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Questões de Concursos Segundo Semestre

Resolva questões de Segundo Semestre comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


41Q950899 | Química, Soluções e Substâncias Inorgânicas, Segundo Semestre, IFRR, INEP, 2018

Com relação as ligas metálicas, é incorreto afirmar que:
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42Q950407 | Matemática, Trigonometria, Segundo Semestre, INSPER, VUNESP, 2018

A equação reduzida da reta secante à parábola nos pontos de abscissas 2 e 3 é
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43Q950972 | Biologia, Introdução ao metabolismo energético, Segundo Semestre, IF Sul MG, IF SUL MG, 2018

MULHER USA SÊMEN DO FILHO MORTO E BARRIGA DE

ALUGUEL PARA SE TORNAR AVÓ

Uma professora indiana de 49 anos encontrou uma forma improvável de reviver suas memórias do filho, morto de um câncer cerebral. Enquanto estava saudável, ele havia congelado seus espermatozoides e, após a sua morte, a mãe utilizou o sêmen preservado para fertilizar um óvulo de uma doadora anônima. Os embriões foram então implantados em uma mãe de aluguel por fertilização in vitro. Desta forma Rajashree Patil conseguiu usar o esperma armazenado de seu filho para gerar dois bebês gêmeos - seus novos netos, uma menina e um menino.

BBC Brasil 24 fevereiro 2018 - Adaptado Disponível em:<http://www.bbc.com/portuguese/geral-43162469> .

As características genéticas das crianças (caso não ocorra epigenia) geradas neste processo serão:

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44Q678437 | Português, Interpretação de Textos, Segundo Semestre, FAG, FAG, 2019

Texto associado.
Texto 1


Duas pulgas estavam reclamando da vida quando uma disse para a outra: “sabe qual é o nosso problema? Nós não sabemos voar. Só sabemos saltar. Aí, quando o cachorro percebe nossa presença, nossa chance de sobrevivência é zero. É por isso que existem mais moscas do que pulgas nesse mundo – moscas voam.”
E aí as duas pulgas fizeram um curso de mosca e aprenderam a voar. Mas não ficaram satisfeitas. E uma disse para a outra: “sabe qual é o nosso grande problema? Nós ficamos grudadas no corpo do cachorro. Daí nosso tempo de reação é mais lento que a coçada dele. Temos que fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam voo rapidamente”. E as duas pulgas fizeram um curso de abelha. Mas não ficaram satisfeitas. E uma disse para a outra: “sabe qual é o nosso grande problema? Nosso estômago é muito pequeno. Escapar do cachorro a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando adequadamente. Temos que ser como os pernilongos, que têm aquele barrigão enorme”. E aí as duas pulgas fizeram um curso de pernilongo. Mas não ficaram satisfeitas porque, com aquele barrigão, eram facilmente percebidas pelo cachorro e eram espantadas antes mesmo de conseguirem pousar.
Então, totalmente frustradas porque nada na vida delas dava certo, as duas pulgas encontraram uma saltitante pulguinha. Como viram que a pulguinha estava forte e saudável, as duas pulgas perguntaram: “escuta, o que é que você mudou que nós ainda não mudamos?”. E a pulguinha respondeu: “nada, ué”. “Como assim nada?”, perguntaram as pulgonas. “Como é que você escapa da coçada do cachorro?”. E a pulguinha respondeu: “Ah, é simples. Eu sento na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança”.
GEHRINGER, Max. O melhor de Max Gehringer na CBN: 120 conselhos sobre carreira, currículo, comportamento e liderança. Vol. 1. São Paulo: Globo, 2006, p. 109 (fragmento), com adaptações
Com base na leitura compreensiva do texto 1, infere-se que a (o):
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45Q951472 | Física, Impulso e Quantidade de Movimento, Segundo Semestre, CEDERJ, CECIERJ, 2019

Um cubo de gelo encontra-se em repouso flutuando na água. Considere que P e E representam, respectivamente, os módulos do peso do cubo de gelo e do empuxo que a água exerce sobre o gelo. F denomina o módulo da resultante das forças que atuam no cubo de gelo. Então:
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46Q946127 | Português, Tipologia Textual, Segundo Semestre, UENP, FATEC, 2018

Texto associado.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Racismo em tempos modernos
Democracia racial costuma ser um termo utilizado no Brasil por quem, infelizmente, acredita na inexistência de preconceito de cor. Atualmente, as redes sociais são, por excelência, uma amostragem da presença dessa crença muito debatida no século anterior. Dentro da lenda da democracia racial, seus adeptos, consciente ou inconscientemente, reclamam que a ausência de preconceito é justificada pela atmosfera pacífica da convivência social, sem guerras civis, onde quem diz ter um “amigo negro” é absolvido automaticamente após qualquer piada racista ou comentário degradante. E assim foi argumentada por homens como Florestan Fernandes, décadas atrás, ao responder a muitas das questões postas hoje, mas que aparentemente são ignoradas pelos paladinos da negação do racismo sob os interesses dos mais obscuros.
No habitat virtual emerge um antigo modelo de discurso que, se antes estava reservado a lugares próprios e passíveis de camuflagens, agora está despido para quem quiser ver. Basta uma notícia de constatação de preconceito racial, que uma burricada surge para reafirmar que o racismo é uma ilusão confeccionada por elementos X ou Y. Isso, é claro, quando não sentenciam os próprios negros por sofrerem racismo. É como acusar os judeus pelo holocausto ou grupos indígenas pelo seu próprio extermínio. Mas há quem faça.
Em suas mastodônticas moralidades, acham que cotas raciais, por exemplo, legitimam o preconceito. Ignoram a estrutura das relações do pós-Abolição, que fortificou uma sociedade desigual não apenas socioeconômica, mas pela cor, como subterfúgio da manutenção das divisões sociais. Divisões que sobrevivem.
Em uma sociedade em que, segundo o IBGE (2014), mais de 53% se declaram negros ou pardos, as tentativas de destacar as exceções confirmam o grau de disparidade. Enquanto o acesso profissional e universitário não representar o cotidiano, qualquer discurso de meritocracia é vazio. Não tão distante, ainda sobrevive a frase de George Bernard Shaw: “Faz-se o negro passar a vida a engraxar sapatos e depois prova-se a inferioridade do negro pelo fato de ele ser engraxate”.
(Adaptado de: <https://oglobo.globo.com/opiniao/racismo-em-tempos-modernos-18605034. Acesso em: 22 jun. 2018.)

Leia um trecho do poemaA Flor e a Náusea.

Preso à minha classe e a algumas roupas,

vou de branco pela rua cinzenta.

Melancolias, mercadorias, espreitam-me.

Devo seguir até o enjoo?

Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:

Não, o tempo não chegou de completa justiça.

O tempo é ainda de fezes, maus poemas,

alucinações e espera.

O tempo pobre, o poeta pobre

fundem-se no mesmo impasse.

[....]

Uma flor nasceu na rua!

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.

Uma flor ainda desbotada

ilude a polícia, rompe o asfalto.

Façam completo silêncio, paralisem os negócios,

garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.

Suas pétalas não se abrem.

Seu nome não está nos livros.

É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde

E lentamente passo a mão nessa forma insegura.

Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.

Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.

É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

ANDRADE, C. D. Antologia Poética. Rio de Janeiro. José Olympio, 1978

A partir da leitura do trecho de A Flor e a Náusea, poema do modernista CarlosDrummond de Andrade, assinale a alternativa em que o conceito é adequado à temática apresentada nos versos.

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47Q678611 | Geografia, Conceitos Demográficos, Segundo Semestre, Esamc, Esamc, 2019

Leia o texto a seguir:
Nasceram menos bebês na China no ano passado do que em 2017, que, por sua vez, já teve um índice menor que 2016. Foram 15,23 milhões de nascimentos em 2018, uma queda de mais de 11% em relação ao ano anterior. As autoridades acharam que afrouxar e, depois, abolir a política do filho único, em meados da década de 2010, geraria um baby boom, mas a medida não deu o resultado esperado.um baby boom, mas a medida não deu o resultado esperado.
(A China enfrenta baixa natalidade e envelhecimento da população. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/a-china-enfrentabaixa-natalidade-e-envelhecimento-da-populacao-f0rv5p0ec1ptq3wzcj9od0pqi/ acesso em 13 mar. 2019, às 16h04.)
Com base nas informações apresentadas acima, bem como em seus conhecimentos sobre a demografia mundial, assinale a alternativa correta:
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48Q678615 | Química, Soluções características, Segundo Semestre, Esamc, Esamc, 2019

O formaldeído (massa molar = 30 g/mol), também conhecido como formol, é um composto tóxico, porém muito utilizado por cabeleireiros em um procedimento chamado de “escova progressiva”. Acima da concentração máxima permitida pela Anvisa, de 0,2% em massa, ele pode causar danos à pele, aos olhos, ao fígado e ao sistema respiratório. A liberação desse tipo de produto pela Anvisa é feita via formulário eletrônico, bastando que a empresa interessada informe a composição e efetue pagamentos de taxas. Assim, sem fiscalização adequada, muitos produtos irregulares chegam aos salões de beleza, prejudicando a saúde de profissionais e clientes.
Em um estudo recente, foram encontradas irregularidades em todas as marcas de escova progressiva analisadas. Em um desses produtos, de densidade próxima a 1,2 g/mL, a concentração de formaldeído encontrada foi de 1,76 mol/L. Isso significa que esse produto, mesmo regularizado junto à Anvisa, apresentava uma concentração de formaldeído maior que a permitida em aproximadamente:
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49Q945893 | Biologia, Segundo Semestre, PUC SP, PUC SP, 2018

Em humanos, o alelo dominante D determina Rh positivo, enquanto o alelo recessivo é responsável pelo Rh negativo. Suponha que em determinada população, que se encontra em equilíbrio de Hardy-Weinberg, a frequência do alelo d seja 0,3. Nesse caso, considerando que a população seja composta por 10.000 indivíduos, o número de pessoas com Rh positivo será
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50Q678614 | Química, Radioatividade Reações de Fissão e Fusão Nuclear, Segundo Semestre, Esamc, Esamc, 2019

O funcionamento de muitos detectores de fumaça depende da presença de amerício-241, um material radioativo. As partículas alfa emitidas por ele são capazes de ionizar o ar no interior do detector, gerando um meio condutor que permite uma corrente elétrica contínua entre dois eletrodos, e a entrada da fumaça nesse meio interrompe a corrente fazendo soar um alarme. Esses detectores, entretanto, não apresentam risco à saúde porque as partículas radioativas emitidas não conseguem atravessar suas paredes.
A partir do exposto, conclui-se que a propriedade da radiação alfa que garante a segurança da utilização de detectores de fumaça contendo o amerício-241 é:
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51Q946409 | Biologia, Sistema Endócrino Humano, Segundo Semestre, IF Sudeste MG, IF SUDEST MG, 2018

Nas afirmações: As glândulas são originárias de grupos celulares provenientes do tecido __________ com capacidade secretora. Em suas células observa-se que _____________e _____________ são organelas citoplasmáticas bem desenvolvidas.
A opção que corresponde CORRETAMENTE aos itens faltantes na ordem da frase é:
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52Q950324 | Português, Tipos de Discurso Direto, Segundo Semestre, UNESP, VUNESP, 2018

Texto associado.

Leia o conto “A moça rica”, de Rubem Braga (1913-1990), para responder à questão.


A madrugada era escura nas moitas de mangue, e eu avançava no batelão1 velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho2 de cavalo; depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina.

Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha de um irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas, fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro uma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: “Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa”. Era uma canção triste.

Cantando, ela parou de me assustar; cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência – adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até à Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com minha pobre flaubert 3 , não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo.

Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse “bom-dia” que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã.

E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem como os de sua roda, com calças de “palm-beach”, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia os nomes dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto da praia – e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa.

De repente me fulminou: “Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito...” Respondi, estúpido, com a voz rouca: “Eu não”.

Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: “Não é isso.” Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora.

Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo – rema, bobalhão! – e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa.

(Os melhores contos, 1997.)


1 batelão: embarcação movida a remo.

2 rincho: relincho.

3 flaubert: um tipo de espingarda.

O pleonasmo (do grego pleonasmós, que quer dizer abundância, excesso, amplificação) é uma repetição de unidades linguísticas idênticas do ponto de vista semântico, o que implica que a repetição é tautológica (redundante). No entanto, ela é uma extensão do enunciado com vistas a intensificar o sentido.

(José Luiz Fiorin. Figuras de retórica, 2014. Adaptado.)

Verifica-se a ocorrência de pleonasmo em:

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53Q945898 | História, Antiguidade Ocidental Gregos, Segundo Semestre, PUC SP, PUC SP, 2018

Leia os textos abaixo para responder a questão.


TEXTO I

“[...] Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço

A Bahia já me deu régua e compasso

Quem sabe de mim sou eu

Aquele abraço!

Pra você que me esqueceu

Aquele abraço!

Alô, Rio de Janeiro

Aquele abraço!

Todo o povo brasileiro

Aquele abraço!”


TEXTO II

“Em meio ao clima de caça às bruxas – o regime via subversivos em toda parte – muitos compositores e cantores, além de Gil e Caetano, partiram para o exterior.”

MARTINS, Franklin. Quem foi que inventou o Brasil? Volume II – Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2015.


Analisando as informações dos dois textos apresentados e o período do regime militar brasileiro, pode-se dizer que

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54Q680737 | Português, Interpretação de Textos, Segundo Semestre, UNIFOA, UNIFOA, 2018

Texto associado.

A indiferença com a violência nas favelas do Rio de Janeiro

O silêncio de autoridades e instituições revela o fatalismo de uma política de segurança pública falida

Marcelo Baumann Burgo

A rotina de tiroteios em diversas favelas do Rio de Janeiro tem por cenário um labirinto de casas recheadas de seres humanos, acuados e humilhados. O quadro ultrapassa as raias do absurdo, e nem os escritores do realismo mágico seriam capazes de imaginá-lo.

O que mais surpreende, contudo, é o silêncio condescendente das autoridades e instituições cujo papel deveria ser o de, antes de qualquer outra coisa, zelar pelas garantias mínimas do direito à vida e integridade física dos cidadãos.

Mas ao que tudo indica, para os moradores das favelas cariocas, nem mesmo esse aspecto elementar do pacto hobbesiano tem sido preservado, o que sugere que, para eles, a lei é a da barbárie. Na favela da Rocinha, por exemplo, desde setembro de 2017, a cada três dias pelo menos uma pessoa – incluindo policiais - morreu nesses confrontos.

O primeiro e mais ensurdecedor silêncio é o do governador e das autoridades da segurança pública estaduais e federais. No máximo, se manifestam quando algum policial é morto no “campo de batalha”, para lamentar sua perda e reafirmar o “espírito de combate da tropa”.

Diante desse silêncio deliberado, ficam no ar várias perguntas: como explicar o sentido de uma política de segurança que tem como efeito real a tortura diária da população das favelas, que se vê obrigada a conviver com um fogo cruzado intenso e aleatório? Quem realmente responde por ela, e pelas mortes e sofrimento que ela provoca? Onde se pretende chegar com isso? Quais as suas razões “técnicas”, se é que não é uma ofensa às vítimas formular essa pergunta? SILÊNCIO...

Sob esse primeiro vácuo de respostas, há um segundo nível de silêncio, o das instituições que deveriam questionar as autoridades estaduais e federais. Cadê os poderes legislativos, que não criam um grupo suprapartidário de parlamentares para interpelar o governo? Neste caso, não vale alegar que estamos aguardando as próximas eleições para “fazer o debate”, pois o sofrimento é hoje, e a morte espreita diariamente a vida dessa população.

E o Ministério Público, que não organiza uma força-tarefa para, tempestivamente, proteger a ordem jurídica escandalosamente violada, com a agressão de todo tipo aos direitos fundamentais dos cidadãos? SILÊNCIO...

Sob essa segunda e espessa camada de silêncios, subsiste uma terceira igualmente decisiva, a da grande imprensa. Não que ela não faça a crônica diária dos tiroteios, mas em geral as faz descrevendo os fatos com aparente neutralidade, como se eles simplesmente fizessem parte da rotina, não dando sinais, portanto, de que reflete sobre o que significa informar, em uma mesma matéria, que três ou quatro pessoas morreram ou se feriram, e que a operação teve como saldo a apreensão de “um fuzil”, “dez trouxinhas de maconha”, e “alguns papelotes de cocaína”...

Cadê os editoriais cobrando respostas das autoridades? Cadê o trabalho que, em outras áreas da vida pública, por exemplo na questão da corrupção, a grande imprensa faz com tanto zelo para mobilizar a opinião pública? No caso da rotina de tiroteios nas favelas o que parece resultar do trabalho da grande imprensa é o oposto da mobilização, ou seja, um efeito de resignação diante da violência ordinária.

Restaria, ainda, a sociedade civil organizada. Cadê a OAB, CNBB, ABI, as universidades, associações de bairro, e tantas outras que se irmanaram na luta contra a ditadura? Para ser justo com elas, até esboçaram alguma reação, mas sem força para fazer diferença. Com isso, tudo se passa como se esse bangue-bangue diário e estúpido dissesse respeito apenas aos moradores das favelas. Será que devemos esperar que somente eles se mobilizem?

Como se vê, para além de quaisquer outras razões de ordem econômica e social, o que se passa com a (in)segurança nos territórios populares do Rio de Janeiro deve ser creditado, antes de mais nada, aos silêncios e omissões de diferentes autoridades e instituições. Tal postura não deixa de revelar o quadro de fatalismo e perplexidade a que chegamos e não por acaso! Pois não há mesmo muito a se fazer com o modelo atual de segurança pública.

Em face de uma trama social que se torna cada vez mais complexa, a verdade é que não há como insistir com respostas casuísticas, provisórias e crescentemente brutais, que sintomaticamente já não podem prescindir do apoio recorrente das Forças Armadas.

Mas se é assim, que ao menos se reconheça, com honestidade, a necessidade de enfrentarmos um amplo debate sobre a reforma estrutural das instituições de segurança pública, a começar pelas polícias civil e militar. A cada dia, sua incompatibilidade com o projeto de democracia se mostra mais explícita.

O sofrimento de quem convive diariamente sob a tortura da loteria dos tiroteios nos territórios populares não terá como ser reparado, mas ainda não é tarde demais para mobilizarmos energia para esse debate.

No caso do Rio de Janeiro, o mínimo aceitável seria exigir que as autoridades, de um lado, contribuíssem para precipitar esta discussão e, de outro, interrompessem imediatamente a escalada do descalabro que elas vêm chancelando, movidas sabe-se lá por que tipo de cálculo.

Adaptado a partir de: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-indiferenca-com-a-violencia-nasfavelas-do-rio-de-janeiro /. Acesso em 10 de maio de 2018.

Pode-se afirmar que o principal objetivo do TEXTO é:
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55Q949033 | Geografia, Escalas, Segundo Semestre, Univille, ACAFE

O Bloqueio Continental decretado por Napoleão Bonaparte em 1806 tinha por objetivo isolar a Inglaterra dos países europeus e estipulava que os países da Europa e aliados da França não poderiam comercializar com os ingleses. Este evento europeu trouxe consequências para o Brasil, pois ocasionou um evento com profundas transformações políticas e sociais. Assim, assinale a alternativa correta acerca do evento que gerou essas transformações.
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56Q680754 | Biologia, Sistema Digestório Humano, Segundo Semestre, UNIFOA, UNIFOA, 2018

“Estudo reforça relação entre a falta de vitamina D e a síndrome metabólica” (http://agencia.fapesp.br/estudo_reforca_relacao_entre_falta_de_vitamina_d_e_sindrome_metabolica_/ 27191/)
“Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (FMB-Unesp) encontraram uma forte associação entre deficiência de vitamina D e síndrome metabólica – conjunto de condições que aumentam o risco de doença cardíaca, de acidente vascular cerebral e de diabetes – em mulheres no período de pós-menopausa (...). Entre os parâmetros para avaliar se a paciente apresenta síndrome metabólica estão: circunferência da cintura acima de 88 centímetros, hipertensão arterial, nível elevado de açúcar no sangue e níveis anormais de triglicerídeos e HDL-colesterol”.
Diante do exposto, é correto afirmar que:
I. Os triglicerídeos são a principal forma de armazenamento de gordura no tecido adiposo. II. O HDL-colesterol, denominado mal colesterol, retira colesterol dos tecidos e leva-os para o fígado. III. A vitamina D atua no metabolismo do cálcio e fósforo, mantendo ossos e dentes em condições saudáveis. IV. No caso de diabetes, o principal dissacarídeo encontrado no sangue é a molécula de glicose.
Estão corretas as afirmativas.
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57Q950857 | Inglês, Segundo Semestre, IFNMG, IFN MG, 2018

Texto associado.

TEXTO 01


CAN TECH DELIVER A SUSTAINABLE FUTURE FOR PLANET EARTH?

Sustainability means many things to many people, but it boils down to this: saving Planet Earth.


Mankind1 , as a species, has been too successful for its own good – the global population is estimate to top nine billion by 2050, according to the United Nations Department of Economic and Social Affairs.

As a result, there is already a strain2 on the planet’s essential natural resources, particularly food and water, which population growth can only aggravate.

Meanwhile, our demand for energy has directed to the plundering3 of the earth’s hydrocarbons oil, gas and coal, producing a catastrophic climate change. In a month-long series of features on the theme of sustainability, Technology of Business will be examining the main challenges facing businesses and asking whether technology – which got us into this mess in the first place – can help get us out.


Global megatrends are affecting the business environment


Most companies are already being affected by climate change today, directly or indirectly, says *CDP, a global not-for-profit organization specializing in measuring business environmental impact.

Extreme weather, drought and flooding can disrupt production capacity and affect supply chains for a whole range of businesses. For example, in a CDP survey of 70 European companies, 83% said they had operations in “water-stressed” regions, while 73% said water shortages posed risks to their own operations or those of their suppliers.

Considering an increasingly globalised economy, few businesses can isolate themselves from the impacts of climate change, population growth and resource reduction, says Emma Price-Thomas, head of sustainability strategy at charity Business in the Community.

“The world is changing very fast. Global megatrends are markedly affecting the business environment. If companies don’t address these and think longer-term, they may end up putting themselves out of business,” she argues.

A lot of technology and research is being directed towards reducing water usage an industrial processes and designing products that need less water to work, she says.

*CDP - Carbon Disclosure Project é uma organização que opera o sistema global de divulgação para que investidores, gerenciem seus impactos ambientais

Fonte: WALL, Matthew, BBC NEWS, 2 May 2014. Disponível em: http://www.bbc.com/news/business27208569. Adaptado. Acesso em: 6 abr. 2018.


1 ManKind: Humanidade

2 Strain:Tensão

3 Plundering: Pilhagem

Considerando o subtítulo do TEXTO 01 “Sustainability means many things to many people, but it boils down to this: saving Planet Earth” o melhor entendimento para essa frase é:
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58Q950884 | História, Colonialismo espanhol, Segundo Semestre, IFF, IFF, 2018

Leia o texto a seguir:

“O golpe [civil e militar de 1964] não continha um ideário de governo. Não apontava para uma ditadura civil e militar como o Brasil iria viver, durante mais de uma década. As eleições de 1965 estavam logo ali e havia candidatos animados a disputá-la e vencê-la. O golpe de 1964 foi um projeto contra o governo Jango e as esquerdas. Não havia, de forma definida, um projeto de governo a favor de algo. Depor Goulart e fazer a limpeza política no país era o que se queria. A limpeza era também um contra. Contra os trabalhistas, os comunistas, os sindicalistas, os subversivos em geral. Os que seriam chamados de inimigos da Revolução vitoriosa.”

FERREIRA, Jorge; GOMES, Angela de Castro. 1964: o golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. p. 371-372 (grifos no original).

Sobre a dinâmica política brasileira no período que antecede o golpe civil e militar, é CORRETO afirmar que

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59Q945557 | Matemática, Ângulos, Segundo Semestre, UECE, UECE CEV, 2019

Para cada número natural n, defina xn=log(2n), onde log(z) representa logaritmo de z na base 10. Assim, pode-se afirmar corretamente que x1 + x2 + x3 + ... + x8 é igual a
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60Q950947 | História, Movimentos de Reforma Religiosa protestantes e católicos, Segundo Semestre, IFSE, IF SE, 2018

Sobre o mundo árabe, assinale a alternativa INCORRETA:
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