Eu sentia falta do futuro. É claro que eu sabia,
muito mesmo antes da recorrência dele, que nunca
envelheceria. Era muito provável que eu nunca mais
fosse ver o oceano de uma altura de trinta mil pés de
novo, uma distância tão grande que não dá nem para
distinguir as ondas, nem nenhum barco, de um jeito que
faz o oceano parecer um enorme e infinito monólito.
Eu poderia imaginá-lo. Eu poderia me lembrar dele.
Mas não poderia vê-lo de novo, e me ocorreu que a ambição
voraz dos seres humanos nunca é saciada quando os sonhos
são realizados, porque há sempre a sensação de que tudo
poderia ter sido feito melhor e ser feito outra vez.
GREEN, J. A culpa é das estrelas. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012.
O texto apresenta uma reflexão da personagem acerca de
um problema característico da filosofia contemporânea,
que trata da(s)
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