Início

Questões de Concursos Português

Resolva questões de Português comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


1261Q373901 | Português, Figura e Vícios de Linguagem, Professor de Língua Portuguesa, SEDU ES, FCC

Segundo FIORIN, em Polifonia Textual e Discursiva (1999), ?a intertextualidade é o processo de incorporação de um texto em outro, seja para reproduzir o sentido incorporado, seja para transformá-lo. Há de haver três processos de intertextualidade: a citação, a alusão e a estilização. [...] A estilização é a reprodução dos procedimentos do ?discurso de outrem?, isto é, do estilo de outrem?, em geral, com ?função polêmica?.

Considere o contexto de produção dos enunciados a seguir para identificar aquele em que ocorre o processo de estilização.

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1262Q112682 | Português, Interpretação de Textos, Analista de Informática, SDS SC, CONSULPLAN

Texto associado.

Imagem 001.jpg

Com relação à tipologia textual, pode-se afirmar que esse texto deve ser considerado como:

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1263Q18490 | Português, Engenheiro da Computação, CIAAR, FAB

Texto associado.
Restos do carnaval

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate.Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
     No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
      E as máscaras? Eu tinha medo mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
        Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma das minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça – eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável – e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.
      Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.
    Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga – talvez atendendo a meu mudo apelo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel – resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.
      Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas – à ideia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha – mas ah! Deus nos ajudaria! Não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.
     Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
       Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.
      Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
    Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

(Lispector, Clarice. Felicidade clandestina: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998)
“… Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.” (9º§) 

Todo esse segmento é uma exemplificação do período anterior, através do termo
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

1264Q374817 | Português, Concordância Verbal e Nominal, Técnico de Som, Câmara de Pará de Minas MG, FUMARC, 2018

A concordância nominal está CORRETA em:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

1265Q54966 | Português, Substantivo

Leia:

“Desenterrando coisas valiosas estaremos chamando a desgraça. Aproximando-se o dia da purificação, o céu encobrir-se-á de teias de aranha. Um vaso cheio de cinzas poderá um dia cair do céu; poderá queimar a terra e agitar os mares.” (Texto de encerramento do filmeKoyaanisqatsi)

Em relação ao texto, é incorreto afirmar que: 
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1266Q54800 | Português, Noções de Fonética

Assinale, dentre as palavras sublinhadas no texto a seguir, aquela cuja grafia reproduz a pronúncia CORRETA:

A festa de beneficiência para os menores abandonados, realizada na noite de ontem, foi muito divulgada pelos meios de comunicação. Parece-me, entretanto, uma contradição ajudar as crianças e os mendingos com tanta sofisticação. No evento, até os garçons usavam terno e passeavam entre as pessoas com bandejas de carangueijo gratinado, suculentos salgadinhos com mortadela, iscas de faisão – e tudo isso era devorado prazeirosamente por tanta gente esnobe.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1267Q20397 | Português, Reforma Ortográfica

Texto associado.
Avalie se as palavras em negrito nas sentenças abaixo estão corretas ou incorretas, segundo as novas regras ortográficas.
A idéia do presidente é que todos os países se unam contra o aquecimento.
  1. ✂️
  2. ✂️

1268Q2214 | Português, Concordância e Regência

As frases obedecem às regras de concordância nominal, exceto em:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

1269Q699828 | Português, Morfologia, Aspirante da Aeronáutica, AFA, Aeronáutica, 2019

Texto associado.
TEXTO III
Janela sobre a palavra (V)
Javier Villafañe busca em vão a palavra que deixou
escapar bem quando ia pronunciá-la. Onde terá ido essa
palavra, que ele tinha na ponta da língua?
Haverá algum lugar onde se juntam todas as palavras
5 que não quiseram ficar? Um reino das palavras perdidas?
As palavras que você deixou escapar, onde estarão à
sua espera?
(GALEANO, Eduardo. As palavras andantes. Porto Alegre: L&PM, 2017, p. 222)
Assinale a alternativa INCORRETA referente ao texto IV, “Poesia”.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

1270Q35624 | Português, Técnico de Laboratório, IFMS

Leia o texto seguinte para responder a questão:

Aprenda a chamar a polícia
Luis Fernando Veríssimo

    Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranqüilamente.
    Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço.
    Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa.
    Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
    Um minuto depois, liguei de novo e disse com a voz calma:
    — Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
    Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate , uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
    Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
    No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
    — Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
    Eu respondi:
    — Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.

Fonte: http://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-de-luis-fernando-verissimo

Sobre a estruturação global do enredo da história, marque a alternativa que numere a sequência correta da segunda coluna, levando em consideração os elementos da primeira.

( 1 ) Apresentação
( 2 ) Desenvolvimento 
( 3 ) Clímax 
( 4 ) Desfecho

( ) Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12...
( ) [...] numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa...
( ) Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão...
( ) Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço...
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1271Q19866 | Português, Agente Legislativo de Serviços Técnicos e Administrativos, AL SP, FCC

Texto associado.
O reflorestamento tem o papel de conservar a biodiversidade da Mata Atlântica e retomar as funções ecológicas que a tornam tão importante. Mas é possível fazer com que uma floresta secundária avance para a condição de floresta nativa? Segundo a diretora de restauração florestal da SOS Mata Atlântica, as florestas secundárias geralmente não conseguem atingir as mesmas condições ecológicas que as primárias, mas têm o seu valor. "Uma floresta estabelecida, ainda que secundária, absorve água e forma um reservatório natural, impede o assoreamento dos rios e gera emprego e renda para quem atua na restauração." A manutenção de funções ecológicas na floresta secundária depende de seu desenvolvimento. "Se ela atingir determinado tamanho, diversidade e microclima adequado, poderá ter funções semelhantes às da mata nativa", diz ela. Também a capacidade de absorver carbono é uma das diferenças entre as duas florestas. A mata secundária sequestra muito mais carbono, mas isso não a torna melhor do que a primária, ela explica. O grau de biodiversidade é um dos principais fatores que diferenciam florestas primárias e secundárias. Esse grau depende de vários aspectos, especialmente a idade e a existência de mata nativa nas proximidades. As florestas secundárias são definitivamente mais vulneráveis do que a primária, principalmente em relação ao fogo. Na Amazônia, a idade média de uma floresta secundária é de seis ou sete anos, já que muitas delas são queimadas mais de uma vez. A diretora avalia ainda que a perda de espécies na mata secundária está relacionada ao ambiente mais aberto. Intervenções como corte de cipó e plantio de espécies que funcionem como uma barreira podem contribuir para a restauração e a conservação das florestas.

(Ana Bizzotto. O Estado de S. Paulo, Especial Sustentabilidade, H6, 30 de janeiro de 2009, com adaptações)
A concordância verbal e nominal está inteiramente correta em:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1272Q375175 | Português, Fonética e Fonologia, COPESE, 2020

Conhecer os sons das letras, a pronúncia dos dígrafos e dífonos, dos encontros vocálicos e dos consonantais, dos tritongos, dos ditongos e dos hiatos faz parte da boa Oratória. A única sequência que apresenta CORREÇÃO quanto a isso é:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1273Q55632 | Português, Conotação e Denotação

Texto: O futuro na balança

Se na década de 1970 o principal entrave ao desenvolvimento das crianças brasileiras era a desnutrição, hoje, quase 50 anos depois, a preocupação pende para o extremo oposto da balança. “A obesidade é a maior epidemia de todos os tempos e não deixou o Brasil de fora”, sentencia a pediatra Renata Machado, do Departamento de Endocrinologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). É um problema que afeta gente de todas as idades – a prevalência entre os adultos aumentou 60% no país de 2006 a 2016! – e começa cada vez mais cedo. Entre meninos e meninas de 5 a 9 anos, 33% já estão acima do peso e 15% são considerados obesos. Nesse ritmo, a estimativa é que a obesidade atinja 11,3 milhões de brasileirinhos em 2025.
E por que os especialistas se inquietam tanto com isso? “Uma criança obesa tem 80% de chance de se tornar um adulto obeso”, alerta Michele Lessa, coordenadora de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde. A condição está associada a nada menos que 26 doenças crônicas, como pressão alta e diabetes tipo 2 – problemas que deixaram de ser exclusividade de gente grande. Nesse cenário, vislumbra-se, pela primeira vez na história recente, uma geração que poderá viver menos e pior que seus pais.
Ironicamente, uma criança acima do peso pode até ser considerada desnutrida. Isso por causa da má qualidade da alimentação, que nas últimas décadas vem perdendo nutrientes bacanas e ganhando açúcar, gordura e sódio desde muito cedo. Imagine que 32,5% das crianças com menos de 2 anos consomem refrigerante ou bebidas adoçadas cinco ou mais vezes na semana. “O que vemos é uma geração de mães e pais que trabalham muito, que chegam em casa e não têm tempo de cozinhar e acabam oferecendo alimentos prontos, mais baratos e com alto teor calórico”, observa a pediatra Louise Cominato, coordenadora do Ambulatório de Obesidade do Instituto da Criança do hospital das Clínicas de São Paulo. É claro que não se trata de culpar os pais. Até porque hábitos alimentares se constroem também a partir de políticas públicas, informação adequada, melhoria do ambiente escolar, restrição de propaganda e redução da disponibilidade de produtos desequilibrados.
Na verdade, o desarranjo com a comida é só um dos pilares que sustentam o ganho de peso. “A obesidade é um problema complexo e multifatorial”, ressalta Odete Freitas, diretora de sustentabilidade da Amil, companhia de seguros que lançou em 2014 o movimento “Obesidade Infantil Não”, com o intuito de conscientizar escolas e toda a sociedade. O sedentarismo, ela lembra, tem papel decisivo nos quilos a mais. Estudos sugerem que, ao chegar aos 18 anos, um jovem de hoje poderá ter passado três anos em frente a uma tela de televisão, celular ou tablete. Não espanta, assim, que as brincadeiras e as atividades que botam o corpo em movimento fiquem em segundo plano.
Outro aspecto associado ao abuso das telas e ao próprio excesso de peso é a má qualidade do sono. Sem horários estabelecidos para dormir e acordar, muitas crianças descansam pouco ou mal, situação propícia a desregular hormônios que controlam a fome e a saciedade e o desenvolvimento do corpo. Tem mais: sono ruim gera cansaço, baixo rendimento escolar e problemas emocionais. E aí chegamos a outro ponto crítico: a obesidade não compromete só a saúde física, prejudica também o bem-estar mental e social.
“Algo que os pacientes trazem muito é a questão do preconceito. As crianças acima do peso são humilhadas e responsabilizadas por seu problema”, repara a médica Maria Edna de Melo, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Com a campanha “Obesidade, Eu Trato com Respeito”, a entidade procura esclarecer, por exemplo, que recriminar a criança funciona apenas como fonte de estresse. “Obesidade precisa de tratamento, não existe um botão de liga e desliga”, afirma Maria Edna.
Não é incomum, nesse contexto, que na convivência diária pais e cuidadores deixem de notar que o pequeno está ganhando peso demais. Daí a necessidade de prestar atenção e acompanhar de perto com o pediatra. Até porque, uma vez instalada a obesidade, mais difícil fica reverter o quadro. “Sem uma atuação em conjunto, que envolva uma equipe interdisciplinar, a família e a escola, não há como resolver”, avalia a educadora física Vera Lúcia Perino Barbosa, presidente do Instituto Movere, em São Paulo.

Paula Desgualdo Revista Saúde é Vital. São Paulo: Editora Abril, setembro de 2018. (adaptado)

Está empregada em sentido figurado ou conotativo a palavra destacada em: 
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

1274Q28664 | Português, Interpretação de Textos, Nível Fundamental Completo, Prefeitura de Barra de Guabiraba PE

Texto associado.
O ASSALTO 
Carlos Drummond de Andrade

     A casa luxuosa no Leblon é guardada por um cachorro de feia catadura, que dorme de olhos abertos, ou talvez nem durma, de tão vigilante. Por isso, a família vive tranquila, e nunca se teve notícia de assalto à residência tão bem protegida. 
     Até a semana passada. Na noite de quinta-feira, um homem conseguiu abrir o pesado portão de ferro e penetrar no jardim. Ia fazer o mesmo com a porta da casa, quando o cachorro, que muito de astúcia o deixara chegar até lá, para acender-lhe o clarão de esperança e depois arrancar-lhe toda ilusão, avançou contra ele, abocanhando-lhe a perna esquerda. O ladrão quis sacar do revólver, mas não teve tempo para isto. Caindo ao chão, sob as patas do inimigo, suplicou-lhe com os olhos que o deixasse viver, e com a boca prometeu que nunca mais tentaria assaltar aquela casa. Falou em voz baixa, para não despertar os moradores, temendo que se agravasse a situação.
     O animal pareceu compreender a súplica do ladrão, e deixou-o sair em estado deplorável. No jardim ficou um pedaço de calça. No dia seguinte, a empregada não entendeu bem por que uma voz, pelo telefone, disse que era da Saúde Pública e indagou se o cão era vacinado. Nesse momento o cão estava junto da doméstica, e abanou o rabo, afirmativamente. 
Que frase retirada do texto indica que o cão era um bom vigilante?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1275Q374876 | Português, Literatura, Professor, Seduc CE, UECE, 2018

A geração de 1930 vive um período de tensão e de crise e busca uma estabilização das conquistas modernas. Analise as afirmações sobre os poetas brasileiros dessa geração e sua produção.

I. Carlos Drummond de Andrade: as diferentes fases de sua poesia refletem a evolução de seu pensamento. Era também contista e cronista.

II. Jorge de Lima: sua poesia evoluiu de realista para uma poesia religiosa, mística, e então surrealista.

III. Vinicius de Morais: sua poesia evoluiu de católica para uma poesia erótica onde a presença da mulher é constante.

IV. Cecília Meireles: vem do Parnasianismo e filia-se ao Modernismo de segunda fase, quer pelo espiritualismo, quer pela forma, quer pela harmonia de seus versos.

É correto apenas o que se afirma em

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

1276Q114809 | Português, Interpretação de Textos, Analista de Procuradoria, PGE BA, FCC

Texto associado.

Imagem 001.jpg

O tema central do texto está adequadamente identificado na seguinte formulação: cada um de nós costuma enfrentar, com frequência,
 

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1277Q860444 | Português, Verbos

(FGV-2003) Assinale a alternativa em que, pelo menos, um verbo esteja sendo usado como transitivo direto.

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1278Q860414 | Português, Acentuação Gráfica

Marque a única alternativa que apresenta equívocos de acentuação das palavras:

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1279Q373906 | Português, Adjetivos, Técnico do Ministério Público, MPE RJ, FGV

Segundo o gramático Celso Cunha, os adjetivos em língua portuguesa expressam qualificações, características, estados e relações; o adjetivo abaixo que expressa relação é:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

1280Q158307 | Português, Interpretação de Textos, Assistente Legislativo, AL TO, CESGRANRIO

Texto associado.

Texto I

Conta-se que, certa vez, ligaram para Brasília
uns cientistas americanos intrigados com o que viram
em algumas fotos de satélite. Eles queriam saber o
que havia na região ao norte do Distrito Federal, porque
as imagens mostravam um brilho intenso naquelas
coordenadas, algo muito incomum. Bem, esse
telefonema pode nem ter ocorrido, mas o certo é que a
Chapada dos Veadeiros, a 230 quilômetros de Brasília,
está sobre uma das mais generosas jazidas de cristal
de que se tem notícia.
Os tais cientistas americanos, caso tenham
ligado mesmo, não estavam descobrindo nenhuma
América, pois durante longo tempo a garimpagem do
cristal movimentou a Chapada e seus arredores. Esse
minério translúcido servia como matéria-prima para
fabricação de componentes eletrônicos e de
computador, em vista de sua altíssima condutividade.
Com o tempo, os pesquisadores desenvolveram outros
materiais em laboratório e o cava-cava acabou.
Os místicosfalam que há uma gigantesca placa
de cristal sob toda a região. E sobre ela, como você
pode imaginar, uma gigantesca massa de místicos.
Atraídos pela inegável atmosfera divinal da Chapada,
que é um manancial de água e luz (a solar, ok?) e com
visuais que chamam à contemplação, milhares de
terapeutas, psicólogos, massagistas e líderes
espirituais se mudaram para lá, o que faz de Alto
Paraíso e da vizinha vila de São Jorge um "território
alto-astral" de fama internacional.

RODRIGUES, Otávio. Viagem, Edição Especial (Ecoturismo)
Ed. Abril - Edição 108-A.

"Conta-se que, certa vez, ligaram para Brasília uns cientistas americanos..." (l. 1-2) De acordo com o texto, pode-se afirmar que esse telefonema:

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.