Início

Questões de Concursos AMAN

Resolva questões de AMAN comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


61Q862173 | Inglês, Interpretação de Textos em Inglês, AMAN, AMAN, 2020

Texto associado.

Are any foods safe to eat anymore? The fears and the facts

Food was once seen as a source of sustenance and pleasure. Today, the dinner table can instead begin to feel like a minefield. Is bacon really a risk factor of cancer? Will coffee or eggs give you a heart attack? Does wheat contribute to Alzheimer’s disease? Will dairy products clog up your arteries? Worse still, the advice changes continually. As TV-cook Nigella Lawson recently put it: “You can guarantee that what people think will be good for you this year, they won’t next year.”

This may be somewhat inevitable: evidence-based health advice should be constantly updated as new studies explore the nuances of what we eat and the effects the meals have on our bodies. But when the media (and ill-informed health gurus) exaggerate the results of a study without providing the context, it can lead to unnecessary fears that may, ironically, push you towards less healthy choices.

The good news is that “next year” you may be pleased to learn that many of your favourite foods are not the ticking time bomb you have been led to believe...

Adapted from http://www.bbc.com/future/story/20151029-are-any-foods-safe-to-eat-anymore-heres-the-truth

In the sentence “... ill -informed health gurus...” (paragraph 2), the prefix ill means

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

62Q861862 | História, Cadete do Exército, AMAN, AMAN, 2021

As afirmações a seguir referem-se ao Governo Médici (1969-1973), quando houve o período que ficou conhecido como “Milagre Econômico” ou “Milagre Brasileiro”:

I - A economia do Brasil cresceu, em média, 10 % ao ano.

II - O Brasil alcançou a autossuficiência em petróleo, auxiliado pela redução de consumo proporcionada pelo sucesso do Programa Proálcool.

III - Apesar do crescimento econômico, a inflação seguiu elevada, se comparada à dos anos que antecederam o regime militar.

IV - O estímulo ao investimento externo foi essencial para o crescimento da indústria.

V - As exportações brasileiras também cresceram, graças aos incentivos fiscais e à conjuntura externa favorável.

Assinale a alternativa que apresenta somente assertivas corretas, dentre as apresentadas.

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

63Q862177 | Inglês, Interpretação de Textos em Inglês, AMAN, AMAN, 2020

Texto associado.

OXFAM AMERICA

Oxfam stands for the Oxford Committee for Famine Relief. It was started in Oxford, England in 1942 in response to the European famine-related issues resulting from the Second World War. Ten other countries worldwide, including the United States and Australia, have started chapters of Oxfam. They make up what is known as Oxfam International.

Oxfam America is dedicated to creating lasting solutions to hunger, poverty, and social injustice through long-term partnerships with poor communities around the world. As a privately funded organization, we can speak with conviction and integrity as we challenge the structural barriers that foster conflict and human suffering and limit people from gaining the skills, resources, and power to become self-sufficient.

Oxfam implements various global projects that target areas particularly affected by hunger. The projects focus on developing self-sufficiency of the communities in which they are based, as opposed to merely providing relief in the form of food aid. Oxfam’s projects operate on the communal level, and are developed by evaluating issues causing poverty and hunger in the community and subsequently the possible infrastructure that could end hunger and foster the attainment of self-sufficiency. Examples of projects in which Oxfam America has been or is involved range from a women’s literacy program in India to providing microloans and agriculture education programs for small-scale organic farmers in California.

Adapted from http://students.brown.edu/Hourglass_Cafe/Pages/about.htm

According to the text, choose the correct alternative.

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

64Q862178 | Inglês, Interpretação de Textos em Inglês, AMAN, AMAN, 2020

Texto associado.

Native English speakers are the world’s worst communicators

It was just one word in one email, but it caused huge financial losses for a multinational company. The message, written in English, was sent by a native speaker to a colleague for whom English was a second language. Unsure of the word, the recipient found two contradictory meanings in his dictionary. He acted on the wrong one.

Months later, senior management investigated why the project had failed, costing hundreds of thousands of dollars. “It all traced back to this one word,” says Chia Suan Chong, a K-based communications skills and intercultural trainer, who didn’t reveal the tricky word because it is highly industry-specific and possibly identifiable. “Things spiralled out of control because both parties were thinking the opposite.”

When such misunderstandings happen, it’s usually the native speakers who are to blame. Ironically, they are worse at delivering their message than people who speak English as a second or third language, according to Chong. “A lot of native speakers are happy that English has become the world’s global language. They feel they don’t have to spend time learning another language.”

The non-native speakers, it turns out, speak more purposefully and carefully, trying to communicate efficiently with limited, simple language, typical of someone speaking a second or third language. Anglophones, on the other hand, often talk too fast for others to follow, and use jokes, slang, abbreviations and references specific to their own culture, says Chong. “The native English speaker is the only one who might not feel the need to adapt to the others,” she adds.

Adapted from http://www.bbc.com/capital/story/20161028-native-english-speakers-are-the-worlds-worst-communicators

Choose the alternative that correctly substitutes SPIRALLED OUT OF CONTROL in the sentence “Things spiralled out of control because both parties were thinking the opposite.” (paragraph 2).

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

65Q863131 | Física, Eletricidade, Aprendizes Marinheiros, AMAN, Marinha do Brasil, 2020

Um termômetro registra a temperatura de 932 °F. Converta esse valor para a escala Celsius e marque a opção correta.
Dados:,pontos fixos de fusão e ebulição, respectivamente, nas escalas Celsius (0 °C e 100 °C) e Fahrenheit (32 °F e 212 °F), sob pressão normal.

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

66Q861834 | Português, Cadetes do Exército, AMAN, AMAN, 2022

Texto associado.

Assiste à demolição


– Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir “uma coisa” quando ela for demolida. Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.

Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.

A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.

A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira.

E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.

E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.

Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.

Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.

Vocabulário
caibro s.m. elemento estrutural de um telhado, geralmente peças de madeira que se dispõem da cumeeira ao frechal, a intervalos regulares e paralelas umas às outras, em que se cruzam e assentam as ripas, frequentemente mais finas e compridas, e sobre as quais se apoiam e se encaixam as telhas

pérgula s. f. espécie de galeria coberta de barrotes espacejados assentados em pilares, geralmente guarnecida de trepadeiras

buganvília s.f. designação comum às plantas do gênero bougainvillea, trepadeira, muito cultivadas como ornamentais

de flanco s. m. pela lateral

marco s. m. parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas, e onde as folhas destas se encaixam,

lambri s. m. revestimento interno de parede, usado com fim decorativo ou para proteger contra frio, umidade ou barulho; feito de madeira, mármore, estuque, numa só peça ou composto por painéis, que vão
até certa altura ou do chão ao teto (mais usado no plural)

caliça s.f. conjunto de resíduos de uma obra de alvenaria demolida ou em desmoronamento, formado por pó ou fragmentos dos materiais diversos do reboco (cal, argamassa ressequida) e de pedras, tijolos desfeitos
prendendo-se por meio de dobradiças

tapume s. m. cerca ou vala guarnecida de sebe que defende uma área; anteparo, geralmente de madeira, com que se veda a entrada numa área, numa construção

lote s. m. porção de terra autônoma que resulta de loteamento ou desmembramento; terreno de pequenas dimensões, urbano ou rural, que se destina a construções ou à pequena agricultura

Fonte: HOUAISS, A. e Villar, M. de S. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro. Objetiva, 2009.

Em “- dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.”, a acepção da palavra “sesta” sublinhada no fragmento é

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

68Q861860 | História, Cadete do Exército, AMAN, AMAN, 2021

A principal característica do Iluminismo, “movimento de ideias” que se desenvolveu na Europa Ocidental entre o final do século XVII e o final do século XVIII, é a crença na razão humana e no seu potencial. A “Enciclopédia”, obra que começou a ser publicada na França, em 1751, foi organizada pelo matemático Jean D’Alembert e pelo filósofo

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

69Q862174 | Inglês, Interpretação de Textos em Inglês, AMAN, AMAN, 2020

Texto associado.

Are any foods safe to eat anymore? The fears and the facts

Food was once seen as a source of sustenance and pleasure. Today, the dinner table can instead begin to feel like a minefield. Is bacon really a risk factor of cancer? Will coffee or eggs give you a heart attack? Does wheat contribute to Alzheimer’s disease? Will dairy products clog up your arteries? Worse still, the advice changes continually. As TV-cook Nigella Lawson recently put it: “You can guarantee that what people think will be good for you this year, they won’t next year.”

This may be somewhat inevitable: evidence-based health advice should be constantly updated as new studies explore the nuances of what we eat and the effects the meals have on our bodies. But when the media (and ill-informed health gurus) exaggerate the results of a study without providing the context, it can lead to unnecessary fears that may, ironically, push you towards less healthy choices.

The good news is that “next year” you may be pleased to learn that many of your favourite foods are not the ticking time bomb you have been led to believe...

Adapted from http://www.bbc.com/future/story/20151029-are-any-foods-safe-to-eat-anymore-heres-the-truth

In the text, the word ironically (paragraph 2) introduces

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

70Q862184 | Geografia, Urbanização brasileira, AMAN, 2022

“A influência de cada cidade no conjunto de rede depende da sua capacidade de oferecer bens e serviços. As cidades que exercem influência sobre todo o território ocupam os postos mais altos na hierarquia urbana”.

Fonte: MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o Ensino Médio. 2. ed. São Paulo: Atual, 2012, p.268.

De acordo com a hierarquia dos centros urbanos definida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, pode-se afirmar que:

I – São Paulo e Rio de Janeiro são classificados como Grandes Metrópoles Nacionais, pois concentram a maior parte das sedes das grandes empresas nacionais e transnacionais que atuam no Brasil.

II – Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza são exemplos de Metrópoles.

III – Brasília é classificada como Metrópole Nacional.

IV – Todas as capitais dos estados da Federação são classificadas como Metrópoles por exercer alguma influência, mesmo em escala regional.

Das afirmações acima, estão corretas apenas

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

71Q861840 | Química, Cadetes do Exército, AMAN, AMAN, 2022

A aspirina é um medicamento antitérmico mundialmente conhecido e, em 2022, completou 123 anos desde o seu registro. O princípio ativo deste medicamento é o ácido acetilsalicílico, que é um ácido orgânico fraco.

Considere uma solução aquosa preparada por meio da dissolução de 18,0 g de ácido acetilsalicílico (100% de pureza) em 1,0 L de água, a 25 ºC e 1 atm. A concentração de H+ nessa solução é igual a 5,70 x 10-3 mol L-1.

Dados: log (5,7) = 0,76.
Fórmula molecular do ácido acetilsalicílico = C9H8O4

Baseado nestas informações, e considerando que a solução se encontra em equilíbrio químico, são feitas as seguintes afirmativas:

I – O valor da constante de acidez (Ka) é de 3,2 x 10-4, aproximadamente, nas condições descritas.

II – O pH da solução é aproximadamente 3,76.

III – A adição de ácido clorídrico deslocaria o equilíbrio no sentido do reagente.

IV – A adição de hidróxido de sódio à solução promoveria um aumento no valor do Ka.

Das afirmativas feitas, estão corretas apenas

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

72Q863121 | Matemática, Progressão Aritmética, Aprendizes Marinheiros, AMAN, Marinha do Brasil, 2021

Em uma loja de eletroeletrônicos, um aparelho de R$ 1450,00, na virada do mês, passou a custar R$ 1740,00. O preço desse aparelho teve um aumento de:  

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

73Q862152 | Português, Interpretação de texto, AMAN, AMAN, 2020

Texto associado.

Sobre a importância da ciência

Parece paradoxal que, no início deste milênio, durante o que chamamos com orgulho de “era da ciência”, tantos ainda acreditem em profecias de fim de mundo. Quem não se lembra do bug do milênio ou da enxurrada de absurdos ditos todos os dias sobre a previsão maia de fim de mundo no ano 2012?

Existe um cinismo cada vez maior com relação à ciência, um senso de que fomos traídos, de que promessas não foram cumpridas. Afinal, lutamos para curar doenças apenas para descobrir outras novas. Criamos tecnologias que pretendem simplificar nossas vidas, mas passamos cada vez mais tempo no trabalho. Pior ainda: tem sempre tanta coisa nova e tentadora no mercado que fica impossível acompanhar o passo da tecnologia.

Os mais jovens se comunicam de modo quase que incompreensível aos mais velhos, com Facebook, Twitter e textos em celulares. Podemos ir à Lua, mas a maior parte da população continua mal nutrida.

Consumimos o planeta com um apetite insaciável, criando uma devastação ecológica sem precedentes. Isso tudo graças à ciência? Ao menos, é assim que pensam os descontentes, mas não é nada disso.

Primeiro, a ciência não promete a redenção humana. Ela simplesmente se ocupa de compreender como funciona a natureza, ela é um corpo de conhecimento sobre o Universo e seus habitantes, vivos ou não, acumulado através de um processo constante de refinamento e testes conhecido como método científico.

A prática da ciência provê um modo de interagir com o mundo, expondo a essência criativa da natureza. Disso, aprendemos que a natureza é transformação, que a vida e a morte são parte de uma cadeia de criação e destruição perpetuada por todo o cosmo, dos átomos às estrelas e à vida. Nossa existência é parte desta transformação constante da matéria, onde todo elo é igualmente importante, do que é criado ao que é destruído.

A ciência pode não oferecer a salvação eterna, mas oferece a possibilidade de vivermos livres do medo irracional do desconhecido. Ao dar ao indivíduo a autonomia de pensar por si mesmo, ela oferece a liberdade da escolha informada. Ao transformar mistério em desafio, a ciência adiciona uma nova dimensão à vida, abrindo a porta para um novo tipo de espiritualidade, livre do dogmatismo das religiões organizadas.

A ciência não diz o que devemos fazer com o conhecimento que acumulamos. Essa decisão é nossa, em geral tomada pelos políticos que elegemos, ao menos numa sociedade democrática. A culpa dos usos mais nefastos da ciência deve ser dividida por toda a sociedade. Inclusive, mas não exclusivamente, pelos cientistas. Afinal, devemos culpar o inventor da pólvora pelas mortes por tiros e explosivos ao longo da história? Ou o inventor do microscópio pelas armas biológicas?

A ciência não contrariou nossas expectativas. Imagine um mundo sem antibióticos, TVs, aviões, carros. As pessoas vivendo no mato, sem os confortos tecnológicos modernos, caçando para comer. Quantos optariam por isso?

A culpa do que fazemos com o planeta é nossa, não da ciência. Apenas uma sociedade versada na ciência pode escolher o seu destino responsavelmente. Nosso futuro depende disso.

Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College (EUA)

 

Depois de ler o texto, compreende-se que a importância da ciência está, principalmente, em poder

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

74Q861837 | Português, Cadetes do Exército, AMAN, AMAN, 2022

Texto associado.

Assiste à demolição


– Morou mais de vinte anos nesta casa? Então vai sentir “uma coisa” quando ela for demolida. Começou a demolição. Passando pela rua, ele viu a casa já sem telhado, e operários, na poeira, removendo caibros. Aquele telhado que lhe dera tanto trabalho por causa das goteiras, tapadas aqui, reaparecendo ali. Seu quarto de dormir estava exposto ao céu, no calor da manhã. Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula, e a cobertura de ramos de buganvília – dois troncos subindo do pátio lá embaixo e enchendo de florinhas vermelhas o chão de ladrilho, onde gatos da vizinhança amavam fazer sesta e surpreender tico-ticos.

Passou nos dias seguintes e viu o progressivo desfazer-se das paredes, que escancarava a casa de frente e de flancos jogando-a por assim dizer na rua. Os marcos das portas apareciam emoldurando o vazio. O azul e as nuvens circulavam pelos cômodos, em composição surrealista. E o pequeno balcão da fachada, cercado de ar, parecia um mirante espacial, baixado ao nível dos míopes.

A demolição prosseguiu à noite, espontaneamente. Um lanço de parede desabou sozinho, para fora do tapume, quando já cessara na rua o movimento dos lotações. Caiu discreto, sem ferir ninguém, apenas avariando – desculpem – a rede telefônica.

A casa encolhera-se, em processo involutivo. Já agora de um só pavimento, sem teto, aspirava mesmo à desintegração. Chegou a vez da pequena sala de estar, da sala de jantar com seu lambri envernizado a preto, que ele passara meses raspando a poder de gilete, para recuperar a cor da madeira.

E a vez do escritório, parte pensante e sentinte de seu mecanismo individual, do eu mais íntimo e simultaneamente mais público, eu de gavetas sigilosas, manuseadas por um profissional da escrita. De todo o tempo que vivera na casa, fora ali que passara o maior número de horas, sentado, meio corcunda, desligado de acontecimentos, ouvindo, sem escutar, rumores que chegavam de outro mundo – cantoria de bêbados, motor de avião, chorinho de bebê, galo na madrugada.

E não sentiu dor vendo esfarinharem-se esses compartimentos de sua história pessoal. Nem sequer a melancolia do desvanecimento das coisas físicas. Elas tinham durado, cumprido a tarefa. Chega o instante em que compreendemos a demolição como um resgate de formas cansadas, sentença de liberdade. Talvez sejamos levados a essa compreensão pelo trabalho similar, mais surdo, que se vai desenvolvendo em nós. E não é preciso imaginar a alegria de formas novas, mais claras, a surgirem constantemente de formas caducas, para aceitar de coração sereno o fim das coisas que se ligaram à nossa vida.

Fitou tranquilo o que tinha sido sua casa e era um amontoado de caliça e tijolo, a ser removido. Em breve restaria o lote, à espera de outra casa maior, sem sinal dele e dos seus, mas destinada a concentrar outras vivências. Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços, e tudo era como devia ser, sem ilusão de permanência.

Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. 12. ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1979.

Vocabulário
caibro s.m. elemento estrutural de um telhado, geralmente peças de madeira que se dispõem da cumeeira ao frechal, a intervalos regulares e paralelas umas às outras, em que se cruzam e assentam as ripas, frequentemente mais finas e compridas, e sobre as quais se apoiam e se encaixam as telhas

pérgula s. f. espécie de galeria coberta de barrotes espacejados assentados em pilares, geralmente guarnecida de trepadeiras

buganvília s.f. designação comum às plantas do gênero bougainvillea, trepadeira, muito cultivadas como ornamentais

de flanco s. m. pela lateral

marco s. m. parte fixa que guarnece o vão de portas e janelas, e onde as folhas destas se encaixam,

lambri s. m. revestimento interno de parede, usado com fim decorativo ou para proteger contra frio, umidade ou barulho; feito de madeira, mármore, estuque, numa só peça ou composto por painéis, que vão
até certa altura ou do chão ao teto (mais usado no plural)

caliça s.f. conjunto de resíduos de uma obra de alvenaria demolida ou em desmoronamento, formado por pó ou fragmentos dos materiais diversos do reboco (cal, argamassa ressequida) e de pedras, tijolos desfeitos
prendendo-se por meio de dobradiças

tapume s. m. cerca ou vala guarnecida de sebe que defende uma área; anteparo, geralmente de madeira, com que se veda a entrada numa área, numa construção

lote s. m. porção de terra autônoma que resulta de loteamento ou desmembramento; terreno de pequenas dimensões, urbano ou rural, que se destina a construções ou à pequena agricultura

Fonte: HOUAISS, A. e Villar, M. de S. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Elaborado no Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro. Objetiva, 2009.

No trecho “Ao fundo, no terraço, tinham desaparecido as colunas da pérgula…”, a preposição presente no termo sublinhado encontra o mesmo emprego, quanto à relação de sentido, na preposição presente no termo sublinhado na sentença da alternativa

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

75Q863117 | Matemática, Progressão Aritmética, Aprendizes Marinheiros, AMAN, Marinha do Brasil, 2021

Dadas as progressões aritméticas A: ( 2,x,8), B: (5,y,11) e C: (8,z,14). Determine a soma dos seis primeiros termos da PA (x,y,z...) e marque a opção correta

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

76Q862169 | Inglês, Interpretação de Textos em Inglês, AMAN, AMAN, 2020

Texto associado.

Computer says no: Irish vet fails oral English test needed to stay in Australia

Louise Kennedy is an Irish veterinarian with degrees in history and politics – both obtained in English.She is married to an Australian and has been working in Australia as an equine vet on a skilled worker visa for the past two years. As a native English speaker, she has excellent grammar and a broad vocabulary, but has been unable to convince a machine she can speak English well enough to stay in Australia.

But she is now scrambling for other visa options after a computer-based English test – scored by a machine – essentially handed her a fail in terms of convincing immigration officers she can fluently speak her own language.

Earlier this year, Kennedy decided she would seek permanent residency in Australia. She knew she would have to sit a mandatory English proficiency test but was shocked when she got the results. While she passed all other components of the test including writing and reading, (...). She got 74 when the government requires 79. “There’s obviously a flaw in their computer software, when a person with perfect oral fluency cannot get enough points,” she said.

The test providers have categorically denied there is anything wrong with its computer-based test or the scoring engine trained to analyse candidates’ responses. “We do not offer a pass or a fail, simply a score and the immigration department set the bar very high for people seeking permanent residency”, they say.

Kennedy, who is due to have a baby in October, says she will now have to pursue a bridging visa, while she seeks a more expensive spouse visa so she can remain with her Australian husband.

Adapted from https://www.theguardian.com/australia-news/2017/aug/08/computer-says-no-irish-vet-fails-oral-english-test-needed-to-stay-in-australia

Which one from the underlined verbs in the text conveys a different verb tense?

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

77Q862192 | História do Brasil, Conhecimentos de História do Brasil, AMAN, 2022

No contexto da descolonização do continente africano, uma das últimas regiões a conquistar independência foi a que se encontrava sob dominação portuguesa. Pode-se dizer que o estopim do processo de libertação dessas colônias portuguesas, em meados da década de 1970, foi

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

78Q863137 | Português, Interpretação de Texto, Aprendizes Marinheiros, AMAN, Marinha do Brasil, 2019

Texto associado.

A “sociedade do espetáculo” mostrou seu caráter de sensacionalidade. [...] Hoje, não somos mais apenas regidos por imagens, mas verdadeiramente dominados em nosso corpo, por meio de sensações que nos atingem de fora para dentro. [...]

O capitalismo descobriu o mundo da sensação e passou a reger a vida em sociedade, por meio da administração dos sentidos, de táticas de excitação. Vivemos, como ratos de laboratório, frangos criados sob lâmpadas, excitados peio cinema e pela televisão que nos capturam e acomodam ao seu sistema. Em termos bem simples, vivemos ansiosos, nervosos, [...] e, sobretudo, loucos por emoções. Nas telas de celular, cultuamos a comunicação vazia, vivemos a emissão de expressão deturpada. Viciados em telinhas à mão, coisa que aprendemos com as grandes telas de cinema e televisão, sem consciência de que a excitação cura a excitação. A substância que nos tira a paz é a mesma que nos traz a paz, como nos ensina qualquer vício. Estresse digital será a doença do futuro.

A “sociedade fissurada", em sentido filosófico, se define pela relação com o absoluto que se dá tanto por meio das drogas como substâncias físicas, quanto com Deus e outras idéias que se apresentam como substâncias metafísicas. Nesse contexto, estamos todos “chapados” porque, se estamos fissurados, isso quer dizer que, se havia algo, ele escapa pela fissura. Não temos como “reter" alguma coisa; por exemplo, nosso eu. Chapados, somos uma superfície plana quando antes éramos um organismo com alguma coisa dentro, quem sabe a alma.

O preconceito tem a estrutura de nossa relação com a substância, dependemos dele, ficamos como que viciados em idéias e discursos prontos que não passam pelo crivo da reflexão. Repetimos compulsivamente idéias prontas como quem busca o incomparável prazer da primeira vez. O prazer da linguagem que, desacompanhado de pensamento, não existe. Caímos no uso abusivo da linguagem como se ela não gerasse comprometimentos e responsabilidades. [...] 

Como um grande platô por onde tudo escorrega, a sociedade atual tem um caráter chapado reproduzido em seus indivíduos. As “platitudes” fazem sucesso como mercadoria e serviços: da autoajuda às músicas e filmes da indústria cultural que nada dizem, todos estão apaixonados, emocionados com clichês. O procedimento de copy-paste é o que comanda o mundo da linguagem sem idéias que sustenta as redes sociais e a televisão. O sujeito da sociedade chapada é sem fundo e sem relevo, sem dobras nem reentrâncias. Um sujeito do "irrelevante" transformado em capital. A intimidade, a interioridade, a alma, que dependiam da ideia de profundidade, tornaram-se assuntos caducos. Só o estilo, o fashion, o cool definem seu sentido. Desatentos a esses acontecimentos, nos tornamos escorregadios. Deixamos para trás o caráter que, na era anterior, foi forjado a duras penas.

O consumismo torna-se o padrão de toda ação, até dos atos de fala. A reprodutibilidade sem fim de pensamentos vazios, de emoções e ações cuja função é apenas perpetuar o sistema, tudo o que possa evitar o questionamento - ele mesmo um perfurador de superfícies - é o que nos resta.

TIBURI, Mareia. Chapados: sobre o uso abusivo da linguagem. Disponível em . Acesso em 05 nov, 2018. Com adaptações. 

Fissura - 1. pequena abertura longitudinal em fenda, rachadura, sulco. 2. Ter grande apego ou paixão por; ficar apaixonado por. copy-paste - copiar e colar, cool - legal, bacana. Platô -1 - Palco de um teatro. 2 - Estúdio de cinema ou de televisão. 3 - Planalto.

Que outra passagem do texto expressa ideia semelhante a “Repetimos compulsivamente idéias prontas como quem busca o incomparável prazer da primeira vez." (4°§)? 

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

79Q861866 | História, Cadete do Exército, AMAN, AMAN, 2021

No processo de descolonização da África, no contexto da Guerra Fria, os movimentos nacionalistas antagônicos que surgiram naquele continente, alinhados com o capitalismo ou com o socialismo, frequentemente recebiam apoio externo. Em Moçambique, após sua independência, surgiu a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), apoiada

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

80Q862191 | História do Brasil, Conhecimentos de História do Brasil, AMAN, 2022

O Renascimento ou Renascença, movimento de inspiração humanista que se desenvolveu entre os séculos XV e XVI, surgiu na Itália e expandiu-se por várias partes da Europa. Assim como nas artes, a ciência europeia passou por um impulso inovador nesse período. Refutando a Teoria Geocêntrica, surgiu o Heliocentrismo, teoria desenvolvida pelo sacerdote católico e astrônomo

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.