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Questões de Concursos Vestibular

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1481Q951079 | História, Período Colonial produção de riqueza e escravismo, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2018

A seguir, leia um trecho da petição ao rei de Espanha escrita por Juan Garrido, conquistador residente na cidade do México, em 27 de Setembro de 1538.
Eu, Juan Garrido, de cor negra, membro desta comunidade [vecino], e residente nesta cidade, trago um relato de como servi à Vossa Majestade na conquista e pacificação desta Nova Espanha. Desde quando Cortés entrou nela, estive presente em todas as invasões, conquistas e pacificações realizadas no sul do Pacífico, nas ilhas de Porto Rico e de Cuba. Fiz tudo às minhas custas, sem receber nem salário nem repartimiento de índios ou qualquer outra coisa. De todas estas formas, durante trinta anos, servi e continuo a servir à Vossa Majestade.
(Traduzido e adaptado de Matthew Restall, Probanza of Juan Garrido. Black Conquistadors: Armed Africans in Early Spanish America. The Americas, Cambridge, v. 57, n. 2, out. 2000, p. 171.)
Assinale a alternativa correta.
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1482Q947521 | Português, Tipologia Textual, Vestibular, IFPE, IF PE, 2019

Texto associado.
TEXTO 3

VILAREJO

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão

Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Por cima das casas cal

Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonhos semeando o mundo real
Toda a gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá

Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas pão

Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos
Os destinos e essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for

Compositores: Marisa Monte/Pedro Baby/Carlinhos Brown/Arnaldo Antunes
Com relação aos tipos textuais, em VILAREJO, predominam sequências tipológicas
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1483Q948290 | Biologia, Gimnospermas e Angiospermas, Vestibular, UCPEL, UCPEL

Geralmente, uma célula eucariótica não pode simplesmente dividir-se em duas, porque apenas uma de suas células descendentes receberia o núcleo e, consequentemente, o DNA. Assim, o citoplasma de uma célula divide-se apenas depois que seu DNA é dividido em mais de um núcleo através da mitose ou meiose.
Analise a lista de funções abaixo
I. Em todos os eucariotos pluricelulares é base para o aumento no tamanho do corpo durante o crescimento. II. Em organismos eucariotos pluricelulares é responsável pela reposição de células mortas ou desgastadas. III.Em eucariotos unicelulares e pluricelulares é a base da reprodução sexuada, pois é responsável pelos processos pelos quais gametas e esporos sexuais se formam. IV.Em organismos unicelulares e muitos pluricelulares é responsável também pelo processo de reprodução assexuada.
São características do mecanismo de mitose
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1484Q945999 | Química, Estudo da matéria substâncias, Vestibular, FATEC, FATEC, 2019

Texto associado.

Leia o texto para responder a questão.


Em seu livro Tratado Elementar de Química, publicado em 1789, Antonie Lavoisier estabeleceu uma nova nomenclatura para diversas substâncias químicas. Alguns exemplos, extraídos desse livro, são dados no quadro.


Nome antigo Nome proposto por Lavoisier Nome atual

ar vital oxigênio oxigênio

ar inflamável hidrogênio hidrogênio

ar fixo ácido carbônico dióxido de carbono

ácido vitriólico ácido sulfúrico ácido sulfúrico

vitríolo azul; vitríolo de cobre sulfato de cobre sulfato de cobre (II)

ácido marinho ácido muriático ácido clorídrico

sal marinho muriato de soda cloreto de sódio

soda aerada; soda efervescente carbonato de soda carbonato de sódio

Examinando o quadro, identifique as duas substâncias simples nele presentes pelos seus nomes antigos.
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1485Q946001 | Matemática, Álgebra Linear, Vestibular, FATEC, FATEC, 2019

Um grupo de cinco amigos resolveu passar o final de semana em um hotel fazenda no interior do estado de São Paulo. Todos foram juntos no mesmo carro e decidiram dividir, igualmente, a despesa total da viagem entre os cinco participantes.
Dados da viagem de carro: • a distância percorrida ida e volta foi de 432 km; • o consumo de gasolina do veículo foi de 9 km/L; • o preço da gasolina foi de R$ 4,50/L; • o valor de cada pedágio foi de o P1: R$ 10,00 o P2: R$ 2,50 o P3: R$ 4,40 o P4: R$ 2,70
Sabendo que todos os pedágios foram pagos na ida e na volta, cada amigo gastou em transporte, considerando apenas a gasolina e os pedágios, a quantia de
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1486Q945770 | Matemática, Álgebra Linear, Vestibular, FGV, FGV, 2018

Uma rede de livrarias estima vender anualmente 1 500 unidades de determinado livro se o seu preço unitário de venda for R$50,00. Além disso, a rede estima que uma queda de R$10,00 no preço de cada exemplar proporcionará um aumento de vendas de 100 unidades por ano.
Supondo que a relação entre preço e quantidade vendida anualmente possa ser expressa por uma função polinomial de 1º grau, quanto deverá ser cobrado por livro para maximizar a receita anual?
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1487Q678512 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2019

Assinale a opção que não atende corretamente às regras de concordância nominal, de acordo com a norma culta:
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1488Q683647 | Sociologia, Sociologia Jurídica, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2024

Texto 1
Em Raízes do Brasil (São Paulo, Companhia das Letras, 2016), Sérgio Buarque de Holanda argumenta que as formas de convívio social no país seriam ditadas preferencialmente por uma ética de fundo emotivo: a cordialidade. No entanto, a cordialidade não seria sinônimo de afetividade ou de gentileza. Ela corresponderia a um mecanismo de defesa do indivíduo diante da sociedade e reforçaria sentimentos particularistas e antipolíticos, característicos do ambiente doméstico. Ao tipo social guiado pela ética da cordialidade, o autor dá o nome de homem cordial.

Texto 2
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo (além da sífilis, é claro) Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora... (...) Se trago as mãos distantes do meu peito É que há distância entre intenção e gesto” (Trecho da canção “Fado Tropical”, de Chico Buarque de Holanda, 1973).

Tendo em vista os textos 1 e 2, é possível afirmar que o homem cordial
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1489Q948112 | Português, Morfologia, Vestibular, IFTM, INEP, 2018

No trecho, “Eu queria jogar, mas perdi a aposta”, a conjunção “mas” pode ser classificada como
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1490Q688536 | História, Medievalidade Europeia, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP

O Código de Hamurabi (instituído por volta do século XVIII a.C), um dos mais antigos conjuntos de leis escritas da história da humanidade, reunia centenas de regras e estabelecia as punições a serem aplicadas àqueles que as descumprissem. Seguindo o princípio da Lei de talião, popularmente conhecida como “olho por olho, dente por dente”, o Código de Hamurabi regulava as relações econômicas e sociais da população
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1491Q951448 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, UNIFESP, VUNESP, 2018

Texto associado.

Para responder à questão, leia o trecho do livro Casa-grande e senzala, de Gilberto Freyre.


Mas a casa-grande patriarcal não foi apenas fortaleza, capela, escola, oficina, santa casa, harém, convento de moças, hospedaria. Desempenhou outra função importante na economia brasileira: foi também banco. Dentro das suas grossas paredes, debaixo dos tijolos ou mosaicos, no chão, enterrava-se dinheiro, guardavam-se joias, ouro, valores. Às vezes guardavam-se joias nas capelas, enfeitando os santos. Daí Nossas Senhoras sobrecarregadas à baiana de teteias, balangandãs, corações, cavalinhos, cachorrinhos e correntes de ouro. Os ladrões, naqueles tempos piedosos, raramente ousavam entrar nas capelas e roubar os santos. É verdade que um roubou o esplendor e outras joias de São Benedito; mas sob o pretexto, ponderável para a época, de que “negro não devia ter luxo”. Com efeito, chegou a proibir-se, nos tempos coloniais, o uso de “ornatos de algum luxo” pelos negros.

Por segurança e precaução contra os corsários, contra os excessos demagógicos, contra as tendências comunistas dos indígenas e dos africanos, os grandes proprietários, nos seus zelos exagerados de privativismo, enterraram dentro de casa as joias e o ouro do mesmo modo que os mortos queridos. Os dois fortes motivos das casas-grandes acabarem sempre mal-assombradas com cadeiras de balanço se balançando sozinhas sobre tijolos soltos que de manhã ninguém encontra; com barulho de pratos e copos batendo de noite nos aparadores; com almas de senhores de engenho aparecendo aos parentes ou mesmo estranhos pedindo padres-nossos, ave-marias, gemendo lamentações, indicando lugares com botijas de dinheiro. Às vezes dinheiro dos outros, de que os senhores ilicitamente se haviam apoderado. Dinheiro que compadres, viúvas e até escravos lhes tinham entregue para guardar. Sucedeu muita dessa gente ficar sem os seus valores e acabar na miséria devido à esperteza ou à morte súbita do depositário. Houve senhores sem escrúpulos que, aceitando valores para guardar, fingiram-se depois de estranhos e desentendidos: “Você está maluco? Deu-me lá alguma cousa para guardar?”

Muito dinheiro enterrado sumiu-se misteriosamente. Joaquim Nabuco, criado por sua madrinha na casa-grande de Maçangana, morreu sem saber que destino tomara a ourama para ele reunida pela boa senhora; e provavelmente enterrada em algum desvão de parede. […] Em várias casas-grandes da Bahia, de Olinda, de Pernambuco se têm encontrado, em demolições ou escavações, botijas de dinheiro. Na que foi dos Pires d’Ávila ou Pires de Carvalho, na Bahia, achou-se, num recanto de parede, “verdadeira fortuna em moedas de ouro”. Noutras casas-grandes só se têm desencavado do chão ossos de escravos, justiçados pelos senhores e mandados enterrar no quintal, ou dentro de casa, à revelia das autoridades. Conta-se que o visconde de Suaçuna, na sua casa-grande de Pombal, mandou enterrar no jardim mais de um negro supliciado por ordem de sua justiça patriarcal. Não é de admirar. Eram senhores, os das casas-grandes, que mandavam matar os próprios filhos. Um desses patriarcas, Pedro Vieira, já avô, por descobrir que o filho mantinha relações com a mucama de sua predileção, mandou matá-lo pelo irmão mais velho.

(In: Silviano Santiago (coord.). Intérpretes do Brasil, 2000.)

Em “Não é de admirar. Eram senhores, os das casas-grandes, que mandavam matar os próprios filhos.” (3° parágrafo), a conjunção que poderia unir as duas frases, sem alteração de sentido, é:
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1492Q945817 | Física, Leis de Newton, Vestibular, USP, FUVEST, 2019

Em julho de 1969, os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin fizeram o primeiro pouso tripulado na superfície da Lua, enquanto seu colega Michael Collins permaneceu a bordo do módulo de comando Columbia em órbita lunar. Considerando que o Columbia estivesse em uma órbita perfeitamente circular a uma altitude de 260 km acima da superfície da Lua, o tempo decorrido (em horas terrestres ‐ h) entre duas passagens do Columbia exatamente acima do mesmo ponto da superfície lunar seria de
Note e adote:
Constante gravitacional: G 9 x 10−13 km3/(kg h2); Raio da Lua = 1.740 km; Massa da Lua ≡ 8 × 1022 kg; π ≡ 3.
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1493Q948392 | Matemática, Aritmética e Problemas, Vestibular, FPS, FPS

A frequência máxima de batimento cardíaco de um indivíduo, FCmax, em batimentos por minuto, depende da idade, x, do indivíduo, dada em anos. Um estudo concluiu que a relação entre FCmax e x é dada por uma função quadrática:

FCmax= 163 + 1,16x – 0,018x2


Admitindo a veracidade do estudo, para qual idade temos que FCmax assume seu maior valor? Indique o valor inteiro mais próximo do valor obtido, em anos.

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1494Q946608 | Inglês, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP, 2019

Texto associado.
Leia o texto para responder a questão.

HEALTH
PEOPLE WITH A SENSE OF PURPOSE LIVE LONGER,
STUDY SUGGESTS
BY KASHMIRA GANDER ON 5/24/19 AT 11:10 AM EDT

People who have a sense of purpose in life appear to live longer, according to the latest research linking this outlook to a person’squality of lifeand tobetter physical and mental health.
The authors of the study published in the journal JAMA Network Open looked at data collectedfrom6,985 adults who were signed up to theHealth and Retirement Study on people ages 50 and above in the US. The teamlooked at a group who completed a questionnaire in 2006 about their purpose in life, and used it to come up with a score. On average, the participants were 68.6 years old. Next, the scientists looked at causes of death in the group between 2006 and 2010. Variables included their demographic, marital status, race and education level. Lifestyle choices like smoking and drinking were also noted.
Purpose was defined by the authors as a selforganizing life aim that stimulates goals, promotes healthy behaviors and gives meaning to life.
The data revealed that the stronger the participants felt they had a purpose in life, the lower their risk of dying. Thisresult remained even when the scientists adjusted their calculations for factors that could affect their score, such as a participants’sociodemographic statusand their health.
But scientists don’t know why there seems to be a link betweenpurposefulness and the length of life. One explanationis that the attitudeand overall wellbeing could prevent genes linked with inflammation from being expressed in the body. Meanwhile, lacking a purpose could dampen a person’s motivation to be healthy and active, the authors suggested.
Andrew Oswald, a professor of economics and behavioral science at the University of Warwick, in the U.K.,who studies human happiness, toldNewsweek: “It is as though the mind and body can draw on a pool of immune responses, and a healthy mind allows the body more immune response, in some way that we simply do not understand in 2019. Remarkably, a number of studies seem to show that happy people and people with a sense of purpose live longer.
<https://tinyurl.com/yykc8uu4> Acesso em: 27.05.2019. Adaptado.
Depreende-se do texto que
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1495Q946612 | Inglês, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP, 2019

Texto associado.
Leia o texto para responder a questão.

HEALTH
PEOPLE WITH A SENSE OF PURPOSE LIVE LONGER,
STUDY SUGGESTS
BY KASHMIRA GANDER ON 5/24/19 AT 11:10 AM EDT

People who have a sense of purpose in life appear to live longer, according to the latest research linking this outlook to a person’squality of lifeand tobetter physical and mental health.
The authors of the study published in the journal JAMA Network Open looked at data collectedfrom6,985 adults who were signed up to theHealth and Retirement Study on people ages 50 and above in the US. The teamlooked at a group who completed a questionnaire in 2006 about their purpose in life, and used it to come up with a score. On average, the participants were 68.6 years old. Next, the scientists looked at causes of death in the group between 2006 and 2010. Variables included their demographic, marital status, race and education level. Lifestyle choices like smoking and drinking were also noted.
Purpose was defined by the authors as a selforganizing life aim that stimulates goals, promotes healthy behaviors and gives meaning to life.
The data revealed that the stronger the participants felt they had a purpose in life, the lower their risk of dying. Thisresult remained even when the scientists adjusted their calculations for factors that could affect their score, such as a participants’sociodemographic statusand their health.
But scientists don’t know why there seems to be a link betweenpurposefulness and the length of life. One explanationis that the attitudeand overall wellbeing could prevent genes linked with inflammation from being expressed in the body. Meanwhile, lacking a purpose could dampen a person’s motivation to be healthy and active, the authors suggested.
Andrew Oswald, a professor of economics and behavioral science at the University of Warwick, in the U.K.,who studies human happiness, toldNewsweek: “It is as though the mind and body can draw on a pool of immune responses, and a healthy mind allows the body more immune response, in some way that we simply do not understand in 2019. Remarkably, a number of studies seem to show that happy people and people with a sense of purpose live longer.
<https://tinyurl.com/yykc8uu4> Acesso em: 27.05.2019. Adaptado.
No trecho do segundo parágrafo — and used it to come up with a score – o termo em destaque se refere a
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1496Q948408 | Português, Significação Contextual de Palavras, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2018

Texto associado.

Radicais Livres


Precursores da Internet se transformam em militantes anti-digital

Quando a internet comercial ainda engatinhava, um grupo de pensadores - cientistas, filósofos, sociólogos, profissionais liberais - se dedicou a imaginar e construir o ciberespaço, a então nova fronteira da humanidade. Ele tomaria forma com a hiperconectividade dos indivíduos em rede, que poderiam, se quisessem, adotar múltiplas identidades naquele ambiente artificial. Só que hoje, pouco mais de 30 anos depois, os protagonistas desse círculo estão fazendo um apelo desesperado para que a sociedade se desconecte, sob pena de extinguir o que nos resta de humano.

O cenário retratado pelos digerati é quase devastador. A alcunha vem de literati, "homens letrados" em latim, termo adaptado, com uma certa verve, para a era digital. E a narrativa comum é a virada da internet ao avesso: de um imenso território de liberdade e experimentação criativa, ela teria se transformado num loteamento de espaços fechados, simbolizados pela onipresença das redes sociais. Um espaço em que usuários têm dados espionados, ações monitoradas e vontades manipuladas. Mais: esses agrupamentos que se vendem como locais de convivência abertos e gratuitos, portanto próximos do que imaginaram originalmente os digerati, hoje cobram caro. Quase todos os frequentadores são obrigados a ver o que é anunciado ali.

Cientista, compositor e escritor, Jaron Lanier, de 58 anos, foi o criador do conceito de realidade virtual. Fundador da primeira empresa a comercializar essa solução em escala industrial, o novaiorquino é um dos principais articuladores desse movimento. Lanier tem levado seus dreadlocks longuíssimos aos quatro cantos do mundo em uma campanha de alerta contra o que chama de "os impérios de modificação de comportamento", como classificou em sua palestra no TED Talks, em maio. Ele não tem Twitter, Red d it ou Facebook e acaba de lançar o chamado às armas "Ten arguments for deleting your social media accounts right now" ("Dez argumentos para deletar agora sua conta nas redes sociais", em tradução livre).


O mecanismo dos likes

Lanier alega que nas redes sociais o cidadão perde seu livre-arbítrio e se submete ao mecanismo viciante dos likes: "Eles alimentam esses sentimentos, e você fica preso num loop", diz. A discussão é tão procedente que o criador da World Wide Web, o físico inglês Tim Berners-Lee, 63, afirmou, na edição deste mês da revista Vanity Fair, que está "devastado" com os rumos de sua invenção. Ele decidiu desenvolver um antídoto: trabalha no momento em uma plataforma para redescentralizar a internet, para devolver aos usuários o poder e a autonomia sobre os dados que desejam acessar. "Quem quer assegurar que a internet sirva de fato à humanidade está hoje preocupado com o que vê no mundo digital" - diz.

Especialista em estudos de ciência e tecnologia, Sherry Turkle, 70, vai além. E recomenda o desligamento de celulares e redes sociais. Professora do Massachusetts Institute of Technology, ela acompanhou a mudança de comportamento dos usuários online e estudou desde as múltiplas personas que habitavam os mundos artificiais até a egotrip e a alienação que comprometem oconvívio na sociedade real. Turkle é autora do primeiro livro sobre a formação da identidade no ambiente virtual, ''Life on the screen" ("Vida na tela" em tradução livre, de 1995). Em abril, ela publicou um artigo analisando como o crescente repúdio ao Facebook não nos impedirá de seguir ativos na rede social. O motivo? "Ele nos permite ter uma versão melhor de nós mesmos".

Cientista da computação, escritor e ativista do Software Livre, o americano Richard Stallman, 65, discorda da proposta de desconexão total. Com uma forte ressalva. O uso que ele faz é bem peculiar. Stallman não tem celular, não entra em redes sociais e aboliu aplicativos e programas que utilizam software proprietário. Argumenta que eles são desenhados pelas corporações justamente para manipular e controlar dados dos usuários. "As empresas que desenvolvem esses programas têm controle total sobre o que as pessoas fazem. Se quiserem, elas podem espionar usuários, restringilos ou manipulá-los. Estamos indefesos, impotentes perante a vontade das corporações" - afirma.

Todas as mensagens que Stallman envia de seu correio eletrônico chegam com uma declaração de defesa da Constituição dos EUA, num recado a "eventuais agentes federais americanos que estejam lendo". Ele fez a reportagem assumir por escrito que leria 13 artigos sobre software livre e se negou a conversar por Skype ou WhatsApp.

O cientista conta ainda que disse "não, obrigado" ao aprender que todo smartphone, sem exceção, permite às redes telefônicas seguir seus movimentos. E que, segundo ele, quase todo aparelho pode ser convertido num dispositivo de escuta. "Não foi difícil dizer não, já que a alternativa era entregar minha liberdade" - argumenta.

Procurados por O Globo, Facebook e Twitter não se pronunciaram. O Google informou em nota que anunciou em maio novos recursos com o objetivo de ajudar os usuários a recorrer à tecnologia "de forma mais criteriosa, para desconectar quando necessário e criar hábitos saudáveis em suas famílias".

Sérgio Branco, diretor e fundador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, voltado para a promoção de práticas de regulação na área, concorda que as pessoas ainda não se conscientizaram do perigo, especialmente, porque, ele diz, "vive-se a ilusão de que tudo é gratuito". "Jamais será um ato puramente inocente fornecer dados em troca de conteúdo, porque não temos controle sobre o que as empresas farão com eles" - alerta o advogado.

Como exemplo, ele cita um caso revelado pelo documentário As vítimas do Facebook, lançado pelos diretores canadenses Geoff D'Eon e Jay Dahl em 2011. Uma mulher diagnosticada com depressão severa recebeu como indicação médica sair de férias. Levou a mãe a um cruzeiro no Caribe e postou fotos no Facebook. Seu plano de saúde, que monitorava os dados, viu a foto e cancelou o serviço. A alegação? Quem está em depressão profunda não viaja para o Caribe de férias e muito menos celebra a alegria no universo digital.


Redes sociais: outras formas de compartilhar

Se o ciberespaço hoje aparenta ser um lugar ameaçador, a solução para voltarmos a habitar um local seguro e livre pode ser resumida em uma única palavra: conscientização. Stallman, em seu libelo em favor das liberdades individuais, duvida que as empresas desistam de seus lucros para racionalizar o que estão fazendo. Ele aponta uma saída simples e objetiva: "Depende de nós. Precisamos nos recusar a usar programas e plataformas abusivas. A maneira de acabar com o poder das empresas sobre os usuários é insistir em que eles usem software livre. Assim, eles próprios controlariam os programas e poderíam alterá-los. Quando seus amigos disserem que não querem mais usar Facebook, WhatsApp, Skype ou qualquer outro sistema de comunicação viciante, por favor, faça um esforço e coopere. Não descarte a amizade, encontre outras formas de dividir com eles informações sobre eventos sociais" - diz Stallman.

Já Jaron Lanier sugere "voltar o relógio" e reinventar a participação nas redes sociais. Não mais aceitar um ambiente de oferta de conteúdo aparentemente gratuito, mas ajudar a financiar espaços de concentração de conhecimento, em que especialistas de fato possam emitir suas opiniões. "Essa mudança eliminaria as notícias falsas e, no caso de aconselhamento médico, por exemplo, pagar-seia por pareceres de um verdadeiro profissional. Sonho com isso, e acho sim que a transformação é possível" - defende ele.

Tristan Harris, 33, ex-designer de Ética do Google, para onde trabalhou até 2016, se tornou uma espécie de mascote para o time dos radicais livres, ao fundar o Centro de Tecnologia Humana. Ele aposta em quatro soluções: as empresas precisam redesenhar suas interfaces para minimizar nosso tempo de tela; os governos têm de pressionar as empresas de tecnologia para adotarem modelos de negócios humanitários; consumidores se defrontam com a tarefa de assumir o controle de suas vidas digitais através de uma conscientização; e os funcionários das empresas de tecnologia devem se capacitar para construir soluções que melhorem a sociedade.

E como isso se dará no Brasil, que vive a realidade de uma cultura digital especialmente disseminada? Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país conta com uma base instalada de 235,5 milhões de aparelhos celulares (densidade de 112,6 aparelhos para cada 100 habitantes) e 116 milhões de usuários de Internet.


Contatos perdidos

Para a professora da UFRJ e teórica da comunicação Raquel Paiva, a conscientização só podería ocorrer se (ou quando) o usuário brasileiro perceber que está se relacionando mais com máquinas do que com pessoas. "Somos um povo gregário, que necessita de vinculação, precisa do olhar do outro para se ver. O que temo é que as pessoas demorem muito a perceber que não cuidaram do seu entorno, que perderam a sociabilidade e deterioraram o seu convívio e sua capacidade de comunicação" - diz.

Ao descobrir que as informações pessoais dos usuários do Facebook eram vazadas para terceiros, Paiva fechou, de bate-pronto, a conta que tinha na rede social. "Acabei sendo eu a punida, pois perdi o acesso à maioria dos serviços que utilizava no cotidiano, como a compra de produtos orgânicos e roupas alternativas. Também me vi privada do contato com alguns colegas acadêmicos, uma vez que eles passaram a "existir" apenas no âmbito do Facebook" - conta a professora.

O documentarista canadense Geoff D'Eon, diretor de As vítimas do Facebook, diz simpatizar com a crítica dura dos digerati, mas faz ponderação pertinente: "A desconexão em massa, na prática, não vai acontecer. E não iremos resolver problemas sérios, como a explosão de notícias falsas,cyber-bullying, revenge porn, perda de privacidade e vazamento indiscriminado de informação, apenas com a elite intelectual se retirando das redes sociais. O restante da população seguirá, e as corporações vão continuar ganhando dinheiro. É muito tarde para um caminho de volta. Talvez a saída seja pensar melhor no que postar, ser mais consciente e cauteloso em relação ao que e com quem dividimos nossa vida online".

Rosane Serro, O Globo, 7/7/2018.

Entre os principais problemas causados pelo ciberespaço, de acordo com o texto, encontra-se:
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1497Q945337 | Biologia, Identidade dos seres vivos, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2024

Estima-se que mais de dois milhões de espécies habitem os oceanos; entretanto, somente 10% da vida oceânica é conhecida. Em janeiro de 2024, uma expedição na costa do Chile avaliou um trecho de 2.900 km2 de montanhas subaquáticas criadas por atividade vulcânica, o que resultou em uma região única com correntes marítimas e baixo teor de oxigênio, gerando um nível elevado de endemismo.
Em menos de um mês, a expedição documentou cem novas espécies animais de profundidade, incluindo corais, esponjas, lagostas, polvos, caravelas, águas-vivas, peixes, camarões, entre outros.
(Adaptado de https://www.nytimes.com/2024/03/10/science/new-species-sea-discove ry.html. Acesso em 02/04/2024.)

Sobre essa expedição marinha, é correto afirmar que os animais
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1498Q948675 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, IFAL, IF AL, 2018

Texto associado.
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Livro faz justiça a Evaldo Braga, astro desconhecido de nossa música popular
André Barcinski


Evaldo Braga teve uma carreira breve e trágica: em quatro anos, gravou apenas 38 canções. Morreu num acidente de automóvel, em 1973, aos 27 anos de idade, no auge da fama.
Suas músicas — “Eu Não Sou Lixo”, “A Cruz que Carrego”, e seu maior hit, “Sorria, Sorria”— foram rechaçadas pela crítica como produtos bregas de quinta categoria, mas capturaram a imaginação popular com suas narrativas cheias de drama e tristeza.
O livro de Gonçalo Júnior faz justiça a um dos astros mais desconhecidos de nossa música popular.
(https://www1.folha.uol.com.br/colunas/andrebarcinski/2017/12/1939718- livro-faz-justica-a-evaldo-brago-astro-desconhecido-de-nossa-musicapopular.shtml. Acesso em 16/9/2018)
Assinale a alternativa onde as palavras estejam todas grafadas de acordo com a norma padrão.
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1499Q948677 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Vestibular, IFAL, IF AL, 2018

Assinale a alternativa cujo comentário acerca do trecho citado faz uma afirmação errada quanto aos aspectos linguísticos e discursivos do texto em análise.
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1500Q950213 | Geografia, Geografia Econômica, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP

O êxodo rural é um fenômeno migratório que ocorreu, e ainda ocorre, em grande parte dos países. No Brasil, esse fenômeno aconteceu de maneira mais intensa, entre as décadas de 1950 e 1980.
O êxodo rural se caracteriza pelo deslocamento
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