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Questões de Concursos Português

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961Q166008 | Português, Interpretação de Textos, Auditor Fiscal, Receita Federal, ESAF

Mas os problemas do mundo dos nossos netos e bisnetos serão diferentes. Eles viverão no meio de um crescimento perigosamente desequilibrado entre os povos. Sim, porque dois terços dos moradores do planeta - cerca de dois bilhões de habitantes - terão de ser alimentados e educados em nações pobres e sem recursos.

(Antônio Ermírio de Moraes, O planeta e o desafi o do futuro. Jornal do Brasil, 20 de março de 2005, com adaptações)

Assinale a opção que constitui uma paráfrase coerente e gramaticalmente correta para o trecho acima.

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962Q54805 | Português, Noções de Fonética

Fonética é a parte da gramática que estuda os sons da fala ou fonemas. Sabemos que existe a palavra falada e a palavra escrita. Para escrever, usamos letras, que pronunciadas, representam um som. Esse som é o fonema. Os símbolos que representam graficamente os fonemas são chamados de letras. Nem sempre o número de letras das palavras corresponde ao de fonemas.

Diante disso, observe as palavras a seguir e assinale a alternativa incorreta: 
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963Q165709 | Português, Significação Contextual de Palavras, Auxiliar de Enfermagem, PRODESP, ZAMBINI

Texto associado.

CAPÍTULO XIV / O PRIMEIRO BEIJO

Tinha dezessete anos; pungia–me um buçozinho que eu forcejava por trazer a bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança, com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo, era um lindo garção, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá–lo à margem, onde o realismo o veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a "linda Marcela", como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de um hortelão das Astúrias; disse–mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, — uma pérola. (MACHADO DE ASSIS, J. M. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Ediouro, s. d.)

"De todas porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssimo." Nesse trecho, o adjetivo "casto" pode ser substituído, sem alteração do sentido, por

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964Q28919 | Português, Funções da Linguagem, Professor de Língua Portuguesa, Prefeitura de Belo Horizonte MG, Gestão de Concursos

Tendo em vista que os gêneros textuais são classificados tipologicamente em razão da predominância, relacione a 2ª coluna de acordo com as capacidades de linguagem apresentadas na 1ª coluna: 

1ª COLUNA 

(1) NARRAR 
(2) ARGUMENTAR 
(3) EXPOR 
(4) DESCREVER

2ª COLUNA 

( ) Carta do leitor
( ) Conto parodiado
( ) Conferência
( ) Debate regrado
( ) Instruções de montagem
( ) Tomada de notas 

A sequência numérica que classifica CORRETAMENTE os gêneros textuais, de cima para baixo, é:
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965Q517 | Português, Técnico Bancário, Caixa Econômica Federal, CESGRANRIO

Assinale a opção em que o termo destacado NÃO pertence à mesma classe gramatical dos destacados nas demais opções.
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966Q216694 | Português, Orações subordinadas adverbiais Causal, Oficial de Produção, LIQUIGAS, CESGRANRIO

A oração que está destacada exprime uma circunstância de tempo em:

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967Q55526 | Português, Onde ou Aonde

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e em relação à ortografia e ao contexto, assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas.

I. Esta é a casa __________ morei desde que nasci.
II. O coordenador já o conhecia _____ cinco anos.
III. Para obter a __________ dos direitos autorais, teve que recorrer ao tribunal.
IV. Não compareceu à reunião, _____________ seu chefe compareceu.
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968Q55353 | Português, Orações Subordinadas Adverbiais

No período "Como isso era difícil, já nos dávamos por felizes se Deus nos concedia que o suplício fosse breve.”(Cyro dos Anjos). A primeira oração é uma subordinada:
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969Q55244 | Português, Sujeito e Predicado

Estátua Falsa

Só de oiro falso meus olhos se douram;
Sou esfinge sem mistério no poente.
A tristeza das coisas que não foram
Na minha alma desceu veladamente.

Na minha dor quebram-se espadas de ânsia,
Gomos de luz em treva se misturam.
As sombras que eu dimano não perduram,
Como ontem para mim, hoje é distância.

Já não estremeço em face de segredo;
Nada me aloira, nada me aterra
A vida corre sobre mim em guerra,
E nem sequer um arrepio de medo!

Sou estrela ébria que perdeu os céus,
Sereia louca que deixa o mar;
Sou templo prestes a ruir sem deus,
Estátua falsa ainda erguida no ar...

Mário de Sá Carneiro.

O sujeito de “desceu”, v. 4 é
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970Q55108 | Português, Formação do Imperativo

“Não ___ as alegrias que recebeste; ___ sempre que o sucesso se ___ com paciência.”
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971Q2211 | Português, Concordância e Regência

Assinale a alternativa cuja concordância nominal não está de acordo com o padrão culto:
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972Q5186 | Português, Auxiliar de Professor de Educação Infantil, Prefeitura de Piedade SP, CETRO

Texto associado.
Atenção: As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto que segue.

O cipreste inclina-se em fina reverência
e as margaridas estremecem, sobressaltadas.
A grande amendoeira consente que balancem
suas largas folhas transparentes ao sol.
Misturam-se uns aos outros, rápidos e frágeis,
os longos fios da relva, lustrosos, lisos fios verdes.
Frondes rendadas de acácias palpitam inquietamente
com o mesmo tremor das samambaias
debruçadas nos vasos.
Fremem os bambus sem sossego,
num insistente ritmo breve.
O vento é o mesmo:
mas sua resposta é diferente em cada folha.
Somente a árvore seca fica imóvel,
entre borboletas e pássaros.
Como a escada e as colunas de pedra,
ela pertence agora a outro reino.
Seu movimento secou também, num desenho inerte.
Jaz perfeita, em sua escultura de cinza densa.
O vento que percorre o jardim
pode subir e descer por seus galhos inúmeros:
ela não responderá mais nada,
hirta e surda, naquele verde mundo sussurrante.

(Cecília Meireles. O Vento)
Escolha a alternativa que MELHOR completa as lacunas das frases abaixo.

I. O livro ________ gosto está esgotado.
II. A índia percorria a floresta ________ nascera.
III. Aquele é o médico ________ me referi.
IV. Há plantas _________ folhas cortam.
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973Q55703 | Português, Reescritura de Texto, 2019

Texto I
A violência que bate à porta (fragmento)

Segundo dados do Relatório Mundial 2019, divulgados recentemente pela ONG Human Rights Watch, 64 mil homicídios aconteceram no Brasil em 2017. São dois mil a mais que em 2016. Este crescimento não foi freado em 2018, pelo contrário. Os dados já apresentados por Ongs e Instituições mostram que o número de assassinatos segue crescendo a passos largos. O crime, cada vez mais, sai da marginalidade e assola toda a sociedade, sem distinguir classes sociais. Estados pararam nos últimos meses (Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Ceará, e por aí vai) na mão de criminosos e a população se vê à mercê desta realidade que bate à porta.
O retrato atual é esse e os noticiários teimam em nos lembrar que o filho morto hoje pode ser o nosso amanhã. Esta sensação de insegurança aumenta a busca por segurança privada. A Pesquisa Nacional sobre Segurança Eletrônica, realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), afirma que houve um crescimento nas residências que investiram em sistemas de segurança nos últimos 12 meses.
Mas quem deve cuidar da segurança do cidadão? E quem não tem dinheiro para investir em sistemas? É protegido por quem?
Os sistemas privados de segurança servem para inibir a ação de criminosos, mas isto não pode ser a única solução. O Estado precisa ser cobrado e deve agir. Para deter o crime organizado, é necessário muito mais esforço público do que portões e muros altos.

Marco Antônio Barbosa

Hoje em Dia, 01/03/2019 (Extraído e adaptado de: hojeemdia.com.br/opinião)

Observe a seguinte frase do primeiro parágrafo e responda à questão.

“Segundo dados do Relatório Mundial 2019, divulgados recentemente pela ONG Human Rights Watch, 64 mil homicídios aconteceram no Brasil em 2017.” 

No trecho, a palavra “segundo” pode ser substituída por:
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974Q13905 | Português, Advogado, COREN PB

Texto associado.
Um Apólogo
Machado de Assis

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo? — Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou a casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou a pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.
Quando o alfinete aparece no apólogo, é dito que ele é “de cabeça grande e não menos experiência”. Assinale a alternativa CORRETA quanto ao sentido dessa relação:
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975Q49447 | Português, Especialista em Educação, SEE MG, FCC

Texto associado.
                                                                Texto I 

      No fim do século XIV, Portugal, vitimado por uma sucessão de administrações perdulárias, se convertera em um reino endividado. Sem alternativas para produzir riquezas em seu território, a coroa voltou os olhos para o mar. Essa epopeia em busca de riquezas é narrada pelo jornalista mineiro Lucas Figueiredo em Boa Ventura!. Calcada sobre um minucioso levantamento histórico, a obra traça um quadro desolador da penúria em que então vivia Portugal e retrata as adversidades que enfrentou para achar uma solução: a chamada Corrida do Ouro brasileira, que se deu entre os anos de 1697 e 1810. 
      Foi o sonho dourado português que levou dom Manuel ardenar, em março de 1500, a viagem de Pedro Álvares Cabral ao desconhecido. Depois de atingir o arquipélago de Cabo Verde, o jovem navegador voltou a proa de sua caravela para o Ocidente, com a missão de salvar a coroa da falência. O rei apostou nas terras ermas e inexploradas do Novo Mundo. Para ele, poderia estar ali a fonte rápida e repleta de riquezas que guindariam Portugal à fartura. 
      A pressão de Lisboa levou o governador-geral Tomé de Sousa a organizar a primeira expedição oficial em busca do metal, seduzido pelos rumores sobre a existência de uma montanha dourada margeada por um lago também de ouro - local fantástico que os nativos chamavam de Sabarabuçu. A comitiva partiu de Pernambuco em 5 de novembro de 1550, e os homens que se embrenharam na floresta nunca mais foram vistos. Mas o mito de Sabarabuçu levaria à organização de outras dezenas de expedições no decorrer dos 121 anos seguintes - todas fracassadas. 
      Em 1671, o paulista Fernão Dias, uma das maiores fortunas da região, aceitou o pedido de Lisboa para empreender mais uma missão em busca de Sabarabuçu. Ao contrário de seus antecessores, porém, o bandeirante não partiu sem antes analisar os erros daqueles que haviam perecido na floresta, devorados por animais ferozes ou índios e mortos eles próprios pela fome e pelas adversidades naturais. Os preparativos levaram três anos. Ciente de que era impossível que centenas de homens sobrevivessem sem uma linha de abastecimento, Dias ordenou que, à medida que se embrenhassem na floresta, os pioneiros providenciassem a plantação de lavouras e a criação de animais. Ao longo de toda a rota que interligava a vila de São Paulo ao que hoje é o Estado de Minas Gerais, Dias montou a infraestrutura necessária para o que seria a primeira experiência bem sucedida dos portugueses na busca de riquezas. Em sete anos de trabalhos, ele percorreu 900 quilômetros entre São Paulo e Minas. Morreu no caminho de volta para casa, sem jamais ter alcançado a lendária Sabarabuçu. Mas fizera algo ainda mais extraordinário: havia inaugurado a primeira via de interligação entre o litoral e o interior do país em um terreno antes intransponível. 
      Doze anos depois da morte de Fernão Dias, surgiram as primeiras notícias dando conta da localização de ouro onde hoje é Minas Gerais. Com a descoberta de novas lavras, o sonho de ouro continuava a mover os aventureiros. Em 1700, o bandeirante Borba Gato deu as boas novas ao governador: havia encontrado Sabarabuçu. Festas e missas foram celebradas para comemorar a "providência divina". 
      Localizada onde hoje é a cidade de Sabará, a terra batizada com o nome mítico por Borba Gato incendiou a imaginação dos europeus. Dessa forma, a corrida do ouro levou um dos lugares mais hostis de que se tinha notícia a abrigar o embrião do que viria a ser o estado de governança no Brasil. 


                                    (Leonardo Coutinho. Veja, 30 de março de 2011, pp. 134-136, com adaptações)
Texto II 

O caçador de esmeraldas 

Foi em março, ao findar das chuvas, quase à entrada 
Do outono, quando a terra, em sede requeimada, 
Bebera longamente as águas da estação, 
- Que, em bandeira, buscando esmeraldas e prata, 
À frente dos peões filhos da rude mata, 
Fernão Dias Paes Leme entrou pelo sertão. 

Ah! quem te vira assim, no alvorecer da vida, 
Bruta Pátria, no berço, entre as selvas dormida, 
No virginal pudor das primitivas eras, 
Quando, aos beijos do sol, mal compreendendo o anseio 
Do mundo por nascer que trazias no seio, 
Reboavas ao tropel dos índios e das feras! 
.............. 
Ah! mísero demente! o teu tesouro é falso! 
Tu caminhaste em vão, por sete anos, no encalço 
De uma nuvem falaz, de um sonho malfazejo! 
Enganou-te a ambição! mais pobre que um mendigo, 
Agonizas, sem luz, sem amor, sem amigo, 
Sem ter quem te conceda a extrema-unção de um beijo! 
............. 
Morre! morrem-te às mãos as pedras desejadas, 
Desfeitas como um sonho, e em lodo desmanchadas ... 
Que importa? dorme em paz, que o teu labor é findo! 
Nos campos, no pendor das montanhas fragosas, 
Como um grande colar de esmeraldas gloriosas, 
As tuas povoações se estenderão fulgindo! 
(Olavo Bilac. O caçador de esmeraldas, in: Obra reunida. Rio de 
Janeiro: Nova Aguilar, 1996, pp. 227, 233, 234) 

Para responder à próxima questão , considere as estrofes do Texto II, em correlação com o Texto I

Como um grande colar de esmeraldas gloriosas, 
As tuas povoações se estenderão fulgindo!
 (versos finais do Texto II

A imagem presente nos versos acima faz referência à seguinte informação constante do Texto I:
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976Q49265 | Português, Secretário Auxiliar, MPE GO

Marque a alternativa cujas palavras traz e trás estejam empregadas corretamente:
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977Q200376 | Português, Crase, Escrevente Técnico Judiciário, TJ SP, VUNESP

Texto associado.

Leia o texto para responder a questão.

Em meio a insatisfações com a situação econômica, o principal alvo do movimento de milhares de manifestantes na China é a garantia de plenas liberdades, em observação aos princípios que presidiram a passagem de Hong Kong para a esfera desse país, em 1997.

O acordo de transição criou a fórmula “um país, dois sistemas”. A submissão da economia ao Estado e a centralização da ditadura chinesa não seriam implantadas na região administrativa especial da ex-colônia por 50 anos, período em que se manteriam o arcabouço democrático e a livre-iniciativa.

O compromisso foi quebrado por recente decisão que afeta as eleições marcadas para 2017: o governo central arrogou-se o direito de aprovar previamente os candidatos que poderão participar do pleito.

A medida foi vista como um indício de que a China estaria disposta a intervir e ampliar seu controle sobre Hong Kong, uma importante praça financeira internacional.

(Folha de S.Paulo, 01.10.2014. Adaptado)
_____ quebra do compromisso entre Hong Kong e China, que atinge_____ eleições marcadas para 2017, seguiram-se manifestações, pois, com o controle da cidade, haveria ameaça_____ garantia de plenas liberdades.
As lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
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978Q52835 | Português, Aspirante da Polícia Militar, Polícia Militar PR, UFPR, 2018

Considere o seguinte trecho do romance Clara dos Anjos, de Lima Barreto:

Por esse intrincado labirinto de ruas e bibocas é que vive uma grande parte da população da cidade, a cuja existência o governo fecha os olhos, embora lhe cobre atrozes impostos, empregados em obras inúteis e suntuárias noutros pontos do Rio de Janeiro. (Clara dos Anjos, p. 38.)

Com base no trecho selecionado e na leitura integral do romance Clara dos Anjos, de Lima Barreto, assinale a alternativa correta.
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979Q46708 | Português, Cirurgião Dentista, EBSERH, IBFC

Texto associado.
    Há algum tempo venho afinando certa mania. Nos começos chutava tudo o que achava. [...] Não sei quando começou em mim o gosto sutil. [...]
   Chutar tampinhas que encontro no caminho. É só ver a tampinha. Posso diferenciar ao longe que tampinha é aquela ou aquela outra. Qual a marca (se estiver de cortiça para baixo) e qual a força que devo empregar no chute. Dou uma gingada, e quase já controlei tudo. [...] Errei muitos, ainda erro. É plenamente aceitável a ideia de que para acertar, necessário pequenas erradas. Mas é muito desagradável, o entusiasmo desaparecer antes do chute. Sem graça.
    Meu irmão, tino sério, responsabilidades. Ele, a camisa; eu, o avesso. Meio burguês, metido a sensato. Noivo...
     - Você é um largado. Onde se viu essa, agora! [...]
   Cá no bairro minha fama andava péssima. Aluado, farrista, uma porção de coisas que sou e que não sou. Depois que arrumei ocupação à noite, há senhoras mães de família que já me cumprimentaram. Às vezes, aparecem nos rostos sorrisos de confiança. Acham, sem dúvida, que estou melhorando.
    - Bom rapaz. Bom rapaz.
    Como se isso estivesse me interessando...
Faço serão, fico até tarde. Números, carimbos, coisas chatas. Dez, onze horas. De quando em vez levo cerveja preta e Huxley. (Li duas vezes o “Contraponto” e leio sempre). [...]
Dia desses, no lotação. A tal estava a meu lado querendo prosa. [...] Um enorme anel de grau no dedo. Ostentação boba, é moça como qualquer outra. Igualzinho às outras, sem diferença. E eu me casar com um troço daquele? [...] Quase respondi...
- Olhe: sou um cara que trabalha muito mal. Assobia sambas de Noel com alguma bossa. Agora, minha especialidade, meu gosto, meu jeito mesmo, é chutar tampinhas da rua. Não conheço chutador mais fino.
 
(ANTONIO, João. Afinação da arte de chutar tampinhas. In: Patuleia: gentes de rua. São Paulo: Ática, 1996) 
 
Vocabulário: Huxley: Aldous Huxley, escritor britânico mais conhecido por seus livros de ficção científica.
Contraponto: obra de ficção de Huxley que narra a destruição de valores do pós-guerra na Inglaterra, em que o trabalho e a ciência retiraram dos indivíduos qualquer sentimento e vontade de revolução. 
O emprego do acento grave em “Às vezes, aparecem nos rostos sorrisos de confiança.“ (5º§) justifica-se pela mesma razão do que ocorre no seguinte exemplo:
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980Q55393 | Português, Pontuação

Escolha a alternativa em que a oração está pontuada adequadamente:
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