Início

Questões de Concursos SESPA PA

Resolva questões de SESPA PA comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


861Q1056178 | Enfermagem, Saúde Pública, Auditoria em Serviços de Saúde, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Os objetivos do Sistema Único de Saúde (SUS) consistem em: identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde; assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas; e, formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos econômico e social, de acordo com a normativa. De acordo com o exposto no Art. 6º da Lei nº 8.080/1990, são consideradas ações de atuação no campo do Sistema Único de Saúde (SUS), EXCETO:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

862Q1056181 | Enfermagem, Auditoria e Gestão de Qualidade em Enfermagem, Auditoria em Serviços de Saúde, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Em um ambiente hospitalar, há dois tipos de documentos: os internos e os externos. Os documentos internos são produzidos pela própria instituição; os externos são fornecidos por terceiros, comprovando normalmente algum tipo de transação. Esses documentos representam os comprovantes hábeis que suportam os lançamentos contábeis nas contas de ativo, passivo, receita e despesa. Considerando que o auditor examina tais documentos a fim de constatar a veracidade dos valores registrados, relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. Documentos internos. 2. Documentos externos.
( ) Notas fiscais, faturas e duplicatas de fornecedores. ( ) Apólices de seguro. ( ) Registros de empregado. ( ) Folhas de pagamento. ( ) Certificados de propriedade de veículos.

A sequência está correta em
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

863Q1056202 | Enfermagem, Teorias da Enfermagem, Enfermeiro, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

“Teoria da enfermagem que demonstrou que a enfermidade do indivíduo e/ou sua não reabilitação pode estar relacionada com o ambiente em que ele está inserido, no qual, consideravelmente, por muitas vezes, possa estar insalubre.” As informações correspondem à Teoria de:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

864Q1056230 | Informática, Banco de Dados, Clínico Geral, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

No contexto de banco de dados, é possível afirmar que o “modelo relacional” é um modelo
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

865Q1056260 | Medicina, Neurologia, Cardiologia, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Texto associado.

O índice Fractional Flow Reserve (FFR) é considerado o padrão-ouro para a detecção de isquemia miocárdica, relacionada a uma estenose específica. Ao usar o FFR em pacientes com doença arterial, o cardiologista intervencionista é capaz de distinguir com precisão entre estenoses coronarianas que induzem isquemia miocárdica e aquelas que não induzem. O FFR, por definição, representa um índice de fluxo sanguíneo máximo. Portanto, é absolutamente essencial induzir vasodilatação máxima dos dois compartimentos da circulação coronária (artérias epicárdicas ou de condutância e microvasculatura ou resistência arterial).

O valor de referência que corresponde a FFR positivo para isquemia é menor
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

866Q1056268 | Português, Interpretação de Textos, Agente Administrativo, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Texto associado.
A falta que ela me faz


Como bom patrão, resolvi, num momento de insensatez, dar um mês de férias à empregada. No princípio achei até bom ficar completamente sozinho dentro de casa o dia inteiro. Podia andar para lá e para cá sem encontrar ninguém varrendo o chão ou espanando os móveis, sair do banheiro apenas de chinelos, trocar de roupa com a porta aberta, falar sozinho sem passar por maluco.
Na cozinha, enquanto houvesse xícara limpa e não faltassem os ingredientes necessários, preparava eu mesmo o meu café. Aprendi a apanhar o pão que o padeiro deixava na área – tendo o cuidado de me vestir antes, não fosse a porta se fechar comigo do lado de fora, como na história do homem nu. Esticar a roupa da cama não era tarefa assim tão complicada: além do mais, não precisava também ficar uma perfeição, já que à noite voltaria a desarrumá-la. Fazia as refeições na rua, às vezes filava o jantar de algum amigo e, assim, ia me aguentando, enquanto a empregada não voltasse.
Aos poucos, porém, passei a desejar ardentemente essa volta. O apartamento, ao fim de alguns dias, ganhava um aspecto lúgubre de navio abandonado. A geladeira começou a fazer gelo por todos os lados – só não tinha água gelada, pois não me lembrara de encher as garrafas. E agora, ao tentar fazê-lo, verificava que não havia mais água dentro da talha. Não podia abrir a torneira do filtro, já que não estaria em casa na hora de fechá-la, e com isso acabaria inundando a cozinha. A um canto do quarto um monte de roupas crescia assustadoramente. A roupa suja lava-se em casa – bem, mas como? Não sabia sequer o nome da lavanderia onde, pela mão da empregada, tinham ido parar meus ternos, provavelmente para sempre.
E como batiam na porta! O movimento dela lá na cozinha, eu descobria agora, era muito maior do que o meu cá na frente: vendedores de muamba, passadores de rifa, cobradores de prestação, outras empregadas perguntando por ela. Um dia surgiu um indivíduo trazendo uma fotografia dela que, segundo me informou, merecera um “tratamento artístico”: fora colorida à mão e colocada num desses medalhões de latão que se veem no cemitério.
– Falta pagar a última prestação – disse o homem.
Paguei o que faltava, que remédio? Sem ao menos ficar sabendo o quanto o pobre já havia pago. E por pouco não entronizei o retrato na cabeceira de minha cama, como lembrança daquela sem a qual eu simplesmente não sabia viver.
Verdadeiro agravo para a minha solidão era a fina camada de poeira que cobria tudo: não podia mais nem retirar um livro da estante sem dar logo dois espirros. Os jornais continuavam chegando e já havia jornal velho para todo lado, sem que eu soubesse como pôr a funcionar o mecanismo que os fazia desaparecer. Descobri também, para meu espanto, que o apartamento não tinha lata de lixo, a toda hora eu tinha de ir lá fora, na área, para jogar na caixa coletora um pedacinho de papel ou esvaziar um cinzeiro.
Havia outros problemas difíceis de enfrentar. Um dos piores era o do pão: todas as manhãs, enquanto eu dormia, o padeiro deixava à porta um pão quilométrico, do qual eu comia apenas uma pontinha – e na cozinha já se juntava uma quantidade de pão que daria para alimentar um exército, não sabia como fazer parar. Nem só de pão vive o homem.
Eu poderia enfrentar tudo, mas estar ensaboado debaixo do chuveiro e ouvir lá na sala o telefonema esperado, sem que houvesse ninguém para atender, era demais para a minha aflição.
Até que um dia, como uma projeção do estado de sinistro abandono em que me via atirado, comecei a sentir no ar um vago mau cheiro. Intrigado, olhei as solas dos sapatos, para ver se havia pisado em alguma coisa lá na rua. Depois saí farejando o ar aqui e ali como um perdigueiro, e acabei sendo conduzido à cozinha, onde ultimamente já não ousava entrar.
No que abri a porta, o mau cheiro me atingiu como uma bofetada. Vinha do fogão, certamente. Aproximei-me, protegendo o nariz com uma das mãos, enquanto me curvava e com a outra abria o forno.
– Oh não! – recuei horrorizado.
Na panela, a carne assada, que a empregada gentilmente deixara preparada para mim antes de partir, se decompunha num asqueroso caldo putrefato, onde pequenas formas brancas se agitavam.
Mudei-me no mesmo dia para um hotel.


(SABINO, Fernando. As Melhores Crônicas de Fernando Sabino. Rio de Janeiro, Record, 1986.)
Determinadas figuras de linguagem exploram diferentes relações de sentido entre palavras ou entre uma palavra e seu significado. Considerando tal alegação, é possível comprovar o emprego de recurso expressivo no seguinte trecho:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

867Q1056328 | Enfermagem, Dengue, Técnico em Enfermagem, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Os objetivos do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) se concentram em evitar infecções pelo vírus da dengue, bem como controlar a ocorrência de epidemias evitando a ocorrência de óbitos. As ações devem ser realizadas de forma integrada com a assistência aos pacientes, vigilância epidemiológica e controle vetorial. São consideradas atribuições dos auxiliares/técnicos em enfermagem da Atenção Básica/Saúde da Família no controle da dengue, EXCETO:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

868Q1056388 | Medicina, Genética Médica, Pediatria, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

A Fibrose Cística (FC) é uma doença monogênica autossômica recessiva, decorrente da ausência e/ou do defeito qualitativo e/ou quantitativo da proteína CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Regulator), que funciona na regulação da permeabilidade do íon cloreto e de bicarbonato em células epiteliais. Há mais de duas mil variantes do gene CFTR divididas em seis classes. Elas conferem variações nas células epiteliais pulmonares quanto à expressão da proteína CFTR. A classe correspondente à variante na qual ocorre o bloqueio no processamento da CFTR, causando degradação da proteína e não ancoragem no epitélio é a
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

869Q1056402 | Medicina, Pediatria e Neonatologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Sobre o trato geniturinário na infância, assinale a afirmativa correta.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

870Q1056149 | Biomedicina, Imunologia em Biomedicina, Biomédico, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Os anticorpos são compostos por uma cadeia pesada (cadeia H) e uma cadeia leve (cadeia L); as Lambda e Kappa do tipo leve são encontradas nos anticorpos. Diante do exposto, assinale a afirmativa correta.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

871Q1056193 | Enfermagem, Legislação de Enfermagem, Auditoria em Serviços de Saúde, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

O enfermeiro, que anuncia a prestação de serviços para os quais está habilitado, tendo as atividades comprovações técnico-científicas, está
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

872Q1056215 | Enfermagem, Enfermagem em Oncologia, Enfermeiro, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

O câncer de próstata trata-se de um tumor que afeta a próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis. É o mais frequente entre os homens depois do câncer de pele. É considerado um câncer da terceira idade, pois a idade é o principal fator de risco, sendo maisincidente em homens a partir da sexta década de vida. São consideradas manifestações clínicas mais comuns neste tipo de câncer, EXCETO:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

873Q1056248 | Medicina, Pneumologia, Clínico Geral, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Texto associado.
O caso clínico a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Homem, 56 anos, diabético e obeso; evolui com necessidade de intubação orotraqueal devido à insuficiência respiratória pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causada pelo Sars-Cov-2, sendo acoplado à ventilação mecânica invasiva.
Após 72h opta-se pelo desmame ventilatório, considerando as vias aéreas pérvias e a capacidade de protegê-las. Realizado tubo T por 30 minutos e gasometria que detectou PaO2 74 (FiO2 30%); PCO2 43; pH 7.37; FR 30 (mantida); Vt 250 ml; FC 120; PA 150 x 95; St: 93%. Qual a melhor conduta?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

874Q1056285 | Direito Administrativo, Atos Administrativos, Agente Administrativo, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Os requisitos, também chamados de elementos dos atos administrativos, são aqueles que constituem sua formação. Podemos separar os elementos do ato administrativo dos pressupostos de existência e dos pressupostos de validade. São considerados pressupostos de validade dos atos administrativos, EXCETO:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

875Q1056078 | Português, Interpretação de Textos, Administrador, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Texto associado.
Procrastinação: entenda essa inimiga. E livre-se dela.

Adiar tarefas importantes em prol de atividades inúteis é uma tendência universal, com raízes biológicas.
Mas quando o problema se torna crônico pode (e vai) arruinar sua carreira. Conheça as causas
da procrastinação e veja estratégias científicas para combatê-la. Só não deixe para ler depois.

“O homem que adia o trabalho está sempre a lutar com desastres.” A frase é da obra “Os trabalhos e os dias”, do poeta grego Hesíodo, que viveu e escreveu no século 8 a.C. No texto em questão, ele aconselha o seu irmão Perses, com quem tem desavenças, sobre a questão do trabalho – alertando-o para nunca deixar as tarefas importantes para depois.
“Não adies para amanhã nem depois de amanhã, pois não enche o celeiro o homem negligente, nem aquele que adia: a atenção faz o trabalho prosperar”, continua o poeta.
A obra grega em questão é tão antiga quanto os trechos mais ancestrais da Bíblia, escritos na mesma época. E registra a luta da humanidade contra um demônio persistente: a procrastinação – o ato de não deixar para amanhã aquilo que pode ser feito depois de amanhã.
Pior. Tecnologias que facilitam a vida sempre trouxeram como efeito colateral um convite ao adiamento sem fim. Em 1920, por exemplo, a escritora inglesa Virginia Woolf reclamou sobre estar perdendo tempo demais com as novidades de sua época em vez de se concentrar naquilo que realmente importava. “Planejei uma manhã de escrita tão boa, e gastei a nata do meu cérebro no telefone”, escreveu em seu diário.
Tudo bem, Mrs. Woolf. Até este texto foi finalizado poucas horas antes do prazo derradeiro – em parte por conta da procrastinação deste que vos escreve.
A culpa não é (só) nossa. A procrastinação é um fenômeno universal e atemporal porque tem causas biológicas, psicológicas e sociais. Embora alguns sofram mais com ela do que outros, ninguém consegue fugir totalmente da tentação de adiar tarefas.
Na dúvida, culpe Darwin. Humanos não são muito afeitos a tarefas cuja recompensa só vem em longo prazo. “Nosso cérebro é bom em escolher o que nos traz benefício no aqui e agora”, explica Claudia Feitosa-Santana, neurocientista pela Universidade de São Paulo (USP) e autora do livro “Eu controlo como eu me sinto” (2021). “Tudo que é visto como algo que está lá no futuro, o cérebro é bom em literalmente não escolher”.
Curtir memes no TikTok, jogar um game ou ver aquele episódio a mais de uma série na Netflix à 1h da manhã trazem doses de prazer e felicidade instantaneamente. Adiantar o relatório, estudar para a prova ou organizar o guarda-roupas são tarefas que, além de desagradáveis, seguem uma lógica de longo prazo – e podem (quase) sempre ser deixadas para depois. O lado primitivo do seu cérebro sempre vai preferir gastar energia e atenção com algo que traga resultado imediato.
Os primatas do gênero Homo, que deram origem à nossa espécie, evoluíram por dois milhões de anos em ambiente selvagem. Nossa massa cinzenta foi forjada ali, não no relativo conforto da civilização. E segue programada para viver sob aquelas condições. Gastar energia com tarefas que só trarão algum benefício lá na frente simplesmente não é a melhor opção para um cérebro que está a todo momento tentando achar comida e fugir de predadores. O melhor mesmo é focar no agora.
Mas claro que nosso cérebro também tem um lado 100% racional – é o córtex pré-frontal, a parte que, como o nome diz, fica bem na frente da nossa cabeça. Ele é responsável por aquilo que nos diferencia dos animais – o pensamento a longo prazo, o planejamento. O córtex pré-frontal sabe que estudar matemática, ler um pouquinho por dia e adiantar o trabalho para não deixar acumular em cima do prazo são decisões importantes.
A procrastinação, no fim das contas, é o resultado de uma briga entre a parte primitiva do cérebro, que quer guardar sua energia para missões mais imediatistas, e a parte racional, que puxa para empreitadas desagradáveis, mas necessárias. E o resultado às vezes é um “bug” que faz a gente travar, sem saber se inicia ou não a tarefa – tudo isso enquanto sente culpa e tensão, porque seu córtex pré-frontal faz questão de te lembrar que deveria estar na ação.
Mas, para ser justo, apontar o dedo para Darwin não é lá a melhor desculpa. É que as origens biológicas são apenas uma parte da causa – e nem são as mais relevantes. O vício de adiar até o último momento não afeta todo mundo de maneira igual. “Embora todo mundo procrastine, nem todo mundo é um procrastinador”, diz Joseph Ferrari, professor de psicologia da Universidade de Chicago (EUA).
Uma das estratégias mais indicadas para vencer a procrastinação é tentar vencer a ideia de que as tarefas são difíceis ou desafiadoras demais. Lembra daquele conceito de que, quanto mais procrastinamos, mais a bola de neve aumenta e parece ameaçadora? Para evitar isso, quebre as obrigações em missões menores, e vá cumprindo-as uma a uma ao longo de todo o prazo. Ao vencer as primeiras etapas, as restantes vão se tornando menos e menos amedrontadoras – afinal, você percebe que consegue cumpri-las mais rápido do que pensava.
Nessa mesma lógica, é preciso elencar o que fazer primeiro. Gastar tempo com atividades fáceis e deixar o grosso para o final do prazo é justamente uma estratégia de procrastinação. E fazer o mais difícil primeiro serve de incentivo para matar o resto – na lógica do “o pior já passou”. Também dá para aplicar a estratégia das recompensas aqui. Para cada “etapa” da empreitada cumprida com antecedência, se dê algum benefício – uma pausa maior, um episódio da série, uma partida de seu game favorito etc. Se você estiver numa posição de liderança, considere o mesmo para toda a equipe.
Para aquelas tarefas pequenas e simples, a dica é encaixá-las nos momentos em que a produção de outras atividades já está rolando, de modo que elas não fiquem sendo eternamente procrastinadas.
Outra dica realista é aceitar um pouco de procrastinação. Como vimos, ela é um comportamento universal, que não será 100% evitável. Mesmo rotinas saudáveis e organizadas, com períodos de descanso e lazer bem encaixados, vão eventualmente encontrar a tentação de deixar atividades para depois do planejado inicialmente.

(Bruno Carbinatto. Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/desenvolvimento-pessoal/procrastinacao-entenda-essa-inimiga-e-livre-se-dela/. Acesso em: 20/07/2023. Fragmento.)
No fragmento do subtítulo “Só não deixe para ler depois.”, infere-se que o autor utiliza uma linguagem mais descontraída com a finalidade de se aproximar do leitor. Assinale a afirmativa em que ocorre esse mesmo recurso.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

876Q1056087 | Português, Pontuação, Administrador, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Texto associado.
Procrastinação: entenda essa inimiga. E livre-se dela.

Adiar tarefas importantes em prol de atividades inúteis é uma tendência universal, com raízes biológicas.
Mas quando o problema se torna crônico pode (e vai) arruinar sua carreira. Conheça as causas
da procrastinação e veja estratégias científicas para combatê-la. Só não deixe para ler depois.

“O homem que adia o trabalho está sempre a lutar com desastres.” A frase é da obra “Os trabalhos e os dias”, do poeta grego Hesíodo, que viveu e escreveu no século 8 a.C. No texto em questão, ele aconselha o seu irmão Perses, com quem tem desavenças, sobre a questão do trabalho – alertando-o para nunca deixar as tarefas importantes para depois.
“Não adies para amanhã nem depois de amanhã, pois não enche o celeiro o homem negligente, nem aquele que adia: a atenção faz o trabalho prosperar”, continua o poeta.
A obra grega em questão é tão antiga quanto os trechos mais ancestrais da Bíblia, escritos na mesma época. E registra a luta da humanidade contra um demônio persistente: a procrastinação – o ato de não deixar para amanhã aquilo que pode ser feito depois de amanhã.
Pior. Tecnologias que facilitam a vida sempre trouxeram como efeito colateral um convite ao adiamento sem fim. Em 1920, por exemplo, a escritora inglesa Virginia Woolf reclamou sobre estar perdendo tempo demais com as novidades de sua época em vez de se concentrar naquilo que realmente importava. “Planejei uma manhã de escrita tão boa, e gastei a nata do meu cérebro no telefone”, escreveu em seu diário.
Tudo bem, Mrs. Woolf. Até este texto foi finalizado poucas horas antes do prazo derradeiro – em parte por conta da procrastinação deste que vos escreve.
A culpa não é (só) nossa. A procrastinação é um fenômeno universal e atemporal porque tem causas biológicas, psicológicas e sociais. Embora alguns sofram mais com ela do que outros, ninguém consegue fugir totalmente da tentação de adiar tarefas.
Na dúvida, culpe Darwin. Humanos não são muito afeitos a tarefas cuja recompensa só vem em longo prazo. “Nosso cérebro é bom em escolher o que nos traz benefício no aqui e agora”, explica Claudia Feitosa-Santana, neurocientista pela Universidade de São Paulo (USP) e autora do livro “Eu controlo como eu me sinto” (2021). “Tudo que é visto como algo que está lá no futuro, o cérebro é bom em literalmente não escolher”.
Curtir memes no TikTok, jogar um game ou ver aquele episódio a mais de uma série na Netflix à 1h da manhã trazem doses de prazer e felicidade instantaneamente. Adiantar o relatório, estudar para a prova ou organizar o guarda-roupas são tarefas que, além de desagradáveis, seguem uma lógica de longo prazo – e podem (quase) sempre ser deixadas para depois. O lado primitivo do seu cérebro sempre vai preferir gastar energia e atenção com algo que traga resultado imediato.
Os primatas do gênero Homo, que deram origem à nossa espécie, evoluíram por dois milhões de anos em ambiente selvagem. Nossa massa cinzenta foi forjada ali, não no relativo conforto da civilização. E segue programada para viver sob aquelas condições. Gastar energia com tarefas que só trarão algum benefício lá na frente simplesmente não é a melhor opção para um cérebro que está a todo momento tentando achar comida e fugir de predadores. O melhor mesmo é focar no agora.
Mas claro que nosso cérebro também tem um lado 100% racional – é o córtex pré-frontal, a parte que, como o nome diz, fica bem na frente da nossa cabeça. Ele é responsável por aquilo que nos diferencia dos animais – o pensamento a longo prazo, o planejamento. O córtex pré-frontal sabe que estudar matemática, ler um pouquinho por dia e adiantar o trabalho para não deixar acumular em cima do prazo são decisões importantes.
A procrastinação, no fim das contas, é o resultado de uma briga entre a parte primitiva do cérebro, que quer guardar sua energia para missões mais imediatistas, e a parte racional, que puxa para empreitadas desagradáveis, mas necessárias. E o resultado às vezes é um “bug” que faz a gente travar, sem saber se inicia ou não a tarefa – tudo isso enquanto sente culpa e tensão, porque seu córtex pré-frontal faz questão de te lembrar que deveria estar na ação.
Mas, para ser justo, apontar o dedo para Darwin não é lá a melhor desculpa. É que as origens biológicas são apenas uma parte da causa – e nem são as mais relevantes. O vício de adiar até o último momento não afeta todo mundo de maneira igual. “Embora todo mundo procrastine, nem todo mundo é um procrastinador”, diz Joseph Ferrari, professor de psicologia da Universidade de Chicago (EUA).
Uma das estratégias mais indicadas para vencer a procrastinação é tentar vencer a ideia de que as tarefas são difíceis ou desafiadoras demais. Lembra daquele conceito de que, quanto mais procrastinamos, mais a bola de neve aumenta e parece ameaçadora? Para evitar isso, quebre as obrigações em missões menores, e vá cumprindo-as uma a uma ao longo de todo o prazo. Ao vencer as primeiras etapas, as restantes vão se tornando menos e menos amedrontadoras – afinal, você percebe que consegue cumpri-las mais rápido do que pensava.
Nessa mesma lógica, é preciso elencar o que fazer primeiro. Gastar tempo com atividades fáceis e deixar o grosso para o final do prazo é justamente uma estratégia de procrastinação. E fazer o mais difícil primeiro serve de incentivo para matar o resto – na lógica do “o pior já passou”. Também dá para aplicar a estratégia das recompensas aqui. Para cada “etapa” da empreitada cumprida com antecedência, se dê algum benefício – uma pausa maior, um episódio da série, uma partida de seu game favorito etc. Se você estiver numa posição de liderança, considere o mesmo para toda a equipe.
Para aquelas tarefas pequenas e simples, a dica é encaixá-las nos momentos em que a produção de outras atividades já está rolando, de modo que elas não fiquem sendo eternamente procrastinadas.
Outra dica realista é aceitar um pouco de procrastinação. Como vimos, ela é um comportamento universal, que não será 100% evitável. Mesmo rotinas saudáveis e organizadas, com períodos de descanso e lazer bem encaixados, vão eventualmente encontrar a tentação de deixar atividades para depois do planejado inicialmente.

(Bruno Carbinatto. Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/desenvolvimento-pessoal/procrastinacao-entenda-essa-inimiga-e-livre-se-dela/. Acesso em: 20/07/2023. Fragmento.)
Em “No texto em questão, ele aconselha o seu irmão Perses, com quem tem desavenças, sobre a questão do trabalho – alertando-o para nunca deixar as tarefas importantes para depois.” (2º§), a vírgula foi utilizada em dois momentos. Assinale a afirmativa que justifica sequencialmente o uso da vírgula nas duas situações.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

877Q1056348 | Medicina, Gastroenterologia, Gastroenterologia, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Texto associado.
O caso hipotético a seguir contextualiza a questão.Leia-o atentamente.


Homem, 32 anos, com diagnóstico de hepatite C, apresenta cirrose hepática diagnosticada há seis meses. Ao exame físico, evidencia nível de consciência adequado, ausência de flapping e ascite discreta. Nos exames laboratoriais, detectado bilirrubina total de 3 mg/dL; albumina de 3,5 g/dL; e, tempo de ativação de protrombina 1,7.
Qual é a pontuação de Child-Pugh do paciente?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

878Q1056379 | Medicina, Otorrinolaringologia, Otorrinolaringologia, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

O exame físico otoneurológico e os testes vestibulares, como prova calórica, v-HIT (Video Head Impulse Test) e posturografia, são importantes ferramentas para avaliar a função do sistema vestibular. Sobre a fisiologia e a semiologia da função vestibular, assinale a afirmativa correta.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

879Q1056380 | Medicina, Otorrinolaringologia, Otorrinolaringologia, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

O estridor laríngeo em recém-nascidos e lactentes pode ser causado por diversas condições, incluindo laringomalácia, paralisia unilateral ou bilateral de pregas vocais; estenose subglótica; e, hemangioma subglótico. Sobre tais condições, assinale a afirmativa INCORRETA.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️

880Q1056145 | Biomedicina, Hematologia em Biomedicina, Biomédico, SESPA PA, CONSULPLAN, 2023

Sobre os corantes empregados na hematologia, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Azul de cresil brilhante é o corante que possui baixa afinidade pelo RNA; é utilizado na coloração de reticulócitos.

( ) O azul de metileno é um corante ácido que reage com componentes básicos das células e tecidos, os quais incluem grupos fosfatos; ácidos nucleicos; grupos sulfatos de glicosaminoglicanas; e, grupos carboxila das proteínas.

( ) A eosina é um corante básico que reage com componentes ácidos das células e tecidos. A eosina geralmente cora as estruturas em vermelho ou rosa.

A sequência está correta em
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
  5. ✂️
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.