A alma funciona no meu corpo de maneira maravilhosa.
Nele se aloja, certamente, mas sabe bem dele escapar:
escapa para ver as coisas através da janela dos meus
olhos, escapa para sonhar quando durmo, para sobreviver
quando morro. Minha alma durará muito tempo e mais
que muito tempo, quando meu corpo vier a apodrecer.
Viva minha alma! É meu corpo luminoso, purificado,
virtuoso, ágil, móvel, tépido, viçoso; é meu corpo liso,
castrado, arredondado como uma bolha de sabão.
FOUCAULT, M. O corpo utópico, as heterotopias.
São Paulo: Edições N-1, 2013.
Esse texto reforça uma concepção metafísica clássica que
remete a um(a)
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