Rocinha, Vidigal, Santa Teresa, Tijuca, Cerro Corá, não
importa o endereço, o saldo de mortos da violência em menos de
dois dias no Rio de Janeiro perfaz 10 pessoas entre adultos
e crianças, homens e mulheres, bandidos e cidadãos
comuns. Segurança zero, insegurança, medo e terror, 100.
A criminalidade não é, nem pode ser, encarada como problema
tópico, sazonal, raro. Integra, há décadas, o cotidiano carioca. E
não se resolverá com a ocupação episódica das favelas, premida
por uma ou outra batalha entre traficantes por pontos mais
rentáveis de venda de drogas. O controle militar de regiões
conflagradas é obrigação do Estado. O município precisa
retomar a rotina. O direito de ir e vir é assegurado pela
Constituição. No Rio, precisa do aval do tráfico. Já passou da
hora de o poder público garantir a cada um, na cidade, um pouco
de paz. E muita segurança.
O Iraque é aqui. In: Jornal do Brasil, 11/4/2004, capa (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o
tema por ele abordado em toda a sua abrangência, julgue os itens
seguintes.