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Questões de Concursos Português

Resolva questões de Português comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


2461Q53345 | Português, Fiscal de Posturas, Prefeitura de Niterói RJ, FGV

Texto 1 – Mandamentos do consumismo I

A publicidade cerca-nos de todos os lados - na TV, nas ruas, nas revistas e nos jornais – e força-nos a ser mais consumidores que cidadãos. Hoje, tudo se reduz a uma questão de marketing. Uma empresa de alimentos geneticamente modificados pode comprometer a saúde de milhões de pessoas. Não tem a menor importância, se uma boa máquina publicitária for capaz de tornar a sua marca bem aceita entre os consumidores. Isso vale também para o refrigerante que descalcifica os ossos, corrói os dentes, engorda e cria dependência. Ao bebê-lo, um bando de jovens exultantes sugere que, no líquido borbulhante, encontra-se o elixir da suprema felicidade.
A sociedade de consumo é religiosa às avessas. Quase não há clipe publicitário que deixe de valorizar um dos sete pecados capitais: soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria. Capital significa cabeça. Ensina meu confrade Tomás de Aquino (1225-1274) que são capitais os pecados que nos fazem perder a cabeça e dos quais derivam inúmeros males.
A soberba faz-se presente na publicidade que exalta o ego, como o feliz proprietário de um carro de linhas arrojadas ou um portador de cartão de crédito que funciona como a chave capaz de abrir todas as portas do desejo. A inveja faz as crianças disputarem qual de suas famílias tem o melhor veículo. A ira caracteriza o nipônico quebrando o televisor por não ter adquirido algo de melhor qualidade. A preguiça está a um passo dessas sandálias que convidam a um passeio de lancha ou abrem as portas da fama com direito a uma confortável casa com piscina. A avareza reina em todas as poupanças e no estímulo aos prêmios de carnês. A gula, nos produtos alimentícios e nas lanchonetes que oferecem muito colesterol em sanduíches piramidais. A luxúria, na associação entre a mercadoria e as fantasias eróticas: a cerveja espumante identificada com mulheres que exibem seus corpos em reduzidos biquínis. (Frei Betto, 08/05/2011)

A publicidade de um desodorante, dizia: “Use Avanço, que elas avançam”; nesse caso, considerando o texto 1, é correto afirmar que esse anúncio apela para:
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2462Q24978 | Português, Interpretação de Textos, Enfermeiro, CISLIPA

Texto associado.
Os professores da rede municipal de São Paulo estão em greve há mais de um mês. E nesta terça-feira, dia 27, realizam mais uma manifestação, desta vez na Avenida Paulista. O blog pediu para que a professora Nelice Pompeu, há 13 anos na rede, escrevesse sobre os motivos da paralisação dos professores e demais profissionais da educação.

        Professores em greve também educam, defende professora da rede municipal de SP 

      A luta por um ensino público de qualidade sempre foi uma bandeira defendida por todos os partidos, principalmente nas épocas que antecedem as eleições. Nesses períodos, nós professores somos lembrados e admirados, com discursos de valorização e reconhecimento, mas que infelizmente não se concretizam, ficam só na promessa. Por isso, professores estão se organizando em movimentos, que avançam em todas as regiões do país, num só coro que clama pela EDUCAÇÃO. Para uns teóricos, que adoram dar “pitaco" no ensino público, sem ao menos conhecer a nossa realidade, pode parecer até discurso de vitimização. Mas como professora há 23 anos, garanto: a educação pede socorro e seus educadores também!

      Os reflexos desse descaso estão bem evidentes. A sociedade inteira acaba sendo prejudicada. Lembrando que a escola pode ser pública, mas não é gratuita. Quando tentamos sair dessa invisibilidade, indo para as ruas como uma forma de educar e chamar a atenção, somos criticados numa visão limítrofe, como se estivéssemos lutando apenas por questões salariais. Nossa luta é muito mais ampla! Não fazemos greve para prejudicar os alunos nem as famílias. Greve é uma situação limite. Ela acontece quando todos nossos esforços de diálogos foram esgotados, sem resultado. É difícil para todos os lados.

      Costumamos até ser bem tolerantes. Nossa criatividade e dedicação fazem com que superemos muitas dificuldades, porém chega um momento em que é importante mostrar a verdadeira face. Não aquela presente nas propagandas, onde tudo funciona maravilhosamente bem! 

      No ano passado, os Kits de materiais dos alunos da rede municipal de São Paulo foram entregues apenas em novembro. Quantas vezes eu e colegas tivemos que comprar material escolar com nosso próprio salário para dar continuidade ao trabalho e não prejudicar os alunos. Neste ano, o material encaminhado é totalmente inadequado para a Educação Infantil, no absurdo de enviarem até um caderno universitário pautado para crianças pequenas. Fora a redução dos itens que compõem o Kit. Nos Centros de Educação Infantil (CEIs), criaram “agrupamentos mistos", com crianças de diferentes faixas etárias no mesmo grupo para atender a demanda por vaga em creche na cidade. As professoras também não têm direito a intervalo, como os demais profissionais.

      Diante das dificuldades, fica inviável um trabalho pedagógico de qualidade, como nossos alunos merecem. Afinal, a escola não é um depósito de crianças. Precisamos de condições de trabalho como qualquer outro profissional para exercermos nossas funções. No ensino fundamental, as horas de estudo e preparação de aulas dos professores foram substituídas pelo Sistema de Gestão Pedagógica, que funciona como um diário eletrônico. Este aplicativo apresenta muitos problemas técnicos e estruturais, perdendo totalmente a sua função. 

      Em condições adversas, os professores continuam perdendo a saúde. As longas jornadas de trabalho e a problemática da violência nas escolas fazem com que os profissionais de educação adoeçam, e até agora nenhum programa da Prefeitura propôs acompanhar essa questão, buscando minimizá-la. Pelo contrário, são criados mecanismos para punir o absenteísmo, como o PDE, que ainda é chamado de “Prêmio por Desenvolvimento Educacional". Por isso, a necessidade de lutar se fez necessária!

      A revolta é tanta, que muitos colegas, chegaram ao cúmulo de expor seus holerites nas redes sociais, para que a população tenha acesso à verdade. Além disso, muitas das nossas reivindicações não envolvem impacto orçamentário, mas mesmo assim não há negociação, não há boa vontade do governo em querer negociar.

      A situação de greve não nos agrada também. O período é de incertezas e medo. O governo atual do PT, partido que surgiu das greves, ao invés de negociar e dialogar com a categoria, utiliza de mecanismos intimidatórios. Muitos grevistas terão o ponto cortado, o que significa que ficarão sem salário neste mês. Do que adianta, nessas horas de impasse, o discurso que escola de qualidade se faz com profissionais não apenas bem remunerados, mas principalmente por profissionais motivados, seguros e com uma estrutura que lhes possibilite transmitir o que lhes foi confiado, ir na contramãos de certas atitudes? Nós profissionais da educação, mais do que ninguém, torcemos para que essa situação termine logo. Provavelmente as aulas perdidas serão repostas, e nenhum aluno será prejudicado. Estamos empenhados na luta por uma educação pública de qualidade, que forme cidadãos críticos e responsáveis. Para que isso aconteça, precisamos contar com o apoio e respeito de todos. 

Nelice Pompeu tem 41 anos. É professora há 23 anos, já foi da rede estadual e há 13 anos é docente na Prefeitura. Atua na educação infantil e no primeiro ciclo do ensino fundamental. 

Disponível em: http://educacao.estadao.com.br/blogs
Em relação ao texto, é INCORRETO afirmar que:
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2463Q578 | Português, Papiloscopista, Polícia Civil RJ, NCE

Leo Solters, assessor do célebre cantor Frank Sinatra, diante da histeria em torno do show de Sinatra no Rio, em 1980, declarou:

“Frank Sinatra não precisava vir ao Brasil para ser tratado como um animal. Bastava ir a qualquer jardim zoológico nos Estados Unidos”.

Tomada literalmente, esta declaração é absurda porque seria admitir que, nos Estados Unidos:
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2464Q160 | Português, Zelador de Unidade Escolar, Prefeitura de Rio de Janeiro RJ, FUNRIO

Escolha a opção em que a palavra destacada pertence a outra classe gramatical diferente da que apresenta em “... roeu a manga de um paletó de casimira inglesa...”
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2465Q710657 | Português, Fonética e Fonologia, Assistente Administrativo, IMESF, FUNDATEC, 2019

Texto associado.
Pessoas são caminhos
01  Hoje eu sei. Hoje eu entendo perfeitamente que pessoas são caminhos. Que todas nos levam
02 a algum lugar. Eu, você, o outro, cada um de nós é um caminho diferente.
03  Hoje eu sei que é muito importante saber escolher os caminhos pelos quais andamos. Que é
04 muito importante prestar atenção para onde estamos indo e ler todas as placas que avisam onde
05 cada caminho vai dar. As placas são importantes, mas quase sempre temos a estranha mania de
06 duvidar daquilo que parece óbvio.
07  Hoje eu sei, mas eu não imaginava que tem gente que é caminho que não dá em lugar algum.
08 Que tem gente que é tempo perdido. Que há quem nos faça caminhar e caminhar para nada. Daí
09 a gente tem que voltar e, de novo, escolher. Dessa vez, com sabedoria.
10  Tem caminho curto. Tem caminho que não tem fim. Tem caminho labirinto. Tem caminho que
11 é de isopor. Tipo aquele cenário que parece lindo, mas é falso e vazio.
12  Ah! Também há o contrário, felizmente. Tem gente que é jardim florido e perfumado. Tem
13 gente que é café da tarde no interior. Tem gente que é mar quentinho e sem onda. Tem gente
14 que é caminho macio e rede mansa. Tem gente que é luz e reparação. Hoje eu sei.
15  Tudo isso está lá, bem no começo. Não existe armação. Todo caminho sempre se anuncia
16 antes mesmo de começar. A gente só precisa prestar atenção e ler com cuidado. A gente só
17 precisa saber o que quer. Para quem não sabe o que quer qualquer caminho serve. Lembra?
18  Eu tenho comigo que meu próximo caminho será um repleto de pinheiros, daqueles que
19 aparecem em filmes. Que o som deles ao vento vai ser sinfonia para meus ouvidos. O meu novo
20 caminho vai ter uma floresta linda e eu vou pegar ___ pinhas do chão e fazer guirlandas de Natal
21 com elas para lembrar que sempre haverá coisas boas para celebrar.
22  Hoje eu sei o caminho que procuro. No meu caminho de pinheiros vou tirar meus calçados e
23 caminhar sentindo uma maciez delicada sob meus pés. Quero nele um chão de folhas verdes
24 farfalhando como se a vida tivesse preparado para mim um colchão amaciado de boas
25 expectativas.
26  Quero no meu próximo caminho um cheiro adossicado de livre dignidade, chuva gostosa e
27 brisa mansa que me leve até um abrigo com lareira acesa e mesa farta. Eu vou me permitir
28 então, sem culpas, o deleite de pernas esticadas e pés dentro de escalda-pés.
29  Nesse meu caminho eu serei o caminho de quem me souber amar e vou deixar que o amor
30 passeie feliz por mim. Quero que aquele que decida se enveredar por mim sinta-se seguro e feliz.
31 Que eu possa levá-lo ao encontro dos seus mais profundos anseios, ______ a gente tem que
32 saber ser caminho também.
33  Hoje eu sei, eu aprendi a ver. Eu caminhei bastante até entender. Sou grata pelo passado,
34 mas não vou negar ao meu futuro escolhas melhores e a possibilidade real de viver tudo aquilo
35 que a minha vontade alcançar. Hoje eu sei o que quero. Hoje eu venho te contar sobre os meus
36 caminhos para que você entenda que é muito importante escolher os seus com sabedoria. Que é
37 muito importante também ser um caminho bom para alguém.
(Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/pessoas-saocaminhos/. Acesso em 16 nov. 2018.)
Qual das seguintes palavras recebe acento agudo pela mesma regra que define a acentuação encontrada no termo “Daí” (l. 08)?
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2466Q692787 | Português, Crase, Aluno 2 Dia, Colégio Naval, Marinha, 2019

Texto associado.

Redes sociais: o reino encantado da intimidade de faz de conta


      Recebi, por e-mail, um convite para um evento literário. Aceitei, e logo a moça que me convidou pediu meu número de Whatsapp para agilizar algumas informações. No dia seguinte, nossa formalidade havia evoluído para emojis de coraçãozinho. No terceiro dia, eia iniciou a mensagem com um "bom dia, amiga". Quando eu fizer aniversário, acho que vou convidá-la pra festa.

      Postei no Instagram a foto de um cartaz de cinema, e uma leitora deixou um comentário no Direct. Disse que vem passando por um drama parecido como do filme; algo tão pessoal, que ela só quis contar para mim, em quem confia 100%. Como não chamá-la para a próxima ceia de Natal aqui em casa? Fotos de recém-nascidos me são enviadas por mulheres que eu nem sabia que estavam grávidas. Mando condolências pela morte do avô de alguém que mal cumprimento quando encontro num bar. Acompanho a dieta alimentar de estranhos. Fico sabendo que o amigo de uma conhecida troca, todos os dias, as fraldas de sua mãe velhinha, mas que não faria isso pelo pai, que sempre foi seco e frio com ele - e me comovo; sinto como se estivesse sentada a seu lado no sofá, enxugando suas lágrimas.

      Mas não estou sentada a seu lado no sofá e nem mesmo sei quem ele é; apenas li um comentário deixado numa postagem do Facebook, entre outras milhares de postagens diárias que não são pra mim, mas que estão ao alcance dos meus olhos. É o reino encantado das confidências instantâneas e das distâncias suprimidas: nunca fomos tão íntimos de todos.

      Pena que esse mundo fofo é de faz de conta, intimidade, pra valer, exige paciência e convivência, tudo o que, infelizmente, tornou-se sinônimo de perda de tempo. Mais vale a aproximação ilusória: as pessoas amam você, mesmo sem conhecê-la de verdade. É como disse, certa vez, o ator Daniel Dantas em entrevista à Marilia Gabriela: "Eu gostaria de ser a pessoa que meu cachorro pensa que eu sou".

      Genial. Um cachorro começa a seguir você na rua e, se você der atenção e o levar pra casa, ganha um amigo na hora. O cachorro vai achá-lo o máximo, pois a única coisa que ele quer é pertencer. Ele não está nem aí para suas fraquezas, para suas esquisitices, para a pessoa que você realmente é: basta que você o adote.

      A comparação é meio forçada, mas tem alguma relação com o que acontece nas redes. Farejamos uns aos outros, ofertamos um like e, de imediato, ganhamos um amigo que não sabe nada de profundo sobre nós, e provavelmente nunca saberá. A diferença - a favor do cachorro - é que este está realmente por perto, todos os dias, e é sensível aos nossos estados de ânimo, tornando-se íntimo a seu modo. Já alguns seres humanos seguem outros seres humanos sem que jamais venham a pertencer à vida um do outro, inaugurando uma nova intimidade: a que não existe de modo nenhum.

Martha Medeiros <https://www, revistaversar.com. br/redes-sociais-inttmÍdade/> - (com adaptações)

Assinale a opção na qual o acento indicativo de crase foi utilizado de acordo com a modalidade padrão.
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2467Q690011 | Português, Crase, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar SP, VUNESP, 2019

   Mais ócio, por favor
      Quando o sociólogo italiano Domenico De Masi lançou o conceito de “ócio criativo”, em seu livro homônimo de 2000, foi alçado à condição de pensador revolucionário e à lista dos mais vendidos.
      O sucesso se deveu à explicação do espírito daquele tempo, ao apontar que tão essencial ao crescimento profissional quanto o estudo e o trabalho eram os momentos de desconexão com a labuta que abririam as portas para a criatividade e para “pensar fora da caixinha”. A intenção era alcançar uma fusão entre estudo, trabalho e lazer para aprimorar o conhecimento, vivenciar diferentes experiências e instigar a criatividade.
      Com o lançamento de “Uma Simples Revolução”, um best-seller, o sociólogo prega uma nova guinada no pensamento empresarial.
      Ao analisar as taxas de desemprego e de desocupação, para De Masi, a única saída é reduzir a carga de trabalho individual e abrir novas vagas. “Se as regras do jogo não mudarem, o desemprego – aberto ou oculto – está destinado a crescer em dimensão patológica”, escreve.
      O Brasil é um dos países que vivem essa realidade, com um desemprego de mais de 13 milhões de pessoas, segundo dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mais de 5 milhões de pessoas procuram trabalho no país há um ano ou mais, o que representa quase 40% desse total.
      A lógica do mercado não ajuda a melhorar esses números. As empresas tentam reduzir suas folhas de pagamento, mesmo que isso signifique mais horas extras.
      Só que, de acordo com o sociólogo, quanto mais horas um indivíduo trabalha, mais ele contribui para a taxa de desocupação. “Na Alemanha, onde todos trabalham, em média, 1400 horas, o desemprego está em 3,8% e o emprego está em 79%. Já na Itália, onde um italiano trabalha em média 1800 horas, o desemprego está em 11% e o emprego está em 58%”, detalha.
      “Para eliminar o desemprego, o único remédio válido é reduzir as horas de trabalho, mantendo o salário e aumentando o número de vagas”, diz, em entrevista ao UOL.
(Lúcia Valentim Rodrigues, “Mais ócio, por favor”. https://noticias.uol.com.br. Adaptado)
Coube __ Domenico De Masi ___ criação do conceito de ócio criativo, referindo-se ___ desconexão necessária com a labuta como caminho para se chegar ___ experiências criativas do ser humano.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
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2468Q374434 | Português, Termos Acessórios da Oração, Contador Legislativo, Câmara de Santa Rosa RS

O adjunto adverbial se relaciona com a circunstância por ele expressa. Assinale a alternativa que indica a frase que contêm um adjunto adverbial de causa:
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2469Q55161 | Português, Pronomes Pessoais Oblíquos

As expressões estéticas são vitais para a mente humana e muitos consideram as expressões estéticas importantes para o processo de cura de certos males. Apesar de ainda haver hospitais que não disponibilizam expressões estéticas em suas dependências, profissionais da saúde incorporam expressões estéticas em seus tratamentos.

Os elementos sublinhados acima podem ser corretamente substituídos, na ordem dada, por:
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2470Q47051 | Português, Recepcionista, ISGH, INSTITUTO PRÓ MUNICÍPIO

Leia o texto a seguir para responder a questão.
                                       
                                                           Texto 1
 
Gostar de política não é uma opção, mas uma necessidade. Primeiro, porque o cidadão precisa de um conhecimento político para escolher seu candidato. Depois, porque a política está presente na escola, no trabalho, enfim, na vida. Logo, torna-se fundamental o gosto por ela, pois é ela que rege a nossa existência.
 
Sidomar F. Vieira, Ufam, 2008.

Na frase: “Logo, torna-se fundamental o gosto por ela, pois é ela que rege a nossa existência".
O termo destacado pode ser substituído pelas palavras a seguir, exceto:
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2471Q18458 | Português, Sargento da Aeronáutica, EEAR, FAB

Assinale a alternativa que corresponde à sequência correta de figuras de linguagem presentes nos textos abaixo.

I- “... só resta ao homem (estará equipado?)/ a dificílima dangerosíssima viagem/ de si a si mesmo:/ pôr o pé no chão/ do seu coração...”

II- “... o chiclets ora se contrai/ ora se dilata,/ e consubstante ao tempo, se rompe,/ interrompe, embora logo se remende,/ e fique a romper-se, a remendar-se...”

III- “ E não importa se os olhos do mundo inteiro/ Possam estar por um momento voltados para o largo/ Onde escravos eram castigados...”
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2472Q5701 | Português, Agente de Trânsito, Detran PB, FUNCAB

Texto associado.
Pedestre que bebe em excesso.
A alternativa em que se reescreveu corretamente o período “Justamente após ter bebido sem medida, é o pedestre que, muitas vezes, se coloca em situação de risco por não ter condição de avaliar a distância e a velocidade dos veículos.”, com a manutenção do seu sentido original no texto é:
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2473Q373600 | Português, Interpretação de Texto, Agente de Fiscalização, TCM SP, FGV

A seção de jornal de onde foi retirado o texto denomina-se Opinião; no caso do texto 1, a opinião que é estruturalmente a mais importante é a de que:
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2474Q256794 | Português, Conjunções, Técnico Judiciário, TJ SP, VUNESP

Texto associado.

O texto a seguir é base para as questões de números 15 a 19.
Como a tão malbaratada palavra ética, muito vocábulo perde seu sentido quando envereda por trilhas falsas. Ética designava comportamento, ou conjunto de regras, em geral não escritas, que ditavam esse comportamento. Vivia-se a ética nos tribunais, entre parlamentares, entre países amigos ou adversários, e também nas relações cotidianas entre pessoas. O termo devia ser comum entre nós, como água e pão. Comportamentos éticos ou não éticos configuram nosso dia-a-dia na rua, na praia, no trabalho, a começar pela família onde aprendemos alguns conceitos talvez nunca verbalizados, mas introjetados, que passam a fazer parte de nós.
(Lya Luft. Veja, 30.11.2005)

Considerando-se a primeira frase do texto, assinale a alternativa correta.

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2475Q204034 | Português, Crase, Escrevente Técnico Judiciário, TJ SP, VUNESP

No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar­se ...................... aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas criminais. Raro ler................. respeito envolvendo questões de saúde pública como programas de esclarecimento e prevenção, de tratamento para depen­dentes e de reintegração desses ..................... vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico ou clínica ............................ quem tentar encaminhar um drogado da nossa própria família?

(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, 17.09.2012. Adaptado)

As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res­ pectivamente, com:

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2476Q169851 | Português, Interpretação de Textos, Auxiliar Judiciário Serviços Gerais, TRT 16a REGIÃO, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Em novo compasso

1 Neste momento, em várias partes do
mundo, algum pesquisador está tentando descobrir
um detalhe no funcionamento do músculo cardíaco
4 ainda não percebido pela ciência, enquanto outro
se esforça para aprimorar um tratamento já
reconhecido, e um terceiro se lança em um
7 experimento que pode resultar em mais uma opção
de terapia. Eles integram um imenso batalhão de
investigadores que têm como único objetivo tornar
10 o coração mais forte. Trata-se de um sonho nobre e
também de uma urgência. Afinal, o órgão precisará
bater em um compasso afinadíssimo para dar conta
13 de bombear o sangue em seres humanos cada vez
mais longevos.
É de olho nas exigências do futuro que estão
16 sendo desenhadas mudanças nos tratamentos do
presente. Algumas das mais significativas ocuparam
as principais discussões de evento que reuniu
19 cerca de 11 mil médicos de todo o planeta em
Orlando - EUA, na semana passada, e que é
considerado um dos mais importantes encontros
22 mundiais de cardiologistas. Estudo divulgado no
encontro, por exemplo, fez que a comunidade
médica passasse a discutir com mais ênfase uma
25 alteração no limite permitido de colesterol ruim
(LDL) em pacientes de alto risco (portadores de
alguma doença cardíaca ou que acumulam pelo
28 menos dois fatores de risco - hipertensão,
obesidade, diabete, sedentarismo, fumo, entre os
mais importantes). Hoje, segundo a Sociedade
31 Brasileira de Cardiologia, essas pessoas devem
manter o LDL abaixo de 100 mg/dL.

Eduardo Holanda, Greice Rodrigues e Mônica Tarantino. Istoé, 16/3/2005, p. 45 (com adaptações).

Com relação às idéias do texto ao lado e às palavras e expressões nele empregadas, julgue os itens a seguir.

No encontro de cardiologistas mencionados no texto, um dos temas enfatizados foi o limite de colesterol ruim permitido para o ser humano de um modo geral.

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2477Q55439 | Português, Pontuação

Assinale a alternativa que apresenta a pontuação correta, conforme a língua padrão escrita. 
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2478Q55011 | Português, Interjeições

Viver ou juntar dinheiro?
Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários.
Lá vai: 
“Prezado Max, meu nome é Sérgio. Tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada. Quando eu era jovem, as pessoas me diziam pra eu escutar os mais velhos que eram mais sábios; agora eles dizem pra eu escutar os mais jovens porque eles são mais inteligentes.
Na semana passada, li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muitas coisas. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante. 
Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas.
E descobri pra minha surpresa que hoje poderia estar milionário. Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. 
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 1 milhão de reais na conta bancária. É claro que eu não tenho esse dinheiro! Mas, se tivesse, sabe o que esse dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. 
Por isso, acho que me sinto feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.” 
(transcrição de uma coluna de Max Gehringer, na rádio CBN. Disponível em http.. Acesso em 26 nov. 2015)

Assinale a opção que apresenta, correta e respectivamente, a classe gramatical a que pertencem as palavras destacadas em:

“Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar COM itens SUPÉRFLUOS e descartáveis, comer TODAS as pizzas QUE eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade.”.
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2479Q29290 | Português, Administrador, CODEBA, FGV

As virtudes e os perfumes são da natureza; _____ duram pouco e _____ perduram por longo tempo, mas ambos perdem a essência quando expostos.

As formas dos demonstrativos que preenchem corretamente as lacunas são:
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2480Q15025 | Português, Cirurgião Dentista, Prefeitura de Cantagalo RJ, CONSULPLAN

Texto associado.
Envelhecer com mel ou fel?

        Conheço muitas pessoas que estão envelhecendo mal. Desconfortavelmente. Com uma infelicidade crua na alma. Estão ficando velhas, mas não estão ficando sábias. Um rancor cobre-lhes a pele, a escrita e o gesto. São críticos azedos, aliás estão ficando cítricos sem nenhuma doçura nas palavras. Estão amargos.   Com fel nos olhos.
        [...]
         Envelhecer deveria ser como planar. Como quem não sofre mais (tanto) com os inevitáveis atritos. Assim como a nave que sai do desgaste da atmosfera e vai entrando noutro astral, e vai silente, e vai gastando nenhum-quase combustível, flutuando como uma caravela no mar ou uma cápsula no cosmos.
         Os elefantes, por exemplo, envelhecem bem. E olha que é uma tarefa enorme. Não se queixam do peso dos anos, e  nem da ruga do tempo, e, quando percebem a hora da morte, caminham pausadamente para um certo lugar – o  cemitério dos elefantes, e aí morrem, completamente, com a grandeza existencial só aos sábios permitida.
          Os vinhos envelhecem melhor ainda. Ficam ali nos limites de sua garrafa, na espessura de seu sabor, na adega do  prazer. E vão envelhecendo e ganhando vida, envelhecendo e sendo amados, e, porque velhos, desejados. Os vinhos  envelhecem densamente. E dão prazer.
           O problema da velhice também se dá com certos instrumentos. Não me refiro aos que enferrujam pelos cantos,  mas a um envelhecimento atuante como o da faca. Nela o corte diário dos dias a vai consumindo. E no entanto, ela continua afiadíssima, encaixando-se nas mãos da cozinheira como nenhuma outra faca nova.
           Vai ver, a natureza deveria ter feito os homens envelhecerem diferente. Como as facas, digamos, por desgaste, sim, mas nunca desgastante. Seria uma suave solução: a gente devia ir se gastando, se gastando, se gastando até se  evaporar. E aí iam perguntar: cadê fulano? E alguém diria: gastou-se, foi vivendo, vivendo e acabou. Acabou, é claro, sem nenhum gemido ou resmungo.
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           Especialistas vão dizer que envelhece mal o indivíduo que não realizou suas pulsões eróticas assenciais; que deixou coagulada ou oculta uma grande parte de seus desejos. Isto é verdade. Parcial porém. Pois não se sabe por que  estranhos caminhos de sublimação, há pessoas que, embora roxas de levar tanta pancada da vida, têm, contudo, um arco-íris na alma.
           Bilac dizia que a gente deveria aprender a envelhecer com as velhas árvores. Walt Whitman tem um poema onde  vai dizendo: “Penso que podia viver com os animais que são plácidos e bastam-se a si mesmos".  Ainda agora tirei os olhos do papel e olhei a natureza em torno. Nunca vi o sol se queixar no entardecer. Nem a lua  chorar quando amanhece.

         (Affonso Romano de Sant"anna. Fizemos bem em resistir. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1984.)
Analise as frases.

I. “Conheço muitas pessoas que estão envelhecendo mal.” (1º§)
II. “Acabou, é claro, sem nenhum gemido ou resmungo.” (6º§)
III. “Nela o corte diário dos dias a vai consumindo.” (5º§)
IV. “Vai ver, a natureza deveria ter feito os homens envelhecerem diferente.” (6º§)

Os termos grifados são, respectivamente,
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