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Questões de Concursos Português

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3701Q198428 | Português, Interpretação de Textos, Ajudante, LIQUIGAS, CESGRANRIO

Que sentimento se percebe no relato de Paulo Freire?

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3702Q147277 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário Enfermagem, TRT 3a Região, FCC

Texto associado.
/questoes/exibir_texto/23155?texto_id=3553

A afirmativa do antropólogo Marcel Mauss, reproduzida no final do texto,

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3703Q115792 | Português, Morfologia, Analista de Sistemas, AL RR, CETAP

Texto associado.

Sucesso tem fórmula

Durante séculos, a Inglaterra dominou os mares e, dessa
forma, muito mais do que os mares. Para isso tinha os melhores navios.
E, para tê-los, precisava de excelentes carpinteiros navais. Com a
tecnologia do ferro, os navios passaram a ter couraça metálica.
Impossível manter a superioridade sem caldeireiros e mecânicos
competentes. Uma potência mundial não se viabiliza sem a potência
dos seus operários.
A Revolução Industrial tardia da Alemanha foi alavancada pela
criação do mais respeitado sistema de formação técnica e vocacional
do mundo. Daí enchermos a boca para falar da "engenharia alemã".
Mas, no fim das contas, todos os países industrializados montaram
sistemas sólidos e amplos de formação profissional. Para construir
locomotivas, aviões, naves espaciais.
Assim como temos a Olimpíada para comparar os atletas de
diferentes países, existe a Olimpíada do Conhecimento (World Skills
International). É iniciativadas nações altamente industrializadas, que
permite cotejar diversos sistemas de formação profissional. Competese
nos ofícios centenários, como tornearia e marcenaria, mas também
em desenho de websites ou robótica.
Em 1982, um país novato nesses misteres se atreveu a
participar dessa Olimpíada: o Brasil, por meio do Senai. E lá viu o seu
lugar, pois não ganhou uma só medalha. Mas em 1985 conseguiu
chegar ao 13º lugar. Em 2001 saltou para o sexto. Aliás, é o único país
do Terceiro Mundo a participar, entra ano e sai ano.
Em 2007 tirou o segundo lugar. Em 2009 tirou o terceiro,
competindo com 539 alunos, de sete estados, em 44 ocupações. É isso
mesmo, os graduados do Senai, incluindo alunos de Alagoas, Goiás e
Rio Grande do Norte, conseguiram colocar o Brasil como o segundo e o
terceiro melhor do mundo em formação profissional! Não é pouca
porcaria para quem, faz meio século, importava banha de porco,
pentes, palitos, sapatos e manteiga! E que, praticamente,não tinha
centros de formação profissional.
Deve haver um segredo para esse resultado que mais parece
milagre, quando consideramos que o Brasil, no Programa Internacional
de Avaliação de Alunos (Pisa), por pouco escapa de ser o último. Mas
nem há milagres nem tapetão. Trata-se de uma fórmula simples,
composta de quatro ingredientes.
Em primeiro lugar, é necessário ter um sistema de formação
profissional hábil na organização requerida para preparar milhões de
alunos e que disponha de instrutores competentes e capazes de
ensinar em padrões de Primeiro Mundo. Obviamente, precisam saber
fazer e saber ensinar. Diplomas não interessam (quem sabe nossa
educação teria alguma lição a tirar daí?).
Em segundo lugar, cumpre selecionar os melhores candidatos
para a Olimpíada. O princípio é simples (mas a logística é
diabolicamente complexa). Cada escola do Senai faz um concurso,
para escolher os vencedores em cada profissão. Esse time participa
então de uma competição noseu estado. Por fim, os times estaduais
participam de uma Olimpíada nacional. Dali se pescam os que vão
representar o Brasil. É a meritocracia em ação.
Em terceiro lugar, o processo não para aí. O time vencedor
mergulha em árduo período de preparação, por mais de um ano. Fica
inteiramente dedicado às tarefas de aperfeiçoar seus conhecimentos
da profissão. É acompanhado pelos mais destacados instrutores do
Senai, em regime de tutoria individual.
Em quarto, é preciso insistir, dar tempo ao tempo. Para passar
do último lugar, em 1983, para o segundo, em 2007, transcorreram 22
anos. Portanto, a persistência é essencial.
Essa quádrupla fórmula garantiu o avanço progressivo do
Brasil nesse certame no qual apenas cachorro grande entra. Era
preciso ter um ótimo sistema de centros de formação profissional. Os
parâmetros de qualidade são determinados pelas práticas industriais
consagradas, e não por elucubrações de professores. Há que aceitar a
idéia de peneirarsistematicamente, na busca dos melhores candidatos.
É a crença na meritocracia, muito ausente no ensino acadêmico.
Finalmente, é preciso muito esforço, muito mesmo. Para passar na
frente de Alemanha e Suíça, só suando a camisa. E não foi o ato
heróico, mas a continuidade que trouxe a vitória.
A fórmula serve para toda competição: qualidade valorizada,
seleção dos melhores, prática obsessiva e persistência. Quem aplicar
essa receita terá os mesmos resultados.

Claudio de Moura Castro
Fonte: Revista Veja n. 2153

"Portanto, a persistência é essencial". O conectivo "Portanto" denota:

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3704Q55518 | Português, Onde ou Aonde

TEXTO II
Brasil é país mais preocupado com notícias falsas, diz estudo global

Na opinião dos autores, a polarização política nesses países provocada por eleições podem ter favorecido essa percepção
Por Agência Brasil
16 jun 2018

O Brasil aparece como o país mais preocupado com as chamadas “notícias falsas” (fake news) em um estudo global que analisou a realidade de 37 nações. Dos entrevistados brasileiros, 85% manifestaram preocupação com a veracidade e a possibilidade de manipulação nas notícias lidas. A lista é seguida por Portugal (71%), Espanha (69%), Chile (66%) e Grécia (66%).
Na opinião dos autores, a polarização política nesses países provocada por eleições, referendos e outros grandes processos de disputa na sociedade podem ter favorecido essa percepção.
(...)
Quando tomada a amostra de forma conjunta, a média geral das pessoas consultadas pelo levantamento preocupadas com a veracidade das informações lidas na Internet ficou em 54%.
O Relatório sobre Notícias Digitais do Instituto Reuters, uma das mais importantes pesquisas do mundo sobre o tema, foi divulgado nesta semana. O levantamento fez entrevistas para identificar hábitos de consumo da população em relação a veículos de mídia e produtos jornalísticos.
Percepção
Os autores da pesquisa apontam uma percepção maior do que a realidade vivida pelas pessoas. Do total dos entrevistados, 58% disseram estar preocupados com notícias “fabricadas”, mas apenas 26% conseguiram identificar casos concretos. Essa diferenciação, entretanto, não foi feita por país, não permitindo identificar se essa disparidade ocorre nas nações onde a preocupação foi maior, como no Brasil.
“Quando olhamos para os resultados do nosso estudo, descobrimos que quando consumidores falam sobre ´fake news´ eles estão preocupados também com mau jornalismo, práticas de caça de cliques e enviesamento”, argumentam os autores da pesquisa.
Providências
Mesmo assim, as pessoas consultadas colocaram a necessidade de providências sobre o assunto. Na avaliação dos entrevistados, os principais responsáveis por adotar medidas de combate às chamadas notícias falsas deveriam ser os veículos tradicionais de mídia (75%) e as plataformas digitais (71%).
Na compreensão dos autores, essa percepção estaria relacionada ao fato de muitas reclamações com foco na veracidade ou manipulação estarem relacionadas a mídias tradicionais, e não a conteúdos fabricados por sites desconhecidos.
A adoção de alguma regulação pelo Estado para atacar o problema ganhou aceitação sobretudo entre asiáticos (63%) e europeus (60%). Na Europa, a regulação do tema tem ganhado espaço. No último ano, a Alemanha aprovou uma lei que passa a responsabilidade pela fiscalização de conteúdos falsos e ilegais às plataformas. No Brasil, já há diversos projetos de lei tramitando no Congresso visando estabelecer regras sobre o tema.

Disponível em:  . Acesso em: 20/07/2018.

No trecho: “... não permitindo identificar se essa disparidade ocorre nas nações onde a preocupação foi maior, como no Brasil.”, o termo destacado foi corretamente utilizado em: 
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3705Q52819 | Português, Interpretação de Textos, Aspirante da Polícia Militar, Polícia Militar PR, UFPR, 2018

Texto associado.
O texto a seguir é referência para a questão.

    Era uma vez um lobo vegano que não engolia a vovozinha, três porquinhos que se dedicavam _____ especulação imobiliária e uma estilista chamada Gretel que trabalhava de garçonete em Berlim. Não deveria nos surpreender que os contos tradicionais se adaptem aos tempos. Eles foram submetidos _____ alterações no processo de transmissão, oral ou escrita, ao longo dos séculos para adaptá-los aos gostos de cada momento. Vejamos, por exemplo, Chapeuzinho Vermelho. Em 1697 – quando a história foi colocada no papel –, Charles Perrault acrescentou _____ ela uma moral, com o objetivo de alertar as meninas quanto _____ intenções perversas dos desconhecidos.
    Pouco mais de um século depois, os irmãos Grimm abrandaram o enredo do conto e o coroaram com um final feliz. Se a Chapeuzinho Vermelho do século XVII era devorada pelo lobo, não seria de surpreender que a atual repreendesse a fera por sua atitude sexista quando a abordasse no bosque. A força do conto, no entanto, está no fato de que ele fala por meio de uma linguagem simbólica e nos convida a explorar a escuridão do mundo, a cartografia dos medos, tanto ancestrais como íntimos. Por isso ele desafia todos nós, incluindo os adultos. [...]
    A poetisa Wislawa Szymborska falou sobre um amigo escritor que propôs a algumas editoras uma peça infantil protagonizada por uma bruxa. As editoras rejeitaram a ideia. Motivo? É proibido assustar as crianças. A ganhadora do prêmio Nobel, admiradora de Andersen – cuja coragem se destacava por ter criado finais tristes –, ressalta a importância de se assustar, porque as crianças sentem uma necessidade natural de viver grandes emoções: “A figura que aparece [em seus contos] com mais frequência é a morte, um personagem implacável que penetra no âmago da felicidade e arranca o melhor, o mais amado. Andersen tratava as crianças com seriedade. Não lhes falava apenas da alegre aventura que é a vida, mas também dos infortúnios, das tristezas e de suas nem sempre merecidas calamidades”. C. S. Lewis dizia que fazer as crianças acreditar que vivem em um mundo sem violência, morte ou covardia só daria asas ao escapismo, no sentido negativo da palavra.
    Depois de passar dois anos mergulhado em relatos compilados durante dois séculos, Italo Calvino selecionou e editou os 200 melhores contos da tradição popular italiana. Após essa investigação literária, sentenciou: “Le fiabe sono vere [os contos de fadas são verdadeiros]”. O autor de O Barão nas Árvores tinha confirmado sua intuição de que os contos, em sua “infinita variedade e infinita repetição”, não só encapsulam os mitos duradouros de uma cultura, como também “contêm uma explicação geral do mundo, onde cabe todo o mal e todo o bem, e onde sempre se encontra o caminho para romper os mais terríveis feitiços”. Com sua extrema concisão, os contos de fadas nos falam do medo, da pobreza, da desigualdade, da inveja, da crueldade, da avareza... Por isso são verdadeiros. Os animais falantes e as fadas madrinhas não procuram confortar as crianças, e sim dotá-las de ferramentas para viver, em vez de incutir rígidos patrões de conduta, e estimular seu raciocínio moral. Se eliminarmos as partes escuras e incômodas, os contos de fadas deixarão de ser essas surpreendentes árvores sonoras que crescem na memória humana, como definiu o poeta Robert Bly.

(Marta Rebón. Disponível em: .)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do primeiro parágrafo, na ordem em que aparecem no texto:
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3706Q49261 | Português, Secretário Auxiliar, MPE GO

Em qual das alternativas há um erro quanto ao uso do sinal indicador da crase?
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3707Q34788 | Português, Interpretação de Textos, Assistente de Alunos, IFRJ, FUNRIO

Texto associado.
      Já ia para três anos, ou mais qualquer coisa, que as lâmpadas feriavam. Mas até que as ruas estavam claras naquela noite. Era uma Lua bonita!... Palha de Arroz, tranquila, parecia um arraial antigo dentro da madrugada. Lá no meio do céu, redonda e bonita, a Lua parecia um disco. Um disco cantando uma canção. Uma canção que poetas não escreveram nem músicos compuseram. Canção de luar de lua cheia por cima duma capital sem luz elétrica. Do tamanho mesmo da lua cheia em pleno e bruto sertão bravio. Daí aqueles pensamentos dançando nos corredores da cabeça do negro Pau de Fumo. Uma canção de luar com a mesma poesia de paragem que nunca sequer ao menos alguém sonhou com eletricidade.
      Madrugada madura. Palha de Arroz tranquila mesma, serena. Calma. Dava-se que o movimento agora estava passando uns dias lá no outro lado do rio – bem ali em Timon.
      Canoeiros atravessando o pessoal para o festejo. Novenas de S. José. Outrora a cidade se chamava S. José das Flores. Mais conhecida mesmo só por Flores, nome que aliás o povo ainda chamava mesmo depois de mudado o nome para Timon.  

(Fontes Ibiapina: Palha de Arroz. Teresina: Corisco, 2002, p. 52-3)
No primeiro parágrafo desse capítulo, o narrador fornece aos leitores uma informação muito importante sobre o cenário que descreve. Fica-se sabendo que, no bairro que se chamava Palha de Arroz,
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3708Q28726 | Português, Agente de Saúde ACS, Prefeitura de Betânia PE, CONPASS

Texto associado.
Conto de mistério

     Com a gola do paletó levantada e a aba do chapéu abaixada, caminhando pelos cantos escuros, era impossível a qualquer pessoa que cruzasse com ele ver seu rosto. No local combinado, parou e fez o sinal que tinham já estipulado à guisa de senha. Parou debaixo do poste, acendeu um cigarro e soltou a fumaça em três baforadas compassadas. Imediatamente, um sujeito mal-encarado, que se encontrava no café em frente, ajeitou a gravata e cuspiu de banda.
     Era aquele. Atravessou cautelosamente a rua, entrou no café e pediu um guaraná. O outro sorriu e se aproximou:
     - Siga-me! - Foi a ordem dada com voz cava. Deu apenas um gole no guaraná e saiu. O outro entrou num beco úmido e mal-iluminado, e ele - a uma distância de uns dez a doze passos - entrou também.
     Ali parecia não haver ninguém. O silêncio era sepulcral. Mas o homem que ia na frente olhou em volta, certificou-se de que não havia ninguém de tocaia e bateu numa janela. Logo uma dobradiça gemeu e a porta abriu-se discretamente.
     Entraram os dois e deram numa sala pequena e enfumaçada onde, no centro, via-se uma mesa cheia de pequenos pacotes. Por trás dela um sujeito de barba crescida, roupas humildes e ar de agricultor parecia ter medo do que ia fazer. Não hesitou - porém - quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: "É este".
     O que estava por trás da mesa pegou um dos pacotes e entregou ao que falara. Este passou o pacote para o outro e perguntou se trouxera o dinheiro. Um aceno de cabeça foi a resposta. Enfiou a mão no bolso, tirou um bolo de notas e entregou ao parceiro. Depois virou-se para sair. O que entrara com ele disse que ficaria ali.
     Saiu então sozinho, caminhando rente às paredes do beco. Quando alcançou uma rua mais clara, assoviou para um táxi que passava e mandou tocar a toda pressa para determinado endereço. O motorista obedeceu e, meia hora depois, entrava em casa a berrar para a mulher:
     - Julieta! Ó Julieta... consegui.
     A mulher veio lá de dentro enxugando as mãos em um avental, a sorrir de felicidade. O marido colocou o pacote sobre a mesa, num ar triunfal. Ela abriu o pacote e verificou que o marido conseguira mesmo. Ali estava: um quilo de feijão.

Stanislaw Ponte Preta, Primo Altamirando e elas. 5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975. pp. 197-199. 
Assinale as proposições abaixo e assinale a incorreta:
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3709Q24272 | Português, Interpretação de Textos, Analista Técnico, CFP, QUADRIX

Texto associado.
                                            Com açúcar, com afeto

Com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa, qual o quê
Com seu terno mais bonito, você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é operário, sai em busca do salário
Pra poder me sustentar, qual o quê

No caminho da oficina, há um bar em cada esquina
Pra você comemorar, sei lá o quê
Sei que alguém vai sentar junto, você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias de quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol

Vem a noite e mais um copo, sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo vai bater um samba antigo
Pra você rememorar

Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão, qual o quê
Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado

Como vou me aborrecer, qual o quê
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato
E abro meus braços pra você

Chico Buarque 
Releia esta passagem do texto:

                                    “Diz pra eu não ficar sentida".

Essa é uma construção típica da oralidade, característica da linguagem brasileira de uso corrente, no entanto, segundo a Norma Culta da Língua Portuguesa, o período acima configura alguns desvios em relação ao padrão normativo gramatical escrito. Se fôssemos adequá-lo à Norma, em sua totalidade, como deveríamos reescrevê-lo?
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3710Q6503 | Português, Agente Auxiliar de Educação, Prefeitura de Lagarto SE, AOCP

Assinale a alternativa que apresenta o plural correto.
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3711Q5666 | Português, Agente de Consultório Dentário, Prefeitura de Guarapuava PR, EXATUS PR

Texto associado.
Feliz e orgulhoso, envaidecido mesmo

E aí começaram a chegar os passarinhos e o fazendeiro teve uma ideia: colocou um espantalho no meio do milharal. E isso foi o seu erro.
O milharal era à beira da estrada e todas as pessoas que por ali passavam se divertiam com aquele espantalho:
– Que espantalho engraçado! – diziam todos.
O fazendeiro, ouvindo tais comentários, ficava feliz e orgulhoso, envaidecido mesmo por ter feito um espantalho
admirado por todos que por ali passavam.
Então, para se sentir mais feliz e orgulhoso e mais envaidecido, o fazendeiro colocou no milharal um outro espantalho.
Eram dois agora os espantalhos e as pessoas duplamente elogiavam. E o fazendeiro fez três, quatro, cinco... O fazendeiro colocou centenas de espantalhos em seu terreno. Os pés de milho eram arrancados e em seus lugares eram colocados espantalhos.
E o fazendeiro deixou de ser feliz e orgulhoso e envaidecido, pois as pessoas que por ali passavam comentavam
___________.
– Que fazendeiro _____! Ele não gosta dos passarinhos, por isso colocou um exército de espantalhos para espantá-los.
E como o fazendeiro não era __________, plantou no seu espantalhoal um pé de milho para poder atrair os passarinhos. E as pessoas que por ali passavam, ao ver um único pé de milho no meio de tanto espantalho, comentavam:
– Olha, que belo pé de milho!
O fazendeiro voltou a se sentir feliz, orgulhoso e envaidecido por possuir um pé de milho que as pessoas admiravam, quando por ali passavam. E para sentir-se mais feliz, orgulhoso e envaidecido, o fazendeiro plantou dois, três, quatro, cinco... centenas de pés de milho. Os espantalhos eram arrancados e em seus lugares eram plantados pés de milho. Assim o espantalhoal voltou a ser um milharal.
E aí começaram a chegar os passarinhos e o fazendeiro teve a ideia de colocar um espantalho no meio do milharal. E isso foi o seu erro.

(NANI, Feliz e orgulhoso, envaidecido mesmo. Belo Horizonte, Formato, 1987. p. 62-3.)
 De acordo com o texto as pessoas ora elogiavam ora criticavam o fazendeiro. Por quê?
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3712Q2890 | Português, Soldado PM voluntário, Polícia Militar SP, VUNESP

Texto associado.
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 05.

Solteiros e solteiras
  Uma queixa habitual das mulheres é de que faltam homens
na praça − leia-se homens solteiros e disponíveis. Mas o IBGE,
que veio ao mundo para desfazer dúvidas quantitativas, acaba de
apurar que há 31,9 milhões de homens solteiros no Brasil contra
30,4 milhões de mulheres. Ou seja, com um saldo de 1,5 milhão
de homens prontos para o abate, não será por falta de material
que tantas mulheres continuarão encalhadas.
  O problema, no entanto, não é estatístico, mas comportamental:
a tendência do homem a não ter pressa de assumir compromissos
sérios e passar anos pesquisando o mercado antes de se
decidir a investir. Sempre foi assim.
  E, se a querida leitora já estava desanimada, lamento informála
de que a situação tem tudo para piorar. Com a recente mania
dos homens de continuarem morando com a mãe até os 40 anos,
a taxa de rapazes casadouros promete diminuir ainda mais.
  Segundo o IBGE, essa discrepância quantitativa não é geograficamente
uniforme, alguns Estados do Brasil serão mais propícios
do que outros para que as mulheres encontrem seu par do baralho.
  Nesse sentido, nenhum supera Santa Catarina. Lá são 122
solteiros para cada cem solteiras. Outros Estados em que a oferta
masculina é considerável são Tocantins, Mato Grosso e Espírito
Santo. Já São Paulo está apenas na média: 108 contra cem. E, em
alguns Estados, há tantos homens quanto mulheres.
  O Rio, por exemplo, tem pequeno déficit: são 99,55 homens
para cada cem mulheres − o 0,45 saiu para comprar cigarros e
não voltou.
  Já no Distrito Federal faltam nove homens para as cem mulheres.
Se o amigo nunca encontrou motivo para ir até lá, agora
já tem um.

(Ruy Castro, Folha de S.Paulo, 13.09.2010. Adaptado)
Assinale a alternativa em cujo trecho o cronista usou o humor para expressar suas ideias.
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3713Q1238 | Português, Guarda Municipal, Prefeitura de Cataguases MG, CONSULPLAN

Texto associado.
C’est la guerre!
(É a guerra!)

Minhas relações com as Matemáticas nunca foram boas – e exagero ao falar em Matemáticas, no plural e na maiúscula. Nem mesmo a elementar aritmética privou de muita intimidade com meu impenetrável cérebro. Por todos os chamados bancos escolares que lustrei em minhas andanças, sempre deixei a merecida fama de refratário aos números, às operações, às frações e às regras de três. Não cito os logaritmos porque seria um escárnio de minha parte mencionar tais entidades. Não morri de fome pelas sarjetas – como um certo professor um dia profetizou, mas tenho passado vexames abomináveis e tido irrelevantes prejuízos nos trocos. Nada mais que isso.

Paralela ao meu desamor pelas matemáticas, ou fruto dele, surgiu uma babosa admiração pelas máquinas capazes de fazer aquilo que não sei nem posso fazer. Não admiro um guindaste, nem um trator – sei que são máquinas movidas por cavalo-vapor, e sei o que seja um cavalo e imagino o que seja o cavalo em forma de vapor e energia. Mas diante de uma simples máquina de somar, tremo os joelhos de emoção e respeito. Já não falo dos cérebros eletrônicos, esses monstros capazes de calcular eclipses, marés, trajetórias planetárias e de jogar xadrez. Não jogo xadrez e pouco ligo para as trajetórias planetárias e para os eclipses. Sei que os cérebros eletrônicos são capazes até de fazer poemas, o que não conta no saco de seus infindáveis méritos: muito cara-de-pau por aí, muito cérebro ruim também é capaz de fazer poemas, e os poemas terminam em antologias e o cérebro na Academia.

Mas voltemos às matemáticas. No outro dia, tive babosa admiração não pela máquina de somar, mas por mim mesmo. Deu-se que fui pagar umas contas, dessas contas pequeninas e complicadas que não desprezam os desprezíveis centavos cujo epitáfio o bardo Drummond magistralmente cantou há dias. A fila do guichê era enorme e para ganhar tempo arrisquei fazer a soma dos meus incontáveis débitos. Chegaria ao guichê com o cheque já preenchido e evitaria a justa animosidade dos que esperavam a vez.

Apanhei um papel qualquer, escrevi as parcelas com o máximo escrúpulo, tomei coragem e iniciei a soma. Obtive um resultado e ia apelar para uma rígida revisão das contas quando a fila andou e eu tive de andar. Preenchi o cheque e de repente fiquei alarmado: e se a conta estivesse errada? O caixa faria péssimo juízo do meu caráter e os companheiros da fila teriam redobrada razão para me mandarem ao diabo no recôndito de seus ódios e pressas.

Eis que o homem do guichê apanhou meus papéis, foi registrando números naquela máquina insignificante, bateu numa tecla achatada e vermelha, puxou a manivela, a máquina fez um rangido, os mecanismos atritaram lá dentro, e surgiu no mostrador um número que, por espantosa coincidência, era o mesmo que eu havia obtido sem teclas, sem manivelas e sem mecanismos outros que não os do meu parco saber.

Sim, minhas pernas tremeram de emoção. Olhei a máquina do homem como um aliado, “aí está uma coisa que reconhece o que valho”, e saí para a rua, leve, a alma em festa. Einstein, ao ver confirmada pelo eclipse de 1927 a sua teoria restrita da relatividade, deve ter sentido o que senti naquele momento.

Euclides, Newton, Descartes – cheguei! Custei mas cheguei. Daqui em diante, surgiu um concorrente sério. Tremei em vossas covas que lá vou eu. Por ora, vou exercitar-me honestamente nas contas de subtração. Depois – é a guerra!

(Carlos Heitor Cony)
Em todas as frases abaixo, transcritas do texto, as formas verbais destacadas estão flexionadas no mesmo tempo, EXCETO, em:
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3714Q695 | Português, Atendente Comercial, CORREIOS, CONESUL

Texto associado.

Filhos, melhor não tê-los?

Vinicius de Moraes era conhecido entre amigos e
fãs como "o poetinha". Diminutivo carinhoso, que nada
tem a ver com a qualidade de sua obra literária: Vinicius
era, e é, um grande poeta, autor de versos antológicos,
como aqueles que se constituem num surpreendente e
desafiador paradoxo:
     Filhos, melhor não tê-los.
     Mas, se não os temos, como sabê-lo?
     Observem o contraste entre os dois versos. No
primeiro, Vinicius faz uma afirmativa categórica: "Filhos,
melhor não tê-los." É algo que pode ter resultado, em
primeiro lugar, de uma experiência pessoal. Casado várias
vezes, Vinicius teve muitos filhos. E teve também uma
vida atribulada, cheia de conflitos de várias ordens. Mas
quando afirma que "Filhos, melhor não tê-los", Vinicius
certamente não se restringe a seu próprio caso: está
verbalizando, e de uma maneira que nem é tão poética,
aquilo que muitos pais sentem quando se sentem
__________ pelas obrigações resultantes da
paternidade. Quando o filho chora de noite, quando o
filho vai __________ no colégio, quando o filho cria
confusão, "Filhos, melhor não tê-los".
     Mas esta não é uma afirmação definitiva. A
paternidade dá incontáveis alegrias. Mais: a paternidade
e a maternidade conferem ........ pessoas um sentimento
de realização pessoal que corresponde a uma
necessidade embutida na própria condição humana, a
um verdadeiro e poderoso instinto. Paternidade e
maternidade significam continuidade. Afinal, é bom ou é
ruim ter filhos? Notem que o primeiro verso é uma
afirmação que se pretende definitiva: filhos, nem pensar,
filhos só dão trabalho - ........ muitos provérbios que o
_______, como aquele que diz: "Filhos pequenos, pequenas
preocupações; filhos grandes, grandes preocupações."
     Administradores modernos bolariam algum cálculo
do tipo custo-benefício para responder ........ questão do
vale ou não a pena. Mas o comum das pessoas não
chega a esses extremos. O resultado é a dúvida. Que
só pode ser esclarecida com a própria paternidade e
com a própria maternidade. Ou seja: correndo o risco.
Porque a vida é isso, correr riscos. Quem não se arrisca
não apenas não petisca: não vive.
     A interrogação formulada por Vinicius continua atual.
E cada pessoa, cada casal, responde a sua maneira. O
que devemos aceitar. Somos humanos, e nada do que é
humano pode nos parecer estranho.

 Adaptado de: SCLIAR, Moacyr.  Zero Hora, Porto Alegre, revista Donna, 30 de março de 2008.
Assinale a alternativa que identifica corretamente o pronome em destaque nas frases.
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3715Q680 | Português, Atendente Comercial, CORREIOS, CONESUL

Texto associado.

Filhos, melhor não tê-los?

Vinicius de Moraes era conhecido entre amigos e
fãs como "o poetinha". Diminutivo carinhoso, que nada
tem a ver com a qualidade de sua obra literária: Vinicius
era, e é, um grande poeta, autor de versos antológicos,
como aqueles que se constituem num surpreendente e
desafiador paradoxo:
     Filhos, melhor não tê-los.
     Mas, se não os temos, como sabê-lo?
     Observem o contraste entre os dois versos. No
primeiro, Vinicius faz uma afirmativa categórica: "Filhos,
melhor não tê-los." É algo que pode ter resultado, em
primeiro lugar, de uma experiência pessoal. Casado várias
vezes, Vinicius teve muitos filhos. E teve também uma
vida atribulada, cheia de conflitos de várias ordens. Mas
quando afirma que "Filhos, melhor não tê-los", Vinicius
certamente não se restringe a seu próprio caso: está
verbalizando, e de uma maneira que nem é tão poética,
aquilo que muitos pais sentem quando se sentem
__________ pelas obrigações resultantes da
paternidade. Quando o filho chora de noite, quando o
filho vai __________ no colégio, quando o filho cria
confusão, "Filhos, melhor não tê-los".
     Mas esta não é uma afirmação definitiva. A
paternidade dá incontáveis alegrias. Mais: a paternidade
e a maternidade conferem ........ pessoas um sentimento
de realização pessoal que corresponde a uma
necessidade embutida na própria condição humana, a
um verdadeiro e poderoso instinto. Paternidade e
maternidade significam continuidade. Afinal, é bom ou é
ruim ter filhos? Notem que o primeiro verso é uma
afirmação que se pretende definitiva: filhos, nem pensar,
filhos só dão trabalho - ........ muitos provérbios que o
_______, como aquele que diz: "Filhos pequenos, pequenas
preocupações; filhos grandes, grandes preocupações."
     Administradores modernos bolariam algum cálculo
do tipo custo-benefício para responder ........ questão do
vale ou não a pena. Mas o comum das pessoas não
chega a esses extremos. O resultado é a dúvida. Que
só pode ser esclarecida com a própria paternidade e
com a própria maternidade. Ou seja: correndo o risco.
Porque a vida é isso, correr riscos. Quem não se arrisca
não apenas não petisca: não vive.
     A interrogação formulada por Vinicius continua atual.
E cada pessoa, cada casal, responde a sua maneira. O
que devemos aceitar. Somos humanos, e nada do que é
humano pode nos parecer estranho.

 Adaptado de: SCLIAR, Moacyr.  Zero Hora, Porto Alegre, revista Donna, 30 de março de 2008.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas de linha contínua no texto.
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3716Q677016 | Português, Interpretação Textual 821 Tipologia Textual, Escriturário, BRB, IADES, 2020

Texto associado.
Texto
A emergência do ciberespaço
    Os primeiros computadores surgiram em 1945. Por (L.01)
muito tempo reservado aos militares, seu uso civil
disseminou-se durante os anos 1960. Já nessa época era
previsível que o desempenho do hardware aumentaria (L.04)
constantemente, mas que haveria um movimento geral de
virtualização da informação e da comunicação, afetando
os dados elementares da vida social; ninguém, com a (L.07)
exceção de alguns visionários, poderia prever. Os
computadores ainda eram grandes máquinas de calcular
isoladas em salas refrigeradas. A virada fundamental data, (L.10)
talvez, dos anos 1970. O desenvolvimento e a
comercialização do microprocessador dispararam diversos
processos econômicos e sociais. Eles abriram uma nova (L.13)
fase na automação da produção industrial: robótica,
linhas de produção flexíveis, máquinas industriais com
controles digitais etc. Presenciaram também o princípio da (L.16)
automação de alguns setores, como bancos e seguradoras.
Essa tendência continua em nossos dias. (L.18)
LÉVY, Pierre. A infraestrutura técnica do virtual. In: Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Ed. 34, 1999, p. 31, com adaptações.
Com relação à tipologia, assinale a alternativa correta.
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3717Q672849 | Português, Conjunções, Soldado, SAEB BA, IBFC, 2020

Texto associado.
Leia o texto abaixo para responder às questões
de 1 a 7.
Segurança
O ponto de venda mais forte do condomínio era a
sua segurança. Havia as mais belas casas, os jardins, os
playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo,
segurança.Toda a área era cercada por um muro alto. Havia
um portão principal com muitos guardas que controlavam
tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no
condomínio os proprietários e visitantes devidamente
identificados e crachados. Mas os assaltos começaram
assim mesmo. Os ladrões pulavam os muros. Os
condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo
do muro alto. Nos quatro lados. [...] Agora não só os
visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e
seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão
sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os
bebês. Mas os assaltos continuaram. Decidiram eletrificar os
muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O
mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de
alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não
morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com
ordens de atirar para matar. Mas os assaltos continuaram.
Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito.
Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, [...]
não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram
engradadas. Mas os assaltos continuaram. Foi feito um
apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo
possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no
banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver
apontado para a suanuca.Assaltaram acasa, depois saíram
no carro roubado, com crachás roubados. [...]
Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira
cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para
serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de
segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema.
Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só
num local predeterminado pela guarda, sob sua severa
vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair. Agora,
a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos.
Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que
passam pela calçada só conseguem espiar através do
grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro
condômino agarrado às grades da sua casa, olhando
melancolicamente para a rua. [...]
Luis Fernando Veríssimo
Observe o enunciado extraído do texto:“Nem as babás.
Nem os bebês”. Assinale a alternativa que apresenta a
correta classificação da conjunção em destaque.
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3718Q190150 | Português, Coesão e coerência, Agente Administrativo, Polícia Federal, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

1 Embora não tivessem ficado claras as fontes geradoras de quebras da paz urbana, o fenômeno social marcado pelos movimentos populares que tomaram as ruas das grandes 4 cidades brasileiras, em 2013, parecia tendente a se agravar. As vítimas das agressões pessoais viram desprotegidas a paz e a segurança, direitos sagrados da cidadania. Todos 7 foram prejudicados. Pôde-se constatar que, em outras partes do mundo, fenômenos sociais semelhantes também ocorreram. Lá como 10 cá, diferentes tipos de ação atingiram todo o grupo social, gerando vítimas e danos materiais. Nem sempre a intervenção das forças do Estado foi suficiente para evitar prejuízos. 13 Do ponto de vista global, notou-se que a quebra da ordem foi provocada em situações diversas e ora tornou mais graves as distorções do direito, ora espalhou a insegurança 16 coletivamente. Em qualquer das hipóteses, a população dos vários locais atingidos viu-se envolvida em perdas crescentes. Internet: (com adaptações).

Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue os itens de 5 a 10.

Os termos "Lá" (l.9) e "cá" (l.10) são utilizados como recursos para expressar circunstância de lugar, o primeiro referindo-se a outras partes do mundo (R.8) e o segundo, ao Brasil.

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3719Q139393 | Português, Analista Judiciário Biblioteconomia, TRT 3a Região, FCC

A frase em que a concordância se faz em conformidade com a norma-padrão é:

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3720Q35022 | Português, Odontólogo, IFSUL

Texto associado.
Leia o texto, para responder à questão.

Contra a mera “tolerância” das diferenças
Renan Quintanilha

    “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
    “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
    “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
    Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
    Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
    Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
    Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.
    Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.
    Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2
    Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.
    O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

Disponível em:  Acesso em: 03 mai 2016. 

1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.
Sobre os elementos coesivos destacados, é correto afirmar que, no
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