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Questões de Concursos Técnico Previdenciário

Resolva questões de Técnico Previdenciário comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


301Q241793 | Português, Técnico Previdenciário, MANAUSPREV, FCC

Texto associado.

Atenção: O texto abaixo refere-se às questões de números 11 a 19.

O primeiro... problema que as árvores parecem propor-nos

é o de nos conformarmos com a sua mudez. Desejaríamos que

falassem, como falam os animais, como falamos nós mesmos.

Entretanto, elas e as pedras reservam-se o privilégio do silêncio,

num mundo em que todos os seres têm pressa de se desnudar.

Fiéis a si mesmas, decididas a guardar um silêncio que

não está à mercê dos botânicos, procuram as árvores ignorar

tudo de uma composição social que talvez se lhes afigure

monstruosamente indiscreta, fundada que está na linguagem articulada,

no jogo de transmissão do mais íntimo pelo mais coletivo.

Grave e solitário, o tronco vive num estado de impermeabilidade

ao som, a que os humanos só atingem por alguns

instantes e através da tragédia clássica. Não logramos comovê-

-lo, comunicar-lhe nossa intemperança. Então, incapazes de

trazê-lo à nossa domesticidade, consideramo-lo um elemento

da paisagem, e pintamo-lo. Ele pende, lápis ou óleo, de nossa

parede, mas esse artifício não nos ilude, não incorpora a árvore

à atmosfera de nossos cuidados. O fumo dos cigarros, subindo

até o quadro, parece vagamente aborrecê-la, e certas árvores

de Van Gogh, na sua crispação, têm algo de protesto.

De resto, o homem vai renunciando a esse processo

de captura da árvore através da arte. Uma revista de vanguarda

reúne algumas dessas representações, desde uma tapeçaria

persa do século IV, onde aparece a palmeira heráldica, até

Chirico, o criador da árvore genealógica do sonho, e dá a tudo

isso o título: Decadência da Árvore. Vemos através desse documentário

que num Claude Lorrain da Pinacoteca de Munique,

Paisagem com Caça, a árvore colossal domina todo o quadro, e

a confusão de homens, cães e animal acuado constitui um incidente

mínimo, decorativo. Já em Picasso a árvore se torna raríssima,

e a aventura humana seduz mais o pintor do que o

fundo natural em que ela se desenvolve.

O que será talvez um traço da arte moderna, assinalado

por Apollinaire, ao escrever: "Os pintores, se ainda observam

a natureza, já não a imitam, evitando cuidadosamente a reprodução

de cenas naturais observadas ou reconstituídas pelo estudo...

Se o fim da pintura continua a ser, como sempre foi, o

prazer dos olhos, hoje pedimos ao amador que procure tirar

dela um prazer diferente do proporcionado pelo espetáculo das

coisas naturais". Renunciamos assim às árvores, ou nos permitimos

fabricá-las à feição dos nossos sonhos, que elas, polidamente,

se permitem ignorar.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. "A árvore e o

homem", em Passeios na Ilha, Rio de Janeiro: José Olympio,

1975, p. 7-8)

Desempenha a mesma função que o segmento através da tragédia clássica (2º parágrafo), o que está sublinhado em:

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302Q243796 | Direito Administrativo, Técnico Previdenciário, MANAUSPREV, FCC

Uma empresa privada, concessionária de serviço público de distribuição de gás, está sendo processada em ação de indenização movida por um administrado que se feriu gravemente ao cair em um bueiro que estava com a tampa deslocada. Pretende o administrado a responsabilização objetiva da empresa. A decisão de processar a concessionária de serviço público

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303Q465266 | Direito Previdenciário, Técnico Previdenciário, INSS, CESPE CEBRASPE

A respeito do regime geral de previdência social (RGPS), julgue os itens de 51 a 55.

O proprietário de terreno urbano que realize obra de construção civil com finalidade de residência própria é equiparado a empresa para fins previdenciários.

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304Q243830 | Direito Previdenciário, Técnico Previdenciário, INSS, CESGRANRIO

O artigo 201, parágrafo 3º da Constituição Federal de 1988 assim dispõe: É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei. Tal dispositivo disciplina a manutenção do valor real dos benefícios previdenciários, que consiste em:

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305Q465131 | Direito Previdenciário, Histórico da Previdência Social, Técnico Previdenciário, Instituto Nacional do Seguro Social, CESPE CEBRASPE

Quanto ao financiamento da seguridade social, julgue os itens de 75 a 83.

As contribuições a cargo da empresa, provenientes do faturamento e do lucro, destinadas à seguridade social, são arrecadadas, normatizadas, fiscalizadas e cobradas pelo INSS.

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306Q464538 | Direito Previdenciário, Técnico Previdenciário, Paraná Previdência PR, CESPE CEBRASPE

Em relação ao cálculo de benefícios previdenciários devidos a servidores públicos vinculados a regimes próprios de previdência, julgue os itens subseqüentes.

Para um servidor público titular de cargo efetivo, o cálculo da aposentadoria por invalidez concedida em decorrência de acidente do trabalho em serviço será integral, independentemente do tempo de contribuição do servidor.

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307Q464642 | Direito Previdenciário, Técnico Previdenciário, Paraná Previdência PR, CESPE CEBRASPE

19 Quanto ao cálculo das aposentadorias, julgue os itens seguintes.

O servidor público titular de cargo efetivo que e exercer sua atividade sujeito a condições especiais que prejudiquem a sua saúde e a sua integridade física - trabalho em presença de agentes nocivos - deverá, com base no que estabelece a EC n.º 20/1998, ter concedida a aposentadoria com proventos integrais, redução de cinco anos de contribuição tanto para o homem quanto para a mulher.

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308Q435598 | Direito Constitucional, Previdência Social, Técnico Previdenciário, INSS, CESGRANRIO

Antônio Walas, devido a sua notória experiência no mercado financeiro, recebeu proposta para ser diretor-empregado de um grande banco de investimentos, com direito a participação direta nos resultados da empresa. Caso Antônio aceite a proposta, sua inscrição no Regime Geral de Previdência Social será:

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309Q244421 | Raciocínio Lógico, Técnico Previdenciário, MANAUSPREV, FCC

As dependências de uma escola possuem 5 corredores de salas de aula. Cada corredor tem 12 salas de aula. Cada sala de aula tem 3 fileiras com 4 carteiras, 2 fileiras com 6 carteiras, e mais uma carteira do professor. Cinco das salas de aula dessa escola devem ser desocupadas, sendo que todas suas carteiras serão distribuídas igualmente entre as demais salas até que sobre o menor número possível de carteiras sem sala de aula, que serão levadas para um depósito. Com a operação realizada, o depósito receberá um total de carteiras igual a:

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310Q443098 | Direito Constitucional, Saúde, Técnico Previdenciário, MANAUSPREVI AM, FCC

Sobre o que estabelece a Constituição Federal acerca do SUS - Sistema Único de Saúde, é correto afirmar que
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311Q553029 | Informática, Protocolo, Técnico Previdenciário, MANAUSPREVI AM, FCC

A Intranet

I. é uma rede particular de computadores que utiliza o protocolo TCP/IP, utilizado pela internet. A diferença entre elas é que uma intranet pertence a uma empresa ou organização e é utilizada pelos seus funcionários e pessoas que tenham autorização para acessá-la.

II. apesar de ser considerada uma internet interna, não permite que computadores localizados remotamente, mesmo que em uma filial, acessem o conteúdo de servidores que estejam na matriz ou sede da organização.

III. para evitar a intrusão de agentes mal intencionados, precisa utilizar um firewall, equipamento de hardware que compartilha recursos com outros aplicativos, que impede e bloqueia todos os acessos indevidos.

IV. pode ser utilizada pelo departamento de TI, para disponibilizar aos colaboradores um sistema de abertura de chamados técnicos, ou pelo RH, para disponibilizar formulários de alteração de endereço, ou de vale transporte, dentre outras possibilidades.

Está correto o que se afirma APENAS em

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312Q243075 | Legislação Municipal, Técnico Previdenciário, MANAUSPREV, FCC

De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos do Município

de Manaus, certificada em processo administrativo

a acumulação proibida de cargos municipais e verificada a

boa–fé do servidor público efetivo, dentro de

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313Q244615 | Português, Técnico Previdenciário, INSS, CESGRANRIO

Texto associado.

Texto I

A escola então era risonha e franca?

Naquele ano de 1919, em Fortaleza, a nossa rua se chamava do Alagadiço: era larguíssima, uma longa sucessão de chácaras com jardim à frente, imenso quintal atrás. (...)
(l 5) Do outro lado da rua, defronte ao poste do bonde, ficava a escola pública da Dona Maria José. (...) Nela estudava o meu tio Felipe, que era quase da minha idade. (...) E eu, que chegara um mês antes do Pará, tinha loucura pra freqüentar a escola, mas ninguém consentia. (l 10) Minha mãe e meu pai alimentavam idéias particulares a respeito de educação formal: desde que eu já sabia ler aprendi sozinha pelos cinco anos e tinha livros em casa, jornais, revistas (O Tico-Tico!), o resto ficava para mais tarde. Eu então fugia, atravessava o (l 15) trilho para espiar a escola. Principalmente nos dias de sabatina, quando a meninada toda formava uma roda, cantando a tabuada, a professora com a palmatória na mão. Primeiro era em coro, seguido: "6+6, 12! 6+7, 13!" O mais difícil era a tabuada de multiplicar, principalmente nas casas de sete pra cima e entrando no salteado:(l 20) "7x9, 56; 8x9, 72!" Aí a palmatória comia e os bolos eram dados pelo aluno que acertava, corrigindo o que errava. E eram aplicados na proporção do erro. Tabuada de sete a nove era fogo. O pior era um aluno grandalhão - iria (l 25) pelos 14 anos - que não acertava nunca. Chegando a vez dele, a roda cantava: "8x7?" A roda esperava e ele gaguejava, ficava da cor de um pimentão e começava a chorar. Palmatória nele. Eu, que espionava da janela e já tinha aprendido a tabuada, de tanto ver sabatina, soprava (l 30) de lá: "56!" Dona Maria José, se ouvia, levantava os olhos pra cima e até sorria. Mas o pobre nunca entendia o sopro. Uma vez caiu de joelhos. Mas não perdoavam: bolo nele! E no dia seguinte ele vinha pra aula de mão amarrada num pano, sempre sujo. (l 35) As pessoas são cruéis. Menino é muito cruel. Agora me lembrei que chamavam o coitado de ?é Grandão. Nunca deu pra nada, nem pra caixeiro de bodega - não conseguia anotar direito as compras no borrador. Ele mesmo, mais tarde, nos contou isso.
(l 35) (l 40)Por isso me ficou a convicção, lá no fundo da alma: só se pode mesmo vencer na vida aprendendo tabuada de cor e salteado. Principalmente as casas altas de multiplicar.

QUEIRO?, Rachel de. As terras ásperas Crônicas.
S. Paulo: Ed. Siciliano, 1993.

O título do Texto I faz referência a uma idealização da escola que a crônica:

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314Q243608 | Português, Técnico Previdenciário, INSS, CESGRANRIO

Texto associado.

Texto I

A escola então era risonha e franca? Naquele ano de 1919, em Fortaleza, a nossa rua se chamava do Alagadiço: era larguíssima, uma longa sucessão de chácaras com jardim à frente, imenso quintal atrás. (...)
(l 5) Do outro lado da rua, defronte ao poste do bonde, ficava a escola pública da Dona Maria José. (...) Nela estudava o meu tio Felipe, que era quase da minha idade. (...) E eu, que chegara um mês antes do Pará, tinha loucura pra freqüentar a escola, mas ninguém consentia. (l 10) Minha mãe e meu pai alimentavam idéias particulares a respeito de educação formal: desde que eu já sabia ler aprendi sozinha pelos cinco anos e tinha livros em casa, jornais, revistas (O Tico-Tico!), o resto ficava para mais tarde. Eu então fugia, atravessava o (l 15) trilho para espiar a escola. Principalmente nos dias de sabatina, quando a meninada toda formava uma roda, cantando a tabuada, a professora com a palmatória na mão. Primeiro era em coro, seguido: 6+6, 12! 6+7, 13! O mais difícil era a tabuada de multiplicar, principalmente nas casas de sete pra cima e entrando no salteado:(l 20) 7x9, 56; 8x9, 72! Aí a palmatória comia e os bolos eram dados pelo aluno que acertava, corrigindo o que errava. E eram aplicados na proporção do erro. Tabuada de sete a nove era fogo. O pior era um aluno grandalhão iria (l 25) pelos 14 anos que não acertava nunca. Chegando a vez dele, a roda cantava: 8x7? A roda esperava e ele gaguejava, ficava da cor de um pimentão e começava a chorar. Palmatória nele. Eu, que espionava da janela e já tinha aprendido a tabuada, de tanto ver sabatina, soprava (l 30) de lá: 56! Dona Maria José, se ouvia, levantava os olhos pra cima e até sorria. Mas o pobre nunca entendia o sopro. Uma vez caiu de joelhos. Mas não perdoavam: bolo nele! E no dia seguinte ele vinha pra aula de mão amarrada num pano, sempre sujo. (l 35) As pessoas são cruéis. Menino é muito cruel. Agora me lembrei que chamavam o coitado de ?é Grandão. Nunca deu pra nada, nem pra caixeiro de bodega não conseguia anotar direito as compras no borrador. Ele mesmo, mais tarde, nos contou isso.
(l 35) (l 40)Por isso me ficou a convicção, lá no fundo da alma: só se pode mesmo vencer na vida aprendendo tabuada de cor e salteado. Principalmente as casas altas de multiplicar.

QUEIRO?, Rachel de. As terras ásperas Crônicas.
S. Paulo: Ed. Siciliano, 1993.

Marque a passagem em que a narradora se revela autodidata.

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315Q241427 | Português, Técnico Previdenciário, INSS, CESGRANRIO

Texto associado.

Texto I

A escola então era risonha e franca? Naquele ano de 1919, em Fortaleza, a nossa rua se chamava do Alagadiço: era larguíssima, uma longa sucessão de chácaras com jardim à frente, imenso quintal atrás. (...)
(l 5) Do outro lado da rua, defronte ao poste do bonde, ficava a escola pública da Dona Maria José. (...) Nela estudava o meu tio Felipe, que era quase da minha idade. (...) E eu, que chegara um mês antes do Pará, tinha loucura pra freqüentar a escola, mas ninguém consentia. (l 10) Minha mãe e meu pai alimentavam idéias particulares a respeito de educação formal: desde que eu já sabia ler aprendi sozinha pelos cinco anos e tinha livros em casa, jornais, revistas (O Tico-Tico!), o resto ficava para mais tarde. Eu então fugia, atravessava o (l 15) trilho para espiar a escola. Principalmente nos dias de sabatina, quando a meninada toda formava uma roda, cantando a tabuada, a professora com a palmatória na mão. Primeiro era em coro, seguido: 6+6, 12! 6+7, 13! O mais difícil era a tabuada de multiplicar, principalmente nas casas de sete pra cima e entrando no salteado:(l 20) 7x9, 56; 8x9, 72! Aí a palmatória comia e os bolos eram dados pelo aluno que acertava, corrigindo o que errava. E eram aplicados na proporção do erro. Tabuada de sete a nove era fogo. O pior era um aluno grandalhão iria (l 25) pelos 14 anos que não acertava nunca. Chegando a vez dele, a roda cantava: 8x7? A roda esperava e ele gaguejava, ficava da cor de um pimentão e começava a chorar. Palmatória nele. Eu, que espionava da janela e já tinha aprendido a tabuada, de tanto ver sabatina, soprava (l 30) de lá: 56! Dona Maria José, se ouvia, levantava os olhos pra cima e até sorria. Mas o pobre nunca entendia o sopro. Uma vez caiu de joelhos. Mas não perdoavam: bolo nele! E no dia seguinte ele vinha pra aula de mão amarrada num pano, sempre sujo. (l 35) As pessoas são cruéis. Menino é muito cruel. Agora me lembrei que chamavam o coitado de ?é Grandão. Nunca deu pra nada, nem pra caixeiro de bodega não conseguia anotar direito as compras no borrador. Ele mesmo, mais tarde, nos contou isso.
(l 35) (l 40)Por isso me ficou a convicção, lá no fundo da alma: só se pode mesmo vencer na vida aprendendo tabuada de cor e salteado. Principalmente as casas altas de multiplicar.

QUEIRO?, Rachel de. As terras ásperas Crônicas.
S. Paulo: Ed. Siciliano, 1993.

Assinale a frase correta quanto à concordância verbal.

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316Q465455 | Direito Previdenciário, Histórico da Previdência Social, Técnico Previdenciário, Instituto Nacional do Seguro Social, CESPE CEBRASPE

Quanto ao financiamento da seguridade social, julgue os itens de 75 a 83.

No caso de empregado doméstico, a contribuição previdenciária do empregador é de 20% sobre a remuneração paga ao empregado, da mesma forma que ocorre com as empresas em geral.

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317Q241276 | Português, Técnico Previdenciário, MANAUSPREV, FCC

Texto associado.

Atenção: O texto abaixo refere-se às questões de números 11 a 19.

O primeiro... problema que as árvores parecem propor-nos

é o de nos conformarmos com a sua mudez. Desejaríamos que

falassem, como falam os animais, como falamos nós mesmos.

Entretanto, elas e as pedras reservam-se o privilégio do silêncio,

num mundo em que todos os seres têm pressa de se desnudar.

Fiéis a si mesmas, decididas a guardar um silêncio que

não está à mercê dos botânicos, procuram as árvores ignorar

tudo de uma composição social que talvez se lhes afigure

monstruosamente indiscreta, fundada que está na linguagem articulada,

no jogo de transmissão do mais íntimo pelo mais coletivo.

Grave e solitário, o tronco vive num estado de impermeabilidade

ao som, a que os humanos só atingem por alguns

instantes e através da tragédia clássica. Não logramos comovê-

-lo, comunicar-lhe nossa intemperança. Então, incapazes de

trazê-lo à nossa domesticidade, consideramo-lo um elemento

da paisagem, e pintamo-lo. Ele pende, lápis ou óleo, de nossa

parede, mas esse artifício não nos ilude, não incorpora a árvore

à atmosfera de nossos cuidados. O fumo dos cigarros, subindo

até o quadro, parece vagamente aborrecê-la, e certas árvores

de Van Gogh, na sua crispação, têm algo de protesto.

De resto, o homem vai renunciando a esse processo

de captura da árvore através da arte. Uma revista de vanguarda

reúne algumas dessas representações, desde uma tapeçaria

persa do século IV, onde aparece a palmeira heráldica, até

Chirico, o criador da árvore genealógica do sonho, e dá a tudo

isso o título: Decadência da Árvore. Vemos através desse documentário

que num Claude Lorrain da Pinacoteca de Munique,

Paisagem com Caça, a árvore colossal domina todo o quadro, e

a confusão de homens, cães e animal acuado constitui um incidente

mínimo, decorativo. Já em Picasso a árvore se torna raríssima,

e a aventura humana seduz mais o pintor do que o

fundo natural em que ela se desenvolve.

O que será talvez um traço da arte moderna, assinalado

por Apollinaire, ao escrever: "Os pintores, se ainda observam

a natureza, já não a imitam, evitando cuidadosamente a reprodução

de cenas naturais observadas ou reconstituídas pelo estudo...

Se o fim da pintura continua a ser, como sempre foi, o

prazer dos olhos, hoje pedimos ao amador que procure tirar

dela um prazer diferente do proporcionado pelo espetáculo das

coisas naturais". Renunciamos assim às árvores, ou nos permitimos

fabricá-las à feição dos nossos sonhos, que elas, polidamente,

se permitem ignorar.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. "A árvore e o

homem", em Passeios na Ilha, Rio de Janeiro: José Olympio,

1975, p. 7-8)

Identifica-se um efeito e sua causa, respectivamente, nos segmentos:

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318Q557702 | Informática, Segurança da Informação, Técnico Previdenciário, MANAUSPREVI AM, FCC

A política de segurança da informação define os direitos e as responsabilidades de cada um em relação à segurança dos recursos computacionais que utiliza. É um importante mecanismo de segurança, tanto para as organizações como para os usuários. São conceitos, princípios e/ou cuidados coerentes com critérios adequados de segurança da informação:
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319Q465043 | Direito Previdenciário, Aposentadoria por invalidez, Técnico Previdenciário, INSS, CESPE CEBRASPE

Acerca dos segurados e dos benefícios da previdência social, julgue os itens de 111 a 125.

Mesmo quando a perícia médica inicial concluir pela incapacidade definitiva para o trabalho, a aposentadoria por invalidez deverá ser precedida de auxílio-doença.

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320Q464875 | Direito Previdenciário, Dependentes, Técnico Previdenciário, Paraná Previdência PR, CESPE CEBRASPE

Com base na legislação vigente, julgue os itens que se seguem.

Em uma pensão rateada entre dois dependentes, esposa e filho, quando o filho alcançar a idade-limite para a manutenção da qualidade de dependente, a sua cota-parte do rateio reverterá para a mãe.

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