Paulo outorgou, por instrumento particular com firma
reconhecida, mandato à sua amiga Carla, conferindo-lhe poderes
gerais para administrar seus bens enquanto estivesse em viagem
internacional de longa duração. A procuração não continha
poderes expressos para alienação de bens.
Durante esse período, Carla vendeu um automóvel de propriedade
de Paulo a um terceiro, João, agindo como sua procuradora. No
contrato de compra e venda, Carla assinou expressamente em
nome de Paulo, declarando atuar como sua mandatária.
Ao retornar ao Brasil, Paulo, inconformado com a alienação,
moveu ação para reaver o automóvel, sustentando que Carla não
possuía poderes específicos para vender o bem, tornando o ato
ineficaz. João, por sua vez, alegou boa-fé e exigiu que Carla fosse
responsabilizada por eventuais perdas e danos.
Considerando os dispositivos legais aplicáveis ao contrato de
mandato e à responsabilidade do mandatário perante terceiros,
assinale a afirmativa correta.
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