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Questões de Concursos Professor de Filosofia

Resolva questões de Professor de Filosofia comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


61Q1030436 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Professor de Filosofia, SEEC RN, FGV, 2025

Com relação à lógica proposicional, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) A disjunção “P ou Q” é verdadeira se e somente se ambas as proposições P e Q forem verdadeiras.
( ) A negação da proposição “Se hoje é segunda-feira, então João irá trabalhar” é logicamente equivalente a “Hoje é segunda-feira e João não irá trabalhar”.
( ) A proposição “Se Maria estuda, então ela passa no teste” é falsa apenas se Maria estuda e não passa no teste.

As afirmativas são, respectivamente,
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62Q1070947 | Filosofia, A Política, Professor de Filosofia, Prefeitura de São Leopoldo RS, FUNDATEC

“Há crianças vendidas por pais extremamente pobres a quem tem dinheiro e falta de escrúpulos para as comprar; pessoas cujo rendimento não permite fazer mais do que uma refeição por dia; jovens que não têm a menor possibilidade de adquirir pelo menos a escolaridade básica; cidadãos que estão presos por terem defendido as suas ideias. Perante casos destes, sentimos que as nossas intuições morais de justiça e igualdade não são respeitadas. Surge assim a pergunta: Como é possível uma sociedade justa? Este problema pode ter formulações mais precisas. Uma delas é a seguinte: Como deve uma sociedade distribuir os seus bens? Qual é a maneira eticamente correta de o fazer? Trata-se do problema da justiça distributiva. A pergunta que o formula é a seguinte: Quais são os princípios mais gerais que regulam a justiça distributiva? A teoria da justiça de John Rawls é uma das respostas mais influente a este problema”. (VAZ, 2006). John Rawls, na sua obra Uma teoria da justiça (1971), argumenta que a maneira pela qual podemos entender a justiça é perguntando a nós mesmos – como pessoas racionais e com interesses próprios – com quais princípios de organização da sociedade concordaríamos em uma situação originária. De acordo com o argumento contratualista proposto por Rawls, a situação originária é concebida como:
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63Q1070442 | Filosofia, O Sujeito Moderno, Professor de Filosofia, SEDUC PI, NUCEPE, 2025

Sobre as regras do método, tal afirmar o seguinte: como apresentadas por Descartes no Discurso do Método, podemos

I - o primeiro momento é aquele que afirma com cautela a necessária evidência de algum conhecimento como o elemento da verdade, evitando precipitações.

II - o segundo momento, segundo o qual, para conhecer algo, é necessário compartimentalizar as dificuldades em tantas partes necessárias e possíveis.

III - conduzir o pensamento a partir dos objetos mais complexos, passando depois para os mais simples.

IV - enumerar de modo simples, todas as partes, até o momento da certeza que nada foi omitido, já que a evidência não requer revisões gerais.


Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
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64Q1070950 | Filosofia, A Política, Professor de Filosofia, Prefeitura de São Leopoldo RS, FUNDATEC

“Rousseau concorda com Hobbes, contra Locke, que num estado de natureza não há direitos de propriedade e, consequentemente, também não há justiça nem injustiça. Mas à medida que a sociedade se desenvolve a partir do seu estado primitivo, a falta de tais direitos começa a ser sentida. A cooperação econômica e o progresso técnico tornam necessária a formação de uma associação para a proteção das pessoas e das posses dos indivíduos. Como poderá isto ser feito, permitindo ao mesmo tempo que cada membro da associação permaneça tão livre quanto o era antes? O Contrato Social dá a solução apresentando o conceito de vontade geral.” (KENNY, 2016). De acordo com a perspectiva de Jean-Jacques Rousseau, a vontade geral pode ser compreendida como:
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65Q1070441 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Professor de Filosofia, SEDUC PI, NUCEPE, 2025

A filosofia de Martin Heidegger caracteriza-se, entre outros aspectos, como o trilhar de caminhos em busca do melhor tratamento para a questão mais fundamental da história da filosofia ocidental: a questão do ser. Mas o que é necessário, segundo Heidegger, para recolocar esta questão?
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66Q1030425 | Filosofia, A Política, Professor de Filosofia, SEEC RN, FGV, 2025

A ordem social é um direito sagrado que serve de base a todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções. Trata-se, pois, de saber que convenções são essas.
ROUSSEAU, J.-J. Do contrato social. São Paulo: Abril, 1973. (Adaptado.)

Rousseau é um dos autores fundamentais do pensamento político moderno. Segundo o filósofo, a ordem social se origina
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67Q1070945 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Professor de Filosofia, Prefeitura de São Leopoldo RS, FUNDATEC

Um argumento é chamado de entimema quando
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68Q1030430 | Filosofia, Filosofia e a Grécia Antiga, Professor de Filosofia, SEEC RN, FGV, 2025

O termo “maiêutica” deriva do grego e designa, literalmente, o ato do parto. De maneira metafórica, refere-se ao método socrático, que consiste em
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69Q1030429 | Filosofia, A Política, Professor de Filosofia, SEEC RN, FGV, 2025

— Se estivesses a organizar, ó Sócrates — interveio ele — uma cidade de porcos, não precisavas de outra forragem para eles.
PLATÃO. A República. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2017.

A fala acima expressa a crítica de Gláucon à primeira cidade idealizada por Sócrates no livro II d’A República. A crítica se deve ao fato de que esta cidade
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70Q1069865 | Filosofia, Filosofia e a Grécia Antiga, Professor de Filosofia, Prefeitura de Marau RS, FUNDATEC, 2025

“Na busca da unidade, de uma natureza (physis), os primeiros pensadores gregos sistematizaram questões e se indagaram sobre as finalidades da existência, sobre o que era comum a todos os seres da mesma espécie, produzindo uma visão essencializada e metafísica sobre os seres humanos” (Brasil, 2018).
De acordo com o trecho acima, retirado da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essa “visão essencializada e metafísica sobre os seres humanos” corresponde a uma identificação da condição humana como a de um:
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71Q1070440 | Filosofia, Filosofia e a Grécia Antiga, Professor de Filosofia, SEDUC PI, NUCEPE, 2025

“Por natureza, todos os seres humanos inclinam-se ao saber. Sinal disso é seu apreço pelas sensações. De fato, abstração feita de sua utilidade, elas são apreciadas por si mesmas e, dentre todas, sobretudo, as visuais”. (Aristóteles, Metafísica, Livro A (1980).
Segundo Aristóteles, o desejo humano pelo conhecimento requer uma definição ampliada das diversas formas do conhecimento, considerando seu processo de formação. Para compreender este processo, desde as sensações até o saber teórico, mostra que o conhecimento verdadeiro é mais elevado
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72Q1070450 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Professor de Filosofia, SEDUC PI, NUCEPE, 2025

David Hume (1711-1776) é um dos principais autores da tradição empirista. A publicação do Tratado sobre a natureza humana, em 1739, traz os traços fundamentais de sua filosofia, levando o empirismo às últimas consequências. Como se caracteriza o empirismo de Hume?
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73Q1070444 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Professor de Filosofia, SEDUC PI, NUCEPE, 2025

“Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outros indivíduos”. (Kant, Resposta à pergunta: que é “Esclarecimento”?. In Kant, I. Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 2010, p. 63.)
Para Kant, a relação entre a menoridade e a maioridade da razão, no contexto do Esclarecimento,
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74Q1030422 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Professor de Filosofia, SEEC RN, FGV, 2025

A causa da gênese de uma coisa e a sua utilidade final, a sua efetiva utilização e inserção em um sistema de finalidades, diferem totalmente.
NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. (Adaptado.)

O método genealógico de Nietzsche é empregado em suas investigações sobre como os valores se constituem. Com relação a esse método, é correto afirmar que os valores
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75Q1030434 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Professor de Filosofia, SEEC RN, FGV, 2025

A maioria das proposições e questões que se formularam sobre temas filosóficos não são falsas, mas contrassensos. Por isso, não podemos de modo algum responder a questões dessa espécie, mas apenas estabelecer seu caráter de contrassensos. A maioria das questões e proposições dos filósofos provém de não entendermos a lógica de nossa linguagem.

WITTGENSTEIN, L. Tractatus Logico-Philosophicus. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001.

O trecho acima expressa um ponto central da filosofia do primeiro Wittgenstein. Segundo a tese apresentada, as proposições filosóficas
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76Q1070942 | Filosofia, A Política, Professor de Filosofia, Prefeitura de São Leopoldo RS, FUNDATEC

Nos últimos anos, o Ministério da Educação produziu documentos que oferecem orientações concernentes ao ensino da Filosofia. Em 2006, as Orientações Curriculares para o Ensino Médio, em seu volume 3, dedicado às Ciências Humanas e suas Tecnologias, apresentam um capítulo dedicado aos “Conhecimentos de Filosofia”. Em relação ao ensino de Filosofia no Ensino Médio, esse documento:
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77Q1070454 | Filosofia, O que É a Filosofia, Professor de Filosofia, SEDUC PI, NUCEPE, 2025

“Devemos tentar determinar mais exatamente a questão. Desta maneira, levaremos o diálogo para direção segura. Procedendo assim, o diálogo é conduzido a um caminho. Digo: a um caminho. Assim, concedemos que este não é o único caminho. Deve ficar mesmo em aberto se o caminho para o qual desejaria chamar a atenção, no que segue, é na verdade um caminho que nos permite levantar a questão e respondê-la”.

(Heidegger, M.Conferências e escritos filosóficos. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 211).



“Nas últimas décadas, assistiu-se a uma multiplicidade de produções técnic s e bibliográficas sobre/em Ensino de Filosofia. Produções estas que direta ou indiretamente incidem sobre a questão da formação de professores. Embora reconheça a singularidade da experiência filosófica representada (e vivenciada) por cada pesquisador/a da área, assim como a riqueza teórica advinda dos divergentes fundamentos epistemológicos que embasam cada pesquisa. (...) Entende-se que ao dar voz àqueles e àquelas que pensam filosoficamente sobre o ensino e a aprendizagem de/em Filosofia, as linhas que se seguem compreendem, igualmente, um ato político”.

(Velasco, P. O que pensamos nós, formadores/as de professores/as, sobre formação docente em filosofia?Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação, 2(34), 2020, p. 12. https://doi.org/10.26512/resafe.v2i34.35127

O papel do diálogo na formação em filosofia, do ponto de vista do processo de ensino e aprendizagem, encontra na comunidade filosófica um lugar privilegiado.
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78Q1070443 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Professor de Filosofia, SEDUC PI, NUCEPE, 2025

“Ao chegar à cidade mais próxima, encontrou Zaratustra grande quantidade de povo reunido na praça do mercado; pois lhe fora prometido que iriam ver um funâmbulo. E Zaratustra assim falou ao povo: ‘Eu vos ensino o super-homem. O homem é algo que deve ser superado. Que fizestes para superá-lo?’”
(Nietzsche, Assim falou Zaratustra, 3).

Tendo em vista a passagem acima, que afirma Nietzsche sobre o super-homem?
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79Q1030435 | Filosofia, Filosofia e a Grécia Antiga, Professor de Filosofia, SEEC RN, FGV, 2025

Não é fácil traçar a fronteira temporal do momento em que surge o pensamento racional. Passaria, provavelmente, pela epopeia homérica. No entanto, nela é tão estreita a interpenetração do elemento racional e do “pensamento mítico”, que mal se pode separá-los. Uma análise da epopeia, a partir desse ponto de vista, nos mostraria quão cedo o pensamento racional se infiltra no mito e começa a influenciá-lo.
JAEGER, W. W. Paideia: a formação do homem grego. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.

Sobre a relação entre racionalidade e mito tal como expressa no trecho acima, é correto afirmar que
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80Q1069863 | Filosofia, Conceitos Filosóficos, Professor de Filosofia, Prefeitura de Marau RS, FUNDATEC, 2025

A estética romântica conferia centralidade a um conceito que estabelecia certa visão do artista, que seria um indivíduo “[...] essencialmente original e expressava sua natureza superior por meio de obras pelas quais as pessoas comuns entrariam em contato com ele e comungariam com sua personalidade” (Aranha; Martins, 2016). O conceito romântico em questão é o de:
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