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Questões de Concursos Técnico Administrativo

Resolva questões de Técnico Administrativo comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


361Q26613 | Contabilidade Geral, Técnico Administrativo, Cobra Tecnologia, QUADRIX

Leia, com atenção, os conceitos a seguir.

I. Uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos.
II. O interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos.
III. Um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade.

Eles definem, respectivamente:
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362Q50421 | Português, Técnico Administrativo, MPE RO, FUNCAB

Texto associado.
Um peixe 

            Virou a capanga de cabeça para baixo, e os peixes espalharam-se pela pia. Ele ficou olhando, e foi então que notou que a traíra ainda estava viva. Era o maior peixe de todos ali, mas não chegava a ser grande: pouco mais de um palmo. Ela estava mexendo, suas guelras mexiam-se devagar, quando todos os outros peixes já estavam mortos. Como que ela podia durar tanto tempo assim fora d"água?...

        Teve então uma ideia: abrir a torneira, para ver o que acontecia. Tirou para fora os outros peixes: lambaris, chorões, piaus; dentro do tanque deixou só a traíra. E então abriu a torneira: a água espalhou-se e, quando cobriu a traíra, ela deu uma rabanada e disparou, ele levou um susto – ela estava muito mais viva do que ele pensara, muito mais viva. Ele riu, ficou alegre e divertido, olhando a traíra, que agora tinha parado num canto, o rabo oscilando de leve, a água continuando a jorrar da torneira. Quando o tanque se encheu, ele fechou-a.
– E agora? – disse para o peixe. – Quê que eu faço com você?...
Enfiou o dedo na água: a traíra deu uma corrida, assustada, e ele tirou o dedo depressa.
        – Você tá com fome?... E as minhocas que você me roubou no rio? Eu sei que era você; devagarzinho, sem a gente sentir... Agora está aí, né?... Tá vendo o resultado?...
    O peixe, quieto num canto, parecia escutar.
    Podia dar alguma coisa para ele comer. Talvez pão. Foi olhar na lata: havia acabado. Que mais? Se a mãe estivesse em casa, ela teria dado uma ideia – a mãe era boa para dar ideias. Mas ele estava sozinho. Não conseguia lembrar de outra coisa. O jeito era ir comprar um pão na padaria. Mas sujo assim de barro, a roupa molhada, imunda? – Dane-se – disse, e foi.
        Era domingo à noite, o quarteirão movimentado, rapazes no footing , bares cheios. Enquanto ele andava, foi pensando no que acontecera. No começo fora só curiosidade; mas depois foi bacana, ficou alegre quando viu a traíra bem viva de novo, correndo pela água, esperta. Mas o que faria com ela agora? Matá-la, não ia; não, não faria isso. Se ela já estivesse morta, seria diferente; mas ela estava viva, e ele não queria matá-la. Mas o que faria com ela? Poderia criá-la; por que não? Havia o tanquinho do quintal, tanquinho que a mãe uma vez mandara fazer para criar patos. Estava entupido de terra, mas ele poderia desentupi-lo, arranjar tudo; ficaria cem por cento. É, é isso o que faria. Deixaria a traíra numa lata d"água até o dia seguinte e, de manhã, logo que se levantasse, iria mexer com isso. 
        Enquanto era atendido na padaria, ficou olhando para o movimento, os ruídos, o vozerio do bar em frente. E então pensou na traíra, sua trairinha, deslizando silenciosamente no tanque da pia, na casa escura. Era até meio besta como ele estava alegre com aquilo. E logo um peixe feio como traíra, isso é que era o mais engraçado.
        Toda manhã – ia pensando, de volta para casa – ele desceria ao quintal, levando pedacinhos de pão para ela. Além disso, arrancaria minhocas, e de vez em quando pegaria alguns insetos. Uma coisa que podia fazer também era pescar depois outra traíra e trazer para fazer companhia a ela; um peixe sozinho num tanque era algo muito solitário. 

A empregada já havia chegado e estava no portão, olhando o movimento. – Que peixada bonita você pegou...
– Você viu?
– Uma beleza... Tem até uma trairinha.
– Ela foi difícil de pegar, quase que ela escapole; ela não estava bem fisgada.
– Traíra é duro de morrer, hem?
– Duro de morrer?... Ele parou.
        – Uai, essa que você pegou estava vivinha na hora que eu cheguei, e você ainda esqueceu o tanque cheio d"água... Quando eu cheguei, ela estava toda folgada, nadando. Você não está acreditando? Juro. Ela estava toda folgada, nadando. 
    – E aí?
    –Aí? Uai, aí eu escorri a água para ela morrer; mas você pensa que ela morreu? Morreu nada! Traíra é duro de morrer, nunca vi um peixe assim. Eu soquei a ponta da faca naquelas coisas que faz o peixe nadar, sabe? Pois acredita que ela ainda ficou mexendo? Aí eu peguei o cabo da faca e esmaguei a cabeça dele, e foi aí que ele morreu. Mas custou, ô peixinho duro de morrer! Quê que você está me olhando? 
– Por nada.
– Você não está acreditando? Juro; pode ir lá na cozinha ver: ela está lá do jeitinho que eu deixei. Ele foi caminhando para dentro.
– Vou ficar aqui mais um pouco
– disse a empregada.
– depois vou arrumar os peixes, viu?
– Sei.
    Acendeu a luz da sala. Deixou o pão em cima da mesa e sentou-se. Só então notou como estava cansado.
 

(VILELA, Luiz. . O violino e outros contos 7ª ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 36-38.) 
VOCABULÁRIO:
Capanga: bolsa pequena, de tecido, couro ou plástico, usada a tiracolo. 
Footing :passeio a pé, com o objetivo de arrumar namorado(a).
Guelra: estrutura do órgão respiratório da maioria dos animais aquáticos.
Vozerio: som de muitas vozes juntas. 
Pleonasmo é uma figura de linguagem que tem como marca a repetição de palavras ou expressões, aparentemente desnecessárias, para enfatizar uma ideia. No entanto, alguns pleonasmos são considerados “vícios de linguagem” por informarem uma obviedade e não desempenharem função expressiva no enunciado. Considerando esta afirmação, assinale a alternativa que possui exemplo de pleonasmo vicioso.
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363Q243546 | Redação Oficial, Memorando, Técnico Administrativo, ANAC, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Com relação à correspondência oficial, julgue os itens a seguir
de acordo com o Manual de Redação da Presidência da
República.

Memorando constitui modalidade de comunicação utilizada entre unidades administrativas de mesmo nível hierárquico, desde que seja estabelecida entre órgãos distintos da administração pública.

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364Q1039 | Técnicas de Vendas e Negociação, Técnico Administrativo, ANATEL, CESPE CEBRASPE

Texto associado.
A qualidade do atendimento ao público é cada vez mais foco de atenção das organizações públicas, principalmente em virtude da atuação das entidades de fiscalização. Essa realidade é bastante complexa, considerando que o atendimento ao público apresenta muitas variáveis que interferem na execução desse serviço. Acerca das características e da qualidade do atendimento ao público, julgue os itens a seguir.
Características como presteza, discrição e tolerância são fundamentais no perfil do atendente, na medida em que o aproxima do usuário, criando uma situação de empatia.
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365Q21163 | Direito Administrativo, Agências Reguladoras, Técnico Administrativo, ANVISA, CETRO

Sobre Agências Reguladoras, é correto afirmar que
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366Q241067 | Matemática, Estatística, Técnico Administrativo, BNDES, CESGRANRIO

Em um departamento de uma empresa, o gerente decide dar um aumento a todos os empregados, dobrando o salário de todos eles.
Em relação às estatísticas dos novos salários, considere as afirmativas abaixo.

I - A média dobra.

II - A variância dobra.

III - A moda dobra.

É correto o que se afirma em

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367Q1524 | Português, Técnico Administrativo, MPU, CESPE CEBRASPE

Texto associado.
Tal como a chuva caída
Fecunda a terra no estio
Para fecundar a vida.
O trabalho se inventou.
Feliz quem pode orgulhoso
Dizer: - Nunca fui vadio
E se hoje sou venturoso,
Devo ao trabalho o que sou.

Olavo Bilac, O trabalho.
Segundo o texto, a finalidade do trabalho é :
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368Q50970 | Direito Penal, Técnico Administrativo, MPE SE, FCC

Conta-se que o rei grego Drácon, na Antiguidade, exatamente por não dispor de nada ainda mais grave, mandava punir indistintamente todos os criminosos com a pena de morte. Daí, portanto, o adjetivo draconiano a um direito penal assim severo. À vista disso, já com o repertório da modernidade penal, poderíamos criticar Drácon por não observar a ideia de
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369Q244511 | Gestão de Pessoas, Gestão de Pessoas, Técnico Administrativo, ANAC, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Julgue os próximos itens, relativos à gestão de pessoas.

A gestão de pessoas caracteriza-se por uma perspectiva integrada da gestão e uma visão holística da organização.

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370Q32648 | Administração Geral, Técnico Administrativo, DNIT, ESAF

Assinale a opção que não representa um fundamento do Modelo de Excelência da Gestão da Fundação Nacional da Qualidade.
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371Q1059 | Arquivologia, Técnico Administrativo, ANATEL, CESPE CEBRASPE

Texto associado.
Os documentos chegam, em determinado órgão público instalado em Brasília, de forma variada. Uns são registrados e, em seguida, enviados ao destinatário, outros entram sem nenhum tipo de anotação. Além disso, há aqueles que, atualmente, entram no órgão por meio das tecnologias da informação (fax, correio eletrônico). Cada setor de trabalho organiza seus documentos de maneira independente, sem nenhum tipo de orientação e, depois, por falta de espaço físico ou devido ao final do ano civil, esses documentos são transferidos para outro lugar, conhecido, geralmente, como arquivo morto.

Considerando a situação hipotética acima, julgue os itens subsequentes, acerca das técnicas de arquivamento e dos procedimentos administrativos no âmbito do setor público.
Os documentos que entram no órgão público descrito na situação hipotética em questão e que vão para os setores destinatários irão formar os arquivos correntes dessas unidades.
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372Q1444 | Direito Constitucional, Técnico Administrativo, MPU, FCC

Também são considerados brasileiros natos os nascidos
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373Q29996 | Português, Interpretação de Textos, Técnico Administrativo, Consurge MG, Gestão de Concursos

Texto associado.
Tomate é fruta?

Sim, ele é. Não só o tomate é fruta, como a berinjela, a abobrinha, o pepino, o pimentão e outros alimentos que nós chamamos de legumes também são. Fruta é o ovário amadurecido de uma planta, onde ficam as sementes. A confusão acontece porque nós somos acostumados a chamar as frutas salgadas de legumes. Se você acha que sua vida foi uma mentira até agora, saiba que também existem alimentos que nós chamamos de fruta, mas não são. Trata-se dos pseudofrutos – estruturas suculentas que têm cara e jeito de fruto, mas não se desenvolvem a partir do ovário da planta, como as frutas reais. É o caso do morango, do caju, da maçã, da pera e do abacaxi, entre outros.

HAICK, Sabrina. Tomate é fruta? Mundo Estranho. Ed. 177. Disponível em::  . Acesso em: 8 mar. 2016 (Adaptação).
Releia o trecho a seguir.

"Trata-se dos pseudofrutos – estruturas suculentas que têm cara e jeito de fruto [...].”

Sobre esse trecho, analise as afirmativas a seguir:

I. O travessão utilizado nesse trecho pode ser substituído por vírgula sem prejuízo de seu sentido original.
II. As informações colocadas após o travessão têm caráter explicativo.
III. O travessão foi utilizado para separar uma oração deslocada de sua posição normal.

De acordo com a norma padrão, estão CORRETAS as afirmativas:
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374Q50922 | Português, Técnico Administrativo, MPE SE, FCC

A frase em que se empregam os tempos e os modos verbais corretamente correlacionados é:
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375Q1545 | Português, Técnico Administrativo, MPU, CESPE CEBRASPE

Texto associado.
A verdadeira revolução

     Qualquer pessoa da década de 60 sabe: os
anos 60 foram os melhores do século. A gente
nunca ouve alguém dizer que é “da década de
80” ou qualquer outra. Só o pessoal dos anos 60
viveu um decênio inteiro de uma vez. É
verdade que uma pá de novidades apareceu lá
nos anos 60, mas também não vamos exagerar:
eu tinha um estilingue, mas se pudesse optar
teria preferido um videogame. E só pulava mura
para comer goiabas no pé porque as redes de
fast food ainda não tinham chegado ao Brasil.
      De uma coisa eu nunca tive dúvida: foi na
década de 60 que aconteceu a transição entre o
velho e o novo estilo de convivência
corporativa. Também foi lá que os empregados
se deram conta de que “carreira” poderia ser
uma questão de escolha, que tudo provia sem
admitir réplicas nem súplicas.
      Foi nessa fase de ruptura que eu consegui
meu primeiro emprego. Pude observar as
mudanças sem influir nelas, de uma posição no
rodapé do organograma, a de aprendiz de
arquivista (Office boy seria mais charmoso.
Mas o título só surgiu na década de 70). E hoje
acredito que as grandes mudanças no cotidiano
dos empregados nada tiveram a ver com teorias
revolucionárias ou com novas técnicas de
administração de pessoal. Tudo isso foi apenas
o efeito. As verdadeiras causas foram às
pequenas mudanças às quais ninguém deu
muita importância:
      Diploma de datilografia – Durante
décadas, para alguém ser admitido no
escritório, o único requisito era “ser
alfabetizado” (um enorme plus curricular em
um país de analfabetos). Depois veio a
obrigatoriedade de ser diplomado em
datilografia. Mas foi nos anos 60 que se
introduziu a exigência do “algo mais”: o
Certificado de Proficiência Datilográfica. Ele
era concedido aos poucos capazes de bater 150
toques por minuto, com os dedos certos nas
teclas certas. Nas décadas seguintes, os
certificados de proficiência foram sendo
gradativamente substituídos por outros
símbolos mais alegóricos de “algo mais”, sendo
que o atualmente em moda se chama
MBA.(continua)

(Max Gebringer. In: Exame – com adaptações).
De acordo com as idéias do texto, assinale a opção correta acerca da década de 60.
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376Q32624 | Direito Administrativo, Licitações e Lei 8666 de 1993, Técnico Administrativo, DNIT, ESAF

Assinale a exigência que, segundo a Lei n. 8.666/93, é apresentada para a alienação de bens públicos imóveis das pessoas jurídicas de direito público que não está presente na alienação de bens imóveis pertencentes às empresas públicas.

Os bens imóveis aqui tratados não foram adquiridos por dação em pagamento.
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377Q1606 | Conhecimentos Específicos, Técnico Administrativo, BNDES, CESGRANRIO

A teor do disposto na Lei no 5.662/71, o capital social do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social é dividido
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378Q1205 | Sistema Único de Saúde SUS, Técnico Administrativo, Ministério da Saúde, CESPE CEBRASPE

Texto associado.
Julgue os itens a seguir, quanto às regras constitucionais relativas à saúde.
É admitida a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.
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379Q44838 | Administração Pública, Técnico Administrativo, INEA RJ, FGV

Um governo que tem como característica pertencer à comunidade, dando responsabilidade ao cidadão e visando atendê-lo como cliente, utiliza a forma de gestão denominada
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380Q1651 | Português, Técnico Administrativo, BNDES, CESGRANRIO

Texto associado.
Texto I

Para sempre

    Você eu não sei, mas o meu plano é viver para
sempre. Reconheço que o sucesso do plano não depende
só de mim, mas tenho feito a minha parte. Cortei o pudim
de laranja, dirijo com cuidado, procuro não provocar
impulsos assassinos nos leitores além do necessário para
me manter honesto, não vôo de ultraleve e não assovio
para mulher de delegado. Está certo, o único exercício
físico que faço é soprar o saxofone, e assim mesmo não
todas as notas, mas acho que estou contribuindo
razoavelmente para a minha própria eternidade.
E sempre que leio sobre experiências como essa da
célula-mãe com a qual, um dia, construirão artérias novas
para a gente por encomenda, fico reconfortado: a ciência
também está fazendo a sua parte no meu plano. Já
calculei que, se conseguir agüentar por mais 65 anos,
poderei ser refeito em laboratório dos pés à cabeça. Incluindo
o tecido erétil. Onde será que a gente se inscreve?
     A vida eterna nos trará problemas, no entanto, e
não vamos nem falar no pesadelo que será para os sistemas
previdenciários. A finitude sempre foi uma angústia
humana, mas também um consolo, pois nos desobriga
de entender a razão da existência. A idéia religiosa da
vida depois da morte é duplamente atraente porque nos
dá a eternidade sem a perplexidade, já que é difícil imaginar
que as indagações metafísicas continuarão do outro
lado. Lá, estaremos na presença do Pai, reintegrados
numa situação familiar de idílica inocência, definida como
a desnecessidade de maiores explicações. Não teremos
de especular sobre como tudo isto vai acabar porque tudo
isto nunca vai acabar. Já na eternidade sem precisar morrer
a angústia da finitude é substituída pela angústia da
incompreensão infinita. Estaremos nesta ridícula bola magnética,
com nossos tecidos renovados, olhando para as
estrelas e perguntando como e por que - para sempre.
    Não interessa. Vou batalhar por mais 65. Quem
nos assegura que neurônios desenvolvidos em
laboratório não virão com todas as respostas?

VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Globo. Rio de Janeiro, 27 nov. 2001.
Considerando as idéias do Texto I, a relação estabelecida entre a expressão e a condição de vida humana (finita / infinita) está INCORRETA em
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