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Questões de Concursos Farmacêutico

Resolva questões de Farmacêutico comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1181Q382339 | Biologia, Biossegurança, Farmacêutico, Ministério da Saúde, CESPE CEBRASPE

Em laboratórios de saúde pública, biossegurança pode ser definida como a aplicação de boas práticas laboratoriais conjugadas com a utilização de edificações, instalações e equipamentos de segurança adequados, visando à prevenção, ao controle ou à eliminação de riscos inerentes às atividades laboratoriais. Com relação a esse assunto, julgue os próximos itens.

Na contenção secundária, são utilizadas edificações e instalações laboratoriais adequadas, como cabines de segurança biológica.

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1182Q210570 | Raciocínio Lógico, Farmacêutico, MAPA, FJPF

Vera contribuiu com $ 2,00 e Regina com $ 3,00 para comprar um saco de laranjas em parceria. Combinaram dividir as frutas de maneira que cada uma levasse para casa o máximo possível de laranjas inteiras que não ultrapassasse a proporção do respectivo desembolso na compra. As laranjas que eventualmente sobrassem seriam consumidas por elas, na hora. Sabendo–se que havia 37 laranjas no saco, pode–se concluir que:

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1183Q846279 | Farmácia, Coleta De Material Biológico e Biossegurança Farmacêutica, Farmacêutico, SES DF, IADES, 2020

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), as definições de segurança do paciente e biossegurança são, respectivamente, a redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde e o conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, mitigar ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam interferir ou comprometer a qualidade de vida, a saúde humana e o meio ambiente.

Quanto a essas definições, julgue os itens a seguir. 
Os riscos biológicos podem ser classificados de acordo com o risco que apresentam. A classe de risco 2 compreende agentes biológicos que apresentam risco moderado para o indivíduo/profissional e risco limitado para a comunidade. Esse grupo inclui os microrganismos, as bactérias, os fungos, os vírus e os parasitas que podem provocar doenças em humanos ou em animais saudáveis. Em circunstâncias normais, não é provável que levem riscos mais graves aos envolvidos ou ao meio ambiente.
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1184Q480503 | Farmácia, Fisiologia Humana, Farmacêutico, Prefeitura de Palmeira SC, CEC Concurso

Assinale a alternativa cujas expressões preenchem corretamente as lacunas da frase a seguir:

“A fração lipoproteica ___________ possui efeito protetor cardíaco, apresentando correlação ________ ___________ com o risco de desenvolver doença coronariana.”

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1185Q478483 | Farmácia, Farmacologia, Farmacêutico, Prefeitura de Lagoa da Prata MG, FGR

Um grande número de fármacos pode causar hiperglicemia em indivíduos normais ou comprometer o controle metabólico em pacientes diabéticos. Nesse contexto, são exemplos de fármacos com efeitos hiperglicemiantes, EXCETO:

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1186Q693055 | Português, Interpretação de Textos, Farmacêutico, UFSC, UFSC, 2019

Texto associado.
Texto 1

A linguagem e a constituição da subjetividade
 1  [...] O tema da “constitutividade” remete, de alguma forma, a questões que demandam
 2 explicitação, já que supõe uma teoria do sujeito e esta, por seu turno, implica a definição de
 3 um lugar nem sempre rígido a inspirar práticas pedagógicas e por isso mesmo políticas.
 4   Quando se admite que um sujeito se constitui, o que se admite junto com isso? Que
 5 energia põe em movimento este processo? É possível determinar seus pontos alfa e ômega?
 6   Em que sentido a prática pedagógica faz parte deste processo? Com que “instrumentos” ou
 7 “mediações” trabalha este processo?
 8   Obviamente, este conjunto de questões, a que outras podem ser somadas, põe em foco
 9  a totalidade do fenômeno humano, sua destinação e sua auto-compreensão. Habituados à
10 higiene da racionalidade, ao inescapável método de pensar as partes para nos aproximarmos
11 de respostas provisórias que, articuladas um dia – sempre posto em suspenso e remetido às
12 calendas gregas – possam dar do todo uma visão coerente e uniforme, temos caminhado e
13 nos fixado nas partes, nas passagens, mantendo sempre no horizonte esta suposição de que
14 o todo será um dia compreendido.
15   Meu objetivo é pôr sob suspeição a esperança que inspira a construção deste horizonte,
16 o ponto de chegada. E pretendo fazer isso discutindo precisamente a noção de
17 constitutividade e as seguintes implicações que me parecem acompanhá-la:
18 1. admitir a noção de constitutividade implica em admitir um espaço para o sujeito;
19 2. admitir a noção de constitutividade implica em admitir a inconclusibilidade;
20 3. admitir a noção de constitutividade implica em admitir o caráter não fechado dos
21 “instrumentos” com que se opera o processo de constituição;
22 4. admitir a noção de constitutividade implica em admitir a insolubilidade.
23   No movimento pendular da reflexão sobre o sujeito, os pontos extremos a que remete
24 nossa cultura situam o sujeito ora em um de seus lados, tomando-o como um deus ex-nihilo,
25 fonte de todos os sentidos, território previamente dado já que racional por natureza (e por
26 definição), espaço onde se processa toda a compreensão. Na outra extremidade, o sujeito é
27 considerado mero ergon, produto do meio ambiente, da herança cultural de seu passado.
28  Entre a metafísica idealista e o materialismo mecanicista, pontos extremos, movimenta-se o
29 pêndulo. E a força deste movimento é territorializada em um de seus pontos. A absorção de
30 elementos outros, não essenciais segundo o espaço em que se situa a reflexão, são acidentes
31 incorporados ao conceito de sujeito que cada corrente professa. Exemplifiquemos pelas
32 posições mais radicais.
33   Do ponto de vista de uma metafísica religiosa, destinando-se o homem a seu reencontro
34 paradisíaco com seu Criador, de quem é feito imagem e semelhança, os desvios de
35 rota, os pecados, enfim a vida vivida por todos nós, neste tempo de provação, a consciência
36 que, em sua infinita bondade, nos foi concedida pelo Criador, aponta-nos o bem e o mal,
37 ensina-nos, do nada, o arrependimento pela prática deste e a alegria pela prática daquele.
38 Deus e o Diabo, ambos energeia. Impossível um sem o outro, como mostra o “evangelista”
39 contemporâneo José Saramago em O Evangelho Segundo Jesus Cristo.
40   Do ponto de vista de um materialismo estreito, o sujeito na vida que vive apenas ocupa
41 lugares previamente definidos pela estrutura da sociedade, cujas formações discursivas e
42 ideológicas já estatuíram, desde sempre, o que se pode dizer, o que se pode pensar.
43   Recortaram o dizível e o indizível. Toda e qualquer pretensão de dizer a sua palavra, de
44 pensar a motu proprio não passa de uma ilusão necessária e ideológica para que o Criador,
45 agora o sistema, a estrutura se reproduza em sua igualdade de movimentos. Assujeitado
46 nestes lugares, o sujeito conduz-se segundo um papel previamente dado. Representamos na
47 vida. Infelizmente uma representação definitiva e sem ensaios. Sempre a representação final
48 de um papel que não escolhemos. E aqui a lembrança de leitor remete a Milan Kundera de A
49 Insustentável Leveza do Ser.
50  Em nenhum dos extremos a noção de constitutividade situa a essência do que define o
51 sujeito. Elege o fluxo do movimento como seu território sem espaço. Lugar de passagem e na
52 passagem a interação do homem com os outros homens no desafio de construir categorias de
53 compreensão do mundo vivido, nem sempre percebido e dificilmente concebido de forma
54 idêntica pela unicidade irrepetível que é cada sujeito. As interações são perpassadas por
55 histórias contidas e nem sempre contadas. Por interesses contraditórios, por incoerências.
56    São de um presente que, em se fazendo, nos escapa porque sua materialidade é inefável,
57 contendo no aqui e agora as memórias do passado e os horizontes de possibilidades de um
58 futuro. Ao associarem a noção de constitutividade à de interação, escolhendo esta como o
59 lugar de sua realização, as concepções bakhtinianas de linguagem e de sujeito trazem, ao
60 mesmo tempo, para o processo de formação da subjetividade, o outro, alteridade necessária,
61 e o fluxo do movimento, cuja energia não está nos extremos, mas no trabalho que se faz
62 cotidianamente, movido por interesses contraditórios, por lutas, mas também por utopias, por
63 sonhos. Presente limitado pelas suas condições de sua possibilidade, e porque limitado
64 mostra que há algo para além das margens (ou não haveria limites). Os instrumentos
65 disponíveis, construídos pela herança cultural e reconstruídos, modificados, abandonados ou
66 recriados pelo presente, têm um passado, mas seu sentido se mede pelo que no presente
67 constrói como futuro.
68    Professar tal teoria do sujeito é aceitar que somos sempre inconclusos, de uma
69 incompletude fundante e não casual. Que no processo de nos compreendermos a nós
70 próprios apelamos para um conjunto aberto de categorias, diferentemente articuladas no
71 processo de viver. Somos insolúveis (o que está longe de volúveis) no sentido de que não há
72 um ponto rígido, duro, fornecedor de todas as explicações.
73   Que papel reservar à educação e à leitura neste processo? Considerando que a
74 educação somente se dá pelo processo de mediação entre sujeitos e que a leitura é uma das
75 formas de interação entre os homens – um leitor diante de uma página escrita sabe que por
76 trás desta há um autor (seja ele da ordem que for) com que está se encontrando, então
77 devemos incluir todos os processos educacionais e a leitura entre as interações e por isso
78 mesmo dentro dos processos de constituição das subjetividades.
79   A leitura do mundo e a leitura da palavra são processos concomitantes na constituição
80 dos sujeitos. Ao “lermos” o mundo, usamos palavras. Ao lermos as palavras, reencontramos
81 leituras do mundo. Em cada palavra, a história das compreensões do passado e a construção
82 das compreensões do presente que se projetam como futuro. Na palavra, passado, presente e
83 futuro se articulam.
GERALDI, João Wanderley. A aula como acontecimento. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010, p. 30-32. [Adaptado].
Assinale a alternativa que melhor exprime o tema central do texto 1.
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1187Q477555 | Farmácia, Farmacologia Clínica, Farmacêutico, FUB, CESPE CEBRASPE

Acerca da insulina e dos antidiabéticos orais, julgue os itens a seguir.

A insulina simples é indicada quando há necessidade de um controle mais rápido da glicemia, não podendo ser utilizada por via intravenosa ou intramuscular.

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1188Q479095 | Farmácia, Farmacocinética, Farmacêutico, Prefeitura de Nova Tebas PR, UNIUV

São considerados fármacos antipsicóticos atípicos:

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1189Q480379 | Farmácia, Farmacêutico, IAMSPE SP, VUNESP

Quanto ao preparo de doses unitárias, a RDC 67, de 08.10.07, que dispõe sobre as Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais, estabelece que

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1190Q475783 | Farmácia, Farmacologia, Farmacêutico, Prefeitura de Louveira SP, VUNESP

O sistema de controle de dispensação de antibióticos em hospitais, no qual alguns antibióticos são considerados de prescrição especial, sendo necessário, além da justificativa do médico prescritor, a consulta ao especialista no assunto para a liberação do produto, é chamado

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1191Q342415 | Raciocínio Lógico, Algebra das Proposições, Farmacêutico, Prefeitura de Manaus AM, CETRO

Quem não pergunta fica com dúvidas. Nenhum adolescente pergunta. Logo,
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1192Q480226 | Farmácia, Farmacêutico, Prefeitura de Ituiutaba MG

Os medicamentos derivados do ácido acetilsalicílico (AAS) tem ação sobre as enzimas cicloxigenase I e II (COX I e II) inativando-as, entretanto essas enzimas são constitutivas e o uso de AAS podem ocasionar várias reações adversas. Assinale a alternativa CORRETA em relação aos efeitos adversos do AAS:
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1193Q210916 | Português, Interpretação de Textos, Farmacêutico, Prefeitura de Rio de Janeiro RJ, Prefeitura do Rio de Janeiro RJ, 2019

Texto associado.

Texto: Eu e a enxaqueca, uma história de amor


Eu sou meio figurinha carimbada no circuito de triagem clínica de enxaqueca. Os pesquisadores me adoram, principalmente pelo número prodigioso de crises que tenho: de dez a 12 por mês, em média. “Que coisa fantástica. Uma fonte excelente de dados”, comemorou o coordenador da minha última análise de fármaco quando lhe mostrei o diário exclusivo para as dores de cabeça que mantenho há anos.

“Excelente para você”, retruquei. Para mim, representa quase um terço da vida sendo refém do horror da enxaqueca, incluindo os três dias por mês, pelo menos, que passo de cama, consumida pela dor paralisante e a náusea intensa.

Experimentei mais de uma dúzia de remédios preventivos e participei de uma série de triagens para medicamentos em teste. Nenhum ajudou; alguns, inclusive provocaram dores horríveis. O fato é que todos foram criados para tratar outros males, e só depois investidos na enxaqueca, depois que pacientes hipertensos, convulsivos e bipolares relataram uma melhora coincidente nas dores de cabeça de que sofriam.

Atualmente, participo de uma triagem para um remédio específico. Seu alvo é o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, substância neuroquímica que faz os vasos sanguíneos incharem – e que é o que as pessoas que sofrem desse mal aparentemente produzem em demasia.

Pela primeira vez na vida, pareço estar sentindo um certo alívio. E o pior efeito colateral até agora é um otimismo profundo, embora ele venha acompanhado de complicações inesperadas. Depois de anos experimentando todo tipo de medicamento, já não me p

reocupo mais com a ineficácia porque é o que sempre acontece. Percebi desta vez uma nova preocupação: e se desta vez funcionar?

Tive a primeira crise de enxaqueca aos 12 anos – e depois veio outra, e outra. A princípio, não sabia o que era. Meus pais achavam que eu era só hipersensível à gripe, problema que eles esperavam e eu dava como certo que ia superar. Adolescente motivada e dedicadíssima, acreditava que todas as portas estavam abertas para mim, em termos de carreira: astronauta, médica, a primeira presidente mulher.

Foi só no primeiro ano em Yale que tive minha enxaqueca diagnosticada, quando também me toquei de que não ia superá-la. As portas começaram a se fechar. O fato de ter que passar dias seguidos sem poder me levantar parecia eliminar a possibilidade de carreira em uma profissão da qual dependiam vidas – ou seja, a medicina cirúrgica estava fora de questão. Também desconfiei que as enxaquecas crônicas atrapalhariam uma candidata à presidência muito antes de as dores de cabeça de Michele Bachmann se tornarem manchete. Optei então pelo jornalismo.

8º Já faz mais de 20 anos que a enxaqueca ocupa um espaço central, ainda que indesejável, na minha vida, meio como a irmã detestável que eu nunca tive. Ela também ajudou a moldar a pessoa em que me tornei. E não só me ajudou a desenvolver uma tolerância bem alta à dor, como a aperfeiçoar a técnica do vômito em jato. E, agora que me deparo com a perspectiva quase inimaginável de me livrar da dor para sempre, começo a perceber que nem consigo imaginar a vida sem ela. 

9º A possibilidade do surgimento de um remédio “prodígio” gera emoções conflitantes por várias razões. Para começar que, se tivesse sido inventado antes, eu poderia ter me tornado astronauta. E se a solução é realmente tão simples – olha, seu organismo gera esse tal de peptídeo em demasia, está aqui o remédio para inibir a produção –, fica difícil entender por que demorou tanto para ser inventado.

10º A cura também representaria um novo fardo. Dizer que fiz o melhor que pude “apesar da enxaqueca” livra a minha cara por tudo aquilo que não fiz, tipo tornar-me a primeira mulher na presidência. Se esse medicamento funcionar, nada vai me impedir de fazer coisas excepcionais – e, ao mesmo tempo, acabará com a desculpa para não as realizar.

11º Por outro lado, e se foi a enxaqueca que me ajudou a conquistar tudo o que consegui até agora? Scott Sonenshein, professor da Faculdade de Administração Jones da Universidade Rice, afirma que conseguimos realizar mais quando nossos recursos (no meu caso, a saúde) são limitados do que quando são abundantes. “As restrições podem ser motivação para desenvoltura, para a criatividade, estímulo para uma solução melhor dos problemas”, escreve ele em seu livro, Stretch.

12º É fato que, graças à enxaqueca, aprendi muita coisa interessante e útil – como fazer todos os meus trabalhos antes do prazo, para o caso de a dor de cabeça atacar na última hora. Fazer as coisas apesar dela quando absolutamente necessário – e a pegar leve comigo mesma no resto do tempo. Aprendi a pedir ajuda quando precisava. Será que a ausência da enxaqueca me fará menos responsável, menos diligente? Ou fará com que eu me dedique em dobro, sabendo que não vou acabar tendo uma dor paralisante se me esforçar demais? Tenho muitas perguntas em relação a essa possível versão futura de mim mesma. (E uma para a Nasa: qual é o limite de idade para o treinamento dos astronautas?)

13º É claro que, se uma crise de identidade é o preço para acabar com a dor debilitante no meu cérebro, pagarei com muito prazer. Passei décadas sonhando com uma cura, geralmente deitada no quarto escuro, com um saco de ervilhas congeladas contra o rosto. A surpresa é eu sentir qualquer resquício de nostalgia em relação a esses tempos – mas percebo agora que uma parte de mim sentirá saudades.

                                                                                                                  LATSON, Jennifer

Texto adaptado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saber-viver/eu-a-enxaqueca-uma-historia-deamor-23178050 Acessado em 16/03/2019.

“Eu sou meio figurinha carimbada no circuito de triagem clínica de enxaqueca.”(1º parágrafo). A expressão figurinha carimbada pode ser entendida, no contexto, como:
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1194Q477673 | Farmácia, Nutrição Clínica, Farmacêutico, DEPEN, FUNRIO

A estabilidade das soluções para nutrição parenteral é determinada pela complexidade das formulações e a interação de seus componentes. Classifique as alternativas abaixo como VERDADEIRO (V) ou FALSO (F) e, a seguir, marque a única alternativa correspondente à seqüência CORRETA:

1 - a glicose hipertônica em pH 3,5 aumenta a agregação de partículas de gordura.

 2 - o ácido ascórbico sofre degradação na presença de zinco. ( )

3 - sais de cálcio ajudam a estabilizar a cianocobalamina. ( )

4 - sódio, potássio, acetato e cloreto são compatíveis em todas as concentrações. ( )

5 - o cálcio apresenta boa compatibilidade com o fosfato. ( )

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1195Q476441 | Farmácia, Formulações farmacêuticas, Farmacêutico, Ministério da Saúde, CESPE CEBRASPE

Acerca de fórmulas e formas farmacêuticas, julgue os itens a seguir.

Os óvulos e supositórios, preparações farmacêuticas sólidas com formato adequado para aplicação segundo a via de administração adequada, devem dispersar-se ou fundir-se à temperatura do organismo.

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1196Q480551 | Farmácia, Medicamentos e tratamentos clínicos, Farmacêutico, Prefeitura de Triunfo PE, METTA CeC

Sobre os fármacos anti-infecciosos do trato gastrintestinal, julgue os itens a seguir em V ou F:

I. O albendazol é um fármaco anti-helmíntico polivalente.

II. O uso do mebendazol pode apresentar como efeitos adversos, dor abdominal transitória e diarréia.

III. O tiabendazol é contra-indicado para pacientes com insuficiência renal.

É(são) VERDADEIRO(s) o(s) item(ns):

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1197Q477754 | Farmácia, Farmacodinâmica, Farmacêutico, Funasa, Dom Cintra Fundação

“Atenção: Este medicamento pode causar hipertensão pulmonar”. Esta frase deve constar, em destaque, no rótulo e bula dos medicamentos que contêm a seguinte substância:

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1198Q692559 | Português, Interpretação de Textos, Farmacêutico, UFSC, UFSC, 2019

Texto associado.
Texto 1

A linguagem e a constituição da subjetividade
 1  [...] O tema da “constitutividade” remete, de alguma forma, a questões que demandam
 2 explicitação, já que supõe uma teoria do sujeito e esta, por seu turno, implica a definição de
 3 um lugar nem sempre rígido a inspirar práticas pedagógicas e por isso mesmo políticas.
 4   Quando se admite que um sujeito se constitui, o que se admite junto com isso? Que
 5 energia põe em movimento este processo? É possível determinar seus pontos alfa e ômega?
 6   Em que sentido a prática pedagógica faz parte deste processo? Com que “instrumentos” ou
 7 “mediações” trabalha este processo?
 8   Obviamente, este conjunto de questões, a que outras podem ser somadas, põe em foco
 9  a totalidade do fenômeno humano, sua destinação e sua auto-compreensão. Habituados à
10 higiene da racionalidade, ao inescapável método de pensar as partes para nos aproximarmos
11 de respostas provisórias que, articuladas um dia – sempre posto em suspenso e remetido às
12 calendas gregas – possam dar do todo uma visão coerente e uniforme, temos caminhado e
13 nos fixado nas partes, nas passagens, mantendo sempre no horizonte esta suposição de que
14 o todo será um dia compreendido.
15   Meu objetivo é pôr sob suspeição a esperança que inspira a construção deste horizonte,
16 o ponto de chegada. E pretendo fazer isso discutindo precisamente a noção de
17 constitutividade e as seguintes implicações que me parecem acompanhá-la:
18 1. admitir a noção de constitutividade implica em admitir um espaço para o sujeito;
19 2. admitir a noção de constitutividade implica em admitir a inconclusibilidade;
20 3. admitir a noção de constitutividade implica em admitir o caráter não fechado dos
21 “instrumentos” com que se opera o processo de constituição;
22 4. admitir a noção de constitutividade implica em admitir a insolubilidade.
23   No movimento pendular da reflexão sobre o sujeito, os pontos extremos a que remete
24 nossa cultura situam o sujeito ora em um de seus lados, tomando-o como um deus ex-nihilo,
25 fonte de todos os sentidos, território previamente dado já que racional por natureza (e por
26 definição), espaço onde se processa toda a compreensão. Na outra extremidade, o sujeito é
27 considerado mero ergon, produto do meio ambiente, da herança cultural de seu passado.
28  Entre a metafísica idealista e o materialismo mecanicista, pontos extremos, movimenta-se o
29 pêndulo. E a força deste movimento é territorializada em um de seus pontos. A absorção de
30 elementos outros, não essenciais segundo o espaço em que se situa a reflexão, são acidentes
31 incorporados ao conceito de sujeito que cada corrente professa. Exemplifiquemos pelas
32 posições mais radicais.
33   Do ponto de vista de uma metafísica religiosa, destinando-se o homem a seu reencontro
34 paradisíaco com seu Criador, de quem é feito imagem e semelhança, os desvios de
35 rota, os pecados, enfim a vida vivida por todos nós, neste tempo de provação, a consciência
36 que, em sua infinita bondade, nos foi concedida pelo Criador, aponta-nos o bem e o mal,
37 ensina-nos, do nada, o arrependimento pela prática deste e a alegria pela prática daquele.
38 Deus e o Diabo, ambos energeia. Impossível um sem o outro, como mostra o “evangelista”
39 contemporâneo José Saramago em O Evangelho Segundo Jesus Cristo.
40   Do ponto de vista de um materialismo estreito, o sujeito na vida que vive apenas ocupa
41 lugares previamente definidos pela estrutura da sociedade, cujas formações discursivas e
42 ideológicas já estatuíram, desde sempre, o que se pode dizer, o que se pode pensar.
43   Recortaram o dizível e o indizível. Toda e qualquer pretensão de dizer a sua palavra, de
44 pensar a motu proprio não passa de uma ilusão necessária e ideológica para que o Criador,
45 agora o sistema, a estrutura se reproduza em sua igualdade de movimentos. Assujeitado
46 nestes lugares, o sujeito conduz-se segundo um papel previamente dado. Representamos na
47 vida. Infelizmente uma representação definitiva e sem ensaios. Sempre a representação final
48 de um papel que não escolhemos. E aqui a lembrança de leitor remete a Milan Kundera de A
49 Insustentável Leveza do Ser.
50  Em nenhum dos extremos a noção de constitutividade situa a essência do que define o
51 sujeito. Elege o fluxo do movimento como seu território sem espaço. Lugar de passagem e na
52 passagem a interação do homem com os outros homens no desafio de construir categorias de
53 compreensão do mundo vivido, nem sempre percebido e dificilmente concebido de forma
54 idêntica pela unicidade irrepetível que é cada sujeito. As interações são perpassadas por
55 histórias contidas e nem sempre contadas. Por interesses contraditórios, por incoerências.
56    São de um presente que, em se fazendo, nos escapa porque sua materialidade é inefável,
57 contendo no aqui e agora as memórias do passado e os horizontes de possibilidades de um
58 futuro. Ao associarem a noção de constitutividade à de interação, escolhendo esta como o
59 lugar de sua realização, as concepções bakhtinianas de linguagem e de sujeito trazem, ao
60 mesmo tempo, para o processo de formação da subjetividade, o outro, alteridade necessária,
61 e o fluxo do movimento, cuja energia não está nos extremos, mas no trabalho que se faz
62 cotidianamente, movido por interesses contraditórios, por lutas, mas também por utopias, por
63 sonhos. Presente limitado pelas suas condições de sua possibilidade, e porque limitado
64 mostra que há algo para além das margens (ou não haveria limites). Os instrumentos
65 disponíveis, construídos pela herança cultural e reconstruídos, modificados, abandonados ou
66 recriados pelo presente, têm um passado, mas seu sentido se mede pelo que no presente
67 constrói como futuro.
68    Professar tal teoria do sujeito é aceitar que somos sempre inconclusos, de uma
69 incompletude fundante e não casual. Que no processo de nos compreendermos a nós
70 próprios apelamos para um conjunto aberto de categorias, diferentemente articuladas no
71 processo de viver. Somos insolúveis (o que está longe de volúveis) no sentido de que não há
72 um ponto rígido, duro, fornecedor de todas as explicações.
73   Que papel reservar à educação e à leitura neste processo? Considerando que a
74 educação somente se dá pelo processo de mediação entre sujeitos e que a leitura é uma das
75 formas de interação entre os homens – um leitor diante de uma página escrita sabe que por
76 trás desta há um autor (seja ele da ordem que for) com que está se encontrando, então
77 devemos incluir todos os processos educacionais e a leitura entre as interações e por isso
78 mesmo dentro dos processos de constituição das subjetividades.
79   A leitura do mundo e a leitura da palavra são processos concomitantes na constituição
80 dos sujeitos. Ao “lermos” o mundo, usamos palavras. Ao lermos as palavras, reencontramos
81 leituras do mundo. Em cada palavra, a história das compreensões do passado e a construção
82 das compreensões do presente que se projetam como futuro. Na palavra, passado, presente e
83 futuro se articulam.
GERALDI, João Wanderley. A aula como acontecimento. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010, p. 30-32. [Adaptado].
Assinale a alternativa correta em relação aos quatro primeiros parágrafos do texto 1.
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1199Q477013 | Farmácia, Farmacologia Clínica, Farmacêutico, SEMAD MA, CESPE CEBRASPE

A introdução dos genéricos no arsenal terapêutico nacional veio acompanhada de uma lei que regulamenta o controle de qualidade desses medicamentos por meio de testes clínicos de equivalência farmacêutica e bioequivalência. Com referência à farmacologia clínica e aos medicamentos genéricos, julgue os itens subseqüentes.

Duas formulações ou preparações farmacêuticas que exibem a mesma biodisponibilidade são chamadas de medicamentos similares.

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1200Q478555 | Farmácia, Farmacêutico, UFES ES, DRH UFES

A quimioterapia adjuvante de tumores sólidos pode incluir os agentes antineoplásicos listados abaixo, EXCETO:
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