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Questões de Concursos CESMAC

Resolva questões de CESMAC comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


321Q678688 | Português, Análise sintática, Prova de Medicina20201 1° DIA, CESMAC, CEPROS, 2019

Texto associado.


Se você parar para pensar...


1. Na correria do dia a dia, o urgente não vem deixando tempo para o importante. Essa constatação, carregada de estranha obviedade, obriga-nos quase a tratar como uma circunstância paralela e eventual aquela que deve ser considerada a marca humana por excelência: a capacidade de reflexão e consciência. Aliás, em alguns momentos, as pessoas usam até uma advertência (quando querem afirmar que algo não vai bem): “Se você parar para pensar...”

2. Por que parar para pensar? Será tão difícil pensar enquanto continua fazendo outras coisas ou, melhor ainda, seria possível fazer sem pensar e, num determinado momento, ter de parar? Ora, pensar é uma atitude contínua, e não um evento episódico! Não é preciso parar – nem se deve fazê-lo – sob pena de romper com nossa liberdade consciente.

3. O escritor francês Anatole França, um mestre da ironia e do ceticismo, dizia: “O pensamento é uma doença peculiar de certos indivíduos, que, ao propagar-se, em breve acabaria com a espécie”.

4. Talvez “pensar mais” não levasse necessariamente ao “término da espécie”, mas, com muita probabilidade, dificultaria a presença daqueles, no mundo dos negócios e da comunicação, que só entendem e tratam as pessoas como consumidores vorazes e insanos. Talvez, um “pensar mais” nos levasse a gritar que basta de tantos imperativos. Compre! Olhe! Veja! Faça! Leia! Sinta! E a vontade própria e o desejo sem contornos? E a liberdade de decidir, escolher, optar, aderir? Será um basta do corpo e da mente que já não mais aguentam tantas medicinas, tantas dietas compulsórias, tantas ordens da moda e admoestações da mídia; corpo e mente que carecem, cada dia mais, de horas de sono complementares, horas de lazer suplementares e horas de sossego regulamentares, quase esgotados na capacidade de persistir, combater e evitar o amortecimento dos sentidos e dos sonhos pessoais e sinceros. Essa demora em “pensar mais”, esse retardamento da reflexão como uma atitude continuada e deliberada, vem produzindo um fenômeno quase coletivo: mais e mais pessoas querendo desistir, com vontade imensa de mudar de vida, transformar-se, livrando-se das pequenas situações que as torturam, que as amarguram, que as esvaem. Vêm à tona impulsos de romper as amarras da civilização e partir, céleres, em direção ao incerto, ao sedutor repouso oferecido pela irracionalidade e pela inconsequência. Cansaço imenso de um grande sertão com diminutas veredas? (...)

5. Pouco importa, dado que ser humano é ser capaz de dizer “não” ao que parece não ter alternativa. Apesar dos constrangimentos e da tentativa de sequestro da nossa subjetividade, pensar não é, de fato, crime e, por isso, não se deve parar.

(CORTELLA, Mário Sérgio. Folha de S. Paulo, maio de 2001. Adaptado)

Observe o trecho: “Pouco importa, dado que ser humano é ser capaz de dizer “não” ao que parece não ter alternativa. Apesar dos constrangimentos e da tentativa de sequestro da nossa subjetividade, pensar não é, de fato, crime”. Uma análise da conclusão do Texto 1 (parágrafo 5) nos revela que constam, em suas linhas, respectivamente, uma declaração.
1) adversativa e outra com ideia de causa. 2) causal e outra com ideia de tempo. 3) explicativa e outra concessiva. Está(ão) correta(s):
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322Q947756 | Arquivologia, Interpretação de Textos, Prova de Medicina20192 1° DIA, CESMAC, CEPROS, 2019

Texto associado.
O QUE OS BRASILEIROS SABEM (E NÃO SABEM) SOBRE DIABETES


(1) O Brasil ocupa o quarto lugar entre os países com mais diabéticos no mundo. São ao redor de 12,5 milhões de cidadãos convivendo com a doença. Em meio a esse contingente, estima-se que 40% das pessoas desconheçam seu diagnóstico e menos de 30% não estejam com a glicemia controlada. Isso tudo leva a uma série de complicações, capazes de encurtar a expectativa de vida. Hoje, o diabetes já figura como a terceira causa de morte no Brasil.
(2) Claro que há boa notícia em meio a essa história. Os avanços tecnológicos envolvendo profissionais e novas medicações, além de outros fatores, vêm permitindo a um número crescente de brasileiros botar as rédeas sobre o diabetes. Mas, é preciso ter em mente que o país possui 14 milhões de pré-diabéticos, pessoas que, se nada for feito, irão inflacionar todas as estatísticas apresentadas até aqui.
(3) Significa um desafio dos grandes, não? E como é que vamos enfrentá-lo e solucioná-lo? Ora, com doses cavalares de informação e de conscientização. Essas são as razões que conduziram uma pesquisa inédita, para descobrir o que os brasileiros sabem e não sabem sobre diabetes.
(4) “Um dos achados mais relevantes é que parte expressiva dos entrevistados não têm uma percepção da gravidade do problema”, analisa um dos pesquisadores. Outro dado que chama a atenção é que a população teme mais certas complicações da doença - como cegueira e amputação - do que os males cardiovasculares. As pessoas ainda não se conscientizaram de que a principal causa de morte entre os diabéticos são os problemas do coração.
(5) Há um longo trabalho pela frente tanto para os profissionais de saúde como para a sociedade, de disseminar informação qualificada e convencer as pessoas a se cuidarem. Isso ajudaria a reverter situações, como o déficit na realização de exames preventivos, o que foi apontado na pesquisa.
(6) A maioria dos entrevistados acredita que adotar hábitos saudáveis é determinante para o controle da doença. Há uma grande relação entre diabetes e alimentação. A pesquisa ressalta a necessidade de os pacientes contarem com uma orientação nutricional mais consistente, calcada em evidências e não em dietas mirabolantes. Reforça ainda o papel do médico e de outros profissionais na adesão dos pacientes ao plano terapêutico e a um estilo de vida longe do sedentarismo. Na realidade, toda a sociedade precisa acordar e se engajar para superar os desafios do diabetes.

(Saúde. Abril. Com.Br. agosto de 2018, p. 58-63. Adaptado)
A compreensão de um texto depende, entre outros fatores, de sua composição, ou seja, de seu tipo e gênero. O Texto 1 tem os distintivos óbvios de:
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323Q947782 | História e Geografia de Estados e Municípios, Prova de Medicina20192 1° DIA, CESMAC, CEPROS, 2019

Em Maceió, os denominados “africanos livres” foram utilizados, sobretudo, como mão de obra subalterna em repartições do poder público. Essa categoria de trabalhadores, criada pelo Parlamento imperial brasileiro, em 1831, era composta por
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324Q947784 | Conhecimentos Gerais, Prova de Medicina20192 1° DIA, CESMAC, CEPROS, 2019

Entre as décadas de 1930 e 1960, no Brasil, o Rádio e o Cinema constituíram-se os veículos mais populares de informação, entretenimento e difusão cultural. O sucesso obtido por esses meios está relacionado, entre outras coisas:
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325Q681051 | Química, Representação das transformações químicas, Dia 2, CESMAC, CEPROS, 2018

O fluido estomacal é constituído de ácido clorídrico (HCl) e enzimas, em um pH ~ 2. Uma das alternativas para aliviar o mal-estar gerado pelo excesso de acidez estomacal é a utilização de antiácidos. Um dos antiácidos mais utilizados é o bicarbonato de potássio (NaHCO3). A reação química está descrita abaixo:
HCl(aq) + NaHCO3(aq) → NaCl(aq) + H2O(l) + CO2(g)
Considerando o volume de 1,0 L de fluido estomacal constituído somente por solução de HCl em pH 2, qual a massa aproximada de NaHCO3 necessária para aumentar o pH para 3?
Dados: Massas molares em g.mol−1 : H = 1; C = 12; O = 16; Na = 23; Cl = 35.
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326Q681058 | Matemática, Sistema de Unidade de Medidas, Dia 2, CESMAC, CEPROS, 2018

O fentanil é uma medicação usada como anestésico para o combate à dor, junto com outros medicamentos. A um paciente foram receitadas 5,5 mg de fentanil por hora. O fentanil está disponível na concentração de 250 mg por 500 ml de solução. Quantos ml da solução devem ser administrados, por hora, ao paciente?
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327Q681077 | Arquivologia, Interpretação de Textos, Dia 1, CESMAC, CEPROS, 2018

Texto associado.

A geografia linguística no Brasil


É por meio da língua que o homem expressa suas ideias, as ideias de sua geração, as ideias da comunidade a que pertence, as ideias de seu tempo. A todo instante, utiliza-a de acordo com uma tradição que lhe foi transmitida, e contribui para sua renovação e constante transformação. Cada falante é, a um tempo, usuário e agente modificador de sua língua, nela imprimindo marcas geradas pelas novas situações com que se depara.

Nesse sentido, pode-se afirmar que, na língua, se projeta a cultura de um povo, compreendendo-se cultura no seu sentido mais amplo, aquele que abarca “o conjunto dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade”, segundo o novo Aurélio. (...)

Ao falar, um indivíduo transmite, além da mensagem contida em seu discurso, uma série de dados que permite a um interlocutor atento não só depreender seu estilo pessoal, mas também filiá-lo a um determinado grupo.

A entonação, a pronúncia, a escolha vocabular, a preferência por determinadas construções frasais, os mecanismos morfológicos que são peculiares a determinado usuário podem servir de índices que identifiquem: a) o país ou a região de que se origina; b) o grupo social de que faz parte (seu grau de instrução, sua faixa etária, seu nível socioeconômico, sua atividade profissional); c) a situação (formal) ou (informal) em que se encontra. (...)

O Brasil, em decorrência do processo de povoamento e colonização a que foi submetido bem como das condições em que se deu sua independência política e seu posterior desenvolvimento, apresenta grandes contrastes regionais e sociais, estes últimos perceptíveis mesmo em grandes centros urbanos, em cuja periferia se concentram comunidades mantidas à margem do progresso.

Um retrato fiel, atual, de nosso país teria de colocar lado a lado: executivos de grandes empresas; técnicos que manipulam, com desenvoltura, o computador; operários de pequenas, médias e grandes indústrias; vaqueiros isolados em latifúndios; cortadores de cana; pescadores artesanais; plantadores de mandioca em humildes roças; viajantes que comerciam pelo sertão; indígenas aculturados. (...)

Detentores de antigos costumes portugueses aqui reelaborados pelo contato com outra terra e outras gentes ou, já em acelerado processo de mestiçagem étnica e linguística, esquecidos das origens, esses homens e mulheres guardam, na sua forma de expressão oral, as marcas de nossa identidade linguístico-cultural e a resposta a muitas indagações e a diversas hipóteses sobre a história e o estado atual do português do Brasil.


(Sílvia F. Brandão. A geografia linguística no Brasil. São Paulo: Ática, 1991. p.5-17. Adaptado)

Em: “O Brasil, em decorrência do processo de povoamento e colonização a que foi submetido bem como das condições em que se deu sua independência política e seu posterior desenvolvimento, o segmento destacado tem um sentido de:
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328Q681114 | Sociologia, Dia 1, CESMAC, CEPROS, 2018

'Herança Social', conforme entendida e conceituada na disciplina acadêmica denominada ‘Sociologia’, deve definir-se como:
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329Q947616 | Português, Interpretação de Textos, Conhecimentos Gerais, CESMAC, VUNESP, 2018

Texto associado.
TEXTO 1


A realidade da saúde no Brasil.


(1) A crise da saúde no Brasil vem de longa data e continua presente. Frequentemente, nos deparamos com notícias de filas de pacientes nos hospitais públicos, além da falta de leitos, equipamentos etc. E, no meio da crise, está a população que precisa de atendimento, e estão os médicos que, quase sempre, atuam em condições precárias.
(2) Independente do jogo de empurra-empurra, há escassez de recursos financeiros, materiais e humanos, para manter os serviços de saúde operando com eficiência. Problemas, como atraso no repasse dos pagamentos do Ministério da Saúde, baixos valores pagos pelo SUS aos procedimentos médico-hospitalares consolidam o entrave no setor. O mundo econômico da saúde é cruel. Segundo estatísticas oficiais, são gastos R$ 31 bilhões para cuidar de 35 milhões de segurados, enquanto todo o SUS, para suprir o direito à saúde de mais de 145 milhões de brasileiros, gasta quase a mesma quantia. Por essas razões, nos encontramos no 124º lugar no ranking da OMS em qualidade de saúde.
(3) É difícil para qualquer especialista apontar apenas um motivo para tal crise. Mesmo com a evolução do contexto político-social pelo qual o Brasil passou, pouco mudou. Na realidade, em 500 anos de Brasil, independentemente do regime vigente, a saúde nunca ocupou lugar de destaque. Só se olhou atentamente para o setor quando certas epidemias representaram eminentes ameaças à sociedade.
(4) É assim desde o Brasil Colônia, quando o país não dispunha de um modelo de atenção à saúde e nem mesmo do interesse em criá-lo, por parte do governo colonizador. As noções empíricas (a cargo dos curandeiros) eram a opção. Com a vinda da família real ao Brasil, se fez necessária a organização de uma estrutura sanitária mínima, capaz de dar suporte ao poder que se instalava no Rio de Janeiro. A carência de médicos no Brasil Colônia e no Brasil Império era enorme. Para se ter uma ideia, no Rio, em 1789, só existiam quatro médicos exercendo a profissão. Em outros estados, eram mesmo inexistentes, o que fez com que proliferassem pelo país os Boticários, a quem cabia a manipulação das fórmulas prescritas pelos médicos.
(5) Veio a República, e o Brasil continuou o mesmo. No início do século passado, a cidade do Rio apresentava um quadro sanitário caótico, com doenças graves que acometiam a população, como varíola, malária e febre amarela. Isso gerou sérias consequências tanto para a saúde coletiva quanto para o comércio exterior, já que navios estrangeiros evitavam atracar no porto do Rio. Poderíamos escrever muito mais sobre o tema e chegaríamos à mesma conclusão: em pleno século XXI, no Brasil, pouco se evoluiu em política de saúde.
(6) Dados do Conselho Federal de Medicina revelam que a má distribuição de médicos no país ainda persiste. São 65,9% deles atuando nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentra apenas cerca de 25% da população.
(7) É a saúde continuando um sistema embrionário e contraditório, pois nos destacamos mundialmente por nossas pesquisas pioneiras, no combate a Aids, por exemplo, mas não conseguimos dar atendimento básico à maioria do povo.
Disponível em: https://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/artigo/1466/a-realidadesaude-brasil.

Admita uma solução aquosa de sulfato de ferro(II) que passoupor um processo de eletrólise durante duas horas, empregando-se uma corrente elétrica com intensidade (i) de 5 A, e asemirreação a seguir:


Fe2 + (aq) + 2e-Fe(s)


Considerando a Constante de Faraday = 96 500 C/mol,1 hora= 3 600 s e massa molar do ferro (Fe) = 56 g/mol, amassa aproximada de ferro metálico que pode ser depositadano cátodo, nessas condições, é

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330Q686003 | Inglês, Processo Seletivo Tradicional 20191 AGRESTE, CESMAC, CEPROS, 2018

Texto associado.
Read the text below and answer the following question.


Do tweens and teens believe “fake news”?


Let's be clear: "Fake news" has always existed. From P.T. Barnum to Ripley's Believe It or Not to supermarket tabloids, selling outrageous ideas has long been a part of our culture. Most kids can tell the difference between the shocking stories they see in the checkout line and the more evenhanded reporting they see on the local TV news.

But today's fake online news sources so closely mimic real news that it's challenging even for adults to discern what's real and what's fake. Also, kids have less experience in and context for evaluating news sources, so certain words or images that might immediately tell an adult that something is fake or biased might not have the same effect on kids.

According to Common Sense Media's report, News and America's Kids: How Young People Perceive and Are Impacted by the News, less than half of kids agree that they know how to tell fake news stories from real ones. When it comes to online news, the stats reveal a serious lack of faith:

Only about one in four kids who gets news online think that news posted online is "very accurate."

Only seven percent think news by people they don't know well is "very accurate."

Tweens are more likely than teens to think that news posted online is "very accurate."

The good news is that kids who get news from social media sites are trying to be careful readers. Most kids who get their news from social media say they pay "a lot" or "some" attention to the source the link on social media takes them to. And the majority who get news online say that when they come across information in a news story that they think is wrong, they "sometimes" or "often" try to figure out whether or not it's true.

Adaptado de: < https://www.commonsensemedia.org/news-andmedia-literacy/do-tweens-and-teens-believe-fake-news> Acessado em 19 de outubro de 2018.
Considerado o “príncipe dos poetas de Alagoas”, Jorge de Lima começou a sua vida escrevendo poemas parnasianos. Depois, enamorou-se pelo regionalismo de Gilberto Freyre e, a partir dos anos de 1930, buscou, junto com o poeta mineiro Murilo Mendes, “restaurar a poesia em Cristo”. No entanto, em 1952, Jorge de Lima escreveu aquele que é considerado o seu mais importante poema: “Invenção de Orfeu”. Esse poema é:
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331Q939514 | Química, Eletroquímica Oxirredução, Prova de Medicina20201 2° DIA, CESMAC, CEPROS, 2019

Adornos, como colares e brincos, fazem parte da cultura humana por questões estéticas, de religião ou sociais. Atualmente, as bijuterias são os adornos mais vendidos, constituídos de zinco, cobre e em alguns casos níquel, que provoca alergia em aproximadamente 10% dos usuários. Uma alternativa é o recobrimento destes materiais com metais nobres, como prata, ouro e ródio, para aumentar seu brilho, valor agregado e evitar alergia. Durante o processo de recobrimento de uma bijuteria, sabe-se que a cada coulomb de carga aplicada, 1 mg de prata é depositada sobre um colar. Qual será a massa de prata depositada após aplicação de 5,0 A, durante um período de 1 hora?
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332Q939525 | Matemática, Sistema de Unidade de Medidas, Prova de Medicina20201 2° DIA, CESMAC, CEPROS, 2019

Se, quando x mililitros de água são adicionados a p mililitros de uma solução com p% de ácido, com p > 5, obtemos uma solução com (p – 5)% de ácido, qual o valor de x, em mililitros?
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333Q947775 | Inglês, Prova de Medicina20192 1° DIA, CESMAC, CEPROS, 2019

Texto associado.

How Sleep Strengthens Your Immune System


Numerous studies have reported the benefits of a good night’s sleep, and now researchers from Germany have found that sound sleep improves immune cells known as T cells.

“T cells are a type of… immune cells that fight against intracellular pathogens, for example virus-infected cells such as flu, HIV, herpes, and cancer cells,” Stoyan Dimitrov, PhD, told Healthline.

The study found a new mechanism through which sleep can assist the immune system.

“We show that the stress hormones adrenaline and noradrenaline and pro-inflammatory molecules prostaglandins inhibit the stickiness of a class of adhesion molecules called integrins,” Dr. Dimitrov said. “Because the levels of adrenaline, noradrenaline, and prostaglandins are low during sleep time, the stickiness of the integrins is stronger. This stickiness is important because in order for T cells to kill virus-infected cells or cancer cells, they need to get in direct contact with them, and the integrin stickiness is known to promote this contact.”

When cells in the body recognize a virally infected cell, they activate integrins, a sticky type of protein, that then allows them to attach to and kill infected cells.

The researchers compared T cells from healthy volunteers who either slept or stayed awake all night.

They found that in the study participants who slept, their T cells showed higher levels of integrin activation than in the T cells of those who were awake.

The findings indicate that sleep has the potential to improve T cell functioning. For people who get poor sleep, stress hormones may inhibit the ability of T cells to function as effectively.

Less than five hours sleep per night on a regular basis is associated with higher mortality, and having less than seven hours sleep for three nights in a row has the same effect on the body as missing one full night of sleep.

Poor sleep can increase inflammation, blood pressure, insulin resistance, cortisol, weight gain, and cardiovascular disease, as well as decrease blood sugar regulation.

Despite numerous studies proving the negative health impacts of poor sleep, experts say many people still don’t prioritize getting enough sleep.


Adaptado de: <https://www.healthline.com/health-news/how-sleepbolsters-your-immune-system#The-bottom-line> Acessado em 21 de fevereiro de 2019.

A new research study has found that
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334Q681063 | Matemática, Razão e Proporção e Números Proporcionais, Dia 2, CESMAC, CEPROS, 2018

As soluções X e Y contêm somente os compostos A e B, nas razões de 2 : 3 e 1 : 2, respectivamente. Se a solução Z é obtida misturando X e Y na razão de 3 : 11, então, quantos ml do composto A estão presentes em 2.520 ml da solução Z?
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335Q947825 | Química, Estudo da matéria substâncias, Prova de Medicina20192 2° DIA, CESMAC, CEPROS, 2019

O enxofre apresenta duas formas alotrópicas principais, a forma ortorrômbica e a forma monoclínica. A forma ortorrômbica possui densidade igual a 2,08 g.cm-3 , enquanto a forma monoclínica possui densidade igual a 1,96 g.cm-3 . Sabendo que a reatividade dos alótropos do enxofre é semelhante, uma porção de mesma massa de cada um dos alótropos é colocada a reagir com porções iguais de oxigênio. As moléculas resultantes da reação, entre os alótropos de enxofre e o oxigênio, serão:
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336Q681081 | Português, Interpretação de Textos, Dia 1, CESMAC, CEPROS, 2018

Texto associado.

Nós, os brasileiros.


Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil.

Como sempre, eles falam da floresta amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores e olhos de serpentes hirtas acariciando esses corpos como dedos amorosos”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos. Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade.

Nas minhas idas ao Exterior, onde convivi, sobretudo com escritores, professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta –, fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos.

– A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma Universidade americana famosa: – Mas a senhora é loira!

Depois de ler, num Congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um de meus romances traduzidos em inglês, ouvi de um senhor, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos:

– Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas!

Pior ainda, no Canadá, alguém exclamou incrédulo:

– Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras?

A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece livro brasileiro, pois não fala nem de plantas, nem de índios, nem de bichos.”

Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também é culpa nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico.

Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa, e televisões mostrando carnaval, futebol, praias e ... matos.

E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens neuróticos, me senti tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso.

E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, me fazem menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa!


(Lya Luft. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 49-51)

Frente aos comentários que ouvia em seus diferentes contatos, o sentimento que a autora revela é de:
1) inconformidade; executa seu ofício mas com uma oculta disposição para “inserir ali um grãozinho de realidade”. 2) desilusão; “mesmo se tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era brasileira”. 3) um certo desapontamento: “me senti tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais”. 4) deslumbramento; “nesta terra de tão surpreendentes misturas!”
Estão corretas as alternativas:
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337Q681098 | História, Período Colonial produção de riqueza e escravismo, Dia 1, CESMAC, CEPROS, 2018

No Brasil colonial, a palavra 'sertão' designava os territórios interioranos e litorâneos (“sertões de dentro” e “sertões de fora"), onde a presença lusa era quase inexistente ou ainda não havia se consolidado. Diante da necessidade de buscar espaços que pudessem produzir novas formas de sustento material e obtenção de lucros, o processo de conquista e colonização dos sertões se deu através de atividades como:
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338Q681099 | História e Geografia de Estados e Municípios, Dia 1, CESMAC, CEPROS, 2018

A cultura algodoeira em Alagoas firmou-se como importante produto de exportação, após a emancipação da província da capitania de Pernambuco, podendo-se admitir que o “boom” da cotonicultura na região esteve associado à:
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339Q947622 | Português, Interpretação de Textos, Prova de Medicina 2018, CESMAC, CEPROS, 2018

Texto associado.

TEXTO 2


A “A língua dos índios é muito rudimentar”


Assim como outros mitos, esse aqui já começa completamente equivocado. Sua formulação já é, de saída, imprópria: não há uma “língua dos índios”. Há, na verdade, diversas línguas indígenas, faladas por diferentes comunidades indígenas. E nenhuma dessas línguas é “rudimentar”, em qualquer sentido que se possa pensar. As línguas indígenas são extremamente complexas – tão complexas quanto qualquer outra língua natural, como o português, o francês, o chinês ou o japonês.

Para tentar desconstruir a primeira parte deste mito (sobre haver apenas uma única “língua dos índios”), precisamos falar um pouco sobre a variedade linguística reinante entre as populações indígenas brasileiras.

Hoje, no Brasil, são faladas cerca de 180 línguas indígenas, por cerca de 220 povos indígenas. Por trás desse número, devo fazer algumas ressalvas. Em primeiro lugar, todo e qualquer método de contagem de línguas é impreciso por natureza, já que os limites entre língua e dialeto são corredios. O critério normalmente utilizado para afirmar que determinada língua é, de fato, uma língua e não um dialeto de uma outra – não é um critério de natureza estritamente linguística, mas de viés marcadamente político. Daí por que, entre os sociolinguistas, se diz que “uma língua é um dialeto com um exército e uma marinha”.

Além de o critério de contagem das línguas, em especial o de línguas indígenas, não ser preciso e uniforme, há ainda a questão que envolve a destruição das culturas indígenas, e, consequentemente, o desaparecimento de suas línguas. Se hoje temos cerca de 180 línguas indígenas faladas no Brasil, estima-se que, em 1500, à época da chegada portuguesa em terras brasileiras, o número era de 1.270 línguas, ou seja, um número sete vezes maior. Além de o número total de línguas ter sido drasticamente reduzido – e, com isso, o número de populações indígenas – todas as línguas indígenas brasileiras podem hoje ser consideradas línguas ameaçadas.

Isso significa que, a cada ano que passa, podemos perder uma língua no país. É uma perda terrível, não só para a linguística, mas para o patrimônio mundial cultural e humano. Quando uma língua deixa de existir, perdemos mais do que um sistema de comunicação complexo e estruturado; perdemos uma maneira de ver e de compreender o mundo.

Gabriel de Ávila Othero.Mitos de Linguagem. São Paulo: Editora Parábola, 2017, p. 109-111. (Adaptado).

O problema tratado no Texto 2 recebe uma abordagem mais ampla, mais relevante e mais humana, pois considera que:
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340Q947630 | Literatura, Escolas Literárias, Prova de Medicina 2018, CESMAC, CEPROS, 2018

Texto associado.

Soneto de fidelidade.

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes.Poesia completa e prosa. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1998, p. 289.


As tendências defendidas por cada período literário estão coerentemente sintetizadas na seguinte alternativa:
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