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Questões de Concursos Português

Resolva questões de Português comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


3281Q31008 | Português, Interpretação de Textos, Técnico de Enfermagem, CISSUL MG, FUNDEP

Texto associado.
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.

É urgente recuperar o sentido de urgência

    Estamos vivendo como se tudo fosse urgente. Urgente o suficiente para acessar alguém. E para exigir desse alguém uma resposta imediata. Como se o tempo do “outro” fosse, por direito, também o “meu” tempo. E até como se o corpo do outro fosse o meu corpo, já que posso invadi-lo, simbolicamente, a qualquer momento. Como se os limites entre os corpos tivessem ficado tão fluidos e indefinidos quanto a comunicação ampliada e potencializada pela tecnologia. Esse se apossar do tempo/corpo do outro pode ser compreendido como uma violência. Mas até certo ponto consensual, na medida em que este que é alcançado se abre/oferece para ser invadido. Torna-se, ao se colocar no modo “online”, um corpo/tempo à disposição. Mas exige o mesmo do outro – e retribui a possessão. Olho por olho, dente por dente. Tempo por tempo.
    Como muitos, tenho tentado descobrir qual é a minha medida e quais são os meus limites nessa nova configuração. Descobri logo que, para mim, o celular é insuportável. Não é possível ser alcançada por qualquer um, a qualquer hora, em qualquer lugar. Estou lendo um livro e, de repente, o mundo me invade, em geral com irrelevâncias, quando não com telemarketing. Estou escrevendo e alguém liga para me perguntar algo que poderia ter descoberto sozinho no Google, mas achou mais fácil me ligar, já que bastava apertar uma tecla do próprio celular. Trabalhei como uma camela e, no meu momento de folga, alguém resolve me acessar para falar de trabalho, obedecendo às suas próprias necessidades, sem dar a mínima para as minhas. Não, mas não mesmo. Não há chance de eu estar acessível – e disponível – 24 horas por sete dias, semana após semana.
    Me bani do mundo dos celulares, fechei essa janela no meu corpo. Mantenho meu aparelho, mas ele fica desligado, com uma gravação de “não uso celular, por favor, mande um e-mail”. Carrego-o comigo quando saio e quase sempre que viajo. Se precisar chamar um táxi em algum momento ou tiver uma urgência real, ligo o celular e faço uma chamada. Foi o jeito que encontrei de usar a tecnologia sem ser usada por ela.
    Minha decisão não foi bem recebida pelas pessoas do mundo do trabalho, em geral, nem mesmo pela maior parte dos amigos e da família. Descobri que, ao não me colocar 24 horas disponível, as pessoas se sentiam pessoalmente rejeitadas. Mas não apenas isso: elas sentiam-se lesadas no seu suposto direito a tomar o meu tempo na hora que bem entendessem, com ou sem necessidade, como se não devesse existir nenhum limite ao seu desejo. Algumas declararam-se ofendidas. Como assim eu não posso falar com você na hora que eu quiser? Como assim o seu tempo não é um pouco meu? E se eu precisar falar com você com urgência? Se for urgência real – e quase nunca é – há outras formas de me alcançar.
    Percebi também que, em geral, as pessoas sentem não só uma obrigação de estar disponíveis, mas também um gozo. Talvez mais gozo do que obrigação. É o gozo de se considerar imprescindível. Como se o mundo e todos os outros não conseguissem viver sem sua onipresença. Se não atenderem o celular, se não forem encontradas de imediato, se não derem uma resposta imediata, catástrofes poderão acontecer.
    O celular ligado funciona como uma autoafirmação de importância. Tipo: o mundo (a empresa/a família/ o namorado/ o filho/ a esposa/ a empregada/ o patrão/os funcionários etc.) não sobrevive sem mim. A pessoa se estressa, reclama do assédio, mas não desliga o celular por nada. Desligar o celular e descobrir que o planeta continua girando pode ser um risco maior. Nesse sentido, e sem nenhuma ironia, é comovente.
    Bem, eu não sou imprescindível a todo mundo e tenho certeza de que os dias nascem e morrem sem mim. As emergências reais são poucas, ainda bem, e para estas há forma de me encontrar. Logo, posso ficar sem celular.
    A grande perda é que, ao se considerar tudo urgente, nada mais é urgente. Perde-se o sentido do que é prioritário em todas as dimensões do cotidiano. E viver é, de certo modo, um constante interrogar-se sobre o que é importante para cada um. Ou, dito de outro modo, uma constante interrogação sobre para quem e para o quê damos nosso tempo, já que tempo não é dinheiro, mas algo tremendamente mais valioso. Como disse o professor Antonio Candido, “tempo é o tecido das nossas vidas”.
    Viver no tempo do outro – de todos e de qualquer um – é uma tragédia contemporânea.

BRUM, Eliane. Disponível em:<http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/eliane-brum>  Acesso em: 12 set. 2013. Adaptado.
A autora prefere comunicar-se por e-mail porque este, diferentemente do celular, lhe permite
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3282Q29099 | Português, Professor de Língua Portuguesa, Prefeitura de Belo Horizonte MG, FUMARC

A partir das relações entre língua, léxico e cultura, identifique a assertiva INCORRETA.
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3283Q28458 | Português, Interpretação de Textos, Professor de Educação Infantil, Prefeitura de Araraquara SP, CETRO

Texto associado.
Papos

— Me disseram...
— Disseram-me.
— Hein?
— O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
— Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?
— O quê?
— Digo-te que você...
— O “te” e o “você” não combinam.
— Lhe digo?
— Também não. O que você ia me dizer?
— Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que
eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara.
Como é que se diz?
— Partir-te a cara.
— Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir.
Ou corrigir-me.
— É para o seu bem.
— Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo
como bem entender. Mais uma correção e eu...
— O quê?
— O mato.
— Que mato?
— Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Mata-lhe-ei-te. Ouviu
bem?
— Eu só estava querendo...
— Pois esqueça-o e para-te. Pronome no lugar certo é
elitismo!
— Se você prefere falar errado...
— Falo como todo mundo fala. O importante é me
entenderem. Ou entenderem-me?
— No caso... não sei.
— Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
— Esquece.
— Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o
certo é “esquece” ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-
lo-me, vamos.
— Depende.
— Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o
soubesses, mas não sabes-o.
— Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
— Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas
dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
— Por quê?
— Porque, com todo esse papo, esqueci-lo.

Comédias para se Ler na Escola – Luis Fernando Veríssimo.
“Que você está sendo grosseiro, pedante e chato.”

Assinale a alternativa cujo vocábulo não é um sinônimo de “pedante”, na oração acima.
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3284Q19237 | Português, Estagiário de Direito, AGU, CIEE

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à concordância verbal, assinale a alternativa correta.
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3285Q17705 | Português, Interpretação de Textos, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar RR, UERR

Texto associado.
TEXTO I
Começa processo para tombar Pedra Pintada


Integrantes do Ministério Público Federal em Roraima, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) estiveram esta semana na Pedra Pintada, sítio arqueológico que integra o Patrimônio Cultural Brasileiro protegido pela Lei 3.924/61, localizado na Terra Indígena São Marcos, no Município de Pacaraima, norte do Estado. O objetivo da visita ao sítio arqueológico da Pedra Pintada foi identificar a atual situação do local, seu acesso e conservação, além de instruir e iniciar o processo de tombamento do sítio. O primeiro passo foi afixar placas de identificação. A equipe também visitou a Terra Indígena Anaro. Os integrantes da aldeia são os responsáveis pela proteção do sítio arqueológico, sobretudo quanto ao seu acesso e visitação. Conforme o procurador da República Fernando Machiavelli Pacheco é necessário iniciar o processo de tombamento para proteger o sítio arqueológico. “Depois de concluir o processo, a comunidade poderá, inclusive, desenvolver o turismo de forma sustentável no local”, disse. O procurador da República Fernando Machiavelli Pacheco conversou com a comunidade, ouviu algumas reivindicações e falou da preocupação das instituições na defesa do patrimônio histórico e defesa dos direitos indígenas, além de outros temas relativos à manutenção da posse da Terra Indígena, do fornecimento de energia elétrica - ainda inexistente-, do acesso à saúde e à educação. SÍTIO - A Pedra Pintada fica no interior da Terra Indígena São Marcos e a visitação ao sítio, só é permitida atualmente, pela Fundação Nacional do Índio. A Pedra tem mais de 35 metros de altura, com altitude de 83 metros em relação ao nível do mar. Dentro da pedra é possível encontrar uma caverna, além de pinturas rupestres, pedaços de cerâmicas, machadinhas, entre outros artefatos. Por fora da rocha, há pinturas em cor branca rosada.

Disponível em http://folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=142770, acesso em 22/12/12.
Julgue os itens e assinale a alternativa CORRETA:

I. A regra que estabelece a escrita com “z” em “localizado” é a mesma da escrita de “análize”.
II. A origem das palavras influencia na sua escrita.
III. Em “Terra Indígena São Marcos” as palavras “Terra” e “Indígena” poderiam ser escritas com as iniciais minúsculas.
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3286Q10614 | Português, Profissional de Operações de Limpeza e Serviços Urbanos, COMLURB, IBFC

Assinale a alternativa que substitui corretamente a palavra sublinhada pelas palavras que estão entre parênteses fazendo a adaptação necessária.

Já foi liberada a verba para a obra que esperávamos, (os recursos)
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3287Q3783 | Português, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar SP, VUNESP

Texto associado.
Presidente filipina nomeia manicure para posto-chave

A presidente filipina Gloria Arroyo designou a própria manicure para um cargo bem remunerado em uma agência governamental de Habitação, uma decisão criticada pelo candidato favorito às eleições presidenciais por considerá-la própria de uma política do "clientelismo".
Anita Carpon, manicure da presidente Arroyo e considerada estilista, foi nomeada no conselho de administração de uma agência responsável por financiar as casas dos funcionários, anunciou Gary Olivar, porta-voz da presidência.
Ela receberá um salário mensal equivalente a 2900 dólares, o dobro do que recebe a presidente Arroyo, segundo a imprensa.
A nomeação foi muito criticada pelo candidato favorito às eleições presidenciais de 10 de maio, Benigno Aquino, filho da ex-presidente Corazón Aquino.
"Acentua a cultura do clientelismo político no país ao nomear as pessoas que são leais para postos delicados sem preocupação com a qualificação", disse Butch Abad, diretor da campanha de Aquino.
(Gazeta do Povo, 22.04.2010)



Leia o texto para responder às questões de números 11 a 19.

A bomba-relógio dos lixões

A escola municipal infantil construída sobre um lixão desativado
em Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo, e o deslizamento
do morro do Bumba, em Niterói (RJ), representam só a ponta de
um iceberg. Não se conhece ao certo a extensão dessa ameaça
ambiental subterrânea.
Em décadas passadas, não havia no país capacidade técnica
para administrar de forma adequada resíduos tóxicos de origem
industrial e doméstica. O usual era depositá-los a céu aberto, sem
impermeabilização do solo, em lixões desprovidos de limites
precisos. Aterrados, ficaram disponíveis para a expansão urbana
e terminaram ocupados por favelas, parques e até escolas.
A remediação do problema, no Estado de São Paulo, começou
para valer só no século 21. Em 2002, a Cetesb – Companhia Estadual
de Saneamento Ambiental – publicou a primeira relação de
áreas contaminadas, com 255 locais. Com a identificação paulatina
de mais e mais terrenos contaminados no passado, em seis anos a
lista saltava para 2 514 pontos de contaminação.
Na capital do Estado encontram-se 781 dessas áreas. A grande
maioria (657) são postos de combustíveis com vazamentos. Mas
há 21 depósitos de lixo relacionados e nada menos que 11 680
áreas potenciais de contaminação, cujo risco ainda carece de investigação
e avaliação – o que em geral ocorre quando se solicita
à prefeitura uma licença de mudança de uso, por exemplo para
construção de imóveis.
Não foi o caso da escola paulistana, inaugurada em 1988. Em
1999, a área foi oficialmente declarada como contaminada. Em
2006, medições constataram alta concentração do gás metano, com
risco de explosão. Em 2007, decidiu-se que a escola seria fechada,
e os alunos, transferidos, mas eles ainda estão lá.
Não basta, já se vê, fazer mapeamentos. É preciso que o poder
público aja de maneira tempestiva para afastar ao menos os riscos
que já são conhecidos.
(Folha de S.Paulo, 16.04.2010)
A frase – A nomeação foi muito criticada pelo candidato favorito
às eleições presidenciais de 10 de maio...
– transposta
para a voz ativa, assume a seguinte redação:
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3288Q2895 | Português, Soldado PM voluntário, Polícia Militar SP, VUNESP

Texto associado.
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.

Solteiros e solteiras
  Uma queixa habitual das mulheres é de que faltam homens
na praça − leia-se homens solteiros e disponíveis. Mas o IBGE,
que veio ao mundo para desfazer dúvidas quantitativas, acaba de
apurar que há 31,9 milhões de homens solteiros no Brasil contra
30,4 milhões de mulheres. Ou seja, com um saldo de 1,5 milhão
de homens prontos para o abate, não será por falta de material
que tantas mulheres continuarão encalhadas.
  O problema, no entanto, não é estatístico, mas comportamental:
a tendência do homem a não ter pressa de assumir compromissos
sérios e passar anos pesquisando o mercado antes de se
decidir a investir. Sempre foi assim.
  E, se a querida leitora já estava desanimada, lamento informála
de que a situação tem tudo para piorar. Com a recente mania
dos homens de continuarem morando com a mãe até os 40 anos,
a taxa de rapazes casadouros promete diminuir ainda mais.
  Segundo o IBGE, essa discrepância quantitativa não é geograficamente
uniforme, alguns Estados do Brasil serão mais propícios
do que outros para que as mulheres encontrem seu par do baralho.
  Nesse sentido, nenhum supera Santa Catarina. Lá são 122
solteiros para cada cem solteiras. Outros Estados em que a oferta
masculina é considerável são Tocantins, Mato Grosso e Espírito
Santo. Já São Paulo está apenas na média: 108 contra cem. E, em
alguns Estados, há tantos homens quanto mulheres.
  O Rio, por exemplo, tem pequeno déficit: são 99,55 homens
para cada cem mulheres − o 0,45 saiu para comprar cigarros e
não voltou.
  Já no Distrito Federal faltam nove homens para as cem mulheres.
Se o amigo nunca encontrou motivo para ir até lá, agora
já tem um.

(Ruy Castro, Folha de S.Paulo, 13.09.2010. Adaptado)
Considere o texto para responder às questões de números 08 e 09.

Mototáxi terá de usar antena contra linha com cerol

Antenas contra linhas com cerol e proteção para as pernas
conhecidas como “mata-cachorro” passam a ser obrigatórias a
partir de hoje em motos usadas para frete e transporte. As multas,
porém, só serão aplicadas daqui a um ano.
De acordo com o Denatran (Departamento Nacional de
Trânsito), o prazo está estabelecido em uma lei que trata da regulamentação
da profissão de mototáxi e motofretista e serve para
a adaptação às novas regras.
Ontem o Órgão confirmou que as multas irão ocorrer apenas
em 2012.

(Folha de S.Paulo, 04.08.2011. Adaptado)

Assinale a alternativa correta sobre o texto.
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3289Q232 | Português, Agente de Pesquisa, IBGE, NCE

“...seja necessário impor-se a instauração de processo administrativo.”; o verbo destacado, em forma reduzida, corresponde, em forma desenvolvida, a:
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3290Q693558 | Português, Morfologia 3210 Verbo, Especialista em Educação Orientador Educacional, Prefeitura de Sapucaia do Sul RS, FUNDATEC, 2019

Texto associado.
                         ESPERANÇA
                                                            Mario Quintana
01 Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
02 Vive uma louca chamada Esperança
03 E ela pensa que quando todas as sirenas
04 Todas as buzinas
05 Todos os reco-recos tocarem
06 Atira-se
07 E — ó delicioso voo!
08 Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
09 Outra vez criança...
10 E em torno dela indagará o povo:
11 — Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
12 E ela lhes dirá
13 (É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
14 Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
15 — O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Disponível em: https://www.revistabula.com/2329-os-10-melhores-poemas-de-mario-quintana/
O trecho “Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada”, se transposto para a voz ativa, será dado por:
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3291Q374033 | Português, Sintaxe, Oficial Segunda Classe, Ministério da Defesa Marinha do Brasil, Diretoria de Esino da Marinha

Assinale a opção em que a colocação dos termos na frase encontra-se na ordem direta.
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3292Q192221 | Português, Interpretação de Textos, Agente Administrativo, Polícia Rodoviária Federal PRF, FUNCAB

Texto associado.

Texto 2
 

O ciclista


      Curvado no guidão lá vai ele numa chispa. Na esquina dá com o sinal vermelho e não se perturba - levanta voo bem na cara do guarda crucificado. No labirinto urbano persegue a morte com o trim-trim da campainha: entrega sem derreter sorvete a domicílio.
      É a sua lâmpada de Aladino a bicicleta e, ao sentar-se no selim, liberta o gênio acorrentado ao pedal. Indefeso homem, frágil máquina, arremete impávido colosso, desvia de fininho o poste e o caminhão; o ciclista por muito favor derrubou o boné.
      Atropela gentilmente e, vespa furiosa que morde, ei-lo defunto ao perder o ferrão. Guerreiros inimigos trituram com chio de pneus o seu diáfano esqueleto. Se não se estrebucha ali mesmo, bate o pó da roupa e - uma perna mais curta - foge por entre nuvens, a bicicleta no ombro.
      Opõe o peito magro ao para-choque do ônibus. Salta a poça d’água no asfalto. Num só corpo, touro e toureiro, golpeia ferido o ar nos cornos do guidão.
      Ao fim do dia, José guarda no canto da casa o pássaro de viagem. Enfrenta o sono trim-trim a pé e, na primeira esquina, avança pelo céu na contramão, trim-trim.

 

Trevisan, Dalton. In: Bosi, Alfredo (Org.). O conto brasileiro contemporâneo. 14" Ed. São Paulo: Cultrix, 1997. p. 189.

A passagem do texto que mostra o tratamento dado ao ciclista no trânsito da cidade grande é:

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3293Q189901 | Português, Morfologia Pronomes, Agente da Fiscalização, TCE SP, FCC

Texto associado.

Pensando nas histórias populares

Se examinarmos as fábulas populares, verificaremos que
elas representam dois tipos de transformação social, sempre
com final feliz. Num primeiro tipo, existe um príncipe que, por alguma
circunstância, se vê reduzido a guardador de porcos ou
alguma outra condição miserável, para depois reconquistar sua
condição real. Num segundo caso, existe um jovem pastor que
não possuiu nada desde o nascimento e que, por virtude própria
ou graça do destino, consegue se casar com a princesa e
tornar-se rei.
Os mesmos esquemas valem para as protagonistas
femininas: a donzela nobre é vítima de uma madrasta (Branca
de Neve) ou de irmãs invejosas (Cinderela), até que um príncipe
se apaixone por ela e a conduza ao vértice da escala social. Ou
então uma camponesa pobre supera todas as desvantagens da
origem e realiza núpcias principescas.
Poderíamos pensar que as fábulas do segundo tipo são
as que exprimem mais diretamente o desejopopular de uma
reviravolta dos papéis sociais e dos destinos individuais, ao passo
que as do primeiro tipo deixam aparecer tal desejo de forma
mais atenuada, como restauração de uma hipotética ordem
precedente. Mas, pensando bem, os destinos extraordinários do
pastorzinho ou da camponesa representam apenas uma ilusão
miraculosa e consoladora, ao passo que os infortúnios do príncipe
ou da jovem nobre associam a imagem da pobreza com a
ideia de um direito subtraído, de uma justiça a ser reivindicada,
isto é, estabelecem no plano da fantasia um ponto que
será fundamental para toda tomada de consciência da época
moderna, da Revolução Francesa em diante.
No inconsciente coletivo, o príncipe disfarçado de pobre
é a prova de que cada pobre é, na realidade, um príncipe que
sofreu uma usurpação de poder e por isso deve reconquistar
seu reino. Quando cavaleiros caídos em desgraça triunfarem
sobre seus inimigos, hão de restaurar uma sociedade mais
justa, na qualserá reconhecida sua verdadeira identidade.

(Adaptado de Ítalo Calvino, Por que ler os clássicos)

Está plenamente adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:

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3294Q59001 | Português, Cuidador Social, Prefeitura de Cuiabá MT, IBFC, 2019

Leia o texto para responder a questão.

Coisas Antigas

[...] “Depois de cumprir meus afazeres voltei para casa, pendurei o guarda-chuva a um canto e me pus a contemplá-lo. Senti então uma certa simpatia por ele; meu velho rancor contra os guarda-chuvas cedeu lugar a um estranho carinho, e eu mesmo fiquei curioso de saber qual a origem desse carinho.
Pensando bem, ele talvez derive do fato, creio que já notado por outras pessoas, de ser o guarda-chuva o objeto do mundo moderno mais infenso a mudanças. Sou apenas um quarentão, e praticamente nenhum objeto de minha infância existe mais em sua forma primitiva. De máquinas como telefone, automóvel etc., nem é bom falar. Mil pequenos objetos de uso mudaram de forma, de cor, de material; em alguns casos, é verdade, para melhor; mas mudaram. [...]
O guarda-chuva tem resistido. Suas irmãs, as sombrinhas, já se entregaram aos piores desregramentos futuristas e tanto abusaram que até caíram de moda. Ele permaneceu austero, negro, com seu cabo e suas invariáveis varetas. De junco fino ou pinho vulgar, de algodão ou de seda animal, pobre ou rico, ele se tem mantido digno. [...]” Rubem Braga

Assinale a alternativa em que apenas uma palavra segue a mesma regra de acentuação do vocábulo: automóvel.
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3295Q34477 | Português, Técnico de enfermagem, EBSERH, IBFC

Texto associado.
Texto

Setenta anos, por que não?

      Acho essa coisa da idade fascinante: tem a ver com o modo como lidamos com a vida. Se a gente a considera uma ladeira que desce a partir da primeira ruga, ou do começo de barriguinha, então viver é de certa forma uma desgraceira que acaba na morte. Desse ponto de vista, a vida passa a ser uma doença crônica de prognóstico sombrio. Nessa festa sem graça, quem fica animado? Quem não se amargura?
      [...]
      Pois se minhas avós eram damas idosas aos 50 anos, sempre de livro na mão lendo na poltrona junto à janela, com vestidos discretíssimos, pretos de florzinha branca (ou, em horas mais festivas, minúsculas flores ou bolinhas coloridas), hoje aos 70 estamos fazendo projetos, viajando (pode ser simplesmente à cidade vizinha para visitar uma amiga), indo ao teatro e ao cinema, indo a restaurante (pode ser o de quilo, ali na esquina), eventualmente namorando ou casando de novo. Ou dando risada à toa com os netos, e fazendo uma excursão com os filhos. Tudo isso sem esquecer a universidade, ou aprender a ler, ou visitar pela primeira vez uma galeria de arte, ou comer sorvete na calçada batendo papo com alguma nova amiga.
      [...]
      Não precisamos ser tão incrivelmente sérios, cobrar tanto de nós, dos outros e da vida, críticos o tempo todo, vendo só o lado mais feio do mundo. Das pessoas. Da própria família. Dos amigos. Se formos os eternos acusadores, acabaremos com um gosto amargo na boca: o amargor de nossas próprias palavras e sentimentos. Se não soubermos rir, se tivermos desaprendido como dar uma boa risada, ficaremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas, dos remendos e intervenções para manter ou recuperar a “beleza”. A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos. Precisa acreditar em alguma coisa.

(LUFT, Lya. In: http://veja.abril.com.br. Acesso em 18/09/16)
No segundo parágrafo do texto a autora sugere que:
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3296Q11038 | Português, Agente de Vigilância Ambiental em Saúde, SES DF, IDECAN

Texto associado.
 De quem são os meninos de rua?

      Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha. Certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.
      Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.
      Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão,engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

(COLASANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2006. p. 40. Adaptado.)
Atentando  para  os  elementos  de  coesão  textual,  identifique  a  relação  corretamente  indicada  entre  o  termo  destacado e seu referente.
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3297Q4589 | Português, Assistente Executivo, ITERJ, CEPERJ

Texto associado.
TEXTO I

INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
DE SALTO DE PIRAPORA, SP.


ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
PRODUÇÃO RURAL.

Mayco Geretti

   Cânticos  africanos  e muita  dança marcaram a  quinta-feira
(02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
   A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
   A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
foi  avaliada  em R$  1.248.536,28  e  teve  a  ação  ajuizada  na  3ª
Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
2005 buscava a reintegração.
   O superintendente regional do  INCRA-SP, José Giacomo Ba-
carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
Associação Remanescente de Quilombo  Kimbundu do Cafundó.
“Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
   O  superintendente  projeta  que  até  o  fi m de  2013  as  outras
três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
devolvidas aos quilombolas.

ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA

   Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
municações,  um eucaliptal  usado  como matéria-prima  por  uma
indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
superintendente Bacarin,  todas  poderão  continuar  funcionando,
porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
   Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.

EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS

   Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
passados para a recuperação das terras. “Hoje  lembro de cada
um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
para nossa comunidade.”
   A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
   Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
da  simplicidade  dos moradores  do Cafundó.  “Chegavam para
nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi  r-
mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
   Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
para que eles trabalhem no que é nosso.”

(Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)

Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
O vocábulo do texto que teve sua grafia alterada em virtude do recente Acordo Ortográfico é:
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3298Q351 | Português, Inspetor de Disciplina, FUNRIO

O vocábulo cuja acentuação gráfica se justifica segundo a mesma regra observada na palavra “português” é:
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3299Q691748 | Português, Morfologia, Sargento da Aeronáutica, EEAR, Aeronáutica, 2019

Assinale a frase em que o grau do adjetivo em destaque está incorretamente mencionado.
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3300Q675755 | Português, Interpretação de Textos, Analista de Políticas Públicas, Prefeitura de Barão de Cocais MG, Gestão de Concursos, 2020

Texto associado.
TEXTO IV 
“Causou-me certa irritação ler um folheto, no consultório do meu médico, alertando sobre o perigo de parar de tomar comprimidos de antibiótico antes do tempo prescrito. Não há nada de errado no aviso em si, mas a justificativa apresentada preocupou-me. O folheto explica que as bactérias são ‘espertas’ e ‘aprendem’ a lidar com antibióticos. Presumivelmente os autores acharam que o fenômeno da resistência aos antibióticos seria mais fácil de entender se eles o chamassem de aprendizado em vez de seleção natural. Mas falar em esperteza e aprendizado para bactérias é confundir o público, e sobretudo não ajuda o paciente a compreender por que ele deve seguir a instrução de continuar tomando comprimidos até o fim. […] Se entre as bactérias houver variação genética que as torne mais suscetíveis ao antibiótico do que outras, uma dose intermediária será sob medida para uma seleção benéfica aos genes que favorecem a resistência.” Disponível em: . Acesso em: 16 nov. 2019 [Fragmento adaptado].

O autor desse texto defende a ideia que 
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