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Questões de Concursos Vestibular

Resolva questões de Vestibular comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


841Q950588 | Matemática, Seno, Vestibular, UEMG, AOCP, 2018

Um professor preparou dois tipos de provas, A e B. Na prova A, inseriu 3 questões de Análise Combinatória e 4 questões de Probabilidade; na prova B, inseriu 6 questões de Análise Combinatória e 2 questões de Probabilidade. Na véspera da prova, para verificar o preparo dos alunos para a prova, escolheu, ao acaso, um tipo de prova e dele escolheu, também ao acaso, uma questão. Sabendo que a questão escolhida foi de Análise Combinatória, qual é a probabilidade de essa questão fazer parte da prova do tipo A?
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842Q678505 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2019

Texto associado.
DA LÓGICA DA POLÍTICA À LÓGICA DA MÍDIA: ENTRE DEMOCRACIA E ENTRETENIMENTO
Luís Mauro Sá Martino


As relações entre política e entretenimento vêm sendo um objeto privilegiado de investigação tanto no campo das Ciências Sociais como no da Comunicação. Dentre os vários focos, seria possível destacar a preocupação com as formas de concepções de política presentes na arte, questões de política cultural e o engajamento de artistas, canções e movimentos musicais em atividades de natureza política – a canção de protesto, nesse sentido, seria o caso mais explícito. Se a perspectiva crítica foi, em algum momento, dominante, proposições recentes vêm procurando contrabalançar essa questão
O argumento deste ensaio é que a política está tomando a forma do entretenimento porque ela não seria entendida de outra maneira. Boa parte das referências coletivas contemporâneas estão articuladas com os ambientes da mídia e os discursos em circulação nesses espaços, fazendo parte de uma “cultura digital”, “cultura de massa”, “cultura da mídia” ou mesmo “popular culture”, como preferem os anglo-saxões, em uma acepção de “popular” que fica em diagonal com a dos discursos teóricos latino-americanos. O semiólogo francês Roland Barthes (1915-1980), em seu trabalho pioneiro de análise da mídia, sugeria que as “mitologias modernas” – tramas de novelas, trechos de filmes, episódios de séries, canções populares e rock’n’roll – estão muito mais presentes na memória, tanto individual como coletiva, do que outras formas de narrativa.
O “mundo vivido”, no dizer do filósofo alemão Edmund Husserl (1859-1938), está permeado de elementos dos meios de comunicação; eles formam nossa memória e os discursos coletivos, permitem associações e identificações individuais e sociais, expressam sentimentos e aspirações. Estão vinculados às condições materiais de sua produção e às relações sociais, mas, ao mesmo tempo em que as expressam, também as transcendem – a dialética da produção cultural, em alguma medida, parece se direcionar para esse aparente paradoxo que, no entanto, se dissolve quando se lembra que essa, em alguma medida, é a própria dinâmica da sociedade.
Isso não é superdimensionar o poder da mídia e sua articulação com a política da vida cotidiana. Se ela tem a série de prerrogativas, é porque está presente em algo mais amplo chamado “vida humana”, que certamente não depende apenas dos ambientes midiáticos, mas está em constante articulação com eles dentro de um processo de midiatização.
O sentido das mensagens da mídia é negociado em seu uso pelos indivíduos, entendidos como sujeitos históricos e sociais, dotados de vínculos, sentimentos, afetos, razão. Sua presença inicialmente se deve muito mais à maneira como ela se articula e se relaciona com outras instâncias da vida social, articulando-se em termos de um “ambiente”.


A realidade compartilhada
O filósofo norte-americano William James (1842-1910) foi um dos primeiros a chamar a atenção para esse fenômeno: vivemos em múltiplas realidades, mas quase não nos damos conta disso e, na maior parte dos casos, essa pluralidade é deixada de lado e comprimida em uma entidade singular, a realidade. E, nesse sentido, boa parte de nossa experiência cotidiana está relacionada de alguma maneira com as interações mediadas.
Em primeiro lugar, pela onipresença das redes de comunicação. As tecnologias de comunicação, transformadas em miniaturas e acopladas ao corpo humano, permitem uma interação mais rápida e ampla com outros seres humanos, mas também com outros canais de informações, como jamais foi experimentado na história. Se é possível dizer que a realidade é relacional, é possível argumentar também que essas relações são hoje mais mediadas do que em qualquer outra época. O acoplamento de dispositivos tecnoeletrônicos ao corpo humano – alguns autores chamariam de “pós-humano” – torna possível a criação e a experiência do “mundo real” em ambientes antes inimagináveis, múltiplos e simultâneos. Em qualquer lugar posso estar ligado simultaneamente a várias realidades, sobretudo quando se leva em conta a noção de “múltiplas realidades” mencionada por James.
Mesmo em um plano mais amplo, é praticamente impossível escapar da presença da mídia em qualquer espaço, seja como o som ambiente de um supermercado, seja nas telas eletrônicas presentes nos lugares mais inesperados ou no toque do smartphone. A torrente de informações, inesgotável, não é apreendida em sua totalidade pelos cinco sentidos, e aí também encontra lugar um intenso processo de negociação na dinâmica entre emissor, mensagem e receptor – se essas categorias ainda têm alguma validade para definir os parâmetros da comunicação contemporânea. Essa torrente não é nova e, quando se leva em consideração o desenvolvimento de uma cultura vinculada à mídia desde o final do século XIX, seria possível dizer que, de alguma maneira, a história cultural dos séculos XX e XXI está ligada aos discursos produzidos nos e pelos meios de comunicação e à sua apropriação e ressignificação pelos indivíduos.
Ao menos nas grandes cidades, seria difícil encontrar alguém nascido após 1950 que não tenha, em suas memórias pessoais, lembranças da televisão, do cinema e do rádio. O repertório das pessoas está povoado de personagens de filmes e novelas, cenas de cinema, música popular, MPB, rock’n’roll, citações de séries de televisão. (Texto adaptado).
É correto afirmar que o conceito de política, no sentido amplo pensado no texto, compreende:
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843Q678525 | Conhecimentos Gerais, Política Internacional, Vestibular, CÁSPER LÍBERO, CÁSPER LÍBERO, 2019

A invenção da locomotiva por George Stephenson e a implantação do transporte ferroviário, na segunda metade do século XIX, provocaram modificações sociais intensas pelo mundo. Os trens possibilitaram maior circulação de pessoas e mercadorias e diminuíram o tempo de deslocamento entre grandes distâncias. Dentre os benefícios causados pelas ferrovias, é correto afirmar que elas:
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844Q945821 | Física, Impulso e Quantidade de Movimento, Vestibular, USP, FUVEST, 2019

Um equipamento de bungee jumping está sendo projetado para ser utilizado em um viaduto de 30 m de altura. O elástico utilizado tem comprimento relaxado de 10 m. Qual deve ser o mínimo valor da constante elástica desse elástico para que ele possa ser utilizado com segurança no salto por uma pessoa cuja massa, somada à do equipamento de proteção a ela conectado, seja de 120 kg?
Note e adote:
Despreze a massa do elástico, as forças dissipativas e as dimensões da pessoa; Aceleração da gravidade = 10 m/s2.
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845Q948403 | Biologia, Relações ecológicas, Vestibular, FPS, FPS

Os fungos são organismos eucarióticos que apresentam características morfológicas diversas e que provavelmente evoluíram dos mesmos ancestrais que originaram os animais. Assinale a alternativa que apresenta uma característica dos fungos.
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846Q946622 | Física, Ondas e Propriedades Ondulatórias, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP, 2019

Numa bonita tarde de outono e com o céu limpo de nuvens, é possível ver uma das belas cenas da Natureza: o nascer, ou o por, do Sol ou da Lua cheia. A beleza se dá porque, nesse instante, o “tamanho“ avistado do Sol ou da Lua está consideravelmente ampliado. É comum algumas pessoas acharem que isso ocorre por esses astros estarem mais próximos da Terra. Entretanto, essa percepção é equivocada.
Tendo como base a cena descrita, o correto é afirmar que
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847Q678633 | Conhecimentos Gerais, Vestibular, IF Farroupilha RS, INEP, 2019

A Feira Nacional do Doce (FENADOCE) é um evento realizado para promover a cultura doceira da cidade de Pelotas-RS, ao contar o trajeto histórico dos doces que resultam da integração de etnias e misturam visões de mundo tanto ocidentais quanto orientais, para todo o Brasil e exterior.
As expressões de vida, as tradições e o conhecimento que grupos ou indivíduos compartilham e que são transmitidos através de gerações são chamados de
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848Q951274 | Física, Dilatações, Vestibular, IFMT, IF MT, 2018

Dada a sequência (an) = (1, 3, 2, -1, ...), n ∈ N*, com 50 termos, cuja fórmula de recorrência é:

an = an-1 - an-2

A soma dos 50 primeiros termos dessa sequência é igual a

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849Q951043 | Português, Intertextualidade, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2018

Há dois tipos de palavras: as proparoxítonas e o resto. As proparoxítonas são o ápice da cadeia alimentar do léxico. As palavras mais pernósticas são sempre proparoxítonas. Para pronunciá-las, há que ter ânimo, falar com ímpeto - e, despóticas, ainda exigem acento na sílaba tônica! Sob qualquer ângulo, a proparoxítona tem mais crédito. É inequívoca a diferença entre o arruaceiro e o vândalo. Uma coisa é estar na ponta – outra, no vértice. Ser artesão não é nada, perto de ser artífice. Legal ser eleito Papa, mas bom mesmo é ser Pontífice.
(Adaptado de Eduardo Affonso, “Há dois tipos de palavras: as proparoxítonas e o resto”. Disponível em www.facebook.com/eduardo22affonso/.)
Segundo o texto, as proparoxítonas são palavras que
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850Q944161 | História, Segunda Grande Guerra 1939 1945, Vestibular, UEMG, UEMG, 2022

“Basta uma rápida olhada nas origens do movimento nazista para descartar completamente a ideia de que o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) fosse de esquerda, afirma o historiador Jürgen Zarusky, do Instituto para História Contemporânea MuniqueBerlim. ‘[O nazismo] era profundamente enraizado em tendências extremistas de direita que já existiam ao fim da Primeira Guerra Mundial’, explica. E essa é uma posição há muito consolidada entre especialistas. ‘Nenhum historiador profissional classificaria a ditadura nazista como de esquerda. O Nacional-Socialismo e o conceito de volksgemeinschaft (comunidade nacional) eram antiliberais, racistas e nacionalistas,’ diz o historiador André Postert, do Instituto Hannah Arendt, de Dresden.”
(Entenda as origens do Nazismo. Carta Capital. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/politica/entenda-as-origensideologicas-do-nazismo/) Acesso em 18 jan 2022.
O debate sobre a orientação ideológica do nazismo se espalhou pelas redes sociais nos últimos anos em que muitos argumentam sobre o regime nazista alemão, sem o devido conhecimento científico. A respeito do tema, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. O regime nazista promoveu a formação de guetos, a criação de campos de concentração e trabalhos forçados, o confisco de bens e a perseguição a judeus, comunistas, homossexuais etc.
II. O regime nazista representou a defesa da união europeia contra os avanços dos interesses norte-americanos.
III. O governo nazista promoveu a eugenia que desembocou em genocídio sistemático, fuzilamentos sumários, migração forçada de judeus e outros grupos considerados como inferiores pelo discurso oficial.
IV. O regime nazista representou a defesa de todas as nações europeias contra os avanços dos interesses do capitalismo norte-americano e dos banqueiros judeus.
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851Q950822 | Biologia, Problemas ambientais e medidas de conservação, Vestibular, UFMS, FAPEC, 2018

Leia o texto a seguir.

[...] Coração, portal vermelho Pedra, com plumagem de ave Cobra, coral que arranha E alisa E é pele de sal

Delírio ao olhar pras Cagarras

Pupila, kajal tão verde Esmeralda, manchada de som Onda, dedilhar que afoga E desaba O meu temporal

Arrepio ao cantar das cigarras

Cabelo, silêncio da noite Negrume, cintura de raio Bicho, seu dançar me engole E desabotoa O meu ato fina Deslizo ao chorar das guitarras (E ao cantar das cigarras) Fumaça! Manchada de som Fumaça! Na pista a luz de cigarros Eu sou do tipo que também passa mal Com ciúmes do sabor da fumaça Que penetra sua boca Esse amor marginal

[...]

NOPORN. Fumaça. In: NOPORN. Boca. São Paulo: Tratore Distribuidora dos Independentes, 2016. 1 CD. Faixa 3 (4’48”)

A canção “Fumaça”, do duo NoPorn, composto por Liana Padilha e Luca Lauri, emprega dois recursos caros a duas poéticas da virada do século XIX para o século XX: primeiro, a aproximação de elementos distantes, criando novas realidades, por vezes oníricas, como a imagem de uma “pedra, com plumagem de ave”; segundo, a sinestesia, que promove o cruzamento de sensações, perceptível em construções como “manchada de som” e “sabor da fumaça”. O primeiro e o segundo recursos criativos expostos podem ser associados, respectivamente, ao:

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852Q947533 | História, Descolonização Afroasiática novos Estados, Vestibular, IFPE, IF PE, 2019

Leia o TEXTO 11 para responder à questão. TEXTO 11
MARCHA DO SAL
Quando a escolha de Gandhi de protestar pelo sal foi anunciada, jornais da Índia Colonial trataram o assunto com um tom cômico e até mesmo o vice-rei, lorde Irwin, escreveu: “No momento, a perspectiva de uma campanha de sal não me mantém acordado à noite”. Entretanto, o líder da marcha tinha uma visão diferente sobre o produto: entendia que o item, por ser de uso diário, poderia afetar todas as classes de cidadãos, e declarou que “ao lado do ar e da água, o sal talvez seja a maior necessidade da vida”. Ao observar a dimensão do ato, as autoridades perceberam o poder do alimento como o símbolo principal.
Disponível em: <https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/marcha-do-sal-ha-89-anos-gandhiliderava-uma-multidao-para-um-ato-de-desobediencia-civil-nao-violenta.phtml>. Acesso em: 09 maio 2019 (adaptado). . De acordo com o TEXTO 11, a afirmação do vice-rei inglês, lorde Irwin, contrapõe-se à declaração do líder indiano Mahatma Gandhi. No momento em que suas reflexões foram elaboradas, a Marcha do Sal representava para Irwin e Gandhi, respectivamente,
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853Q945998 | Química, Sistemas Homogêneos Equilíbrio Químico na Água pH e pOH, Vestibular, FATEC, FATEC, 2019

A escala de pH que varia de 0 a 14 é válida apenas para sistemas aquosos a 25 °C. Variando-se a temperatura, a escala de pH também varia. O quadro fornece valores de Kw e de pH da água pura em diferentes temperaturas
Temperatura (°C) Kw pH 0 1,14 × 10–15 7,47 10 2,95 × 10–15 7,27 20 1,00 × 10–14 7,00 30 1,47 × 10–14 6,83 50 5,30 × 10–14 6,27
Analisando-se os dados, pode-se afirmar, corretamente, que a
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854Q946006 | Física, Campo e Força Magnética, Vestibular, FATEC, FATEC, 2019

Dois fios condutores idênticos, paralelos entre si, e de comprimento infinito são percorridos simultaneamente por correntes elétricas de mesmo sentido e de mesma intensidade. Considere que eles estejam dispostos perpendiculares ao plano do papel desta prova.
Nessas condições, é correto afirmar que
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855Q679000 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular, UNIFESP, VUNESP, 2019

Texto associado.
Para responder à questão, leia o trecho do livro O homem cordial, de Sérgio Buarque de Holanda.

Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade — daremos ao mundo o “homem cordial”. A lhaneza1 no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de convívio humano, informados no meio rural e patriarcal. Seria engano supor que essas virtudes possam significar “boas maneiras”, civilidade. São antes de tudo expressões legítimas de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante. Na civilidade há qualquer coisa de coercitivo — ela pode exprimir-se em mandamentos e em sentenças. Entre os japoneses, onde, como se sabe, a polidez envolve os aspectos mais ordinários do convívio social, chega a ponto de confundir-se, por vezes, com a reverência religiosa. Já houve quem notasse este fato significativo, de que as formas exteriores de veneração à divindade, no cerimonial xintoísta, não diferem essencialmente das maneiras sociais de demonstrar respeito.
Nenhum povo está mais distante dessa noção ritualista da vida do que o brasileiro. Nossa forma ordinária de convívio social é, no fundo, justamente o contrário da polidez. Ela pode iludir na aparência — e isso se explica pelo fato de a atitude polida consistir precisamente em uma espécie de mímica deliberada de manifestações que são espontâneas no “homem cordial”: é a forma natural e viva que se converteu em fórmula. Além disso a polidez é, de algum modo, organização de defesa ante a sociedade. Detém-se na parte exterior, epidérmica do indivíduo, podendo mesmo servir, quando necessário, de peça de resistência. Equivale a um disfarce que permitirá a cada qual preservar intatas sua sensibilidade e suas emoções.
Por meio de semelhante padronização das formas exteriores da cordialidade, que não precisam ser legítimas para se manifestarem, revela-se um decisivo triunfo do espírito sobre a vida. Armado dessa máscara, o indivíduo consegue manter sua supremacia ante o social. E, efetivamente, a polidez implica uma presença contínua e soberana do indivíduo.
No “homem cordial”, a vida em sociedade é, de certo modo, uma verdadeira libertação do pavor que ele sente em viver consigo mesmo, em apoiar-se sobre si próprio em todas as circunstâncias da existência. Sua maneira de expansão para com os outros reduz o indivíduo, cada vez mais, à parcela social, periférica, que no brasileiro — como bom americano — tende a ser a que mais importa. Ela é antes um viver nos outros.
(O homem cordial, 2012.)
1 lhaneza: afabilidade.
Aproxima-se do argumento exposto no último parágrafo do texto a seguinte citação do filósofo Friedrich Nietzsche:
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856Q948107 | Português, Substantivos, Vestibular, IFTM, INEP, 2018

Texto associado.

Leia a seguir a Canção de Geraldo Roca e Paulo Simões para responder àquestão.


Trem do Pantanal


Enquanto este velho trem atravessa o pantanal

As estrelas do cruzeiro fazem um sinal

De que este é o melhor caminho

Pra quem é como eu, mais um fugitivo da guerra

Enquanto este velho trem atravessa o pantanal

O povo lá em casa espera que eu mande um postal

Dizendo que eu estou muito bem vivo

Rumo a Santa Cruz de La Sierra


Enquanto este velho trem atravessa o pantanal

Só meu coração está batendo desigual

Ele agora sabe que o medo viaja também

Sobre todos os trilhos da terra

(Disponível em: https://www.cifrasdeviola.com.br/musica/tremdo-pantanal. Acesso em: 28 de set. 2018.)

Indique o processo de formação da palavra destacada no trecho “As estrelas do CRUZEIRO fazem um sinal”.
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857Q946624 | História, Queda do Socialismo Real, Vestibular, UNIVESP, UNIVESP, 2019

Com o término da Segunda Guerra Mundial, inicia-se uma Ordem Mundial bipolar, colocando em lados opostos a União Soviética e os Estados Unidos, ambos disputando a hegemonia global. Esse período também foi chamado de Guerra Fria, pois não houve uma guerra direta entre essas superpotências.
O término desse período histórico foi marcado
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858Q948672 | Arquivologia, Sintaxe, Vestibular, IFAL, IF AL, 2018

Texto associado.
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Nomes de ruas dizem mais sobre o Brasil do que você pensa

Murilo Roncolato, Daniel Mariani, Ariel Tonglet e Wellington Freitas


Você provavelmente não é o responsável pela escolha dos nomes do seu país, Estado, cidade ou rua, mas as motivações atreladas a todos eles, queira você ou não, fazem parte da sua identidade. O professor da USP e diretor no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Jorge Cintra, explica que os fatores que influenciam a denominação de ruas, avenidas e praças mudam ao longo do tempo.
Homens ainda dão nome à maior parte dos viadutos (88,2%), avenidas (87,1%), parques (86,9%) e praças (85,4%). Enquanto nomes femininos têm participação um pouco melhor, sem nunca chegar a 30%, em vilas (29,6%), passagens (27,2%), escadarias (24,3%), servidões (24,3%) e vielas (24,0%). “É estranho, mas é preciso levar em conta também que na vida pública das cidades brasileiras do passado, o homem é quem poderia se destacar. A mulher ficava em casa. Assim, é claro que mais homens serão reconhecidos como pessoas notáveis. Há mulheres como Princesa Isabel e Maria Quitéria, mas são exceções”, opina o professor.
Por aqui, dos 30 primeiros nomes mais populares entre homens, 14 são entidades católicas, a outra parte, liderada por Tiradentes e Santos Dumont, se distribui entre escritores, políticos e militares. Já entre os 30 logradouros de nomes femininos, apenas quatro não são de caráter religioso: são elas a citada Princesa Isabel, a francesa Joana D’Arc, além de Anita Garibaldi e Cecília Meireles. Cantoras, atrizes, escritoras e heroínas militares se destacam na lista de mulheres populares, que têm a peculiaridade de carregar nomes ‘anônimos’, como Ana Maria, Maria José, Maria Helena e Maria de Lourdes.
No Rio de Janeiro, uma lei municipal (2.906/1999) criada há 16 anos tentou acelerar o processo e tornou “obrigatória a alternância de gênero, em igual proporção, de nomes de personalidades masculinas e femininas”. De acordo com a amostra utilizada pelo Nexo, mesmo com a lei em vigor, o Rio contava, até o ano passado, com só 14,9% de seus logradouros ostentando nomes femininos.
Para o professor Jorge Cintra, o equilíbrio entre os gêneros deve se refletir nos logradouros com o tempo, através de um “movimento natural”. “É uma discussão, mas acredito ser preferível que as pessoas possam escolher livremente os novos nomes de ruas. Regulamentar tudo pode ser algo problemático”, opina.
(https://www.nexojornal.com.br/especial/2016/02/15/Nomes-de-ruas-dizemmais-sobre-o-Brasil-do-que-voc%C3%AA-pensa. Acesso em17/9/2018. Texto adaptado)
Assinale a alternativa que justifica corretamente a acentuação das palavras presentes no texto.
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859Q678641 | Biologia, Níveis de organização da vida, Vestibular, IF Farroupilha RS, INEP, 2019

No ambiente em que vivemos, encontramos muitos seres vivos se inter-relacionando e ocupando diferentes habitats. Esses organismos poderão formar grupos iguais ou diferentes, fazendo trocas entre eles e com os fatores abióticos do meio.
Relacione os termos ecológicos na coluna à esquerda com seus significados na coluna à direita.

(1) População
(2) Biosfera
(3) Bioma
(4) Produtores
(5) Ecossistema
(6) Predadores
(7) Bióticos
(8) Decompositores

( ) Formam a base das cadeias alimentares.
( ) Seres capazes de transformar a matéria orgânica em inorgânica.
( ) Componentes vivos de um ecossistema.
( ) Conjunto dos seres vivos com os fatores abióticos como luz e calor.
( ) Conjunto de todos os ecossistemas: terrestre, marinho e de água doce.


A sequência correta é
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860Q946692 | Português, Conotação e Denotação, Vestibular, UNESP, VUNESP, 2019

Texto associado.

— […] O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas. [...] Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho.

(Quincas Borba, 2016.)

Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:
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