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Questões de Concursos Português

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1941Q18370 | Português, Aprendiz Marinheiro, Marinha do Brasil, MB

Assinale a opção em que o termo destacado transmite a noção de tempo.
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1942Q933714 | Português, Tipos de Texto

Qual dos seguintes é um exemplo de texto narrativo?

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1943Q137115 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário Área Judiciária Execução de Mandados, TRF 2a, FCC

Muitos exemplos elucidam que é difícil harmonizar instância particular /instância comum. O homem que milita na esfera política está na hora de tomar consciência do seu papel. Às vezes, seus interesses pessoais podem correr o risco de prejuízo. Mas ele tem de ser um mediador entre os anseios das diferentes camadas da sociedade e o âmbito institucional em que se dão as decisões; estas afetam o conjunto das pessoas. O discurso acima está lógica, clara e corretamente organizado num único período assim:

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1944Q58964 | Português, Sintaxe, Cuidador, Prefeitura de Rio Branco AC, IBADE

Texto associado.
Aposentadoria feliz: idosos criam repúblicas para viver entre amigos 

      A amizade de Victor Gomes e Cruz Roldán tem 46 anos. Conheceram-se em uma excursão na Serra Nevada, na Espanha, com um grupo de caminhada. “Mas era mais do que isso, era um grupo de estilo de vida”, relembra Roldán, hoje com 79 anos. Quando estavam com meio século de vida, perguntaram-se: “por que não nos vemos envelhecer?". Quinze anos depois, moram com suas respectivas esposas em Convivir, uma república autogerida na cidade espanhola de Cuenca. Dezenas de amigos e familiares se entusiasmaram quando os dois casais de amigos propuseram a ideia de viver juntos, e hoje são 87 sócios que se identificam com o lema “dar vida à idade”. 
      O condomínio conta com todos os serviços de um asilo para idosos tradicional. “Mas não ficamos sentados o dia todo em uma cadeira entre desconhecidos” , explicou um dos amigos. Compartilham tarefas, mantêm-se ativos, mas conservam sua independência.
      A velhice chega mais tarde hoje, mas pensa-se nela desde cedo. Os mais velhos atualmente - especialmente europeus e japoneses - vivem mais e não querem passar a última fase da vida entre desconhecidos ou “ser uma carga para os filhos”. É o que demonstra um estudo de 2015, realizado pelo ministério da Saúde espanhol, no qual mais da metade dos pesquisados acha pouco provável viver em um asilo, enquanto quatro em cada dez veem como alternativa o cohousing. São moradias criadas e administradas pelos próprios idosos, que decidem entre amigos como e onde querem viver sua aposentadoria. Os apartamentos pertencem a uma cooperativa, mas podem ser deixados de herança para os filhos. Na Espanha, há oito projetos construídos e vários em gestação.
      [...] A idade media é de 70 anos, mas respira-se um ambiente juvenil. [...]
      Todas as residências de cohousing devem cumprir os requisitos de um ambiente tradicional para idosos: banheiros geriátricos, móveis sem quinas, botões de emergência em todos os quartos, entre outras coisas.
      Diferentemente da situação em Convivir, onde todos que querem um apartamento devem ter um conhecido e ser sócio, em Trabensol a oferta é para o público em geral. Entretanto, ainda custa caro viver em uma república para idosos. [...]
      Das experiências espanholas, os defensores concordam que os interessados se aproximam mais dos 50 que dos 70 anos. Nemesio Rasillo, um dos fundadores da residência Brisa Del Cantábrico, onde a idade média é de 63 anos, atribui isso a que “os mais idosos passam ao cuidado familiar”. Mas há muitos adultos que ainda não se aposentaram e já têm claro que não querem ser “uma carga para seus filhos”. Nesta residência, uma das normas é poder haver no máximo 15 pessoas nascidas no mesmo ano, para garantir a variedade geracional. Cada cooperativa tem suas regras, mas uma que se repete em relação à questão da dependência é que desde que um residente se soma ao projeto, parte de seu dinheiro vai para um fundo social. “Assim, quando algum dos colegas precisar de uma assistência especial, dividimos entre todos e não será um gasto expressivo”,explica Roldán.
      É a hora da siesta em Cuenca, e “o castelo do século XXI”, como o chamam os moradores de Convivir, parece ter parado no tempo. Ninguém circula pelos longos corredores dos dois andares, as raquetes de pingue-pongue descansam sobre a mesa e o salão de beleza está fechado a chave. É o momento de desfrutar do apartamento que cada um decorou a seu gosto. “Em vez de meu filho se tornar independente, eu é que me tornei”, diz em voz baixa Luis de La Fuente, enquanto fecha a porta de seu novo lar.

            Antonia Laborde. (Disponível em: brasil.elpais.com. Acesso em 10jan2017)
A oração destacada em: “QUANDO ESTAVAM COM MEIO SÉCULO DE VIDA, perguntaram-se "por que não nos vemos envelhecer"?” expressa ideia de:
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1945Q18079 | Português, Interpretação de Textos, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar PR, FAFIPA

Texto associado.
TEXTO I

1.§ As atividades de policiamento recobrem o vasto mundo da vida nas cidades e, por conseguinte, toda sorte de acidentes, interações ou conflitos experimentados pelos indivíduos no espaço público. Exatamente por isso, as organizações policiais estão constrangidas a acompanhar em um recorte mais sensível, carregado de tensões e atritos as reinscrições e os desafios propostos pela multiplicidade de atores que constroem o cenário político-urbano. O reconhecimento político das dinâmicas urbanas informais antes consideradas ilegítimas e ilegais e o conseqüente processo de incorporação da alteridade (inclusão de novos cenários e de novos atores no mercado da cidadania) a que está sujeita a produção mesma de ordem pública, se fazem sentir nas organizações policiais que necessitam constantemente se adequar aos caprichos e às críticas de suas mais diferenciadas clientelas. Tudo isso se resume em uma banal constatação: se a polícia é um meio de força extensivo e territorializado, ou melhor, enraizado localmente nas comunidades, o desenho de seus serviços encontra-se diretamente vinculado às mudanças sociopolíticas do ambiente em que ela atua.

2.§ De certa maneira, os meios de força policiais se inserem em uma espécie de interseção dos condicionamentos de dois níveis: de um lado, a configuração formal-legal da autoridade do Estado e, de outro, o conjunto diversificado de demandas concretas e inadiáveis provenientes do convívio em sociedade. Estes limites transformam-se em objetos de constante negociação, na prática policial. É, por excelência, nos encontros ordinários entre policiais e cidadãos, em alguma esquina ou rua de nossa cidade, que os princípios da legalidade e da legitimidade, que conformam o abstrato “estado de direito”, são negociados, reinterpretados, experimentados e mesmo constituídos. É, pois, nas interações dos “agentes da lei” com a população que a arquitetura formal dos direitos e deveres constitucionais é concretamente vivenciada, tornando-se, mais do que uma realidade “de direito”, uma realidade “de fato”, um recurso estratégico disponível e mobilizável pelos atores sociais. As polícias têm o seu campo de atuação exatamente neste intervalo cujo espaço é o da construção mesma da cidadania lugar de teste (ou da prova de fogo) das categorias formais que emolduram os valores políticos e éticos de uma sociedade.
A expressão que NÃO foi empregada para retomar algo anteriormente explícito no texto é:
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1946Q262179 | Português, Interpretação de Textos, Técnico Judiciário Segurança, TRT 15a Região, FCC

Hora de ter saudade

Houve aquele tempo...

(E agora, que a chuva chora, Ouve aquele tempo!)

(ALMEIDA, Guilherme de. Poesia vária. Cultrix: São Paulo, 3 ed., p.45)

A afirmativa correta, considerando-se o poema acima, é:

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1947Q55126 | Português, Verbos Auxiliares

“Ouvira Major Alberto dizer...” A form a ouvira pode ser substituída pela equivalente: 
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1948Q51857 | Português, Interpretação de Textos, Auxiliar de Serviços Gerais, Prefeitura de Catolé do Rocha PB, CPCON

Texto associado.
Texto I
Médico só pode piscar os olhos e, ainda assim, dá aulas na UFJF (Universidade Federal de Juiz de fora).

O médico e professor Vanderlei Corradini Lima, 53 anos, é portador da , com sintomas Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) diagnosticados em 2010. Mesmo tendo que conviver com as extremas limitações físicas impostas pela enfermidade, ele reencontrou a felicidade de continuar na profissão ao ser convidado para ministrar aulas na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), localizada na cidade de Juiz de Fora a 278 km de Belo Horizonte.
Nos últimos meses, pessoas famosas passaram a encarar o como maneira de atrair atenção para a "desafio do balde de gelo" enfermidade. Há também o mote de o desafiado fazer uma doação em dinheiro a uma instituição que trata pacientes com a ELA. "A doença me tirou muita coisa, não falo, não ando, não como, não saio de cima de uma cama, mas não tirou minha capacidade de servir e enfim ser feliz", descreveu Lima ao UOL em entrevista concedida por e-mail. Ele afirmou ter conseguido trabalhar até julho de 2011. Atualmente, ele vive com a mulher e dois filhos na cidade de São Sebastião do Paraíso, cidade no sul de Minas Gerais e distante 400 km da capital mineira.
Há três semestres, o profissional atua como professor convidado, no curso de medicina da universidade, e no qual interage a distância com alunos do 2º período na disciplina Fisiologia Médica, que aborda tópicos de neurofisiologia.
Ele dispõe de computador munido de um programa e um leitor infravermelho que captam os movimentos dos globos oculares, que não foram afetados pela doença. Por meio de um mouse e um teclado virtual ele consegue interagir com a máquina e utilizá-la normalmente. "Há uma página específica no site da universidade com uma plataforma virtual de ensino a distância. Cada semana um novo caso clínico é discutido entre professores, monitores e alunos", disse referindo-se à plataforma utilizada para ensino a distância (Moodle). Segundo ele, o retorno dado pelos alunos foi considerado positivo.
"Meu intuito sempre foi de agregar à disciplina uma visão prática e humanista, gerando um ensino mais próximo da realidade que irão enfrentar. O retorno positivo foi confirmado pela participação dos alunos. Especificamente em relação ao caso clínico da ELA podemos aproveitar ao máximo, já que eles tinham a visão de um paciente e um médico na discussão", disse.
(...)
Recentemente, ele escreveu um livro, no qual aborda a doença, e se prepara para a confecção de outro. "Na verdade, o que deu origem ao livro EU E ELAS, foram as várias conversas pelas redes sociais, onde percebi que esperavam de mim um médico de almas. Assim pude servir e ser útil, minha verdadeira vocação, escrevendo crônicas", avaliou. O título faz referência a sua experiência com a medicina, a música e a doença. O próximo livro, segundo ele, terá o título de "O Médico de Pijamas e suas Estórias".

Disponível em:> http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/09/11/medico-com-doenca-do-desafio-balde-de-gelo-ele-so-pode-piscar-os-olhos-e-ainda-assim-da-aulas-na fjf.htm11/09/201408h00 >Atualizada 11/09/201415h22.<. Data da consulta: 11/09/2011. (Com adaptações).
Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam grafadas corretamente.
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1949Q28426 | Português, Guarda Municipal, Prefeitura de Balneário Camboriú SC, FEPESE

Analise o texto abaixo:

Estava solitário mas não triste lembrei o velho ditado de meu pai a noite é uma criança.

Assinale a alternativa que apresenta correta pontuação do texto.
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1951Q61318 | Português, Interpretação de Textos, Atendente de Copa e Cozinha, Prefeitura de Santo André SP, IBAM

ÁGUAS DE MARÇO
Tom Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
E o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

pau, pedra, fim, caminho
resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

(Texto retirado do site: http://www.vagalume.com.br/elis-regina/aguas- de-marco.htmi)

A letra “Águas de Março" de Tom Jobim é um exemplo famoso de texto que possui o maior número de palavras de uma mesma classe morfológica, para descrever um cenário natural e construir os sentidos desse texto. A classe gramatical mais presente na música é a dos:
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1952Q55228 | Português, Análise Sintática

TEXTO 1
Os detalhes no dia a dia


EUGENIO MUSSAK
DATA: 15/11/2018

O Olhar humano é capaz de varrer rapidamente uma cena com relativa complexidade e ver todos os elementos, mas isso não significa que eles serão percebidos ou registrados. Antes, o cérebro tem que processar os componentes daquele espaço e, para isso, precisa de ajuda. E quem vem em socorro são dois facilitadores da percepção: o significado ou o detalhe. Imagine que você entra em um escritório à procura das chaves do carro. Mesmo em meio à profusão de coisas de uma mesa de trabalho, você vê o que procurava. É que você já havia feito uma imagem mental do objeto desejado e, ao vê-lo, imediatamente fez a conexão e o fato se realizou. Valeu o significado. Mas, se olhar para a mesma mesa sem procurar algo específico, você só vai perceber aquilo que, de alguma forma, fuja do trivial. Uma flor vermelha em um vaso de cristal, por exemplo. Aqui, você foi alertado pelo detalhe.

Perceba o poder do detalhe na análise que fazemos do mundo, incluindo o comportamento das pessoas com quem convivemos. Em geral, elas são lembradas pelos pequenos atos – e não pelos grandes –, pelo simples fato de que realizamos muitos pequenos atos em nosso cotidiano. Claro, algo como um feito heróico ou um trabalho excepcional irão marcar e criar memória. Mas, no dia a dia das relações, nossa imagem será construída a partir de nossos pequenos comportamentos. Para o bem ou para o mal, os detalhes nos denunciam.
[...]
O detalhe seduz, surpreende, alegra, faz sorrir. É o quadro colorido na parede branca, a rosa branca no buquê vermelho, a frase alegre no discurso sério. [...]. Aliás, é na boa literatura que nos fartamos de detalhes encantadores. Machado de Assis, por exemplo, assim relata um personagem na orla do Rio: “Ao passar pela Glória, Camilo vê o mar e estende os olhos até onde a água e o céu se dão um abraço infinito”. Vamos concordar. Olhar o horizonte no mar é uma coisa. Perceber o ponto onde o céu e o mar se dão um abraço infinito é outra coisa. Dá vontade de estar lá. [...]. Preocupar-se com essas miudezas é ver o que é invisível aos olhos e às almas menos sensíveis. Quando Roberto (Carlos) cantou que detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer, ele não estava apenas fazendo a apologia a um romance, mas chamando atenção para o singular, para o fato que faz a diferença. Um namoro que não cultiva isso é só uma amizade. A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos. Sem eles até dá para viver, talvez sua ausência não seja notada. Mas sua presença faz a diferença. Quando me traz um copo de leite enquanto trabalho [...], ela está lançando mão do mais poderoso antídoto à monotonia e declamando o mais sublime poema da vida cotidiana: o detalhe.

Adaptação do texto disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/os-detalhes-no-dia-a-dia/ Acesso em: 10.04.19. 

Em “A Lu, minha esposa e especialista em detalhes, alimenta nossa relação com pequenos mimos.”, a função sintática do termo destacado é 
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1953Q54989 | Português, Preposições

Analise as duas frases a seguir em relação à ambiguidade.

I. Karla comeu um doce e sua irmã também.
II. Mataram a vaca da sua tia.

Marque a opção CORRETA.
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1954Q35250 | Português, Assistente em Administração, IFCE

Não seguem a mesma regra de acentuação gráfica:
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1955Q1138 | Português, Escriturário, Banco do Brasil, CESGRANRIO

Texto associado.
O sabiá político

     Do ano passado para cá, o setor canoro das árvores,
aqui na ilha, sofreu importantes alterações.
Aguinaldo, o sabiá titular e decano da mangueira, terminou
por falecer, como se vinha temendo.
     Embora nunca se tenha aposentado, já mostrava
sinais de cansaço e era cada vez mais substituído,
tanto nos saraus matutinos quanto nos vespertinos,
pelo sabiá-tenor Armando Carlos, então grande promessa
jovem do bel canto no Recôncavo. Morreu de
velho, cercado pela admiração da coletividade, pois
pouco se ouviram, em toda a nossa longa história, timbre
e afinação tão maviosos, além de um repertório
de árias incriticável, bem como diversas canções românticas.
(...) Armando Carlos também morava na
mangueira e, apesar de já adivinhar que o velho
Aguinaldo não estaria mais entre nós neste verão, eu
não esperava grandes novidades na pauta das apresentações
artísticas na mangueira. Sofri, pois, rude
surpresa, quando, na sessão alvorada, pontualmente
iniciada às quinze para as cinco da manhã, o canto de
Armando Carlos, em pleno vigor de sua pujante mocidade,
soou meio distante.
     Apurei os ouvidos, esfreguei as orelhas como se
estivessem empoeiradas.
     Mas não havia engano. Passei pelo portão apreensivo
quanto ao que meus sentidos me mostravam,
voltei o olhar para cima, vasculhei as frondes das árvores
e não precisei procurar muito. Na ponta de um
galho alto, levantando a cabeça para soltar pelos ares
um dó arrebatador e estufando o peito belamente ornado
de tons de cobre vibrantes, Armando Carlos principiava
a função.
     Dessa vez foram meus olhos incrédulos que tive
de esfregar e, quando os abri novamente, a verdade
era inescapável.
     E a verdade era – e ainda é – que ele tinha inequivocamente
se mudado para o oitizeiro de meu vizinho
Ary de Maninha, festejado e premiado orador da ilha
(...).
     Estou acostumado à perfidez e à ingratidão humanas,
mas sempre se falou bem do caráter das aves
em geral e dos sabiás em particular. O sabiá costuma
ser fiel à sua árvore, como Aguinaldo foi até o fim. Estaríamos
então diante de mais um exemplo do comportamento
herético das novas gerações? Os sabiás
de hoje em dia serão degenerados? Eu teria dado algum
motivo para agravo ou melindre? Ou, pior, haveria
uma possível esposa de Armando Carlos sido mais
uma vítima do mico canalha que também mora na
mangueira? Bem, talvez se tratasse de algo passageiro;
podia ser que, na minha ausência, para não ficar
sem plateia, Armando Carlos tivesse temporariamente
transferido sua ribalta para o oitizeiro. Mas nada
disso. À medida que o tempo passava, o concerto das
dez também soando distante e o mesmo para o recital
do meio-dia, a ficha acabou de cair. A mangueira agora
está reduzida aos sanhaços, pessoal zoadeiro, inconstante
e agitado; aos cardeais, cujo coral tenta,
heroica mas inutilmente, preencher a lacuna dos
sabiás. (...)

RIBEIRO, João Ubaldo. O Globo, 14 fev. 2010. (Adaptado)
Em redações oficiais, é certo
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1956Q699837 | Português, Interpretação de Textos, Aspirante da Aeronáutica, AFA, Aeronáutica, 2019

Texto associado.
TEXTO II
Em 1934, um redator de Nova York chamado Robert
Pirosh largou o emprego bem remunerado numa agência
de publicidade e rumou para Hollywood, decidido a
trabalhar como roteirista. Lá chegando, anotou o nome e o
endereço de todos os diretores, produtores e executivos
que conseguiu encontrar e enviou-lhes o que certamente é
o pedido de emprego mais eficaz que alguém já escreveu,
pois resultou em três entrevistas, uma das quais lhe
rendeu o cargo de roteirista assistente na MGM.
Prezado senhor:
Gosto de palavras. Gosto de palavras gordas,
untuosas, como lodo, torpitude, glutinoso, bajulador.
Gosto de palavras solenes, como pudico, ranzinza,
pecunioso, valetudinário. Gosto de palavras espúrias,
5 enganosas, como mortiço, liquidar, tonsura, mundana.
Gosto de suaves palavras com “V”, como Svengali,
avesso, bravura, verve. Gosto de palavras crocantes,
quebradiças, crepitantes, como estilha, croque, esbarrão,
crosta. Gosto de palavras emburradas, carrancudas,
10 amuadas, como furtivo, macambúzio, escabioso, sovina.
Gosto de palavras chocantes, exclamativas, enfáticas,
como astuto, estafante, requintado, horrendo. Gosto de
palavras elegantes, rebuscadas, como estival,
peregrinação, Elísio, Alcíone. Gosto de palavras
15 vermiformes, contorcidas, farinhentas, como rastejar,
choramingar, guinchar, gotejar. Gosto de palavras
escorregadias, risonhas, como topete, borbulhão, arroto.
Gosto mais da palavra roteirista que da palavra
redator, e por isso resolvi largar meu emprego numa
20 agência de publicidade de Nova York e tentar a sorte em
Hollywood, mas, antes de dar o grande salto, fui para a
Europa, onde passei um ano estudando, contemplando e
perambulando.
Acabei de voltar e ainda gosto de palavras.
25 Posso trocar algumas com o senhor?
Robert Pirosh
Madison Avenue, 385
Quarto 610
Nova York
Eldorado 5-6024.
(USHER, Shaun .(Org) Cartas extraordinárias: a correspondência
inesquecível de pessoas notáveis. Trad. de Hildegard Feist. São Paulo:
Companhia das Letras, 2014.p.48.)
Analisando a forma e o objetivo do texto II, é correto afirmar que
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1957Q27138 | Português, Interpretação de Textos, Auxiliar de Serviços Gerais, Prefeitura de Alto Piquiri PR, KLC

Texto associado.
A forra do peão 

    O baiano Renato Pereira dos Santos, 26 anos, é brasileiro desses que se encontra em qualquer ponto de ônibus. Há quatro anos, viajou a São Paulo com uma mala de couro para tentar mudar de vida. Não conseguiu emprego fixo nem teto para morar. Trabalhando como pedreiro, quando tem serviço dorme em galpão de obra. Desempregado, reside de favor na casa de amigos. Todos os domingos. Renato passava em frente a um bar na Vila Madalena, um dos pontos mais animados de São Paulo, e admirava a alegria dos fregueses. Na madrugada de segunda-feira, 10, o pedreiro Renato resolveu ir à forra.
    Depois que todos haviam ido embora, arrombou o bar com um pedaço de ferro. Ao entrar, foi direto para cozinha. Ele já trabalhou como garçom e não teve dificuldades de preparar o cardápio de sua refeição.
    No freezer escolheu dois pedaços de frango. Preparou um molho de pimenta e farofa. No barril de chope, serviu-se à vontade. De sobremesa, sorvete de morango. Separou 22 CDs, 9 fitas de vídeo, e alguns alto-falantes em uma sacola. Caiu no sono. O pedreiro acordou com o barulho da porta de ferro se abrindo. As proprietárias chegaram, chamaram a polícia. Renato foi preso.

(Revista Veja – 1994)
De acordo com o texto é correto afirmar:
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1958Q17188 | Português, Interpretação de Textos, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar SP, VUNESP

Texto associado.
Um tiro no escuro

      – Quem atirou em quem? – provoco minha mãe.
      – Uai, foi você que atirou no seu irmão. – ela responde, convicta.
      Isso aconteceu nos anos de 1980, bem no começo. Naquela época era tudo meio inconsequente. Meu pai havia nos presenteado com uma espingarda de pressão. Com que cargas d"água alguém teria a brilhante ideia de dar uma arma para duas crianças? Pois é, isso era normal. Como era normal também passearmos pela cidade em um Fusca, todos sem cinto de segurança e felizes como nunca. Tínhamos a impressão de que tudo era meio permitido, mas, lógico, dentro de parâmetros que levavam em conta o respeito ao próximo e o amor incondicional à família.
      Brincávamos na rua e ela era tão perigosa quanto é hoje. Havia os carros descontrolados, os motoristas bêbados, as motos a todo vapor, os paralelepípedos soltos como armadilhas propositais. Tudo era afiado ou pontiagudo, menos a dedicação de dona Izolina. Perto da janta ela nos gritava e, chateados, nos recolhíamos para a sala. Havia uma mesa e todos nos sentávamos, juntos, para celebrar mais um dia em que nada nos faltara.
       Hoje, os brinquedos de criança parecem mais arredondados, não há armas em casa, mas os perigos são os mesmos: um arranhão em minha filha, Helena, dói tanto quanto um hematoma sofrido em nossa infância.
       Ah, mãe, fui eu que atirei em meu irmão e, logo após o grito estridente dele, saí gritando igualmente pela casa, desolado e pesaroso, porque havia assassinado um parente tão próximo. Mas nada acontecera, nem uma esfoladela. Ele usava uma bermuda jeans e eu, com minha pontaria genial, havia acertado a nádega direita, de modo que o pequeno projétil se intimidara diante da força do tecido. Foi assim, mãe. Agora a senhora já pode contar para todos a história correta.

(Whisner Fraga. www.cronicadodia.com.br, 10.05.2015. Adaptado)
Na opinião do narrador, a
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1959Q3201 | Português, Agente de Organização Escolar, VUNESP

Texto associado.
O óleo dos deuses

A mitologia reserva um belo capítulo ao nascimento da olivei-
ra, cujo fruto, a azeitona, era uma das bases da economia grega na
Antiguidade. Poseidon, o deus dos mares, e Atena, a deusa da sa-
bedoria, disputavam a guarda de uma cidade prestes a ser fundada.
Para encerrar a contenda, Zeus, o maior dos deuses, resolveu que
a cidade seria consagrada a quem apresentasse a invenção mais
proveitosa a seus habitantes. Poseidon criou o cavalo – animal útil
para o transporte e a agricultura. Atena fez brotar a oliveira – uma
árvore de aparência frágil, mas capaz de render frutos valiosos, que
alimentam e curam. Zeus ficou tão maravilhado com a invenção
da deusa que batizou a nova cidade de Atenas.
(Veja, 03.12.2008)
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego e colocação de pronomes.
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1960Q374684 | Português, Adjetivos, Técnico de Desenvolvimento Econômico, Prefeitura de Várzea Grande MT, 2018

O compromisso do profissional se aplica sistemicamente. Em primeiro lugar, ele deve se comprometer com o próprio desenvolvimento contínuo e se comportar de maneira congruente com sua linha de pensamento, ou seja, agir para alcançar suas metas e objetivos, e o único caminho é a entrega dos resultados solicitados pela empresa. Em segundo lugar e não menos importante, ele deve estar comprometido com os colegas de trabalho, com os líderes e o público da marca. Ao desempenhar sua função com excelência, automaticamente estará contribuindo com o todo.

A respeito da construção argumentativa do trecho acima, analise as afirmativas.

I - A posição de quem escreve sobre o assunto compromisso profissional torna-se clara somente na última frase do trecho.

II - Dois argumentos sustentam a tese de que escreve: necessidade do compromisso pessoal do profissional e do compromisso com a empresa em que trabalha.

III - A adjetivação presente no trecho, a exemplo de contínuo, congruente, único, fortalece os argumentos empregados.

IV - Os operadores argumentativos Em primeiro lugar e Em segundo lugar fornecem ao leitor pistas sobre a sequência temporal dos argumentos.

Está correto o que se afirma em

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