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Questões de Concursos Antropologia

Resolva questões de Antropologia comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


701Q993351 | Antropologia, Ciências Sociais, IBGE, AOCP, 2019

Acerca da língua falada por grupos indígenas, assinale a alternativa correta.
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702Q1032145 | Antropologia, Conceito e Objeto da Antropologia, Perito em Antropologia, MPU, FGV, 2025

Em Dois pequenos problemas com a lei terra intangível para os Kisêdjê, Marcela Coelho de Souza examina a conexão entre o povo Kisêdjê e a terra. A autora propõe o conceito de “terra intangível”, que desafia a compreensão ocidental de propriedade e posse. A autora argumenta que:
"A despeito do possessivo na expressão nossa terra, não acredito que esta ‘terra’ de que estejam falando seja mais dócil ao instituto da propriedade e à medição e delimitação que ele implica. As imagens — legais ou científicas — de terra como bem imóvel ou substrato físico são analogias muito pobres para a compreensão do que está em jogo para os Kisêdjê” (Coelho de Souza, 2017, p. 123).
A "terra intangível" para o povo Kisêdjê pode ser compreendida como:
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703Q1034040 | Antropologia, Conceito e Objeto da Antropologia, Antropólogo, UFG, IV UFG, 2024

A história de classificação dos objetos salvaguardados em reservas técnicas etnológicas, desde as curiosidades artificiais da virada dos séculos XVIII–XIX até os artefatos etnográficos da virada dos séculos XIX–XX, evidencia a contínua redefinição de parâmetros científicos e a relação tensa entre classificação científica, classificação étnica e classificação de gestão museal. Nem sempre curadores, conservadores e, mais recentemente, indígenas, falam a mesma língua. Considerando o trabalho pioneiro de Berta Ribeiro, a partir dos acervos de museus como o Nacional do Rio de Janeiro e Emílio Goeldi do Pará, a organização da produção de material etnográfico é classificada em
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704Q1034045 | Antropologia, Antropologia Social Família, Antropólogo, UFG, IV UFG, 2024

O desenvolvimento histórico do que chamamos de Antropologia Brasileira deu-se de forma multifacetada, revelando condições e temporalidades regionais, tanto do ponto de vista institucional, quando de entrelaçamento de trajetórias intelectuais e temas de pesquisa vinculados a questões locais mais amplas. No caso da Universidade Federal de Goiás com a criação do Museu Antropológico em 1960, ela expandiu articulações entre campos disciplinares a partir
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705Q1031132 | Antropologia, Etnografia Radcliffe Brown e Lévi Strauss, Antropologia, IPHAN, FGV, 2025

Leia o trecho a seguir.

Certo, é verdade que a expressão “arte por arte” é vazia de sentido nas sociedades tradicionais da África negra. Toda produção artística era antes funcional, isto é, chamada a desempenhar um papel utilitário, exceto a aspiração do artista. Uma estatueta que para um europeu satisfaria o gosto por suas formas harmoniosas, um pingente que lhe serviria para sublinhar uma parte do corpo, tudo isso era destinado a cumprir uma certa função.

MUNANGA, Kabengele. “A dimensão estética na arte negro-africana tradicional”. In: Arte afro-brasileira: o que é afinal? Lisboa: Oca Editorial, 2020.

No Ocidente, a noção de “arte por arte” consolidou-se como uma valorização da experiência estética autônoma.

Com base na perspectiva apresentada pelo autor, assinale a afirmativa correta.
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706Q1028204 | Antropologia, Sistemas Religiosos, Perito em Antropologia, MPU, FGV, 2025

Leia as considerações sobre xamanismo de Els Lagrou, antropóloga especializada em estudos ameríndios:
“A consciência de que tudo está conectado e que todas as ações produzem reações, não somente gestos como também palavras, imagens vistas e pensamentos cultivados, é o que subjaz ao conhecimento xamanístico. Entre os Huni Kuin (Kaxinawá), o xamã se expressa pela performance e pelo canto que produz as visões, permitindo guiar as pessoas que participam desse ritual e ensinando-as a ver aquilo que se procura ver e, principalmente, a não se perder sob o efeito de bebidas visionárias. No caso dos Kaxinawa, os desenhos ganham um papel crucial nesse mundo visionário, pois eles são como caminhos que permitem ‘ver’ a realidade sob diferentes perspectivas”.
(Adaptado de https://revistausina.com/2015/07/15/entrevistacom-els-lagrou/)
No trecho acima, o fenômeno do xamanismo é interpretado como:
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707Q1062805 | Antropologia, Conceito e Objeto da Antropologia, Antropologia, TJ MS, FGV, 2024

No prefácio do livro “Trecos, troços e coisas”, o antropólogo Daniel Miller propõe o seguinte:

“O leitmotiv deste livro é um questionamento da oposição, vigente no senso comum, entre pessoa e coisa, animado e inanimado, sujeito e objeto. Em alguma medida, a ciência tem conseguido evitar isso. […] Aqui, em contraste, estou interessado em desenvolvimentos na ciência social, e não na ciência natural, e no encontro qualitativo da antropologia com a diversidade dos povos e a crescente diversidade das coisas.”


O objeto de estudo proposto por Daniel Miller é(são):
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708Q937110 | Antropologia, PPL 2 Aplicação, ENEM, INEP, 2023

São Nicolau, bispo de Mira, viveu no século IV e ficou conhecido como santo protetor das crianças. Na Idade Média, no dia 6 de dezembro, dia de São Nicolau, em Flandres, na Lorena e nos Países Baixos, um menino com uma barba branca e fantasiado de bispo passeava carregando presentes para as crianças. O nome holandês do santo, Sinter Klass, foi importado para a América pelos imigrantes, transformando-se em Santa Claus. Papai Noel é o que restou de São Nicolau, ou melhor, o que restava antes da transformação operada pela publicidade, que o representou de calças vermelhas, e não mais com a roupa longa “de bispo”.
FRUGONI, C. Invenções da Idade Média. Rio de Janeiro: Zahar, 2007 (adaptado).

De acordo com o texto, na produção e circulação da tradição cultural e religiosa descrita, são mobilizados elementos de natureza
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709Q1034043 | Antropologia, Conceito e Objeto da Antropologia, Antropólogo, UFG, IV UFG, 2024

Historicamente, podemos organizar os marcos de desenvolvimento de um determinado campo científicomuseal tomando como índices o incremento de coleções, a ampliação de quadros profissionais ou a especialização de áreas de conhecimento. O Museu Antropológico da UFG, iniciado nos anos de 1960, fundamenta-se em paradigma
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710Q1034050 | Antropologia, Conceito e Objeto da Antropologia, Antropólogo, UFG, IV UFG, 2024

O conjunto de convenções da UNESCO, que define e instrui os processos de restituição ou retorno de objetos culturais, tem como princípio o reconhecimento histórico da pilhagem de objetos durante a Segunda Guerra Mundial e o colonialismo europeu dos séculos XIX e XX. Por conta disso, medidas de reparação por danos patrimoniais e morais devem ser geradas. Assim sendo, os processos de restituição são definidos como
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711Q1034053 | Antropologia, Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana, Antropólogo, UFG, IV UFG, 2024

Diversas formas expressivas populares e étnicas foram preteridas e silenciadas ao longo da história de formação dos símbolos nacionais. Capoeira e samba, nas primeiras décadas do século XX, Funk e Hip hop nas últimas décadas, foram incompreendidas, perseguidas e proibidas. Paulatinamente, no entanto, resultado da articulação entre artistas populares, intelectuais e promotores culturais, gêneros antes perseguidos foram consagrados, por sua força expressiva e popularidade, como ícones de regiões e da Nação. Nesse quadro, museus antropológicos podem participar contribuindo com
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712Q1062799 | Antropologia, Sistemas Religiosos, Antropologia, TJ MS, FGV, 2024

Leia o trecho abaixo do artigo “Natureza & Cultura, versão americanista – Um sobrevoo”, de Renato Sztutman.

“(…) seres não humanos que se veem sob forma humana deveriam ver os humanos sob forma não humana, uma vez que a humanidade é uma posição e não uma substância, uma propriedade intrínseca a certa porção de seres. Um porco do mato, por exemplo, se vê como humano enquanto vê o humano como jaguar ou como espírito predador. Ora, todos esses existentes são, potencialmente, humanos (partilham a mesma condição de humanidade [humanity]) apesar de não serem todos da espécie humana (humankind). São todos sujeitos dotados de comportamento, intencionalidade e consciência, estando inseridos em redes de parentesco e afinidade, fazendo festas, bebendo cauim, reportando-se a chefes, fazendo guerra, pintando e decorando seus corpos. O que está em jogo, aqui, portanto, é a diferença entre perspectivas, o que nos envia a uma filosofia ameríndia da diferença.”

Esse trecho descreve o modo de relação entre humanos e não humanos característico da forma de pensamento ameríndio denominada:
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713Q1062802 | Antropologia, Antropologia Social Família, Antropologia, TJ MS, FGV, 2024

A antropóloga brasileira Fabiola Rohden, em um artigo publicado em 2002 e dedicado às contribuições de Marilyn Strathern sobre o tema do parentesco, escreveu:

“Os sistemas de parentesco e as formas de família são pensados como arranjos sociais que têm como base a reprodução biológica. Esses arranjos são vistos como passíveis de assumirem formas diversificadas em culturas e sociedades diferentes, embora sempre assentados sobre uma mesma e única referência, que são os ‘fatos naturais’ da vida.”

Ao apresentar a discussão sobre parentesco, Rohden faz referência ao seguinte dualismo caro aos debates da antropologia contemporânea:
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714Q1062808 | Antropologia, Antropologia Social Família, Antropologia, TJ MS, FGV, 2024

Em seu livro “A caminho da cidade”, publicado em 1978, a antropóloga Eunice Durhan escreveu:

“A industrialização e a urbanização significam a quebra de isolamento das comunidades tradicionais, a crise do sistema produtivo rural e da estrutura tradicional de autoridade, a negação dos velhos valores, a adoção de novos padrões de comportamento.”

O processo social que promove essa transformação da ordem social é(são):
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715Q1032147 | Antropologia, Conceito e Objeto da Antropologia, Perito em Antropologia, MPU, FGV, 2025

Para Sherry Ortner, o principal legado da antropologia geertziana tem sido a questão de como “os símbolos modelam os modos em que os atores sociais veem, sentem e pensam sobre o mundo ou, em outras palavras, como os símbolos operam enquanto veículos de ‘cultura’”. (Adaptado de Ortner, S. B. Teoria na antropologia desde os anos 60. In: Mana, 17(2), 2011, p. 421) Para Geertz, sistemas culturais como os calendários balineses são objeto de análise antropológica para:
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716Q1034047 | Antropologia, Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana, Antropólogo, UFG, IV UFG, 2024

Nos jogos de força em torno das classificações e representações sobre os povos indígenas em museus antropológicos, coleções e exposições etnográficas, podem ser consideradas
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717Q1034042 | Antropologia, Etnografia Radcliffe Brown e Lévi Strauss, Antropólogo, UFG, IV UFG, 2024

O que apontam os estudos etmológicos sobre as Ritxoko, bonecas de barro Iny-Karajá?
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718Q1034051 | Antropologia, Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana, Antropólogo, UFG, IV UFG, 2024

Os processos de restituição de objetos em guarda de museus e indivíduos podem adquirir facetas nacionais, em quadros de justiça de transição e reparação. No Brasil o caso paradigmático da campanha “Liberte o meu sagrado” levou à devolução (nos termos dos religiosos, “libertação”) de 519 objetos, batizados de “coleção Nosso Sagrado”, com guarda no Museu da República do Rio de Janeiro. Este fato representou um marco na relação entre comunidades e museus porque
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719Q1031107 | Antropologia, Etnografia Radcliffe Brown e Lévi Strauss, Antropologia, IPHAN, FGV, 2025

Leia o texto a seguir.

[É] nosso modesto parecer que o futuro da noção-mestra da antropologia, a noção de relação, depende da atenção que a disciplina souber prestar aos conceitos de diferença e de multiplicidade, de devir e de síntese disjuntiva. Uma teoria pósestruturalista da relacionalidade, isto é, uma teoria que mantenha o compromisso “infundamental” do estruturalismo com uma ontologia relacional, não pode ignorar (...) as ideias de perspectiva, força, afeto, hábito, evento, processo, preensão, transversalidade, devir e diferença.

VIVEIROS DE CASTRO, E. Metafísicas canibais. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

O pensamento pós-estruturalista busca um afastamento crítico de características fundamentais do modelo estruturalista.

Uma dessas características é
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720Q1032133 | Antropologia, Psicanálise e Antropologia, Perito em Antropologia, MPU, FGV, 2025

Em seu texto Esboço de uma teoria da prática, Pierre Bourdieu escreve o seguinte: "O caráter primordial da experiência do dom é, sem dúvida, sua ambiguidade: de um lado, essa experiência é (ou pretende ser) vivida como rejeição do interesse, do cálculo egoísta, como exaltação da generosidade, do dom gratuito e sem retribuição; de outro, nunca exclui completamente a consciência da lógica da troca, nem mesmo a confissão de pulsões recalcadas ou, por éclairs, a denúncia de uma outra verdade, denegada, da troca generosa, seu caráter impositivo e custoso (‘o presente é uma infelicidade’)” (Bourdieu, 1996, p. 7). A ambiguidade da experiência que Bourdieu descreve está embasada em:
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