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Questões de Concursos Vestibular

Resolva questões de Vestibular comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1261Q944148 | Biologia, Identidade dos seres vivos, Vestibular, UEMG, UEMG, 2022

A Leishmaniose Tegumentar é uma infecção que causa uma lesão na pele a qual, com o tempo, progride e afeta a mucosa da boca, do nariz e da faringe. Sobre as medidas preventivas contra esse tipo de leishmaniose, assinale a alternativa correta.
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1262Q946713 | Filosofia, Vestibular, UNESP, VUNESP, 2019

Do nascimento do Estado moderno até a Revolução Francesa, ou seja, do século XVI aos fins do século XVIII, a filosofia política foi obrigada a reformular grande parte de suas teses, devido às mudanças ocorridas naquele período. O que se buscou na modernidade iluminista foi fortalecer a filosofia em uma configuração contrária aos dogmas políticos que reforçavam a crença em uma autoridade divina.

(Thiago Rodrigo Nappi. “Tradição e inovação na teoria das formas

de governo: Montesquieu e a ideia de despotismo”.

In: Historiæ, vol. 3, no 3, 2012. Adaptado.)


O filósofo iluminista Montesquieu, autor de Do espírito das leis, criticou o absolutismo e propôs

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1263Q951327 | Conhecimentos Gerais, Vestibular, UEL, UNESPAR, 2018

Uma urna contém 4 bolas brancas e 6 bolas pretas. Sacam-se, sucessivamente e sem reposição, duas bolas dessa urna. Determine a probabilidade de ambas serem pretas.
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1265Q945963 | Química, Soluções características, Vestibular, CEDERJ, CECIERJ, 2019

Uma mistura entre Na2CO3 + NaHCO3 e materiais inertes foi analisada da seguinte maneira:

(i) Uma amostra de massa 0.3 g foi dissolvida em água e titulada com solução padrão de HCl 0.1 M.
(ii) Até que o ponto final da titulação fosse marcado pela fenolftaleína, foram consumidos 9.0 mL do volume do titulante (HCl).
(iii) O indicador metilorange foi adicionado. Com as duas titulações, até o ponto final marcado pela mudança de cor do indicador metilorange, foram consumidos 30 mL do volume do titulante.

Respectivamente, os percentuais de carbonato e de bicarbonato na amostra original são de:
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1266Q950573 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, UEMG, AOCP, 2018

Texto associado.

A questão é referente à obra A dança dos cabelos, de Carlos Herculano Lopes.


Leia o seguinte excerto:


“Assentada neste banco onde a empregada me trouxe o jantar e após a sobremesa uma garrafa de café, estou com os olhos no azul da serra e no sol que nele se abriga, nessa estranha hora em que o silêncio é cortado apenas pelo berro de uma rês ou pelo cruzar de uma ave, e em que faço mais um cigarro, sem, no entanto, livrar-me dos latejos que em fincadas sucessivas voltam às minhas pernas e doem como as antigas lembranças de minha infância.”

LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de Janeiro: Record, 2017.

Com base na leitura da obra As melhores histórias de Fernando Sabino, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.


I. Algumas tramas se passam em Nova Iorque e há referências a espaços artísticos, bares, restaurantes e artistas que são famosos no contexto estadunidense.

II. Por vezes, tem-se nas narrativas uma perspectiva, da parte do narrador, perpassada pelo preconceito racial. Isso se faz notar de maneira explícita na crônica Albertine Disparue, por meio da caracterização da personagem Albertina, a qual é funcionária do narrador.

III. O recurso da ironia não é uma constância na obra.

IV. Por causa da linguagem leve, divertida e acessível presente nas crônicas, as reflexões profundas ficam em segundo plano. Tal característica é comum no gênero crônica.

V. Muitas das crônicas presentes na obra apresentam processos intertextuais, seja por meio da evocação direta e indireta de textos literários, seja por meio da alusão ou citação do nome de outros autores da literatura, dentre eles Marcel Proust.

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1267Q950845 | Geografia, Vestibular, UFMS, FAPEC, 2018

Leia o texto a seguir.

"Leibniz afirma: “Costumo chamar os escritos de ___________ de vestíbulo da verdadeira filosofia, já que, embora ele não tenha alcançado seu núcleo íntimo, foi quem dele se aproximou mais do que qualquer outro antes dele, com a única exceção de Galileu, do qual oxalá tivéssemos todas as meditações sobre os diversos temas, que o destino adverso reduziu ao silêncio. Quem ler Galileu e ___________ se encontrará em melhores condições de descobrir a verdade do que se houvesse explorado todo o gênero dos autores comuns”. O juízo ponderado de um grande filósofo sobre outro grande filósofo, que dá a medida exata da personalidade de ___________, com toda razão chamado precisamente de pai da filosofia moderna. Com efeito, ele assinalou uma reviravolta radical no campo do pensamento pela crítica a que se submeteu a herança cultural, filosófica e científica da tradição e pelos novos princípios sobre os quais edificou um novo tipo de saber, não mais centrado no ser ou em Deus, mas no homem e na racionalidade humana."

REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia: do Humanismo a Descartes. São Paulo: Ed. Paulus, 2004. p. 283.

No texto apresentado, os autores recorrem aos escritos de Leibniz para mostrar o pensamento de uma expressivo filósofo cujo nome foi suprimido do trecho transcrito. Assinale a alternativa correta que contém o nome do pensador descrito no texto:

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1268Q945989 | Física, Dinâmica, Vestibular, FATEC, FATEC, 2019

Em uma aula do curso de Logística Aeroportuária, o professor propõe aos alunos que determinem a quantidade de movimento da aeronave tipo 737–800 em voo de cruzeiro, considerando condições ideais. Para isso ele apresenta valores aproximados, fornecidos pelo fabricante da aeronave.
INFORMAÇÃO DADO Massa Máxima de Decolagem 79 000 kg Velocidade média de cruzeiro 720 km/h
Com base nos dados apresentados no quadro, o resultado aproximado esperado é, em kg·m/s,
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1269Q948295 | História, Brasil Monárquico Segundo Reinado 1831 1889, Vestibular, UCPEL, UCPEL

Com relação ao sistema colonial espanhol nas Américas, considere as afirmativas abaixo. I. A estratificação social da América hispânica apresentou uma rígida hierarquia e embasavase em critérios étnicos e geográficos. II. A mão-de-obra escrava africana foi predominante nas atividades agrária e mineradora. III.Apesar da proibição da escravidão indígena instituiu-se aos nativos trabalho compulsório com a mita e a encomienda. IV.Os Cabildos eram constituídos por indivíduos nascidos na colônia e tinham como atribuição principal o recolhimento de impostos e aplicação da justiça. Estão corretas as afirmativas
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1270Q950604 | Geografia, Geografia Física, Vestibular, UEMG, AOCP, 2018

DESENREDO

Adélia Prado


Grande admiração me causam os navios

e a letra de certas pessoas que esforço por imitar.

Dos meus, só eu conheço o mar.

Conto e reconto, eles dizem “anh”.

E continuam cercando o galinheiro de tela.

Falo da espuma, do tamanho cansativo das águas,

eles nem lembram que tem o Quênia,

nem de leve adivinham que estou pensando em Tanzânia.

Afainosos me mostram o lote: aqui vai ser a cozinha,

logo ali a horta de couve.

Não sei o que fazer com o litoral.

Fazia tarde bonita quando me inseri na janela, entre meus tios,

e vi o homem com a braguilha aberta,

o pé de rosa-doida enjerizado de rosas.

Horas e horas conversamos inconscientemente em português

como se fora esta a única língua do mundo.

Antes e depois da fé eu pergunto cadê os meus que se foram,

porque sou humana, com capricho tampo o restinho de molho na panela.


Saberemos viver uma vida melhor que esta,

quando mesmo chorando é tão bom estarmos juntos?

Sofrer não é em língua nenhuma.

Sofri e sofro em Minas Gerais e na beira do oceano.

Estarreço de estar viva. Ó luar do sertão,

ó matas que não preciso ver pra me perder,

ó cidades grandes, Estados do Brasil que amo como se os tivesse inventado.

Ser brasileiro me determina de modo emocionante

e isto, que posso chamar de destino, sem pecar,

descansa meu bem querer.

Tudo junto é inteligível demais e eu não suporto.

Valha-me noite que me cobre de sono.

O pensamento da morte não se acostuma comigo.

Estremecerei de susto até dormir.

E no entanto é tudo tão pequeno.

Para o desejo do meu coração

o mar é uma gota.

Disponível em: <http://bernardesdemoura.blogspot.com.br/2004/12/adlia-prado.html> . Acesso em: 24 nov. 2017.


Ao ler o poema apresentado, que faz uma leitura do Brasil considerando vários elementos da paisagem, do território e da formação do País a partir da perspectiva de uma geografia histórica, é correto afirmar que

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1271Q948305 | Português, Proparoxítonas, Vestibular, UCPEL, UCPEL, 2018

Texto associado.

Leia o texto, a seguir, atentando para responder à questão

TWEET DE OBAMA SOBRE CHARLOTTESVILLE É O MAIS CURTIDO DA HISTÓRIA DO TWITTER
Ex-presidente norte-americano tuitou uma frase de
Nelson Mandela
16/08/2017 - 07h19 - ATUALIZADA ÀS 08h28 - POR AGÊNCIA EFE



Um tweet do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a violência racista do último sábado em Charlottesville, na Virgínia, se converteu, na noite de terça-feira, na mensagem com mais curtidas da história do Twitter.
A postagem de Obama, que utilizou trechos de uma entrevista de Nelson Mandela, acompanhada de uma foto do ex-presidente americano com um grupo de crianças de várias etnias, alcançou 2,71 milhões de ‘curtidas’ (likes) e superou assim uma mensagem que a cantora Ariana Grande publicou após o atentado em sua apresentação em Manchester, no Reino Unido, em maio deste ano, que tem 2,7 milhões de ‘curtidas’.
Os trechos da entrevista de Mandela, divididos em três tweets, dizem: “Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor da sua pele, sua cultura ou sua religião. As pessoas precisam aprender a odiar, e se elas podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.
O tweet do ex-presidente americano também é um dos mais populares da história quanto aos compartilhamentos (retweets), mas, neste quesito, ainda está na quinta posição com 1,12 milhões.
O tweet com mais retweets da história, com 3,65 milhões, é o de um adolescente que pedia ‘nuggets’ de frango de graça, seguido de uma ‘selfie’ da apresentadora e comediante Ellen DeGeneres durante a premiação do Oscar em 2014, com 3,44 milhões.
Disponível em:<https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2017/08/tweet-de-obama-sobre-charlottesville-e-o-mais-curtido-da-historiado-twitter.html>. Acesso em: 11 out. 2017. (Texto adaptado)
A partir do enunciado: “A postagem de Obama, que utilizou trechos de uma entrevista de Nelson Mandela,” entendemos que no tweet de Obama ocorre a presença de...
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1272Q948331 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, UCPEL, 2018

Texto associado.

Radicais Livres


Precursores da Internet se transformam em militantes anti-digital

Quando a internet comercial ainda engatinhava, um grupo de pensadores - cientistas, filósofos, sociólogos, profissionais liberais - se dedicou a imaginar e construir o ciberespaço, a então nova fronteira da humanidade. Ele tomaria forma com a hiperconectividade dos indivíduos em rede, que poderiam, se quisessem, adotar múltiplas identidades naquele ambiente artificial. Só que hoje, pouco mais de 30 anos depois, os protagonistas desse círculo estão fazendo um apelo desesperado para que a sociedade se desconecte, sob pena de extinguir o que nos resta de humano.

O cenário retratado pelos digerati é quase devastador. A alcunha vem de literati, "homens letrados" em latim, termo adaptado, com uma certa verve, para a era digital. E a narrativa comum é a virada da internet ao avesso: de um imenso território de liberdade e experimentação criativa, ela teria se transformado num loteamento de espaços fechados, simbolizados pela onipresença das redes sociais. Um espaço em que usuários têm dados espionados, ações monitoradas e vontades manipuladas. Mais: esses agrupamentos que se vendem como locais de convivência abertos e gratuitos, portanto próximos do que imaginaram originalmente os digerati, hoje cobram caro. Quase todos os frequentadores são obrigados a ver o que é anunciado ali.

Cientista, compositor e escritor, Jaron Lanier, de 58 anos, foi o criador do conceito de realidade virtual. Fundador da primeira empresa a comercializar essa solução em escala industrial, o novaiorquino é um dos principais articuladores desse movimento. Lanier tem levado seus dreadlocks longuíssimos aos quatro cantos do mundo em uma campanha de alerta contra o que chama de "os impérios de modificação de comportamento", como classificou em sua palestra no TED Talks, em maio. Ele não tem Twitter, Red d it ou Facebook e acaba de lançar o chamado às armas "Ten arguments for deleting your social media accounts right now" ("Dez argumentos para deletar agora sua conta nas redes sociais", em tradução livre).


O mecanismo dos likes

Lanier alega que nas redes sociais o cidadão perde seu livre-arbítrio e se submete ao mecanismo viciante dos likes: "Eles alimentam esses sentimentos, e você fica preso num loop", diz. A discussão é tão procedente que o criador da World Wide Web, o físico inglês Tim Berners-Lee, 63, afirmou, na edição deste mês da revista Vanity Fair, que está "devastado" com os rumos de sua invenção. Ele decidiu desenvolver um antídoto: trabalha no momento em uma plataforma para redescentralizar a internet, para devolver aos usuários o poder e a autonomia sobre os dados que desejam acessar. "Quem quer assegurar que a internet sirva de fato à humanidade está hoje preocupado com o que vê no mundo digital" - diz.

Especialista em estudos de ciência e tecnologia, Sherry Turkle, 70, vai além. E recomenda o desligamento de celulares e redes sociais. Professora do Massachusetts Institute of Technology, ela acompanhou a mudança de comportamento dos usuários online e estudou desde as múltiplas personas que habitavam os mundos artificiais até a egotrip e a alienação que comprometem oconvívio na sociedade real. Turkle é autora do primeiro livro sobre a formação da identidade no ambiente virtual, ''Life on the screen" ("Vida na tela" em tradução livre, de 1995). Em abril, ela publicou um artigo analisando como o crescente repúdio ao Facebook não nos impedirá de seguir ativos na rede social. O motivo? "Ele nos permite ter uma versão melhor de nós mesmos".

Cientista da computação, escritor e ativista do Software Livre, o americano Richard Stallman, 65, discorda da proposta de desconexão total. Com uma forte ressalva. O uso que ele faz é bem peculiar. Stallman não tem celular, não entra em redes sociais e aboliu aplicativos e programas que utilizam software proprietário. Argumenta que eles são desenhados pelas corporações justamente para manipular e controlar dados dos usuários. "As empresas que desenvolvem esses programas têm controle total sobre o que as pessoas fazem. Se quiserem, elas podem espionar usuários, restringilos ou manipulá-los. Estamos indefesos, impotentes perante a vontade das corporações" - afirma.

Todas as mensagens que Stallman envia de seu correio eletrônico chegam com uma declaração de defesa da Constituição dos EUA, num recado a "eventuais agentes federais americanos que estejam lendo". Ele fez a reportagem assumir por escrito que leria 13 artigos sobre software livre e se negou a conversar por Skype ou WhatsApp.

O cientista conta ainda que disse "não, obrigado" ao aprender que todo smartphone, sem exceção, permite às redes telefônicas seguir seus movimentos. E que, segundo ele, quase todo aparelho pode ser convertido num dispositivo de escuta. "Não foi difícil dizer não, já que a alternativa era entregar minha liberdade" - argumenta.

Procurados por O Globo, Facebook e Twitter não se pronunciaram. O Google informou em nota que anunciou em maio novos recursos com o objetivo de ajudar os usuários a recorrer à tecnologia "de forma mais criteriosa, para desconectar quando necessário e criar hábitos saudáveis em suas famílias".

Sérgio Branco, diretor e fundador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, voltado para a promoção de práticas de regulação na área, concorda que as pessoas ainda não se conscientizaram do perigo, especialmente, porque, ele diz, "vive-se a ilusão de que tudo é gratuito". "Jamais será um ato puramente inocente fornecer dados em troca de conteúdo, porque não temos controle sobre o que as empresas farão com eles" - alerta o advogado.

Como exemplo, ele cita um caso revelado pelo documentário As vítimas do Facebook, lançado pelos diretores canadenses Geoff D'Eon e Jay Dahl em 2011. Uma mulher diagnosticada com depressão severa recebeu como indicação médica sair de férias. Levou a mãe a um cruzeiro no Caribe e postou fotos no Facebook. Seu plano de saúde, que monitorava os dados, viu a foto e cancelou o serviço. A alegação? Quem está em depressão profunda não viaja para o Caribe de férias e muito menos celebra a alegria no universo digital.


Redes sociais: outras formas de compartilhar

Se o ciberespaço hoje aparenta ser um lugar ameaçador, a solução para voltarmos a habitar um local seguro e livre pode ser resumida em uma única palavra: conscientização. Stallman, em seu libelo em favor das liberdades individuais, duvida que as empresas desistam de seus lucros para racionalizar o que estão fazendo. Ele aponta uma saída simples e objetiva: "Depende de nós. Precisamos nos recusar a usar programas e plataformas abusivas. A maneira de acabar com o poder das empresas sobre os usuários é insistir em que eles usem software livre. Assim, eles próprios controlariam os programas e poderíam alterá-los. Quando seus amigos disserem que não querem mais usar Facebook, WhatsApp, Skype ou qualquer outro sistema de comunicação viciante, por favor, faça um esforço e coopere. Não descarte a amizade, encontre outras formas de dividir com eles informações sobre eventos sociais" - diz Stallman.

Já Jaron Lanier sugere "voltar o relógio" e reinventar a participação nas redes sociais. Não mais aceitar um ambiente de oferta de conteúdo aparentemente gratuito, mas ajudar a financiar espaços de concentração de conhecimento, em que especialistas de fato possam emitir suas opiniões. "Essa mudança eliminaria as notícias falsas e, no caso de aconselhamento médico, por exemplo, pagar-seia por pareceres de um verdadeiro profissional. Sonho com isso, e acho sim que a transformação é possível" - defende ele.

Tristan Harris, 33, ex-designer de Ética do Google, para onde trabalhou até 2016, se tornou uma espécie de mascote para o time dos radicais livres, ao fundar o Centro de Tecnologia Humana. Ele aposta em quatro soluções: as empresas precisam redesenhar suas interfaces para minimizar nosso tempo de tela; os governos têm de pressionar as empresas de tecnologia para adotarem modelos de negócios humanitários; consumidores se defrontam com a tarefa de assumir o controle de suas vidas digitais através de uma conscientização; e os funcionários das empresas de tecnologia devem se capacitar para construir soluções que melhorem a sociedade.

E como isso se dará no Brasil, que vive a realidade de uma cultura digital especialmente disseminada? Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país conta com uma base instalada de 235,5 milhões de aparelhos celulares (densidade de 112,6 aparelhos para cada 100 habitantes) e 116 milhões de usuários de Internet.


Contatos perdidos

Para a professora da UFRJ e teórica da comunicação Raquel Paiva, a conscientização só podería ocorrer se (ou quando) o usuário brasileiro perceber que está se relacionando mais com máquinas do que com pessoas. "Somos um povo gregário, que necessita de vinculação, precisa do olhar do outro para se ver. O que temo é que as pessoas demorem muito a perceber que não cuidaram do seu entorno, que perderam a sociabilidade e deterioraram o seu convívio e sua capacidade de comunicação" - diz.

Ao descobrir que as informações pessoais dos usuários do Facebook eram vazadas para terceiros, Paiva fechou, de bate-pronto, a conta que tinha na rede social. "Acabei sendo eu a punida, pois perdi o acesso à maioria dos serviços que utilizava no cotidiano, como a compra de produtos orgânicos e roupas alternativas. Também me vi privada do contato com alguns colegas acadêmicos, uma vez que eles passaram a "existir" apenas no âmbito do Facebook" - conta a professora.

O documentarista canadense Geoff D'Eon, diretor de As vítimas do Facebook, diz simpatizar com a crítica dura dos digerati, mas faz ponderação pertinente: "A desconexão em massa, na prática, não vai acontecer. E não iremos resolver problemas sérios, como a explosão de notícias falsas,cyber-bullying, revenge porn, perda de privacidade e vazamento indiscriminado de informação, apenas com a elite intelectual se retirando das redes sociais. O restante da população seguirá, e as corporações vão continuar ganhando dinheiro. É muito tarde para um caminho de volta. Talvez a saída seja pensar melhor no que postar, ser mais consciente e cauteloso em relação ao que e com quem dividimos nossa vida online".

Rosane Serro, O Globo, 7/7/2018.

HOW TO ESCAPE THE ONLINE SPIES
WHETHER YOU’RE TWEETING, SHOPPING OR JUST BROWSING, INTERNET COMPANIES ARE MONITORING YOU.
Nobody likes being spied on. When you’re innocently browsing the web, it’s deeply unpleasant to think that faceless technology corporations are monitoring and recording your every move. While such data collection is legal, that doesn’t mean it’s all right. There are plenty of things you might prefer to keep to yourself, such as your income, your sexuality, your political views or your membership of the Yoko Ono fanclub.
While you might console yourself with the knowledge that all of this information is mostly used for targeting ads, that might not be the case for much longer. The internet giants are building up ever more detailed user profiles – and finding new ways to exploit that information.
Even if you’ve nothing to hide, therefore, it may be wise to minimise your exposure to online tracking. Here’s how Google spy on you – and how to protect your privacy.
GOOGLE
Most of us use Google services every day, and as a result the web giant knows a huge amount about our movements and interests. You can find out everything it’s learned about you at myaccount.google.com. Your data is all set out in an impressively forthright way; the only problem is, there’s so much information to work through that it can be bewildering to navigate.
One section that’s worth your attention is “Manage your Google activity”. Here you’ll find Google’s activity controls, which let you disable various types of data collection.
For example, you can tell Google not to log your Chrome browsing history and activity, to stop tracking your location and to desist from keeping records of any voice commands you might issue. Turning these features off can make Google services less smart, but you might consider that a price worth paying. For a closer look at the information Google’s been collecting on you lately, click on “My activity”. This brings up a timeline showing all of your searches, webpage visits, Android app activity and so forth. Seeing your digital life laid bare like this can be pretty unnerving: if there’s something you’d prefer Google to forget, simply click on the menu icon to its right and delete.
If you want to thoroughly inspect everything Google knows about you, you can even download a comprehensive archive of personal information by clicking on “Control your content” > “Download your data”. Be warned, though, this archive can be huge: the default settings include all the emails in your Gmail account, and any videos you may have uploaded to YouTube.
If you want to limit the information you share with Google in the future, the easiest way is simply to use it less. For example, try the privacy-focused search engine at duckduckgo.com, and use an alternative browser such as Firefox.
Fonte: https://www.theguardian.com/technology/2017/may/13/ how-to-get-privacy-digital-life-data-monitoring-gathering-amazon-facebook-google (editado). Acesso em: 10 de novembro de 2017.
Segundo o texto, as informações que o usuário gera ao navegar pela internet podem servir para fins outros que não apenas publicitários. A empresa Google, por exemplo, oferece recursos que permitem ao usuário evitar a espionagem excessiva. Abaixo, marque a alternativa em que constam as orientações sobre como evitar o recolhimento de informações pelo Google, de acordo com o texto:
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1273Q946032 | Química, Estudo da matéria substâncias, Vestibular, FATEC, FATEC, 2018

Texto associado.

Leia o texto para responder a questão.

Estima-se que cerca de um bilhão de pessoas sofram com a falta de água potável no mundo. Para tentar combater esse tipo de problema, uma empresa desenvolveu um purificador de água distribuído na forma de um sachê que é capaz de transformar dez litros de água contaminada em dez litros de água potável. Os principais componentes do sachê são sulfato de ferro (III) e hipoclorito de cálcio.

ara purificar a água, o conteúdo do sachê deve ser despejado em um recipiente com dez litros de água não potável. Depois é preciso mexer a mistura por cinco minutos, para ocorrer a união dos íons cálcio (Ca2+) e dos íons sulfato (SO4 2- ), produzindo sulfato de cálcio, que vai ao fundo do recipiente juntamente com a sujeira. Em seguida, a água deve ser passada por um filtro, que pode ser até mesmo uma camiseta de algodão limpa. Para finalizar, deve-se esperar por 20 minutos para que ocorra a ação bactericida dos íons hipoclorito, CℓO1–.


Assim, em pouco tempo, uma água barrenta ou contaminada se transforma em água limpa para o consumo.


<http://tinyurl.com/y7gdw9qx> Acesso em: 13.11.2017. Adaptado.

Na década de 1780, na capitania de Minas Gerais, ocorreu um dos primeiros movimentos emancipatórios do Brasil colônia.
Conhecido como Inconfidência Mineira, esse movimento foi provocado principalmente
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1274Q678537 | Atualidades, Desastres Naturais e Humanos na Atualidade, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2019

Em 25 de janeiro de 2019, em Brumadinho (MG), ocorreu o rompimento de uma barragem de rejeitos considerada de “baixo risco” e com “alto potencial de danos” da mineradora Vale. Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/25/politica/1551065907_650249.html

Sobre esse assunto, considerando também suas consequências, assinale a opção incorreta:
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1275Q945809 | História, Período Colonial produção de riqueza e escravismo, Vestibular, USP, FUVEST, 2019

Pesquisadores do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, encontraram o crânio e uma parte do fêmur de Luzia, o esqueleto humano mais antigo descoberto na América que revolucionou as teorias científicas sobre a ocupação do continente. Os fósseis foram achados há alguns dias (não foi divulgado quando) junto aos escombros do edifício, parcialmente destruído por um incêndio em 2 de setembro. O crânio está fragmentado, porque a cola que mantinha os seus pedaços juntos se foi com o calor, mas a equipe está bastante otimista com suas condições. Júlia Barbon, Folha de São Paulo, Outubro/2018. Adaptado.
O esqueleto de Luzia,
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1276Q948131 | Matemática, Função Exponencial, Vestibular, IFRS, INEP, 2018

“(...) venezuelanos enfrentam uma situação complicada. Nos mercados, faltam alimentos, produtos de higiene e remédios. A inflação se encontra acima de 800% ao ano, aumentando o preço de insumos básicos, quando esses conseguem ser encontrados. As ruas se enchem de uma oposição cada vez mais radical, que encontra uma resposta igualmente radical por parte do governo do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), já há 18 anos no poder. A situação caótica provocou uma forte onda migratória de venezuelanos miseráveis para os países vizinhos da América Latina, principalmente o Brasil. Cerca de 50 mil venezuelanos entraram aqui após o agravamento da crise políticoeconômica na nação bolivarianista.” (Disponível em: https://www.opovo.com.br/noticias/mundo/2018/03/entenda-acrise-na-venezuela-que-provocou-onda-migratoria-aobrasil.html. Acesso em: 24 set. 2018.)
A crise econômica de que fala o texto é resultado de diversos fatores, dentre eles o fato de a economia da Venezuela ser pouco diversificada, tendo como base da economia nacional um produto que vem sofrendo grandes oscilações de valor no mercado. Tal produto é o (a)
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1277Q945326 | Matemática, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2024

Márcia vai sortear um número entre 1 e 2025. Qual a probabilidade de o número sorteado ser múltiplo de 3 ou de 7?
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1278Q945334 | Química, Transformações Químicas, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2024

A bula do medicamento genérico “cloridrato de venlafaxina” informa apresentações de cápsulas de liberação controlada, cada uma contendo 42,4 mg dessa substância, o que corresponde a 37,5 mg de venlafaxina neutra. O cloridrato de venlafaxina corresponde à molécula venlafaxina neutra associada ao HCl. Isso confere ao cloridrato de venlafaxina uma massa molar e uma solubilidade maiores em água (quando comparado com a venlafaxina neutra). Considerando essas informações, pode-se afirmar que a cada molécula de venlafaxina neutra se associa(m)
Dado: massa molar do HCl = 36,5 g/mol.
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1279Q948411 | Português, Figuras de Linguagem, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2018

Texto associado.

Radicais Livres


Precursores da Internet se transformam em militantes anti-digital

Quando a internet comercial ainda engatinhava, um grupo de pensadores - cientistas, filósofos, sociólogos, profissionais liberais - se dedicou a imaginar e construir o ciberespaço, a então nova fronteira da humanidade. Ele tomaria forma com a hiperconectividade dos indivíduos em rede, que poderiam, se quisessem, adotar múltiplas identidades naquele ambiente artificial. Só que hoje, pouco mais de 30 anos depois, os protagonistas desse círculo estão fazendo um apelo desesperado para que a sociedade se desconecte, sob pena de extinguir o que nos resta de humano.

O cenário retratado pelos digerati é quase devastador. A alcunha vem de literati, "homens letrados" em latim, termo adaptado, com uma certa verve, para a era digital. E a narrativa comum é a virada da internet ao avesso: de um imenso território de liberdade e experimentação criativa, ela teria se transformado num loteamento de espaços fechados, simbolizados pela onipresença das redes sociais. Um espaço em que usuários têm dados espionados, ações monitoradas e vontades manipuladas. Mais: esses agrupamentos que se vendem como locais de convivência abertos e gratuitos, portanto próximos do que imaginaram originalmente os digerati, hoje cobram caro. Quase todos os frequentadores são obrigados a ver o que é anunciado ali.

Cientista, compositor e escritor, Jaron Lanier, de 58 anos, foi o criador do conceito de realidade virtual. Fundador da primeira empresa a comercializar essa solução em escala industrial, o novaiorquino é um dos principais articuladores desse movimento. Lanier tem levado seus dreadlocks longuíssimos aos quatro cantos do mundo em uma campanha de alerta contra o que chama de "os impérios de modificação de comportamento", como classificou em sua palestra no TED Talks, em maio. Ele não tem Twitter, Red d it ou Facebook e acaba de lançar o chamado às armas "Ten arguments for deleting your social media accounts right now" ("Dez argumentos para deletar agora sua conta nas redes sociais", em tradução livre).


O mecanismo dos likes

Lanier alega que nas redes sociais o cidadão perde seu livre-arbítrio e se submete ao mecanismo viciante dos likes: "Eles alimentam esses sentimentos, e você fica preso num loop", diz. A discussão é tão procedente que o criador da World Wide Web, o físico inglês Tim Berners-Lee, 63, afirmou, na edição deste mês da revista Vanity Fair, que está "devastado" com os rumos de sua invenção. Ele decidiu desenvolver um antídoto: trabalha no momento em uma plataforma para redescentralizar a internet, para devolver aos usuários o poder e a autonomia sobre os dados que desejam acessar. "Quem quer assegurar que a internet sirva de fato à humanidade está hoje preocupado com o que vê no mundo digital" - diz.

Especialista em estudos de ciência e tecnologia, Sherry Turkle, 70, vai além. E recomenda o desligamento de celulares e redes sociais. Professora do Massachusetts Institute of Technology, ela acompanhou a mudança de comportamento dos usuários online e estudou desde as múltiplas personas que habitavam os mundos artificiais até a egotrip e a alienação que comprometem oconvívio na sociedade real. Turkle é autora do primeiro livro sobre a formação da identidade no ambiente virtual, ''Life on the screen" ("Vida na tela" em tradução livre, de 1995). Em abril, ela publicou um artigo analisando como o crescente repúdio ao Facebook não nos impedirá de seguir ativos na rede social. O motivo? "Ele nos permite ter uma versão melhor de nós mesmos".

Cientista da computação, escritor e ativista do Software Livre, o americano Richard Stallman, 65, discorda da proposta de desconexão total. Com uma forte ressalva. O uso que ele faz é bem peculiar. Stallman não tem celular, não entra em redes sociais e aboliu aplicativos e programas que utilizam software proprietário. Argumenta que eles são desenhados pelas corporações justamente para manipular e controlar dados dos usuários. "As empresas que desenvolvem esses programas têm controle total sobre o que as pessoas fazem. Se quiserem, elas podem espionar usuários, restringilos ou manipulá-los. Estamos indefesos, impotentes perante a vontade das corporações" - afirma.

Todas as mensagens que Stallman envia de seu correio eletrônico chegam com uma declaração de defesa da Constituição dos EUA, num recado a "eventuais agentes federais americanos que estejam lendo". Ele fez a reportagem assumir por escrito que leria 13 artigos sobre software livre e se negou a conversar por Skype ou WhatsApp.

O cientista conta ainda que disse "não, obrigado" ao aprender que todo smartphone, sem exceção, permite às redes telefônicas seguir seus movimentos. E que, segundo ele, quase todo aparelho pode ser convertido num dispositivo de escuta. "Não foi difícil dizer não, já que a alternativa era entregar minha liberdade" - argumenta.

Procurados por O Globo, Facebook e Twitter não se pronunciaram. O Google informou em nota que anunciou em maio novos recursos com o objetivo de ajudar os usuários a recorrer à tecnologia "de forma mais criteriosa, para desconectar quando necessário e criar hábitos saudáveis em suas famílias".

Sérgio Branco, diretor e fundador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, voltado para a promoção de práticas de regulação na área, concorda que as pessoas ainda não se conscientizaram do perigo, especialmente, porque, ele diz, "vive-se a ilusão de que tudo é gratuito". "Jamais será um ato puramente inocente fornecer dados em troca de conteúdo, porque não temos controle sobre o que as empresas farão com eles" - alerta o advogado.

Como exemplo, ele cita um caso revelado pelo documentário As vítimas do Facebook, lançado pelos diretores canadenses Geoff D'Eon e Jay Dahl em 2011. Uma mulher diagnosticada com depressão severa recebeu como indicação médica sair de férias. Levou a mãe a um cruzeiro no Caribe e postou fotos no Facebook. Seu plano de saúde, que monitorava os dados, viu a foto e cancelou o serviço. A alegação? Quem está em depressão profunda não viaja para o Caribe de férias e muito menos celebra a alegria no universo digital.


Redes sociais: outras formas de compartilhar

Se o ciberespaço hoje aparenta ser um lugar ameaçador, a solução para voltarmos a habitar um local seguro e livre pode ser resumida em uma única palavra: conscientização. Stallman, em seu libelo em favor das liberdades individuais, duvida que as empresas desistam de seus lucros para racionalizar o que estão fazendo. Ele aponta uma saída simples e objetiva: "Depende de nós. Precisamos nos recusar a usar programas e plataformas abusivas. A maneira de acabar com o poder das empresas sobre os usuários é insistir em que eles usem software livre. Assim, eles próprios controlariam os programas e poderíam alterá-los. Quando seus amigos disserem que não querem mais usar Facebook, WhatsApp, Skype ou qualquer outro sistema de comunicação viciante, por favor, faça um esforço e coopere. Não descarte a amizade, encontre outras formas de dividir com eles informações sobre eventos sociais" - diz Stallman.

Já Jaron Lanier sugere "voltar o relógio" e reinventar a participação nas redes sociais. Não mais aceitar um ambiente de oferta de conteúdo aparentemente gratuito, mas ajudar a financiar espaços de concentração de conhecimento, em que especialistas de fato possam emitir suas opiniões. "Essa mudança eliminaria as notícias falsas e, no caso de aconselhamento médico, por exemplo, pagar-seia por pareceres de um verdadeiro profissional. Sonho com isso, e acho sim que a transformação é possível" - defende ele.

Tristan Harris, 33, ex-designer de Ética do Google, para onde trabalhou até 2016, se tornou uma espécie de mascote para o time dos radicais livres, ao fundar o Centro de Tecnologia Humana. Ele aposta em quatro soluções: as empresas precisam redesenhar suas interfaces para minimizar nosso tempo de tela; os governos têm de pressionar as empresas de tecnologia para adotarem modelos de negócios humanitários; consumidores se defrontam com a tarefa de assumir o controle de suas vidas digitais através de uma conscientização; e os funcionários das empresas de tecnologia devem se capacitar para construir soluções que melhorem a sociedade.

E como isso se dará no Brasil, que vive a realidade de uma cultura digital especialmente disseminada? Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país conta com uma base instalada de 235,5 milhões de aparelhos celulares (densidade de 112,6 aparelhos para cada 100 habitantes) e 116 milhões de usuários de Internet.


Contatos perdidos

Para a professora da UFRJ e teórica da comunicação Raquel Paiva, a conscientização só podería ocorrer se (ou quando) o usuário brasileiro perceber que está se relacionando mais com máquinas do que com pessoas. "Somos um povo gregário, que necessita de vinculação, precisa do olhar do outro para se ver. O que temo é que as pessoas demorem muito a perceber que não cuidaram do seu entorno, que perderam a sociabilidade e deterioraram o seu convívio e sua capacidade de comunicação" - diz.

Ao descobrir que as informações pessoais dos usuários do Facebook eram vazadas para terceiros, Paiva fechou, de bate-pronto, a conta que tinha na rede social. "Acabei sendo eu a punida, pois perdi o acesso à maioria dos serviços que utilizava no cotidiano, como a compra de produtos orgânicos e roupas alternativas. Também me vi privada do contato com alguns colegas acadêmicos, uma vez que eles passaram a "existir" apenas no âmbito do Facebook" - conta a professora.

O documentarista canadense Geoff D'Eon, diretor de As vítimas do Facebook, diz simpatizar com a crítica dura dos digerati, mas faz ponderação pertinente: "A desconexão em massa, na prática, não vai acontecer. E não iremos resolver problemas sérios, como a explosão de notícias falsas,cyber-bullying, revenge porn, perda de privacidade e vazamento indiscriminado de informação, apenas com a elite intelectual se retirando das redes sociais. O restante da população seguirá, e as corporações vão continuar ganhando dinheiro. É muito tarde para um caminho de volta. Talvez a saída seja pensar melhor no que postar, ser mais consciente e cauteloso em relação ao que e com quem dividimos nossa vida online".

Rosane Serro, O Globo, 7/7/2018.

Assinale a opção em que o emprego da crase está correto, tal como ocorre em acaba de lançar o chamado às armas":
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1280Q951013 | Filosofia, Formas de Governo Democracia e Representatividade, Vestibular, IFPR, FUNTEF PR, 2018

“Nós vos pedimos com insistência: Nunca digam – Isso é natural! Diante dos acontecimentos de cada dia. Numa época em que reina a confusão, Em que corre o sangue, Em que o arbitrário tem força de lei, Em que a humanidade se desumaniza... Não digam nunca: Isso é natural! A fim de que nada passe por ser imutável” (BERTOLD BRECHT)
A partir do poema acima, assinale a alternativa que apresenta conceitos estudados em Filosofia que traduzem a condição do sujeito que está alheio ao que acontece a sua volta.
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