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Questões de Concursos Português

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461Q4425 | Português, Controlador de Tráfego Aéreo, DECEA, CESGRANRIO

Texto associado.
Texto 1 - A outra noite.
Assinale a frase com o uso INCORRETO do acento indicativo de crase.
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462Q1484 | Português, Técnico Administrativo, MPU, FCC

Texto associado.
Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
seguinte.

A propósito de uma aranha

Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
franguinho. Sua morte, vida nossa.

Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
do vento? Sua morte, vida nossa.

Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
boa alma tomará partido entre duas mortes.

A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
natureza está a todo momento explicando suas verdades para
nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

(Virgílio Covarim)
A frase que NÃO admite transposição para a voz passiva é:
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463Q54810 | Português, Fonemas e Letras

Observe:

“Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.”

(Carlos Drummond de Andrade)

Assinale a alternativa incorreta: 
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464Q55009 | Português, Interjeições

No trecho: “Mas pesquisar alguns sinônimos não faz mal a ninguém: posse, regalia, concessão, direito. Opa, direito?” As palavras sublinhadas correspondem, pela ordem, a:
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465Q61319 | Português, Interpretação de Textos, Atendente de Copa e Cozinha, Prefeitura de Santo André SP, IBAM

ÁGUAS DE MARÇO
Tom Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
E o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

pau, pedra, fim, caminho
resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

(Texto retirado do site: http://www.vagalume.com.br/elis-regina/aguas- de-marco.htmi)

Observe o título da música de Tom Jobim e toda a descrição feita durante a letra. A expressão “águas de março" é uma forma metafórica de se referir, nessa canção:
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466Q27144 | Português, Auxiliar de Serviços Gerais, Prefeitura de Alto Piquiri PR, KLC

Texto associado.
A forra do peão

O baiano Renato Pereira dos Santos, 26 anos, é brasileiro desses que se encontra em qualquer ponto de ônibus. Há quatro anos, viajou a São Paulo com uma mala de couro para tentar mudar de vida. Não conseguiu emprego fixo nem teto para morar. Trabalhando como pedreiro, quando tem serviço dorme em galpão de obra. Desempregado, reside de favor na casa de amigos. Todos os domingos. Renato passava em frente a um bar na Vila Madalena, um dos pontos mais animados de São Paulo, e admirava a alegria dos fregueses. Na madrugada de segunda-feira, 10, o pedreiro Renato resolveu ir à forra.
Depois que todos haviam ido embora, arrombou o bar com um pedaço de ferro. Ao entrar, foi direto para cozinha. Ele já trabalhou como garçom e não teve dificuldades de preparar o cardápio de sua refeição.
No freezer escolheu dois pedaços de frango. Preparou um molho de pimenta e farofa. No barril de chope, serviu-se à vontade. De sobremesa, sorvete de morango. Separou 22 CDs, 9 fitas de vídeo, e alguns alto-falantes em uma sacola. Caiu no sono. O pedreiro acordou com o barulho da porta de ferro se abrindo. As proprietárias chegaram, chamaram a polícia. Renato foi preso.

(Revista Veja – 1994)
Assinale a alternativa em que todos os substantivos pertençam ao gênero masculino: 
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467Q11908 | Português, Analista Judiciário, TJ BA, FGV

Texto 1 – “A história está repleta de erros memoráveis. Muitos foram cometidos por pessoas bem-intencionadas que simplesmente tomaram decisões equivocadas e acabaram sendo responsáveis por grandes tragédias. Outros, gerados por indivíduos motivados por ganância e poder, resultaram de escolhas egoístas e provocaram catástrofes igualmente terríveis.” (As piores decisões da história, Stephen Weir)

No texto 1, a palavra “bem-intencionada” aparece grafada com hífen; o Novo Acordo Ortográfico diz que “Nas palavras em que o primeiro elemento é bem-, a regra geral é o emprego do hífen, não importando se o segundo elemento começa por vogal ou consoante”. Sobre esse caso, a afirmação correta é:
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468Q6115 | Português, Carteiro, CORREIOS, CESPE CEBRASPE

Texto associado.
Texto da prova de concurso correios cespe
A palavra “trem-bala” é composta por justaposição, tal qual o vocábulo
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469Q55621 | Português, Variação Linguística

"É sempre necessário que as circunstâncias em que as palavras forem proferidas sejam de algum modo, apropriadas" (Austin 1990, p. 26, Quando Dizer é Fazer: palavra e ação).

A linguagem é entendida, na perspectiva da Pragmática, como uma atividade intersubjetiva e intencional. Desse modo, as práticas discursivas são as linguagens em ação em que os indivíduos produzem sentidos e se posicionam em suas relações sociais do dia a dia. A linguagem que se processa entre falantes e interlocutores é sempre uma linguagem social, que produz ações e consequências. Estas ideias acerca da linguagem e das práticas discursivas têm como base a teoria dos atos de fala desenvolvida por Austin (1976), em que é possível fazer através do dizer.

É incorreto afirmar sobre a polidez na comunicação:
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470Q54849 | Português, Encontro Vocálico e Consonantais

Marque a opção em que a palavra NÃO apresenta dígrafo.

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471Q48109 | Português, Técnico em Nutrição, Prefeitura de Campos do Jordão SP, PROMUN

Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo:

“Quando se trata de trabalho científico_____ duas coisas devem ser consideradas _____ uma é a contribuição teórica que o trabalho oferece_____a outra é o valor prático que possa ter.”
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472Q54968 | Português, Adjetivos, 2019

Segundo a gramática, os adjetivos podem indicar estados, qualidades, características ou relações. A frase abaixo em que o adjetivo sublinhado indica uma relação é  
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473Q54907 | Português, Emprego do Hífen

Assinale a alternativa em que o hífen está empregado DE ACORDO com as normas ortográficas atuais:
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474Q55630 | Português, Conotação e Denotação

Texto: Zap

Não faz muito que temos esta nova TV com controle remoto, mas devo dizer que se trata agora de um instrumento sem o qual eu não saberia viver. Passo os dias sentado na velha poltrona, mudando de um canal para outro — uma tarefa que antes exigia certa movimentação, mas que agora ficou muito fácil. Estou num canal, não gosto — zap, mudo para outro. Não gosto de novo — zap, mudo de novo. Eu gostaria de ganhar em dólar num mês o número de vezes que você troca de canal em uma hora, diz minha mãe. Trata-se de uma pretensão fantasiosa, mas pelo menos indica disposição para o humor, admirável nessa mulher.
Sofre, minha mãe. Sempre sofreu: infância carente, pai cruel etc. Mas o seu sofrimento aumentou muito quando meu pai a deixou. Já faz tempo; foi logo depois que nasci, e estou agora com treze anos. Uma idade em que se vê muita televisão, e em que se muda de canal constantemente, ainda que minha mãe ache isso um absurdo. Da tela, uma moça sorridente pergunta se o caro telespectador já conhece certo novo sabão em pó. Não conheço nem quero conhecer, de modo que — zap — mudo de canal. “Não me abandone, Mariana, não me abandone!” Abandono, sim. Não tenho o menor remorso, em se tratando de novelas: zap, e agora é um desenho, que eu já vi duzentas vezes, e — zap — um homem falando. Um homem, abraçado à guitarra elétrica, fala a uma entrevistadora. É um roqueiro. Aliás, é o que está dizendo, que é um roqueiro, que sempre foi e sempre será um roqueiro. Tal veemência se justifica, porque ele não parece um roqueiro. É meio velho, tem cabelos grisalhos, rugas, falta-lhe um dente. É o meu pai.
É sobre mim que fala. Você tem um filho, não tem?, pergunta a apresentadora, e ele, meio constrangido — situação pouco admissível para um roqueiro de verdade —, diz que sim, que tem um filho, só que não o vê há muito tempo. Hesita um pouco e acrescenta: você sabe, eu tinha de fazer uma opção, era a família ou o rock.
A entrevistadora, porém, insiste (é chata, ela): mas o seu filho gosta de rock? Que você saiba, seu filho gosta de rock? Ele se mexe na cadeira; o microfone, preso à desbotada camisa, roça-lhe o peito, produzindo um desagradável e bem audível rascar. Sua angústia é compreensível; aí está, num programa local e de baixíssima audiência — e ainda tem de passar pelo vexame de uma pergunta que o embaraça e à qual não sabe responder. E então ele me olha. Vocês dirão que não, que é para a câmera que ele olha; aparentemente é isso, aparentemente ele está olhando para a câmera, como lhe disseram para fazer; mas na realidade é a mim que ele olha, sabe que em algum lugar, diante de uma tevê, estou a fitar seu rosto atormentado, as lágrimas me correndo pelo rosto; e no meu olhar ele procura a resposta à pergunta da apresentadora: você gosta de rock? Você gosta de mim? Você me perdoa? — mas aí comete um erro, um engano mortal: insensivelmente, automaticamente, seus dedos começam a dedilhar as cordas da guitarra, é o vício do velho roqueiro, do qual ele não pode se livrar nunca, nunca. Seu rosto se ilumina — refletores que se acendem? — e ele vai dizer que sim, que seu filho ama o rock tanto quanto ele, mas nesse momento zap — aciono o controle remoto e ele some.

Moacyr Scliar, “Zap”, in: Os cem melhores contos brasileiros do século. Sel. de Ítalo Moriconi. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000, pág. 555. Adaptado.

Verifica-se um uso espontâneo de linguagem, tipicamente coloquial e informal, na seguinte frase:
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475Q8504 | Português, Fonemas e Letras

As palavras “discussão”, “fissilíngüe” e “sanguessuga”, têm respectivamente:
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476Q8456 | Português, Colocação Pronominal

Indique onde há erro de colocação pronominal
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477Q54850 | Português, Encontro Vocálico e Consonantais

TEXTO 7

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz. Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz.

(CECÍLIA MEIRELES. Boa companhia - Crônicas. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. (Fragmento))

Assinale o item em que as palavras abaixo indicadas, todas retiradas do Texto 7, apresentam dígrafos:
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478Q200240 | Português, Aluno EsPCEx, EsPCEx, EsPCEx

Quanto à poesia parnasiana, é correto afirmar que se caracteriza por

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479Q374862 | Português, Ortografia, Analista Legislativo, Assembléia Legislativa RO, FGV, 2018

A frase abaixo em que a forma sublinhada está corretamente grafada é:
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480Q55547 | Português, Ortografia

Assinale a alternativa cuja lacuna é corretamente preenchida pela primeira palavra entre parênteses.
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