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Questões de Concursos Português

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1661Q52631 | Português, Interpretação de Textos, Oficial do Exército, EsPCEx, Exército Brasileiro, 2018

Texto associado.
Política pública de saneamento básico: as bases do saneamento como direito de cidadania e os debates sobre novos modelos de gestão

Ana Lucia Britto
Professora Associada do PROURB-FAU-UFRJ
Pesquisadora do INCT Observatório das Metrópoles

    A Assembleia Geral da ONU reconheceu em 2010 que o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é indispensável para o pleno gozo do direito à vida. É preciso, para tanto, fazê-lo de modo financeiramente acessível e com qualidade para todos, sem discriminação. Também obriga os Estados a eliminarem progressivamente as desigualdades na distribuição de água e esgoto entre populações das zonas rurais ou urbanas, ricas ou pobres.
    No Brasil, dados do Ministério das Cidades indicam que cerca de 35 milhões de brasileiros não são atendidos com abastecimento de água potável, mais da metade da população não tem acesso à coleta de esgoto, e apenas 39% de todo o esgoto gerado são tratados. Aproximadamente 70% da população que compõe o déficit de acesso ao abastecimento de água possuem renda domiciliar mensal de até ½ salário mínimo por morador, ou seja, apresentam baixa capacidade de pagamento, o que coloca em pauta o tema do saneamento financeiramente acessível.
    Desde 2007, quando foi criado o Ministério das Cidades, identificam-se avanços importantes na busca de diminuir o déficit já crônico em saneamento e pode-se caminhar alguns passos em direção à garantia do acesso a esses serviços como direito social. Nesse sentido destacamos as Conferências das Cidades e a criação da Secretaria de Saneamento e do Conselho Nacional das Cidades, que deram à política urbana uma base de participação e controle social.
    Houve também, até 2014, uma progressiva ampliação de recursos para o setor, sobretudo a partir do PAC 1 e PAC 2; a instituição de um marco regulatório (Lei 11.445/2007 e seu decreto de regulamentação) e de um Plano Nacional para o setor, o PLANSAB, construído com amplo debate popular, legitimado pelos Conselhos Nacionais das Cidades, de Saúde e de Meio Ambiente, e aprovado por decreto presidencial em novembro de 2013.
    Esse marco legal e institucional traz aspectos essenciais para que a gestão dos serviços seja pautada por uma visão de saneamento como direito de cidadania: a) articulação da política de saneamento com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde; e b) a transparência das ações, baseada em sistemas de informações e processos decisórios participativos institucionalizados.
    A Lei 11.445/2007 reforça a necessidade de planejamento para o saneamento, por meio da obrigatoriedade de planos municipais de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, drenagem e manejo de águas pluviais, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Esses planos são obrigatórios para que possam ser estabelecidos contratos de delegação da prestação de serviços e para que possam ser acessados recursos do governo federal (OGU, FGTS e FAT), com prazo final para sua elaboração terminando em 2017. A Lei reforça também a participação e o controle social, através de diferentes mecanismos como: audiências públicas, definição de conselho municipal responsável pelo acompanhamento e fiscalização da política de saneamento, sendo que a definição desse conselho também é condição para que possam ser acessados recursos do governo federal.
    O marco legal introduz também a obrigatoriedade da regulação da prestação dos serviços de saneamento, visando à garantia do cumprimento das condições e metas estabelecidas nos contratos, à prevenção e à repressão ao abuso do poder econômico, reconhecendo que os serviços de saneamento são prestados em caráter de monopólio, o que significa que os usuários estão submetidos às atividades de um único prestador.

FONTE: adaptado de http://www.assemae.org.br/artigos/item/1762-saneamento-basico-como-direito-de-cidadania
“ Desde 2007, quando foi criado o Ministério das Cidades, identificam-se avanços importantes na busca de diminuir o déficit já crônico em saneamento”.

As expressões sublinhadas acima desempenham, respectivamente, as funções sintáticas de
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1662Q27139 | Português, Interpretação de Textos, Auxiliar de Serviços Gerais, Prefeitura de Alto Piquiri PR, KLC

Texto associado.
A forra do peão 

    O baiano Renato Pereira dos Santos, 26 anos, é brasileiro desses que se encontra em qualquer ponto de ônibus. Há quatro anos, viajou a São Paulo com uma mala de couro para tentar mudar de vida. Não conseguiu emprego fixo nem teto para morar. Trabalhando como pedreiro, quando tem serviço dorme em galpão de obra. Desempregado, reside de favor na casa de amigos. Todos os domingos. Renato passava em frente a um bar na Vila Madalena, um dos pontos mais animados de São Paulo, e admirava a alegria dos fregueses. Na madrugada de segunda-feira, 10, o pedreiro Renato resolveu ir à forra.
    Depois que todos haviam ido embora, arrombou o bar com um pedaço de ferro. Ao entrar, foi direto para cozinha. Ele já trabalhou como garçom e não teve dificuldades de preparar o cardápio de sua refeição.
    No freezer escolheu dois pedaços de frango. Preparou um molho de pimenta e farofa. No barril de chope, serviu-se à vontade. De sobremesa, sorvete de morango. Separou 22 CDs, 9 fitas de vídeo, e alguns alto-falantes em uma sacola. Caiu no sono. O pedreiro acordou com o barulho da porta de ferro se abrindo. As proprietárias chegaram, chamaram a polícia. Renato foi preso.

(Revista Veja – 1994)
Sobre o texto é INCORRETO afirmar: 
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1663Q15577 | Português, Analista Administrativo, MPOG, FUNRIO

Se é verdade que a coesão não constitui condição necessária nem suficiente para que um texto seja um texto, não é menos verdade, também, que o uso de elementos coesivos dá ao texto maior legibilidade, explicitando os tipos de relações estabelecidas entre os elementos linguísticos que o compõem. (Ingedore Koch, A Coesão Textual, 2002) A opção que mostra o uso coerente de elementos coesivos como forma de dar maior legibilidade ao trecho é
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1664Q374172 | Português, Termos Integrantes da Oração, Procurador, Câmara de Guaíba RS

Na frase ?Desconfiei da conversa do vendedor e não concordei com a proposta?, o termo em destaque exerce função sintática de:
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1665Q373118 | Português, Crase, Técnico Administrativo, Secretaria de Estado da Saúde DF, IADES

Assinale a alternativa que, em conformidade com a norma-padrão, preenche adequadamente as lacunas do período “Nas próximas semanas, o plantão da enfermeira será, de quarta-feira domingo, das 8h 14h”.
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1666Q159949 | Português, Orações coordenadas assindéticas, Assistente Jurídico, ABDI, IBFC

Assinale a alternativa em que o período é composto por coordenação assindética:

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1667Q156208 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário Odontologia, TRT 20a REGIÃO, FCC

Considere as assertivas a seguir:
Para explicar os fenômenos relativos ao processo saúde-doença é preciso utilizar saberes que não vão além da dimensão social desses fenômenos
porque
a epidemiologia constitui um campo de conhecimentos e práticas que transcende a própria área da saúde, abrangendo conhecimentos produzidos no âmbito da economia, sociologia, antropologia e história.
É correto afirmar:

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1668Q5178 | Português, Auxiliar de Professor de Educação Infantil, Prefeitura de Piedade SP, CETRO

Texto associado.
Atenção: As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto que segue.

O cipreste inclina-se em fina reverência
e as margaridas estremecem, sobressaltadas.
A grande amendoeira consente que balancem
suas largas folhas transparentes ao sol.
Misturam-se uns aos outros, rápidos e frágeis,
os longos fios da relva, lustrosos, lisos fios verdes.
Frondes rendadas de acácias palpitam inquietamente
com o mesmo tremor das samambaias
debruçadas nos vasos.
Fremem os bambus sem sossego,
num insistente ritmo breve.
O vento é o mesmo:
mas sua resposta é diferente em cada folha.
Somente a árvore seca fica imóvel,
entre borboletas e pássaros.
Como a escada e as colunas de pedra,
ela pertence agora a outro reino.
Seu movimento secou também, num desenho inerte.
Jaz perfeita, em sua escultura de cinza densa.
O vento que percorre o jardim
pode subir e descer por seus galhos inúmeros:
ela não responderá mais nada,
hirta e surda, naquele verde mundo sussurrante.

(Cecília Meireles. O Vento)
Em relação à natureza descrita pela autora, pode-se dizer que a primeira e segunda partes do texto sugerem, respectivamente, a um pintor:
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1670Q164087 | Português, Numerais, Auxiliar Administrativo, MPE SP, VUNESP

Texto associado.

Leia o texto para responder a questão.

      Este ano marca o 20.º aniversário do genocídio em Ruanda.
Em exatos cem dias, de abril a julho de 1994, entre 800 mil e
um milhão de ruandeses, predominantemente da etnia tutsi,
foram massacrados, quando um governo extremista liderado por
outra etnia, a hutu, lançou um plano nacional para basicamente
exterminar a minoria tutsi e qualquer outra que fizesse oposição
a suas políticas, até mesmo hutus moderados. Foi um cenário
infernal no qual assassinatos brutais – inclusive de crianças e
bebês – eram realizados por pessoas que poucos dias antes eram
vizinhas, colegas ou mesmo amigas
      O genocídio só chegou ao final quando a Frente Patriótica
de Ruanda (RPF, na sigla em inglês), movimento tutsi liderado
por Paul Kagame, saiu da vizinha Uganda e derrubou o governo
hutu. Kagame tornou-se presidente em abril de 2000 e continua
sendo até hoje.
      As coisas mudaram muito em Ruanda desde então, e para
melhor. Foi a partir de 2006 que a evolução do país passou a
mostrar dados impressionantes: mais de um milhão de ruandeses
saíram da pobreza; o acesso à saúde e à educação está em
expansão; um boom imobiliário transformou a capital Kigali; e
pelo menos dois terços da população do país estão abaixo dos 25
anos, tornando o potencial para a força de trabalho de Ruanda
extremamente promissor..
      Apesar disso, o austero e exigente Kagame reconhece que
do vírus do ódio, da raiva e do desejo de vingança não é fácil de
se livrar.

(http://revistasamuel.uol.com.br, 28.03.2014. Adaptado)

Em relação à classificação dos numerais, os fracionários indicam a parte de um inteiro, como se comprova com a expressão:

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1671Q55327 | Português, Orações Coordenadas Sindéticas

Em: “fui surpreendida por uma andorinha solitária, QUE CRUZOU O PARA-BRISA DO CARRO A TODA.”, a oração destacada classifica-se como: 
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1672Q860441 | Português, Verbos

(PUC) Em:

"... principiou a segunda volta do terço.";
"Carrocinhas de padeiro derrapavam nos paralelepípedos.";
"Passavam cestas para o Largo do Arouche.";
"Garoava na madrugada roxa."

Os verbos são, respectivamente:

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1673Q375016 | Português, Semântica, Analista Legislativo Municipal, Câmara de Salvador BA, FGV, 2018

A opção em que a nominalização do segmento sublinhado está INCORRETA é:
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1674Q24580 | Português, Técnico de enfermagem, CHS, CETRO

Assinale a alternativa que apresenta a mesma figura de sintaxe presente na oração abaixo.

Quando ele me diz aquelas coisas, volto para trás e esqueço de tudo.
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1675Q3198 | Português, Agente de Organização Escolar, VUNESP

Texto associado.
O óleo dos deuses

A mitologia reserva um belo capítulo ao nascimento da olivei-
ra, cujo fruto, a azeitona, era uma das bases da economia grega na
Antiguidade. Poseidon, o deus dos mares, e Atena, a deusa da sa-
bedoria, disputavam a guarda de uma cidade prestes a ser fundada.
Para encerrar a contenda, Zeus, o maior dos deuses, resolveu que
a cidade seria consagrada a quem apresentasse a invenção mais
proveitosa a seus habitantes. Poseidon criou o cavalo – animal útil
para o transporte e a agricultura. Atena fez brotar a oliveira – uma
árvore de aparência frágil, mas capaz de render frutos valiosos, que
alimentam e curam. Zeus ficou tão maravilhado com a invenção
da deusa que batizou a nova cidade de Atenas.
(Veja, 03.12.2008)
Observe as frases.

I. À origem da oliveira está reservado um belo capítulo na mitologia.
II. Tanto Poseidon quanto Atena queriam à guarda da cidade que estava prestes a ser fundada.
III. Zeus resolveu que a cidade seria consagrada àquele que apresentasse a invenção mais proveitosa.

Quanto ao emprego do acento indicativo da crase, está correto apenas o contido em
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1676Q375035 | Português, Substantivo, Analista Sociocultural, SEAP SP, MSConcursos, 2018

Quanto ao gênero dos substantivos, assinale a alternativa incorreta.

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1677Q1343 | Português, Investigador Policial, Polícia Civil RJ, CESGRANRIO

Texto associado.
Texto I
     Quanto mais nos vemos no espelho, mais dificuldade
temos, como brasileiros, de achar um foco para
nossa imagem. Pelo menos, nossa imagem como povo.
(...)
     Nossa identidade é assunto polêmico desde tempos
remotos. Quando o escritor Mário de Andrade deu
vida ao espevitado e contraditório personagem
Macunaíma, em 1928, nosso herói sem nenhum caráter
já andava desesperadamente à procura dela. Ele sabia
que havia algo de brasileiro no ar e foi buscar indícios
desses traços na riqueza da cultura popular. (...) No final
dos anos 80, o antropólogo Darcy Ribeiro continuava indagando:
“E não seria esta alegria – além da mestiçagem
alvoroçada, da espantosa uniformidade cultural e do brutal
desgarramento classista – uma das características
distintivas dos brasileiros? Seria a compensação dialética
à que o povo se dá da vida azarosa, famélica e triste que
lhe impõem?”
     Ninguém ainda respondeu a contento à questão.
O historiador Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do
Brasil (1936), foi buscar na origem portuguesa os traços
que fazem do brasileiro um brasileiro: o estilo cordial,
hospitaleiro, pacato e resignado, em um povo que herdou
a bagunça lusa. Mas será que todo brasileiro vê essa
imagem no espelho? Ser apenas o povo do futebol, do
samba e das mais belas mulheres do mundo basta?
Aliás, será que somos isso mesmo? (...)

SCAVONE, Míriam. In: Porto Seguro Brasil. Conteúdo fornecido e produzido pela Editora Abril S.A. (SP).
O período “Quanto mais nos vemos no espelho, mais dificuldade temos, como brasileiros, de achar um foco para nossa imagem.’’(l.1-3), no Texto I, caracteriza-se pela idéia de:
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1678Q708622 | Português, Gêneros Textuais, Engenheiro Civil, Prefeitura de Curitiba PR, FUNPAR NC UFPR, 2019

Texto associado.
O texto a seguir é referência para a questão

Ciência da mudança  

Hélio Schwartsman 

Um programa humorístico “mainstream” dos anos 70 ou 80, daqueles que a família se reunia em torno da TV para assistir junta, não iria ao ar hoje nos canais abertos nem no turno da madrugada. É que boa parte das piadas que nos faziam rir no passado soam hoje insuportavelmente machistas, homofóbicas, racistas etc. Nossas sensibilidades mudaram. __________? Como? 
É a essas perguntas que o jurista convertido em estudioso do comportamento humano Cass Sunstein (Harvard) tenta responder em seu mais recente livro, “How Change Happens” (como a mudança ocorre). 
A revisão de normas sociais pode ser rápida ou devagar, pode dar-se para o bem ou para o mal. Se a escravidão, que foi vista como perfeitamente natural durante a maior parte da história, tornou-se um tabu quase universal, o anti-intelectualismo, do qual as pessoas se envergonhavam uma década atrás, não só foi normalizado como é um dos elementos que marcam a recessão democrática que o mundo atravessa.
Uma das muitas razões __________ esses processos são tão dinâmicos é que as pessoas não revelam suas reais preferências se estas não se coadunarem com a norma social vigente, mas basta que a regra seja contestada por um certo número de indivíduos (“tipping point”) para que a todos se sintam livres para dizer o que de fato pensam, levando eventualmente ao colapso do antigo consenso. Já se a norma social reflete as preferências, aí é difícil mudá-la, mesmo alterando a legislação. Um bom exemplo é a persistência de práticas racistas. 
Sunstein apoia-se em muita pesquisa científica e doses generosas de bom senso liberal. O conjunto da obra é um pouco descosido, já que o livro foi elaborado a partir de artigos publicados anteriormente. Essa falta de unidade não impede o autor de propor discussões interessantes. Devemos usar a lei para fazer avançar agendas políticas? Existem limites para o nível de transparência que devemos exigir dos governantes?
(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2019/04/ciencia-da-mudanca.shtml)


Pelas suas características, esse texto é um exemplo de:
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1679Q688337 | Português, Crase, Médico Pediatra, IABAS RJ, IBADE, 2019

Texto associado.

Leia o texto e responda às perguntas.
Infestação de escorpiões no Brasil pode ser imparável

A infestação de escorpião no Brasil é o exemplo
perfeito de como a vida moderna se tornou
imprevisível. É uma característica do que, no
complexo campo de problemas, chamamos de um
mundo “VUCA” (Volatility, uncertainty, complexity and
ambiguity em inglês) – um mundo volátil, incerto,
complexo e ambíguo.
Escorpiões, como as baratas que eles comem, são
uma espécie incrivelmente adaptável.
O número de pessoas picadas em todo o Brasil
aumentou de 12 mil em 2000 para 140 mil no ano
passado, de acordo com o Ministério da Saúde.
A espécie que aterroriza os brasileiros é o perigoso
escorpião amarelo, ou Tityus serrulatus. Ele se
reproduz por meio do milagre da partenogênese,
significando que um escorpião feminino
simplesmente gera cópias de si mesma duas vezes
por ano – nenhuma participação masculina é
necessária.
A infestação do escorpião urbano no Brasil é um
clássico "problema perverso". Este termo, usado pela
primeira vez em 1973, refere-se a enormes
problemas sociais ou culturais como pobreza e
guerra – sem solução simples ou definitiva, e que
surgem na interseção de outros problemas.
Nesse caso, a infestação do escorpião urbano no
Brasil é o resultado de uma gestão inadequada do
lixo, saneamento inapropriado, urbanização rápida e
mudanças climáticas.
No VUCA, quanto mais recursos você der para os
problemas, melhor. Isso pode significar tudo, desde
campanhas de conscientização pública que educam
brasileiros sobre escorpiões até forças-tarefa
exterminadoras que trabalham para controlar sua
população em áreas urbanas. Os cientistas devem
estar envolvidos. O sistema nacional de saúde
pública do Brasil precisará se adaptar a essa nova
ameaça.
Apesar da obstinada cobertura da imprensa, as
autoridades federais de saúde mal falaram
publicamente sobre o problema do escorpião urbano
no Brasil. E, além de alguns esforços mornos em
nível nacional e estadual para treinar profissionais de
saúde sobre o risco de escorpião, as autoridades
parecem não ter nenhum plano para combater a
infestação no nível epidêmico para o qual ela está se
dirigindo.
Temo que os escorpiões amarelos venenosos
tenham reivindicado seu lugar ao lado de crimes
violentos, tráfico brutal e outros problemas crônicos
com os quais os urbanitas no Brasil precisam lidar

diariamente.
* Hamilton Coimbra Carvalho é pesquisador em
Problemas Sociais Complexos, na Universidade de
São Paulo (USP).

T e x t o a d a p t a d o d e R e v i s t a G a l i l e u
( h t t p s : / / r e v i s t a g a l i l e u . g l o b o . c o m / C i e n c i a / M e i o - Ambiente/noticia/2019/02/infestacao-de-escorpioes-no-brasil- pode-ser-imparavel-diz-pesquisador.html)

Observe o emprego do acento grave indicador de crase nas seguintes frases:
I. A Secretaria de Saúde ofereceu um curso gratuito ______ que moram nas áreas mais afetadas pelo aumento do número de escorpiões.
II. Ainfestação chegou ____ cidade onde nasci.
III. No documento também se fazia referência ____ crianças picadas por cobras.
A opção que completa corretamente as lacunas é:
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1680Q375012 | Português, Literatura, Professor, Seduc CE, UECE, 2018

Atente para o que se afirma a seguir sobre o índio no imaginário literário do Brasil, e escreva V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.

( ) O indianismo Barroco está presente na carta de Pero Vaz de Caminha, que define os índios como inocentes, curiosos e, até certo ponto, hospitaleiro, por receber os portugueses de modo acolhedor.

( ) O poeta árcade Basílio da Gama, no poema épico “O Uraguai”, compõe a história da resistência dos índios ao ataque português aos Sete Povos das Missões.

( ) No Brasil, os escritores indianistas dos romances românticos têm o interesse de retratar a cultura europeia, buscando resgatar a imagem do índio brasileiro como símbolo de um povo livre e soberano, de uma terra exuberante e incomparável.

( ) A imagem idealizada de pátria e de povo é questionada pelos modernistas, que promovem uma “releitura” dos textos quinhentistas e românticos, para propor uma visão desmistificada do Brasil e dos índios. O exemplo mais célebre dessa nova visão é “Macunaíma”, de Oswald de Andrade, em que Macunaíma é o índio indolente. Preguiçoso, sem caráter, que abre caminho para a desconstrução e dos mitos românticos e exemplifica a visão antropofágica defendida pelos modernistas.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

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