“Quando os fazendeiros se viram finalmente confrontados,
especialmente em 1887, com fugas em massa e ameaças de
desordem ainda maiores, foram perfeitamente capazes de
substituir facilmente sua população de escravos, cada vez mais
indisciplinados, pelos imigrantes italianos, mais dóceis. Enquanto
se calculava que uns 50.000 escravos eram necessários para a
agricultura cafeeira em São Paulo em meados da década de 1880,
Antônio Prado, um dos arquitetos da imigração, podia anunciar
em maio de 1887, um ano antes da abolição, que de 60.000 a
70.000 imigrantes tinham sido colocados nas fazendas cafeeiras e
sugerir que o limite de capacidade de absorção de mais
trabalhadores pelas fazendas estava sendo atingido. (...) Muitos
fazendeiros paulistas receberam com prazer a abolição (...).”
(HALL, Michael M. Italianos em São Paulo (1880-1920). Anais do
Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo,
n. Tomo XXIX, p. 201-215, 1979, p. 202. Disponível em:
https://revistas.usp.br/anaismp/article/view/216292. Acesso em:
3 jul. 2025)
Conforme discutido pelo texto acima, as elites brasileiras tiveram
que lidar, ao longo do século XIX, com o constante problema da
mão de obra no país. Havia o temor de que o fim da escravidão
traria uma desorganização no mercado de trabalho no Brasil.
Em relação à transição do trabalho escravo para o trabalho livre,
é correto afirmar que:
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