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Questões de Concursos TRF 4a

Resolva questões de TRF 4a comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


541Q255260 | Português, Sintaxe, Técnico Judiciário Enfermagem, TRF 4a, FCC

Texto associado.

O nascimento da humanidade em jardins verdejantes
com árvores frutíferas faz parte da mitologia de muitas religiões.
Também inspirou grandes pintores, como o renascentista
Hieronymus Bosch, autor de Jardim do Éden. A maior
pesquisa já feita sobre a diversidade genética da África, berço
da espécie humana há 200.000 anos, muda esse cenário para
um amontoado de areia, pedras e arbustos. O estudo, realizado
pela Universidade da Pensilvânia, concluiu que o homem
moderno surgiu numa região que hoje se situa na fronteira entre
Angola e Namíbia, no sudoeste do continente africano. Nessa
área vivem os 100.000 integrantes do povo san, ainda hoje
formado por caçadores e coletores.

Nenhum povo africano tem uma variedade genética tão
grande quanto os sans, e foi justamente isso que levou os
pesquisadores a concluir que seus antepassados deram origem
à humanidade. Sabe-se que, quanto mais distante da África,
menor a diferenciação de genes das populações quehoje
habitam os quatro cantos do mundo. A explicação é simples. A
população original teve mais tempo para acumular variações em
seu genoma. Chama-se a isso "efeito fundador". As populações
mais distantes da África são descendentes de grupos
migratórios pequenos e relativamente recentes, o que se traduz
num conjunto genético mais homogêneo.

A pesquisa conclui que os antepassados dos sans se
espalharam pela África. Também calcula o ponto exato em que
um grupo deles - talvez um bando tribal com não mais que 150
integrantes - teria deixado a África, há 50.000 anos, cruzando o
Mar Vermelho em direção à Ásia, e daí ganhando o mundo. A
descoberta reforça a tese, consolidada nas últimas décadas
pelas pesquisas genéticas, de que a humanidade descende de
um pequeno grupo de "Evas" e "Adãos".

A conclusão de que os sans se espalharam pela África e
se tornaram nossos antepassados é reforçada pelo fato de
certas características da língua falada por elesestarem
presentes em diversas outras do leste da África, próximo de
onde o homem moderno deixou o continente. Uma pesquisa de
2003 concluiu que o idioma dos sans pode guardar a chave
para explicar a origem da própria linguagem humana. Por fim,
os pesquisadores descobriram que todos os africanos
descendem de catorze populações. Para obterem esse
resultado, eles compararam os padrões genéticos com a etnia,
a cultura e a língua dos povos pesquisados. Descobriram fortes
relações entre os traços genéticos e a cultura de cada povo,
com poucas exceções. O estudo foi festejado como peça-chave
para a compreensão da origem da humanidade, das migrações
que povoaram o planeta e das adaptações do homem ao meio.

(Leandro Beguoci. Veja, 13 de maio de 2009, pp. 110-111, com
adaptações)

A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

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542Q136226 | Português, Pontuação, Analista Judiciário Área Judiciária Execução de Mandados, TRF 4a, FCC

Texto associado.

Limites das cotas

As regras anunciadas pela UnB (Universidade de
Brasília) para seu programa de cotas raciais para negros e
pardos dão bem a medida da inconsistência desse sistema. Os
candidatos que pretendem beneficiar-se das cotas serão
fotografados "para evitar fraudes".

Uma comissão formada por membros de movimentos
ligados à questão da igualdade racial e por "especialistas no
tema" decidirá se o candidato possui a cor adequada para
usufruir da prerrogativa.

Para além do fato de que soa algo sinistra a criação de
comissões encarregadas de avaliar a "pureza racial" de alguém,
faz-se oportuno lembrar que, pelo menos para a ciência, o
conceito de raça não é aplicável a seres humanos. Os recentes
avanços no campo da genômica, por exemplo, já bastaram para
mostrar que pode haver mais diferenças genéticas entre dois
indivíduos brancos do que entre um branco e um negro. (...)

Esta Folha se opõe à política de cotas por entenderque
nenhuma forma de discriminação, nem mesmo a chamada
discriminação positiva, pode ser a melhor resposta para o grave
problema do racismo. A filosofia por trás das cotas é a de que
se pode reparar uma injustiça através de outra, manobra que
raramente dá certo. (...)

(Folha de S. Paulo. 22/03/2004, p. A-2)

A pontuação está inteiramente adequada na frase:

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543Q152201 | Programação, Orientação a Objetos, Analista Judiciário Tecnologia da Informação, TRF 4a, FCC

Sobre a orientação a objetos, é correto afirmar:

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545Q261595 | Redes de Computadores, Equipamentos de Redes Roteadores, Técnico Judiciário Operação de Computador, TRF 4a, FCC

O roteador (ou router) é um equipamento utilizado em redes de maior porte. Ele é mais "inteligente" que o switch pois, além de poder fazer a mesma função deste, também tem a capacidade de escolher a melhor rota que um determinado pacote de dados deve seguir para chegar a seu destino. Os dois tipos de roteadores são

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546Q260636 | Português, Técnico Judiciário Área Administrativa, TRF 4a, FCC

Texto associado.

Atenção: Para responder a questão considere o texto abaixo.


                No campo da técnica e da ciência, nossa época produz mi-
lagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde um
custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à nature-
za, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza.
                A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanida-
des humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam tan-
os filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao al-
cance de todos, garantiria um futuro de liberdade e igualdade de
oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por
exemplo, afirma que “bibliotecas, museus, universidades, cen-
ros de investigação por meio dos quais se transmitem as huma-
nidades e as ciências podem prosperar nas proximidades dos
campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de
bom para as massas oprimidas da comunidade? Que utilidade
teve a cultura quando chegou a barbárie?”
                Numerosos trabalhos procuraram definir as características
da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revo-
lução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean
Serroy, A cultura-mundo. Nele, defende-se a ideia de uma cul-
tura global - a cultura-mundo - que vem criando, pela primeira
vez na história, denominadores culturais dos quais participam
indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os
apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias.
                Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da ima-
gem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A indústria
cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os
filmes, levando-os a todos os países, a todas as camadas
sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes
sociais e a universalização da internet.
                Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um in-
dividualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade e
as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nos-
sos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes.
                O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em
sentido estrito, ou se nos referimos a coisas completamente
diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de
Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e de John Ford.
                A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passa-
do e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pre-
tendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas ge-
rações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados
para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é
diversão, e o que não é divertido não é cultura.
 


(Adaptado de: VARGAS LLOSA, M. A civilização do espetáculo.
Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook)
Uma redação alternativa para um segmento do texto, em que se mantêm a correção e, em linhas gerais, o sentido original, está em:
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547Q260671 | Segurança da Informação, Criptografia, Técnico Judiciário Informática, TRF 4a, FCC

Na criptografia assimétrica

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548Q146785 | Engenharia Elétrica, Analista Judiciário Engenharia Elétrica, TRF 4a, FCC

No ensaio em vazio de um transformador monofásico são determinados, entre outros, os parâmetros

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549Q257796 | Redes de Computadores, Novell, Técnico Judiciário Operação de Computador, TRF 4a, FCC

O utilitário ConsoleOne permite gerenciar objetos, esquema, partições e réplicas do NDS, além de recursos de servidor NetWare e, a partir da versão 1.2, passou a contar com recursos, tais como:

I. gerenciamento das partições e réplicas do NDS e Geração de relatórios de objeto do NDS;
II. criação de designações de direitos e restrições de espaço de volume para novos usuários por meio de um gabarito;
III. modificação das propriedades de vários arquivos, pastas e volumes simultaneamente;
IV. recuperação e purgação de arquivos excluídos nos volumes NetWare.

É correto o que consta em

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550Q254526 | Informática, Hardware, Técnico Judiciário Operação de Computador, TRF 4a, FCC

Componente da placa-mãe, cuja responsabilidade é o controle de dispositivos de entrada ou saída (I/O), tais como interfaces IDE, drives de CD-ROM, de DVD-ROM e de disquete:

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551Q142056 | , Analista Judiciário Informática, TRF 4a, FCC

Localizam-se no interior de um microprocessador e servem para armazenar um número limitado de bits, geralmente uma palavra de memória. Os mais importantes possuem as funções de (I) apontar para a próxima instrução, (II) executar e armazenar a instrução em execução e, também, (III) outros que permitem o armazenamento de resultados intermediários.

Trata-se de
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552Q261610 | Enfermagem, AVE, Técnico Judiciário Enfermagem, TRF 4a, FCC

As alterações gastrointestinais agudas, queixa de boca seca, dificuldades visuais com visão dupla ou turva, dislalia, associada ao comprometimento de nervos crania- nos e a progressão neurológica dos sinais e sintomas são manifestações de

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553Q251212 | Português, Técnico Judiciário Área Administrativa, TRF 4a, FCC

Texto associado.

Atenção: As questões de números 42 a 50 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.

Elefantes são herbívoros tranqüilos. Sem predadores
naturais, só recorrem à violência quando se sentem ameaçados.
Nos últimos anos, no entanto, ficaram mais agressivos e
os ataques fatais a pessoas, animais e outros elefantes tornaram-
se mais freqüentes. Em certas partes da Ásia e da
África, eles investem contra carros, casas e, às vezes, vilas
inteiras, sem ser provocados. No mês passado, um turista
inglês que fazia um safári na reserva florestal do Quênia foi
pisoteado até a morte por um elefante, quando saiu do carro
para apreciar a natureza. Um paquiderme invadiu uma casa na
ilha de Sumatra, na Indonésia, agarrou um morador com a
tromba e o matou. "Tromba não é arma. Normalmente é usada
apenas para segurar alimentos e galhos", diz a psicóloga
americana Isabel Bradshaw, especialista em elefantes. "O que
está ocorrendo é algo totalmente fora dospadrões."

Após estudar manadas na Ásia e na África, ela concluiu
que a mudança de comportamento se deve ao colapso da estrutura
familiar dos elefantes, ocasionado pela caça aos animais
mais velhos e pela redução das reservas de vida selvagem nas
últimas décadas. Ela afirma que a espécie sofre de um distúrbio
psicológico bem conhecido entre os seres humanos, o stress
pós-traumático, que deixa esses animais propensos à depressão
e à agressividade excessiva.

Um estudo recente mostrou que os elefantes são capazes
de reconhecer a própria imagem no espelho. A experiência
coloca o paquiderme no reduzido grupo de animais com autoconsciência,
que inclui o homem, o chimpanzé e o golfinho.
Uma manada de elefantes é um grupo coeso, em que cada
membro está estreitamente ligado aos demais. O sistema de comunicação
dentro do grupo, com vibrações no solo, vocalizações
e movimentos com o corpo, é um dos mais complexos já
observados entre animais. O conhecimento - comoencontrar
água ou se comportar dentro do grupo
? é transmitido entre as
gerações. Os filhotes passam oito anos sob a tutela da mãe e
também aprendem com tias, primas e, sobretudo, com a matriarca
que lidera o grupo. Após esse período, os machos jovens
se afastam para uma temporada de aventuras entre os machos
adultos.

A matança indiscriminada fez a população mundial de
elefantes cair. Os esforços de preservação conseguiram evitar a
extinção desses mamíferos, mas não foram suficientes para
impedir o desequilíbrio dos laços familiares. Não apenas caiu o
número de matriarcas e de fêmeas mais velhas, como também
o de machos adultos, cujo papel é manter os mais jovens na
linha. Foram identificados vários grupos sem fêmeas adultas -
não é surpresa que, nessas condições, os elefantes se
comportem como jovens transviados.

(Adaptado de Duda Teixeira. Veja, 8 de novembro de 2006, p. 132-133)

.... eles investem contra carros, casas e, às vezes, vilas inteiras ... (1o parágrafo)

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:

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554Q255309 | Português, Interpretação de Textos, Técnico Judiciário Área Administrativa, TRF 4a, FCC

Texto associado.

O cosmopolita desenraizado

Quando Edward Said morreu, em setembro de 2003,
após batalhar por uma década contra a leucemia, era provavelmente
o intelectual mais conhecido do mundo. Orientalismo,
seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literatura
e pelo pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplina
acadêmica por conta própria: um quarto de século após sua
publicação, a obra continua a provocar irritação, veneração e
imitação. Mesmo que seu autor não tivesse feito mais nada,
restringindo-se a lecionar na Universidade Columbia, em Nova
York ? onde trabalhou de 1963 até sua morte ?, ele ainda teria
sido um dos acadêmicos mais influentes do final do século XX.
Mas ele não viveu confinado. Desde 1967, cada vez com
mais paixão e ímpeto, Edward Said tornou-se também um comentarista
eloquente e onipresente da crise do Oriente Médio e
defensor da causa dos palestinos. O engajamento moral e político
não chegou a constituir umdeslocamento da atenção intelectual
de Said ? sua crítica à incapacidade do Ocidente em entender
a humilhação palestina ecoa, afinal, em seus estudos sobre
o conhecimento e ficção do século XIX, presentes em Orientalismo
e em obras subsequentes. Mas isso transformou o
professor de literatura comparada da Universidade de Columbia
num intelectual notório, adorado ou execrado com igual
intensidade por milhões de leitores.
Foi um destino irônico para um homem que não se
encaixava em quase nenhum dos modelos que admiradores e
inimigos lhe atribuíam. Edward Said passou a vida inteira tangenciando
as várias causas com as quais foi associado. O
"porta-voz" involuntário da maioria dos árabes muçulmanos da
Palestina era cristão anglicano, nascido em 1935, filho de um
batista de Nazaré. O crítico intransigente da condescendência
imperial foi educado em algumas das últimas escolas coloniais
que treinavam a elite nativa nos impérios europeus; por muitos
anos faloucom mais facilidade inglês e francês do que árabe,
sendo um exemplo destacado da educação ocidental com a
qual jamais se identificaria totalmente.
Edward Said foi o herói idolatrado por uma geração de
relativistas culturais em universidades de Berkeley a Mumbai,
para quem o "orientalismo" estava por trás de tudo, desde a
construção de carreiras no obscurantismo "pós-colonial" até
denúncias de "cultura ocidental" no currículo acadêmico. Mas o
próprio Said não tinha tempo para essas bobagens. A noção de
que tudo não passava de efeito linguístico lhe parecia superficial
e "fácil". Os direitos humanos, como observou em mais de uma
ocasião, "não são entidades culturais ou gramaticais e, quando
violados, tornam-se tão reais quanto qualquer coisa que possamos
encontrar".

(Adaptado de Tony Judt. "O cosmopolita desenraizado". Piauí,
n. 41, fevereiro/2010, p. 40-43)

A passagem do texto que pode ser corretamente apresentada como uma das possíveis justificativas para o título do artigo, "O cosmopolita desenraizado", é:

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555Q258981 | Redes de Computadores, Windows, Técnico Judiciário Operação de Computador, TRF 4a, FCC

No Windows XP, o comando via prompt do MS-DOS C:> netsh int ip set dns "nome da conexão local" static 200.204.0.10 configura

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556Q686369 | Português, Analista Judiciário Sistemas de Tecnologia da Informação, TRF 4a, FCC, 2019

Deverá ser flexionado no plural o verbo que se encontra entre parênteses na seguinte frase:
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557Q260442 | Português, Técnico Judiciário Contabilidade, TRF 4a, FCC

Texto associado.

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 4, considere o texto abaixo.

Em razão do aumento progressivo da concentração de gases do efeito estufa e de alterações no uso do solo, o clima no Brasil do final do século XXI será provavelmente bem diferente do atual, a exemplo do que deverá ocorrer em outras partes do planeta. As projeções indicam que a temperatura média em todas as grandes regiões do país, sem exceção, será de 3o a 6o mais elevada em 2100 do que no final do século XX, a depender do padrão futuro das emissões desses gases. As chuvas devem apresentar um quadro mais complexo. Em biomas como a Amazônia e a caatinga, a quantidade estimada poderá ser 40% menor. Nos pampas, há uma tendência de que ocorra o inverso, com um aumento de cerca de um terço nos índices gerais de pluviosidade ao longo deste século. Nas demais áreas do Brasil, os modelos climáticos também indicam cenários com modificações preocupantes, mas o grau de confiabilidade dessas projeções é menor. Ainda assim, há indí- cios de que poderá chover significativamente mais nas porções de mata atlântica do Sul e do Sudeste e menos na do Nordeste, no cerrado, na caatinga e no pantanal. O cenário apresentado indica que os brasileiros vão conviver tanto com mais períodos de seca prolongada como de chuva forte, às vezes um após o outro. Isso sem considerar a possibilidade do aparecimento de fenômenos com grande potencial de destruição, antes raros no país, como o furacão que atingiu a costa de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul em março de 2004. Nas grandes áreas metropolitanas, e mesmo em cidades de médio porte, o avanço do concreto e do asfalto intensifica o efeito ilha urbana de calor, tornando-as mais quentes e alterando seu regime de chuvas. Esse quadro faz parte do mais completo diagnóstico já produzido sobre as principais tendências do clima futuro no país: o primeiro relatório de avaliação nacional (RAN1) do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), criado em 2009 pelos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

(Adaptado de Marcos Pivetta. Revista Fapesp, agosto de 2013, p. 16-17)

O assunto central do texto é

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558Q252347 | Contabilidade Geral, Ativo Intangível, Técnico Judiciário Contabilidade, TRF 4a, FCC

Devem ser classificados no Ativo Intangível, de acordo com a legislação vigente:

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559Q253120 | Direito Previdenciário, Seguridade Social, Técnico Judiciário Área Administrativa, TRF 4a, FCC

Considere as seguintes assertivas a respeito da seguridade social:

I. As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, integrando o orçamento da União.

II. São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei.

III. A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Público nem dele rece ber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

IV. Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado ou majorado sem a correspondente fonte de custeio total, mas poderá, no entanto, ser estendido.

De acordo com a Constituição Federal, está correto o que consta APENAS em

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560Q689635 | Português, Interpretação de Textos, Analista Judiciário, TRF 4a, FCC, 2019

Texto associado.
O poeta, quanto mais individual, mais universal, pois o homem, qualquer que seja o meio e a época, só vem a compreender e amar o que é essencialmente humano. Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim autêntico. Às vezes assalta-me o terror de que todos os meus poemas sejam apócrifos. Se estas linhas estão te aborrecendo é porque és poeta mesmo. Modéstia à parte, as digressões sobre poesia sempre me causaram tédio e perplexidade. A culpa é tua, que me pediste conselho e me colocas na insustentável situação em que me vejo quando alunos dos colégios vêm (por inocência ou maldade dos professores) fazer pesquisas com perguntas assim: “O que é poesia? Por que se tornou poeta?”. A poesia é destas coisas que a gente faz mas não diz. Não sei como vem um poema. Às vezes uma palavra, uma frase ouvida, uma repentina imagem que me ocorre nas ocasiões mais insólitas. A esta imagem respondem outras (em vez de associações de ideias, associações de imagens; creio ter sido esta a verdadeira conquista da poesia moderna). Não lhes oponho trancas nem barreiras. Vai tudo para o papel. Guardo o papel, até que um dia o releio, já esquecido de tudo. Vem logo o trabalho de corte, pois noto o que estava demais. Coisas que pareciam bonitinhas, mas que eram puro enfeite, coisas que eram puro desenvolvimento lógico (um poema não é um teorema), tudo isso eu deito abaixo, até ficar o essencial, isto é, o poema. Um poema tanto mais belo é quanto mais parecido for com um cavalo. Por não ter nada de mais nem nada de menos é que o cavalo é o mais belo ser da criação. Como vês, para isso é preciso uma luta constante. A minha está durando a vida inteira. O desfecho é sempre incerto. Sinto-me capaz de fazer um poema tão bom ou tão ruinzinho como aos dezessete anos. 
(Adaptado de: QUINTANA, Mario. “Carta”. Melhores poemas. São Paulo: Global Editora, 2005, edição digital) 
Está correta a redação do seguinte comentário: 
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