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Questões de Concursos ESCOLA NAVAL

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301Q1046969 | Matemática, Funções, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha

Considere a equação x2 + bx + c = 0 , onde c representa a quantidade de valores inteiros que satisfazem a inequação |3x - 4| ≤2 . Escolhendo-se o número b, ao acaso, no conjunto { -4, -3,-2, -1,0,1,2,3,4,5} , qual é a probabilidade da equação acima ter raízes reais?
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302Q1046997 | Inglês, Verbos Verbs, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Which of the alternatives below completes the sentence correctly?

(Airport Requirement)Passengers (1) present their valid travel documents and boarding pass at airport security check and at the boarding gate in order to be allowed to board the airplane.
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303Q1046782 | Português, Sintaxe, Segundo Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2019

Texto associado.
TEXTO 01

Leia o texto abaixo e responda à questão.

Felicidade clandestina

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía “As reinações de Narizinho’’, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse peia sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara aadivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "peio tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
LISPECTOR, Clarice. O Primeiro Beijo. São Paulo: Ed. Ática, 1996
Em que opção a função sintática do termo destacado está corretamente indicada?
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304Q1046794 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2019

Texto associado.
Based on the text below, answer the six questions that follow it. The paragraphs of the text are numbered.

If children lose contact with nature they won't fight for it

[1] According to recent research, even if the present rate of global decarbonisation were to double, we would still be on course for 6°C of warming by the end of the century. Limiting the rise to 2°C, which is the target of current policies, requires a six-time reduction in carbon intensity.
[2] A new report shows that the UK has lost 20% of its breeding birds since 1966: once common species such as willow tits, lesser spotted woodpeckers and turtle doves have all but collapsed; even house sparrows have fallen by two thirds. Ash dieback is just one of many terrifying plant diseases, mostly spread by trade. They now threaten our oaks, pines and chestnuts.
[3] While the surveys show that the great majority of people would like to see the living planet protected, few are prepared to take action. This, I think, reflects a second environmental crisis: the removal of children from the natural world. The young people we might have expected to lead the defence of nature have less and less to do with it.
[4] We don't have to undervalue the indoor world, which has its own rich ecosystem, to lament children's disconnection from the outdoor world. But the experiences the two spheres offer are entirely different. There is no substitute for what takes place outdoors, mostly because the greatest joys of nature are unplanned. The thought that most of our children will never swim among phosphorescent plankton at night, will never be startled by a salmon leaping, or a dolphin breaching is almost as sad as the thought that their children might not have the opportunity.
[5] The remarkable collapse of children's engagement with nature - which is even faster than the collapse of the natural world - is recorded in Richard Louv's book Last Child in the Woods, and in a report published recently by the National Trust. Since the 1970s the area in which children may roam without supervision has decreased by almost 90%. In one generation the proportion of children regularly playing in wild places in the UK has fallen from more than half to fewer than one in 10. In the US, in just six years (1997-2003) children with particular outdoor hobbies fell by half. Eleven- to 15-year-olds in Britain now spend, on average, half their waking day in front of a screen.
[6] There are several reasons for this collapse: parents' irrational fear of strangers and rational fear of traffic, the destruction of the fortifying lands where previous generations played, the quality of indoor entertainment, the structuring of children's time, the criminalisation of natural play. The great indoors, as a result, has become a far more dangerous place than the diminished world beyond.
[7] The rise of obesity and asthma and the decline in cardio-respiratory fitness are well documented. Louv also links the indoor life to an increase in attention deficit hyperactivity disorder and other mental ill health. Research conducted at the University of Illinois suggests that playing among trees and grass is associated with a markedreduction in indications of ADHD, while playing indoors appears to increase them. The disorder, Louv suggests, "may be a set of symptoms aggravated by lack of exposure to nature". Perhaps it's the environment, not the child, that has gone wrong.
[8] In her famous essay the Ecology of Imagination in Childhood, Edith Cobb proposed that contact with nature stimulates creativity. Reviewing the biographies of 300 "geniuses", she exposed a common theme: intense experiences of the natural world in the middle age of childhood (between five and 12). Animals and plants, she argued, are among "the figures of speech in the rhetoric of play... which the genius, in particular of later life, seems to remember".
[9] Studies in several nations show that children's games are more creative in green places than in concrete playgrounds. Natural spaces encourage fantasy and roleplay, reasoning and observation. The social standing of children there depends less on physical dominance, more on inventiveness and language skills.
[10] And here we meet the other great loss. Most of those I know who fight for nature are people who spent their childhoods immersed in it. Without a feel for the texture and function of the natural world, without an intensity of engagement almost impossible in the absence of early experience, people will not devote their lives to its protection.
[11] Forest Schools, Outward Bound, Woodcraft Folk, the John Muir Award, the Campaign for Adventure, Natural Connections, family nature clubs and many others are trying to bring children and the natural world back together. But all of them are fighting forces which, if they cannot be changed, will deprive the living planet of the wonder and delight that for millennia have attracted children to the wilds.

(Adapted from: https://www.theguardian.com/commentisfree/2012/nov/19/children-lose-contact-with-nature)
According to the text, which option is correct?
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305Q1046869 | Matemática, Números Complexos, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2021

Seja z um número complexo e i a unidade imaginária. O conjunto dos pontos z do plano complexo que satisfaz a equação |z — il = 2|z- 1| é uma circunferência. Sobre essa circunferência, assinale a opção correta.
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306Q1047658 | Matemática, Geometria Espacial, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2018

Seja ABCDEF um prisma triangular reto, com todas as suas arestas congruentes e suas arestas laterais AD, BE e CF. Sejam 0 e 0' os baricentros das bases ABC e DEF, respectivamente, e P um ponto pertencente a 00' tal que P0' = - 1/6-00' . Sejaπ o plano determinado por P e pelos pontos médios de AB e DF. O plano πdivide o prisma em dois sólidos. Determine a razão entre o volume do sólido menor e o volume do sólido maior, determinados pelo plano π, e assinale a opção correta.
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307Q1046900 | Português, Sintaxe, Segundo Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2021

Texto associado.
TEXTO 2

Leia o texto abaixo e responda à questão.

PROVÉRBIOS MAGIARES

Seria ingenuidade procurar nos provérbios de qualquer povo uma filosofia coerente, uma arte de viver. É coisa sabida que a cada provérbio, por assim dizer, responde outro, de sentido oposto. À quem preconiza O sábio limite das despesas, porque '“vintém poupado, vintém ganhado”, replicará o vizinho farrista, com razão igual: “Da vida nada se leva.”. À experiência popular tanto fornece bons conselhos aos indecisos quanto justificativas para os velhacos, e um código baseado nos rifões não estaria menos cheio de contradições do que os códigos compilados pelos jurisconsultos.
Mais aconselhável procurarmos nos anexins não a sabedoria de um povo, mas sim o espelho de seus costumes peculiares, os sinais de seu ambiente físico e de sua história. As diferenças na expressão de uma sentença observáveis de uma terra para outra, podem divertir o curioso e, às vezes, até instruir o etnógrafo.
Povo marítimo, o português assinala semelhança grande entre pai e filho, lembrando que “filho de peixe, peixinho é". Já os húngaros, ao formularem a mesma verdade, não pensavam nem em peixe, nem em mar, ao olhar para o quintal, notaram que "a maçã não cai longe da árvore”.
Desconfiado das classes superiores, O caboclo inventou o preceito: “Cada macaco no seu galho”, o húngaro foi achar inspiração no pomar para advertir que “não se devem comer cerejas com os fidalgos no mesmo prato" e acrescentar, caso alguém lhe perguntasse O porquê, “pois eles comem a fruta e cospem-te o caroço na cara”.
Sem sair do quintal, o camponês magiar encontra na contemplação de seus animais muitos motivos de meditação: “Quem se mistura com o farelo, os porcos o comem, afirma para condenar as más companhias (ao passo que o português, segundo me informa meu amigo Aurélio Buarque de Holanda, declara o contrário para dizer a mesma coisa: "Quem com porcos se mistura, farelo come”). “Até a cabra velha lambe o sal”, cita ele para explicar, se não para desculpar, o comportamento de algum velhote mulherengo (caracterizado em português por um ditado parecido: “Cavalo velho, capim novo”). Às mais vezes, os fenômenos do quintal servem-lhe de consolação na sua filosofia de resignado: “Quando não há cavalo, serve o burro” (tradução portuguesa: "Quem não tem cão, caça com gato”); “O raio não parte a urtiga” (isto é: “Vaso ruim não quebra”); “Até a galinha cega encontra o grão" e “Muita gente boa cabe em pouco lugar”.
Ao querer juntar o maior número possível de adágios húngaros, surpreende-me quão poucas são as exortações diretas a praticar o bem. A mais usada delas parece possuir, até, um matiz irônico: “Em troca de um benefício, espera o bem”, e nos lembra o nosso “esperar sentado”. Com maior frequência recomenda-se a abstenção do mal em vista das possíveis complicações. “Quem cava uma fossa para o outro, ele mesmo cairá dentro.” Como esperar, aliás, bondade do gênero humano, quando “até os santos têm as mãos viradas para si”. Se a Hungria fosse à beira-mar, puxariam para si as sardinhas.Por isso, nada de colaborações, de cooperativismo: “Cavalo de dois donos tem a costas esfoladas.” A solidariedade, aliás, é antes uma virtude de espertos: “Um corvo não fura o olho de outro corvo.”
A pobreza do povo, naturalmente, é uma das principais inspiradoras do adágio: “Pobre cozinha com água” enquanto vive, e mesmo que se enforque, “até o galho puxa o pobre”, ao passo que “o senhor é senhor até no Inferno”. O pobre também gosta de comida boa, pois sabe que “carne barata tem o suco ralo”, mas é obrigado a limitar seus apetites, pois “dias há mais que salsichas”. Pelo menos sonha melhor alimentação, o que é bastante compreensível, pois, como diria o próprio Freud, “porco faminto sonha com bolota”. Interessante a fórmula usada principalmente por pessoas abastadas ao oferecerem um farto banquete: "Somos pobres, mas vivemos bem”, que parece quase um esconjuro para reconciliar altos poderes ciumentos. [...]
O espetáculo do mundo, que na Hungria “é do sabido" (e no Brasil “dos mais espertos”), não oferece muito conforto. É melhor a gente cuidar do que é nosso, não se meter com as coisas dos outros “varrer na frente da própria casa” e calar-se o mais possível: “Minha boca não fales, minha cabeça não há de doer.” Muito falar não adianta, pois “muita conversa tem muita borra”, e “até cem palavras acabam numa só”.
Se, apesar de tanta coisa errada que a gente vê no imundo, a sorte. dos velhacos não deve despertar inveja, é porque “o chicote estala é na ponta”. Essa frase, compreensível apenas para quem sabe que os pastores da estepe húngara tangem o gado com chicotes compridos, terminados numa ponta de crina, cujos estalos metem medo à bicharada, serve para lembrar-nos que um destino só é completo quando chegou ao fim, ou, então, que “ri melhor quem ri por último”. Sem dúvida, os caminhos da justiça divina são muitas vezes obscuros: “Deus não bate com bordão” (ou, o que dá no mesmo, "escreve certo por linhas tortas”); mas, “o que demora, não falha”, (isto é, “a justiça divina tarda, mas não falha”), porque, “se Deus quer, até o cabo da enxada dá tiro” (enquanto no Brasil “quando Deus quer, água fria é remédio”.

RÓNAI, Paulo. Como aprendi o português e outras aventuras.
Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013. (Texto adaptado)
Leia o fragmento a seguir.

[...] “Essa frase, compreensível apenas para quem sabe que os pastores da estepe húngara tangem o gado com chicotes compridos, terminados numa ponta de crina, cujos estalos metem medo à bicharada” [...] (9º§)

Assinale a opção em que o termo destacado NÃO apresenta a mesma função sintática do vocábulo grifado acima.
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308Q1047427 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

Based on the text below, answer the question.

Navy preps submarines for lst female officers


HARTFORD, Conn. — For Ensign Peggy LeGrand, the biggest concern about serving on a submarine is not spending weeks at a time in tight quarters with an entirely male crew. What worries her is the scrutiny that comes with breaking one of the last gender barriers in the military.
"I have a feeling more people will be focused on us. Our mistakes and successes will be magnified more than they deserve", said LeGrand, a 25-year-old Naval Academy graduate from Amarillo, Texas.
LeGrand is among a small group of female officers who are training at sites including Groton, Connecticut, to join the elite submarine force beginning later this year. While the Navy says it is not treating them any differently from their male counterparts, officials have been working to prepare the submarine crews — and the sailors1 wives — for one of the most dramatic changes in the 111-year history of the Navy’s "silent Service."
The change is a source of anxiety for others, including the wives of submariners, who worry the close contact at sea could lead to sailors' cheating. The issue really has to do with the creation of a relationship that becomes very close and then results in further relations ashore. That is, of course, what bothers the wives. "They know the kind of relationships that happens between the shipmates", said retired Navy Rear Adm. W . J. Holland Jr., a former submarine commander.
The initial class of 24 women will be divided among four submarines, where they will be outnumbered by men by a ratio of roughly 1 to 25. The enlisted ranks, which make up about 90 percent of a sub's 160-sailor crew, are not open to women although the Navy is exploring modifications to create separate bunks for men and women.
The female officers, many of them engineering graduates from Annapolis, are accustomed to being in the minority, and so far they say they hardly feel like outsiders. The nuclear power school that is part of their training, for example, has been open to women for years because the Navy in 1994 reversed a ban on females serving on its surface ships, including nuclear-powered vesseis.

(Adapted from http://www.militarytimes.com)

Considering the text, what does the word "magnified" mean in this extract?

"I have a feeling more people will be focused on us. Our mistakes and successes will be magnified more than they deserve."

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310Q1047446 | Inglês, Aspectos Linguísticos Linguistic Aspects, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

Based on the text below, answer the question.

Slash and burn Brazil's rainforest is going up in smoke. Again.

As Brazil'S skyscrapers and silos rose, it seemed the most impressive quality of this 21st-century Latin American powerhouse was its ability to grow without trashing the environment. Just last year, Brasilia was boasting about a steep decline in deforestation in the Amazon rainforest, a feat that President Dilma Rousseff trumpeted as "impressive, the fruit of social change." What would she say now?

After nearly a decade of steady decline, forest cutting has spiked again in the world's largest rainforest. The nonprofit Amazon watchdog organization, Imazon, released a study reporting that deforestation at the hands of farmers and ranchers jumped 90 percent in the 12 months since April of last year. And since burning always follows felling, another 88 million tons of carbon dioxide and other gases hit the atmosphere—a 62 percent increase on the year.

For decades, Brazilians were told that ruin in the Amazon was the price of development. But recent research has imploded that assumption. A paper published by the National Academy of Sciences shows that continued deforestation threatens not just the trees but the progress and riches their removal were thought to guarantee. The paper bolsters an old theory by Brazilian climate scientist Eneas Salati, who argued that the Amazon actually produces half its own rainfall. The takeaway: remove too much of the forests and the Amazon could dry out. And more than the jungle is at stake. Reduced rainfall from forest cutting could dry up the water that powers hydroelectric dams, thus slashing Brazilian power-generating capacity by 40 percent by midcentury. It could also rob the food larder, cutting soybean productivity by 28 percent and beef production by 34 percent.

Brasilia quickly countered the environmental skeptics by saying that these are unofficial figures, noting that the National Space Institute is still crunching the satellite data. The government is still basking in last year's numbers: only 4,600 square kilometers of forests felled, a fraction of the 27,700 square kilometers lost in 2004. But the Rousseff administration would do well to heed the smoke signals. Even Brasilia admits that Brazil's continued rise to glory turns on the country's ability to stay green.


(Adapted from http://thedailybeast.com/newswek/2013/06/05)

Which is the best alternative considering some of the statements are TRUE (T) and others are FALSE (F)?

I - In 2012 fewer trees were cut down than in previous years.

II - Until recently the destruction of the Amazon forest was seen as a necessary evil.

III - The President agrees with the numbers presented by scientist.

IV - The Amazon forest might die because of lack of rain.

V - Farming and livestock sectors might produce more food as a result of deforestation.

The best alternative is

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311Q1046971 | Física, Ondas e Propriedades Ondulatórias, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha

Analise as afirmativas abaixo no que se refere às ondas sonoras.

I - A intensidade do som está relacionada à frequência das vibrações das moléculas do meio e é a qualidade pela qual um som forte se distingue de um som fraco.

II - A potência de uma fonte, que emite ondas sonoras isotropicamente, não depende do meio que o som se propaga e nem da distância do observador à fonte.

III - Para sons de mesma frequência, a percepção auditiva humana cresce linearmente com o aumento da intensidade do som.

IV - Se em certa distância de uma fonte sonora o nível sonoro aumenta de 15 dB, então a intensidade sonora aumentou de um fator igual a 10 √ 10 .

V - Uma onda sonora consiste numa compressão seguida de uma rarefação do meio em que se propaga. A distância entre uma compressão e uma rarefação sucessivas é o comprimento de onda da onda sonora.

Assinale a opção que contém apenas as afirmativas corretas:

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312Q1046985 | Física, Ondas e Propriedades Ondulatórias, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha

Uma onda estacionária é formada em um segmento horizontal, de comprimento igual a 30 cm, de uma corda tracionada por um contrapeso de massa igual a 5,0.102 gramas. A equação da onda estacionária é dada pela expressão: y(x, t)= 5,0.sen[ (80π/ 3).x].cos[ (200π/ 3).t] [ onde x está medido em metros, y em centímetros e t em segundos] . O número de nós (ou nodos) na corda e a sua densidade linear (em g/cm) , respectivamente, são
Dado: | g | = 10m/ s².
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313Q1046817 | Inglês, Aspectos Linguísticos Linguistic Aspects, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2020

Mark the sentence that is grammatically INCORRECT.
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314Q1046829 | Português, Interpretação de Textos, Segundo Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2020

Texto associado.
AS MARGENS DA ALEGRIA

Esta é a estória.
la um menino, com os Tios, passar dias no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho. Saíam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos. A Mãe e o Pai vinham trazê-lo ao aeroporto. A Tia e o Tio tomavam conta dele, justinhamente. Sorria-se, saudava-se, todos se ouviam e falavam. O avião era da Companhia, especial, de quatro lugares. Respondiam-lhe a todas as perguntas, até o piloto conversou com ele. O voo ia ser pouco mais de duas horas. O menino fremia no acorçoo, alegre de se rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o afivelarem-lhe o cinto de segurança virava forte afago, de proteção, e logo novo senso de esperança: ao não sabido, ao mais. Assim um crescer e desconter-se - certo como o ato de respirar - o de fugir para o espaço em branco. O Menino.
E as coisas vinham docemente de repente, seguindo harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as satisfações antes da consciência das necessidades.[...]
O Menino tinha tudo de uma vez, e nada, ante a mente. A luz e a longa-longa-longa nuvem. Chegavam.
Enquanto mal vacilava a manhã. A grande cidade apenas começava a fazer-se, num semi-ermo, no chapadão: a mágica monotonia, os diluídos ares. O campo de pouso ficava a curta distância da casa - de madeira, sobre estações, quase penetrando na mata. O Menino via, vislumbrava. Respirava muito. Ele queria poder ver ainda mais vívido - as novas tantas coisas - o que para os seus olhos se pronunciava. A morada era pequena, passava-se logo à cozinha, e ao que não era bem quintal, antes breve clareira, das árvores que não podem entrar dentro de casa. Altas, cipós e orquideazinhas amarelas delas se suspendiam. Dali, podiam sair índios, a onça, leão, lobos, caçadores? Só sons. Um - e outros pássaros - com cantos compridos. Isso foi o que abriu seu coração. Aqueles passarinhos bebiam cachaça?
Senhor! Quando avistou o peru, no centro do terreiro, entre a casa e as árvores da mata. O peru, imperial, dava-lhe as costas, para receber sua admiração. Estalara a cauda, e se entufou, fazendo roda: o rapar das asas no chão - brusco, rijo, - se proclamara. Grugulejou! sacudindo o abotoado grosso de bagas rubras; e a cabeça possuía laivos de um azul-claro, raro, de céu e sanhaços; e ele, completo, torneado, redondoso, todo em esferas e planos, com reflexos de verdes metais em azul-e-preto - o peru para sempre. Belo, belo! Tinha qualquer coisa de calor, poder e flor, um transbordamento. Sua ríspida grandeza tonitruante. Sua colorida empáfia. Satisfazia os olhos, era de se tanger trombeta. Colérico, encachiado, andando, gruziou outro gluglo. O Menino riu, com todo o coração. Mas só bis-viu. Já o chamavam, para passeio.
[...]
Pensava no peru, quando voltavam. Só um pouco, para não gastar fora de hora o quente daquela lembrança, do mais importante, que estava guardado para ele, no terreirinho das árvores bravas. Só pudera tê-lo um instante, ligeiro, grande, demoroso. Haveria um, assim, em cada casa, e de pessoa?
Tinham forne, servido o almoço, tomava-se cerveja. O Tio, a Tia, os engenheiros. Da sala, não se escutava o galhardo ralhar dele, seu grugulejo? Esta grande cidade ia ser a mais levantada no mundo. Ele abria leque, impante, explodido, se enfunava ... Mal comeu dos doces, a marmelada, da terra, que se cortava bonita, o perfume em açúcar e carne de flor. Saiu, sôfrego de o rever.
Não viu: imediatamente. A mata é que era tão feia de altura. E - onde? Só umas penas, restos, no chão. - "Ué, se matou. Amanhã não é o dia-de-anos do doutor?" Tudo perdia a eternidade e a certeza; num lufo, num átimo, da gente as mais belas coisas se roubavam. Como podiam? Por que tão de repente? Soubesse que ia acontecer assim, ao menos teria olhado mais o peru - aquele. O peru - seu desaparecer no espaço. Só no grão nulo de um minuto, o Menino recebia em si um miligrama de morte. Já o buscavam: - "Vamos aonde a grande cidade vai ser, o lago..."
Cerreva-se, grave, num cansaço e numa renúncia à curiosidade, para não passear com o pensamento. la. Teria vergonha de falar do peru. Talvez não devesse, não fosse direito ter por causa dele aquele doer, que põe e punge, de dö, desgosto e desengano. Mas, matarem-no, também, parecia-lhe obscuramente algum erro. Sentia-se sempre mais cansado. Mal podia com o que agora lhe mostravam, na circuntristeza: o um horizonte, homens no trabalho de terraplenagem, os caminhões de cascalho, as vagas árvores, um ribeirão de águas cinzentas, o velame-do-campo apenas uma planta desbotada, o encantamento morto e sem pássaros, o ar cheio de poeira. Sua fadiga, de impedida emoção, formava um medo secreto: descobria o possível de outras adversidades, no mundo maquinal, no hostil espaço; e que entre o contentamento e a desilusão, na balança infidelíssima, quase nada medeia. Abaixava a cabecinha. [...]
De volta, não queria sair mais ao terreirinho, lá era uma saudade abandonada, um incerto remorso. Nem ele sabia bem. Seu pensamentozinho estava ainda na fase hieroglífica. Mas foi, depois do jantar. E - a nem espetaculosa surpresa - viu-o, suave inesperado: o peru, ali estava! Oh, não. Não era o mesmo. Menor, menos muito. Tinha o coral, a arrecauda, a escova, o grugrulhargrufo, mas faltava em sua penosa elegância o recacho, o englobo, a beleza esticada do primeiro. Sua chegada e presença, em todo o caso, um pouco consolavam.
Tudo se amaciava na tristeza. Até o dia; isto era: já o vir da noite. Porém, o subir da noitinha é sempre e sofrido assim, em toda a parte. O silêncio safa de seus guardados. O Menino, timorato, aquietava-se com o próprio quebranto: alguma força, nele, trabalhava por arraigar raízes, aumentar-lhe alma.
Mas o peru se adiantava até à beira da mata. Ali adivinhara - o quê? Mal dava para se ver, no escurecendo. E era a cabeça degolada do outro, atirada ao montura. O Menino se doía e se entusiasmava.
Mas: não. Não por simpatia companheira e sentida o peru até ali viera, certo, atraído. Movia-o um ódio. Pegava de bicar, feroz, aquela outra cabeça. O Menino não entendia. A mata, as mais negras árvores, eram um montão demais; o mundo.
Trevava.
Voava, porém, a luzinha verde, vindo mesmo da mata, o primeiro vaga-lume. Sim, o vaga-lume, sim, era lindo! - tão pequenino, no ar, um instante só, alto, distante, indo-se. Era, outra vez em quando, a Alegria.

ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. (Texto adaptado)
Assinale a opção que apresenta um momento de hesitação do protagonista acerca de suas próprias emoções, após o abate do peru.
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315Q1047598 | Inglês, Interpretação de Texto Reading Comprehension, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Texto associado.

Too many third graders can’t read this sentence

9 Feb. 2017- Editor's Picks


Two-thirds of U.S. third graders face challenges that will impact their future, including academic struggles that could lead to dimmer academic and career prospects. Sadly, only one in three U.S. students demonstrates reading proficiency at the end of third grade. This has alarming consequences for these children, and for our country.

A report released today from the Business Roundtable (BRT) sheds light on this troubling trend in American education, and advises business leaders on how they can help put more children on a path to success.

(...)

I’ve heard it said that before third grade, students are learning to read, while after third grade, they’re reading to learn. Grade three is a critical crossroads in a life's journey. If you’ve read this far, then you understand why this is so important. Not enough of our young learners can say the same.

I encourage you to read the BRT report. As you read, please consider ways to help our schools and our teachers keep students on paths to bright futures.

Leave your comments below


Michel Jonas


Really, all I read was blabla wa wa wa. Are you Charlie Brown’s teacher? If we can't understand our children who are crying out for help and direction, then there is something wrong with you. Please go back and check yourself! They are worth so much more.


Rick Shire


Thanks for sharing. With two young children, I increasingly think about the importance of early childhoodeducation. Pre-k care is far too inaccessible, ultimately magnifying inequality from the earliest stages of life.


Tom Franks


What exactly is education? Academic education doesn't make someone a better person or even a better employee, I would guess that anything we learn in the education process is at the most 10% useful to us as people. Education should teach academia but also life skills such as budgeting, EQ skills, languages etc., all the elements to be a successful person and not necessarily a successful professional.

(Adapted from https ://www.linkedin.com)

Decide if the statements below are true (T) or false (F) according to the text. Then choose the option that contains the correct sequence.

( ) Most kids in American schools cannot read well enough at third grade.

( ) The BRT report does not include suggestions on how to improve education.

( ) Michel Jonas posted a positive comment about the matter.

( ) Tom Franks believes schools do not prepare us for life.

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316Q1059427 | Matemática, Polinômios, Cadete do Exército, ESCOLA NAVAL, Marinha

Seja P(x) = x6 + bx5 + cx4 + dx3 + ex2 + fx + g um polinômio de coeficientes inteiros e que P(√2 + 3√3) = 0. O polinômio R(x) è o resto da divisão de P(x) por x3 - 3x - 1. Determine a soma dos coeficientes de R(x) e assinale a opção correta.
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317Q1046883 | Inglês, Verbos Verbs, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2021

Which is the correct option to complete the text below?
Social engineering: here's how you _______ be hacked
Lean how social engineering ________ affect you, plus common examples to help you identify and stay safe from these schemes.
Social engineering is an important term in the security world, but you _______ not be familiar with exactly what it means. While it is a broad subject, there are specific types of social engineering that we _______ examine to leam more. Let's look at social engineering as a concept so you _______ avoid falling victim to it. Social engineering is the act of manipulating people to steal private information from them, or make them give up such confidential details. (Adapted from https:/Avww.muo.com)
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318Q1046887 | Sem disciplina, Sintaxe, Segundo Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2021

Texto associado.
TEXTO 1

Leia o texto abaixo e responda à questão.

A CADEIRINHA

Naquele fundo de sacristia, escondida ou arredada como se fora uma imagem quebrada cuja ausência do altar o decoro do culto exige, encontrei a cadeirinha azul, forrada de damasco cor de ouro velho. Na frente e no fundo, dois pequenos painéis pintados em madeira com traços finos e expressivos. Representava cada qual uma dama do antigo regime. A da frente, vestida de seda branca, contrastava a alvura do vestido e o tênue colorido da pele com o negrume dos cabelos repuxados em trunfa alta e o vivo carmim dos lábios; tinha um ar desdenhoso e fatigado de fidalga elegante para quem os requintes da etiqueta e galanteios dos salões são já coisas velhas e comezinhas. A outra, mais antiga ainda, trazia as melenas em cachos artísticos sobre as fontes e as pequeninas orelhas; um leque de marfim semiaberto comprimia-lhe os lábios rebeldes que queriam expandir-se num riso franco; os olhos grandes e negros tinham mais paixão e mais alma. Esta contemporânea de La Valliêre, que o artista anônimo perpetuou na madeira da cadeirinha, não se parecia muito com aquela meiga vítima da régia concupiscência: ao contrário, um certo arregaçado das narinas, uma ponta de ironia que lhe voejava na comissura da boca breve e enérgica — tudo isso mostrava estar ali naquele painel: representada uma mulher meridional, ardente e vivaz, pronta ao amor apaixonado ou à luta odienta. [...]
Sem querer acrescentar mais ao já dito sobre as damas, perguntava de mim para mim se o pintor do século passado, ao traçar com tanta correção e finura os dois retratos de mulher, transmitindo-lhes em cada cabelo do pincel uma chama de vida, não estaria realmente diante de dois espécimens raros de filhas de Eva, de duas heroínas que por serem de comédia ou de ópera nem por isso deixam de o ser da vida real?
— Quem sabe se a Fontagens e a Montespan?
— Qual! Impossível!
— Impossível, não! Porque a cadeirinha podia perfeitamente ter sido pintada em França e era até mais natural crê-lo; porquanto a finura das tintas e a correção dos traços pareciam indicar um artista das grandes cortes da época.
E assim, em tais conjeturas, pus-me a examinar mais detidamente o velho e delicado veículo, relíquia do século passado, sobrevivendo não sei por que na sacristia da igreja de um modesto arraial mineiro. Os varais, conformes à moda bizarra do tempo, terminavam em cabeças de dragões com as faces abertas e sanguentas e os olhos com uma expressão de ferocidade estúpida. O forro de cima formava um pequeno docel de torno senhorial; e o ouro velho do damasco quê alcatifava também os dois assentos fronteiriços não tem igual nas casas de modas de agora.
Qual das matronas de Ouro Preto, ou das cidades que como esta alcançam mais de um século, não terá visto, ou pelo menos ouvido falar com insistência, quando meninas, nas cadeirinhas conduzidas por lacaios de libre, onde as moçoilas e as damas de outrora se faziam delicadamente transportar?
Quem não fará reviver na imaginação uma das cenas galantes da cortesia antiga em que, através da portinhola cortada de caprichosos lavores de talha, passava um rostozinho enrubescido e dois olhos de veludo a pousarem de leve sobre o cavalheiro de espadim com quem a misteriosa dama cruzava na passagem?
Também, ó pobre cadeirinha, lá terias o teu dia de caiporismo: havia de chegar a hora em que, em vez dos saltos vermelhos de um sapatinho de cetim calçando um pezinho delicado, teu fundo fosse calcado pela chanca esparramada de alguma cetácea obesa e tabaquista. [...]
Nem foram desses os teus piores dias, ó saudosa cadeirinha! Já pelos anos de tua velhice, quando, como agora, sobrevivias ao teu belo tempo passado, quando, perdidos teus antigos donos, alguém se lembrou de carregar-te para a sacristia da igreja, não te davam outro serviço que não o de transportares, como esquife, cadáveres de anjinhos pobres ao cemitério, ou semelhante às macas das ambulâncias militares, o de conduzires ao hospital feridos ou enfermos desvalidos.
Que cruel vingança não toma aquela época longínqua por lhe teres sobrevivido! Coisa inteiramente fora da moda, o contraste flagrante que formas com o mundo circundante é uma prova evidente de tua próxima eliminação, 6 velha cadeirinha dos tempos mortos!
Mas é assim a vida: as espécies, como os indivíduos, vão desaparecendo ou se transformando em outras espécies e em outros indivíduos mais perfeitos, mais complicados, mais aptos para o meio atual, porém muito menos grandiosos que os passados. Que figura faria o elefante de hoje, resto exótico da fauna terciária, ao lado do megatério? A de um filhote deste. E no entanto, bem cedo, talvez nos nossos dias, desaparecerá o elefante, por já estar em desarmonia com a fauna atual, por constituir já aquele doloroso contraste de que falamos acima e que é o primeiro sintoma da próxima eliminação do grande paquiderme. Parece que o progresso marcha para a dispersão, a desagregação e o formigamento. Um grande organismo tomba e se decompõe e vai formar uma inumerável quantidade de seres ávidos de vida. A morte, essa grande ilusão humana, é o início daquela dispersão, ou antes a fonte de muitas vidas. E que grande consoladora!
Lembra-me ter visto, há tempos, um octogenário de passo trôpego e cara rapada passeando em trajes domingueiros a pedir uma carícia ao sol. Dirigilhe a palavra e detivemo-nos largo espaço a falar dos costumes, das coisas e dos homens de outro tempo. Nisso surpreendeu-nos um magote de garotos que escaramuçou o velho a vaias. O pobre do ancião já ia seguindo seu caminho quando o abordou a meninada, não apressou o passo nem perdeu aquela serenidade de quem já tinha domado as fúrias das paixões com o vencer os anos. Vi-o ainda voltar-se com o rosto engelhado numa risada tristíssima, a comprida japona abanando ao vento e dizer, em tom de convicção profunda: “Ai dos velhos, se não “fosse a morte!” Parecia uma banalidade, mas não era senão o apelo supremo, a prece fervente que esse exilado fazia a Deus para que pusesse termo ao seu exílio, onde ele estava fora dos seus amigos, dos seus costumes, de tudo quanto lhe podia falar ao coração. [...].
Por que, pois, a pobre cadeirinha, esse mimo de graça, esse traste casquilho, essa fiel companheira da vida de sociedade, da vida palaciana, da vida de cortecom seus apuros e suas intrigas, suas vinganças pequeninas, seus amores, todavia sobrevive e por que a não pôs em pedaços um braço robusto empunhando um machado benfazejo? Ao menos evitaria esse dolorosíssimo ridículo, essa exposição indecorosa de nudez de velha!
Já tiveste dias de glória, cadeirinha de outros tempos! Pois bem: desaparece agora, vai ao fogo e pede que te reduza a cinzas! É mil vezes preferível a essa decadência em que te achas e até mesmo à hipótese mais lisonjeira de te perpetuarem num museu. Deves preferir a paz do aniquilamento à glória de figurares numa coleção de objetos antigos, exposta à curiosidade dos papalvos e às lorpas considerações dos burgueses, mofada e tristonha. Morre, desaparece, que talvez — por que não? — a tua dona mais gentil, aquela para quem tuas alcatifas tinham mais delicada carícia ao receber-lhe o corpinho mimoso, aquela que recendia um perfume longínquo de roseira do Chiraz te conduza para alguma região ideal, dourada e fugidia, inacessível aos homens... [...].

ARINOS, Affonso. Pelo Sertão. Minas Gerais: Itatiaia, 1981. (Texto adaptado)
Assinale a opção que apresenta a correta função sintática do termo destacado.
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319Q1046986 | Física, Física Térmica, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha

Uma máquina térmica, que tem como substância de trabalho 2,00 mols de um gás ideal monoatômico, descreve o ciclo de Carnot. Na expansão isotérmica, o gás recebe 4648J de calor e verifica-se que o seu volume aumenta de 0,200m3 para 0,400m3. Sabendo-se que o rendimento da máquina é de 25% , o trabalho (emkJ) realizado pelo gás na expansão adiabática é
Dados: R = 8,30 J/mol.K (constante de Clapeyron); In2 = 0,700; In3 = 1,10; In4 = 1,40
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320Q1046819 | Inglês, Pronomes Pronouns, Primeiro Dia, ESCOLA NAVAL, Marinha, 2020

Which option completes the paragraph below correctly?

It is important that female navy officers are now commanding vessels, not only because of ________ achievement in and of itself, but also because ________ types of posts will help ______ advance even more in ______ careers.

(Adapted from http://cimsec.org)
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