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Questões de Concursos Vestibular

Resolva questões de Vestibular comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1741Q1063030 | Direito Processual Civil, Arguição de Impedimento e Suspeição, Vestibular, ENAM, FGV, 2024

Santos move ação em face de Leopoldina, distribuída ao Juízo no qual o magistrado é o cunhado da ré. Logo após a distribuição, Santos foi informado de que a esposa do juiz era irmã da ré. No entanto, confiou nos comentários sobre a imparcialidade do julgador e preferiu nada alegar, de modo a evitar constrangimento. Depois de obter sentença desfavorável e inferir que o juiz foi parcial, Santos mudou de ideia.

Sobre a hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.
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1742Q1063032 | Direito Processual Civil, Formação do Processo e Petição Inicial, Vestibular, ENAM, FGV, 2024

Em ação voltada à anulação de contrato por coação, e assim do débito nele constante, após contestação e réplica, recusada a conciliação e saneado o feito, o juiz abre a fase de prova, destinada a demonstrar se ocorreu a coação, fundamento único da petição inicial para a alegada invalidade. Como o juiz deferiu prova documental suplementar, o autor solicitou que o réu fosse compelido a exibir uma série de documentos. Segundo o autor, esses documentos seriam aptos a demonstrar, por si, que, ainda se afastada a coação, o valor do contrato já estava quitado, de modo que o débito deveria ser declarado extinto, mesma consequência material do pedido formulado.

Sobre a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
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1743Q945818 | Física, Conteúdos Básicos, Vestibular, USP, FUVEST, 2019

Em 20 de maio de 2019, as unidades de base do Sistema Internacional de Unidades(SI) passaram a ser definidas a partir de valores exatos de algumas constantes físicas. Entre elas, está a constante de Planck ݄h, que relaciona a energia E de um fóton (quantum de radiação eletromagnética) coma sua frequência݂ f na forma E = hf.
A unidade da constante de Planck em termos das unidades de base do SI (quilograma, metro e segundo) é:
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1744Q948390 | Matemática, Porcentagem, Vestibular, FPS, FPS

As stated by the researchers, a “dose response”(paragraph 2) stands for:
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1745Q946605 | Química, Transformações Químicas, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP, 2019

Um produtor rural, da Chapada Diamantina, instalou um biodigestor na propriedade e usa o gás produzido pelo equipamento para cozinhar. Com o sistema, economiza na compra do gás de cozinha convencional. “Eu não tenho mais esse problema. Me livrei da conta de gás, agora eu quero me livrar da conta de luz”. <https://tinyurl.com/ycz9v44p> Acesso em: 25.05.2019. Adaptado.

Considere que a massa molar do principal componente do biogás é 16 g/mol e que sua combustão completa produz 802 kJ/mol, nas condições experimentais. A quantidade de energia gerada ao final de um dia, em que houve a formação de 1 kg desse componente do biogás é
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1746Q689333 | Conhecimentos Gerais, Vestibular, IFPR, FUNTEF PR, 2018

A interpretação de índices estatísticos é fundamental para se compreender as características dos habitantes de uma cidade, região ou país. Dessa forma, se um país tem elevada expectativa de vida (mais de 80 anos) e baixa taxa de fecundidade, podemos afirmar que:
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1747Q948430 | Conhecimentos Gerais, Política, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2018

"O homem de Estado, quando as circunstâncias impõem uma decisão excepcionai de amplas repercussões e profundos efeitos na vida do país, acima das deliberações ordinárias da atividade governamental, não pode fugir ao dever de tomá-la, assumindo, perante a sua consciência e a consciência dos seus concidadãos, as responsabilidades inerentes à alia função que lhe foi delegada pela confiança nacional"

Getúlio Vargas, Proclamação ao Povo Brasileiro (1937)

Getúlio Vargas foi líder da Revolução de 1930 e governou o país até 1945. Dentre as características socioeconômicas do governo instituído a partir de 1937, administração conhecida como Estado Novo, pode-se ressaltar que:

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1748Q950224 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP

Texto associado.
Leia o texto para responder a questão.

Trump assina decreto que altera política americana com Cuba

São Paulo e Washington – O presidente Donald Trump defendeu o embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba e condicionou avanços na relação bilateral a mudanças políticas na ilha na direção de eleições livres, libertação de presos políticos e respeito à liberdade de expressão. “Eu estou cancelando o acordo completamente unilateral da última administração com Cuba”, declarou em discurso realizado nesta sexta-feira, 16, em Miami.
Apesar da declaração, Trump reviu apenas questões pontuais da política anunciada por Barack Obama no dia 17 de dezembro de 2014. As mudanças acabam com a possibilidade de viagens individuais para a ilha e proíbem gastos em estabelecimentos turísticos controlados pelo Exército e pelos setores de inteligência e segurança do país. “Lucros provenientes do turismo foram diretamente para as forças armadas”, afirmou.
Além da reversão desses pontos, a grande transformação foi de tom e na sinalização do futuro da relação bilateral. Enquanto Obama defendeu o levantamento do embargo, Trump prometeu reforçá-lo. A agressividade retórica contra o governo de Raúl Castro também indica uma desaceleração do ritmo de normalização das relações bilaterais.
Um dos objetivos do novo acordo, explicou Trump, é garantir que a população cubana seja beneficiada diretamente. O presidente norte-americano, entretanto, buscou frisar que ‘atrocidades’ cometidas desde o início do regime dos irmãos Castro não serão toleradas e insinuou que o governo de Barack Obama negligenciou a prática de crimes contra a população da ilha.
<http://tinyurl.com/y8ol93q4> Acesso em: 17/06/2017. Adaptado.
De acordo com as informações presentes no texto, assinale a alternativa que melhor descreve a postura de Donald Trump em relação ao país governado por Raúl Castro.
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1749Q950244 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, UNIVESP, VUNESP, 2018

Texto associado.
Leia o trecho de Menino de engenho, de José Lins do Rego, para responder a questão.

Eu passava o dia inteiro rondando os oficiais nas suas confidências. Contavam a história de uns carpinas num engenho do Brejo.
– O senhor de engenho só mandava para eles bacalhau, na janta e no almoço. Passavam o dia inteiro bebendo água com a boca seca. Um dia um deles disse para o negro que não gostava de bacalhau, que não aguentava mais aquilo. No outro dia o tabuleiro com a comida chegou: era peru. E peru de tarde. E a semana toda, peru. Num domingo, o mestre saiu para dar umas voltas nos arredores. Viu um negro com uma porção de urubus nas costas:
– O que é isto, moleque?
– É peru pros carpinas.
Os oficiais anoiteceram e não amanheceram na propriedade. E rebentou ferida pelo corpo deles. Estiveram para morrer um tempão.
(Menino de engenho. Rio de Janeiro, José Olympio, 2000)
Condizente com a estética do realismo brasileiro, a linguagem de Dom Casmurro caracteriza-se por
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1750Q951041 | Inglês, Vestibular, UFPR, NC UFPR, 2018

Texto associado.

Ancient dreams of intelligent machines: 3,000 years of robots


The French philosopher René Descartes was reputedly fond of automata: they inspired his view that living things were biological machines that function like clockwork. Less known is a strange story that began to circulate after the philosopher’s death in 1650. This centred on Descartes’s daughter Francine, who died of scarlet fever at the age of five.

According to the tale, a distraught Descartes had a clockwork Francine made: a walking, talking simulacrum. When Queen Christina invited the philosopher to Sweden in 1649, he sailed with the automaton concealed in a casket. Suspicious sailors forced the trunk open; when the mechanical child sat up to greet them, the horrified crew threw it overboard.

The story is probably apocryphal. But it sums up the hopes and fears that have been associated with human-like machines for nearly three millennia. Those who build such devices do so in the hope that they will overcome natural limits – in Descartes’s case, death itself. But this very unnaturalness terrifies and repulses others. In our era of advanced robotics and artificial intelligence (AI), those polarized responses persist, with pundits and the public applauding or warning against each advance. Digging into the deep history of intelligent machines, both real and imagined, we see how these attitudes evolved: from fantasies of trusty mechanical helpers to fears that runaway advances in technology might lead to creatures that supersede humanity itself.

(Disponível em: <https://www.nature.com/articles/d41586-018-05773-y)

In the sentence “Those who build such devices do so in the hope that they will overcome natural limits …”, the underlined word refers to:
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1751Q945971 | Espanhol, Vestibular, CEDERJ, CECIERJ, 2019

Texto associado.
AMAZONÍA INCENDIOS

Las reservas concentran la mitad de los incendios en el estado brasileño de Amazonas
EFE Humaitá (Brasil) - 8 sep. 2019

Las reservas, tanto ambientales como indígenas y de recolectores artesanales, han sido las víctimas del 44 % de los incendios forestales registrados este año en Amazonas, el mayor de los nueve estados brasileños en la Amazonía, según datos oficiales divulgados este domingo.
De los 8.915 incendios forestales contabilizados entre el 1 de enero y el 7 de septiembre en el estado de Amazonas, 3.923 fueron registrados en unidades de conservación ambiental, reservas indígenas o áreas de asentamiento para recolectores, según los datos del Instituto de Protección Ambiental de Amazonas (Ipaam).
Los incendios en la Amazonía alcanzaron en los ocho primeros meses de 2019 su mayor nivel para el período en siete años y las imágenes de la mayor selva tropical del mundo ardiendo han dado la vuelta al mundo, generado una gran alarma mundial y provocado protestas contra el presidente brasileño, el ultraderechista Jair Bolsonaro, cuestionado por su retórica antiambientalista.
La concentración de los incendios en reservas ha llevado al gobierno regional de Amazonas a invertir en la formación de brigadas antiincendio entre los indios de la región para facilitar el combate inmediato a los focos de fuego que se registren en sus tierras. El intenso y efectivo trabajo de los bomberos indígenas de la etnia Tenharim en el combate al fuego fue constatado por Efe en una visita a áreas boscosas de Humaitá, uno de los principales municipios del sur del estado de Amazonas.
Amazonas es el tercer estado que más ha sufrido con los incendios este año pero, por su ubicación más alejada de las principales áreas de cultivo, su situación no es tan grave como la registrada por los estados de Mato Grosso (18.399 incendios este año) y el vecino Pará (13.236 focos de fuego).
Sin embargo, los 6.669 incendios registrados en agosto en el estado de Amazonas constituyeron un récord para el mes y un salto expresivo en comparación con los 1.371 focos de calor contabilizados en julio, los 57 de junio o los 21 de mayo.
Para combatir los incendios en el estado este año, el gobierno regional de Amazonas montó una fuerza tarea con 800 hombres, incluyendo los bomberos indígenas, que es enviada a los diferentes municipios de la región sur del estado según las necesidades y la identificación de nuevos focos.
La movilización militar fue la primera -y hasta ahora más efectiva- medida adoptada por el jefe de Estado brasileño tras la alarma mundial generada por la multiplicación de los incendios.
"Con los nuevos equipos reforzando la acción en las áreas afectadas conseguimos una significativa reducción del número de incendios en los primeros días de septiembre", afirmó el director del Ipaam, Juliano Valente. De acuerdo con los datos del organismo, el estado de Amazonas registró entre el 1 y el 5 de septiembre 525 incendios, con una reducción de 70% frente al mismo período de 2018 (1.776 focos).
Esa reducción permitió que Amazonas cayera en septiembre del tercer al quinto lugar en la lista de los estados de Brasil con más incendios y que ningún municipio de este estado apareciera en la lista de los 10 con más focos en el país. La reducción de los incendios en los últimos días fue generalizada en todo Brasil gracias a la tardía reacción del Gobierno y permitió que el número de focos de fuego entre el 1 de enero y el 7 de septiembre de este año se ubicara en 97.972, aún muy por encima del mismo período de 2018 (68.319) pero no tan superior al mismo período en 2017 (89.008) o 2016 (90.493).

Disponible en: <https://www.efe.com/efe/america/sociedad/las-reservas-
-concentran-la-mitad-de-los-incendios-en-el-estado-brasileno-amazonas/20000013-4059448#>. Acesso em 7 out. 2019.

La agencia de noticias EFE constató, en una visita al sur del Estado de Amazonas, la
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1752Q951362 | Inglês, Vestibular, UEMG, UEMG, 2019

Texto associado.

Fire Devastates Brazil's Oldest Science Museum

The overnight inferno likely claimed fossils, cultural artifacts, and more irreplaceable collections amassed over 200 years.

By Michael Greshko ______________________________________

PUBLISHED September 6, 2018


Major pieces of Brazil's scientific and cultural heritage went up in smoke on September 2, as a devastating fire ripped through much of Rio de Janeiro's Museu Nacional, or National Museum. Founded in 1818, the museum is Brazil's oldest scientific institution and one of the largest and most renowned museums in Latin America, amassing a collection of some 20 million scientifically and culturally invaluable artifacts.

The Museu Nacional's holdings include Luzia, an 11,500-year-old skull considered one of South America's oldest human fossils, as well as the bones of uniquely Brazilian creatures such as the long-necked dinosaur Maxakalisaurus. Because of the auction tastes of Brazil's 19th-century emperors, the Museu Nacional also ended up with Latin America's oldest collection of Egyptian mummies and artifacts.

Even the building holds historical importance: It housed the exiled Portuguese royal family from 1808 to 1821, after they fled to Rio de Janeiro in 1807 to escape Napoleon. The complex also served as the palace for Brazil's post-independence emperors until 1889, before the museum collections were transferred there in 1902. In an September 5 email, Museu Nacional curator Débora Pires wrote that the entomology and arachnology collections were completely destroyed, as was most of the mollusk collection. However, technicians had braved the fire to save 80 percent of the mollusk holotypes—the specimens that formally serve as the global references for a given species. The museum's vertebrate specimens, herbarium, and library were housed separately and survived the fire.

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An Irreplaceable Loss

It's not yet clear how the fire started, but it did begin after the museum was closed to the public, and no injuries have yet been reported. Firefighters worked through the night to douse the burnt-out shell of the main building, but it seems the blaze has already seared a gaping hole in many scientists' careers.

“The importance of the collections that were lost couldn't be overstated,” says Luiz Rocha, a Brazilian ichthyologist now at the California Academy ofSciences who has visited the Museu Nacional several times to study its collections. “They were unique as it gets: Many of them were irreplaceable, there's no way to put a monetary value on it.”

“In terms of [my] life-long research agenda, I'm pretty much lost,” says Marcus Guidoti, a Brazilian entomologist finishing up his Ph.D. in a program co-run by Brazil's Federal University of Rio Grande do Sul.

Guidoti studies lace bugs, an insect family with more than 2,000 species worldwide. The Museu Nacional held one of the world's largest lace bug collections, but the fire likely destroyed it and the rest of the museum's five million arthropod specimens. “Those type specimens can't be replaced, and they are crucial to understand the species,” he says by text message. “If I was willing to keep working on this family in this region of the globe, this was definitely a big hit.”

Paleontologist Dimila Mothé, a postdoctoral researcher at the Federal University of the State of Rio de Janeiro, adds that the blows to science extend beyond the collections themselves. “It's not only the cultural history, the natural history, but all the theses and research developed there,” she says. “Most of the laboratories there were lost, too, and the research of several professors. I'm not sure you can say the impact of what was lost.”

Brazil’s indigenous knowledge also has suffered. The Museu Nacional housed world-renowned collections of indigenous objects, as well as many audio recordings of indigenous languages from all over Brazil. Some of these recordings, now lost, were of languages that are no longer spoken.

“I have no words to say how horrible this is,” says Brazilian anthropologist Mariana Françozo, an expert on South American indigenous objects at Leiden University. “The indigenous collections are a tremendous loss … we can no longer study them, we can no longer understand what our ancestors did. It’s heartbreaking.”

On Monday, The Brazilian publication G1 Rio reported that ashes of burned documents—some still flecked in notes or illustrations—have rained down from the sky more than a mile away from the Museu Nacional, thrown aloft by the inferno.

(…)

Editor's Note: This story was updated on September 6, 2018, with new details about which artifacts survived the fire.

Taken from: https://www.nationalgeographic.com/science/2018/09/news-museu-nacional-fire-rio-de-janeiro-natural-history/. Access: 11 dez. 2018.

In the excerpt “Founded in 1818, the museum is Brazil's oldest scientific institution and one of the largest and most renowned museums in Latin America” we have 3 (three) occurrences of:
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1753Q679005 | Português, Figuras de Linguagem, Vestibular, UNIFESP, VUNESP, 2019

Texto associado.
Leia a crônica “Inconfiáveis cupins”, de Moacyr Scliar, para responder à questão.

Havia um homem que odiava Van Gogh. Pintor desconhecido, pobre, atribuía todas suas frustrações ao artista holandês. Enquanto existirem no mundo aqueles horríveis girassóis, aquelas estrelas tumultuadas, aqueles ciprestes deformados, dizia, não poderei jamais dar vazão ao meu instinto criador.
Decidiu mover uma guerra implacável, sem quartel, às telas de Van Gogh, onde quer que estivessem. Começaria pelas mais próximas, as do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Seu plano era de uma simplicidade diabólica. Não faria como outros destruidores de telas que entram num museu armados de facas e atiram-se às obras, tentando destruí-las; tais insanos não apenas não conseguem seu intento, como acabam na cadeia. Não, usaria um método científico, recorrendo a aliados absolutamente insuspeitados: os cupins.
Deu-lhe muito trabalho, aquilo. Em primeiro lugar, era necessário treinar os cupins para que atacassem as telas de Van Gogh. Para isso, recorreu a uma técnica pavloviana. Reproduções das telas do artista, em tamanho natural, eram recobertas com uma solução açucarada. Dessa forma, os insetos aprenderam a diferenciar tais obras de outras.
Mediante cruzamentos sucessivos, obteve um tipo de cupim que só queria comer Van Gogh. Para ele era repulsivo, mas para os insetos era agradável, e isso era o que importava.
Conseguiu introduzir os cupins no museu e ficou à espera do que aconteceria. Sua decepção, contudo, foi enorme. Em vez de atacar as obras de arte, os cupins preferiram as vigas de sustentação do prédio, feitas de madeira absolutamente vulgar. E por isso foram detectados.
O homem ficou furioso. Nem nos cupins se pode confiar, foi a sua desconsolada conclusão. É verdade que alguns insetos foram encontrados próximos a telas de Van Gogh. Mas isso não lhe serviu de consolo. Suspeitava que os sádicos cupins estivessem querendo apenas debochar dele. Cupins e Van Gogh, era tudo a mesma coisa.
(O imaginário cotidiano, 2002.)
Em “Mediante cruzamentos sucessivos, obteve um tipo de cupim que só queria comer Van Gogh” (5° parágrafo), o cronista recorre à figura de linguagem denominada:
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1754Q946019 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, FATEC, FATEC, 2019

Texto associado.
Empresa transforma seu laptop escolar em ‘e-book’

Os fabricantes de produtos eletrônicos deram mais um passo na evolução do mercado dos laptops escolares. Uma empresa americana apresentou um protótipo da nova versão de seu Classmate, um computador portátil criado especialmente para uso em sala de aula. O jornal Valor Econômico teve acesso com exclusividade ao equipamento, que começará a chegar ao mercado no segundo trimestre de 2010.
A bateria do equipamento, que na versão atual dura no máximo seis horas, foi estendida para até oito horas e meia. A principal novidade, no entanto, é a capacidade de converter o equipamento em um suporte diferenciado de livros digitais. O aluno pode girar a tela e, com a ponta do dedo, “folhear” as páginas do livro; pode também fazer anotações usando uma caneta acoplada ao computador. Um software de colaboração permite que os estudantes compartilhem, instantaneamente, os arquivos e o conteúdo mostrados na tela.
Enquanto olha para licitações públicas, a empresa também corre para fechar acordo com fabricantes e redes varejistas, que deverão colocar os novos laptops da empresa nas prateleiras nos próximos meses.
BORGES, André. Valor Econômico, 07.03.2010. Adaptado. Questão 50 Questão 51 PORTUGUÊS L
Assinale a alternativa em que o trecho do último parágrafo do texto esteja corretamente interpretado.
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1755Q946024 | Física, Dinâmica, Vestibular, FATEC, FATEC, 2018

A análise dos padrões genéticos e ecológicos de diversas espécies foi fundamental para a emergência de um novo campo de pesquisa no final do século XX: a Sociobiologia, segundo a qual a predominância do trabalho coletivo sobre o individual é uma das condições para a existência de sociedades complexas, como as encontradas entre os Hymenoptera (formigas, abelhas), os Isoptera (cupins) e os Homo sapiens. Entretanto, algumas espécies perderam evolutivamente a capacidade de trabalhar coletivamente.
A predominância do trabalho individual sobre o coletivo nas espécies que perderam a capacidade de trabalhar coletivamente é, necessariamente, explicada por alterações nas relações ecológicas do tipo
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1756Q678506 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2019

Texto associado.
DA LÓGICA DA POLÍTICA À LÓGICA DA MÍDIA: ENTRE DEMOCRACIA E ENTRETENIMENTO
Luís Mauro Sá Martino


As relações entre política e entretenimento vêm sendo um objeto privilegiado de investigação tanto no campo das Ciências Sociais como no da Comunicação. Dentre os vários focos, seria possível destacar a preocupação com as formas de concepções de política presentes na arte, questões de política cultural e o engajamento de artistas, canções e movimentos musicais em atividades de natureza política – a canção de protesto, nesse sentido, seria o caso mais explícito. Se a perspectiva crítica foi, em algum momento, dominante, proposições recentes vêm procurando contrabalançar essa questão
O argumento deste ensaio é que a política está tomando a forma do entretenimento porque ela não seria entendida de outra maneira. Boa parte das referências coletivas contemporâneas estão articuladas com os ambientes da mídia e os discursos em circulação nesses espaços, fazendo parte de uma “cultura digital”, “cultura de massa”, “cultura da mídia” ou mesmo “popular culture”, como preferem os anglo-saxões, em uma acepção de “popular” que fica em diagonal com a dos discursos teóricos latino-americanos. O semiólogo francês Roland Barthes (1915-1980), em seu trabalho pioneiro de análise da mídia, sugeria que as “mitologias modernas” – tramas de novelas, trechos de filmes, episódios de séries, canções populares e rock’n’roll – estão muito mais presentes na memória, tanto individual como coletiva, do que outras formas de narrativa.
O “mundo vivido”, no dizer do filósofo alemão Edmund Husserl (1859-1938), está permeado de elementos dos meios de comunicação; eles formam nossa memória e os discursos coletivos, permitem associações e identificações individuais e sociais, expressam sentimentos e aspirações. Estão vinculados às condições materiais de sua produção e às relações sociais, mas, ao mesmo tempo em que as expressam, também as transcendem – a dialética da produção cultural, em alguma medida, parece se direcionar para esse aparente paradoxo que, no entanto, se dissolve quando se lembra que essa, em alguma medida, é a própria dinâmica da sociedade.
Isso não é superdimensionar o poder da mídia e sua articulação com a política da vida cotidiana. Se ela tem a série de prerrogativas, é porque está presente em algo mais amplo chamado “vida humana”, que certamente não depende apenas dos ambientes midiáticos, mas está em constante articulação com eles dentro de um processo de midiatização.
O sentido das mensagens da mídia é negociado em seu uso pelos indivíduos, entendidos como sujeitos históricos e sociais, dotados de vínculos, sentimentos, afetos, razão. Sua presença inicialmente se deve muito mais à maneira como ela se articula e se relaciona com outras instâncias da vida social, articulando-se em termos de um “ambiente”.


A realidade compartilhada
O filósofo norte-americano William James (1842-1910) foi um dos primeiros a chamar a atenção para esse fenômeno: vivemos em múltiplas realidades, mas quase não nos damos conta disso e, na maior parte dos casos, essa pluralidade é deixada de lado e comprimida em uma entidade singular, a realidade. E, nesse sentido, boa parte de nossa experiência cotidiana está relacionada de alguma maneira com as interações mediadas.
Em primeiro lugar, pela onipresença das redes de comunicação. As tecnologias de comunicação, transformadas em miniaturas e acopladas ao corpo humano, permitem uma interação mais rápida e ampla com outros seres humanos, mas também com outros canais de informações, como jamais foi experimentado na história. Se é possível dizer que a realidade é relacional, é possível argumentar também que essas relações são hoje mais mediadas do que em qualquer outra época. O acoplamento de dispositivos tecnoeletrônicos ao corpo humano – alguns autores chamariam de “pós-humano” – torna possível a criação e a experiência do “mundo real” em ambientes antes inimagináveis, múltiplos e simultâneos. Em qualquer lugar posso estar ligado simultaneamente a várias realidades, sobretudo quando se leva em conta a noção de “múltiplas realidades” mencionada por James.
Mesmo em um plano mais amplo, é praticamente impossível escapar da presença da mídia em qualquer espaço, seja como o som ambiente de um supermercado, seja nas telas eletrônicas presentes nos lugares mais inesperados ou no toque do smartphone. A torrente de informações, inesgotável, não é apreendida em sua totalidade pelos cinco sentidos, e aí também encontra lugar um intenso processo de negociação na dinâmica entre emissor, mensagem e receptor – se essas categorias ainda têm alguma validade para definir os parâmetros da comunicação contemporânea. Essa torrente não é nova e, quando se leva em consideração o desenvolvimento de uma cultura vinculada à mídia desde o final do século XIX, seria possível dizer que, de alguma maneira, a história cultural dos séculos XX e XXI está ligada aos discursos produzidos nos e pelos meios de comunicação e à sua apropriação e ressignificação pelos indivíduos.
Ao menos nas grandes cidades, seria difícil encontrar alguém nascido após 1950 que não tenha, em suas memórias pessoais, lembranças da televisão, do cinema e do rádio. O repertório das pessoas está povoado de personagens de filmes e novelas, cenas de cinema, música popular, MPB, rock’n’roll, citações de séries de televisão. (Texto adaptado).
De acordo com o texto, é correto afirmar que, em uma cultura vinculada às mídias, o entretenimento:
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1757Q945798 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, USP, FUVEST, 2019

Texto associado.
TEXTOS PARA A QUESTÃO

Os textos literários são obras de discurso, a que falta a imediata referencialidade da linguagem corrente; poéticos, abolem, “destroem” o mundo circundante, cotidiano, graças à função irrealizante da imaginação que os constrói. E prendem‐nos na teia de sua linguagem, a que devemo poder de apelo estético que nos enleia; seduz‐nos o mundo outro, irreal, neles configurado (...). No entanto, da adesão a esse “mundo de papel”, quando retornamos ao real, nossa experiência, ampliada e renovada pela experiência da obra, à luz do que nos revelou, possibilita redescobri‐lo, sentindo‐o e pensando‐o de maneira diferente e nova. A ilusão, a mentira, o fingimento da ficção, aclara o real ao desligar‐se dele, transfigurando‐o; e aclara‐o já pelo insight que em nós provocou.
Benedito Nunes, “Ética e leitura”, de Crivo de Papel.

O que eu precisava era ler um romance fantástico, um romance besta, em que os homens e as mulheres fossem criações absurdas, não andassem magoando‐se, traindo‐se. Histórias fáceis, sem almas complicadas. Infelizmente essas leituras já não me comovem.
Graciliano Ramos, Angústia.

Romance desagradável, abafado, ambiente sujo, povoado de ratos, cheio de podridões, de lixo. Nenhuma concessão ao gosto do público. Solilóquio doido, enervante.
Graciliano Ramos, Memórias do Cárcere, em nota a respeito de seu livro Angústia.
Para Graciliano Ramos, Angústia não faz concessão ao gosto do público na medida em que compõe uma atmosfera
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1758Q951437 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, UNIFESP, VUNESP, 2018

Texto associado.

Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão.


Sou um evadido.

Logo que nasci

Fecharam-me em mim,

Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa

Do mesmo lugar,

Do mesmo ser

Por que não se cansar?


Minha alma procura-me

Mas eu ando a monte1,

Oxalá que ela

Nunca me encontre.


Ser um é cadeia

Ser eu é não ser.

Viverei fugindo

Mas vivo a valer.

(Obra poética, 1997.)

1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.

A fuga retratada no poema é uma fuga
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1759Q945316 | História, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2024

Em 2004, Néstor Kirchner – presidente argentino à época – cedeu à sociedade civil a Escola de Mecânica da Marinha (ESMA), um antigo centro clandestino de detenção e tortura durante a ditadura (1976 e 1983). O motivo era a construção de uma espécie de museu nacional da memória das atrocidades cometidas pelo regime. Entre as imagens das mães e avós da Plaza de Mayo, entre organizações de luta que celebravam o reconhecimento de um trabalho sustentado por décadas, emergia ao lado do palco uma imagem disruptiva: um poncho vermelho. Destacava-se um rosto indígena. Era um dos líderes do Movimento Indígena Argentino; o líder pedia a inclusão dos povos originários no futuro museu: “A questão não é – como os antropólogos fazem – simplesmente sermos incluídos em um museu, como se estivéssemos apenas sendo adicionados. Queremos fazer parte da história nacional."
(Adaptado de RUFER, M. Nación y condición pos-colonial. In: BIDASECA, K. (Org.) Genealogías críticas de la colonialidad en América Latina, África, Oriente. Buenos Aires: CLACSO, 2016.)
Tendo em vista seus conhecimentos sobre memória política na Argentina e considerando as informações do texto, é correto afirmar que
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1760Q945320 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2024

O excerto a seguir, do livro Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol, narra o encontro entre a protagonista e o Gato de Cheshire:
O Gato apenas sorriu ao avistá-la. Alice achou que ele parecia afável. Mas como tinha garras muito compridas e dentes bem graúdos, sentiu que devia tratá-lo com respeito. – Gatinho de Cheshire – começou a dizer timidamente, sem ter certeza se ele gostaria de ser tratado assim, mas ele apenas abriu um pouco mais o sorriso. “Ótimo, parece que ele gostou”, pensou ela, e prosseguiu: – Podia me dizer, por favor, qual é o caminho para sair daqui? – Isso depende muito do lugar para onde você quer ir – disse o Gato. – Não me importa onde... – disse Alice. – Nesse caso não importa por onde você vá – disse o Gato. – ...conquanto que eu chegue a algum lugar – acrescentou Alice como explicação. – É claro que isso acontecerá – disse o Gato –, desde que você ande por algum tempo.
(CARROLL, L. Aventuras de Alice no país das maravilhas. Tradução de Sebastião Uchoa Leite. São Paulo: Editora 34, p. 68-69, 2016.)

A partir da leitura do trecho e da compreensão do todo da narrativa, pode-se afirmar que o excerto é um exemplo
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