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Questões de Concursos Vestibular

Resolva questões de Vestibular comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1641Q951342 | Matemática, Vestibular, UEMG, UEMG, 2019

No ano de 2018, foi realizada uma pesquisa, utilizando-se questionários sobre educação. Nessa pesquisa, João, Alfredo e Enéias tabularam as respostas dos questionários, respondidos pelos usuários de uma determinada universidade. Sabendo-se que João tabulou um quarto do total de questionários, Alfredo tabulou três quintos do que sobrou e Enéias tabulou os 1020 questionários restantes, a diferença entre os números de questionários tabulados por Enéias e João foi de:
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1642Q950575 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, UEMG, AOCP, 2018

Texto associado.

A questão é referente à obra A dança dos cabelos, de Carlos Herculano Lopes.


Leia o seguinte excerto:


“Assentada neste banco onde a empregada me trouxe o jantar e após a sobremesa uma garrafa de café, estou com os olhos no azul da serra e no sol que nele se abriga, nessa estranha hora em que o silêncio é cortado apenas pelo berro de uma rês ou pelo cruzar de uma ave, e em que faço mais um cigarro, sem, no entanto, livrar-me dos latejos que em fincadas sucessivas voltam às minhas pernas e doem como as antigas lembranças de minha infância.”

LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de Janeiro: Record, 2017.

Considerando o título e o enredo da obra, assinale a alternativa correta.
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1643Q684351 | Matemática, Vestibular, FATEC, FATEC, 2018

A média da riqueza, por pessoa, entre os que fazem parte da metade mais pobre da população mundial é, em dólares, igual a
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1644Q947527 | Matemática, Razão e Proporção e Números Proporcionais, Vestibular, IFPE, IF PE, 2019

Elvis planejou uma viagem com sua esposa a Campos do Jordão, a fim de curtir o feriadão da Semana Santa e, para isso, juntou uma certa quantidade de dinheiro. Sabendo que 1 / 4 do dinheiro que ele juntou foi gasto com hospedagem, 1/5 foi gasto com alimentação, 3 / 8 , com transporte e os R$ 560,00 restantes, com turismo, é CORRETO afirmar que Elvis juntou um total de
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1645Q945788 | Matemática, Porcentagem, Vestibular, USP, FUVEST, 2019

Se, em 15 anos, o salário mínimo teve um aumento nominal de 300% e a inflação foi de 100%, é correto afirmar que o aumento real do salário mínimo, nesse período, foi de
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1646Q678528 | História, Brasil Monárquico Segundo Reinado 1831 1889, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2019

Na segunda metade do século XIX, a cafeicultura dinamizou profundamente a economia brasileira, tornando-se responsável por:
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1647Q946053 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, FATEC, FATEC, 2018

O texto faz referência à sinestesia, um recurso semântico capaz de tornar o texto mais expressivo. Assinale a alternativa que apresenta um exemplo da figura de linguagem conhecida como sinestesia
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1648Q945811 | Conhecimentos Gerais, Trabalho, Vestibular, USP, FUVEST, 2019

A chamada “questão trabalhista” no Brasil foi objeto de conflitos, debates e regulamentações entre os anos 1920 e 1946. Identifique uma das dimensões deste processo.
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1649Q945301 | Geografia, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2024

Para além das guerras Rússia-Ucrânia e Israel-Palestina, estão em curso, em quase todos os continentes, conflitos que retratam mutações geopolíticas aceleradas. Há um movimento de redefinição de fronteiras até então reconhecidas pela comunidade internacional e, de certo modo, protegidas por um complexo arcabouço normativo. Na América Latina, por exemplo, a Venezuela reivindica da Guiana a região de Essequibo, cujo limite fronteiriço foi definido há 125 anos.
(Adaptado de https://www.courrierinternational.com/article/analyse-depuis-les-guerres- -en-ukraine-et-a-gaza-les-frontieres-ne-sont-plus-intangibles. Acesso em 06/06/2024.)

Tendo em vista seus conhecimentos e considerando o texto anterior, é correto dizer que a fronteira entre países é essencialmente
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1650Q945306 | Inglês, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2024

Texto associado.
Texto 1

The fact that so few African Americans write science fiction is perplexing since they, in a very real sense, inhabit a sci-fi nightmare in which unseen but no less palpable acts of intolerance frustrate their movement; official histories undo what has been done; and technology is too often brought to bear on black bodies. Moreover, the sublegitimate status of science fiction in literature mirrors the subaltern position to which blacks have been relegated throughout American history. The notion of Afrofuturism gives rise to a troubling antinomy: can a community whose past has been deliberately rubbed out, and whose energies have been consumed by the search for legible traces of its history, imagine possible futures?


(Adaptado de DERY, M. Black to the future: interviews with Samuel R. Delany, Greg Tate, and Tricia Rose. In: ___. (Ed.) The Discourse of cyberculture. Durham; London: Duke University Press, p. 179-222, 1994.)
De acordo com o texto 1, a escassez de autores afro-americanos em obras de ficção científica representa um
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1651Q946609 | Inglês, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP, 2019

Texto associado.
Leia o texto para responder a questão.

HEALTH
PEOPLE WITH A SENSE OF PURPOSE LIVE LONGER,
STUDY SUGGESTS
BY KASHMIRA GANDER ON 5/24/19 AT 11:10 AM EDT

People who have a sense of purpose in life appear to live longer, according to the latest research linking this outlook to a person’squality of lifeand tobetter physical and mental health.
The authors of the study published in the journal JAMA Network Open looked at data collectedfrom6,985 adults who were signed up to theHealth and Retirement Study on people ages 50 and above in the US. The teamlooked at a group who completed a questionnaire in 2006 about their purpose in life, and used it to come up with a score. On average, the participants were 68.6 years old. Next, the scientists looked at causes of death in the group between 2006 and 2010. Variables included their demographic, marital status, race and education level. Lifestyle choices like smoking and drinking were also noted.
Purpose was defined by the authors as a selforganizing life aim that stimulates goals, promotes healthy behaviors and gives meaning to life.
The data revealed that the stronger the participants felt they had a purpose in life, the lower their risk of dying. Thisresult remained even when the scientists adjusted their calculations for factors that could affect their score, such as a participants’sociodemographic statusand their health.
But scientists don’t know why there seems to be a link betweenpurposefulness and the length of life. One explanationis that the attitudeand overall wellbeing could prevent genes linked with inflammation from being expressed in the body. Meanwhile, lacking a purpose could dampen a person’s motivation to be healthy and active, the authors suggested.
Andrew Oswald, a professor of economics and behavioral science at the University of Warwick, in the U.K.,who studies human happiness, toldNewsweek: “It is as though the mind and body can draw on a pool of immune responses, and a healthy mind allows the body more immune response, in some way that we simply do not understand in 2019. Remarkably, a number of studies seem to show that happy people and people with a sense of purpose live longer.
<https://tinyurl.com/yykc8uu4> Acesso em: 27.05.2019. Adaptado.
A pesquisa descrita no texto sugere que a longevidade está conectada
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1652Q946611 | Inglês, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP, 2019

Texto associado.
Leia o texto para responder a questão.

HEALTH
PEOPLE WITH A SENSE OF PURPOSE LIVE LONGER,
STUDY SUGGESTS
BY KASHMIRA GANDER ON 5/24/19 AT 11:10 AM EDT

People who have a sense of purpose in life appear to live longer, according to the latest research linking this outlook to a person’squality of lifeand tobetter physical and mental health.
The authors of the study published in the journal JAMA Network Open looked at data collectedfrom6,985 adults who were signed up to theHealth and Retirement Study on people ages 50 and above in the US. The teamlooked at a group who completed a questionnaire in 2006 about their purpose in life, and used it to come up with a score. On average, the participants were 68.6 years old. Next, the scientists looked at causes of death in the group between 2006 and 2010. Variables included their demographic, marital status, race and education level. Lifestyle choices like smoking and drinking were also noted.
Purpose was defined by the authors as a selforganizing life aim that stimulates goals, promotes healthy behaviors and gives meaning to life.
The data revealed that the stronger the participants felt they had a purpose in life, the lower their risk of dying. Thisresult remained even when the scientists adjusted their calculations for factors that could affect their score, such as a participants’sociodemographic statusand their health.
But scientists don’t know why there seems to be a link betweenpurposefulness and the length of life. One explanationis that the attitudeand overall wellbeing could prevent genes linked with inflammation from being expressed in the body. Meanwhile, lacking a purpose could dampen a person’s motivation to be healthy and active, the authors suggested.
Andrew Oswald, a professor of economics and behavioral science at the University of Warwick, in the U.K.,who studies human happiness, toldNewsweek: “It is as though the mind and body can draw on a pool of immune responses, and a healthy mind allows the body more immune response, in some way that we simply do not understand in 2019. Remarkably, a number of studies seem to show that happy people and people with a sense of purpose live longer.
<https://tinyurl.com/yykc8uu4> Acesso em: 27.05.2019. Adaptado.
Assinale uma explicação dada pelos cientistas para justificar suas descobertas.
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1653Q948409 | Arquivologia, Pontuação, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2018

Texto associado.

Radicais Livres


Precursores da Internet se transformam em militantes anti-digital

Quando a internet comercial ainda engatinhava, um grupo de pensadores - cientistas, filósofos, sociólogos, profissionais liberais - se dedicou a imaginar e construir o ciberespaço, a então nova fronteira da humanidade. Ele tomaria forma com a hiperconectividade dos indivíduos em rede, que poderiam, se quisessem, adotar múltiplas identidades naquele ambiente artificial. Só que hoje, pouco mais de 30 anos depois, os protagonistas desse círculo estão fazendo um apelo desesperado para que a sociedade se desconecte, sob pena de extinguir o que nos resta de humano.

O cenário retratado pelos digerati é quase devastador. A alcunha vem de literati, "homens letrados" em latim, termo adaptado, com uma certa verve, para a era digital. E a narrativa comum é a virada da internet ao avesso: de um imenso território de liberdade e experimentação criativa, ela teria se transformado num loteamento de espaços fechados, simbolizados pela onipresença das redes sociais. Um espaço em que usuários têm dados espionados, ações monitoradas e vontades manipuladas. Mais: esses agrupamentos que se vendem como locais de convivência abertos e gratuitos, portanto próximos do que imaginaram originalmente os digerati, hoje cobram caro. Quase todos os frequentadores são obrigados a ver o que é anunciado ali.

Cientista, compositor e escritor, Jaron Lanier, de 58 anos, foi o criador do conceito de realidade virtual. Fundador da primeira empresa a comercializar essa solução em escala industrial, o novaiorquino é um dos principais articuladores desse movimento. Lanier tem levado seus dreadlocks longuíssimos aos quatro cantos do mundo em uma campanha de alerta contra o que chama de "os impérios de modificação de comportamento", como classificou em sua palestra no TED Talks, em maio. Ele não tem Twitter, Red d it ou Facebook e acaba de lançar o chamado às armas "Ten arguments for deleting your social media accounts right now" ("Dez argumentos para deletar agora sua conta nas redes sociais", em tradução livre).


O mecanismo dos likes

Lanier alega que nas redes sociais o cidadão perde seu livre-arbítrio e se submete ao mecanismo viciante dos likes: "Eles alimentam esses sentimentos, e você fica preso num loop", diz. A discussão é tão procedente que o criador da World Wide Web, o físico inglês Tim Berners-Lee, 63, afirmou, na edição deste mês da revista Vanity Fair, que está "devastado" com os rumos de sua invenção. Ele decidiu desenvolver um antídoto: trabalha no momento em uma plataforma para redescentralizar a internet, para devolver aos usuários o poder e a autonomia sobre os dados que desejam acessar. "Quem quer assegurar que a internet sirva de fato à humanidade está hoje preocupado com o que vê no mundo digital" - diz.

Especialista em estudos de ciência e tecnologia, Sherry Turkle, 70, vai além. E recomenda o desligamento de celulares e redes sociais. Professora do Massachusetts Institute of Technology, ela acompanhou a mudança de comportamento dos usuários online e estudou desde as múltiplas personas que habitavam os mundos artificiais até a egotrip e a alienação que comprometem oconvívio na sociedade real. Turkle é autora do primeiro livro sobre a formação da identidade no ambiente virtual, ''Life on the screen" ("Vida na tela" em tradução livre, de 1995). Em abril, ela publicou um artigo analisando como o crescente repúdio ao Facebook não nos impedirá de seguir ativos na rede social. O motivo? "Ele nos permite ter uma versão melhor de nós mesmos".

Cientista da computação, escritor e ativista do Software Livre, o americano Richard Stallman, 65, discorda da proposta de desconexão total. Com uma forte ressalva. O uso que ele faz é bem peculiar. Stallman não tem celular, não entra em redes sociais e aboliu aplicativos e programas que utilizam software proprietário. Argumenta que eles são desenhados pelas corporações justamente para manipular e controlar dados dos usuários. "As empresas que desenvolvem esses programas têm controle total sobre o que as pessoas fazem. Se quiserem, elas podem espionar usuários, restringilos ou manipulá-los. Estamos indefesos, impotentes perante a vontade das corporações" - afirma.

Todas as mensagens que Stallman envia de seu correio eletrônico chegam com uma declaração de defesa da Constituição dos EUA, num recado a "eventuais agentes federais americanos que estejam lendo". Ele fez a reportagem assumir por escrito que leria 13 artigos sobre software livre e se negou a conversar por Skype ou WhatsApp.

O cientista conta ainda que disse "não, obrigado" ao aprender que todo smartphone, sem exceção, permite às redes telefônicas seguir seus movimentos. E que, segundo ele, quase todo aparelho pode ser convertido num dispositivo de escuta. "Não foi difícil dizer não, já que a alternativa era entregar minha liberdade" - argumenta.

Procurados por O Globo, Facebook e Twitter não se pronunciaram. O Google informou em nota que anunciou em maio novos recursos com o objetivo de ajudar os usuários a recorrer à tecnologia "de forma mais criteriosa, para desconectar quando necessário e criar hábitos saudáveis em suas famílias".

Sérgio Branco, diretor e fundador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, voltado para a promoção de práticas de regulação na área, concorda que as pessoas ainda não se conscientizaram do perigo, especialmente, porque, ele diz, "vive-se a ilusão de que tudo é gratuito". "Jamais será um ato puramente inocente fornecer dados em troca de conteúdo, porque não temos controle sobre o que as empresas farão com eles" - alerta o advogado.

Como exemplo, ele cita um caso revelado pelo documentário As vítimas do Facebook, lançado pelos diretores canadenses Geoff D'Eon e Jay Dahl em 2011. Uma mulher diagnosticada com depressão severa recebeu como indicação médica sair de férias. Levou a mãe a um cruzeiro no Caribe e postou fotos no Facebook. Seu plano de saúde, que monitorava os dados, viu a foto e cancelou o serviço. A alegação? Quem está em depressão profunda não viaja para o Caribe de férias e muito menos celebra a alegria no universo digital.


Redes sociais: outras formas de compartilhar

Se o ciberespaço hoje aparenta ser um lugar ameaçador, a solução para voltarmos a habitar um local seguro e livre pode ser resumida em uma única palavra: conscientização. Stallman, em seu libelo em favor das liberdades individuais, duvida que as empresas desistam de seus lucros para racionalizar o que estão fazendo. Ele aponta uma saída simples e objetiva: "Depende de nós. Precisamos nos recusar a usar programas e plataformas abusivas. A maneira de acabar com o poder das empresas sobre os usuários é insistir em que eles usem software livre. Assim, eles próprios controlariam os programas e poderíam alterá-los. Quando seus amigos disserem que não querem mais usar Facebook, WhatsApp, Skype ou qualquer outro sistema de comunicação viciante, por favor, faça um esforço e coopere. Não descarte a amizade, encontre outras formas de dividir com eles informações sobre eventos sociais" - diz Stallman.

Já Jaron Lanier sugere "voltar o relógio" e reinventar a participação nas redes sociais. Não mais aceitar um ambiente de oferta de conteúdo aparentemente gratuito, mas ajudar a financiar espaços de concentração de conhecimento, em que especialistas de fato possam emitir suas opiniões. "Essa mudança eliminaria as notícias falsas e, no caso de aconselhamento médico, por exemplo, pagar-seia por pareceres de um verdadeiro profissional. Sonho com isso, e acho sim que a transformação é possível" - defende ele.

Tristan Harris, 33, ex-designer de Ética do Google, para onde trabalhou até 2016, se tornou uma espécie de mascote para o time dos radicais livres, ao fundar o Centro de Tecnologia Humana. Ele aposta em quatro soluções: as empresas precisam redesenhar suas interfaces para minimizar nosso tempo de tela; os governos têm de pressionar as empresas de tecnologia para adotarem modelos de negócios humanitários; consumidores se defrontam com a tarefa de assumir o controle de suas vidas digitais através de uma conscientização; e os funcionários das empresas de tecnologia devem se capacitar para construir soluções que melhorem a sociedade.

E como isso se dará no Brasil, que vive a realidade de uma cultura digital especialmente disseminada? Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país conta com uma base instalada de 235,5 milhões de aparelhos celulares (densidade de 112,6 aparelhos para cada 100 habitantes) e 116 milhões de usuários de Internet.


Contatos perdidos

Para a professora da UFRJ e teórica da comunicação Raquel Paiva, a conscientização só podería ocorrer se (ou quando) o usuário brasileiro perceber que está se relacionando mais com máquinas do que com pessoas. "Somos um povo gregário, que necessita de vinculação, precisa do olhar do outro para se ver. O que temo é que as pessoas demorem muito a perceber que não cuidaram do seu entorno, que perderam a sociabilidade e deterioraram o seu convívio e sua capacidade de comunicação" - diz.

Ao descobrir que as informações pessoais dos usuários do Facebook eram vazadas para terceiros, Paiva fechou, de bate-pronto, a conta que tinha na rede social. "Acabei sendo eu a punida, pois perdi o acesso à maioria dos serviços que utilizava no cotidiano, como a compra de produtos orgânicos e roupas alternativas. Também me vi privada do contato com alguns colegas acadêmicos, uma vez que eles passaram a "existir" apenas no âmbito do Facebook" - conta a professora.

O documentarista canadense Geoff D'Eon, diretor de As vítimas do Facebook, diz simpatizar com a crítica dura dos digerati, mas faz ponderação pertinente: "A desconexão em massa, na prática, não vai acontecer. E não iremos resolver problemas sérios, como a explosão de notícias falsas,cyber-bullying, revenge porn, perda de privacidade e vazamento indiscriminado de informação, apenas com a elite intelectual se retirando das redes sociais. O restante da população seguirá, e as corporações vão continuar ganhando dinheiro. É muito tarde para um caminho de volta. Talvez a saída seja pensar melhor no que postar, ser mais consciente e cauteloso em relação ao que e com quem dividimos nossa vida online".

Rosane Serro, O Globo, 7/7/2018.

Assinale a opção que apresenta correta mente um sinônimo para as respectivas paiavras grifadas em negrito no excerto a seguir: "O cenário retratado pelos digerati é quase devastador, A alcunha vem de literati, "homens letrados" em latim, termo adaptado, com uma certa verve, para a era digital"
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1654Q946619 | Matemática, Problemas, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP, 2019

Marina está abastecendo sua academia com novos materiais. Ela precisa comprar pares de halteres, colchonetes e camas elásticas, mas só dispõe de R$ 1 700,00 para essa compra. Comprando 8 pares de halteres e 2 camas elásticas, sua conta será de R$ 1 020,00. Se ela comprar 8 pares de halteres e 16 colchonetes, ela gastará R$ 1 000,00. Se ela comprar 4 camas elásticas e 16 colchonetes, terá um gasto de R$ 1 480,00. Marina decidiu comprar 3 camas elásticas, 8 pares de halteres e o maior número possível de colchonetes sem ultrapassar o valor de R$ 1700,00.
Assim posto, o número de colchonetes que Marina conseguirá comprar é
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1655Q948414 | Literatura, Escolas Literárias, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2018

Em "Lanier alega que nas redes sociais o cidadão perde seu livre-arbítrío" o sentido da expressão em negrito está relacionado à área da:
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1656Q948419 | Literatura, Escolas Literárias, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2018

Sobre Sagarana, de João Guimarães Rosa, é correto afirmar que a grande novidade do narrador reside no modo de ele:
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1657Q946630 | Biologia, Sistema Digestório Humano, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP, 2019

Conforme dados de 2016 do Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira encontra-se com sobrepeso. Esse fenômeno decorre tanto do aumento do sedentarismo quanto do maior consumo de alimentos relativamente mais calóricos, particularmente ricos em
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1658Q946634 | Biologia, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP, 2019

O desenvolvimento da moral em jovens está correlacionado com o comportamento parental, mas o papel das influências genéticas nessa relação ainda não havia sido examinado. Estudando 720 jovens divididos em quatro categorias (que incluíam irmãos gêmeos e não gêmeos), examinamos o quanto alguns aspectos morais estão relacionados com os níveis de conflito no convívio entre os jovens e os pais deles. Os resultados indicam que, em convívios mais conflituosos, o caráter virtuoso dos jovens se deve principalmente a influências hereditárias. Em contraste, em convívios mais harmoniosos, o senso de responsabilidade dos jovens se deve principalmente a influências ambientais. Essas descobertas ressaltam a influência hereditária na formação da moral, que anteriormente era assumida como apenas influenciada pelo ambiente, enfatizando a complexidade dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento do caráter dos seres humanos. <http://tinyurl.com/y5vc46uy> Acesso em: 25.06.2019. Adaptado.
Considerando as informações apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.
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1659Q950987 | Português, Gêneros Textuais, Vestibular, IFPR, FUNTEF PR, 2018

Considerando o texto, selecione, entre as alternativas, o dizer popular ao qual se pode relacionar algum fragmento dele, ou sua totalidade.
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1660Q950989 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, IFPR, FUNTEF PR, 2018

Texto associado.
O adiado avô.

Mia Couto.
Nossa irmã Glória pariu e foi motivo de contentamentos familiares. Todos festejaram, exceto o nosso velho, Zedmundo Constantino Constante, que recusou ir ao hospital ver a criança. No isolamento de seu quarto hospitalar, Glória chorou babas e aranhas. Todo o dia seus olhos patrulharam a porta do quarto. A presença de nosso pai seria a bênção, tão esperada quanto o seu próprio recém-nascido. - Ele há-de vir, há-de vir. Não veio. Foi preciso trazerem o miúdo a nossa casa para que o avô lhe passasse os olhos. Mas foi como um olhar para nada. Ali no berço não estava ninguém. Glória reincidiu no choro. (...). Suplicou a sua mãe Dona Amadalena. Ela que falasse com o pai para que este não mais a castigasse. Falasse era fraqueza de expressão: a mãe era muda, a sua voz esquecera de nascer. O menino disse as primeiras palavras e, logo, o nosso pai Zedmundo desvalorizou: - Bahh! Contrariava a alegria geral. À mana Glória já não restava sombra de glória. (...) O homem sempre acinzentava a nuvem. Mas Zedmundo, no capítulo das falas, tinha a sua razão: nós, pobres, devíamos alargar a garganta não para falar, mas para melhorengolir sapos. - E é o que repito: falar é fácil. Custa é aprender a calar. E repetia a infinita e inacabada lembrança, esse episódio que já conhecíamos de salteado. Mas escutamos, em nosso respeitoso dever. Que uma certa vez, o patrão português, perante os restantes operários, lhe intimou: - Você, fulano, o que é que pensa? Ainda lhe veio à cabeça responder: preto não pensa, patrão. Mas preferiu ficar calado. - Não fala? Tem que falar, meu cabrão. Curioso: um regime inteiro para não deixar nunca o povo falar e a ele o ameaçavam para que não ficasse calado. E aquilo lhe dava um tal sabor de poder que ele se amarrou no silêncio. E foram insultos. Foram pancadas. E foi prisão. Ele entre os muitos cativos por falarem de mais: o único que pagava por não abrir a boca. - Eu tão calado que parecia a vossa mãe, Dona Amadalena, com o devido respeito... Meu velho acabou a história e só minha mãe arfou a mostrar saturação. Dona Amadalena sempre falara suspiros. Porém, em tons tão precisos que aquilo se convertera em língua. Amadalena suspirava direito por silêncios tortos. (...) A mulher puxou-o para o quarto. Ali, no côncavo de suas intimidades, o velho Zedmundo se explicou. (...). Eu não sou avô, eu sou eu, Zedmundo Constante. Agora, ele queria gozar o merecido direito: ser velho. A gente morre ainda com tanta vida! - Você não entende, mulher, mas os netos foram inventados para, mais uma vez, nos roubarem a regalia de sermos nós. E ainda mais se explicou: primeiro, não fomos nós porque éramos filhos. Depois, adiámos o ser porque fomos pais. Agora, querem-nos substituir pelo sermos avós. (...)
A linguagem do texto é marcada por uma profusão de recursos literários, entre os quais, a intertextualidade. Assinale a alternativa que registra esse recurso.
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