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Questões de Concursos Instituto Rio Branco

Resolva questões de Instituto Rio Branco comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


481Q174847 | Direito Internacional, Direito Internacional Humanitário, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Em relação ao direito internacional dos direitos humanos, julgue
C ou E.

O Direito Internacional Humanitário, campo das ciências jurídicas com o objetivo de prestar assistência às vítimas de guerra, surgiu, efetivamente, com a primeira convenção de Genebra, em 1864.

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482Q701489 | Geografia, Diplomata Prova 1, Instituto Rio Branco, IADES, 2019

Texto associado.
No que se refere às transformações recentes na Região Nordeste, considerando as iniciativas de planejamento regional, julgue o item a seguir.
Criada no Governo de Juscelino Kubitschek, a Superintendência de Desenvolvimento da Região Nordeste (Sudene) foi extinta definitivamente no Governo Fernando Henrique Cardoso. O encerramento das atividades da Sudene representou o fim de um ciclo de políticas públicas voltadas para o combate às disparidades regionais no Brasil.
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483Q45202 | Conhecimentos Gerais e Atualidades, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Com referência à evolução recente do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), que já conta com vinte e cinco anos de existência, julgue (C ou E) o item que se segue.
 
O MERCOSUL tem buscado ampliar o número de acordos com outros países e blocos, o que pode ser exemplificado pela retomada das negociações para um acordo com a União Europeia e pela busca de maior cooperação com a Aliança do Pacífico.
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484Q706547 | Português, Diplomata Prova 1, Instituto Rio Branco, IADES, 2019

Texto associado.
Texto
A distinção Multicultural/ Multiculturalismo
    Pode ser útil fazer aqui uma distinção entre o 9 (L.01)
“multicultural” e o “multiculturalismo”. Multicultural é um
termo qualificativo. Descreve as características sociais e os
problemas de governabilidade apresentados por qualquer (L.04)
sociedade na qual diferentes comunidades culturais
convivem e tentam construir uma vida em comum, ao
mesmo tempo em que retêm algo de sua identidade (L.07)
“original”. Em contrapartida, o termo “multiculturalismo” é
substantivo. Refere-se às estratégias e políticas adotadas
para governar ou administrar problemas de diversidade e (L.10)
multiplicidade gerados pelas sociedades multiculturais. É
usualmente utilizado no singular, significando a filosofia
específica ou a doutrina que sustenta as estratégias (L.13)
multiculturais. “Multicultural”, entretanto, é, por definição,
plural. Existem muitos tipos de sociedade multicultural,
como, por exemplo, os Estados Unidos da América, a Grã- (L.16)
Bretanha, a França, a Malásia, o Sri Lanka, a Nova
Zelândia, a Indonésia, a África do Sul e a Nigéria. Esses
são, de forma bastante distinta, “multiculturais”. Entretanto, (L.19)
todos possuem uma característica em comum. São, por
definição, culturalmente heterogêneos. Eles se distinguem,
neste sentido, do Estado-nação “moderno”, constitucional (L.22)
liberal, do Ocidente, que se afirma sobre o pressuposto
(geralmente tácito) da homogeneidade cultural organizada
em torno de valores universais, seculares e individualistas (L.25)
(Goldberg, 1994).
Ambos os termos são hoje interdependentes, de tal
forma que é praticamente impossível separá-los. Contudo, o (L.28)
“multiculturalismo” apresenta algumas dificuldades
específicas. Denomina “uma variedade de articulações,
ideais e práticas sociais”. O problema é que o -ismo tende a (L.31)
converter o “multiculturalismo” em uma doutrina política,
“reduzindo-o a uma singularidade formal e fixando-o em
uma condição petrificada [...] Assim convertida [...] a (L.34)
heterogeneidade característica das condições multiculturais
é reduzida a uma doutrina fácil e prosaica” (Caws, 1994).
Na verdade, o “multiculturalismo” não é uma única (L.37)
doutrina, não caracteriza uma estratégia política e não
representa um estado de coisas já alcançado. Não é uma
forma disfarçada de endossar algum estado ideal ou utópico. (L.40)
Descreve uma série de processos e estratégias políticas
sempre inacabados. Assim como há distintas sociedades
multiculturais, assim também há “multiculturalismos” (L.43)
bastante diversos. O multiculturalismo conservador segue
Hume (Goldeberg, 1994) ao insistir na assimilação da
diferença às tradições e aos costumes da maioria. O (L.46)
multiculturalismo liberal busca integrar os diferentes grupos
culturais o mais rápido possível ao mainstream, ou
sociedade majoritária, com base em uma cidadania (L.49)
individual universal, tolerando certas práticas culturais
particularistas apenas no domínio privado. O
multiculturalismo pluralista, por sua vez, avaliza diferenças (L.52)
grupais em termos culturais e concede direitos de grupo
distintos a diferentes comunidades dentro de uma ordem
política comunitária ou mais comunal. O multiculturalismo (L.55)
comercial pressupõe que, se a diversidade dos indivíduos de
distintas comunidades for publicamente reconhecida, então
os problemas de diferença cultural serão resolvidos (e (L.58)
dissolvidos) no consumo privado, sem qualquer necessidade
de redistribuição do poder e dos recursos. O
multiculturalismo corporativo (público ou privado) busca (L.61)
“administrar” as diferenças culturais da minoria, visando aos (L.62)
interesses do centro. O multiculturalismo crítico ou
“revolucionário” enfoca o poder, o privilégio, a hierarquia
das opressões e os movimentos de resistência (McLaren, (L.65)
1997). Procura ser “insurgente, polivocal, heteroglosso e
antifundacional” (Goldeberg, 1994). E assim por diante.
    Pode um conceito que significa tantas coisas diferentes (L.68)
e que tão efetivamente acirra os ânimos de inimigos tão
diversos e contraditórios realmente ter algo a dizer? Por
outro lado, sua condição contestada não constitui (L.71)
precisamente seu valor? Afinal: “o signo, se subtraído às
tensões da luta social, se posto à margem da luta de classes,
irá infalivelmente debilitar-se, degenerará em alegoria, (L.74)
tornar-se-á objeto de estudo dos filólogos e não será mais
instrumento racional e vivo para a sociedade.” (Volochínov/
Bakhtin, 1973). Por bem ou por mal, estamos (L.77)
inevitavelmente implicados em suas práticas, que
caracterizam e definem as “sociedades da modernidade
tardia”. (L.80)
HALL, Stuart. Da Diáspora: Identidades e mediações culturais. 2. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2013, com adaptações.
No que se refere aos aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue o item a seguir.
Em “O multiculturalismo corporativo (público ou privado) busca ‘administrar’ as diferenças culturais da minoria, visando aos interesses do centro.” (linhas de 60 a 63), a preposição que compõe a combinação “ao” poderia ser suprimida, mantendo-se a correção gramatical e as principais informações do texto, tendo em vista a variação, no português do Brasil, da transitividade do verbo visar com a acepção ter em vista, ter como fim ou objetivo.
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485Q179956 | História, Colonialismo, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Julgue (C ou E) os itens a seguir, a respeito das características econômicas dos países hispano-americanos no século XIX.

A inserção dos países hispano-americanos na divisão internacional do trabalho como fornecedores de produtos primários contribuiu para promover a estabilidade política desses países na segunda metade do século XIX.

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486Q174634 | História do Brasil, Política Externa, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Cinco paradigmas históricos foram identificados na História
da Política Exterior do Brasil, de Amado Cervo e Clodoaldo Bueno,
correspondendo cada um deles a uma periodização, com a qual se
procurou inserir a con ju ntura nas estruturas históricas e articular
micro- e macro-história para se obter uma interpretação categorial e
sistemática da evolução da política exterior do Brasil nos últimos dois
séculos. Assim foram apresentados por Cervo e Bueno: a) o das
concessões sem barganha da época da independência
(1808-1828), pelo qual se sacrificou o interesse nacional sob
múltiplos aspectos, com efeitos nefastos sobre a formação nacional
até meados da década de 40 do século XIX; b) o da leitura
complexa do interesse nacional, aliado à determinação de preservar
o exercício soberano da vont ade nacional (1844-1889); c) a
diplomacia da agroexportação e dos grandes alinhamentos com que
a República, que subordinaria o serviço da diplomacia aos interesses
do segmentointerno socialmente hegemônico, particularmente
plantadores e exportadores de café (1889-1930); d) o modelo de
política exterior do nacional-desenvolvimentismo que acoplou,
finalmente, a face extern a da política às demandas do moderno
desenvolvimento, dos anos 30 à década de 80 do século XX;
e) a dança dos três paradigmas disponíveis simultaneamente, no
tempo mais recente da política externa do Brasil (os anos 90 e o
início do novo século): o da sobrevivência limitada do nacionaldesenvolvimentismo,
o da expansão do liberalismo desenfreado e do
Estado logístico, que equilibra os dois anteriores.

José Flávio Sombra Saraiva. Um percurso acadêmico modelar: Amado Luiz
Cervo e a afirmação da historiografia das relações internacionais no Brasil.
Apud: Estevão Chaves de Rezende Martins (Org.). Relações internacionais:
visões do Brasil e da América Latina. Br asília: IBRI, 2003, p. 27 (com
a d a p t a ç õ e s ) .

Tend o o texto acima como referência inicial, julgueos itens
subseqü en t es , relativos à política internacional e à inserção
histórica do Brasil no cenário mundial.

O paradigma do nacional-desenvolvimen t i smo - que, lembra o texto, se inicia na década de 30 do século XX, com Vargas - sofre descontinuidade e, em determinados momentos, dá a impressão de ser claramente abandonado. É o que aco n t ece, por exemplo, entre 1951 e 1954, quando Getúlio Vargas, acuado pela intransigente oposição interna e por uma conjuntura internacional desfavorável, abre mão de qualquer veleidade nacionalista tanto na condução da política econômica quanto na ação externa.

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487Q180014 | Geografia, Efeitos Migratórios, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

As migrações aparecem como característica permanente
da espécie humana. Max Sorre afirma que a mobilidade é a lei que
rege todos os grupos humanos, portanto, o estudo da circulação
ocupa lugar importante na Geografia Humana. Nele está inserida
a discussão das raças e a das miscigenações, levando à definição
das etnias.

A. Damiani. População e Geografia. São Paulo: Contexto, 2006, p. 51 (com adaptações).

Considerando o texto acima, julgue (C ou E) os itens seguintes.

O Brasil apresenta tanto a saída de população como a entrada de migrantes estrangeiros em busca de emprego e melhor nível de qualidade de vida.

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488Q45231 | Direito Constitucional, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Com relação à classificação da Constituição Federal de 1988, ao controle de constitucionalidade e à atividade administrativa do Estado brasileiro, julgue (C ou E) o item que se segue.
 
O princípio da impessoalidade, que consagra a ideia de que o poder público deve dispensar tratamento isonômico e impessoal aos particulares, deve ser entendido de forma absoluta, já que não comporta exceções ou tratamentos diferenciados pela administração.
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489Q179707 | História do Brasil, A Era Vargas, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Com o advento da República, a política externa
brasileira voltou-se para uma deliberada aproximação com
os EUA, país que reconhecera, quase que de imediato, o
novo regime político do Brasil. Isso não significou que
houvessem sido abandonadas as ligações com a Europa,
especialmente com a Grã-Bretanha, marca registrada das
relações exteriores durante o Império. Mas articulavam-se,
com o barão do Rio Branco à frente do ministério, as novas
bases de uma identidade continental, que garantiria um
alinhamento do Brasil com os EUA, mantido, apenas com
pequenas alterações, até o presente.

Maria Lígia Prado. Davi e Golias: as relações entre Brasil e Estados Unidos no século XX.
In: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000)
- a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p. 326 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando
a inserção internacional do Brasil ao longo do período
republicano,julgue os itens subseqüentes.

Malgrado suas indisfarçáveis similitudes e de terem convivido no mesmo contexto histórico, o justicialismo peronista e o trabalhismo getulista não conseguiram se aproximar, quer em termos de propostas de ação, quer pela atuação conjunta propriamente dita. Mais que mera possibilidade, é provável que esse desencontro tenha sido motivado pelo histórico contencioso entre Argentina e Brasil, que tiveram nas disputas pela hegemonia na região platina, no século XIX, seu elemento definidor.

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490Q172294 | História do Brasil, Diplomata Bolsa prêmio de vocação para a Diplomacia, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Julgue os seguintes itens, relativos à vida política do Império do
Brasil.

A primeira Constituição Brasileira foi imposta por D. Pedro I, fato que contribuiu para desencadear a revolta da Confederação do Equador.

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491Q174439 | História, Conferência de Bandung, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

O termo Terceiro Mundo designa, a partir da Guerra Fria, o conjunto de países que se afastam dos blocos ocidental e soviético. Preocupados em passar da independência jurídica ao desenvolvimento autônomo, os países que saíram há pouco da condição de colônia reúnem-se, logo depois da Segunda Guerra, em grupos de solidariedade.
Serge Berstein; Pierre Milza. História do século XX, 1945-1973. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, v. 2.

A respeito das características e consequências da realidade expressa no texto acima, julgue (C ou E) os itens subsequentes.

A Conferência de Bandung em 1955, composta de nações afroasiáticas, propôs a implementação, pelos EUA, de um Plano Marshall para todos os países em desenvolvimento.

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492Q173432 | Política Internacional, Mercosul, Diplomata Bolsa prêmio de vocação para a Diplomacia, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

O bom relacionamento com os países sul-americanos representa
dimensão prioritária da política externa brasileira, que tem o
MERCOSUL, desde os anos 90 do século XX, como um
instrumento privilegiado para a integração regional. Contudo, ao
longo da presente década, novas iniciativas de alcance regional
despontaram, alterando o panorama da política de integração na
América do Sul. A respeito desse assunto, julgue os itens
seguintes.

O MERCOSUL diferencia-se da UNASUL, como iniciativa de integração, porque seu objetivo último é a constituição de um mercado comum entre seus membros, por compreender uma rede de acordos comerciais de alcance extrarregional, e também por sua agenda no campo não econômico, que inclui as áreas de educação, cultura, justiça, meio ambiente e previdência social, razões pelas quais a consolidação e o aprofundamento do bloco constituem objetivo prioritário da política regional brasileira.

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493Q700306 | Não definido, Diplomata Prova 2, Instituto Rio Branco, IADES, 2019

No que concerne ao pensamento econômico francês no século 18, julgue (C ou E) o item a seguir. Os fisiocratas franceses, conhecidos como Les Economistes, defendiam que a lei econômica maior, em qualquer governo, deveria ser resumida no lema “laissez faire, laissez passer”, que sintetizava sua compreensão fundamental de que o comércio, como fonte de toda a riqueza, deveria ser livre da intervenção governamental.
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494Q172694 | Direito Internacional, Convenções, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Em 2009, comemoram-se 60 anos da assinatura das quatro
Convenções de Genebra de 1949, as quais, juntamente com seus
dois protocolos adicionais de 1977, são consideradas os
principais instrumentos do direito internacional humanitário.
Acerca desse ramo do direito internacional público, julgue (C ou
E) os seguintes itens.

As Convenções de Genebra de 1949 estabelecem normas de conduta para combatentes em conflitos armados internacionais e, subsidiariamente, em conflitos armados de caráter não-internacional.

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495Q178088 | História do Brasil, O Segundo Reinado, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Com a queda da monarquia, em 1889, ainda que
preservada a dominação oligárquica, o novo regime acaba
beneficiando-se dos efeitos modernizadores, decorrentes da abolição
da escravatura (1888), sobre o desenvolvimento da economia
cafeeira que se dinamiza com a introdução do trabalho livre e de
imigrantes europeus. Com a Primeira República, extingue-se o
sistema censitário, mas os analfabetos são excluídos totalmente do
direito de voto.

As primeiras pressões democratizantes buscando alterar a
ordem liberal excludente se desencadeiam apenas na década de 20,
quando se inicia a crise da República Velha, que, com a Revolução
de 1930, submerge no centro de suas próprias contradições. As
insurreições sucessivas dos tenentes e a Coluna Prestes permitem,
mais tarde, que a Aliança Liberal, com a Revolução de 1930,
transcenda à mera disputa regionalista e se transforme em um
projeto nacional que busca legitimidade nas camadas médias urbanas,
superando os limitesideológicos das oligarquias dissidentes.
Essas aspirações crescentes do Brasil urbano serão, em parte,
frustradas, após 1930, pela conjugação de duas tendências
antiliberais - o estatismo crescente e o pensamento autoritário. A
radicalização político-ideológica dos anos críticos, entre 1934 e
1938, solapa o consenso revolucionário e produz efeitos perversos.
Na república populista, após o Estado Novo de Vargas, persiste o
mesmo padrão dominante da lógica liberal e da práxis autoritária. A
estruturação partidária de 1945 a 1966 foi dominada pela
hegemonia dos partidos conservadores.

Hélgio Trindade . Brasil em perspectiva: conservadorismo liberal e democracia
bloqueada. In: Carlos Guilherme Mota (Org.). Viagem incompleta: a experiência
brasileira (1500-2000) - a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p. 357-64
( c o m a d a p t a ç õ e s ) .

A partir do texto acima, j u lgue os itens que se seguem, relativos
à evolução histórica do Brasilrepublicano.

Nos estertores do regime monárquico, a abolição do trabalho escravo pela L ei Áurea, ainda que tenha desagradado a uma significativa parcel a da classe proprietária, não foi capaz de promover a inc l u s ão social dos negros recém-libertados, reforçando um quadro de subalternidade dos afrodescendentes ainda visível em pleno início do século XXI.

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496Q177876 | Política Internacional, A Agenda Internacional e o Brasil, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Nos últimos anos, a reforma da ONU ganhou lugar de destaque na agenda global, mobilizando esforços diplomáticos de toda a
comunidade internacional. No que concerne a esse processo de reforma, julgue (C ou E) os itens a seguir.

O estabelecimento do Conselho de Direitos Humanos e o da Comissão de Construção da Paz representam avanços concretos no processo de reforma da ONU.

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497Q180206 | Geografia, America Latina, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Em geral, países da América Latina continuam a se
dedicar pesadamente à exploração direta da riqueza de seus
recursos naturais visando à exportação.

R. Gwynne e C. Kay. Latin America transformed, globalization and
modernity. New York: Arnold Publishers, 1999 (com adaptações).

Considerando o assunto abordado no texto acima e as questões
a ele relacionadas, julgue os itens seguintes.

O comprometimento da sustentabilidade ecológica e econômica é uma conseqüência do modelo de exploração intensa de recursos naturais, entre as quais pode-se destacar o deflorestamento no Brasil.

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498Q176111 | Direito Internacional, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

Texto associado.

Acerca dos tribunais internacionais e dos mecanismos de solução de controvérsias, julgue (C ou E) os itens a seguir.

A regra do esgotamento das vias internas, ainda que comporte exceções, configura requisito de admissibilidade das demandas no Sistema Interamericano de Direitos Humanos, dado o caráter subsidiário dos tribunais internacionais de direitos humanos.

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499Q175870 | História, China, Diplomata, Instituto Rio Branco, CESPE CEBRASPE

No que concerne ao domínio de potências coloniais na Ásia, no início do século XX, julgue (C ou E) os próximos itens.

A China, civilização milenar e até então com estrutura política própria, foi dividida em protetorados sob domínio das potências ocidentais, ficando o imperador com sua autoridade restrita a Pequim e arredores.

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500Q700688 | Português, Diplomata Prova 1, Instituto Rio Branco, IADES, 2019

Texto associado.
Texto
Original datado de 1917, redigido conforme a grafia da época.
    A história das mulheres na carreira diplomática tem (L.01)
início em um momento conturbado da cena internacional,
com reflexos diretos no Brasil, em geral, e no Ministério das
Relações Exteriores (MRE), em particular. O então (L.04)
chanceler era Nilo Peçanha, que devia haver-se, desde maio
de 1917, com as sucessivas violações da soberania brasileira
pelo império alemão, e, a partir de 26 de outubro daquele (L.07)
ano, com as obrigações decorrentes do engajamento
brasileiro no conflito internacional. Um dos problemas que
o chanceler teve de enfrentar foi a carência de pessoal na (L.10)
Secretaria de Estado; após 15 anos sem a realização de
concurso público, era preciso dar início a certame para a
contratação de terceiro oficial da Secretaria de Estado. (L.13)
    Pelo Decreto no 12.998, de 24 de abril de 1918, foram
aprovadas as instruções que regeriam, doravante, os
concursos para terceiros oficiais da Secretaria de Estado, (L.16)
classe inicial para ingresso nos serviços do MRE. Segundo
aquele texto, eram elegíveis os candidatos que provassem:
“ter de 18 a 35 annos de idade; ter bom procedimento; não (L.19)
soffrer molestia contagiosa; ter sido vaccinados”, entre
outros. Deveriam ainda apresentar “caderneta de reservista, 
e poderão ajuntar outros documentos, relativos ás suas (L.22)
habilitações e serviços”.
    Dos nove requerimentos de inscrição, um deles,
recebido no dia 28 de agosto de 1918, causou polêmica. Em (L.25)
documento sucinto, escrito de próprio punho em folha de
papel almaço, Maria José de Castro Rebello Mendes dizia:
“achando-se habilitada, requer V. Ex. se digne mandar (L.28)
inscrevel-a no concurso para o provimento do logar de 3º
official da Secretaria de Estado das Relações Exteriores”. O
requerimento trazia apensas certidão de nascimento, certidão (L.31)
de aptidão física assinada pelo médico Manuel Bernardino
Costa e carta de recomendação do diretor da Câmara de
Comércio do Rio de Janeiro, Cândido Mendes de Almeida, (L.34)
em que afirmava que a interessada “tem dado, neste
estabelecimento de ensino, bellas provas de um talento
digno de ser aproveitado no cargo a que aspira”. Em (L.37)
despacho no mesmo dia, manuscrito na folha do
requerimento, Nilo Peçanha respondeu:
    Ouvido o Sr. Dr. Consultor Jurídico, deferido, ficando (L.40)
autorizado o Sr. Dr. Secretario Geral a mandar fazer a
respectiva inscripção. Não há, na Constituição da
Republica, nenhum dispositivo que impeça ás mulheres o (L.43)
accesso aos cargos públicos. O Codigo Civil vigente
também estabeleceu a mais completa igualdade entre o
homem e a mulher, quanto ao gozo e exercicio dos direitos (L.46)
privados. Num dos seus artigos prevê que as mulheres
possam ocupar funções de administração, quando estatue:
“Considera-se sempre autorizada pelo marido a mulher que (L.49)
occupe cargo publico”. Não sei se as mulheres
desempenhariam com proveito a diplomacia, onde tantos
atributos de discrição e competencia são exigidos – mas que (L.52)
não são privilegio do homem – e se a requerente está
apparelhada para disputar um lugar nesta Secretaria de
Estado, e só as provas do concurso hão de dizer – mas o (L.55)
que não posso é restringir ou negar o seu direito, toda vez
que as leis existentes não restringem nem negam. Si nas
monarchias “as mulheres podem ser imperatrizes e (L.58)
rainhas” não vejo porque nas republicas se lhes feche o
ingresso aos cargos administrativos.
    No final do despacho do chanceler, dando a impressão (L.61)
de ter sido adicionada posteriormente, já que não seguia a
mesma organização espacial do restante e aproveitava o
pouco espaço ainda existente entre o texto citado acima e a (L.64)
assinatura de Nilo Peçanha, figurava a sentença seguinte:
“Melhor seria, certamente, para o seu prestígio que
continuassem a direcção do lar, taes são os desenganos da (L.67)
vida publica, mas não há como recusar a sua aspiração,
desde que disso careçam, e fiquem provadas suas aptidões”. (L.69)
FRIAÇA, Guilherme José Roeder. Mulheres diplomatas no Itamaraty (1918-2011): uma análise de trajetórias, vitórias e desafios. Brasília: FUNAG, 2018, p. 59-62. Disponível em: http://funag.gov.br/. Acesso em: 15 ago. 2019, com adaptações.
Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue o item a seguir.
As instruções aprovadas por meio do Decreto n° 12.998, de 24 de abril de 1918, para os concursos para terceiros oficiais da Secretaria de Estado vêm sendo aperfeiçoadas desde então, mas muitas das instruções então aprovadas permanecem válidas até os dias de hoje.
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