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Questões de Concursos Vestibular

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1441Q678515 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2019

Assinale a opção que identifica corretamente o excerto crítico relacionado a Quincas Borba, de Machado de Assis:
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1442Q945782 | História, Vestibular, FGV, FGV, 2018

Em 1864, o conselho geral da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) incumbiu Karl Marx de redigir uma carta endereçada a Abraham Lincoln, presidente dos Estados Unidos, por ocasião de sua reeleição. Nessa carta, Marx felicitava o estadunidense e relacionava a luta contra a escravidão na América aos interesses e demandas das classes trabalhadoras.
A respeito do contexto histórico dessa carta, é correto afirmar:
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1443Q945784 | História, Vestibular, FGV, FGV, 2018

O ano de 1968 foi marcado por uma série de acontecimentos impactantes: assassinatos de Martin Luther King e Robert Kennedy, protestos de atletas nos Jogos Olímpicos do México, barricadas de estudantes em Paris, Primavera de Praga, passeata dos cem mil no Rio de Janeiro e a rebelião estudantil nos Estados Unidos.
Sobre tais acontecimentos, considere as seguintes afirmações:
I A intensidade política vivenciada em 1968 pode ser explicada pela diversidade de movimentos contestatórios ligados às lutas de negros, mulheres e jovens que tinham como pano de fundo as tensões da Guerra Fria e a emergência da contracultura. II A contestação política e social do ano de 1968 ocorreu em países submetidos a regimes ditatoriais, tanto no bloco capitalista quanto no bloco comunista. III A valorização da cultura jovem e contestatória ocorreu em meio à intensificação da ação direta e à diversificação criativa de formas de propaganda e de atuação políticas.
Está correto o que se afirma em
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1444Q951430 | Português, Redação, Vestibular, UNIFESP, VUNESP, 2018

Texto associado.

Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. E a rua descia para o córrego, onde os meninos costumavam banhar-se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, entre o barranco e um chão abandonado; à direita, o muro de um grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silêncio, o burro que pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive áspero. Onde estava o fiscal, que não mandava capiná-la?

Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horroroso, poucos pecados seriam maiores. Dos doidos devemos ter piedade, porque eles não gozam dos benefícios com que nós, os sãos, fomos aquinhoa dos. Não explicavam bem quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e restava a impressão de que eram todos privilégios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandades. E isso não comovia ninguém. A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a lapidar1 a doida, isolada e agreste no seu jardim.

Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras pessoas, conversando na calma. Só o busto, recortado numa das janelas da frente, as mãos magras, ameaçando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bíblia misturadas a termos populares, dos quais alguns pareciam escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera.

Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moça igual às outras no seu tempo remoto (contava mais de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo). Corria, com variantes, a história de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a repudiara, Deus sabe por que razão. O marido ergueu-se terrível e empurrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se. Os dois nunca mais se veriam. Já outros contavam que o pai, não o marido, a expulsara, e esclareciam que certa manhã o velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha dinheiro grosso e estava custando a morrer – mas nos racontos2 antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo, as pessoas grandes não contavam a história direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada por todos, ela se fechou naquele chalé do caminho do córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera antes todas as relações. Ninguém tinha ânimo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão na caixa de madeira, à entrada, e eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns primos generosos mandavam pôr, à noite, provisões e roupas, embora oficialmente a ruptura com a família
se mantivesse inalterável. Às vezes uma preta velha arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua paciência educada no cativeiro, e lá ficava dois ou três meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, passaram a ser, na cidade, expressões de castigo e símbolos de irrisão3.

Vinte anos de uma tal existência, e a legenda está feita. Quarenta, e não há mudá-la. O sentimento de que a doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta grave, uma coisa aberrante, instalou-se no espírito das crianças. E assim, gerações sucessivas de moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e lascavam uma pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito tempo, por hábito. Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso.

Em vão os pais censuravam tal procedimento. Quando meninos, os pais daqueles três tinham feito o mesmo, com relação à mesma doida, ou a outras. Pessoas sensíveis l amentavam o fato, sugeriam que se desse um jeito para internar a doida. Mas como? O hospício era longe, os parentes não se interessavam. E daí – explicava-se ao forasteiro que porventura estranhasse a situação – toda cidade tem seus doidos; quase que toda família os tem. Quando se tornam ferozes, são trancados no sótão; fora disto, circulam pacificamente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se preferem ficar em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse doido... Respeitemos sua vontade. Não há remédio para loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem.

(Contos de aprendiz, 2012.)

1 lapidar: apedrejar.

2 raconto: relato, narrativa.

3 irrisão: zombaria.

“Corria, com variantes, a história de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a repudiara, Deus sabe por que razão.” (4° parágrafo)

Ao empregar a expressão “Deus sabe por que razão”, o narrador reforça, em relação à história divulgada, o seu caráter

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1445Q945803 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, USP, FUVEST, 2019

Hoje fizeram o enterro de Bela. Todos na Chácara se convenceram de que ela estava morta, menos eu. Se eu pudesse não deixaria enterrá‐la ainda. Disse isso mesmo a vovó, mas ela disse que não se pode fazer assim. Bela estava igualzinha à que ela era no dia em que chegou da Formação, só um pouquinho mais magra. Todos dizem que o sofrimento da morte é a luta da alma para se largar do corpo. Eu perguntei a vovó: “Como é que a alma dela saiu sem o menor sofrimento, sem ela fazer uma caretinha que fosse?”. Vovó disse que tudo isso é mistério, que nunca a gente pode saber essas coisas com certeza. Uns sofrem muito quando a alma se despega do corpo, outros morrem de repente sem sofrer. Helena Morley, Minha Vida de Menina.
Perguntas
Numa incerta hora fria perguntei ao fantasma que força nos prendia, ele a mim, que presumo estar livre de tudo eu a ele, gasoso, (...)
No voo que desfere silente e melancólico, rumo da eternidade, ele apenas responde (se acaso é responder a mistérios, somar‐lhes um mistério mais alto):
Amar, depois de perder. Carlos Drummond de Andrade, Claro Enigma.
As perguntas da menina e do poeta versam sobre a morte. É correto afirmar que
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1446Q945804 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, USP, FUVEST, 2019

A certa personagem desvanecida
Um soneto começo em vosso gabo*: Contemos esta regra por primeira, Já lá vão duas, e esta é a terceira, Já este quartetinho está no cabo.
Na quinta torce agora a porca o rabo; A sexta vá também desta maneira: Na sétima entro já com grã** canseira, E saio dos quartetos muito brabo.
Agora nos tercetos que direi? Direi que vós, Senhor, a mim me honrais Gabando‐vos a vós, e eu fico um rei.
Nesta vida um soneto já ditei; Se desta agora escapo, nunca mais: Louvado seja Deus, que o acabei. Gregório de Matos
*louvor **grande
Tipo zero
Você é um tipo que não tem tipo Com todo tipo você se parece E sendo um tipo que assimila tanto tipo Passou a ser um tipo que ninguém esquece
Quando você penetra num salão E se mistura com a multidão Você se torna um tipo destacado Desconfiado todo mundo fica Que o seu tipo não se classifica Você passa a ser um tipo desclassificado
Eu até hoje nunca vi nenhum Tipo vulgar tão fora do comum Que fosse um tipo tão observado Você ficou agora convencido Que o seu tipo já está batido Mas o seu tipo é o tipo do tipo esgotado Noel Rosa
O soneto de Gregório de Matos e o samba de Noel Rosa, embora distantes na forma e no tempo, aproximam‐se por ironizarem
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1447Q951453 | Literatura, Escolas Literárias, Vestibular, UNIFESP, VUNESP, 2018

Para exprimir seu pensamento, este escritor teve de forjar uma língua que é só dele. O leitor que aborda pela primeira vez um de seus livros fica desconcertado com a obscuridade dessa língua. Mas ao mesmo tempo é subjugado, e enfeitiçado, por essa maneira inteiramente nova de dizer as coisas. E pouco a pouco tudo começa a adquirir um sentido, um sentido múltiplo, ambíguo, numa palavra, poético. Seu vocabulário é inteiramente renovado pela prática sistemática do neologismo. Todos os recursos da fonética são explorados.

(Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003. Adaptado.)

O texto refere-se ao escritor

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1448Q948383 | Literatura, Escolas Literárias, Vestibular, FPS, FPS

Texto associado.
TEXTO 6

Todos os anos, nas férias da escola, Conceição vinha passar uns meses com a avó (que a criara desde que lhe morrera a mãe), no Logradouro, a velha fazenda da família, perto de Quixadá. Ali tinha a moça o seu quarto, os seus livros, e, principalmente, o velho coração amigo de Mãe Nácia. (...)
Conceição tinha vinte e dois anos e não falava em casar. As suas poucas tentativas de namoro tinham-se ido embora com os dezoito anos e o tempo de normalista; dizia alegremente que nascera solteirona. Ouvindo isso, a avó encolhia os ombros e sentenciava que mulher que não casa é um aleijão...
─ Esta menina tem umas ideias!
Estaria com razão a avó? Porque, de fato, Conceição talvez tivesse umas ideias; escrevia um livro sobre pedagogia, rabiscara dois sonetos, e às vezes lhe acontecia citar o Nordau ou o Renan da biblioteca do avô. Chegara até a se arriscar em leituras socialistas, e justamente dessas leituras é que lhe saíam as piores das tais ideias, estranhas e absurdas à avó. (...)

QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. 54ª ed. São Paulo: Siciliano,
1993, p. 9-10.(trecho adaptado)
O poema de Álvares de Azevedo, escrito em 1851, incorpora marcas próprias da poesia romântica. Considerando o contexto histórico e a produção literária desse autor, analise as afirmativas a seguir.
1) Apesar de parecer distante e inalcançável, a mulher amada surge como uma idealização fortemente erótica, voltada tão somente para a realização sexual do eu lírico.
2) O eu lírico fala da morte como algo positivo; mais do que retórica, a atração pela morte é parte do “mal do século”, traço comum à segunda geração romântica.
3) Expressões como “pálida virgem”, “alma infantil” e “um anjo” reforçam um ideal em que a mulher é associada a algo etéreo e puro, distante, portanto, do amor físico.
4) O eu lírico encara a realização amorosa não como algo possível ou iminente, mas como algo que permanece no plano do desejo e do sonho.
Estão corretas:
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1449Q948396 | Física, Resistores e Potência Elétrica, Vestibular, FPS, FPS

Dois ciclistas percorrem uma pista circular, no mesmo sentido e com movimento uniforme. A velocidade angular do ciclista A é ωA = 2,5 rad/s; e a velocidade angular do ciclista B é ωB = 2,4 rad/s. Ambos os ciclistas passam por um determinado ponto da pista no mesmo instante de tempo. Determine em quanto tempo, depois desse instante, o ciclista A estará com uma volta de vantagem sobre o ciclista B. Neste problema considere o valor de π = 3. Dê sua resposta em segundos.
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1450Q950198 | Matemática, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP

O comportamento do processo de decomposição de uma certa substância é dado por Q(t) = 4-t, em que t é o tempo, em minutos, e Q(t), a quantidade de massa dessa substância em função de t. Suponha que a massa inicial dessa substância seja de 1 g. O tempo, em segundos, que essa substância levará para atingir a meia-vida, ou seja, para atingir a metade de sua massa inicial, será
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1451Q948666 | Português, Emprego do hífen, Vestibular, IFAL, IF AL, 2018

Texto associado.
O texto que segue deve ser lido para se responderem à questão.


Discutir a relação realmente vale a pena?


Relacionar-se com outra pessoa exige paciência, flexibilidade, vontade de dar certo e uma visão embevecida de amor. A comunicação sempre foi e será a chave do sucesso nas relações afetivas, aquele que a conquistarem estarão passos à frente no quesito maturidade emocional. Pesquisas apontam que são as mulheres que iniciam as DRs, mas homens também acham importante falar sobre os incômodos e comportamentos inadequados, mesmo sendo uma minoria neste assunto.
Os casais precisam entender que as diferenças existem e junto com elas uma razão de ser, mas lembre-se, nem tudo precisa virar motivo de DR ou discussão, afinal de contas, alguns detalhes podem ser adaptados ou até mesmo relevados. Adaptar-se ao estilo do outro exige paciência, bom senso e compreensão, não estamos aqui para suprir as expectativas e muito menos para nos tornarmos uma cópia fiel do outro.
Os pontos divergentes merecem ser comentados e assuntos que nos incomodam precisam ser expostos, para que alternativas possam surgir e a plenitude na relação possam sempre existir. Algumas dicas são fundamentais neste processo:
Escolha o melhor momento e lugar para essa conversa: Atenção é um bem raro hoje em dia, então evite elementos de distração.
Pense o que vai dizer: Muitas vezes não nos preocupamos como o outro vai receber aquilo que temos a falar. Colocar-se no lugar do outro além de elegante, evita novos desgastes.
Crie um momento adequado: Nada de conversar quando ambos estiveram cansados, ocupados, fazendo algo que gostam muito ou quem sabe antes de dormir, ser estratégico conta muito para o resultado final.
Aprenda a ouvir: O outro sempre tem algo a dizer, sempre. Antes de falar procure ouvir, muitas respostas podem ser adquiridas neste momento. Imaginar que você está sempre certo, além de ser chato, não te ajuda a melhorar.
Seja sincero, em amor: Muitas vezes não é o que falamos, mas a forma como escolhemos passar o que desejamos. Se você ouvisse o que tem a dizer, como se sentiria?
Por fim, lembre-se, se podemos amar o outro quando aprendemos a nos amar, experimente.
(http://blog.tnh1.com.br/vamosfalardagente/discutir-a-relacao-realmentevale-a-pena/. Acesso em 17/9/2018)
O texto em análise apresenta várias inadequações linguístico-textuais, provenientes, por exemplo, de falhas no uso da pontuação e na observância às normas de regência e concordância da norma padrão do português. Nesse texto, quanto ao uso das concordâncias nominal e verbal do português padrão, marque a opção em que se faz uma afirmação correta.
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1452Q946627 | Geografia, Migrações, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP, 2019

As migrações internas desempenham papel fundamental na determinação dos tamanhos populacionais das regiões, estados e municípios, bem como na redistribuição espacial da população marcada durante décadas pelos movimentos rurais-urbanos e pela expressiva concentração urbana e metropolização no centro-sul do país. A etapa de intensa industrialização brasileira, de expansão acelerada das fronteiras agrícolas e de integração do mercado nacional, que perdurou com maior força até início dos anos 1980, foi amplamente ancorada em volumosos fluxos migratórios originados em distintos pontos do território e com destinos diferenciados. <https://tinyurl.com/y3mnejrt>Acesso em: 25.05.2019. Adaptado.
Dentre os movimentos migratórios que ocorreram no Brasil no século XX, podemos destacar corretamente a migração de
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1453Q948421 | Literatura, Escolas Literárias, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2018

Assinale a opção que identifica corretamente a característica deste excerto de "O burrinho pedrês", que integra o volume Sagarana, de João Guimarães Rosa:


"As ancas haiançam, e as vagas de dorsos, das vacas e touros, batendo com as caudas, mugindo no meio, na massa embolada, com atritos de couros, estralas de guampas; estrondos e baques, e o berro queixoso do gado Junqueira, de chifres imensos, com muita tristeza, saudade dos campos, querência dos pastos de iá do sertão.''

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1454Q950236 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, UNIVESP, VUNESP, 2018

Texto associado.
Leia o texto para responder a questão.

Tentativa e erro, experimentar o novo, entender que algumas questões têm respostas complexas ou podem mesmo não ter uma resposta, cultivar a noção de que o fracasso é essencial para o progresso, aceitar que erros são o que nos faz eventualmente acertar, saber persistir quando as dificuldades parecem não acabar nunca.
Esses são alguns dos componentes da pesquisa científica, uma espécie de sabedoria acumulada através dos tempos que, acredito, é também muito útil em vários aspectos da vida – de como enfrentar desafios individualmente até como reger empresas.
Quem poderia adivinhar que a eletricidade e o magnetismo são manifestações de um campo eletromagnético que se propaga através do espaço com a velocidade da luz? Quem poderia adivinhar que as espécies animais evoluem devido a mutações genéticas aliadas ao processo de seleção natural? Esse conhecimento todo não veio do nada; exigiu muita coragem intelectual, disciplina de trabalho e tolerância ao erro.
Se as coisas não funcionam, precisamos deixar o orgulho para trás e aceitar que falhamos. Todo cientista sabe muito bem que a maioria das suas ideias não vai funcionar. Resolutos, vamos em frente; mas devemos também estar abertos a críticas.
Na ciência, e em qualquer outra área de trabalho, é bom ouvir as sábias palavras de Isaac Newton – mesmo se o próprio, durante a vida, não tenha sido o que chamaria de um modelo de humildade profissional: “Não sei o que possa parecer aos olhos do mundo, mas aos meus pareço apenas ter sido como um menino brincando à beira-mar, divertindo-me com o fato de encontrar de vez em quando um seixo mais liso ou uma concha mais bonita que o normal, enquanto o grande oceano da verdade permanece completamente por descobrir à minha frente”.

(Marcelo Gleiser. www.folha.uol.com.br. 10.12.2017. Adaptado)
Uma palavra do texto cujo sentido se contrapõe ao de ciência é
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1455Q678627 | Matemática, Aritmética e Problemas, Vestibular, IF Farroupilha RS, INEP, 2019

A Copa do Mundo de Futebol da Rússia é a mais cara da história: foram gastos aproximadamente R$38 bilhões.
Fonte: <https://extra.globo.com/esporte/copa-2018/custo-da-copa-domundo-de-2018-passa-de-38-bilhoes-quase-40-vai-para-estadios22626145.html>. Acesso em: 10 jul. 2018. (Adaptado)

Na equação
2∙(x + 5∙10) − 3(4∙x + √144) + 132 = 119,x representa os gastos com infraestrutura de transporte em bilhões de reais. Qual foi, aproximadamente, o total de gastos com infraestrutura de transporte?
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1456Q950259 | Matemática, Problemas, Vestibular, UNIVESP, VUNESP, 2018

Na sequência dada a seguir, estão relacionadas, em ordem crescente e substituídas por letras, as notas obtidas pelos seis candidatos finalistas na última prova de um processo seletivo.
x x y y+2 z z
Sabendo-se que a nota mediana e a nota média foram iguais a 8, e que a menor nota corresponde a 3/5 da maior, é correto afirmar que a menor nota obtida nessa prova foi
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1457Q948728 | Atualidades, Questões Sociais, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO

O longa-metragem Que horas ela volta?, da cineasta Anna Muylaert, apresenta uma trama centrada nas interações familiares, no serviço doméstico e na discussão sobre direitos trabalhistas e relações de poder no âmbito privado, fazendo referências, ainda que indiretas, às relações sociais da época da escravidão no país, o que sugere a reprodução de uma determinada cultura nos vínculos entre patrão e empregado.
Nesse sentido, pode-se afirmar que a legislação conhecida como “PEC das Domésticas”, sancionada em 2015,
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1458Q946684 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, UNESP, VUNESP, 2019

Texto associado.

No fim da carta de que V. M.1 me fez mercê me manda V. M. diga meu parecer sobre a conveniência de haver neste estado ou dois capitães-mores ou um só governador.

Eu, Senhor, razões políticas nunca as soube, e hoje as sei muito menos; mas por obedecer direi toscamente o que me parece.

Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso serão de achar dois homens de bem que um. Sendo propostos a Catão dois cidadãos romanos para o provimento de duas praças, respondeu que ambos lhe descontentavam: um porque nada tinha, outro porque nada lhe bastava. Tais são os dois capitães-mores em que se repartiu este governo: Baltasar de Sousa não tem nada, Inácio do Rego não lhe basta nada; e eu não sei qual é maior tentação, se a 1 , se a 2 . Tudo quanto há na capitania do Pará, tirando as terras, não vale 10 mil cruzados, como é notório, e desta terra há-de tirar Inácio do Rego mais de 100 mil cruzados em três anos, segundo se lhe vão logrando bem as indústrias.

Tudo isto sai do sangue e do suor dos tristes índios, aos quais trata como tão escravos seus, que nenhum tem liberdade nem para deixar de servir a ele nem para poder servir a outrem; o que, além da injustiça que se faz aos índios, é ocasião de padecerem muitas necessidades os portugueses e de perecerem os pobres. Em uma capitania destas confessei uma pobre mulher, das que vieram das Ilhas, a qual me disse com muitas lágrimas que, dos nove filhos que tivera, lhe morreram em três meses cinco filhos, de pura fome e desamparo; e, consolando-a eu pela morte de tantos filhos, respondeu-me: “Padre, não são esses os por que eu choro, senão pelos quatro que tenho vivos sem ter com que os sustentar, e peço a Deus todos os dias que me os leve também.”

São lastimosas as misérias que passa esta pobre gente das Ilhas, porque, como não têm com que agradecer, se algum índio se reparte não lhe chega a eles, senão aos poderosos; e é este um desamparo a que V. M. por piedade deverá mandar acudir.

Tornando aos índios do Pará, dos quais, como dizia, se serve quem ali governa como se foram seus escravos, e os traz quase todos ocupados em seus interesses, principalmente no dos tabacos, obriga-me a consciência a manifestar a V. M. os grandes pecados que por ocasião deste serviço se cometem.

(Sérgio Rodrigues (org.). Cartas brasileiras, 2017. Adaptado.)

1V. M.: Vossa Majestade.

Em sua carta, Antônio Vieira relata os padecimentos
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1459Q944159 | História, Vestibular, UEMG, UEMG, 2022

O golpe civil-militar de 1964 foi arquitetado e realizado por um conjunto de forças e interesses, composto por militares das Forças Armadas, empresários brasileiros, latifundiários (proprietários de grandes parcelas de terras) e por empresas estrangeiras instaladas no país, principalmente aquelas pertencentes ao setor automobilístico, além da Embaixada dos Estados Unidos. A deposição arbitrária de João Goulart (1961-1964) foi a expressão do início de uma ditadura que durou 21 anos sob o domínio do arbítrio e do terrorismo de Estado. O longo período da ditadura brasileira (1964-1985) foi caracterizado pelo endividamento externo; pela concentração de renda e pelo caráter repressivo. Caráter este marcado por sequestros de opositores; torturas; execução extrajudicial que, em muitos casos, era decorrência da própria tortura; ocultação de cadáver com o apoio de diversos elementos da sociedade civil (empresários e banqueiros) e dos núcleos do sistema repressivo. A partir do exposto, assinale a alternativa correta.
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1460Q951077 | Matemática, Áreas e Perímetros, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2018

Sabendo que a e b são números reais, considere o polinômio cúbico p(x) = x3 + ax2 + x + b. Se a soma e o produto de duas de suas raízes são iguais a −1, então p(1) é igual a
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