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Questões de Concursos PM SP

Resolva questões de PM SP comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


161Q1079567 | Português, Interpretação de Textos, Sargento da Polícia Militar, PM SP, VUNESP

Texto associado.
Leia o texto para responder à questão.
O Dedo
Inclinara-me para ver o estranho objeto quando notei opequeno feixe de fibras emergindo na areia banhada pelaespuma. Quando recorri aos óculos é que vi: não era algodãomas uma vértebra meio descarnada – a coluna vertebral deum grande peixe? Fiquei olhando. Espera, mas o que seriaaquilo? Um aro de ouro? Agora que a água se retraíra eupodia ver um aro de ouro brilhando em torno da vértebra,enfeixando as fibras que tentavam se libertar, dissolutas.Com a ponta do cipó, revolvi a areia. Era um dedo anularcom um anel de pedra verde preso ainda à raiz intumescida.Como lhe faltasse a última falange, faltava o que poderia mefazer recuar; a unha. Unha pintada de vermelho, o esmaltedescascando, acessório fiel ao principal até no processo dedesintegração. Unha de mulher burguesa, à altura do aneldo joalheiro que se esmerou na cravação da esmeralda.Penso que se restasse a unha certamente eu teria fugido,mas naquele estado de despelamento o fragmento do dedotrabalhado pela água acabara por adquirir a feição de umsimples fruto do mar. Mas havia o anel.
A dona do dedo? Mulher rica e de meia idade que asjovens não usam joias, só as outras. Afogada no mar? A ondacomeçou inocente lá longe e foi se cavando cada vez maisalta, mais alta, Deus meu! A fuga na água e a praia tão longe,ah! mas o que é isso?... Explosão de espuma e sal. Sal.
(Lygia Fagundes Telles, Um coração ardente)
Há termos empregados em linguagem figurada na seguintefrase reescrita do texto:
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162Q1079571 | Português, Interpretação de Textos, Sargento da Polícia Militar, PM SP, VUNESP

Texto associado.
Leia o texto para responder à questão.
Em um campo enlameado 16 quilômetros ao sul deBruxelas, cerca de 200 000 soldados enfrentaram-se por oitohoras. Homens e cavalos foram decapitados e estripadospor baionetas, espadas e balas de canhão. À noite, 12 000cadáveres espalhavam-se pelo chão. A Batalha de Waterloo,a terceira entre o exército francês e rivais europeus ao longode três dias seguidos, completa 200 anos no próximo 18 dejunho. Em 1815, Waterloo pôs fim às ambições do incansávelNapoleão Bonaparte. O conflito desde então costuma serlembrado como a mais emblemática das derrotas – a provade que há limites mesmo para a ambição de um estrategistabrilhante.
(Veja, 17.06.2015)
De acordo com o texto, a Batalha de Waterloo
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163Q1079575 | Português, Interpretação de Textos, Sargento da Polícia Militar, PM SP, VUNESP

Texto associado.
Leia o texto para responder à questão.
Em um campo enlameado 16 quilômetros ao sul deBruxelas, cerca de 200 000 soldados enfrentaram-se por oitohoras. Homens e cavalos foram decapitados e estripadospor baionetas, espadas e balas de canhão. À noite, 12 000cadáveres espalhavam-se pelo chão. A Batalha de Waterloo,a terceira entre o exército francês e rivais europeus ao longode três dias seguidos, completa 200 anos no próximo 18 dejunho. Em 1815, Waterloo pôs fim às ambições do incansávelNapoleão Bonaparte. O conflito desde então costuma serlembrado como a mais emblemática das derrotas – a provade que há limites mesmo para a ambição de um estrategistabrilhante.
(Veja, 17.06.2015)
Mantendo-se o sentido original do texto e atendendo-se à norma-padrão da língua portuguesa, a passagem– O conflito desde então costuma ser lembrado comoa mais emblemática das derrotas – a prova de quehá limites mesmo para a ambição de um estrategistabrilhante. – está adequadamente reescrita em:
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164Q1079614 | Português, Pontuação, Soldado Voluntário, PM SP, VUNESP

Assinale a alternativa que apresenta o uso correto das vírgulas.
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165Q1079616 | Português, Morfologia, Soldado Voluntário, PM SP, VUNESP

Leia as frases.

I. No dia do assalto, Jordão fazia 48 anos de idade, estava comemorando, portanto, seu quadringentésimo oitavo aniversário. II. Geralmente se preocupamos quando percebemos que estamos sendo filmados. III. Jordão nunca se irritou tanto com Sandra como naquele dia.
Considerando, respectivamente, o emprego do numeral, o uso e a colocação do pronome, pode-se afirmar que está correto apenas o que é apresentado em
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166Q1079632 | Português, Morfologia, Estágio, PM SP, VUNESP

Texto associado.

O Brasil, a rotatória e os analfabetismos

O caro leitor certamente já ouviu e/ou leu matérias a respeito do nosso analfabetismo funcional. Estudos recentes informam que apenas 24% dos brasileiros letrados entendem textos de alguma complexidade.

Nossa dificuldade com o texto é inegável e não escolhe classe social. Não pense o leitor que ela é ”privilégio” de pobres ou de gente pouco escolarizada. A leitura de trabalhos de conclusão de curso de muitos e muitos alunos de letras (sim, de letras!) prova que a situação é dramática.

O livro “Problemas de Redação”, do professor Alcir Pécora, mostra que alunos da primeira turma de estudos linguísticos de uma das mais importantes universidades do país concluíram o curso sem a mínima condição de ler e/ou escrever de acordo com a escolaridade formal que detinham.

Mas o nosso analfabetismo não é apenas verbal, ou seja, não se limita ao que é expresso por meio da língua; ele é também não verbal, isto é, abrange também a dificuldade para lidar com signos que não se valem da palavra escrita ou dita, mas, por exemplo, de imagens, de cores etc.

Boa parte da barbárie brasileira pode ser demonstrada pelo que se vê no trânsito das nossas cidades. Ora por falta de vergonha, ora por analfabetismo verbal e/ou não verbal + falta de vergonha, os brasileiros provamos, um bilhão de vezes por minuto, que este país não deu certo.

Uma das situações que acabo de citar pode ser ilustrada pelos semáforos. Decerto os brasileiros conhecemos o que significam os signos não verbais (as três cores) que há nos “faróis” ou “sinaleiras”. O desrespeito ao significado desses signos não decorre do analfabetismo (verbal ou não verbal), mas da falta de vergonha.

Agora a segunda situação. Nada melhor do que as rotatórias para ilustrá-la. Em todos os muitos cantos do mundo pelos quais já passei, a rotatória é tiro e queda: funciona. Os motoristas conhecem o significado desse signo não verbal e respeitam-no. No Brasil, o que mais se vê é gente entrando a mil na rotatória, literalmente soltando baba, bestas-feras que são. Quando me aproximo de uma rotatória e já há um carro dentro dela, paro e dou a preferência. Começa a buzinação. A ignorância é atrevida, arrogante, boçal. Mas eu aguento: enquanto o outro não passa, faço movimentos circulares com a mão para mostrar ao outro motorista que aquilo é uma rotatória e que ele, por ter entrado antes, é quem tem a preferência. Quase sempre alguém fura a fila e passa exibindo outro signo não verbal (dedo médio em riste), mais um a traduzir o nosso elevado grau de barbárie.

Não sou dos que dizem que este país é maravilhoso, que a nossa sociedade é maravilhosa. Não há solução para a barbárie brasileira que não comece pela admissão e pela exposição da nossa vergonhosa barbárie de cada dia sob todas as suas formas de manifestação. A barbárie é filha direta da ignorância e se manifesta pelo atrevimento inerente à ignorância. Falta competência de leitura, verbal e não verbal; falta educação, formal e não formal. Falta vergonha. Falta delicadeza. Falta começar tudo de novo. É isso.

(Pasquale Cipro Neto, Folha de S.Paulo, 20 de março de 2014. Adaptado)

respeito do emprego da 1.ª pessoa do plural na forma verbal (... os brasileiros conhecemos o que significam os signos... – 6.º parágrafo) e nos pronomes (Nossa dificuldade com o texto.../Mas o nosso analfabetismo não é apenas verbal... – 2.º e 4.º parágrafos, respectivamente), assinale a alternativa que contém uma afirmação correta.
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167Q1079657 | Português, Interpretação de Textos, Oficial do Quadro Auxiliar, PM SP, VUNESP

Texto associado.

Leia o prólogo do livro O guarani, de José de Alencar, para responder à questão.

Prólogo

Minha prima. – Gostou da minha história, e pede-me um romance; acha que posso fazer alguma coisa neste ramo de literatura.

Engana-se; quando se conta aquilo que nos impressionou profundamente, o coração é que fala; quando se exprime aquilo que outros sentiram ou podem sentir, fala a memória ou a imaginação.

Esta pode errar, pode exagerar-se; o coração é sempre verdadeiro, não diz senão o que sentiu; e o sentimento, qualquer que ele seja, tem a sua beleza.

Assim, não me julgo habilitado a escrever um romance, apesar de já ter feito um com a minha vida.

Entretanto, para satisfazê-la, quero aproveitar as minhas horas de trabalho em copiar e remoçar um velho manuscrito que encontrei em um armário desta casa, quando a comprei.

Estava abandonado e quase todo estragado pela umidade e pelo cupim, esse roedor eterno, que antes do dilúvio já se havia agarrado à arca de Noé, e pôde assim escapar ao cataclisma.

Previno-lhe que encontrará cenas que não são comuns atualmente, não as condene à primeira leitura, antes de ver as outras que as explicam.

Envio-lhe a primeira parte do meu manuscrito, que eu e Carlota temos decifrado nos longos serões das nossas noites de inverno, em que escurece aqui às cinco horas.

Adeus.

Minas, 12 de dezembro.

(José de Alencar, O guarani. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br)

Considerando-se o contexto global de O guarani, quando o autor afirma – Previno-lhe que encontrará cenas que não são comuns atualmente –, chama a atenção para o fato de a narrativa
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168Q1079683 | Legislação Estadual, Legislação do Estado de São Paulo, Oficial do Quadro Auxiliar, PM SP, VUNESP

Segundo o subitem 6.1.5. da Diretriz nº PM3-001/02/12 – Sistema de Computação Embarcada e Portátil [Terminais Móveis de Dados (TMD) e Terminais Portáteis de Dados (TPD)] –, é correto afirmar que a menor fração de recursos humanos composta por um ou mais profissionais, a pé ou embarcado(s), executando suas ações em um determinado território e integrada a um Centro de Operações será denominada de
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169Q1079438 | Legislação Estadual, Legislação do Estado de São Paulo, Oficial Tecnólogo de Administração, PM SP, VUNESP

O Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) das armas de fogo
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170Q1079734 | Matemática, Aritmética e Problemas, Estágio, PM SP, VUNESP

Ao somar todos os gastos da semana. Maria somou, por engano, duas vezes o valor da conta do supermercado, o que resultou num gasto total de R$ 832,00. Porém, se ela não tivesse somado nenhuma vez a conta do supermercado, o valor encontrado seria R$ 586,00. O valor correto dos gastos de Maria durante essa semana foi
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171Q1079483 | Legislação Estadual, Legislação do Estado de São Paulo, Oficial Tecnólogo de Administração, PM SP, VUNESP

No caso de disparo acidental de arma de fogo, em que haja indícios de o incidente ter ocorrido de maneira involuntária por ação exclusiva do armamento, deve-­se, entre outras pro­vidências,
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172Q1079499 | Português, Interpretação de Textos, Oficial Tecnólogo de Administração, PM SP, VUNESP

Texto associado.
Leia o trecho de Vidas secas, de Graciliano Ramos, para responder àquestão.

Fabiano tinha ido à feira da cidade comprar mantimentos. Precisava sal, farinha, feijão e rapaduras. Sinhá Vitória pedira além disso uma garrafa de querosene e um corte de chita vermelha. Mas o querosene de seu Inácio estava misturado com água, e a chita da amostra era cara demais.

Fabiano percorreu as lojas, escolhendo o pano, regateando um tostão em côvado, receoso de ser enganado. Andava irresoluto, uma longa desconfiança dava-­lhe gestos oblíquos. À tarde puxou o dinheiro, meio tentado, e logo se arrependeu, certo de que todos os caixeiros furtavam no preço e na medida: amarrou as notas na ponta do lenço, meteu­-as na algibeira, dirigiu-­se à bodega de seu Inácio.

Aí certificou-­se novamente de que o querosene estava batizado e decidiu beber uma pinga, pois sentia calor. Seu Inácio trouxe a garrafa de aguardente. Fabiano virou o copo de um trago, cuspiu, limpou os beiços à manga, contraiu o rosto. Ia jurar que a cachaça tinha água. Por que seria que seu Inácio botava água em tudo? perguntou mentalmente. Animou-­se e interrogou o bodegueiro:

- Por que é que vossemecê bota água em tudo?

Seu Inácio fingiu não ouvir. E Fabiano foi sentar-­se na calçada, resolvido a conversar. O vocabulário dele era pequeno, mas em horas de comunicabilidade enriquecia­-se com algumas expressões de seu Tomás da bolandeira. Pobre de seu Tomás. Um homem tão direito andar por este mundo de trouxa nas costas. Seu Tomás era pessoa de consideração e votava. Quem diria?

(Graciliano Ramos. Vidas secas. 118. ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2012, p. 27­28. Adaptado)

Condizente com o estilo de Graciliano Ramos, Vidas secas tem uma linguagem
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173Q1079563 | Matemática, Aritmética e Problemas, Aspirante da Polícia Militar, PM SP, VUNESP

Considere um Grupamento de Policiamento Motorizado que utilize, em suas operações, dois tipos de veículos, V1 e V2, cujos tanques de combustível têm capacidades diferentes.Sabe-se que é possível preencher 3/4 da capacidade do tanque de V1, inicialmente vazio, com uma quantidade de combustível que corresponde a 3/5 da capacidade total do tanque de V2. A fração da capacidade do tanque de V2 que representaa quantidade de combustível necessária para enchertotalmente o tanque de V1 é
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174Q1079615 | Português, Crase, Soldado Voluntário, PM SP, VUNESP

O emprego do acento indicativo de crase está correto em:
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175Q1079620 | Português, Sintaxe, Soldado Voluntário, PM SP, VUNESP

Considerando o emprego do verbo e a regência verbal, assinale a alternativa correta.
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176Q1079626 | Matemática, Álgebra, Soldado Voluntário, PM SP, VUNESP

Certo dia, uma confeitaria fez 3 litros de calda de chocolate para colocar em bolos e taças de sorvete. Cada um dos 5 bolos feitos recebeu 375 mL de calda, e cada taça de sorvete vendida recebeu 45 mL de calda. Sabendo-se que, ao final do dia, toda a calda havia sido utilizada, pode-se concluir que o número de taças de sorvete vendidas foi
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177Q1079652 | Atualidades, Política, Estágio, PM SP, VUNESP

Texto associado.
Durante quase todo o século 20, a Ucrânia fez parte da União Soviética, até sua independência em 1991. Desde então, o país passou a olhar em uma outra direção, do Oriente para o Ocidente, da Rússia para a União Europeia, tendo os exemplos de Polônia, Eslováquia e Hungria – todos membros da União Europeia – em seu horizonte.
(Natalio Cosoy, BBC Mundo. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014)
A tensão gerada pela possível adoção de um novo modelo político-econômico para a Ucrânia expressou-se por meio
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178Q1079680 | Legislação Estadual, Legislação do Estado de São Paulo, Oficial do Quadro Auxiliar, PM SP, VUNESP

O 1º Tenente QAOPM Pedro ingressou nos quadros de acesso para as promoções ao posto de Capitão PM do 1º semestre de 2015, tanto por antiguidade, quanto por merecimento. Ocorreu que, dias após a publicação dos quadros de acesso, o oficial sofreu acidente que o incapacitou para o serviço policial-militar por tempo indeterminado. Diante do exposto, e de acordo com o contido no Decreto-lei nº 13.654/43, é correto afirmar que ele deverá permanecer
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179Q1079685 | Legislação Estadual, Legislação do Estado de São Paulo, Oficial do Quadro Auxiliar, PM SP, VUNESP

Segundo o Inciso IV do artigo 6º da I-15-PM, é correto afirmar que, nos assuntos referentes a transportes motorizados, cabe ao
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180Q1079721 | Português, Interpretação de Textos, Estágio, PM SP, VUNESP

Texto associado.

Lições do Titanic

O naufrágio do Titanic traz tristes memórias., heroísmo., coragem. arrogância, fé. lendas e mitos. Por isso e pela perda de cerca de 1500 vidas, é tragédia marcante da aventura humana. Diante de tal lembrança, conforta-nos a sabedoria de aprender com os erros, que pode e deve ser praticada por todos.

Cem anos após a triste noite de 14 de abril de 1912. quando um iceberg interrompeu a travessia do Atlântico entre Southampton (Reino Unido) e Nova York (EUA)., a frustrada viagem inaugural do navio ainda é um legado de preciosas lições. E todas se aplicam a distintas situações, inclusive na gestão empresarial.

A primeira refere-se à previsão relativa aos recursos de contingência. Nunca devem ser menores que a efetiva demanda em casos de incidentes e acidentes. Isso vale para reservas financeiras, alarmes, áreas de escoamento, estruturas e brigadas de incêndio.

O Titanic tinha só 16 botes salva-vidas, muito aquém do ideal.

A segunda lição é sobre a necessidade de testar qualquer equipamento, máquina, veículo, processo e sistema antes de ser colocado em operação comercial. O Titanic teve apenas seis horas de testes, e muito abaixo de sua velocidade máxima. Talvez por isso, os timoneiros não tenham conseguido manobrá-lo com eficiência ante a iminência do choque.

A comunicação, sempre decisiva e estratégica, é o objeto da terceira lição. O Titanic possuía o modemíssimo telégrafo do Sistema Marconi. Porém, muitos não sabiam operar aquela “maravilha sem fio"’ e alguns navios que poderiam tê-lo socorrido nem sequer contavam com ela.

Os meios de comunicação — incluindo os mais recentes, como redes sociais, tráfego de dados, G3, G4 e outros recursos cibernéticos — precisam ser bem utilizados e todos os interlocutores devem compartilhá-los de maneira eficaz no domínio da tecnologia.

Outra análise importante é que a arrogância nunca deve subjugar o bom senso. A humildade é sempre boa conselheira, mesmo quando a autossegurança resulta de grande experiência ou baseia-se no uso de avançada tecnologia. O excesso de confiança pode explicar o motivo de o capitão Smith ter ignorado os alertas de gelo no mar e ter determinado velocidade máxima.

Que a triste e centenária lembrança, registrada no Reino Unido e em todo o mundo, não seja em vão. Aprender com os equívocos do passado nos capacita a um futuro sempre melhor.


(Josué Gomes da Silva, Folha de S.Paulo, 15.04.2012. Adaptado)

O termo que tem significação de possibilidade ou incerteza está destacado em:
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