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Questões de Concursos Português

Resolva questões de Português comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


2781Q5676 | Português, Professor de Língua Portuguesa, SEDUC CE, CCV UFC

Texto associado.
texto prova professor de lingua portuguesa seduc ce
Assinale a alternativa em que o sinal indicativo de crase se explica pelo mesmo motivo que no trecho: “Sugata Mitra colocou um computador com acesso à internet no muro de uma favela em Nova Delhi” (linhas 09-10).
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2782Q375240 | Português, Morfologia, VUNESP, 2020

Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto a seguir.

É muito ruim quando os casais ficam habituados_________ brigas. É importante que as pessoas ____________conscientizem ___________ é preciso viver em harmonia.

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2783Q374380 | Português, Subordinação, Contador Legislativo, Câmara de Santa Rosa RS

Considere a seguinte fala de Calvin para responder as questões 5 e 6:

"É um ultraje que pessoas de seis anos não possam votar!".

A oração negritada é classificada como:
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2784Q240274 | Português, Interpretação de Textos, Redator Júnior Bilingue, COPEL, PUC PR

Texto associado.

DA DIFICULDADE DE TRADUZIR O TÍTULO DO FILME
HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES

Jorge Furtado

Não conheço filme sem título, uma prática
comum nas artes plásticas. Eu mesmo escolhi os títulos
dos meus filmes. Meu primeiro filme de longa metragem
se chama Houve uma vez dois verões. A tradução literal
para o inglês seria: Once Upon a Time Two Summers,
mas os distribuidores sabiamente optaram pela versão
mais curta, Two Summers.
Em português, "houve uma vez" é uma abertura
clássica de narrativas, uma forma um pouco mais arcaica
que o "era uma vez..." . Googlei "era uma vez" (dia 10 de
janeiro de 2008) e encontrei 622 mil entradas, de todo
tipo: nomes de sites, coleções de livros infantis etc. As 10
primeiras entradas eram de 10 sites diferentes.
Googlei "houve uma vez" e apareceram 230 mil
entradas. As primeiras 51 entradas eram referência ao
meu filme. A entrada 52 era sobre a expressão "houve
uma vez um verão", um convite para uma festa."Houve
uma vez dois verões", na verdade, é um trocadilho sobre
o título brasileiro de um grande sucesso do cinema,
Summer of 42, filme de 1971 dirigido por Robert Mulligan,
que no Brasil se chamou "Houve uma vez um verão".
Acontece que, em português, este "um" antes da
palavra "verão" pode ser numeral ou artigo indefinido,
pode ser "a summer" ou "one summer". Já a palavra
"dois" só pode ser numeral. O eco distorcido do título do
filme de Mulligan (também uma história de iniciação
sexual, também com dois amigos numa temporada de
verão numa praia quase deserta, também seduzidos por
uma mulher mais velha) sugere claramente que aqui se
trata de uma comédia.
E mais: é um erro muito frequente, em português,
conjugar o verbo "haver" no plural, "houveram dois
verões", quando o certo é "houve dois verões". Ou seja: o
título em português tem também uma função didática, na
medida em que, como costumam fazer os títulos,
cristaliza uma expressão, informação ougrafia em
formato rememorável.
Estes são apenas alguns dos problemas em
traduzir para o inglês o título do filme. Certamente há
problemas que eu desconheço por não dominar o inglês.
Talvez a expressão "two summers" tenha conotações que
eu ignore, talvez seja o nome de uma conhecida casa
noturna de Cambridge ou talvez a marca de um
bronzeador.
Adaptado de texto postado em 21 de março de 2009 no blog pessoal do cineasta
(http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado/). Acesso:10/12/09.

Assinale a alternativa INCORRETA:

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2785Q216280 | Português, Pontuação, Motorista, MPE SC, ACAFE

Assinale a alternativa cuja frase está correta quanto à pontuação.

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2786Q200791 | Português, Fonética e Fonologia, Escrivão de Polícia Civil, Polícia Civil SP, VUNESP, 2018

Texto associado.

    A vida de Dorinha Duval foi, ____ . O processo ainda não havia ido a Júri quando a tese da defesa foi mudada. Não seria mais violenta emoção, mas legítima defesa. Ela não teria atirado no marido por ter sido ___ e chamada de velha, mas ______ o marido passou a agredi-la. De fato, o exame pericial de corpo de delito realizado em Dorinha constatou a existência de _______ em seu corpo. A versão da legítima defesa era ______ .

(Luiza Nagib Eluf, A paixão no banco dos réus. Adaptado)

Assinale a alternativa contendo as palavras que seguem, correta e respectivamente, os princípios de acentuação das palavras destacadas – Júri; legítima; existência.
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2787Q55209 | Português, Pronomes Indefinidos

Texto
Justiça Social - Justiça ecológica


Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.
A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas. Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.
Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.
A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial) respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões". Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.
Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insuficientes, pois a solução global remete a uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se reflete na dificuldade de mudar estilos de vida e hábitos de consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe (não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?
Talvez somente após uma grande catástrofe que afligiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a fim de salvar a pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013.

"Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a OUTRA, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles":

Assinale a opção em que a palavra destacada pertence à mesma classe gramatical do vocábulo destacado nos trechos abaixo: 
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2788Q53011 | Português, Oficial da Marinha, Colégio Naval, MB, 2018

Palavra

Peguei meu filho no colo (naquele tempo ainda dava), apertei-o com força e disse que só o soltaria se ele dissesse a palavra mágica.
E ele disse: - Mágica.
Foi solto em seguida.
Um adulto teria procurado outra palavra, uma encantação que o libertasse.
Ele não teve dúvida. Me entendeu mal, mas acertou. Disse o que eu pedi. (Não, não hoje ele não se dedica às ciências exatas. É cantor e compositor)
Nenhuma palavra era mais mágica do que a palavra “mágica”.
Quem tem o chamado dom da palavra cedo ou tarde se descobre um impostor. Ou se regenera, e passa a usar a palavra com economia e precisão, ou se refestela na impostura: Nabokov e seus borboleteios, Borges e seus labirintos.
Impostura no bom sentido, claro - nada mais fascinante do que ver um bom mágico em ação. Você está ali pelos truques, não pelo seu desmascaramento.
Mas quem quer usar a palavra não para fascinar, mas para transmitir um pensamento ou apenas contar uma história, tem um desafio maior, o de fazer mágica sem truques. Não transformar o lenço em pomba, mas usar o lenço para dar o recado, um “ lençocorreio”. Cuidando o tempo todo, para que as palavras não se tornem mais importante do que o recado e o artifício - a impostura - não apareça e não atrapalhe.
(...)

Noblat.oglobo.globo.com/crônicas/notícia/2017/02/palavra. html - adaptado.

Em "Não transformar o lenço em pomba, mas usar o lenço para dar o recado, um lencocorreio", o autor utiliza-se da formação de palavras por meio do processo de:
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2789Q50919 | Português, Interpretação de Textos, Técnico Administrativo, MPE SE

      O verbo no infinito 

Ser criado, gerar-se, transformar 
O amor em carne e a carne em amor; nascer 
Respirar, e chorar, e adormecer 
E se nutrir para poder chorar 

Para poder nutrir-se; e despertar 
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir 
E começar a amar e então sorrir 
E então sorrir para poder chorar. 

E crescer, e saber, e ser, e haver 
E se perder, e sofrer, e ter horror 
De ser e amar, e se sentir maldito 

E esquecer tudo ao vir um novo amor 
E viver esse amor até morrer 
E ir conjugar o verbo no infinito... 

(Vinicius de Moraes. Livro de Sonetos, 2. Ed. Rio de Janeiro, Sabiá, 1967) 

Ao concluir o poema com o verso E ir conjugar o verbo no infinito..., o poeta indica que 

I. o destino do ser humano é conjugar verbos como faz o poeta. 
II. algo do ser humano permanece sempre, mesmo após a morte. 
III. a conclusão do processo apresentado no poema é a eternidade. 
IV. do homem, restam apenas as lembranças e o verbo no infinito. 

Está correto o que se afirma APENAS em
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2790Q38868 | Português, Auxiliar de Biblioteca, IFRO, MAKIYAMA

Qual a única alternativa cuja oração apresenta o uso CORRETO da crase?
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2791Q17210 | Português, Médico Psiquiatra, Polícia Militar RO, FUNCAB

Texto associado.
Leia o texto abaixo e responda a questão proposta:

      Guedes, um policial adepto do Princípio da Singeleza, de Ferguson - se existem duas ou mais teorias para explicar um mistério, a mais simples é a mais verdadeira jamais supôs que um dia iria encontrar a socialite Delfína Delamare. Ela, por sua vez, nunca havia visto um policial em carne e osso. O tira, como todo mundo, sabia quem era Delfina Delamare, a cinderela órfã que se casara com o milionário Eugênio Delamare, colecionador de obras de arte, campeão olímpico de equitação pelo Brasil, o bachelor mais disputado do hemisfério sul. Os jornais e revistas deram um grande destaque ao casamento da moça pobre que nunca saíra de casa, onde tomava conta de uma avó doente, com o príncipe encantado; e desde então o casal jamais deixou de ser notícia.
      Houve um tempo em que os tiras usavam paletó, gravata e chapéu, mas isso foi antes de Guedes entrar para a polícia. Ele possuía apenas um terno velho, que nunca usava e que, de tão antigo, já entrara e saíra de moda várias vezes. Costumava vestir um blusão sobre a camisa esporte, a fim de esconder o revólver, um Colt Cobra 38, que usava sob o sovaco. [...]
      Delfina Delamare nem sempre acompanhava o marido nas viagens. Na verdade ela não gostava muito de viajar. [...] Ela preferia ficar no Rio, trabalhando em suas obras filantrópicas.
      O encontro entre Delfina e Guedes deu-se numa das poucas circunstâncias possíveis de ocorrer. Foi na rua, é claro, mas de maneira imprevista, para um e outro. Delfina estava no seu Mercedes, na rua Diamantina, uma rua sem saída no alto do Jardim Botânico. Quando chegou ao local do encontro Guedes já sabia que Delfina não estava dormindo, como chegaram a supor as pessoas que a encontraram, devido à tranqüilidade do seu rosto e à postura confortável do corpo no assento do carro. Guedes, porém, havia tomado conhecimento, ainda na delegacia, do ferimento letal oculto pela blusa de seda que Delfina vestia.
      O local já havia sido isolado pelos policiais. A rua Diamantina tinha árvores dos dois lados e, naquela hora da manhã, o sol varava a copa das árvores e refletia na capota amarelo-metáfico do carro, fazendo-a brilhar como se fosse de ouro.
      Guedes acompanhou atentamente o trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística. Havia poucas impressões digitais no carro, colhidas cuidadosamente pelos peritos da polícia. Foram feitas várias fotos de Delfina, alguns closes da mão calibre 22. No pulso da mão esquerda, um relógio de ouro. Dentro da bolsa, sobre o banco do carro, havia um talão de cheques, vários cartões de crédito, objetos de maquiagem num pequeno estojo, um vidro de perfume francês, um lenço de cambraia, uma receita de papel timbrado do médico Pedro Baran (hematologia, oncologia) e um aviso de correio do Leblon para Delfina Delamare apanhar correspondência registrada, Esses dois documentos Guedes colocou no bolso. Havia no porta-luvas, além do documento do carro, um livro, Os Amantes, de Gustavo Flávio, com a dedicatória “Para Delfina que sabe que a poesia é uma ciência tão exata quanto a geometria, G.F.” A dedicatória não tinha data e fora escrita com uma caneta de ponta macia e tinta preta. Guedes colocou o livro debaixo do braço. Esperou a perícia terminar o seu lento trabalho no local; aguardou o rabecão chegar e levar o corpo da morta numa caixa de metal amassada e suja para ser autopsiado no Instituto Médico Legal. Delfina recebeu dos homens do rabecão o mesmo tratamento dos mendigos que caem mortos na sarjeta.

FONSECA, Rubem. Bufo & Spailanzani. 24a ed. rev. pelo autor. São Paulo: Companhia das Letras, 1991, p. 13-14.
Assinale a alternativa em que o termo destacado introduz uma oração cuja função sintática é objeto direto.
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2792Q4219 | Português, Assistente de Atendimento, Expresso Cidadão PE, UPENET

Anteponha aos períodos C ou E, consoante a Regência Verbal esteja Certa ou Errada.

( ) Vou na festa a que meus irmãos comparecerão.
( ) Aspirei o perfume das flores.
( ) Chegamos muito cedo no chá de cozinha.

A sequência obtida foi a seguinte:
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2793Q2894 | Português, Soldado PM voluntário, Polícia Militar SP, VUNESP

Texto associado.
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.

Solteiros e solteiras
  Uma queixa habitual das mulheres é de que faltam homens
na praça − leia-se homens solteiros e disponíveis. Mas o IBGE,
que veio ao mundo para desfazer dúvidas quantitativas, acaba de
apurar que há 31,9 milhões de homens solteiros no Brasil contra
30,4 milhões de mulheres. Ou seja, com um saldo de 1,5 milhão
de homens prontos para o abate, não será por falta de material
que tantas mulheres continuarão encalhadas.
  O problema, no entanto, não é estatístico, mas comportamental:
a tendência do homem a não ter pressa de assumir compromissos
sérios e passar anos pesquisando o mercado antes de se
decidir a investir. Sempre foi assim.
  E, se a querida leitora já estava desanimada, lamento informála
de que a situação tem tudo para piorar. Com a recente mania
dos homens de continuarem morando com a mãe até os 40 anos,
a taxa de rapazes casadouros promete diminuir ainda mais.
  Segundo o IBGE, essa discrepância quantitativa não é geograficamente
uniforme, alguns Estados do Brasil serão mais propícios
do que outros para que as mulheres encontrem seu par do baralho.
  Nesse sentido, nenhum supera Santa Catarina. Lá são 122
solteiros para cada cem solteiras. Outros Estados em que a oferta
masculina é considerável são Tocantins, Mato Grosso e Espírito
Santo. Já São Paulo está apenas na média: 108 contra cem. E, em
alguns Estados, há tantos homens quanto mulheres.
  O Rio, por exemplo, tem pequeno déficit: são 99,55 homens
para cada cem mulheres − o 0,45 saiu para comprar cigarros e
não voltou.
  Já no Distrito Federal faltam nove homens para as cem mulheres.
Se o amigo nunca encontrou motivo para ir até lá, agora
já tem um.

(Ruy Castro, Folha de S.Paulo, 13.09.2010. Adaptado)

Em − Bata continência de novo! − o verbo em destaque está no imperativo.

Assinale a alternativa em que o verbo empregado também está no imperativo.
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2794Q864 | Português, Recenseador, IBGE, CESGRANRIO

Texto associado.
     Os aviões, estou convencida, são as melhores
salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
porque só o fato de estarmos no avião já representa o
cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
recupera seu status de direito sagrado.
     Pois bem, estava eu recentemente acima das
nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
     Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
assombrado, em que atrás da porta um fantasma
esmurrava e esmurrava.
     Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
meramente partilhada, mas realizada, como se nós
mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
marcado aquele conto com várias observações técnicas,
eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
Mergulhada na leitura de um livro de contos, durante uma viagem de trabalho, a autora transita entre o mundo da realidade e o mundo da imaginação. A passagem em que ela faz referência ao seu retorno ao mundo da realidade é
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2795Q196 | Português, Agente de documentação, TCU, FCC

Ele não é emitido por motores... Transpondo-se a frase acima para a voz ativa, a forma verbal correta passa a ser:
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2797Q704206 | Português, Interpretação de Textos, Técnico em Tecnologia da Informação, IF PB, IDECAN, 2019

O gênero textual propaganda, apresentado como texto-base para questão, foi apresentado de modo a predominar
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2798Q668481 | Português, Interpretação de Textos, Fiscal Ambiental, Prefeitura de Arapongas PR, FAFIPA, 2020

Texto associado.

Esta startup compra roupas usadas e devolve para as fabricantes revendê-las

     Britânica Stuffstr desenvolveu um negócio que tem como objetivo finalizar o ciclo de uso das vestimentas. Adidas já é uma das parceiras

    Pelo menos uma vez por ano, algumas pessoas fazem aquela limpeza no guarda roupas e pensam no que fazer com peças que não servem mais ou que já não combinam com o novo estilo de vida. A partir daí, as roupas são direcionadas para doação ou para revenda em sites ou brechós. Muitas, ainda, acabam sendo descartadas, mesmo com condições de uso. Enquanto isso, a fabricante não tem ideia de qual fim tiveram as peças produzidas.

    De olho nessa oportunidade, a startup britânica Stuffstr resolveu aprimorar o trabalho de recolhimento e repasse de roupas de segunda mão. Eles coletam e armazenam dados dos produtos por até cinco anos. Os clientes então podem pesquisar para descobrir quanto a empresa pagará para comprar o item de volta.

    startup coleta o item do consumidor e leva para o local de triagem, que analisa se a peça ainda tem condições de uso. As que têm são direcionadas de volta às empresas; já as que têm perda total vão para reciclagem. A Stuffstr, então, envia essas informações de volta às marcas, com base nas condições das roupas devolvidas.

    As marcas podem usar essas informações para planejar o desenvolvimento futuro de produtos, visando melhor durabilidade, e ajustar os preços que oferecem aos consumidores pelos itens usados.

    Com isso, a startup argumenta que os consumidores ganham um dinheiro extra, o desperdício é reduzido e as marcas obtêm dados e informações valiosas sobre as peças e os clientes. As primeiras parcerias da Stuffstr foram com as empresas John Lewis e Adidas. Ao entrar no site das marcas, o cliente se depara com a possibilidade de vender peças usadas para a startup.

     À Forbes, o co-fundador da Stuffstr, John Atcheson disse que a startup está “em uma posição única para poder oferecer aos consumidores um nível sem precedentes de transparência sobre o que acontece com o material – onde é revendido e por quanto – e até o que acontece se não puder ser revendido e for direcionado para a reciclagem. 70% de tudo o que estamos comprando vai para aterros, mesmo que ainda seja utilizável”, diz. De acordo com ele, a ideia é fechar o ciclo de uso das peças e reduzir o descarte desnecessário.

Disponível em: https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Moda/noticia/2020/01/esta-startup-compra-roupasusadas-e-devolve-para-fabricantes-revende-las.html. Acesso em: 29 jan. 2020

Os criadores da startup Stuffstr viram uma oportunidade de negócios:
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2799Q374049 | Português, Estrutura das Palavras, Especialista Legislativo, ALERJ, FGV

Muitos vocábulos com o sufixo - ão apresentam mais de uma forma de plural; entre os pares abaixo, aquele que apresenta uma forma ERRADA é:
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2800Q55662 | Português, Figuras de Linguagem

O aplauso de pé, por Ruy Castro

Glenda Jackson, a atriz britânica, acaba de estrear com “Rei Lear” na Broadway. Ela é danada. Nos anos 90, trocou sua carreira no cinema e no teatro por uma cadeira no Parlamento, candidatou-se a prefeita de Londres pelos trabalhistas e foi cogitada para o cargo de ________. Voltou ao palco e, ________ tempos, foi homenageada numa cerimônia em que estavam presentes diversas categorias de cabeças coroadas. Quando seu nome foi anunciado e ela surgiu no palco, a ________ a aplaudiu de pé por longos minutos. Glenda esperou os aplausos silenciarem, sorriu e disse: “Em Londres, não aplaudimos de pé”.
Aplausos, tudo bem – ela diria –, mas ________ de pé? Representar direito o papel é a obrigação do ator. O aplauso sentado é mais que suficiente.
Sempre foi assim. Ao surgir no cinema, com filmes como “Delírios de Amor” (1969) e “Mulheres Apaixonadas” (1971), de Ken Russell, e “Domingo Maldito” (1971), de John Schlesinger, foi como se viesse de um planeta mais adulto que o nosso. De saída, ganhou dois Oscars – que aceitou, mas não foi receber. E, embora fosse filha de um pedreiro e de uma faxineira, nunca escolheu seus ________ pelo que lhe renderiam em dinheiro, mas pelo que exigiriam dela como atriz. Aliás, o cinema nunca foi sua primeira opção, daí ter feito poucos filmes. O teatro, sim.
Se fosse uma atriz brasileira de teatro, Glenda Jackson teria de repetir todas as noites sua advertência sobre aplaudir de pé. No Brasil, assim que qualquer espetáculo termina, todos se levantam e, tenham gostado ou não, começam a bater palmas. Se já se começa pelo aplauso de pé, o que será preciso fazer quando tivermos realmente gostado de um espetáculo?
Neste momento, haverá outra atriz no mundo disposta a encarar o papel de Rei Lear? É uma peça de três horas e meia e serão oito récitas por semana. Glenda está com 82 anos. Isto, sim, é caso para aplaudir de pé.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2019/04/o-aplauso-de-pe.shtml) 

O trabalho realizado na questão atende o seguinte descritor: 
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