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Questões de Concursos Português

Resolva questões de Português comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


2901Q102314 | Português, Interpretação de Textos, Analista Administrativo, MPE RJ, NCE

Texto associado.

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A idéia que a palavra "exponencialmente" (L. 5) expressa está mantida em:

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2902Q98961 | Português, Interpretação de Textos, Analista Administrativo, BACEN, FCC

Texto associado.

Atenção: As questões de números 1 a 20 referem-se ao texto apresentado abaixo.

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Para se evitar repetição de palavras, expressões ou frases, pode-se recorrer a uma elipse: embora não se represente de novo na frase, o elemento oculto estará subentendido.

Considerando-se o contexto, há a elipse de

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2903Q55475 | Português, Funções Morfossintáticas

Em entrevista exclusiva à Revista GLOBO RURAL, a deputada federal Tereza Cristina, que assume em janeiro o Ministério da Agricultura, disse que não se pode associar a imagem do produtor brasileiro ao desmatamento e à destruição da Amazônia. “O produtor rural não faz isto. Quem faz isso são pessoas que estão na ilegalidade. São bandidos que estão lá para roubar a floresta, para não pagar imposto. Essa não é uma característica do produtor brasileiro”, disse a futura ministra.

Disponível em:

Sobre a coesão do texto, é correto afirmar:
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2904Q55470 | Português, Funções Morfossintáticas

TEXTO 1

O vento gemera durante o dia todo e a chuva fustigara as janelas com tal fúria que mesmo ali, no coração da grande Londres feita de homens, éramos obrigados a afastar a mente da rotina da vida por um instante e reconhecer a presença daquelas grandes forças elementares que gritam para a humanidade através das grades de sua civilização, como animais indomáveis numa jaula. À medida que a noite se fechava, a tempestade ficava mais intensa e mais ruidosa; na chaminé, o vento chorava e soluçava como uma criança.

Adaptado de: Doyle, A. C. Um caso de Sherlock Holmes: as cinco sementes de laranja. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. p. 142.

No trecho “[...] a presença daquelas grandes forças elementares que gritam para a humanidade [...]”,  o “que” funciona morfologicamente como pronome relativo e exerce a função sintática de
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2905Q55463 | Português, Funções Morfossintáticas

Texto: A epidemia da ansiedade

De repente, do nada, uma preocupação surge na sua cabeça. Você começa a pensar naquilo, imagina mil possibilidades, tenta prever o que pode ou não acontecer. Então a mente acelera e começa a dar voltas em torno de si mesma: repete muitas e muitas vezes os mesmos cenários, plausíveis ou absurdos, num ciclo impossível de interromper. Quando você percebe, ficou a noite inteira em claro.
Todo mundo já passou por algo assim. A ansiedade faz parte da vida moderna. Sua forma patológica, o transtorno de ansiedade, é a segunda doença mental mais comum no planeta: segundo dados da OMS, 264 milhões de pessoas sofrem desse mal – 14,9% a mais do que dez anos atrás. E o Brasil é o centro mundial do problema: 9,3% da população tem transtorno de ansiedade, quase o triplo da média internacional (3,5%). Na cidade de São Paulo, um estudo feito pela USP chegou a números ainda mais impressionantes: nada menos que 19,9% das pessoas têm a doença. Por ano, são vendidos 26,8 milhões de caixas do ansiolítico Rivotril (e demais remédios à base de clonazepan) no Brasil, segundo dados da empresa IQVIA, que audita o mercado farmacêutico. Seu consumo teve um crescimento de quase 300% na última década (em 2010, os brasileiros compraram aproximadamente 10 milhões de caixas desse remédio).
Nunca estivemos tão ansiosos – e, como você talvez já tenha percebido, isso não está nos fazendo bem. Mas a ansiedade pura e simples não é um transtorno. É uma estratégia bem-sucedida, que há centenas de milhares de anos tem garantido nossa sobrevivência.
A gênese da ansiedade
Na savana africana, com suas grandes planícies, poucas árvores e muita vida animal, os humanos viviam vulneráveis ao ataque dos leões, leopardos, cobras e hienas. Se não fossem comidos por predadores, nossos antepassados tinham que se preocupar com outra ameaça: fome. A comida era incerta, pois eles dependiam da sorte na coleta e na caça.
Uma das estratégias de sobrevivência foi viver em grupos. Mas a vida comunitária trouxe novos problemas. Era preciso fazer força para ser aceito pelo grupo, e não acabar marginalizado ou mesmo expulso dele. O convívio também levava a disputas, geralmente resolvidas por meio da violência: pesquisas arqueológicas revelaram que os primeiros grupos humanos tinham altíssimas taxas de homicídio: 15% das pessoas morriam assassinadas.
Em suma, a vida era dura. E as pessoas que tiveram mais êxito em sobreviver e gerar descendentes, passando seus genes adiante, foram as mais capazes de antecipar as ameaças de predadores, fome, rejeição do grupo e violência. Ou seja, os mais ansiosos.
Hoje, é rara a pessoa que precise proteger-se de cobras e leões. Graças a seu intelecto, o ser humano transformou o mundo. Dominamos predadores, vencemos doenças, produzimos até mais comida do que o necessário e criamos leis para controlar e conter a violência (hoje, os homicídios são responsáveis por 0,005% das mortes no mundo). A vida nunca foi tão confortável, pacífica e próspera. Mas a ansiedade não desapareceu. Temos novas preocupações – o assaltante no trânsito, as contas de casa, a manutenção do emprego, a solidão, a quantidade de curtidas nas redes sociais etc. O mundo mudou, mas os medos não desapareceram; se transformaram.
Ansiedade e medo são intimamente ligados – ambos são estados aversivos engatilhados por uma ameaça. Mas o medo é provocado por um estímulo imediato, aqui e agora, como um assaltante armado. Já a ansiedade emerge diante de uma ameaça futura, que poderá ou não se concretizar – como aqueles pensamentos que vêm à cabeça ao andar numa rua escura de madrugada. Se o medo prepara o corpo para agir imediatamente, a ansiedade nos motiva a evitar a ameaça futura, fazer preparações para ela ou agir para que não ocorra. O que pode acontecer se eu andar numa rua vazia e mal iluminada, de madrugada? Há algum canto de onde pode aparecer um assaltante? Se surgir alguém devo sair correndo? Essa antecipação de consequências envolve o córtex pré-frontal – a região mais desenvolvida do cérebro humano.

“É provavelmente impossível sentir medo sem também sentir-se ansioso”, afirma o neurocientista americano Joseph LeDoux, autor do livro Anxious(não lançado no Brasil). Afinal, basta ter medo de uma coisa para começar a se preocupar com as consequências dela. “Ver uma pessoa com uma arma induz ao sentimento de medo. Mas a preocupação ou ansiedade rapidamente toma a dianteira, quando você passa a imaginar o que aquela pessoa vai fazer”, diz LeDoux. Da mesma forma, quando você está ansioso e vai caminhar em uma rua escura, pode sentir medo com algo que passaria batido – como uma sombra ou o barulho de um galho quebrando.
Nossas mentes são propensas à ansiedade. Ela nos trouxe até aqui porque, no grau certo, é benéfica. Mas certas características da vida nas cidades parecem ter dado um curto-circuito nesse mecanismo.

Reportagem de Maurício Horta Revista Superinteressante. São Paulo: Abril, edição 399, fevereiro de 2019. (adaptado)

Se não fossem comidos por predadores, nossos antepassados tinham que se preocupar com outra ameaça: fome.” Nesta frase, a palavra em destaque introduz a ideia de:
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2906Q55413 | Português, Pontuação

Vou Te Encontrar
Paulo Miklos
Compositor: Nando Reis

Olha, ainda estou aqui
Perto, nunca te esqueci
Forte, com a cabeça no lugar
Livre, livre para amar

Sofro, como qualquer um
Rio, quando estou feliz
Homem, dessa mulher
Vivo, como você quer

Nas ondas do mar
Nas pedras do rio
Nos raios de sol
Nas noites de frio

No céu, no horizonte
No inverno, verão
Nas estrelas que formam
Uma constelação

Vou te encontrar...
Vou te encontrar

Olha, eu fiquei aqui
Perto, está você em mim
Forte, pra continuar
Livre, livre para amar

Sofro, como qualquer um
Rio, porque sou feliz
Homem, de uma mulher
Vivo, como você quer

No beijo da moça
No alto e no chão
Nos dentes da boca
Nos dedos da mão

No brilho dos olhos
Na luz da visão
No peito dos homens
No meu coração

Vou te encontrar...
Vou te encontrar

Em “Vou te encontrar… vou te encontrar”, o emprego das reticências indica:
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2907Q38575 | Português, Analista Judiciário, TRE SC, EXATUS PR

Leia o trecho extraído do Poema de finados, de Manuel Bandeira:

Amanhã que e dia dos mortos
Vai ao cemitério. Vai
E procura entre as sepulturas
a sepultura de meu pai.
Leva três rosas bem bonitas.
Ajoelha e reza uma oração.


Passando as formas verbais destacadas, que se encontram no modo imperativo, para a terceira pessoa do singular do imperativo afirmativo, teremos:
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2908Q28409 | Português, Agente Socioeducativo, Prefeitura de Araxá MG, FRAMINAS

Texto associado.
A BUSCA DA IDENTIDADE NA ADOLESCÊNCIA

É na puberdade que o jovem reconstrói seu universo interno e cria relações com o mundo externo.                             Entenda os processos que marcam a fase.

(1§) A transformação tem início por volta dos 11 anos. Meninos e meninas passam a contestar o que os adultos dizem. Ora falam demais, ora ficam calados. Surgem os namoricos, as implicâncias com outros adolescentes e a vontade de conhecer intensamente o mundo. Os comportamentos variam tanto que professores e pais se sentem perdidos: afinal de contas, por que os adolescentes são tão instáveis?

(2§) A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças - nem adultos. Diante de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento,marcado, dessa vez, pela revisão de tudo o que foi vivido na infância.

(3§) Para a pediatra e psicanalista francesa Françoise Dolto, autora de clássicos sobre a psicologia de crianças e adolescentes, os seres humanos têm dois tipos de imagem em relação ao próprio corpo: a real, que se refere às características físicas, e a simbólica, que seria um somatório de desejos, emoções, imaginário e sentido íntimo que damos às experiências corporais.Na adolescência, essas duas percepções são abaladas. A puberdade (conjunto das transformações ligadas à maturação sexual) faz com que a imagem real se modifique - a descarga de hormônios desenvolve características sexuais primárias (aumento dos testículos e ovários) e secundárias (amadurecimento dos seios, modificações na cintura e na pélvis, crescimento dos pelos, mudanças na voz etc.). É comum que aflorem sentimentos contraditórios: ao mesmo tempo em que deseja se parecer com um homem ou uma mulher, o adolescente tende a rejeitar as mudanças por medo do desconhecido. Essas mudanças do corpo acabam refletindo em mudanças sociais. Isso, para o jovem, é assustador.

(4§) Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades  de higiene, como a de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio suor (que se transformou com a ação da testosterona) e a de outros que veem numa parte do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem, pés muito grandes, nariz torto etc.). São encanações típicas da idade e que precisam ser acolhidas. "O jovem deve ficar à vontade para tirar dúvidas e conversar sobre o que ocorre com seu corpo sem que sinta medo de ser diminuído ou ridicularizado. Além disso, ele necessita de privacidade e, se não quiser falar, deve ser respeitado", afirma Lidia Aratangy, psicóloga e autora de  livros sobre o tema. Apenas quando perduram as sensações de estranhamento com as mudanças fisiológicas um encaminhamento médico é necessário.

(http://goo.gl/vLF5z. Acesso: 10/10/2012. Adaptado.)
Releia o segundo parágrafo do texto:

“A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças - nem adultos. Diante de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento,marcado, dessa vez, pela revisão de tudo o que foi vivido na infância.”

Sobre esse parágrafo foram feitos alguns comentários. Analise-os atentamente:

I – A “inconstância”, citada no início do parágrafo, refere-se ao comportamento instável dos adolescentes.
II – Infere-se, no parágrafo, que os adolescentes precisam construir uma nova identidade porque estão diante de um corpo em transformação.
III – O parágrafo sugere que o comportamento dos adolescentes é frequentemente confundido com rebeldia ou isolamento.
IV – A infância, de acordo com esse parágrafo, influencia pouco no comportamento do jovem adolescente. Os comentários que estão de acordo com o parágrafo são:
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2909Q14866 | Português, Assistente de Trânsito, Detran MA, FGV

Texto associado.
A EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO

      A comunicação é uma arma poderosa na batalha cotidiana pela queda dos números de acidentes, servindo ao mesmo tempo como instrumento de educação e conscientização. Campanhas de mobilização pelo uso de cinto de segurança, das práticas positivas na direção, da não utilização de bebidas alcoólicas ao dirigir, do uso da faixa de pedestres, entre outras, são comprovadamente eficientes. É crescente a preocupação com o ensino dos princípios básicos do trânsito desde a infância e ele pode acontecer no espaço escolar, com aulas específicas, ou também nos ambientes especialmente desenvolvidos para o público infantil nos departamentos de trânsito. Com a chegada do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), em 1998, os condutores imprudentes passaram a frequentar aulas de reciclagem, com o propósito de reeducação.
      Como se vê, alguma coisa já vem sendo feita para reduzir o problema. Mas há muito mais a fazer. A experiência mundial mostra que as campanhas para alertar e convencer a população, de forma periódica, da necessidade de obedecer regras básicas de trânsito, não são suficientes para frear veículos em alta velocidade e evitar infrações nos semáforos. O bolso, nessas horas, ajuda a persuadir condutores e transeuntes a andar na linha. A Capital Federal é um exemplo de casamento bem- sucedido entre comunicação de massa e fiscalização. Um conjunto de ações foi responsável por significativa queda no número de vítimas fatais do trânsito na cidade. O governo local, a partir da década de 1990, adotou uma série de medidas preventivas. Foram veiculadas campanhas de conscientização, foi adotado o controle eletrônico de velocidade e foi implementado o respeito às faixas de pedestres. Essas providências, associadas a promulgação do novo Código de Trânsito, levaram a uma expressiva redução nos índices de mortalidade por 10 mil veículos em Brasília - de 14,9 em 1995 para 6,4 em 2002. Nesse período, apesar do crescimento da frota de 436 mil para 469 mil veículos, o número de mortes por ano caiu de 652 em 1995 para 444 em 2002.
      Foi um processo polêmico. O governo foi acusado de estar encabeçando uma indústria de multas, devido ao grande número de notificações aplicadas. Reclamações à parte, o saldo das ações se apresentou bastante positivo. Recentemente as estatísticas mostram que o problema voltou a se agravar. O número de vítimas fatais de acidentes no trânsito passou de 444 em 2002 para 512 em 2003. Pesquisas do DETRAN apontam que um dos principais motivos desse aumento e o uso de álcool por motoristas.

(Pedro Ivo Alcantara. www.ipea.gov.br)
"A comunicação é uma arma poderosa na batalha cotidiana pela queda dos números de acidentes, servindo ao mesmo tempo como instrumento de educação e conscientização. Campanhas de mobilização pelo uso de cinto de segurança, das práticas positivas na direção, da não utilização de bebidas alcoólicas ao dirigir, do uso da faixa de pedestres, entre outras, são comprovadamente eficientes".

No caso desse segmento do texto, o segundo período, em relação ao primeiro, funciona como
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2910Q11803 | Português, Analista do Tesouro Estadual, SEFAZ PI, FCC

Texto associado.
“O povo não gosta de música clássica"

    Estudante de Letras, mal chegado à faculdade, comecei a dar aulas de Português numa escola pública da periferia da cidade. Estava feliz porque gostei do trabalho de professor, nessa escola estadual frequentada sobretudo por comerciários, office boys, aprendizes de ofício, feirantes etc. Éramos quase todos da mesma idade, havia camaradagem entre nós.
    Um dia convidei um grupinho dos mais chegados pra ir à minha casa ouvir música. “Música clássica", adverti. Preparei um programinha meio didático, dentro da sequência histórica, com peças mais ou menos breves que iam do canto gregoriano a Villa-Lobos. Comentava as diferenças de estilo, de sentimento, de complexidade. A sessão toda durou quase duas horas, incluindo minhas tagarelices. Gostaram muito.
    Dois ou três dias depois, um deles (pobre, como os outros) apareceu na aula com um embrulho na mão. “Professor, comprei hoje isso pra mim. O senhor acha que essa música é boa?" Era um LP de Tchaikovsky, talvez com sinfonias ou aberturas, não me lembro. Disse que sim, e ele saiu todo sorridente. Imaginei a cena do dia: ele entrando numa casa de disco do centro da cidade e pedindo um “disco de música clássica". Venderam-lhe uma gravação barata, nacional.
    Ao final do ano letivo despediu-se de mim (sairia da escola, concluído o primeiro grau) e me deixou na mão um bilhetinho. Não decorei as palavras, que eram poucas, mais ou menos estas: “Professor, muito obrigado por me fazer gostar de música clássica". Desmoronei um pouco, pensando em como este país poderia ser diferente. Não lhe disse, na hora, que a gente pode gostar naturalmente de qualquer música: é preciso que não obstruam nosso acesso a todos os gêneros musicais. E embora seja quase impossível que estas palavras cheguem ao meu antigo aluno, pergunto-lhe agora, com mais de quatro décadas de atraso: “Então, seu Carlos, gostou do Tchaikovsky?"

                                                                                                                         (Teotônio Ramires, inédito)
Da pressuposição de que ...... passa-se à inferência de que ......

Em relação ao texto, a frase acima expressará um pensamento coerente preenchendo-se as lacunas, na ordem dada, com os segmentos:
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2911Q597 | Português, Agente Administrativo, MEC, CESPE CEBRASPE

Texto associado.
Caso se substitua “a” por as na construção “programa de fomento a publicações científicas” (L.15-16), o acento grave passa a ser optativo, isto é, pode ser empregado ou não, sem prejuízo da correção gramatical da frase.
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2912Q933737 | Português, Funções da Linguagem

Qual função da linguagem é usada principalmente em poesia e literatura para criar beleza estética?

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2913Q834634 | Português, Ortografia, MSGás Analista de Processos Organizacional, IESES, 2021

Assinale a alternativa que NÃO apresenta erros ortográficos:
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2914Q374141 | Português, Interpretação de Texto, Contador Legislativo, Câmara de Santa Rosa RS

? [?] Mas quem sou eu para censurar os culpados? O pior é que preciso perdoá-los. É necessário chegar a tal nada que indiferentemente se ame ou não se ame o criminoso que nos mata. Mas não estou seguro de mim mesmo: preciso amar aquele que me trucida e perguntar quem de vós me trucida. E minha vida, mais forte do que eu, responde que quer porque quer vingança e responde que devo lutar como quem se afoga, mesmo que eu morra depois. Se assim é, que assim seja [...]?. (Fragmento de A hora da estrela, de Clarice Lispector) As funções da linguagem estão aí buscando explicar as minúcias de cada tipo de discurso e conhecê-las aprimora a comunicação, bem como o entendimento da finalidade de um texto.

Assinale a alternativa que indica a função de linguagem utilizado no fragmento do texto ?A Hora da estrela? apresentada acima:

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2915Q373157 | Português, Redação Oficial, Assistente Administrativo, UEAP AP, UFGO

De acordo com Meirelles (2006), o ato administrativo utilizado na comunicação oficial entre autoridades, entre subordinados e superiores e entre a administração e particulares é conhecido como:
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2916Q194617 | Português, Pronomes possessivos, Aluno Oficial CFO, Polícia Militar SP, VUNESP

Texto associado.

Leia o texto para responder às questões de números 44 a 55.

                                      A seca

     De repente, uma variante trágica.
     Aproxima-se a seca.
     O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo singular com que se desencadeia o flagelo.
     Entretanto não foge logo, abandonando a terra a pouco e pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.
     Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se não afeiçoar nunca, o homem, às calamidades naturais que o rodeiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos que o peruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o berço embalado pelas vibrações da terra.
     Mas o nosso sertanejo faz exceção à regra. A seca não o apavora. É um complemento à sua vida tormentosa, emoldurando-a em cenários tremendos. Enfrenta-a, estoico. Apesar das dolorosas tradições que conhece através de um sem-número de terríveis episódios, alimenta a todo o transe esperanças de uma resistência impossível.
     Com os escassos recursos das próprias observações e das dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se misturam a extravagantes crendices, tem procurado estudar o mal, para o conhecer, suportar e suplantar. Aparelha-se com singular serenidade para a luta. Dois ou três meses antes do solstício de verão, especa e fortalece os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas. Faz os roçados e arregoa as estreitas faixas de solo arável à orla dos ribeirões. Está preparado para as plantações ligeiras à vinda das primeiras chuvas.
     Procura em seguida desvendar o futuro. Volve o olhar para as alturas; atenta longamente nos quadrantes; e perquire os traços mais fugitivos das paisagens...
     Os sintomas do flagelo despontam-lhe, então, encadeados em série, sucedendo-se inflexíveis, como sinais comemorativos de uma moléstia cíclica, da sezão assombradora da Terra. Passam as chuvas do caju em outubro, rápidas, em chuvisqueiros prestes delidos nos ares ardentes, sem deixarem traços; e pintam as caatingas, aqui, ali, por toda a parte, mosqueadas de tufos pardos de árvores marcescentes, cada vez mais numerosos e maiores, lembrando cinzeiros de uma combustão abafada, sem chamas; e greta-se o chão; e abaixa-se vagarosamente o nível das cacimbas... Do mesmo passo nota que os dias, estuando logo ao alvorecer, transcorrem abrasantes, à medida que as noites se vão tornando cada vez mais frias. A atmosfera absorve-lhe, com avidez de esponja, o suor na fronte, enquanto a armadura de couro, sem mais a flexibilidade primitiva, se lhe endurece aos ombros, esturrada, rígida, feito uma couraça de bronze. E ao descer das tardes, dia a dia menores e sem crepúsculos, considera, entristecido, nos ares, em bandos, as primeiras aves emigrantes, transvoando a outros climas...
?     É o prelúdio da sua desgraça.

(Euclides da Cunha, Os Sertões. Em: Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos tempos, 2004.)

Assinale a alternativa em que o termo em destaque pode ser substituído por pronome possessivo.

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2917Q194425 | Português, Analista, DPE RO, FGV

Um famoso poeta português, Antero de Quental, fala sobre o ato de escrever em um dos seus mais belos sonetos, intitulado ?Tormento do Ideal?, que diz o seguinte: Conheci a beleza que não morre E fiquei triste... No caso específico da língua escrita, a tristeza do poeta deve derivar do(da ):

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2918Q192528 | Português, Funções morfossintáticas da palavra SE, Agente Administrativo, Polícia Federal, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

1 Embora não tivessem ficado claras as fontes geradoras de quebras da paz urbana, o fenômeno social marcado pelos movimentos populares que tomaram as ruas das grandes 4 cidades brasileiras, em 2013, parecia tendente a se agravar. As vítimas das agressões pessoais viram desprotegidas a paz e a segurança, direitos sagrados da cidadania. Todos 7 foram prejudicados. Pôde-se constatar que, em outras partes do mundo, fenômenos sociais semelhantes também ocorreram. Lá como 10 cá, diferentes tipos de ação atingiram todo o grupo social, gerando vítimas e danos materiais. Nem sempre a intervenção das forças do Estado foi suficiente para evitar prejuízos. 13 Do ponto de vista global, notou-se que a quebra da ordem foi provocada em situações diversas e ora tornou mais graves as distorções do direito, ora espalhou a insegurança 16 coletivamente. Em qualquer das hipóteses, a população dos vários locais atingidos viu-se envolvida em perdas crescentes. Internet: (com adaptações).

Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue os itens de 5 a 10.

Na linha 13, a partícula "se" é empregada para indeterminar o sujeito.

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2919Q120164 | Português, Interpretação de Textos, Analista de Tecnologia da Informação, UNIFESP, INSTITUTO CIDADES

Texto associado.

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Segundo o texto I, o conceito de sustentabilidade:

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2920Q55035 | Português, Flexão Verbal

ANALISE CADA UM DOS ENUNCIADOS DAS QUESTÕES ABAIXO E ASSINALE 
“CERTO” - (C) OU “ERRADO” - (E) 

Analise as questões de 36 a 38, segundo as normas do português padrão quanto à flexão verbal dos verbos indicados entre parênteses. 

Mesmo que os fatos interviessem a seu favor, ficara evidente que ela não previra as consequências que adviriam de seu impensado gesto. (intervir, prever e advir) 
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