológica que va aprendiendo de lo que nos va gustando y lo que no». Sin embargo, esta estrategia de recopilar y analizar datos de los usuarios ha generado gran preocupación en Estados Unidos de América del Norte, lo que ha llevado a intentos de prohibir TikTok en el país.

El algoritmo de TikTok solo necesita dos horas para conocerte y captar tus intereses.
Internet:<rtve.es> (con adaptaciones)

A partir del texto 15A4-IV, juzgue lo siguiente ítem.

El sujeto de los verbos de la secuencia «sabe quién eres, cómo piensas, lo que te gusta» (primer párrafo) es «tú». Si quisiéramos cambiar el sujeto por usted, la construcción quedaría Sabe quién es, cómo piensa, lo que le gusta.

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129Q972047 | Português, Pronomes Indefinidos, Ensino Médio, TJDFT, CIEE, 2019

Texto associado.

Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência, os antigos gregos costumavam consultar os deuses (naquela época, não havia psicanalistas). Para isso, existiam os oráculos – locais sagrados onde os seres imortais se manifestavam, devidamente encarnados em suas sacerdotisas. Certa vez, talvez por brincadeira, um ateniense perguntou ao conceituado oráculo de Delfos se haveria na Grécia alguém mais sábio que o esquisitão Sócrates. A resposta foi sumária: “não”.

O inesperado elogio divino chegou aos ouvidos de Sócrates, causando-lhe uma profunda sensação de estranheza. Afinal de contas, ele jamais havia se considerado um grande sábio. Pelo contrário: considerava-se tão ignorante quanto o resto da humanidade. Após muito meditar sobre as palavras do oráculo, Sócrates chegou à conclusão de que mudaria sua vida (e a história do pensamento). Se ele era o homem mais sábio da Grécia, então o verdadeiro sábio é aquele que tem consciência da própria ignorância. Para colocar à prova sua descoberta, ele foi ter com um dos figurões intelectuais da época. Após algumas horas de conversa, percebeu que a autoproclamada sabedoria do sujeito era uma casca vazia. E concluiu: “Mais sábio que esse homem eu sou. É provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um tantinho mais sábio que ele exatamente por não supor saber o que não sei”. A partir daí, Sócrates começou uma cruzada pessoal contra a falsa sabedoria humana – e não havia melhor palco para essa empreitada que a vaidosíssima Atenas. Em suas próprias palavras, ele se tornou um “vagabundo loquaz” – uma usina ambulante de insolência iluminadora, movida pelo célebre bordão que Sócrates legou à posteridade: “Só sei que nada sei”.

Para sua tarefa audaz, Sócrates empregou o método aprendido com os professores sofistas. Mas havia grandes diferenças entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres. Em primeiro lugar, Sócrates não cobrava dinheiro por suas “lições” – aceitava conversar com qualquer pessoa, desde escravos até políticos poderosos,sem ganhar um tostão. Além disso, os diálogos de Sócrates não serviam para defender essa ou aquela posição ideológica, mas para questionar a tudo e a todos sem distinção. Ele geralmente começava seus debates com perguntas diretas sobre temas elementares: “O que é o amor?” “O que é a virtude?” “O que é a mentira?” Em seguida, destrinchava as respostas que lhe eram dadas, questionando o significado de cada palavra. E continuava fazendo perguntas em cima de perguntas, até levar os exaustos interlocutores a conclusões opostas às que haviam dado inicialmente – e tudo isso num tom perfeitamente amigável. Assim, o pensador demonstrava uma verdade que até hoje continua universal: na maior parte do tempo, a grande maioria das pessoas (especialmente as que se consideram mais sabichonas) não sabe do que está falando.

(José Francisco Botelho. Revista Vida Simples. Edição 91. Com adaptações.)

Das afirmativas transcritas do texto, assinale a que evidencia um pronome indefinido.
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130Q949778 | Conhecimentos Gerais, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2018

Amartya Sen, 78 anos, cresceu em uma Índia imersa na ruína econômica. Filho de um professor universitário, conviveu com a miséria extrema, a sangrenta guerra separatista do Paquistão, o desmonte do Império Britânico e viu a fome matar pelo menos 3 milhões de pessoas em Bengala. Em 1998, ele recebeu o Nobel de Economia por sua formulação original sobre o desenvolvimento, processo que passou a ser visto como uma extensão das liberdades para trabalhar, consumir, dispor de saúde e educação de qualidade e expressar livremente os pensamentos. Graças a Sen, um dos criadores do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o avanço dos países não é mais medido apenas pelo crescimento da economia.

Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br. Acesso em: 10 set. 2014 (adaptado).

Uma consequência dessa nova abordagem sobre o desenvolvimento é a

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131Q679210 | Biologia, Problemas ambientais e medidas de conservação, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2019

Texto associado.

Usinas hidrelétricas a fio-d’água são aquelas que não dispõem de reservatório de água ou o têm em dimensões menores do que poderiam ter. Optar pela construção de uma usina a fio-d’água significa optar por não manter um estoque de água que poderia ser acumulado em uma barragem.

FARIA, I. D. O que são usinas hidrelétricas a fiod'água e qual o seu custo de produção?

Disponível em: www.brasil-economia-governo.org.br. Acesso em: 20 jan. 2013.

Qual a vantagem de se construírem usinas desse tipo?
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132Q943935 | Matemática, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2021

Um levantamento publicado em um periódico médico conclui que das 2,4 bilhões de pessoas que consomem álcool no mundo, 1,5 bilhão são homens e o restante são mulheres.

Disponível em: https://super.abril.com.br. Acesso em: 20 set. 2018.


Um pesquisador selecionará aleatoriamente uma pessoa que consome álcool para realizar uma entrevista.

A probabilidade de essa pessoa ser mulher é

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133Q943959 | Português, Interpretação de Textos, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2021

A ideia de Brasil como país monolíngue ainda é extremamente veiculada, seja pela escola, seja pelas instituições sociais, políticas ou religiosas, seja pela mídia. A aceitação de um Brasil monolíngue gera um grave problema, “pois na medida em que não se reconhecem os problemas de comunicação entre falantes de diferentes variedades da língua, nada se faz também para resolvê-los” (BORTONI-RICARDO, 1984, p. 9). Paradoxalmente, com tantas referências aos povos indígenas na imprensa devido à comemoração dos “500 anos do Brasil”, ainda nos esquecemos das línguas indígenas. Também não levamos em conta as variantes do português em contato com idiomas estrangeiros nas colônias de imigrantes. Por fim, não são consideradas todas as variantes linguísticas do português, sejam regionais ou sociais. Ainda dá status falar “corretamente”, na ideia ingênua de que a língua dita culta é uma ponte para a ascensão social. Quem não domina a variante padrão é marginalizado(a) e ridicularizado(a): na hora de preencher uma vaga profissional, num concurso vestibular, numa situação de conferência, na escola. Essa variante padrão, no entanto, é reservada a uma ínfima parte da população brasileira (a mesma que detém o poder econômico e político). Não é difícil perceber que o modo de falar “correto” é o dessa elite e que o modo “errado” é vinculado a grupos de desprestígio social. Conforme Marcos Bagno (1999), há no Brasil uma “mitologia” do preconceito linguístico, que prejudica toda a nossa educação e nossa formação como cidadãos para além de um termo teórico.

RODRIGUES, F. D. Disponível em: www.unicamp.br. Acesso em: 3 set. 2014 (adaptado).

O texto aborda reflexões referentes à ideia equivocada de monolinguismo e ao preconceito com os diversos falares. A exigência de que todos dominem a norma-padrão da língua como a única possibilidade de uso demonstra que o preconceito não é somente linguístico, mas pode ser ligado à

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134Q679362 | Geografia, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2019

Texto associado.

A notícia do assassinato do presidente norte-americano Abraham Lincoln em 1865 levou 13 dias para cruzar o Atlântico e chegar à Europa. A queda da Bolsa de Valores de Hong-Kong, na semana passada, levou 13 segundos para cair como um raio sobre São Paulo e Tóquio, Nova York e Tel Aviv, Buenos Aires e Frankfurt. Eis ao vivo e em cores a globalização como um fato da vida real.

ROSSI, C. Globalização diminui distâncias e lança o mundo na era da incerteza.

Folha de S. Paulo, 2 nov. 1997 (adaptado).

No contexto mundial, a mudança citada ilustra a influência da
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135Q1019688 | Espanhol, Pronomes Pronombres, Ensino Médio, InoversaSul, CESPE CEBRASPE, 2025

Texto associado.
Texto 15A4-III

Cuando se tienen hijos, la noche cambia de significado. De bebés se tiene la esperanza de que más tarde o más temprano acaben regulando el sueño para poder dormir. Lo que uno no espera es que la batalla por irse a la cama dure hasta la adolescencia. Los adolescentes tienen que dormir más que un adulto. La horquilla de horas que deberían descansar cada noche está entre las ocho y las diez. Pero pocos cumplen con esto.

El pediatra Óscar Sans lo explica: «Cuando llega la preadolescencia o la adolescencia, los jóvenes sufren muchos cambios físicos y hormonales. Y una de las cosas que les pasan es que se transforman. Su ritmo circadiano, este ritmo de 24 horas que nos marca el estar despierto y el estar dormido, se alarga. Y lo que vemos, dicho a grandes rasgos, es que se vuelven más nocturnos».

«No pueden fisiológicamente conciliar el sueño a la hora que era habitual», apoya María Ángeles Bonmatí, investigadora postdoctoral. Ella apela a la comprensión de este fenómeno para evitar esas broncas diarias que no benefician ni a padres ni a hijos. «Segregan melatonina, que es una hormona que secreta la glándula pineal y que nos da el pistoletazo de salida para el proceso del sueño, más tarde que los adultos», prosigue. Eso quiere decir que el sueño le va a entrar sí o sí más tarde. Y da igual si hemos conseguido que se vayan a la cama o no.

Los adolescentes segregan melatonina más tarde que los adultos. Y precisamente aquí es donde entran en juego las pantallas. «Las que tienen una luz del espectro azul que retrae la melatonina», advierte Sans. Y como no encuentran el sueño, se ponen a enredar por puro aburrimiento, todavía retrasan más la aparición natural de la somnolencia. «Parece ser que son, además, más sensibles que los adultos a estos estímulos, incluida la pantalla de la televisión», añade Bonmatí.

Los horarios normales de la sociedad también juegan en contra de los adolescentes. A las ocho ya suena el timbre de la primera clase del instituto. Habría que intentar que los adolescentes no lleguen dormidos. «Un buen consejo es que vayan andando a clase», recomienda Sans. Si está muy lejos, pues un ratito a pie y otro en el medio de transporte que sea necesario.

Otra recomendación sería no poner a primera hora las asignaturas más duras o tediosas, sino las que les vayan a estimular. Y fijar los exámenes en el momento de la semana en el que tengan un mayor rendimiento: «Mejor un miércoles que un lunes».

Verdades y mentiras de dormir bien: i) la trampa del fin de semana. «El sueño que los adolescentes pierden entre semana no lo recuperan el fin de semana. No hay que dejarles que duerman todo lo que quieran», alerta el neurofisiólogo Óscar Sans; ii) ojo con la cena. Ni comidas muy copiosas y con grasas, ni mucho líquido en la cena.

Razones por las que los adolescentes se van tan tarde a la cama.
Internet:<elcorreo.com> (con adaptaciones).

A partir del texto 15A4-III, juzgue lo ítem a seguir.

En el enunciado «No hay que dejarles que duerman» (último párrafo), el término marcado -les se refiere al fin de semana.

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136Q943953 | Português, Interpretação de Textos, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2021

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a pagar mais do que as coisas valem. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

COLASANTI, M. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996 (adaptado).


Nesse texto, em que a autora critica o estilo de vida imposto pela modernidade, um dos elementos responsáveis pela sua progressão é a

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137Q943973 | Geografia, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2021

Enquanto alguns observadores civis compreendiam o caráter catastrófico da futura guerra, governos que não o entendiam se lançaram entusiasticamente à corrida para se equipar. A tecnologia da morte avançou notadamente nos anos de 1880.

HOBSBAWN, E. J. A era dos impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003 (adaptado).


O texto relaciona duas importantes transformações na história da Europa:

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138Q943975 | Português, Interpretação de Textos, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2021

Trabalhadores chineses ganham US$ 0,01 por cada boneca da Disney produzida por eles

Quem vai ao “mundo encantado da Disney” nem imagina que, para os chineses que fabricam os brinquedos da marca, o encanto passa longe. Pagamento e condições de trabalho dignos também. Eles recebem pouco mais de um centavo de dólar por item produzido.

Os trabalhadores chineses que fabricam a boneca da Princesa Ariel Sing & Sparkle, que nos Estados Unidos tem preço de US$ 35, recebem apenas US$ 0,0125 por brinquedo produzido, revelou uma investigação do grupo de defesa de direitos Solidar Suisse e do China Labor Watch em parceria com o jornal The Guardian.

Disponível em: https://extra.globo.com. Acesso em: 8 fev. 2019 (adaptado).

No texto, a localização da produção de bonecas da Disney é explicada pelo(a)

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139Q972044 | Português, Dígrafos, Ensino Médio, TJDFT, CIEE, 2019

Texto associado.

Quando confrontados pelos aspectos mais obscuros ou espinhosos da existência, os antigos gregos costumavam consultar os deuses (naquela época, não havia psicanalistas). Para isso, existiam os oráculos – locais sagrados onde os seres imortais se manifestavam, devidamente encarnados em suas sacerdotisas. Certa vez, talvez por brincadeira, um ateniense perguntou ao conceituado oráculo de Delfos se haveria na Grécia alguém mais sábio que o esquisitão Sócrates. A resposta foi sumária: “não”.

O inesperado elogio divino chegou aos ouvidos de Sócrates, causando-lhe uma profunda sensação de estranheza. Afinal de contas, ele jamais havia se considerado um grande sábio. Pelo contrário: considerava-se tão ignorante quanto o resto da humanidade. Após muito meditar sobre as palavras do oráculo, Sócrates chegou à conclusão de que mudaria sua vida (e a história do pensamento). Se ele era o homem mais sábio da Grécia, então o verdadeiro sábio é aquele que tem consciência da própria ignorância. Para colocar à prova sua descoberta, ele foi ter com um dos figurões intelectuais da época. Após algumas horas de conversa, percebeu que a autoproclamada sabedoria do sujeito era uma casca vazia. E concluiu: “Mais sábio que esse homem eu sou. É provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um tantinho mais sábio que ele exatamente por não supor saber o que não sei”. A partir daí, Sócrates começou uma cruzada pessoal contra a falsa sabedoria humana – e não havia melhor palco para essa empreitada que a vaidosíssima Atenas. Em suas próprias palavras, ele se tornou um “vagabundo loquaz” – uma usina ambulante de insolência iluminadora, movida pelo célebre bordão que Sócrates legou à posteridade: “Só sei que nada sei”.

Para sua tarefa audaz, Sócrates empregou o método aprendido com os professores sofistas. Mas havia grandes diferenças entre a dialética de Sócrates e a de seus antigos mestres. Em primeiro lugar, Sócrates não cobrava dinheiro por suas “lições” – aceitava conversar com qualquer pessoa, desde escravos até políticos poderosos,sem ganhar um tostão. Além disso, os diálogos de Sócrates não serviam para defender essa ou aquela posição ideológica, mas para questionar a tudo e a todos sem distinção. Ele geralmente começava seus debates com perguntas diretas sobre temas elementares: “O que é o amor?” “O que é a virtude?” “O que é a mentira?” Em seguida, destrinchava as respostas que lhe eram dadas, questionando o significado de cada palavra. E continuava fazendo perguntas em cima de perguntas, até levar os exaustos interlocutores a conclusões opostas às que haviam dado inicialmente – e tudo isso num tom perfeitamente amigável. Assim, o pensador demonstrava uma verdade que até hoje continua universal: na maior parte do tempo, a grande maioria das pessoas (especialmente as que se consideram mais sabichonas) não sabe do que está falando.

(José Francisco Botelho. Revista Vida Simples. Edição 91. Com adaptações.)

O dígrafo consiste no encontro de duas letras que, juntas, emitem um único som, correspondente a um determinado fonema.

São considerados dígrafos consonantais, EXCETO:

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140Q943981 | Sociologia, Ensino Médio, ENCCEJA, INEP, 2021

O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.

BRASIL. Lei n. 11 645, de 10 de março de 2008.

Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 14 ago. 2014.

A legislação citada visa combater formas históricas de exclusão social ao estabelecer, na escola, a promoção do reconhecimento da

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