Início

Questões de Concursos Antropologia

Resolva questões de Antropologia comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


681Q1032146 | Antropologia, Sistemas Religiosos, Perito em Antropologia, MPU, FGV, 2025

O Ensaio sobre a dádiva de Marcel Mauss foi publicado originalmente na revista Année Sociologique (1923-1924), sendo considerado uma obra central para a teoria antropológica. A respeito das noções de dom, troca e reciprocidade mobilizadas no ensaio citado, é correto afirmar que:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

682Q675539 | Antropologia, PPL, ENEM, INEP, 2023

Estudiosos do Instituto de Antropologia Evolucionária de Leipzig, na Alemanha, colocaram um chimpanzé em um quarto com a visão de suculentos pedaços de comida trancados dentro de um armário. A um segundo chimpanzé era dada, então, a oportunidade de liberar a comida, porém, sem usufruir dela. Em aproximadamente 80% das vezes, eles tomaram a decisão mais caridosa e liberaram o alimento para o outro chimpanzé.

Estudos mostram caridade no mundo animal. Disponível em: http://revistagalileu.globo.com. Acesso em: 17 out. 2021.


Considerando nossa relação com outros, o experimento envolvendo os chimpanzés ilustra qual tipo de comportamento moral humano?

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

683Q1007930 | Antropologia, Perito em Antropologia, MPU, FGV, 2025

O antropólogo britânico Victor Turner dedicou-se ao estudo dos rituais. Em seu livro O processo ritual (1969), ele desenvolveu o conceito de “liminaridade”. Para o autor, durante a fase liminar de um rito de passagem, o indivíduo se encontra:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

684Q1034048 | Antropologia, Sistemas Religiosos, Antropólogo, UFG, IV UFG, 2024

Na teoria antropológica, museus são entendidos como “zonas de contato”. No caso dos museus indígenas, seu aparecimento é entendido como sendo um movimento
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

685Q1062796 | Antropologia, Conceito e Objeto da Antropologia, Antropologia, TJ MS, FGV, 2024

No início do seu ensaio “Mercadorias e a política de valor”, o antropólogo Arjun Appadurai explicita um dos seus objetivos:

“[…] propor uma nova perspectiva sobre a circulação de mercadorias na vida social. Tal perspectiva pode ser sintetizada da seguinte forma: a troca econômica cria o valor; o valor é concretizado nas mercadorias que são trocadas; concentrar-se nas coisas trocadas, em vez de apenas nas formas e funções da troca, possibilita a argumentação de que o que cria o vínculo entre a troca e o valor é a política, em seu sentido mais amplo.”

Com esse argumento, Arjun Appadurai propõe como novo objeto de análise da antropologia:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

686Q1062801 | Antropologia, Antropologia Social Família, Antropologia, TJ MS, FGV, 2024

Pierre Bourdieu foi um dos principais sociólogos do século XX. Em sua vasta produção intelectual, Bourdieu foi um dos responsáveis pela atualização de um conceito aristotélico, também utilizado por Marcel Mauss, e que ocupa um lugar central nos debates sobre corpo, indivíduo e sociedade. No vocabulário de Bourdieu, tal conceito é definido do seguinte modo:

“[…] é uma noção mediadora que ajuda a romper com a dualidade de senso comum entre indivíduo e sociedade ao captar a interiorização da exterioridade e a exteriorização da interioridade, ou seja, o modo como a sociedade se torna depositada nas pessoas sob a forma de disposições duráveis, ou capacidades treinadas e propensões estruturadas para pensar, sentir e agir de modos determinados, que então as guiam nas suas respostas criativas aos constrangimentos e solicitações do seu meio social existente.”

O conceito renovado por Bourdieu nessa definição é o de:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

687Q1032140 | Antropologia, Sistemas Religiosos, Perito em Antropologia, MPU, FGV, 2025

No texto O que significa tornar-se outro?, a antropóloga Aparecida Vilaça argumenta que a experiência xamânica Wari' se caracteriza pela duplicidade corporal. No texto, Vilaça afirma:
"O xamã caracteriza-se por possuir dois corpos simultâneos: um corpo humano visível pelos Wari', que se relaciona com eles normalmente, como membro de sua sociedade, e um corpo animal que ele percebe como humano, e que se relaciona com os demais animais daquela espécie também como membro da sua sociedade, que é como a sociedade Wari’" (Vilaça, 2000, p. 63).
Com base na explicação de Aparecida Vilaça, é correto afirmar que:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

688Q1031119 | Antropologia, Sistemas Religiosos, Antropologia, IPHAN, FGV, 2025

[O] cenário muda radicalmente com a constatação de que os TupiGuarani eram capazes de produzir muito além dos níveis vitais. No que se refere a desenvolvimento, isso obriga a pensar nos nativos como produtores de excedentes, como produtores de riqueza – a tomá-los como base para a história [da riqueza no Brasil].

CALDEIRA, Jorge. História da riqueza no Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2017.

O texto refere-se à mudança de entendimento sobre aspectos econômicos dos povos indígenas brasileiros, o qual carregava valor paradigmático.

O trecho acima desafia o entendimento de que
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

689Q1031122 | Antropologia, Antropologia Social Família, Antropologia, IPHAN, FGV, 2025

Leia o trecho a seguir.

Não foram apenas os intelectuais racistas formuladores das propostas de branqueamento racial ou os propagadores da mestiçagem hierarquizada e cordial que viram os povos bantos como dotados de um conjunto de práticas desprovidas de maior profundidade. Até mesmo intelectuais comprometidos com a valorização das culturas africanas para a formação da identidade brasileira consideraram os saberes e espiritualidades dos bantos menos sofisticados, complexos e elaborados do que os dos iorubás, trouxeram ao Brasil o culto dos orixás.

SIMAS, Luiz Antonio. Umbandas: uma história do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022.

Com base no trecho, que aborda as tensões em torno das culturas africanas no Brasil, assinale a afirmativa correta.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

690Q1031127 | Antropologia, Antropologia Social Família, Antropologia, IPHAN, FGV, 2025

No fragmento a seguir, Marcel Mauss discorre sobre a vida econômica em determinadas sociedades não ocidentais, propondo um contraste em relação às concepções modernas.

[T]oda essa economia muito rica está cheia de elementos religiosos: a moeda tem ainda seu poder mágico e ainda está ligada ao clã ou ao indivíduo; as diversas atividades econômicas, por exemplo o mercado, ainda estão impregnadas de ritos e de mitos; conservam um caráter cerimonial, obrigatório, eficaz; estão repletas de ritos e de direitos. É algo muito diferente do útil que circula nessas sociedades, a maioria delas já bastante esclarecidas.

MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2003.

De acordo com o fragmento, assinale a afirmativa correta.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

691Q937433 | Antropologia, primeiro e segundo dia, ENEM, INEP, 2024

A sociedade contemporânea assiste deslumbrada à passagem dos corpos perfeitos, que invadem progressivamente todos os espaços da vida moderna. A expectativa de corpo das pessoas em relação a esses padrões de beleza é o que provavelmente interliga uma variedade de fenômenos cada vez mais comuns, como a maior incidência de bulimia e anorexia, as malhações e as cirurgias plásticas estéticas. Dentre esses fenômenos, o crescimento da cirurgia plástica estética merece destaque pelo impacto que as alterações corporais, propostas pela medicina da beleza, causam em relação à imagem corporal e, também, pela posição que a medicina ocupa na sociedade, de divulgadora de verdades científicas.

POLI NETO, P.; CAPONI, S. N. C. A medicalização da beleza. Interface, n. 23, 2007.

O texto evidencia uma questão própria da sociedade contemporânea ao estabelecer uma relação entre a medicalização para a beleza e a
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

692Q1031124 | Antropologia, Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana, Antropologia, IPHAN, FGV, 2025

Os movimentos feministas são frequentemente concebidos em ondas, cada uma marcando um momento distinto das lutas das mulheres, com reivindicações, pautas e estratégias próprias.

Assinale a opção que apresenta a característica distintiva da chamada quarta onda do feminismo.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

693Q1031126 | Antropologia, Sistemas Religiosos, Antropologia, IPHAN, FGV, 2025

No texto a seguir, o autor apresenta uma aparente contradição no discurso da modernidade.

Se o “espírito” era “moderno”, ele o era na medida em que estava determinado que a realidade deveria ser emancipada da “mão morta” de sua própria história — e isso só poderia ser feito derretendo os sólidos (isto é, por definição, dissolvendo o que quer que persistisse no tempo e fosse infenso à sua passagem ou imune a seu fluxo). Lembremos, no entanto, que tudo isso seria feito não para acabar de uma vez por todas com os sólidos e construir um admirável mundo novo livre deles para sempre, mas para limpar a área para novos e aperfeiçoados sólidos.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

Nesse trecho, ele sugere que a modernidade
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

694Q937100 | Antropologia, PPL 2 Aplicação, ENEM, INEP, 2023

Pensar o corpo como algo produzido pela cultura é, simultaneamente, um desafio e uma necessidade. Um desafio porque rompe, de certa forma, com o olhar naturalista sobre o qual muitas vezes o corpo é observado, explicado, classificado e tratado. Uma necessidade porque, ao desnaturalizá-lo, revela, sobretudo, que o corpo é histórico. Isto é, mais do que um dado natural cuja materialidade nos presentifica no mundo, o corpo é uma construção sobre a qual são conferidas diferentes marcas em diferentes tempos, espaços, conjunturas econômicas, grupos sociais e étnicos.

LOURO, G. L.; FELIPE, J.; GOELLNER, S. V. (Org.). Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. Petrópolis: Vozes, 2013 (adaptado).

A que valor da contemporaneidade o entendimento sobre o corpo expresso no texto é correlato?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

695Q1009334 | Antropologia, Habilitação Língua Portuguesa, SEDUCMT, FGV, 2025

A criação do Parque Indígena do Xingu, em 1961, representou um novo modelo para o reconhecimento e a demarcação de terras indígenas. Concebido pelos antropólogos Darcy Ribeiro e Eduardo Galvão e pelos sertanistas Villas-Boas, o conceito do Parque considerava a intrínseca relação dos povos indígenas com seu meio ambiente e com sua cultura.

Qual das afirmativas abaixo descreve a visão de Darcy Ribeiro e de seus colaboradores em relação à demarcação de terras indígenas?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

696Q1031111 | Antropologia, Sistemas Religiosos, Antropologia, IPHAN, FGV, 2025

Leia o trecho a seguir.

Se, por um lado, o sonho é sempre desencadeado pela vontade de um outro, e o sonhador aparece como uma “presa”, uma vítima, alguém à mercê de um sentimento que lhe é alheio, por outro, o sonhador não está de forma alguma inteiramente subjugado aos sentimentos desse outro. Os vivos resistem aos apelos incessantes desses outros, e é porque resistem que eles podem continuar existindo como Yanomami.

LIMULJA, Hanna. O desejo dos outros: Uma etnografia dos sonhos yanomami. São Paulo: Ubu Editora, 2022.

O trecho acima apresenta um aspecto central da concepção Yanomami de sonho.

Com base no texto, é correto afirmar que, para esse povo, os sonhos são
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

697Q1032143 | Antropologia, Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana, Perito em Antropologia, MPU, FGV, 2025

Em Rituais ontem e hoje, Mariza Peirano analisa o carnaval como um ritual que expressa as ambiguidades e os dilemas da sociedade brasileira. A autora destaca:
"O carnaval produz uma realidade que desfaz o dia a dia em um processo violento de individualização” (Peirano, 2003, p. 26).
De acordo com essa análise, o principal efeito do carnaval na sociedade brasileira consiste em:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

698Q1007933 | Antropologia, Perito em Antropologia, MPU, FGV, 2025

Em As estruturas elementares do parentesco (1949), Claude Lévi-Strauss desenvolveu uma teoria sobre a proibição do incesto e suas implicações para a estruturação das sociedades humanas. Conforme a proposta do autor, a proibição do incesto não é nem puramente de origem cultural nem puramente de origem natural, e também não é uma dosagem de elementos variados tomados de empréstimo parcialmente à natureza e parcialmente à cultura. Segundo Lévi-Strauss, a proibição do incesto:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

699Q1032135 | Antropologia, Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana, Perito em Antropologia, MPU, FGV, 2025

Em seu artigo Antropologia e política, Karina Kuschnir afirma:
“Questionar conceitos como 'clientelismo’ é deixar de tomar esse modelo como ponto de partida; é não considerar universais termos como, por exemplo, ‘individualismo’, ‘representação’ e ‘domínio público’; é, finalmente, perceber que o universalismo é um valor inspirado no paradigma da modernização, na crença de que a imparcialidade e a objetividade devem prevalecer sobre as emoções e a subjetividade” (Kuschnir, 2007, p. 165-166).

A contribuição da antropologia para a compreensão da política é:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

700Q1032139 | Antropologia, Sistemas Religiosos, Perito em Antropologia, MPU, FGV, 2025

Lygia Sigaud foi uma antropóloga brasileira que se dedicou aos estudos das relações sociais no campo. No seu artigo Se eu soubesse, a autora descreve as relações entre trabalhadores e patrões da seguinte forma:
"Do ponto de vista do observador, a ‘casa de morada’, a terra e a proteção constituíam obrigações patronais, assim como não trabalhar fora e ser leal ao patrão correspondiam a obrigações dos moradores. Para esses, apenas as suas obrigações eram percebidas enquanto tais. As do patrão eles representavam como dons, como sinais de sua bondade, e sentiam-se, portanto, devedores. Desincumbir-se com afinco de suas obrigações era a forma de retribuir. De sua parte, o patrão se concebia como um doador: aquilo que concedia ao seu morador atestava apenas a sua generosidade e não era vivido como uma obrigação. Ser generoso era um valor e o prestígio dos patrões se media pelos sinais exteriores de sua magnanimidade. O não cumprimento de suas obrigações punha em risco o prestígio do patrão perante os pares e os moradores e configurava uma dívida, ainda que ele não se concebesse como um devedor” (Sigaud, 2012, p. 130).
A teoria das trocas que embasa a descrição e a análise da autora é:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.