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Questões de Concursos UFPR

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341Q184525 | Engenharia Civil, Materiais de Construção, Engenheiro Civil, UFPR, UFPR

Qual dos vidros abaixo apresenta como principal característica a resistência ao fogo?

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342Q170618 | Português, Interpretação de Textos, Bibliotecário Documentalista, UFPR, UFPR

Texto associado.

Darwin: o super-herói

Em seu brilhante trabalho de mitologia comparativa, Joseph Campbell (1904-1987) verificou que os heróis de todas as
culturas e religiões humanas compartilham um arco de vida similar, que ele chamou de "monomito". No livro O herói de mil faces,
ele descreve que, no processo de se transformar de humano em herói, o personagem universalmente passa por três estágios
previsíveis: separação - iniciação - retorno.
O arco de vida de Darwin acidentalmente seguiu de maneira fiel o script monomítico de Campbell. Separação: o jovem
destinado a se tornar pároco na Inglaterra vitoriana e ter uma vida monótona abandona seu país para uma aventura de volta ao
mundo no navio Beagle. Iniciação: na viagem de cinco anos (dos quais ele passou 2/3 do tempo em terra), Darwin vence várias
agruras, como constante enjoo no mar, perde a fé religiosa, descobre sua vocação de naturalista e coleta uma fantástica coleção
de espécimes biológicos. Retorno: Darwincompleta sua aventura no isolamento de sua mansão campestre e emerge como autor
da Origem das espécies, um livro contendo ideias que deram novo sentido à biologia e modificaram radicalmente a visão que a
humanidade tem de si própria e de seu lugar no universo. Certamente uma trajetória mitológica perfeita - não é de se surpreender
que Darwin tenha se tornado um super-herói.
Muita gente pensa erroneamente que evolução por seleção natural é algo hipotético, em que uma pessoa pode acreditar
ou não. Pelo contrário, a evolução darwiniana hoje é uma verdade científica. Poucas teorias científicas conseguiram amealhar
tanta evidência a seu favor. Em alguns casos, podemos observar a evolução darwiniana ocorrendo bem em frente dos nossos
olhos! Vejamos um exemplo.
Um dos maiores flagelos atuais da humanidade, a pandemia de Aids, paradoxalmente nos dá uma oportunidade única:
ver a evolução por seleção natural ocorrendo em tempo real. Isso acontece porque o vírus HIV replica-se comenorme rapidez e
também porque a enzima responsável, a transcriptase reversa, é predisposta a erros. Em consequência, o HIV está
constantemente sofrendo mutações, gerando no paciente um enxame de variantes virais sujeitas às forças da seleção natural.
Quando um medicamento anti-HIV entra na corrente sanguínea, a seleção natural favorece as variantes resistentes do
vírus, que então sobrevivem, se multiplicam e passam a predominar em pouco tempo. Este processo darwiniano é basicamente o
mesmo que ocorreu nas centenas de milhões de anos da evolução da vida na Terra, só que agora é medido em dias e horas. Não
há desenho nem direcionalidade, apenas as forças combinadas do acaso e da necessidade gerando cepas cada vez mais
resistentes.
Uma estratégia para tentar driblar esse processo de seleção é o uso concomitante de vários fármacos antirretrovirais com
alvos diferentes, a chamada terapia tríplice. Assim, para sobreviver, o vírus precisaria ter múltiplas resistências simultaneamente,o
que é muito improvável. Infelizmente a variabilidade genética é tamanha que tal multirresistência ocorre em alguns casos. Dessa
maneira, para doentes com Aids, a evolução por seleção natural é uma inimiga! Entretanto, recentemente foi descoberto que ela
pode ser manipulada a favor do paciente. Isso, como sói acontecer, foi descoberto acidentalmente.
Em 1997 a médica alemã Veronica Miller, da Universidade Goethe, em Frankfurt, estava tratando um paciente
simultaneamente com vários medicamentos anti-HIV quando observou que não só havia resistência do vírus a todos eles, como
também o paciente já estava apresentando sinais de toxicidade medicamentosa. Na falta de alternativas, ela decidiu suspender
todos os medicamentos até que os sintomas tóxicos desaparecessem. Após três meses sem tratamento o paciente foi
reexaminado e, para surpresa de todos, a resistência viral havia desaparecido! Em outras palavras, em 90 dias a população do
HIV havia evoluído de um estado de resistência atodos os fármacos a um estado de suscetibilidade a todos eles. O que havia
ocorrido?
Logo se constatou a razão. Na presença dos medicamentos, as cepas resistentes predominavam, mas algumas cópias do
vírus infectante original não resistente (o chamado tipo selvagem) sobreviviam nos linfócitos. Quando os medicamentos foram
suspensos, a vantagem seletiva das cepas resistentes desapareceu e o tipo selvagem, melhor adaptado a esse ambiente sem
fármacos, começou a se replicar com enorme velocidade e logo substituiu as mutantes resistentes. A partir dessa constatação,
nasceu o chamado "tratamento de interrupções estruturadas" da Aids, uma nova arma na guerra contra a doença, alicerçado
ortodoxamente em princípios darwinianos!

(PENA, Sérgio Danilo. Ciência Hoje on line - 12 jan. 2007 - adaptado.)

Que argumento(s) fundamenta(m) o ponto de vista do autor de que Darwin é um super-herói?

1. A similaridade entre seus dados biográficos e os estágios da metamorfose homem/herói mítico estudada por Campbell.

2. Os superpoderes adquiridos por Darwin a partir da formulação da teoria da evolução por seleção natural.

3. A contribuição do biólogo para o desenvolvimento de terapias inovadoras para a Aids.

4. A importância para a biologia e para a humanidade da obra Origem das espécies.

5. A perda da fé durante a volta ao mundo no navio Beagle.

Estão corretos os argumentos:

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343Q266473 | Inglês, Vestibular, UFPR, UFPR

Texto associado.

O texto a seguir é referência para as questões 77 a 80.
School Curriculum Falls Short on Bigger Lessons
By Tara PARKER-POPE
Now that children are back in the classroom, are they really learning the lessons that will help them succeed?
Many child development experts worry that the answer may be no. They say the ever-growing emphasis on academic performance and test scores means many children aren?t developing life skills like self-control, motivation, focus and resilience, which are far better predictors of long-term success than high grades. And it may be distorting their and their parents? values.
In one set of studies, children who solved math puzzles were praised for their intelligence or for their hard work. The first group actually did worse on subsequent tests, or took an easy way out, shunning difficult problems. The research suggests that praise for a good effort encourages harder work, while children who are consistently told they are smart do not know what to do when confronted with a difficult problem or reading assignment.
Academic achievement can certainly help children succeed, and for parents there can be a fine line between praising effort and praising performance. Words need to be chosen carefully: Instead of saying, "I?m so proud you got an ?A? on your test", a better choice is "I?m so proud of you for studying so hard". Both replies rightly celebrate the ?A?, but the second focuses on the effort that produced it, encouraging the child to keep trying in the future.
Praise outside of academics matters, too. Instead of asking your child how many points she scored on the basketball court, say, "Tell me about the game. Did you have fun? Did you play hard?". Parents also need to teach their children that they do not have to be good at everything, and there is something to be learned when a child struggles or gets a poor grade despite studying hard. One strategy is to teach children that the differences between easy and difficult subjects can provide useful information about their goals and interests. Subjects they enjoy and excel in may become the focus of their careers. Challenging but interesting classes or sports can become hobbies.

(Adapted from www.nyt.com)

Consider the following statements:
1- Parents should tell their children they do not have to be good at everything.
2- Parents should try to praise their children in their everyday life.
3- Being successful at school is more important than outside of academic matters.
4- Students with a higher performance at school are encouraged to win games.
5- Parents should help their kids see the difference between easy and difficult subjects.
6- Easy subjects may become the focus of someone?s career.

Which of the statements above are TRUE, according to the text?

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344Q265881 | Espanhol, Vestibular, UFPR, UFPR

Texto associado.

O texto a seguir é referência para as questões 73 a 76.

Ayurveda, ¿otro camino?

Jorge Luis Serra (médico argentino, se formó en pediatría en la Universidad de Buenos Aires. Actualmente es especialista en medicina ayurvédic(A).

Ayurveda es la medicina tradicional de la India, que demanda cinco años y medio de estudio en las universidades de ese país. En el idioma sánscrito, ayur significa vida, y veda, conocimiento. Literalmente, es la ciencia de la vida. Para entenderlo: no está concebido sólo como un sistema médico sino como un sistema de vida para promocionar la salud. Y aunque esto no lo sepan muchos en nuestro país, fue reconocida por la Organización Mundial de la Salud como un sistema médico tradicional. Para su diagnóstico y aplicación, pone mucho énfasis en cómo es la persona, cómo interactúa con la naturaleza y con los otros. A partir de ese conocimiento se puede hacer un plan de equilibrio con los flujos de la vida para que la persona se mantenga más sana durante más tiempo. Para un diagnóstico ayurvédico se tienen en cuenta no sólo las muestras de laboratorio y el diagnóstico por imágenes, sino también cómo habla la persona, cómo piensa, las características de su piel, si es friolenta o calurosa. Es bueno aclarar que esta medicina no propone curaciones mágicas y que los profesionales que la aplican con honestidad atravesaron un largo camino de formación. En la India hay 350 mil médicos ayurvédicos que han estudiado en la facultad. Allá tienen, además, un equivalente a nuestro Conicet, con 2 mil profesionales investigando en 20 centros regionales con convenios en universidades.
(Texto adaptado. VIVA, la revista de Clarín, 02 jan. 2006.)

Según el texto, es correcto afirmar:

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345Q185292 | Engenharia Florestal, Engenheiro Florestal, UFPR, UFPR

Comércio internacional e meio ambiente são temas muito importantes da agenda mundial. Sobre esses temas, assinale a alternativa INCORRETA.

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346Q119785 | Redes de Computadores , Segurança de Redes, Analista de Tecnologia da Informação, UFPR, UFPR

Sobre segurança de redes de computadores, considere as seguintes afirmativas:

1. Rede de perímetro é uma rede posicionada entre uma rede protegida (rede interna) e uma rede externa, para proporcionar um nível adicional de segurança a seus sistemas internos e usuários.

2. Firewall é um componente ou um conjunto de componentes que permitem restringir acesso entre uma rede protegida e a Internet, ou entre conjuntos de redes.

3 Bastian Host é uma armadilha destinada a atrair intrusos que tentam invadir um sistema, consistindo na configuração de um computador de modo a deixá-lo vulnerável a invasões.

4 DMZ ou Demilitarized é uma máquina de acesso externo, normalmente com poucos serviços de rede configurados, que permite acesso remoto via conexão segura, por exemplo "SSH".

Assinale a alternativa correta.

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347Q170598 | Português, Bibliotecário Documentalista, UFPR, UFPR

Texto associado.

O texto a seguir é referência para as questões 01 a 05.
Darwin: o super­herói

Em seu brilhante trabalho de mitologia comparativa, Joseph Campbell (1904­1987) verificou que os heróis de todas as culturas e religiões humanas compartilham um arco de vida similar, que ele chamou de "monomito". No livro O herói de mil faces, ele descreve que, no processo de se transformar de humano em herói, o personagem universalmente passa por três estágios previsíveis: separação – iniciação – retorno.
O arco de vida de Darwin acidentalmente seguiu de maneira fiel o script monomítico de Campbell. Separação: o jovem destinado a se tornar pároco na Inglaterra vitoriana e ter uma vida monótona abandona seu país para uma aventura de volta ao mundo no navio Beagle. Iniciação: na viagem de cinco anos (dos quais ele passou 2/3 do tempo em terra), Darwin vence várias agruras, como constante enjoo no mar, perde a fé religiosa, descobre sua vocação de naturalista e coleta uma fantástica coleção de espécimes biológicos. Retorno: Darwin completa sua aventura no isolamento de sua mansão campestre e emerge como autor da Origem das espécies, um livro contendo ideias que deram novo sentido à biologia e modificaram radicalmente a visão que a humanidade tem de si própria e de seu lugar no universo. Certamente uma trajetória mitológica perfeita – não é de se surpreender que Darwin tenha se tornado um super­herói.
Muita gente pensa erroneamente que evolução por seleção natural é algo hipotético, em que uma pessoa pode acreditar ou não. Pelo contrário, a evolução darwiniana hoje é uma verdade científica. Poucas teorias científicas conseguiram amealhar tanta evidência a seu favor. Em alguns casos, podemos observar a evolução darwiniana ocorrendo bem em frente dos nossos olhos! Vejamos um exemplo.
Um dos maiores flagelos atuais da humanidade, a pandemia de Aids, paradoxalmente nos dá uma oportunidade única: ver a evolução por seleção natural ocorrendo em tempo real. Isso acontece porque o vírus HIV replica­se com enorme rapidez e também porque a enzima responsável, a transcriptase reversa, é predisposta a erros. Em consequência, o HIV está constantemente sofrendo mutações, gerando no paciente um enxame de variantes virais sujeitas às forças da seleção natural. Quando um medicamento anti­HIV entra na corrente sanguínea, a seleção natural favorece as variantes resistentes do vírus, que então sobrevivem, se multiplicam e passam a predominar em pouco tempo. Este processo darwiniano é basicamente o mesmo que ocorreu nas centenas de milhões de anos da evolução da vida na Terra, só que agora é medido em dias e horas. Não há desenho nem direcionalidade, apenas as forças combinadas do acaso e da necessidade gerando cepas cada vez mais resistentes.
Uma estratégia para tentar driblar esse processo de seleção é o uso concomitante de vários fármacos antirretrovirais com alvos diferentes, a chamada terapia tríplice. Assim, para sobreviver, o vírus precisaria ter múltiplas resistências simultaneamente, o que é muito improvável. Infelizmente a variabilidade genética é tamanha que tal multirresistência ocorre em alguns casos. Dessa maneira, para doentes com Aids, a evolução por seleção natural é uma inimiga! Entretanto, recentemente foi descoberto que ela pode ser manipulada a favor do paciente. Isso, como sói acontecer, foi descoberto acidentalmente.
Em 1997 a médica alemã Veronica Miller, da Universidade Goethe, em Frankfurt, estava tratando um paciente simultaneamente com vários medicamentos anti­HIV quando observou que não só havia resistência do vírus a todos eles, como também o paciente já estava apresentando sinais de toxicidade medicamentosa. Na falta de alternativas, ela decidiu suspender todos os medicamentos até que os sintomas tóxicos desaparecessem. Após três meses sem tratamento o paciente foi reexaminado e, para surpresa de todos, a resistência viral havia desaparecido! Em outras palavras, em 90 dias a população do HIV havia evoluído de um estado de resistência a todos os fármacos a um estado de suscetibilidade a todos eles. O que havia ocorrido?
Logo se constatou a razão. Na presença dos medicamentos, as cepas resistentes predominavam, mas algumas cópias do vírus infectante original não resistente (o chamado tipo selvagem) sobreviviam nos linfócitos. Quando os medicamentos foram suspensos, a vantagem seletiva das cepas resistentes desapareceu e o tipo selvagem, melhor adaptado a esse ambiente sem fármacos, começou a se replicar com enorme velocidade e logo substituiu as mutantes resistentes. A partir dessa constatação, nasceu o chamado "tratamento de interrupções estruturadas" da Aids, uma nova arma na guerra contra a doença, alicerçado ortodoxamente em princípios darwinianos!
> (PENA, Sérgio Danilo. Ciência Hoje on line – 12 jan. 2007 – adaptado.)

Que argumento(s) fundamenta(m) o ponto de vista do autor de que Darwin é um super­herói?

1-A similaridade entre seus dados biográficos e os estágios da metamorfose homem/herói mítico estudada por Campbell.
2- Os superpoderes adquiridos por Darwin a partir da formulação da teoria da evolução por seleção natural.
3-A contribuição do biólogo para o desenvolvimento de terapias inovadoras para a Aids.
4- A importância para a biologia e para a humanidade da obra Origem das espécies.
5- A perda da fé durante a volta ao mundo no navio Beagle.

Estão corretos os argumentos:

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348Q932514 | Português, Pontuação, UFPR Vestibular UFPR, UFPR, FUNPAR UFPR, 2018

Texto associado.
Era uma vez um lobo vegano que não engolia a vovozinha, três porquinhos que se dedicavam _____ especulação imobiliária e uma estilista chamada Gretel que trabalhava de garçonete em Berlim. Não deveria nos surpreender que os contos tradicionais se adaptem aos tempos. Eles foram submetidos _____ alterações no processo de transmissão, oral ou escrita, ao longo dos séculos para adaptá-los aos gostos de cada momento. Vejamos, por exemplo, Chapeuzinho Vermelho. Em 1697 – quando a história foi colocada no papel –, Charles Perrault acrescentou _____ ela uma moral, com o objetivo de alertar as meninas quanto _____ intenções perversas dos desconhecidos. Pouco mais de um século depois, os irmãos Grimm abrandaram o enredo do conto e o coroaram com um final feliz. Se a Chapeuzinho Vermelho do século XVII era devorada pelo lobo, não seria de surpreender que a atual repreendesse a fera por sua atitude sexista quando a abordasse no bosque. A força do conto, no entanto, está no fato de que ele fala por meio de uma linguagem simbólica e nos convida a explorar a escuridão do mundo, a cartografia dos medos, tanto ancestrais como íntimos. Por isso ele desafia todos nós, incluindo os adultos. [...] A poetisa Wislawa Szymborska falou sobre um amigo escritor que propôs a algumas editoras uma peça infantil protagonizada por uma bruxa. As editoras rejeitaram a ideia. Motivo? É proibido assustar as crianças. A ganhadora do prêmio Nobel, admiradora de Andersen – cuja coragem se destacava por ter criado finais tristes –, ressalta a importância de se assustar, porque as crianças sentem uma necessidade natural de viver grandes emoções: “A figura que aparece [em seus contos] com mais frequência é a morte, um personagem implacável que penetra no âmago da felicidade e arranca o melhor, o mais amado. Andersen tratava as crianças com seriedade. Não lhes falava apenas da alegre aventura que é a vida, mas também dos infortúnios, das tristezas e de suas nem sempre merecidas calamidades”. C. S. Lewis dizia que fazer as crianças acreditar que vivem em um mundo sem violência, morte ou covardia só daria asas ao escapismo, no sentido negativo da palavra. Depois de passar dois anos mergulhado em relatos compilados durante dois séculos, Italo Calvino selecionou e editou os 200 melhores contos da tradição popular italiana. Após essa investigação literária, sentenciou: “Le fiabe sono vere [os contos de fadas são verdadeiros]”. O autor de O Barão nas Árvores tinha confirmado sua intuição de que os contos, em sua “infinita variedade e infinita repetição”, não só encapsulam os mitos duradouros de uma cultura, como também “contêm uma explicação geral do mundo, onde cabe todo o mal e todo o bem, e onde sempre se encontra o caminho para romper os mais terríveis feitiços”. Com sua extrema concisão, os contos de fadas nos falam do medo, da pobreza, da desigualdade, da inveja, da crueldade, da avareza... Por isso são verdadeiros. Os animais falantes e as fadas madrinhas não procuram confortar as crianças, e sim dotá-las de ferramentas para viver, em vez de incutir rígidos patrões de conduta, e estimular seu raciocínio moral. Se eliminarmos as partes escuras e incômodas, os contos de fadas deixarão de ser essas surpreendentes árvores sonoras que crescem na memória humana, como definiu o poeta Robert Bly. 
(Marta Rebón).
Com base no texto, considere as seguintes afirmativas:

1. Na frase “Os animais falantes e as fadas madrinhas não procuram confortar as crianças, e sim dotá-las de ferramentas para viver, em vez de incutir rígidos patrões de conduta, e estimular seu raciocínio moral”, a vírgula depois de “conduta” pode ser suprimida sem alteração do sentido. 
2. Na frase “A ganhadora do prêmio Nobel, admiradora de Andersen – cuja coragem se destacava por ter criado finais tristes –, ressalta a importância de se assustar...”, a vírgula depois do segundo travessão pode ser corretamente suprimida. 
3. No trecho “...não só encapsulam os mitos duradouros de uma cultura, como também contêm uma explicação geral do mundo...”, a vírgula depois de “cultura” pode ser corretamente suprimida.
Assinale a alternativa correta.
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349Q170151 | Biblioteconomia, Catalogação, Bibliotecário Documentalista, UFPR, UFPR

O ISSN é o identificador aceito internacionalmente para individualizar:

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350Q119674 | Engenharia de Software , UML, Analista de Tecnologia da Informação, UFPR, UFPR

Em se tratando de UML, um relacionamento estrutural que descreve um conjunto de ligações, em que as ligações são conexões entre objetos, refere-se a:

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351Q175681 | Administração Financeira e Orçamentária, Receita Pública Orçamentária e Extra orçamentária, Contador, UFPR, UFPR

Levando em consideração os estudos das receitas públicas, assinale a alternativa correta.

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352Q266030 | Espanhol, Vestibular, UFPR, UFPR

Texto associado.

Para contestar a las preguntas 77, 78, 79 y 80 utilice los dos textos a continuación.

No veo qué ganamos las mujeres

Milagros del Corral es exdirectora de la Biblioteca Nacional

Ha tardado mucho pero, al fin, la Real Academia de la Lengua ha emitido su opinión a propósito del supuesto carácter sexista del español a través del informe rigurosamente fundamentado de Ignacio Bosque. No puedo sino estar de acuerdo con la crítica responsable de la RAE. Y ello a pesar de que soy mujer y una profesional que, desde muy joven, ha trabajado en entornos mayoritariamente masculinos. Soy también consciente de que la mujer todavía está lejos de alcanzar la equiparación social y profesional que le corresponde y, en consecuencia, soy una firme partidaria de la defensa de mis derechos, que son los derechos de media humanidad. Digo, pues, no a la discriminación.
Sin embargo, esta reciente costumbre de pervertir nuestra maravillosa lengua castellana me parece un puro sinsentido. Nunca me he sentido excluida de forma gramatical alguna, singular o plural, ni creo que los hombres se sientan discriminados al ser aludidos, en singular y en plural, como artistas, periodistas, trapecistas, etcétera. Sin duda aquí se ha producido un error, aunque haya sido con la mejor intención. Aquí se ha confundido sexo con género, biología con gramática.
El activismo feminista, de la mano de una serie de instituciones que quieren ser políticamente correctas, quieren hacernos creer con sus guías de uso de lenguaje no sexista que la visibilidad de las mujeres pasa por desnaturalizar nuestro idioma con fórmulas rebuscadas, cuando no claramente atentatorias contra la morfología gramatical o sintáctica, sin miedo alguno a recargar el discurso hasta límites estéticamente insoportables: niños y niñas, andaluces y andaluzas, jueces y juezas, miembros y miembras? Eso cuando no nos atropellan con amig@s, utilización supuestamente genial del símbolo de una medida de líquidos y, más recientemente, del dominio de las direcciones de correo electrónico.
Amén del innecesario estropicio lingüístico, no creo que recomendaciones de esta naturaleza sirvan de nada a nuestra mayor visibilidad. Ni mucho menos que lleguen muy lejos. De momento, solo las aplican de forma acrítica algunos políticos de posmodernidad mal entendida. Y, desde luego, no han logrado calar en el habla popular. Y no han calado porque el pueblo es sabio e inconscientemente siente que las expresiones recomendadas rayan en lo ridículo y no convienen a la economía de la comunicación, pecado grave en la era de Twitter y el microrrelato. Quiero creer que se trata de una moda pasajera.

Pero, ¿dónde estaba la RAE?

Inés Alberdi es catedrática de Sociología de la Universidad Complutense

¿Cómo puede sorprenderse el profesor Bosque de que para preparar una Guía de uso no sexista del lenguaje no se consulte con la Academia de la Lengua? Lo que sorprende es que no haya sido esta institución la que se haya ocupado de darnos sugerencias para hacer un uso del lenguaje que no oculte a las mujeres.
¿Por qué la RAE no ha dicho nada hasta ahora de cómo el lenguaje español hace invisibles a las mujeres? ¿Dónde están sus análisis y sus recomendaciones para dar un uso más de acuerdo con la igualdad de género? La Academia es, como dice el profesor Bosque, la institución que debe vigilar por el buen uso de la lengua, pero esto no le ha parecido un problema o no le ha interesado.
Bienvenida sea la Academia de la Lengua a este debate en el que tendría que haber estado hace años. No necesariamente para decirnos lo que hay que hacer sino para sumar su conocimiento y su experiencia al de tantas otras personas e instituciones que conocen aspectos que también habrá que tener en cuenta.
En sus argumentos contra las guías se refiere casi exclusivamente a una de las cuestiones que estas señalan, la necesidad de hacer manifiesta la presencia femenina en cualquier colectivo al que nos estemos refiriendo, niñas y niños, padres y madres, cuestión que la lengua española oscurece a través del uso del genérico masculino. Este es quizás el aspecto más difícil de revisar si queremos que el español no olvide a las mujeres, pero hay muchos otros. La propuesta que hacen algunas guías, de reiterar constantemente el masculino y el femenino de todo, no le gusta y lo ridiculiza. A mí tampoco, pero no me burlo porque el tema me parece muy serio. Creo que hay formas posibles de evitar esa reiteración. Por ejemplo, hablar del género humano en vez del hombre cuando se habla de la evolución. No se trata tanto de señalar con el dedo a los que abusen del genérico masculino, como tratar de enseñar a todos a hablar con mayor rigor y respeto a la igualdad de género. La lengua es hija de la historia y por ello no debe sorprendernos que la española sea tan sexista. Pues bien, les diría, como digo a mis estudiantes, que procuren reflexionar sobre cómo escriben y traten de no olvidar a las mujeres al hacerlo.

(Textos adaptados de www.elpais.es - http://cultura.elpais.com/cultura/2012/03/05/actualidad/1330979981_863178.html)

En la relación entre la situación de la mujer en la sociedad y la lengua:

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353Q699476 | Administração Geral, Assistente em Administração, UFPR, FUNPAR NC UFPR, 2019

Sobre o planejamento tático, assinale a alternativa INCORRETA.
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354Q932475 | História, UFPR Vestibular UFPR, UFPR, FUNPAR UFPR, 2018

Texto associado.
Em 5 de outubro de 1988 foi promulgada a Constituição que se encontra em vigência no Brasil. A respeito da história da construção e da aplicação dessa Constituição, considere as seguintes afirmativas:

 1. Essa Constituição ampliou os direitos civis, políticos e sociais, tais como a previdência social, a proteção à maternidade e à infância e a garantia ao acesso universal à educação e à saúde. 
 2. Após 30 anos da promulgação dessa constituição, comemora-se o cumprimento do item III do artigo 3º da Constituição: “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”. 
 3. Essa Constituição foi elaborada por uma Assembleia Nacional Constituinte eleita por voto indireto em colégio eleitoral, por conta da rejeição da emenda das “Diretas Já” pelo Congresso Nacional.
  4. Essa Constituição foi elaborada com a finalidade de romper com o período da ditadura civil-militar (1964-1985) e atender ao processo de redemocratização. 
Assinale a alternativa correta. 
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355Q183454 | Economia, Macroeconomia, Economista, UFPR, UFPR

O economista Simon Kuznets verificou que ao longo de 67 anos a propensão média a consumir da renda nos EUA se manteve praticamente constante, mesmo com o aumento da renda. A essa evidência inesperada para as teorias disponíveis à época, algumas respostas ganharam destaque. Acerca disso, considere as seguintes ideias:

1. Hipótese do ciclo de vida, de Franco Modigliani.
2. Teoria do consumo da renda permanente, de Milton Friedman.
3. Hipótese das razões inversas de poupança e investimento, de Feldstein e Horioka.
4. Abordagem das expectativas racionais, de Robert Lucas.

Caracterizam-se como respostas ao problema apresentado:

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356Q185328 | Engenharia Florestal, Engenheiro Florestal, UFPR, UFPR

A respeito das partes de um vegetal superior, é correto afirmar:

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357Q169972 | Direito Administrativo, Bibliotecário Documentalista, UFPR, UFPR

Tendo por base as disposições da Lei 8.112, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) São requisitos básicos para investidura em cargo público, entre outros, a nacionalidade brasileira, o gozo dos direitos políticos e idade mínima de 18 anos.

( ) São formas de provimento de cargo público: nomeação, promoção, readaptação, reversão, aproveitamento, reintegração e recondução.

( ) É de 30 dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da posse.

( ) É de 30 dias o prazo para o ato da posse, contados da publicação do ato de provimento.

( ) O prazo para que o servidor entre em exercício poderá ser prorrogado, a pedido do servidor, por período não superior a 180 dias.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

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358Q266235 | Francês, Vestibular, UFPR, UFPR

Texto associado.

O texto a seguir é referência para as questões 73 a 75.

LA FIN DU CALVAIRE DE STÉPHANE TAPONIER ET HERVÉ GHESQUIÈRE: OTAGES EN AFGHANISTAN DEPUIS FIN 2009.

Un lien avec le retrait des troupes ou Ben Laden?
Hasard ou pas, la libération des otages suit de près l?annonce, la semaine dernière, du retrait partiel des troupes françaises en Afghanistan. «Loin de moi l?idée de dénigrer tel ou tel effort du gouvernement, mais il y a un contexte international qui a facilité cette libération, avec notamment l?annonce du retrait des troupes françaises d?Afghanistan», a déclaré Ségolène Royal. Au Ministère des Affaires Etrangères, on se refuse en tous les cas à faire le lien entre les deux événements. «Honnêtement, je n?en sais rien, répond le porte-parole du Quai d?Orsay, Bernard Valéro. Ce que je sais, c?est qu?il s?agit de l?aboutissement d?un long travail». «Le temps des Afghans n?est pas le nôtre, précise-t-il, sous-entendant que le dénouement de l?affaire serait à chercher en amont de l?annonce du retrait des troupes. Hervé Morin, ancien ministre de la Défense, balaie également toute possibilité de lien entre les deux actus. «Je n?y crois pas un seul instant (...). En revanche, qu?il y ait pu avoir un lien entre la mort de Oussama Ben Laden et la libération des otages, ce n?est pas impossible». Gérard Longuet, l?actuel ministre de la Défense, avait déjà estimé que le décès du chef d?Al-Qaida pourrait jouer «positivement». Avant d?être recadré par le premier ministre. A.S.

(20 minutes, no 2078, 30 juin 2011, p. 6 )

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359Q698559 | Raciocínio Lógico, Problemas Lógicos Com Dados, Assistente em Administração, UFPR, FUNPAR NC UFPR, 2019

Marina organizou a seleção de modelos para uma campanha publicitária. Para facilitar a escolha, classificou as candidatas em relação a quatro atributos: jovens ou maduras, altas ou baixas, tatuadas ou não tatuadas e de cabelos curtos ou longos. Marina observou que: se a modelo era jovem, então era baixa ou tinha cabelos curtos; se a modelo tinha tatuagem ou cabelos curtos, então era alta. De acordo com essas informações, podemos, sem risco de cometer erros, concluir que:
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360Q932098 | Geografia, UFPR Vestibular UFPR, UFPR, FUNPAR UFPR, 2018

Texto associado.
Os avanços científicos e tecnológicos têm possibilitado uma compreensão crescente sobre a dinâmica climática global. Apesar desses avanços, grande parte da população mundial ainda não tem acesso aos conhecimentos e tecnologias à disposição e, para a compreensão e predição dos fenômenos naturais que vivenciam, muitos continuam se baseando em conhecimentos populares tradicionais passados de geração em geração. Essas habilidades tradicionais de prognóstico do tempo “se efetivam no contato contínuo do homem com o ambiente, reforçadas pela inteligência, atenção, sensibilidade e experiência, que variam muito de um indivíduo para outro” (Sartori, 2002). A respeito do assunto, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: 
 
 ( ) A observação de sinais da natureza para a previsão das chuvas é bastante difundida entre os sertanejos do Nordeste do Brasil, conhecidos como “profetas do tempo”. 
 ( ) A compreensão fenomenológica do clima e do tempo restringe-se às áreas rurais, que permitem o contato direto do ser humano com a natureza.
 ( ) A observação da fauna e da flora, seja através da presença ou ausência de espécies, da floração e frutificação, são elementos comuns e recorrentes de referência para a compreensão fenomenológica do clima e do tempo. 
 ( ) A observação das condições atmosféricas, através da direção do vento, tipos de nuvens e variação da temperatura, integra os elementos de referência para a compreensão fenomenológica do clima e do tempo. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
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