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Questões de Concursos Segundo Semestre

Resolva questões de Segundo Semestre comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


741Q678579 | Português, Interpretação de Textos, Segundo Semestre, Esamc, Esamc, 2019

Texto associado.
A técnica na sofisticada marcha da humanidade em direção ao precipício
Márcio Seligmann-Silva

[...] Aparentemente, a marcha incontornável da humanidade em direção ao precipício (em regimes capitalistas puros, nos de capitalismo de Estado e nos que tentaram, de modo infeliz, a ditadura dos partidos comunistas) não pode ser alterada sem um levante de uma população que, lamentavelmente, parece cada vez mais fascinada pelo mundo da técnica dos gadgets.

Como no mito dos lemingues que se suicidam no mar, nossa espécie supostamente racional faria algo semelhante por meios mais “sofisticados”. [...]

A chamada “força do mercado”, esse “quarto poder” que efetivamente manda e desmanda no mundo, está calcada nesse modelo de técnica predadora sem o qual as indústrias (e suas ações no mercado) não existiriam. O capitalismo se alimenta da Terra, mas desconsidera que esta mesma Terra é finita e está sendo exaurida.

O filósofo Hans Jonas dedicou os últimos anos de sua longa vida (1903- 1993) à construção de uma nova ética da responsabilidade à altura desses desafios contemporâneos. Ele afirmava que “não temos o direito de hipotecar a existência das gerações futuras por conta de nosso comodismo” e propôs uma virada.

Ao invés de construir um modelo calcado no presente, com o objetivo do viver bem e da felicidade conectados ao aqui e agora, estabeleceu o desafio de construir uma ética do futuro: da destruição da casa-Terra, ele deduz o imperativo de salvar essa morada para garantir a possibilidade de vida futura.

Em vez de apostar no modelo liberal do progresso infinito a qualquer custo ou de acreditar na promessa revolucionária que traria de um golpe o “paraíso sobre a Terra?” ele aposta em um “summum bonum” moderado, modesto, o único possível para a nossa sobrevivência. Fala de um “princípio de moderação”, reconhecendo que a conta deveria ser paga pelos que mais possuem.

Hoje, podemos dizer que esse futuro que ele desenhava, ou seja, esse tempo já sem muito tempo de sobrevida, tornou-se o nosso tempo. Sua “heurística do medo” — a saber, uma pedagogia da humanidade que se transformaria a partir do confronto com a visão medonha de seu fim muito próximo — soa ainda poderosa, mas um tanto inocente, mesmo reconhecendo que suas ideias influenciaram protocolos como o Acordo de Paris, de 2015.

Observando a sequência de crimes socioambientais, parece que essa heurística não está rendendo frutos. Não aprendemos com as catástrofes, e isso nos levará, caso não alteremos nosso curso, à catástrofe final. Ou seja, a emoção do medo do Armagedom está sendo vencida pela razão instrumental e sua promessa (distópica) de transformar a natureza em mercadoria.

[...] Um lamentável e terrível exemplo da situação em que nos encontramos em termos dessa submissão a um determinado modelo liberal associado a uma técnica espoliadora e destrutiva é justamente o que acaba de ocorrer com o rompimento da barragem da empresa Vale em Brumadinho (MG).

Apenas a arrogância fáustica, a hybris que cega, o sentimento de onipotência podem justificar que essa barragem (como tantas outras) tenha sido construída logo acima de uma área urbana e das instalações dos funcionários da empresa. Novamente a situação de risco associada a esse tipo de tecnologia ficou exposta. Os alarmes que não soaram reproduzem o silêncio da humanidade diante das repetidas manifestações da violência da técnica.
O cerne do capitalismo é o lucro e isso explica, nesse caso e em outros, tudo de modo simples e direto. O crime de Brumadinho deve ultrapassar 300 vítimas fatais diretas, fora a destruição de toda uma região habitada também por pescadores, ribeirinhos e indígenas pataxó que dependiam diretamente do rio Paraopeba para a sua sobrevivência. Se pensarmos nos inúmeros atingidos, apenas no Brasil, por barragens (de mineradoras e de hidroelétricas), fica claro que não se trata apenas de uma questão de “barragem a montante”.

(Adaptado de “A técnica na sofisticada marcha da humanidade em direção ao precipício”, publicado na FOLHA DE S.PAULO, em 17/02/19, pelo Prof. Dr Márcio Seligmann-Silva, titular de teoria literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp.)
“Os alarmes que não soaram reproduzem o silêncio da humanidade diante das repetidas manifestações da violência da técnica.”
O trecho acima, em meio a um poético jogo de palavras dos universos do som e do silêncio, faz uma dura crítica, segundo a qual a humanidade:
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742Q950964 | Raciocínio Lógico, Segundo Semestre, IF Sul MG, IF SUL MG, 2018

Celinho é o técnico do time de basquete de sua cidade. No seu time, os cinco titulares possuem altura média de 1,88 m. No campeonato que o time de Celinho vai disputar, os jogadores dos outros times têm, em média, 1,91 m. Para aumentar a altura média do seu time, Celinho tirou o jogador mais baixo do time, de altura de 1,79 m. Se quiser igualar à média de altura dos outros times, o jogador que entrará no time deverá ter altura igual a:
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743Q951481 | História, Segundo Semestre, CEDERJ, CECIERJ, 2019

Embora mudanças políticas produzidas pelas eleições de 2018, no Brasil, houvessem trazido uma novidade ao processo eleitoral brasileiro, a implementação da nova ação já havia ocorrido em eleições como a norte-americana, que elegeu Donald Trump como presidente. A associação entre a referida novidade e as velhas práticas eleitorais comprova-se por
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744Q945877 | Francês, Segundo Semestre, UFUMG, UNEMAT, 2018

Com base no texto, analise as afirmativas.

I. A palavra ‘filosofal’ aparece como ‘sorcerer’, na edição americana do livro “Harry Potter e a pedra filosofal” (editora Scholastic), e ‘philosopher’, na edição britânica (editora Bloomsbury), porque a editora americana achou que a palavra ‘sorcerer’ daria mais credibilidade à obra.

II. Um dos argumentos do texto contrários à mudança do título em inglês, de ‘philosopher’ para ‘sorcerer’, é a de que os editores estariam menosprezando a capacidade de compreensão dos americanos, já que a alegação foi a de que o uso da palavra ‘philosopher’ tem pequenas variações no inglês britânico e no norteamericano.

III. A autora do livro, J.K. Rowling, confirmou que a mudança ocorreu porque o uso da palavra ‘philosopher’ difere na cultura norte-americana e na britânica e que, por esse motivo, ela concordou com a editora Scholastic.

IV. O autor do artigo argumenta que o termo ‘sorcerer’ (em inglês americano) deixa em aberto quem seria o dono da pedra na estória, enquanto o termo ‘philosopher’ (em inglês britânico) é mais específico, definindo, deste modo, quem é o dono da pedra.

V. Houve trocas de algumas outras palavras no livro, porque são usadas de modo diferente pelos norte-americanos e pelos ingleses, por exemplo, cab (Br) mudou para taxi (Am), sneakers (Br) mudou para tennis shoes (Am), dust (Br) mudou para garbage (Am), etc.

Com base no texto e nas afirmativas, assinale a alternativa correta.

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745Q678616 | Biologia, Problemas ambientais e medidas de conservação, Segundo Semestre, Esamc, Esamc, 2019

“A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgou um estudo sobre o risco de surto de doenças como leptospirose, febre amarela, dengue e esquistossomose em Brumadinho (MG). A pesquisa foi feita a partir de informações de saúde do município, sistemas de dados públicos e levantamentos sobre tragédias passadas, como as enchentes de Santa Catarina, em 2008, e o rompimento da barragem de Mariana, em 2015. Christovam Barcellos, pesquisador titular do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Lis/Icict) da Fiocruz, afirma que catástrofes ambientais geralmente causam surtos de doenças infecciosas.”
(Brumadinho corre risco de surto de doenças, alerta estudo. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2019/02/brumadinho-correrisco-de-surto-de-doencas-alerta-estudo.html acesso em 12 mar. 2019, às 22h23min.
A partir da análise do excerto acima, julgue as seguintes afirmativas como corretas ou incorretas:

I. Dentre as doenças supracitadas, a febre amarela, a dengue e a leptospirose têm como agente etiológico um vírus. II. O número de casos de esquistossomose tende a aumentar por falta de saneamento básico, como ocorre atualmente na região destruída pela lama. III. O número de casos de dengue e febre amarela aumentará pela proliferação de mosquitos ocasionada pela morte de seus predadores.
Estão corretas as afirmações:
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746Q678617 | Biologia, Problemas ambientais e medidas de conservação, Segundo Semestre, Esamc, Esamc, 2019

Leia o excerto a seguir:
“O mercúrio (único metal líquido) é combinado com outros elementos para formar compostos orgânicos e inorgânicos de mercúrio. O mercúrio metálico é usado para produzir o gás de cloro e soda cáustica, sendo também usado em termômetros, obturações dentárias, interruptores, bulbos de lâmpadas e baterias.
Usinas termoelétricas de queima de carvão são a maior fonte de origem humana das emissões de mercúrio para o ar nos Estados Unidos. No Brasil a atual crise hídrica e de energia faz com que o governo se utilize mais destas usinas na geração de uma energia mais cara e mais nociva à saúde humana e ao meio ambiente. Mercúrio no solo e na água é convertido por bactérias em metilmercúrio[...]. No Brasil contaminação por mercúrio ocorre nas regiões de garimpo e é denominada minamata, em referência à tragédia ocorrida na cidade japonesa com o mesmo nome [local em que nasciam crianças anencéfalas].”
(Efeitos dos Metais Pesados na Saúde Humana. Disponível em: http://www.robertofrancodoamaral.com.br/blog/efeitos-dos-metaispesados-na-saude-humana/ acesso em 12 mar. 2019, às 22h53min.)

Além de causar a anencefalia de recém-nascidos, o mercúrio:
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747Q950495 | Geografia, Agricultura brasileira, Segundo Semestre, IFPE, IF PE, 2018

Leia o TEXTO 20 para responder à questão.


TEXTO 20


QUASE 50 MIL PESSOAS FORAM RESGATADAS EM CONDIÇÕES ANÁLOGAS À ESCRAVIDÃO DESDE 2000


Segundo especialistas, situação é um dos reflexos da exclusão social pós-Lei Áurea


Brasília – Cento e trinta anos se passaram desde a abolição da escravidão e continua a haver, no Brasil, relações raciais desequilibradas, com negros condenados à exclusão social. Depois da libertação, poucas medidas para inserir a população negra na sociedade foram implementadas. Logo, essa parcela da população ficou condenada a uma realidade socioeconômica que perpetuou a escravidão com uma roupagem diferente: a desigualdade social.

ESTADO DE MINAS. Disponível em: <https://www.em.com.br/app/noticia/especiais/abolicao130anos/2018/05/13/noticia-abolicao130anos,958323/50- mil-pessoas-resgatadas-condicoes-analogas-escravidao-desde-2000.shtml.>. Acesso em: 13 maio 2018 (adaptado).


Em 2018, ano em que se completam 130 anos da abolição da escravidão no Brasil, a sociedade brasileira se depara com novas formas de exclusão e degradação das condições sociais de grande parte da população afrodescendente. Identifique, entre as afirmativas a seguir, aquelas que retratam a condição atual da maioria da população negra no contexto socioeconômico brasileiro.


I. O período pós-abolição legou aos negros a privação dos bens e da riqueza produzida no país, tornando-os um segmento social isolado na periferia, nas favelas e nas áreas de risco das grandes cidades.

II. No período pós-abolição, a vida do negro no Brasil, efetivamente, melhorou, principalmente pela força das leis antirracismo que promoveram a eliminação desse mal em nossa sociedade.

III.A situação atual do negro no Brasil é fruto de um processo histórico pautado na exclusão social e cuidadosamente planejado para impedir que ele se tornasse cidadão.

IV.A precariedade socioeconômica da população negra é um entrave ao desenvolvimento do país que só será eliminado quando eles tiverem, de fato, o direito de manifestação para serem ouvidos como merecem.

V. Os negros constituem o segmento mais pobre da população, situação que não se relaciona com o processo histórico, mas com a ausência de ações afirmativas atuais para a inclusão social destes grupos.


Estão CORRETAS, apenas, as proposições

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748Q976162 | Matemática, Funções, Segundo Semestre, CEFETRJ, SELECON, 2025

Uma empresa iniciará a rotulação de garrafas com o auxílio de um maquinário apropriado, que rotula uma mesma quantidade de garrafas por hora. Verificou-se que, após 4 horas de trabalho, 4800 garrafas foram rotuladas. A função que associa o tempo de trabalho t, em horas, após o início de funcionamento da máquina, ao número de garrafas que foram rotuladas até esse momento tem lei de formação:
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749Q976170 | Matemática, Álgebra, Segundo Semestre, CEFETRJ, SELECON, 2025

Em uma papelaria, Arival comprou três tipos de materiais escolares: lápis, esquadros e compassos. O valor gasto com compassos foi o triplo do valor gasto com esquadros e o valor gasto com esquadros o quíntuplo do valor gasto com lápis. Sabendo que o valor total de gastos com os três produtos foi de R$ 84,00, o gasto com esquadros foi de:
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750Q678443 | Inglês, Segundo Semestre, FAG, FAG, 2019

Texto associado.
Why a global Language?


‘English is the global language.’ – A headline of this kind must have appeared in a thousand newspapers and magazines in recent years. ‘English Rules’ is an actual example, presenting to the world an uncomplicated scenario suggesting the universality of the language’s spread and the likelihood of its continuation. (…)
These are the kinds of statement which seem so obvious that most people would give them hardly a second thought. Of course English is a global language, they would say. You hear it on television spoken by politicians from all over the world. Wherever you travel, you see English signs and advertisements. Whenever you enter a hotel or restaurant in a foreign city, they will understand English, and there will be an English menu. (…)
But English is news. The language continues to make news daily in many countries. And the headline isn’t stating the obvious. For what does it mean, exactly? Is it saying that everyone in the world speaks English? This is certainly not true, as we shall see. Is it saying, then, that every country in the world recognizes English as an offcial language? This is not true either. So what does it mean to say that a language is a global language? Why is English the language which is usually cited in this connection? How did the situation arise? And could it change? Or is it the case that, once a language becomes a global language, it is there forever?
These are fascinating questions to explore, whether your frst language is English or not. If English is your mother tongue, you may have mixed feelings about the way English is spreading around the world. You may feel pride, that your language is the one which has been so successful; but your pride may be tinged with concern, when you realize that people in other countries may not want to use the language in the same way that you do, and are changing it to suit themselves. We are all sensitive to the way other people use (it is often said, abuse) ‘our’ language. Deeply held feelings of ownership begin to be questioned. Indeed, if there is one predictable consequence of a language becoming a global language, it is that nobody owns it any more. Or rather, everyone who has learned it now owns it – ‘has a share in it’ might be more accurate – and has the right to use it in the way they want. This fact alone makes many people feel uncomfortable, even vaguely resentful. ‘Look what the Americans have done to English’ is a not uncommon comment found in the letter-columns of the British press.
But similar comments can be heard in the USA when people encounter the sometimes striking variations in English which are emerging all over the world. And if English is not your mother tongue, you may still have mixed feelings about it. You may be strongly motivated to learn it, because you know it will put you in touch with more people than any other language; but at the same time you know it will take a great deal of effort to master it, and you may begrudge that effort. Having made progress, you will feel pride in your achievement, and savour the communicative power you have at your disposal, but may none the less feel that mother-tongue speakers of English have an unfair advantage over you. (…)
These feelings are natural, and would arise whichever language emerged as a global language. They are feelings which give rise to fears, whether real or imaginary, and fears lead to conflict. Language is always in the news, and the nearer a language moves to becoming a global language, the more newsworthy it is. So how does a language come to achieve global status?
(Source: CRYSTAL, David. English as a global language. 2 ed. United Kingdom: Cambridge University Press, 2003.
The text above states that
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751Q950333 | Português, Significação Contextual de Palavras, Segundo Semestre, UNESP, VUNESP, 2018

Texto associado.

Leia o trecho do livro Em casa, de Bill Bryson, para responder à questão.


Quase nada, no século XVII, escapava à astúcia dos que adulteravam alimentos. O açúcar e outros ingredientes caros muitas vezes eram aumentados com gesso, areia e poeira. A manteiga tinha o volume aumentado com sebo e banha. Quem tomasse chá, segundo autoridades da época, poderia ingerir, sem querer, uma série de coisas, desde serragem até esterco de carneiro pulverizado. Um carregamento inspecionado, relata Judith Flanders, demonstrou conter apenas a metade de chá; o resto era composto de areia e sujeira. Acrescentava-se ácido sulfúrico ao vinagre para dar mais acidez; giz ao leite; terebintina1 ao gim. O arsenito de cobre era usado para tornar os vegetais mais verdes, ou para fazer a geleia brilhar. O cromato de chumbo dava um brilho dourado aos pães e também à mostarda. O acetato de chumbo era adicionado às bebidas como adoçante, e o chumbo avermelhado deixava o queijo Gloucester, se não mais seguro para comer, mais belo para olhar.

Não havia praticamente nenhum gênero que não pudesse ser melhorado ou tornado mais econômico para o varejista por meio de um pouquinho de manipulação e engodo. Até as cerejas, como relata Tobias Smollett, ganhavam novo brilho depois de roladas, delicadamente, na boca do vendedor antes de serem colocadas em exposição. Quantas damas inocentes, perguntava ele, tinham saboreado um prato de deliciosas cerejas que haviam sido “umedecidas e roladas entre os maxilares imundos e, talvez, ulcerados de um mascate de Saint Giles”?

O pão era particularmente atingido. Em seu romance de 1771, The expedition of Humphry Clinker, Smollett definiu o pão de Londres como um composto tóxico de “giz, alume2 e cinzas de ossos, insípido ao paladar e destrutivo para a constituição”; mas acusações assim já eram comuns na época. A primeira acusação formal já encontrada sobre a adulteração generalizada do pão está em um livro chamado Poison detected: or frightful truths, escrito anonimamente em 1757, que revelou segundo “uma autoridade altamente confiável” que “sacos de ossos velhos são usados por alguns padeiros, não infrequentemente”, e que “os ossuários dos mortos são revolvidos para adicionar imundícies ao alimento dos vivos”.

(Em casa, 2011. Adaptado.)


1 terebintina: resina extraída de uma planta e usada na fabricação de vernizes, diluição de tintas etc.

2 alume: designação dos sulfatos duplos de alumínio e metais alcalinos, com propriedades adstringentes, usado na fabricação de corantes, papel, porcelana, na purificação de água, na clarificação de açúcar etc.

Esse autor introduziu no romance brasileiro o índio e os seus acessórios, aproveitando-o ou em plena selvageria ou em comércio com o branco. Como o quer representar no seu ambiente exato, ou que lhe parece exato, é levado a fazer também, se não antes de mais ninguém, com talento que lhe assegura a primazia, o romance da natureza brasileira.

(José Veríssimo. História da literatura brasileira, 1969. Adaptado.)

Tal comentário refere-se a

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752Q950343 | História, Período Colonial produção de riqueza e escravismo, Segundo Semestre, UNESP, VUNESP, 2018

Texto associado.

As primeiras expedições na costa africana a partir da ocupação de Ceuta em 1415, ainda na terra de povos berberes, foram registrando a geografia, as condições de navegação e de ancoragem. Nas paradas, os portugueses negociavam com as populações locais e sequestravam pessoas que chegavam às praias, levando-as para os navios para serem vendidas como escravas. Tal ato era justificado pelo fato de esses povos serem infiéis, seguidores das leis de Maomé, considerados inimigos, e portanto podiam ser escravizados, pois acreditavam ser justo guerrear com eles. Mais ao sul, além do rio Senegal, os povos encontrados não eram islamizados, portanto não eram inimigos, mas eram pagãos, ignorantes das leis de Deus, e no entender dos portugueses da época também podiam ser escravizados, pois ao se converterem ao cristianismo teriam uma chance de salvar suas almas na vida além desta.

(Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2007.)

O texto caracteriza
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753Q949117 | Geografia, Clima, Segundo Semestre, PUC PR, PUC PR

Leia o trecho da reportagem “Superpopulação: chegará o dia em que haverá gente demais para planeta de menos?”:
“A cada ano, nascem 81 milhões de pessoas, o equivalente à população da Alemanha. Mantido esse ritmo, passaremos dos atuais 7,3 bilhões de habitantes para 9,6 bilhões em 2050, de acordo com as projeções da ONU. Embora não dê para estimar o máximo de pessoas que cabe no planeta, sabemos que os recursos que temos por aqui são limitados. A quantidade de água (em suas diferentes formas) e de terra é a mesma há milênios e, apesar de todo o avanço da ciência, nada indica que a humanidade será capaz de ampliá-las. Quando se combina muita gente a uma mesma quantidade de recursos, o resultado é a escassez. Apenas para ficar no básico, pode faltar água e alimento para todo mundo — que dirá saneamento básico, moradia, energia elétrica.” BARROS, Mariana. Cidades sem fronteiras. Veja.com. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/cidades-sem-fronteiras/debate/superpopulacao/>. Acesso em: 12 mar. 2016.
A teoria ou reflexão demográfica implícita no texto é conhecida como:
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754Q949126 | Química, Estudo da matéria substâncias, Segundo Semestre, PUC PR, PUC PR

Hoje, tão importante quanto cuidar de uma casa é o cuidado com tanques e outros componentes que retenham água. Uma empresa foi chamada para fazer a limpeza e o controle de um pequeno tanque artesanal. A água do tanque foi tratada colocando-se o cloreto de sódio, dentre outros componentes. Para isso, mediu-se a concentração da salinidade da água em função do cloreto de sódio, encontrando-se o valor de 2,92 g/L em 0,03 m3 de água do tanque. Adicionou-se 6 dm3 de uma solução 0,7 M ao volume contido no tanque. Qual a concentração final utilizada em quantidade de matéria e em g/L, respectivamente, de cloreto de sódio neste tanque?
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755Q950662 | História e Geografia de Estados e Municípios, Segundo Semestre, UECE, UECE CEV, 2018

Há vários líderes cujos nomes estão associados à emancipação de diferentes países da América Latina, como por exemplo, José de San Martín, na Argentina; Bernardo O’Higgins, no Chile, assim como Francisco José de Paula Santander, na Colômbia, mas nenhum deles tem o prestígio incontestável de principal líder expresso na figura de
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756Q950695 | Inglês, Segundo Semestre, UECE, UECE CEV, 2018

Texto associado.

T E X T


EL TIGRE, Venezuela — Thousands of workers are fleeing Venezuela’s state-owned oil company, abandoning once-coveted jobs made worthless by the worst inflation in the world. And now the hemorrhaging is threatening the nation’s chances of overcoming its long economic collapse.

Desperate oil workers and criminals are also stripping the oil company of vital equipment, vehicles, pumps and copper wiring, carrying off whatever they can to make money. The double drain — of people and hardware — is further crippling a company that has been teetering for years yet remains the country’s most important source of income.

The timing could not be worse for Venezuela’s increasingly authoritarian president, Nicolás Maduro, who was re-elected last month in a vote that has been widely condemned by leaders across the hemisphere. Prominent opposition politicians were either barred from competing in the election, imprisoned or in exile.

But while Mr. Maduro has firm control over the country, Venezuela is on its knees economically, buckled by hyperinflation and a history of mismanagement. Widespread hunger, political strife, devastating shortages of medicine and an exodus of well over a million people in recent years have turned this country, once the economic envy of many of its neighbors, into a crisis that is spilling over international borders.

If Mr. Maduro is going to find a way out of the mess, the key will be oil: virtually the only source of hard currency for a nation with the world’s largest estimated petroleum reserves. But each month Venezuela produces less of it. Offices at the state oil company are emptying out, crews in the field are at half strength, pickup trucks are stolen and vital materials vanish. All of this is adding to the severe problems at the company that were already acute because of corruption, poor maintenance, crippling debts, the loss of professionals and even a lack of spare parts.

Now workers at all levels are walking away in large numbers, sometimes literally taking piecesof the company with them, union leaders, oil executives and workers say.

A job with Petróleos de Venezuela, known as Pdvsa, used to be a ticket to the Venezuelan Dream. No more.

Inflation in Venezuela is projected to reach an astounding 13,000 percent this year, according to the International Monetary Fund. When The New York Times interviewed Mr. Navas in May, the monthly salary for a worker like him was barely enough to buy a whole chicken or two pounds of beef. But with prices going up so quickly, it buys even less now.

Junior Martínez, 28, who has worked in the oil industry for eight years, is assembling papers, including his diploma as a chemical engineer. His wife and her daughter left three months ago to earn money in Brazil. “I get 1,400,000 bolívars a week and it isn’t even enough to buy a carton of eggs or a tube of toothpaste,”Mr. Martínez said of his salary in bolívars, Venezuela’s currency.

Mr. Martínez’s father, Ovidio Martínez, 55, recalled growing up here when the oil boom began. He cried as he spoke of his son’s determination to leave the country. “You watch your children leave and you can’t stop them,” the elder Mr. Martínez said, fighting back tears. “In this country, they don’t have a future.”

In El Tigre, hundreds of people stood in line one recent morning outside a supermarket, many waiting since the evening before to buy whatever food they could.

From: www.nytimes.com/June 14, 2018. Adapted.

When commenting on the recent re-election of the Venezuelan president, the text mentions how it was
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757Q950965 | Matemática, Aritmética e Problemas, Segundo Semestre, IF Sul MG, IF SUL MG, 2018

Um restaurante pesquisou 50 pessoas sobre se aprovavam, ou não, o lançamento de dois pratos novos A e B. 20 pessoas aprovaram os dois pratos, 30 aprovaram o prato A e 40 aprovaram o prato B. Quantas pessoas não aprovaram nenhum dos pratos?
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758Q678588 | Matemática, Segundo Semestre, Esamc, Esamc, 2019

Uma empresa produz placas de MDF para a fabricação de móveis e pretende armazená-las em pilhas de mesma altura que contenham somente placas do mesmo tipo. Em determinado dia foram produzidas 81 placas marrons e 45 placas brancas, todas com a mesma espessura. Para o armazenamento dessas 126 placas, o menor número possível de pilhas é:
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759Q945602 | Inglês, Segundo Semestre, UECE, UECE CEV, 2019

Texto associado.

How a Canadian Chain Is Reinventing Book Selling

By Alexandra Alter

About a decade ago, Heather Reisman, the chief executive of Canada’s largest bookstore chain, was having tea with the novelist Margaret Atwood when Ms. Atwood inadvertently gave her an idea for a new product. Ms. Atwood announced that she planned to go home, put on a pair of cozy socks and curl up with a book. Ms. Reisman thought about how appealing that sounded. Not long after, her company, Indigo, developed its own brand of plush “reading socks.” They quickly became one of Indigo’s signature gift items.

“Last year, all my friends got reading socks,” said Arianna Huffington, the HuffPost cofounder and a friend of Ms. Reisman’s, who also gave the socks as gifts to employees at her organization Thrive. “Most people don’t have reading socks — not like Heather’s reading socks.”

Over the last few years, Indigo has designed dozens of other products, including beach mats, scented candles, inspirational wall art, Mason jars, crystal pillars, bento lunchboxes, herb growing kits, copper cheese knife sets, stemless champagne flutes, throw pillows and scarves.

It may seem strange for a bookstore chain to be developing and selling artisanal soup bowls and organic cotton baby onesies. But Indigo’s approach seems not only novel but crucial to its success and longevity. The superstore concept, with hulking retail spaces stocking 100,000 titles, has become increasingly hard to sustain in the era of online retail, when it’s impossible to match Amazon’s vast selection.

Indigo is experimenting with a new model, positioning itself as a “cultural department store” where customers who wander in to browse through books often end up lingering as they impulsively shop for cashmere slippers and crystal facial rollers, or a knife set to go with a new Paleo cookbook. Over the past few years, Ms. Reisman has reinvented Indigo as a Goop-like, curated lifestyle brand, with sections devoted to food, health and wellness, and home décor.

Ms. Reisman is now importing Indigo’s approach to the United States. Last year, Indigo opened its first American outpost, at a luxury mall in Millburn, N.J., and she eventually plans to open a cluster of Indigos in the Northeast. Indigo’s ascendance is all the more notable given the challenges that big bookstore chains have faced in the United States. Borders, which once had more than 650 locations, filed for bankruptcy in 2011. Barnes & Noble now operates 627 stores, down from 720 in 2010, and the company put itself up for sale last year. Lately, it has been opening smaller stores, including an 8,300-square-foot outlet in Fairfax County, Va.

“Cross-merchandising is Retail 101, and it’s hard to do in a typical bookstore,” said Peter Hildick-Smith, president of the Codex Group, which analyzes the book industry. “Indigo found a way to create an extra aura around the bookbuying experience, by creating a physical extension of what you’re reading about.”

The atmosphere is unabashedly intimate, cozy and feminine — an aesthetic choice that also makes commercial sense, given that women account for some 60 percent of book buyers. A section called “The Joy of the Table” stocks Indigobrand ceramics, glassware and acacia wood serving platters with the cookbooks. The home décor section has pillows and throws, woven baskets, vases and scented candles. There’s a subsection called “In Her Words,” which features idea-driven books and memoirs by women. An area labeled “A Room of Her Own” looks like a lushdressing room, with vegan leather purses, soft gray shawls, a velvet chair, scarves and journals alongside art, design and fashion books.

Books still account for just over 50 percent of Indigo’s sales and remain the central draw; the New Jersey store stocks around 55,000 titles. But they also serve another purpose: providing a window into consumers’ interests, hobbies, desires and anxieties, which makes it easier to develop and sell related products.

Publishing executives, who have watched with growing alarm as Barnes & Noble has struggled, have responded enthusiastically to Ms. Reisman’s strategy. “Heather pioneered and perfected the art of integrating books and nonbook products,” Markus Dohle, the chief executive of Penguin Random House, said in an email.

Ms. Reisman has made herself and her own tastes and interests central to the brand. The front of the New Jersey store features a section labeled “Heather’s Picks,” with a display table covered with dozens of titles. A sign identifies her as the chain’s “founder, C.E.O., Chief Booklover and the Heather in Heather’s Picks.” She appears regularly at author signings and store events, and has interviewed prominent authors like Malcolm Gladwell, James Comey, Sally Field, Bill Clinton and Nora Ephron.

When Ms. Reisman opened the first Indigo store in Burlington, Ontario, in 1997, she had already run her own consulting firm and later served as president of a soft drink and beverage company, Cott. Still, bookselling is an idiosyncratic industry, and many questioned whether Indigo could compete with Canada’s biggest bookseller, Chapters. Skepticism dissolved a few years later when Indigo merged with Chapters, inheriting its fleet of national stores. The company now has more than 200 outlets across Canada, including 89 “superstores.” Indigo opened its first revamped concept store in 2016.

The new approach has proved lucrative: In its 2017 fiscal year, the company’s revenue exceeded $1 billion Canadian for the first time. In its 2018 fiscal year, Indigo reported a revenue increase of nearly $60 million Canadian over the previous year, making it the most profitable year in the chain’s history.

The company’s dominance in Canada doesn’t guarantee it will thrive in the United States, where it has to compete not only with Amazon and Barnes & Noble, but with a resurgent wave of independent booksellers. After years of decline, independent stores have rebounded, with some 2,470 locations, up from 1,651 a decade ago, according to the American Booksellers Association. And Amazon has expanded into the physical retail market, with around 20 bookstores across the United States.

Ms. Reisman acknowledges that the company faces challenges as it expands southward. Still, she’s optimistic, and is already scouting locations for a second store near New York.

https://www.nytimes.com/2019/05/01

The successful selling of a variety of products by Indigo bookstores started with
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760Q950468 | Português, Interpretação de Textos, Segundo Semestre, IFPE, IF PE, 2018

Leia o TEXTO 5 para responder à questão.


TEXTO 5


O ANJO DE PERNAS TORTAS


A um passe de Didi, Garrincha avança

Colado o couro aos pés, o olhar atento

Dribla um, dribla dois, depois descansa

Como a medir o lance do momento.

Vem-lhe o pressentimento; ele se lança

Mais rápido que o próprio pensamento,

Dribla mais um, mais dois; a bola trança

Feliz, entre seus pés – um pé de vento!

Num só transporte, a multidão contrita

Em ato de morte se levanta e grita

Seu uníssono canto de esperança.

Garrincha, o anjo, escuta e atende: Gooooool!

É pura imagem: um G que chuta um O

Dentro da meta, um L. É pura dança!


MORAES, Vinícius. O anjo de Pernas Tortas. Disponível em < http://www.jornaldepoesia.jor.br/futebol.html#vinicius>. Acesso em: 5 maio 2018.
Vinícius de Moraes escreveu “O anjo de pernas tortas” em homenagem a Garrincha, jogador de futebol contemporâneo de Pelé. Pode-se afirmar que esse texto foi escrito na segunda fase da produção literária do poeta, pois apresenta as seguintes características:
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