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Questões de Concursos Português

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2001Q4228 | Português, Analista Ambiental, IBAMA, CESPE CEBRASPE

Texto associado.
As religiões e o meio ambiente

“Tudo o que vive e se move será alimento para vós.
Da mesma forma que lhes dei as plantas, agora dou-lhes tudo.”
Gênesis (9; 3).

Essa passagem da Bíblia tem sido interpretada como 1
uma visão antropocêntrica, profundamente antiambientalista, do
judeo-cristianismo, que contrasta com a visão budista e hinduísta
do mundo, que ensina que os seres humanos devem viver em 4
harmonia com a natureza.

Alguns cristãos têm tentado atenuar a frase do Gênesis,
explicando que a intenção do Senhor sempre foi a de proteger a 7
biodiversidade, como quando ordenou a Noé que levasse na Arca
um casal de cada criatura viva, para que sobrevivessem ao
dilúvio. 10

Esta podia ser uma questão secundária 5 ou 10 mil anos
atrás, quando a população mundial era de alguns milhões de
habitantes, mas passou a ser uma questão central nos dias de 13
hoje, em que existem sobre a Terra mais de 6 bilhões de seres
humanos. A ação do homem sobre a natureza atualmente é
comparável, em força destrutiva, à das forças geológicas, como 16
terremotos, erupções vulcânicas, inundações e tempestades, e
estamos até provocando o aquecimento do planeta, com
conseqüências imprevisíveis sobre a vida como a conhecemos. 19
O uso e o abuso da natureza pelo homem põem hoje em risco sua
própria sobrevivência.

José Goldemberg. O Estado de São Paulo. Editorial Espaço
Aberto, caderno A, 17/5/2005, p. 2 (com adaptações).


Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a
amplitude do tema que ele aborda, julgue os itens subseqüentes.
A Conferência de Estocolmo, realizada em junho de 1972, é considerada um marco histórico por ter deflagrado um novo tipo de consciência em relação à vida no planeta, a começar pela formulação e crescente adensamento de conceitos como o de meio ambiente e de desenvolvimento sustentável.
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2002Q204 | Português, Carteiro, CORREIOS, FUNRIO

Dentre as alternativas abaixo, qual a que separa corretamente as sílabas das palavras técnica, ignorando, medíocre e opção.

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2003Q185391 | Português, Engenheiro Júnior, LIQUIGAS, CESGRANRIO

A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em:

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2004Q5632 | Português, Agente de Saúde ACS, Prefeitura de Cianorte PR, EXATUS PR

Texto associado.
ERA UMA VEZ UM TIRANO

     Era uma vez um reino. Ou uma república. Essa é uma das coisas que não deu para saber direito. Mas não tem muita importância. O importante é saber que era uma vez um país muito alegre e divertido, em que as pessoas davam muito palpite no jeito que queriam viver, mas também não esquentavam muito a cabeça com isso. Quem mandava era escolhido por elas – não seu se era presidente ou primeiro-ministro. Esse negócio de todo mundo dar palpite às vezes ficava parecendo uma bagunça completa, por que todo mundo todos queriam falar ao mesmo tempo, cada qual gritava mais do que o outro, às vezes até discutiam e brigavam, não era ___________ ficar sempre em ordem e tranquilidade. Mas no fim acabava dando certo. Era assim: quando tinha mais gente querendo uma coisa, era essa coisa que acabava sendo feita. E quem não estava de acordo podia chorar, resmungar, reclamar, fazer bico, chiar, gritar, espernear, mas no fundo sabia que não tinha mesmo muito jeito, a não ser convencer um monte de gente para passar para o seu lado. Era assim mesmo. Mas de vez em quando toda essa onde e bate-boca pareciam uma bagunça, lá isso pareciam.
     Foi por isso que apareceu o Tirano. Ou Deposta. Ou Ditador, tem muitos nomes. Quer dizer, um homem que não perguntou ao pessoal se podia ser presidente ou primeiro-ministro, expulsou quem tinha sido escolhido pela maioria e desandou a dar ordens e mandar em todo mundo, só porque era o mais forte. NO começo, houve até quem ficasse satisfeito com ele, pensando que estava dando um jeito no tal bagunça e que agora as pessoas iam ter ordem para trabalhar em paz. Mas como ele não ouvia palpite dos outros, foi começando a fazer besteira. Primeiro, implicou com isso de cada um ter uma ideia diferente.
    – Onde já se viu? Por isso é que fica todo mundo discutindo em vez de trabalhar. É uma perda de tempo...
    E lá veio a ordem:
    – A partir de hoje, só podem ter as minhas ideias!
    É claro que teve gente que protestou:
    – Não estou de acordo... Isso é um absurdo!
    – Quem que esse cara pensa que é? Será que ele acha que tem o rei na barriga?
    Nem faltou um mais __________ sugerindo:
    – Podemos abrir a barriga dele e ver...
Não adiantou nada. Agora não tinha mais aquela velha bagunça. Quem não concordou, foi preso. Ou foi expulso do reino. Ou tratou de ir embora antes de ser expulso. Ou ficou bem quietinho, guardou suas ideias bem guardadas no canto mais fundo e escondido da cabeça, e saiu ______________, disfarçando, fazendo de conta que não tinha nada lá dentro.

Era uma Vez um Tirano – Ana Maria Machado – pp. 6-7-8 – Salamandra – 2ª edição – 1982.
A palavra “negócio” é acentuada pela mesma razão que:
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2005Q374709 | Português, Redação, Analista Legislativo, Assembléia Legislativa RO, FGV, 2018

Uma das características da textualidade é a necessidade de coerência interna e externa, construída também pela seleção vocabular. A frase abaixo que se mostra coerente é:
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2006Q373679 | Português, Interpretação de Texto, Analista de Tecnologia da Informação, TCE SE, FGV

"As grades do condomínio / São prá trazer proteção / Mas também trazem a dúvida / Se é você que tá nessa prisão" - da música "Minha Alma (A paz que eu não quero)" de Marcelo Yuka - O Rappa"

O problema da vida moderna que é abordado nesse trecho da letra de Marcelo Yuka é:

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2007Q26826 | Português, Aposto e Vocatico

Na frase: “O Paulo está ansioso para encontrar seu amigo que há muito tempo não vê, o Ramos.”, o termo em negrito é, sintaticamente,
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2008Q576 | Português, Papiloscopista, Polícia Civil RJ, NCE

O item abaixo em que as aspas são empregadas por motivo idêntico ao que leva a estarem presentes em “Odisséia”, no texto da questão 2 é:
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2009Q161880 | Português, Interpretação de Textos, Assistente Técnico Administrativo, Receita Federal, ESAF

Os trechos a seguir constituem um texto adaptado de Zero Hora, 28/2/2009, mas estão desordenados. Ordene-os nos parênteses conforme a posição no texto final e indique a opção correspondente.

( ) A emergência e a multiplicidade desses planos e desses pacotes de estímulo estão preocupando até mesmo o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, para quem essas manifestações desconexas e parciais não representam soluções e, ao contrário, podem tornar-se parte da crise.

( ) A questão do protecionismo, tema central nos debates sobre o comércio internacional nas últimas décadas, ganha agora uma renovada atualidade em decorrência das medidas que, nos países ricos e nas nações em desenvolvimento, os governos têm adotado para enfrentar os efeitos da crise global.

( ) Exemplos dessas medidas pontuais e restritas são, entre outras, a proposta subordinada ao slogan buy American, pela qual os consumidores dos Estados Unidos são convocados a comprar produtos locais, e as que o governo de Buenos Aires está adotando para proteger a indústria argentina contra a presença de produtos estrangeiros, mesmo do Mercosul. Alguns dos itens brasileiros só entram na Argentina pagando taxas que vão a 413%.

( ) A ausência de medidas planetárias para enfrentar esse problema que tem tal dimensão estimula soluções parciais e limitadas, que se multiplicam de país para país, que levam à adoção de pacotes de estímulos distintos e que acabam por dar força a tentativas quase nacionalistas de defesa de interesses.

( ) Para ele, esse é o risco de uma política de "empobrecer o vizinho", que é a que transparece das decisões de países importantes, a começar pelos da União Europeia, dos Estados Unidos e do Japão. A globalização que ocorreu nas últimas três décadas, mesmo que agora surja como um fenômeno em retração por causa da crise, é ainda um elemento fundamental para o entendimento do interrelacionamento econômico e financeiro internacional e para avaliar os efeitos devastadores e abrangentes da atual crise.
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2010Q107775 | Português, Interpretação de Textos, Analista de Correios, CORREIOS, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

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Com relação às ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens seguintes.

Ao empregar o futuro do presente do indicativo em “favorecerá” (L.17) e “reforçará” (L.18), o autor faz uma previsão de duas características que distinguirão da sociedade atual a “nova sociedade” (L.15).

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2011Q61307 | Português, Atendente de Copa e Cozinha, Prefeitura de Santo André SP, IBAM

Assinale a alternativa correta quanto à ortografia oficial.
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2012Q55649 | Português, Intertextualidade

“O fundamento jurídico para a proteção dos animais, no Brasil, está no artigo 255 da Constituição Federal, que incumbe o Poder Público de ‘proteger a fauna, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais à crueldade’”.

O autor desse fragmento, ao citar outro texto, exemplifica uma marca característica da textualidade.

Assinale a opção que a indica. 
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2013Q27143 | Português, Morfologia, Auxiliar de Serviços Gerais, Prefeitura de Alto Piquiri PR, KLC

Texto associado.
A forra do peão

O baiano Renato Pereira dos Santos, 26 anos, é brasileiro desses que se encontra em qualquer ponto de ônibus. Há quatro anos, viajou a São Paulo com uma mala de couro para tentar mudar de vida. Não conseguiu emprego fixo nem teto para morar. Trabalhando como pedreiro, quando tem serviço dorme em galpão de obra. Desempregado, reside de favor na casa de amigos. Todos os domingos. Renato passava em frente a um bar na Vila Madalena, um dos pontos mais animados de São Paulo, e admirava a alegria dos fregueses. Na madrugada de segunda-feira, 10, o pedreiro Renato resolveu ir à forra.
Depois que todos haviam ido embora, arrombou o bar com um pedaço de ferro. Ao entrar, foi direto para cozinha. Ele já trabalhou como garçom e não teve dificuldades de preparar o cardápio de sua refeição.
No freezer escolheu dois pedaços de frango. Preparou um molho de pimenta e farofa. No barril de chope, serviu-se à vontade. De sobremesa, sorvete de morango. Separou 22 CDs, 9 fitas de vídeo, e alguns alto-falantes em uma sacola. Caiu no sono. O pedreiro acordou com o barulho da porta de ferro se abrindo. As proprietárias chegaram, chamaram a polícia. Renato foi preso.

(Revista Veja – 1994)
As palavras papelzinho, fértil e organização fazem o plural conforme qual alternativa abaixo?
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2014Q23282 | Português, Assistente em Administração, CEFET RJ

Em consonância com a linguagem padrão, o emprego da forma verbal está correta em:
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2015Q1764 | Português, Auxiliar de Enfermagem, Prefeitura de Poço Redondo SE, CONSULPLAN

Texto associado.
A sordidez humana

     Ando refletindo sobre nossa capacidade para o mal, a sordidez, a humilhação do outro. A tendência para a morte, não
para a vida. Para a destruição, não para a criação. Para a mediocridade confortável, não para a audácia e o fervor que
podem ser produtivos. Para a violência demente, não para a conciliação e a humanidade. E vi que isso daria livros e mais
livros: se um santo filósofo disse que o ser humano é um anjo montado num porco, eu diria que o porco é
desproporcionalmente grande para tal anjo.
     Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraça alheia? Quem é esse em nós (eu não consigo fazer isso, mas nem por
essa razão sou santa), que ri quando o outro cai na calçada? Quem é esse que aguarda a gafe alheia para se divertir? Ou se
o outro é traído pela pessoa amada ainda aumenta o conto, exagera, e espalha isso aos quatro ventos – talvez correndo
para consolar falsamente o atingido?
     O que é essa coisa em nós, que dá mais ouvidos ao comentário maligno do que ao elogio, que sofre com o sucesso
alheio e corre para cortar a cabeça de qualquer um, sobretudo próximo, que se destacar um pouco que seja da
mediocridade geral? Quem é essa criatura em nós que não tem partido nem conhece lealdade, que ri dos honrados,
debocha dos fiéis, mente e inventa para manchar a honra de alguém que está trabalhando pelo bem? Desgostamos tanto
do outro que não lhe admitimos a alegria, algum tipo de sucesso ou reconhecimento? Quantas vezes ouvimos comentários
como: “Ah, sim, ele tem uma mulher carinhosa, mas eu já soube que ele continua muito galinha”. Ou: “Ela conseguiu um
bom emprego, deve estar saindo com o chefe ou um assessor dele”. Mais ainda: “O filho deles passou de primeira no
vestibular, mas parece que...”. Outras pérolas: “Ela é bem bonita, mas quanto preenchimento, Botox e quanta lipo...”.
     Detestamos o bem do outro. O porco em nós exulta e sufoca o anjo, quando conseguimos despertar sobre alguém
suspeitas e desconfianças, lançar alguma calúnia ou requentar calúnias que já estavam esquecidas: mas como pode o
outro se dar bem, ver seu trabalho reconhecido, ter admiração e aplauso, quando nos refocilamos na nossa nulidade?
Nada disso! Queremos provocar sangue, cheirar fezes, causar medo, queremos a fogueira.
     Não todos nem sempre. Mas que em nós espreita esse monstro inimaginável e poderoso, ou simplesmente medíocre e
covarde, como é a maioria de nós, ah!, espreita. Afia as unhas, palita os dentes, sacode o comprido rabo, ajeita os chifres,
lustra os cascos e, quando pode, dá seu bote. Ainda que seja um comentário aparentemente simples e inócuo, uma
pequena lembrança pérfida, como dizer “Ah! Sim, ele é um médico brilhante, um advogado competente, um político
honrado, uma empresária capaz, uma boa mulher, mas eu soube que...”, e aí se lança o malcheiroso petardo.
     Isso vai bem mais longe do que calúnias e maledicências. Reside e se manifesta explicitamente no assassino que se
imola para matar dezenas de inocentes num templo, incluindo entre as vítimas mulheres e crianças... e se dirá que é por
idealismo, pela fé, porque seu Deus quis assim, porque terá em compensação o paraíso para si e seus descendentes. É o
que acontece tanto no ladrão de tênis quanto no violador de meninas, e no rapaz drogado (ou não) que, para roubar 20
reais ou um celular, mata uma jovem grávida ou um estudante mal saído da adolescência, liquida a pauladas um casal de
velhinhos, invade casas e extermina famílias inteiras que dormem.
     A sordidez e a morte cochilam em nós, e nem todos conseguem domesticar isso. Ninguém me diga que o criminoso
agiu apenas movido pelas circunstâncias, de resto é uma boa pessoa. Ninguém me diga que o caluniador é um bom pai,
um filho amoroso, um profissional honesto, e apenas exala seu mortal veneno porque busca a verdade. Ninguém me diga
que somos bonzinhos, e só por acaso lançamos o tiro fatal, feito de aço ou expresso em palavras. Ele nasce desse traço de
perversão e sordidez que anima o porco, violento ou covarde, e faz chorar o anjo dentro de nós.

(Lya Luft, Veja 20/05/2009 pág.24)
A concordância está INCORRETA em:
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2017Q55523 | Português, Onde ou Aonde

Assinale a opção que indica a frase em que houve a troca indevida de onde por aonde.
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2018Q55411 | Português, Pontuação

Considere os espaços em branco e os sinais de pontuação. Em seguida, associe-os ao seu respectivo emprego e marque a alternativa da sequência CORRETA dessa associação:

SINAL DE PONTUAÇÃO
(1) Travessão
(2) Parênteses
(3) Reticências
(4) Aspas

EMPREGO
(   )  __Santa__ madrasta! Assim pensava o enteado.
Dar destaque a uma palavra. 
(   )  –Corra, garota! __Aí vem o cachorrão__ 
Quebrar a sequência na fala do personagem. 
(   )  Gênio, veloz, imbatível __Pelé, o melhor! 
Isolar uma frase. 
(   )  A sopa __mal servida__ ficou toda no prato. 
Intercalar um comentário. 
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2019Q35181 | Português, Pedagogo, IFES

Leia o próximo texto, de Luiz Fernando Veríssimo, para resolver a próxima questão:
AÍ, GALERA


Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo “estereotipação”? E, no entanto, por que não?
— Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
—Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares.
— Como é?
— Aí, galera.
— Quais são as instruções do técnico?
— Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendonos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.
— Ahn?
— É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça.
— Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
— Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
— Pode.
— Uma saudação para a minha progenitora.
— Como é?
— Alô, mamãe!
— Estou vendo que você é um, um...
— Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação?
— Estereoquê?
— Um chato?
— Isso.
(Disponível em: www.luizfverissimo.blogspot.com)

Em relação ao uso adequado da crase, qual é a explicação, abaixo, que reforça o bom entendimento do assunto?
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2020Q32578 | Português, Interpretação de Textos, Agente Administrativo, DNOCS, FCC

Texto associado.
A exploração dos recursos naturais da Terra permite à humanidade atingir patamares de conforto cada vez maiores. Diante da abundância de riquezas proporcionada pela natureza, sempre se aproveitou dela como se o dote fosse inesgotável. Essa visão foi reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos recursos naturais de que o homem depende para manter seu padrão de vida pode desaparecer num prazo relativamente curto, e que é urgente evitar o desperdício. Um relatório publicado recentemente dá a dimensão de como a exploração desses recursos saiu do controle e das consequências que isso pode ter no futuro. O estudo mostra que o atual padrão de consumo de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não dá mais conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela. A exploração abusiva do planeta já tem consequências visíveis. A cada ano, desaparece uma área equivalente a duas vezes o território da Holanda. Metade dos rios do mundo está contaminada por esgoto, agrotóxicos e lixo industrial. A degradação e a pesca predatória ameaçam reduzir em 90% a oferta de peixes utilizados para a alimentação. As emissões de CO2 cresceram em ritmo geométrico nas últimas décadas, provocando o aumento da temperatura do globo.

Evitar uma catástrofe planetária é possível. O grande desafio é conciliar o desenvolvimento dos países com a preservação dos recursos naturais. Para isso, segundo os especialistas, são necessárias soluções tecnológicas e políticas. O engenheiro agrônomo uruguaio Juan Izquierdo, do Programa das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, propõe que se concedam incentivos e subsídios a agricultores que produzam de forma sustentável. "Hoje a produtividade de uma lavoura é calculada com base nos quilos de alimentos produzidos por hectare. No futuro, deverá ser baseada na capacidade de economizar recursos escassos, como a água", diz ele.
Como mostra o relatório, é preciso evitar a todo custo que se usem mais recursos do que a natureza é capaz de repor.

(Adaptado de Roberta de Abreu Lima e Vanessa Vieira. Veja, 5 de novembro de 2008, pp. 96-99)
A afirmativa correta, condizente com o assunto do texto, é:
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