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Questões de Concursos Português

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3741Q17527 | Português, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar MT, FUNCAB

Assinale a opção em que a palavra destacada foi corretamente empregada.
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3742Q4827 | Português, Agente de Escolta Penitenciário, Sejus ES, VUNESP

Texto associado.
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.

Poder econômico do Brasil assusta o mundo do futebol

   Inundado por investimentos, patrocínios e empréstimos de
bancos, o futebol brasileiro vive um momento de crescimento
financeiro que começa a mudar o mapa do esporte no mundo. Um
panorama do futebol nacional mostra que, em vários aspectos,
clubes começam a ter receitas parecidas com as dos grandes times
europeus. Entre os cartolas de tradicionais equipes da Europa, a
constatação é de que está cada vez mais caro tirar um jovem do
Brasil. Para especialistas, fica uma questão: até que ponto essa
exuberância econômica no Brasil é sustentável ou é apenas mais
uma bolha?
    Ainda nenhum clube brasileiro se aproxima dos times com
maior renda do mundo, como o Real Madrid e o Manchester United,
todavia o que impressiona é a rápida expansão. Atualmente, as
maiores receitas no Brasil são as do Corinthians e do Inter-RS.
    A explosão do valor dos contratos de tevê também injetou
milhões no futebol e, com o novo acordo, o Campeonato Brasileiro
finalmente se aproxima das maiores ligas do mundo. O Corinthians
também terminará 2011 como o clube mais valioso do país, mas
o time que mais cresceu foi o Santos. Essa expansão já tem sido
suficiente para começar a mudar a lógica das transferências de
jogadores. “Hoje, o jogador que vai para a Europa sai em busca
de uma opção profissional, não por dinheiro”, afirmou Marcos
Motta, em Zurique durante reunião fechada da elite da indústria
do futebol mundial.
    O tendão de Aquiles do futebol brasileiro, porém, são as
dívidas que assolam vários clubes, mesmo entre aqueles que têm
feito contratações milionárias. Por isso, analistas estrangeiros
alertam que o risco é de que uma bolha esteja sendo formada,
como ocorreu com vários clubes espanhóis, que por mais de uma
década gastaram além do que podiam e agora estão quebrados.

(Chade, Jamil. http://www.estadao.com.br/noticias. Adaptado)
Leia as orações a seguir:

I. Me diga quando será o aniversário.
II. Quem me trouxe essas flores?
III. Ele não se esqueceu do que falei.

A colocação pronominal está de acordo com a norma culta apenas em
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3743Q3922 | Português, Agente de Monitoramento, Prefeitura de São Sebastião SP, MÉRITUM

Texto associado.
Leia o texto abaixo e responda as questões de 01 a 04.

A árvore da vitalidade: o guaraná

   Aguiri, menino da tribo Sateré-Maué da
área cultural do Tapajós-Madeira, tinha os olhos
mais lindos e espertos que jamais se vira naquela
região. Os pais agradeciam frequentemente ao
Grande Espírito por essa graça singular. Muitas
mães pediam ao céu que fizesse nascer também
para eles um filho com olhos tão bonitos.
   Aguiri se alimentava de frutas que colhia da
floresta em cestos que sua mãe lhe fazia e gostava
de partilhá-las com outros coleguinhas de jogos.
  Certa feita, o menino dos olhos lindos
distraiu-se da colheita das frutas, indo de árvore em
árvore até afastar-se muito da maloca. Aí
percebeu, com tristeza, que o sol já transmontara e
que se fazia escuro na floresta.
   Não achando mais o caminho de volta,
decidiu então dormir no oco de uma grande árvore,
protegido dos animais noturnos e perigosos. Mas
não estava a salvo do temido Jurupari, um espírito
malfazejo que vaga pela floresta, ameaçando quem
anda sozinho. Ele também se alimenta de frutas.
Mas tem o corpo peludo de morcego e o bico de
adunco de coruja.
   Jurupari sentiu a presença de Aguiri e, sem
maiores dificuldades, o localizou no oco da grande
árvore. Atacou-o de pronto, sem permitir que
pudesse esboçar qualquer defesa.
   De noite, os pais e todas as mães que
admiravam Aguiri ficaram cheios de preocupação.
Ninguém conseguiu pregar o olho. Mal o sol raiou,
os homens saíram pela mata afora em busca do
menino. Depois de muito vaguear daqui e ali,
finalmente encontraram seu cesto, cheio de frutas
que ficaram intocadas. E no oco da grande árvore
deram com o corpo já frio de Aguiri. Havia sido
morto pelo terrível Jurupari, o espírito malfazejo.
   Foi um lamento só. Especialmente
choravam os curumins, seus colegas de folguedos.
Eis que se ouviu no céu um grande trovão e um
raio iluminou o corpo de Aguiri. Todos gritaram:
  - É Tupã que se apiedou de nós. Ele vai
nos devolver o menino.
Nisso se ouviu uma voz do céu, que dizia
suavemente:
  - Tomem os olhos de Aguiri e os plantem
ao pé de uma árvore seca. Reguem esses olhos
com as lágrimas dos coleguinhas. Elas farão
germinar uma planta que trará felicidade a todos.
Quem provar o seu suco sentirá as energias
renovadas e se encherá de entusiasmo para
manter-se desperto e poder trabalhar
incansavelmente. E assim foi feito.
   Tempos depois, nasceu uma árvore, cujos
frutos tinham a forma dos olhos bonitos e espertos
de Aguiri. Fazendo do fruto um suco delicioso,
todos da tribo sentiram grande energia e excitação.
   Deram, então, àquela fruta, em
homenagem ao curumim Aguiri, o nome de
Guaraná, que em língua tupi significa “ a árvore da
vida e da vitalidade”.
[...]

LEONARDO BOFF. O casamento
entre o céu e a terra: contos dos povos
indígenas do Brasil. Rio de Janeiro:
Salamandra, 2001. p.39-40. (
Fragmento ).
Jurupari era um espírito malfazejo. E quem era Tupã?
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3744Q3064 | Português, Soldado Fuzileiro Naval, Marinha do Brasil, MB

Texto associado.
Assinale a alternativa em que há erro de concordância nominal.
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3745Q673234 | Português, Morfologia 325 Preposição, Assistente Social 20H, Prefeitura de Recife PE, AOCP, 2020

Texto associado.

TEXTO I

Janeiro branco: campanha chama atenção para saúde mental dos brasileiros

Projeto de psicólogo pega carona no começo do ano para estimular pessoas a refletirem sobre seu bem-estar emocional

Marilia Marasciulo

      O Brasil está no 11º lugar do ranking de países mais ansiosos do mundo: são 13,2 milhões de pessoas com algum transtorno de ansiedade por aqui. E nós já fomos os primeiros dessa lista. Dá para entender, portanto, porque o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão decidiu criar, em 2014, a campanha Janeiro Branco. O objetivo é chamar atenção para a saúde mental e promover conhecimento e compreensão sobre temas como depressão, ansiedade e fobias.

      Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma a cada quatro pessoas vai sofrer com algum transtorno mental durante a vida. Só a depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo mundo e é a principal causa de incapacidade. Mesmo assim, ainda de acordo com a OMS, os investimentos dos países no tratamento não correspondem à alta demanda.

      Um dos principais focos da campanha — que conta com palestras, rodas de conversa, distribuição de folhetos informativos, entre outras ações em diferentes estados brasileiros — são os jovens. De acordo com os idealizadores, nos últimos três anos o número de atendimentos no SUS a jovens com depressão aumentou 118%.

      A escolha do mês de janeiro não é por acaso: o período de fim de ano e início de um novo pode causar ou aumentar a ansiedade pela frustração de não ter cumprido metas ou anseio por mudanças. Embora seja liderada por psicólogos e outros profissionais da área, a ideia é que, aos poucos, uma cultura da saúde mental seja fortalecida e disseminada na sociedade brasileira, com desmistificação de crenças populares sobre o assunto.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/01/ janeiro-branco-campanha-chama-atencao-para-saude-mental-dosbrasileiros. html. Acesso em: 13 jan. 2020.

Assinale a alternativa em que a relação estabelecida pela preposição no trecho dado esteja analisada corretamente.
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3746Q373760 | Português, Pronome, Advogado, Prefeitura Morro da Fumaça SC, FAEPESUL

Considerando as normas gramaticais, o pronome pessoal oblíquo átono está corretamente colocado em:
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3747Q373282 | Português, Interpretação de Texto, Nutricionista, UNIFESP UFSP, VUNESP

Leia os versos da letra de música de Milton Nascimento.

Mas é preciso ter força,/ é preciso ter raça, / é preciso ter gana sempre (...) /. Mas é preciso ter manha, / é preciso ter graça, / é preciso ter sonho sempre. / Quem traz na pele essa marca, / possui a estranha mania / de ter fé na vida.

Nos versos, o eu lírico faz referência a uma “marca na pele” que tem relação estreita com a fé que se tem na vida. Depreende- se, dos versos, que ter fé na vida pressupõe

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3748Q170812 | Português, Bibliotecário, TCE PI, FCC

Texto associado.

Instruções: Para responder às questões de números 9 a 15, considere o texto a seguir.

Pobres palavras

Lendo um romance, tropecei na palavra inexorável. É
uma das que mantenho desconhecidas, desde rapazola, quando
peguei gosto de ler. Desconhecida porque, mesmo já tendo
lido inexorável muitas vezes, nunca quis saber o sentido. Parece
uma palavra em desuso, dessas que ficam lá nos velhos
armazéns da língua, coberta de poeira, até que alguém pega e
coloca numa frase como uma roupa no varal. O leitor é quem
recolhe essas roupas, uma por uma, menos as que, como
inexorável, a gente não sabe o que é, deixa lá, para que volte
sozinha ao armazém e fique lá mofando até que...
Bem, desta vez fiquei com pena da pobre inexorável e fui
ao dicionário. E inexorável é implacável. Eu já desconfiava
disso, tantas vezes li que o destino é inexorável, e fiquei feliz
porque o significado justifica a pompa da palavra. Porque a primeira
vez que fui ao dicionário desvendar uma palavra, foi uma
inenarrável (olha outra pomposa aí) decepção.
Era a palavra inconsútil. Em prosa e poesia, volta e meia
lá vinha a inconsútil. Um dia, já na casa dos quarenta, a barba
começando a grisalhar, não aguentei mais as décadas de ignorância
e fui ao dicionário. E inconsútil é apenas "sem costura".
Tantos mantos inconsúteis e eu não conseguia ver algo em comum
entre eles para achar o sentido da palavra, e eram apenas
mantos sem costura. Fiquei acabrunhado (esta nem pomposa, é
atrapalhada mesmo).

(PELLEGRINI, Domingos. Lições de gramática para quem gosta de literatura. São Paulo: Panda Books, 2007, p. 40-41)

Quanto ao uso da norma-padrão da língua portuguesa, a frase plenamente correta é:

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3749Q118881 | Português, Interpretação de Textos, Analista de Sistemas, Chesf, CONSULPLAN

Texto associado.

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Na frase Acaso é saudade, Senhora?, a palavra sublinhada pode ser substituída por, EXCETO:

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3750Q55522 | Português, Onde ou Aonde

Texto 1 – Problemas Sociais Urbanos
Brasil escola

Dentre os problemas sociais urbanos, merece destaque a questão da segregação urbana, fruto da concentração de renda no espaço das cidades e da falta de planejamento público que vise à promoção de políticas de controle ao crescimento desordenado das cidades. A especulação imobiliária favorece o encarecimento dos locais mais próximos dos grandes centros, tornando-os inacessíveis à grande massa populacional. Além disso, à medida que as cidades crescem, áreas que antes eram baratas e de fácil acesso tornam-se mais caras, o que contribui para que a grande maioria da população pobre busque por moradias em regiões ainda mais distantes.
Essas pessoas sofrem com as grandes distâncias dos locais de residência com os centros comerciais e os locais onde trabalham, uma vez que a esmagadora maioria dos habitantes que sofrem com esse processo são trabalhadores com baixos salários. Incluem-se a isso as precárias condições de transporte público e a péssima infraestrutura dessas zonas segregadas, que às vezes não contam com saneamento básico ou asfalto e apresentam elevados índices de violência.
A especulação imobiliária também acentua um problema cada vez maior no espaço das grandes, médias e até pequenas cidades: a questão dos lotes vagos. Esse problema acontece por dois principais motivos: 1) falta de poder aquisitivo da população que possui terrenos, mas que não possui condições de construir neles e 2) a espera pela valorização dos lotes para que esses se tornem mais caros para uma venda posterior. Esses lotes vagos geralmente apresentam problemas como o acúmulo de lixo, mato alto, e acabam tornando-se focos de doenças, como a dengue.

PENA, Rodolfo F. Alves. “Problemas socioambientais urbanos”; Brasil Escola. Disponível em http://brasilescola.uol.com.br/brasil/problemas-ambientais-sociais-decorrentes-urbanização.htm. Acesso em 14 de abril de 2016. 

“Essas pessoas sofrem com as grandes distâncias dos locais de residência com os centros comerciais e os locais onde trabalham”; a frase abaixo em que o vocábulo onde/aonde foi mal empregado é: 
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3751Q55426 | Português, Uso das Aspas

Texto 1
A Política de Tolerância Zero


Suas vozes frágeis e seus corpos miúdos sugerem que elas não têm mais de 7 anos, mas já conhecem a brutal realidade dos desaventurados cuja sina é cruzar fronteiras para sobreviver. O drama dessas crianças tiradas dos braços de seus pais e mães pela “política de tolerância zero” do governo americano tem comovido o mundo e dividido o país do presidente Donald Trump. Os relatos são de solidão e desespero para essas famílias divididas, que, não raro, mal podem se comunicar com o mundo exterior e não conseguem informações sobre o paradeiro de seus parentes após terem cruzado a fronteira do México para os EUA em busca de uma vida menos difícil. Em vez de encontrarem a realização de seu “sonho americano”, elas vêm sendo recebidas por essa prática de hostilidade reforçada na zona fronteiriça, que já separou mais de 2300 crianças de seus pais desde abril.

Época, nº 1043. Adaptado.

Texto 2

“Isso é inacreditável. Autoridades do governo Trump estão enviando bebês e crianças pequenas... desculpem... há pelo menos três...”. Foi o que conseguiu dizer Rachel Maddow, âncora da MSNBC, antes de se render às lágrimas ao tentar noticiar esse drama infantil latino-americano, num vídeo que já viralizou”.

Época, nº 1043, p. 11.

“O drama dessas crianças tiradas dos braços de seus pais e mães pela “política de tolerância zero” do governo americano tem comovido o mundo e dividido o país do presidente Donald Trump."

O segmento sublinhado aparece entre aspas para
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3752Q55236 | Português, Análise Sintática

Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.

1  Por boa parte da história humana, a privacidade estava pouco presente na vida da maioria das pessoas. Não existiam expectativas de que uma porção significativa da vida transcorresse distante dos olhares alheios.
2  A difusão da privacidade em escala maciça, com certeza uma das realizações mais impressionantes da civilização moderna, dependeu de outra realização, ainda mais impressionante: a criação da classe média. Só nos últimos 300 anos, quando a maior parte das pessoas obtiveram os meios financeiros para controlar o ambiente físico, as normas, e eventualmente os direitos, de privacidade vieram a surgir.
3  A conexão histórica entre a privacidade e a riqueza ajuda a explicar por que a privacidade está sob ataque hoje. A situação nos faz recordar que ela não é um traço básico da existência humana, mas sim um produto de determinado arranjo econômico - e portanto um estado de coisas transitório.
4  Hoje as forças da criação de riqueza já não favorecem a expansão da privacidade, mas trabalham para solapá-la. Testemunhamos a ascensão daquilo que a socióloga Shoshanna Zuboff define como "capitalismo de vigilância" - a transformação de nossos dados pessoais em mercadoria por gigantes da tecnologia. Encaramos um futuro no qual a vigilância ativa é uma parte tão rotineira das transações que se tornou praticamente inescapável.
5  Como nossas experiências com a mídia social têm deixado claro, agimos diferente quando sabemos estar sendo observados. A privacidade é a liberdade de agir sem ser observado, e assim, em certo sentido, de sermos quem realmente somos - não o que desejamos que os outros pensem que somos. A maioria deseja maior proteção à sua privacidade. Porém, isso requererá a criação de diversas leis.

(Adaptado de: The New York Times. Tradução de Paulo Migliacci. Disponível em: www.folha.uol.com.br)

Porém, isso requererá a criação de diversas leis. (5º parágrafo)

Em relação aos argumentos que a antecedem, a frase acima exprime noção de
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3753Q55056 | Português, Flexão Verbal

Desde 2016, registra-se queda na cobertura vacinal de crianças menores de dois anos. Segundo o Ministério da Saúde, entre janeiro e agosto, nenhuma das nove principais vacinas bateu a meta estabelecida — imunizar 95% do público-alvo. O percentual alcançado oscila entre 50% e 70%.
As autoridades atribuem o desleixo a duas causas. Uma: notícias falsas alarmantes espalhadas pelas redes sociais. Segundo elas, vacinas seriam responsáveis pelo autismo e outras enfermidades. A outra: a população apagou da memória as imagens de pessoas acometidas por coqueluche, catapora, sarampo. Confirmar-se-ia, então, o dito de que o que os olhos não veem o coração não sente.
Trata-se de comportamento irresponsável que tem consequências. De um lado, ao impedir que o infante indefeso fique protegido contra determinada doença, os pais lhe comprometem a saúde (e até a vida). De outro, contribuem para que a enfermidade continue a se propagar pela população. Em bom português: apunhalam o individual e o coletivo. Põem a perder décadas de esforço governamental de proteger os brasileiros de doenças evitáveis.
O Brasil, vale lembrar, é citado como modelo pela Organização Mundial de Saúde. As campanhas de vacinação exigiram esforço hercúleo. Para cobrir o território nacional e cumprir o calendário, enfrentaram selvas, secas, tempestades. Tiveram êxito. Deixaram relegada para as páginas da história a revolta da vacina, protagonizada pela população do Rio de Janeiro que, no início do século passado, se rebelou contra a mobilização de Oswaldo Cruz para reduzir as mazelas do Rio de Janeiro. O médico quis resolver a tragédia da varíola com a Lei da Vacina Obrigatória.
Tal fato seria inaceitável hoje. A sociedade evoluiu e se educou. O calendário de vacinação tornou-se rotina. Graças ao salto civilizatório, o país conseguiu erradicar males que antes assombravam a infância. O retrocesso devolverá o Brasil ao século 19. Há que reverter o processo. Acerta, pois, o Ministério da Saúde ao deflagrar nova campanha de adesão para evitar a marcha rumo à barbárie. O reforço na equipe de agentes de imunização deve merecer atenção especial.

(Adaptado de: “Vacina: avanço civilizatório”. Diário de Pernambuco. Editorial. Disponível em: www.diariodeper-nambuco.com.br)
Considere os seguintes trechos:

- ao impedir que o infante indefeso fique protegido contra determinada doença... (3° parágrafo)
- a enfermidade continue a se propagar pela população. (3° parágrafo)
- As campanhas de vacinação exigiram esforço hercúleo. (4° parágrafo)

As expressões verbais estão correta e respectivamente substituídas por verbos flexionados no mesmo tempo e modo em:
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3754Q50922 | Português, Técnico Administrativo, MPE SE, FCC

A frase em que se empregam os tempos e os modos verbais corretamente correlacionados é:
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3755Q49779 | Português, Assistente Administrativo, UNESP, VUNESP

Texto associado.
                             Fogo e Madeira

      Não foi pouco para um único dia de fiscalização. Dois caminhões, um trator, uma camionete e uma pá carregadeira foram inutilizados pelo Ibama*, por servirem à extração ilegal de madeira na divisa entre Rondônia e Mato Grosso.
      Embora os agentes do instituto tivessem o que comemorar, seria incorreto qualificar como êxito o que ocorreu – pelo menos de uma perspectiva mais alongada no tempo.
      A facilidade com que se encontraram sinais flagrantes de desmatamento nada mais revela do que o extremo de sem- -cerimônia dos madeireiros ilegais na Amazônia.
      Autorizada por decreto de 2008, a destruição dos equipamentos empregados nessa atividade predatória parece ser uma das poucas punições efetivamente ressentidas pelos infratores. Levada a cabo por meio de helicópteros, a ação do Ibama afugenta, pelo mero estardalhaço de sua aproximação, os responsáveis diretos pelo crime.
      Porém, mal os helicópteros levantam voo novamente, o desmatamento prossegue. Operações dessa monta se fazem de raro em raro, e os madeireiros não chegam a abalar-se da área protegida.
      Além da óbvia extensão da floresta, outros fatores tornam complexa a fiscalização. Madeireiros possuem, por exemplo, licença para a exploração sustentável do recurso natural, mas a utilizam para enveredar em áreas protegidas.
      Iniciativas mais extensas e difíceis, mas de maior alcance, envolveriam o engajamento da população em outras atividades atraentes do ponto de vista econômico. A falta de alternativas de trabalho sem dúvida explica por que madeireiros ilegais encontram algum apoio entre os habitantes da região.
      Ainda que fulgurante, a ação de poucos fiscais será incapaz de interromper o desmatamento.
* Ibama: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

                                                               (Folha de S.Paulo, 24.12.2016. Adaptado)
Os fiscais do Ibama foram _______ Amazônia e lá chegaram _________ destruir equipamentos que eram destinados ________ atividades ilegais de extração de madeira.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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3756Q40697 | Português, Técnico de Enfermagem, SESAU RO, FUNRIO

Um dos empregos da preposição em é o de indicação de tempo. O segmento do texto em que essa preposição tem outro valor é:
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3757Q29096 | Português, Professor de Língua Portuguesa, Prefeitura de Belo Horizonte MG, FUMARC

Um território privilegiado para a observação de muitas características de nossa língua são os textos de humor. Observe o seguinte diálogo: 

- Que animal bebe água com a cauda? 
- Não faço a menor ideia. 
- Ora, todos. Você já viu algum animal tirar a cauda para beber água?

Assinale a alternativa que apresenta uma inferência INADEQUADA sobre o texto.
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3758Q17159 | Português, Soldado da Polícia Militar, Polícia Militar MG, CRSP

Marque a alternativa CORRETA em relação à concordância das formas com o apassivador se: 
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3759Q11589 | Português, Auxiliar de Serviços Gerais, SURG

Texto associado.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Um dia, uma porção de pessoas se reuniram. Elas vinham de lugares diferentes e eram, elas mesmas, diferentes entre si. Havia homens e mulheres; suas peles, seus cabelos e seus olhos tinham cores diferentes, assim como diferentes eram o formato de seus corpos e de seus rostos. Vinham de países ricos e pobres, de lugares quentes ou frios. Vinham de reinados e de repúblicas. Falavam muitas línguas. Alguns dos países que elas representavam tinham acabado de sair de uma guerra terrível, que tinha deixado muitas cidades destruídas, um número enorme de mortos, muita gente sem lar e sem família. Muitas pessoas tinham sido maltratadas e mortas por causa de sua religião, de sua raça e de suas opiniões políticas. O que reunia aquelas pessoas era o desejo de que nunca mais houvesse uma guerra, de que nunca mais ninguém fosse maltratado e que não se perseguissem mais pessoas que não tinham feito mal a ninguém. Então elas escreveram um papel. Neste documento, elas fizeram um resumo dos direitos que todos os seres humanos têm e que devem ser respeitados por todos os povos. Este documento é chamado Declaração Universal dos Direitos Humanos.

(ROCHA, Ruth & ROTH, Otávio. Declaração Universal dos Direitos Humanos. São Paulo: Quinteto, 1986, p. 7-15.).
Marque a alternativa em que o termo destacado NÃO é um substantivo:
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3760Q1765 | Português, Auxiliar de Enfermagem, Prefeitura de Poço Redondo SE, CONSULPLAN

Texto associado.
A sordidez humana

     Ando refletindo sobre nossa capacidade para o mal, a sordidez, a humilhação do outro. A tendência para a morte, não
para a vida. Para a destruição, não para a criação. Para a mediocridade confortável, não para a audácia e o fervor que
podem ser produtivos. Para a violência demente, não para a conciliação e a humanidade. E vi que isso daria livros e mais
livros: se um santo filósofo disse que o ser humano é um anjo montado num porco, eu diria que o porco é
desproporcionalmente grande para tal anjo.
     Que lado nosso é esse, feliz diante da desgraça alheia? Quem é esse em nós (eu não consigo fazer isso, mas nem por
essa razão sou santa), que ri quando o outro cai na calçada? Quem é esse que aguarda a gafe alheia para se divertir? Ou se
o outro é traído pela pessoa amada ainda aumenta o conto, exagera, e espalha isso aos quatro ventos – talvez correndo
para consolar falsamente o atingido?
     O que é essa coisa em nós, que dá mais ouvidos ao comentário maligno do que ao elogio, que sofre com o sucesso
alheio e corre para cortar a cabeça de qualquer um, sobretudo próximo, que se destacar um pouco que seja da
mediocridade geral? Quem é essa criatura em nós que não tem partido nem conhece lealdade, que ri dos honrados,
debocha dos fiéis, mente e inventa para manchar a honra de alguém que está trabalhando pelo bem? Desgostamos tanto
do outro que não lhe admitimos a alegria, algum tipo de sucesso ou reconhecimento? Quantas vezes ouvimos comentários
como: “Ah, sim, ele tem uma mulher carinhosa, mas eu já soube que ele continua muito galinha”. Ou: “Ela conseguiu um
bom emprego, deve estar saindo com o chefe ou um assessor dele”. Mais ainda: “O filho deles passou de primeira no
vestibular, mas parece que...”. Outras pérolas: “Ela é bem bonita, mas quanto preenchimento, Botox e quanta lipo...”.
     Detestamos o bem do outro. O porco em nós exulta e sufoca o anjo, quando conseguimos despertar sobre alguém
suspeitas e desconfianças, lançar alguma calúnia ou requentar calúnias que já estavam esquecidas: mas como pode o
outro se dar bem, ver seu trabalho reconhecido, ter admiração e aplauso, quando nos refocilamos na nossa nulidade?
Nada disso! Queremos provocar sangue, cheirar fezes, causar medo, queremos a fogueira.
     Não todos nem sempre. Mas que em nós espreita esse monstro inimaginável e poderoso, ou simplesmente medíocre e
covarde, como é a maioria de nós, ah!, espreita. Afia as unhas, palita os dentes, sacode o comprido rabo, ajeita os chifres,
lustra os cascos e, quando pode, dá seu bote. Ainda que seja um comentário aparentemente simples e inócuo, uma
pequena lembrança pérfida, como dizer “Ah! Sim, ele é um médico brilhante, um advogado competente, um político
honrado, uma empresária capaz, uma boa mulher, mas eu soube que...”, e aí se lança o malcheiroso petardo.
     Isso vai bem mais longe do que calúnias e maledicências. Reside e se manifesta explicitamente no assassino que se
imola para matar dezenas de inocentes num templo, incluindo entre as vítimas mulheres e crianças... e se dirá que é por
idealismo, pela fé, porque seu Deus quis assim, porque terá em compensação o paraíso para si e seus descendentes. É o
que acontece tanto no ladrão de tênis quanto no violador de meninas, e no rapaz drogado (ou não) que, para roubar 20
reais ou um celular, mata uma jovem grávida ou um estudante mal saído da adolescência, liquida a pauladas um casal de
velhinhos, invade casas e extermina famílias inteiras que dormem.
     A sordidez e a morte cochilam em nós, e nem todos conseguem domesticar isso. Ninguém me diga que o criminoso
agiu apenas movido pelas circunstâncias, de resto é uma boa pessoa. Ninguém me diga que o caluniador é um bom pai,
um filho amoroso, um profissional honesto, e apenas exala seu mortal veneno porque busca a verdade. Ninguém me diga
que somos bonzinhos, e só por acaso lançamos o tiro fatal, feito de aço ou expresso em palavras. Ele nasce desse traço de
perversão e sordidez que anima o porco, violento ou covarde, e faz chorar o anjo dentro de nós.

(Lya Luft, Veja 20/05/2009 pág.24)
Assinale a alternativa cuja afirmativa esteja INCORRETA:
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