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Questões de Concursos Vestibular Medicina

Resolva questões de Vestibular Medicina comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


41Q948167 | Matemática, Médias, Vestibular Medicina, CAMPO REAL, UFPR, 2018

Quando Lenine desencadeou a insurreição de outubro, não lhe vinha à mente que a Revolução se limitaria a um só país, nem que poderia ser socialista, se reduzida à Rússia. (Marc Ferro. A revolução russa de 1917. São Paulo: Perspectiva, 1974. Adaptado.)

De acordo com o texto, a conduta do líder revolucionário foi pautada pela perspectiva de que o:
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42Q948160 | Conhecimentos Gerais, Trabalho, Vestibular Medicina, CAMPO REAL, UFPR, 2018

Gentrificação. Vem de gentry, uma expressão inglesa que designa pessoas ricas, ligadas à nobreza. O termo surgiu nos anos 60 em Londres, quando vários gentriers migraram para um bairro que, até então, abrigava a classe trabalhadora. Esse movimento disparou o preço imobiliário do lugar, acabando por “expulsar” os antigos moradores para acomodar confortavelmente os novos donos do pedaço. O evento foi chamado de gentrification, que, numa tradução literal, poderia ser entendida como o processo de enobrecimento, aburguesamento ou elitização de uma área... (FONTE: COSTA, Emmanuel.<http://jornalggn.com.br/noticia/o-que-e-gentrificacao-e-por-que-voce-deveria-se-preocupar-com-isso-por-emmanuel-costa>.)

A respeito do assunto, assinale a alternativa correta.
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43Q939556 | Biologia, Vestibular Medicina, FAGOC, CONSULPLAN, 2019

Em um determinado cromossomo, encontrou-se a seguinte frequência de recombinação entre os genes A, B, C e D:
A – B: 17% A – C: 47% A – D: 5% B – C: 30% D – C: 52%
Com esses valores é possível determinar o mapeamento gênico em que a distância entre os genes é dada em Morganídeos (M) ou unidades de recombinação (U.R.). Através dos dados descritos, a distância entre o gene B e o gene D é de
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44Q948154 | Biologia, Gametogênese, Vestibular Medicina, CAMPO REAL, UFPR, 2018

O Ministério da Saúde anunciou, no mês de setembro de 2017, o fim do surto de febre amarela no País. Segundo a pasta, desde junho não havia registro de novos casos. Ao todo, foram 777 casos e 261 mortes entre dezembro de 2016 e agosto de 2017. (Fonte:<https://g1.globo.com/bemestar/noticia/ministerio-da-saude-anuncia-fim-do-surto-de-febre-amarela.ghtml>. Acessado em 16/09/2017.)

A respeito de medidas de prevenção de doenças, considere os seguintes itens:
1. Ampliação da cobertura vacinal. 2. Controle da proliferação de insetos. 3. Higienização dos alimentos.

No caso da febre amarela:
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45Q948153 | Biologia, Uma visão geral da célula, Vestibular Medicina, CAMPO REAL, UFPR, 2018

Entre os cordados, os anfíbios devem ser o grupo mais afetado pelas mudanças climáticas que vêm ocorrendo. Por conta disso, são considerados por especialistas como excelentes indicadores da “saúde ambiental”. Uma característica que os torna mais susceptíveis às alterações ambientais, em relação aos outros cordados, é a:
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46Q939549 | Literatura, Escolas Literárias, Vestibular Medicina, FAGOC, CONSULPLAN, 2019

O pré-modernismo foi um período na Literatura marcado pela transição, ou seja, trata-se de um período que reflete claramente como se dá a evolução dos movimentos literários. A partir desta informação, assinale a afirmativa que corretamente expressa características de tal período.
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47Q948146 | Literatura, Modernismo, Vestibular Medicina, CAMPO REAL, UFPR, 2018

Na coluna da direita, são apresentadas perguntas feitas ao artista William Kentridge, em entrevista concedida ao jornal El País. Numere a coluna da direita, relacionando as respostas às respectivas perguntas.

1. O que faz com que uma obra seja percebida como verdadeira? 2. Nasceu em Johanesburgo e viveu em uma minoria dentro da minoria branca: a dos que se opunham ao apartheid. Sua família defendia os direitos dos negros. Como foi a sua infância? 3. Sua mulher [Anne Stanwix] é australiana. Chegou com 16 anos, se conheceram na escola e desde então permanecem juntos. Nada mal para um homem que se descreve como instalado na dúvida perpétua. 4. Em 25 anos, como o seu país evoluiu?

( ) Faz parte das minhas contradições. Pouco antes de conhecê-la, decidi que tinha nascido no país errado e com cinco anos de atraso. Se estivesse com 18 e em Paris, Berlim ou Berkeley teria feito parte da revolta estudantil em vez de estar enredado na África do Sul, onde não acontecia nada. ( ) Muita gente esperava uma mudança radical de vida. E o que se passou é que há uma classe média branca e outra negra que, numericamente, já são iguais (quatro milhões cada raça). Mas para a classe trabalhadora a vida não mudou. Sua situação, embora não tão ruim, é de grande pobreza e desespero. ( ) Se você dá a mesma fotografia a duas pessoas, cada uma dirá coisas diferentes. Isso significa que só podem estar falando de si mesmas. Não veem a fotografia, veem a si mesmas. Por isso uma das funções do artista é lembrar o espectador que quando olha uma obra não está vendo uma verdade, mas uma projeção. ( ) Privilegiada, branca, suburbana. Tínhamos babás e criados. Fui a uma escola em que só podiam entrar crianças brancas. E me parecia que isso era o normal.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
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48Q677901 | Matemática, Sistema de Unidade de Medidas, Vestibular Medicina, FAGOC, CONSULPLAN, 2019

A massa, aproximada, de 1 cm³ de água é de 1g. Dessa forma, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Um elefante de massa igual a 4,5 t tem massa maior que a massa de 1m³ de água.
( ) Uma garrafa pet cheia com 2L de água (desprezando a massa da garrafa) tem massa menor que 1dm³ de água.
( ) 1dm³ = 1L.
A sequência está correta em
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49Q948151 | Biologia, Sistema Endócrino Humano, Vestibular Medicina, CAMPO REAL, UFPR, 2018

O poema “Entre o ser e as coisas” integra o livro Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade:

Onda e amor, onde amor, ando indagando ao largo vento e à rocha imperativa, e a tudo me arremesso, nesse quando amanhece frescor de coisa viva.
Às almas, não, as almas vão pairando, e, esquecendo a lição que já se esquiva, tornam amor humor, e vago e brando o que é de natureza corrosiva.
N’água e na pedra amor deixa gravados seus hieróglifos e mensagens, suas verdades mais secretas e mais nuas.
E nem os elementos encantados sabem do amor que os punge e que é, pungindo, uma fogueira a arder no dia findo.

Com base na leitura desse poema e na integridade do livro, assinale a alternativa correta.
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50Q948168 | Matemática, Áreas e Perímetros, Vestibular Medicina, CAMPO REAL, UFPR, 2018

Um hospital possui 210 leitos e uma média de 6,9 funcionários por leito, incluindo-se nessa média todos os 126 médicos contratados pelo hospital. Quantos funcionários desse hospital NÃO são médicos?
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51Q948175 | Química, Soluções características, Vestibular Medicina, CAMPO REAL, UFPR, 2018

O poder calorífico de alimentos pode ser determinado em uma bomba calorimétrica, que consiste em um recipiente de aço inox hermeticamente fechado, no qual a amostra é queimada em presença de oxigênio puro sendo o calor resultante, medido pela variação da temperatura de um banho de água circundante ao recipiente. Devido à espessura e massa do recipiente, o banho de água sofre uma variação de poucos graus, porém no momento da combustão a temperatura interna pode atingir 1200 oC. Na determinação do calor de combustão de uma amostra de glicose (C6H12O6), 1,8 g dessa substância foram colocados em uma bomba calorimétrica e o recipiente (de 1 L de capacidade) foi pressurizado a 30 atm com oxigênio puro (1,23 mols) e a ignição perpetrada.
Considere: O sistema adiabático, uma combustão completa a 1200 oC e que os gases gerados são gases ideais. Dados: R = 0,082 atm.L.K-1 .mol-1 ; Massa Molar (C6H12O6) = 180 g/mol.

A pressão interna do recipiente no momento exato da combustão da amostra é de:
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52Q948171 | Matemática, Sistema de Unidade de Medidas, Vestibular Medicina, CAMPO REAL, UFPR, 2018

Em um jogo, há cartões azuis e vermelhos. São 10 cartões de cada cor, numerados de 1 a 10. Escolhendo aleatoriamente um cartão de cada cor, sem saber os números impressos neles, qual é a probabilidade de haver pelo menos um cartão cujo número é menor ou igual a 3?
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53Q939540 | Português, Significação Contextual de Palavras, Vestibular Medicina, FAGOC, CONSULPLAN, 2019

Texto associado.
Japonês e americano vencem Nobel de Medicina por pesquisas contra o câncer

O japonês Tasuku Honjo e o americano James Patrick Allison foram anunciados nesta segunda-feira como os vencedores do prêmio Nobel de Medicina. A dupla de imunologistas recebeu a honraria por suas pesquisas contra o câncer. Segundo os organizadores do prêmio, “ao estimular a capacidade inerente do sistema imunológico de atacar as células de tumor, os laureados estabeleceram uma base inteiramente nova para a terapia contra o câncer”.
Paralelamente, Allison e Honjo desenvolveram estudos sobre proteínas que funcionam como “freios” no nosso sistema imunológico. Ao manipular esses “freios”, eles conseguiram liberar ataques mais potentes das defesas naturais do corpo contra os tumores malignos. Para o Nobel, “as descobertas seminais dos dois vencedores representam um marco na luta contra o câncer”.
Allison é professor na Universidade do Texas, enquanto Honjo trabalha na Universidade de Kyoto. Os dois vão dividir o prêmio de cerca de 4 milhões de reais.

(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/japones-e-americano-vencem-nobel-de-medicina-por-pesquisa-contra-o-cancer/1 out 2018.)
Tendo em vista os aspectos semânticos da língua, é correto afirmar que o termo destacado tem o sentido produzido no contexto corretamente indicado nos trechos a seguir, EXCETO:
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54Q948149 | Literatura, Escolas Literárias, Vestibular Medicina, CAMPO REAL, UFPR, 2018

“Clara era uma natureza amorfa, pastosa, que precisava mãos fortes que a modelassem e fixassem. Seus pais não seriam capazes disso. A mãe não tinha caráter, no bom sentido, para o fazer; limitava-se a vigiá-la caninamente; e o pai, devido aos seus afazeres, passava a maioria do tempo longe dela. E ela vivia toda entregue a um sonho lânguido de modinhas e descantes, entoadas por sestrosos cantores, como o tal Cassi e outros exploradores da morbidez do violão. O mundo se lhe representava como povoado de suas dúvidas, de queixumes de viola, a suspirar amor.” (Clara dos Anjos, p. 49)

Considerando o trecho selecionado e a integridade do romance Clara dos Anjos, de Lima Barreto, assinale a alternativa correta.
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55Q939541 | Português, Coesão e coerência, Vestibular Medicina, FAGOC, CONSULPLAN, 2019

Texto associado.
Japonês e americano vencem Nobel de Medicina por pesquisas contra o câncer

O japonês Tasuku Honjo e o americano James Patrick Allison foram anunciados nesta segunda-feira como os vencedores do prêmio Nobel de Medicina. A dupla de imunologistas recebeu a honraria por suas pesquisas contra o câncer. Segundo os organizadores do prêmio, “ao estimular a capacidade inerente do sistema imunológico de atacar as células de tumor, os laureados estabeleceram uma base inteiramente nova para a terapia contra o câncer”.
Paralelamente, Allison e Honjo desenvolveram estudos sobre proteínas que funcionam como “freios” no nosso sistema imunológico. Ao manipular esses “freios”, eles conseguiram liberar ataques mais potentes das defesas naturais do corpo contra os tumores malignos. Para o Nobel, “as descobertas seminais dos dois vencedores representam um marco na luta contra o câncer”.
Allison é professor na Universidade do Texas, enquanto Honjo trabalha na Universidade de Kyoto. Os dois vão dividir o prêmio de cerca de 4 milhões de reais.

(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/japones-e-americano-vencem-nobel-de-medicina-por-pesquisa-contra-o-cancer/1 out 2018.)
Para que haja coesão textual é necessário o emprego adequado de elementos conectivos que promovam o sentido pretendido pelo enunciador tanto no interior de cada parágrafo como na relação entre um parágrafo e outro. No segundo parágrafo do texto, pode-se observar trecho em que o emprego de termo de coesão textual expressa conformidade, a saber:
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56Q939544 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular Medicina, FAGOC, CONSULPLAN, 2019

Texto associado.
Obrigado, Doutor

Quando lhe disse que um vago conhecido nosso tinha morrido, vítima de tumor no cérebro, levou as mãos à cabeça:
— Minha Santa Efigênia! Espantei-me que o atingisse a morte de alguém tão distante de nossa convivência, mas logo ele fez sentir a causa da sua perturbação:
— É o que eu tenho, não há dúvida nenhuma: esta dor de cabeça que não passa! Estou para morrer.
Conheço-o desde menino, e sempre esteve para morrer. Não há doença que passe perto dele e não se detenha, para convencê-lo em iniludíveis sintomas de que está com os dias contados. Empresta dimensões de síndromes terríveis à mais ligeira manifestação de azia ou acidez estomacal:
— Até parece que andei comendo fogo. Estou com pirofagia crônica. Esta cólica é que é o diabo, se eu fosse mulher ainda estava explicado. Histeria gástrica. Úlcera péptica, no duro.
Certa ocasião, durante um mês seguido, tomou injeções diárias de penicilina, por sua conta e risco. A chamada dose cavalar.
— Não adiantou nada — queixa-se ele: — Para mim o médico que me operou esqueceu alguma coisa dentro de minha barriga.
Foi operado de apendicite quando ainda criança e até hoje se vangloria:
— Menino, você precisava de ver o meu apêndice: parecia uma salsicha alemã. No que dependesse dele, já teria passado por todas as operações jamais registradas nos anais da cirurgia: “Só mesmo entrando na faca para ver o que há comigo”. Os médicos lhe asseguram que não há nada, ele sai maldizendo a medicina: “Não descobrem o que eu tenho, são uns charlatas, quem entende de mim sou eu”. O radiologista, seu amigo particular, já lhe proibiu a entrada no consultório: tirou-lhe radiografia até dos dedos do pé. E ele sempre se apalpando e fazendo caretas: “Meu fígado hoje está que nem uma esponja, encharcada de bílis. Minha vesícula está dura como um lápis, põe só a mão aqui”.
— É lápis mesmo, aí no seu bolso.
— Do lado de cá, sua besta. Não adianta, ninguém me leva a sério.
Vive lendo bulas de remédio: “Este é dos bons” — e seus olhos se iluminam: “justamente o que eu preciso. Dá licença de tomar um, para experimentar?” Quando visita alguém e lhe oferecem alguma coisa para tomar, aceita logo um comprimido. Passa todas as noites na farmácia: “Alguma novidade da Squibb?”
Acabou num psicanalista: “Doutor, para ser sincero eu nem sei por onde começar — dizem que eu estou doido? O que eu estou é podre”. Desistiu logo: “Minha alma não tem segredos para ninguém arrancar. Estou com vontade é de arrancar todos os dentes”.
E cada vez mais forte, corado, gordo e saudável. “Saudável, eu?” — reage, como a um insulto: “Minha Santa Efigênia! Passei a noite que só você vendo: foi aquele bife que comi ontem, não posso comer gordura nenhuma, tem de ser tudo na água e sal”. No restaurante, é o espantalho dos garçons: “Me traga um filé aberto e batido, bem passado na chapa em três gotas de azeite português, lave bem a faca que não posso nem sentir o cheiro de alho, e duas batatinhas cozidas até começarem a desmanchar, só com uma pitadinha de sal, modesta porém sincera”.
De vez em quando um amigo procura agradá-lo: “Você está pálido, o que é que há?” Ele sorri, satisfeito: “Menino, chega aqui que eu vou lhe contar, você é o único que me compreende”. E começa a enumerar suas mazelas — doenças de toda espécie, da mais requintada patogenia, que conhece na ponta da língua. Da última vez enumerou cento e três. E por falar em língua, vive a mostrá-la como um troféu: “Olha como está grossa, saburrosa. Estou com uma caverna no pulmão, não tem dúvida: essa tosse, essa excitação toda, uma febre capaz de arrebentar o termômetro. Meu pulmão deve estar esburacado como um queijo suíço. Tuberculoso em último grau”. E cospe de lado: “Se um mosquito pousar nesse cuspe, morre envenenado”.
Ultimamente os amigos deram para conspirar, sentenciosos: o que ele precisa é casar. Arranjar uma mulherzinha dedicada, que cuidasse dele. “Casar, eu?” — e se abre numa gargalhada: “Vocês querem acabar de liquidar comigo?”. Mas sua aversão ao casamento não pode ser tão forte assim, pois consta que de uns dias para cá está de namoro sério com uma jovem, recém-diplomada na Escola de Enfermagem Ana Néri.

(SABINO, Fernando. O homem nu. 43ª ed. Rio de Janeiro: Distribuidora Record de Serviços SA, 2005.)
Em relação às características atribuídas ao texto em análise podem ser enumeradas algumas a seguir, com EXCEÇÃO de:
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57Q939543 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular Medicina, FAGOC, CONSULPLAN, 2019

Texto associado.
Japonês e americano vencem Nobel de Medicina por pesquisas contra o câncer

O japonês Tasuku Honjo e o americano James Patrick Allison foram anunciados nesta segunda-feira como os vencedores do prêmio Nobel de Medicina. A dupla de imunologistas recebeu a honraria por suas pesquisas contra o câncer. Segundo os organizadores do prêmio, “ao estimular a capacidade inerente do sistema imunológico de atacar as células de tumor, os laureados estabeleceram uma base inteiramente nova para a terapia contra o câncer”.
Paralelamente, Allison e Honjo desenvolveram estudos sobre proteínas que funcionam como “freios” no nosso sistema imunológico. Ao manipular esses “freios”, eles conseguiram liberar ataques mais potentes das defesas naturais do corpo contra os tumores malignos. Para o Nobel, “as descobertas seminais dos dois vencedores representam um marco na luta contra o câncer”.
Allison é professor na Universidade do Texas, enquanto Honjo trabalha na Universidade de Kyoto. Os dois vão dividir o prêmio de cerca de 4 milhões de reais.

(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/japones-e-americano-vencem-nobel-de-medicina-por-pesquisa-contra-o-cancer/1 out 2018.)
No último parágrafo do texto, as informações acerca dos dois vencedores do prêmio Nobel de Medicina são interligadas por
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58Q939552 | Literatura, Vestibular Medicina, FAGOC, CONSULPLAN, 2019

Considere o texto a seguir:
“A gente espera que a seca acabe. A gente chegou a passar fome, eu mesmo até desmaiei”, conta, sobre os efeitos dos anos sem chuva regular no semiárido nordestino. A aposentadoria que recebe desde 2014, um salário mínimo, chegou a ser a única fonte de sustento para até 20 familiares. Para que o milho cresça, a chuva precisa cair de dez em dez dias, explica José. Essa regularidade também ajuda a trazer água para o açude próximo, Poço da Cruz, onde a esposa dele, Maria Conceição, sempre pescou. “Os peixes morreram, ou ficaram tão magrinhos que a gente fica até com dó de pegar”, lamenta Maria.
(Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/as-marcas-da-seca-no-nordeste. 08/03/2018.)
Sabendo-se que o texto anterior faz oposição ao texto literário, dentre as características a seguir, assinale apenas aquela que NÃO lhe diz respeito.
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59Q939574 | Matemática, Áreas e Perímetros, Vestibular Medicina, FAGOC, CONSULPLAN, 2019

Maria Alice comprou uma mesa com tampo de vidro na forma de um hexágono regular de 50 cm de lado. Ela não gostou do tampo de vidro e quis colocar sobre ele um revestimento de MDF. Quantos metros quadrados de MDF serão necessários para que Maria Alice consiga revestir todo o tampo de vidro da mesa?
Considere √3 = 1,7.
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60Q939545 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular Medicina, FAGOC, CONSULPLAN, 2019

Texto associado.
Obrigado, Doutor

Quando lhe disse que um vago conhecido nosso tinha morrido, vítima de tumor no cérebro, levou as mãos à cabeça:
— Minha Santa Efigênia! Espantei-me que o atingisse a morte de alguém tão distante de nossa convivência, mas logo ele fez sentir a causa da sua perturbação:
— É o que eu tenho, não há dúvida nenhuma: esta dor de cabeça que não passa! Estou para morrer.
Conheço-o desde menino, e sempre esteve para morrer. Não há doença que passe perto dele e não se detenha, para convencê-lo em iniludíveis sintomas de que está com os dias contados. Empresta dimensões de síndromes terríveis à mais ligeira manifestação de azia ou acidez estomacal:
— Até parece que andei comendo fogo. Estou com pirofagia crônica. Esta cólica é que é o diabo, se eu fosse mulher ainda estava explicado. Histeria gástrica. Úlcera péptica, no duro.
Certa ocasião, durante um mês seguido, tomou injeções diárias de penicilina, por sua conta e risco. A chamada dose cavalar.
— Não adiantou nada — queixa-se ele: — Para mim o médico que me operou esqueceu alguma coisa dentro de minha barriga.
Foi operado de apendicite quando ainda criança e até hoje se vangloria:
— Menino, você precisava de ver o meu apêndice: parecia uma salsicha alemã. No que dependesse dele, já teria passado por todas as operações jamais registradas nos anais da cirurgia: “Só mesmo entrando na faca para ver o que há comigo”. Os médicos lhe asseguram que não há nada, ele sai maldizendo a medicina: “Não descobrem o que eu tenho, são uns charlatas, quem entende de mim sou eu”. O radiologista, seu amigo particular, já lhe proibiu a entrada no consultório: tirou-lhe radiografia até dos dedos do pé. E ele sempre se apalpando e fazendo caretas: “Meu fígado hoje está que nem uma esponja, encharcada de bílis. Minha vesícula está dura como um lápis, põe só a mão aqui”.
— É lápis mesmo, aí no seu bolso.
— Do lado de cá, sua besta. Não adianta, ninguém me leva a sério.
Vive lendo bulas de remédio: “Este é dos bons” — e seus olhos se iluminam: “justamente o que eu preciso. Dá licença de tomar um, para experimentar?” Quando visita alguém e lhe oferecem alguma coisa para tomar, aceita logo um comprimido. Passa todas as noites na farmácia: “Alguma novidade da Squibb?”
Acabou num psicanalista: “Doutor, para ser sincero eu nem sei por onde começar — dizem que eu estou doido? O que eu estou é podre”. Desistiu logo: “Minha alma não tem segredos para ninguém arrancar. Estou com vontade é de arrancar todos os dentes”.
E cada vez mais forte, corado, gordo e saudável. “Saudável, eu?” — reage, como a um insulto: “Minha Santa Efigênia! Passei a noite que só você vendo: foi aquele bife que comi ontem, não posso comer gordura nenhuma, tem de ser tudo na água e sal”. No restaurante, é o espantalho dos garçons: “Me traga um filé aberto e batido, bem passado na chapa em três gotas de azeite português, lave bem a faca que não posso nem sentir o cheiro de alho, e duas batatinhas cozidas até começarem a desmanchar, só com uma pitadinha de sal, modesta porém sincera”.
De vez em quando um amigo procura agradá-lo: “Você está pálido, o que é que há?” Ele sorri, satisfeito: “Menino, chega aqui que eu vou lhe contar, você é o único que me compreende”. E começa a enumerar suas mazelas — doenças de toda espécie, da mais requintada patogenia, que conhece na ponta da língua. Da última vez enumerou cento e três. E por falar em língua, vive a mostrá-la como um troféu: “Olha como está grossa, saburrosa. Estou com uma caverna no pulmão, não tem dúvida: essa tosse, essa excitação toda, uma febre capaz de arrebentar o termômetro. Meu pulmão deve estar esburacado como um queijo suíço. Tuberculoso em último grau”. E cospe de lado: “Se um mosquito pousar nesse cuspe, morre envenenado”.
Ultimamente os amigos deram para conspirar, sentenciosos: o que ele precisa é casar. Arranjar uma mulherzinha dedicada, que cuidasse dele. “Casar, eu?” — e se abre numa gargalhada: “Vocês querem acabar de liquidar comigo?”. Mas sua aversão ao casamento não pode ser tão forte assim, pois consta que de uns dias para cá está de namoro sério com uma jovem, recém-diplomada na Escola de Enfermagem Ana Néri.

(SABINO, Fernando. O homem nu. 43ª ed. Rio de Janeiro: Distribuidora Record de Serviços SA, 2005.)
Da leitura do texto, conclui-se que:
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