Início

Questões de Concursos UFT

Resolva questões de UFT comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


201Q678982 | Português, Figuras de Linguagem, Língua Portuguesa Inglês e Matemática, UFT, COPESE UFT, 2019

Leia o fragmento do Poema sujo, de Ferreira Gullar, para responder a QUESTÃO.

(...) Sobre os jardins da cidade

urino pus. Me extravio

Na Rua da Estrela, escorrego

No Beco do Precipício.

Me lavo no Ribeirão.

Mijo na Fonte do Bispo.

Na Rua do Sol me cego,

na Rua da Paz me revolto

na do Comércio me nego

mas na das Hortas floresço;

na dos Prazeres soluço

na da Palma me conheço

na do Alecrim me perfumo

na da Saúde adoeço

na do Desterro me encontro

na da Alegria me perco

Na Rua do Carmo berro

na Rua Direita erro

e na da Aurora adormeço (...)

Fonte: GULLAR, Ferreira. Poema sujo. Rio de Janeiro, José Olympio, 2004, p. 52-53.

Sobre o fragmento, é INCORRETO afirmar que o eu-lírico:

  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

202Q949321 | Inglês, Verbos Verbs, Língua Portuguesa Inglês e Matemática, UFT, COPESE UFT, 2018

Texto associado.
Pluto should be reclassified as a planet, experts say

The reason Pluto lost its planet status is not valid, according to new research from the University of Central Florida in Orlando. In 2006, the International Astronomical Union (IAU), a global group of astronomy experts, established a definition of a planet that required it to "clear" its orbit, or in other words, be the largest gravitational force in its orbit. […]
Metzger, who is lead author on the study, reviewed scientific literature from the past 200 years and found only one publication -- from 1802 -- that used the clearing-orbit requirement to classify planets, and it was based on since-disproven reasoning.
"It's a sloppy definition," Metzger said of the IAU's definition. "They didn't say what they meant by clearing their orbit. If you take that literally, then there are no planets, because no planet clears its orbit." […]
Metzger said that the definition of a planet should be based on its intrinsic properties, rather than ones that can change, such as the dynamics of a planet's orbit. "Dynamics are not constant, they are constantly changing," Metzger said. "So, they are not the fundamental description of a body, they are just the occupation of a body at a current era."
Instead, Metzger recommends classifying a planet based on if it is large enough that its gravity allows it to become spherical in shape. "And that's not just an arbitrary definition, Metzger said. "It turns out this is an important milestone in the evolution of a planetary body, because apparently when it happens, it initiates active geology in the body."

Source: University of Central Florida. "Pluto should be reclassified as a planet, experts say."
ScienceDaily, 7 September 2018. Available at:<www.sciencedaily.com/releases/2018/09/180907110422.htm>.
According to Metzger, the IAU's definition of a planet was careless because:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

203Q949298 | Física, Teoria Quântica, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, UFT, COPESE UFT, 2018

Transições de fase são mudanças físicas que envolvem mudanças na entalpia e na entropia do sistema. Qual das transições abaixo envolve a maior VARIAÇÃO DE ENTROPIA para o sistema?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

204Q678978 | Português, Significação Contextual de Palavras, Língua Portuguesa Inglês e Matemática, UFT, COPESE UFT, 2019

Texto associado.
Texto I
Empatia, o sentimento que pode mudar a sociedade

Sem empatia, sobra intolerância, bullying, violência. Sem gastar um segundo imaginando como o outro se sente, de onde vem, em qual contexto foi criado, ao que foi exposto, sem se lembrar que cada um tem sua história e sem tentar entender como é estar na pele do outro, surgem os crimes de ódio, as discussões acaloradas nas redes sociais, o fim de amizades de uma vida toda. É preciso ter empatia para aprender que não existe verdade absoluta, que tudo depende do ponto de vista.
Segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, o Brasil não é dos países mais empáticos do mundo. Sim, somos conhecidos pela alegria e pela hospitalidade, mas quando falamos em se colocar no lugar do outro e tentar entender o que ele sente, ainda estamos muito longe do ideal. [...] Mas o problema do egocentrismo e da falta de amor ao próximo não é exclusivo dos brasileiros. É uma preocupação mundial.

Afinal, o que é empatia?
A empatia é, em termos simples, a habilidade de se colocar no lugar do outro. Por exemplo, se você, leitor, escuta uma história sobre uma criança que teve muitos problemas de saúde, que vem de uma família muito pobre, e se comove, é possível ter dois tipos de emoção: o dó, que é a simpatia; ou se colocar no lugar daquela criança, imaginar o que ela passou e tentar entender o que ela sentia, enxergar o panorama a partir dos olhos dela. “É ser sensível a ponto de compreender emoções e sentimentos de outras pessoas”, explica Rodrigo Scaranari, presidente da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional. E é uma característica que pode, sim, ser aprendida ou, pelo menos, treinada. Para Rodrigo, o exercício passa pelo autoconhecimento: para compreender a emoção do outro, é preciso conhecer e entender o que se passa dentro da própria cabeça. [...]
Mas por que nos colocamos no lugar do outro? Para o psicólogo, psicanalista e professor João Ângelo Fantini, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a empatia seria “uma forma de restabelecer um contato com um objeto de amor perdido, uma parte incompreendida do sujeito”. Enxergamos no outro uma humanidade compartilhada, sentimentos que também temos e que são aplicados em situações completamente diferentes. Por reconhecermos nós mesmos no próximo, temos empatia. [...]

Um caminho desde a infância

Para reverter o cenário de crianças que crescem cada vez mais centradas em si mesmas e nos próprios problemas como reflexo da sociedade atual, a ONG (Organização Não Governamental) americana Roots of Empathy (Raízes da Empatia) atua em escolas tentando ensinar os pequenos a se colocar no lugar do outro. Uma vez por mês, durante nove meses, uma sala de aula recebe um bebê e sua família, além de um instrutor, para que as crianças acompanhem o crescimento da confiança e dos laços emocionais de outras pessoas. Frequentemente, eles começam a enxergar nos colegas emoções que aprenderam com os instrutores.
Os resultados desse experimento são crianças menos agressivas, que combatem o bullying por entender como o outro se sente, e que têm inteligência emocional mais apurada, entendendo as próprias emoções. O programa é internacional, mas o ensino da empatia pode ser feito de diversas outras maneiras.
A servidora pública Clara Fagundes, 32 anos, por exemplo, considera importante estimular a filha, Helena, 3 anos, aconviver harmonicamente com os outros e com o meio ambiente. Fez questão de escolher para a pequena uma escola que seguisse os mesmos valores apreciados por ela. “Minha mãe já era muito adepta ao diálogo comigo nos anos 1980, mas, hoje em dia, há tantas outras questões que não são discutidas, como a do desperdício”, cita Clara.
A festa de aniversário de Helena foi na escola. Não produziram lixo, não foram usados enfeites descartáveis. As crianças ajudaram na organização e em toda a decoração: até as mais velhas, que não a conheciam, ajudaram. Além disso, em vez de receber um presente de cada colega, a aniversariante ganhou apenas um presente coletivo, feito pelos próprios colegas: uma casinha de papelão. Sem egoísmo, todos brincaram com o presente e, no fim, Helena levou à sua casa.
[...]
Fonte: SCARANARI, Rodrigo. Disponível em:
<http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-esaude/2017/01/04/internas_cienciaesaude,682928/empatia-o-sentimento-quepode-mudar-a-sociedade.shtml> Acesso em: 06 fev. 2019 (adaptado).
Ainda sobre a interpretação do texto I, assinale a alternativa CORRETA.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

205Q679020 | Geografia, Modernização Agrícola, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, UFT, COPESE UFT, 2019

O relatório Perspectivas Agrícolas (2014–2023) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) indica que os países em desenvolvimento apresentarão um crescimento maior na produção agrícola entre (2014 e 2023), e ainda prevê que haverá um aumento nas trocas comerciais de produtos agrícolas entre países do Sul, a exemplo de Brasil e China. Desta forma entende-se que a inter-relação entre agricultura, indústria e comércio estarão cada vez mais intensas nas próximas décadas.
Fonte: OCDE-FAO - Perspectivas Agrícolas 2014-2023. (adaptado) Disponível em: http://www.fao.org/3/a-i3818s.pdf

Considere as afirmativas a seguir sobre a inter-relação agricultura, indústria e comércio no Brasil.

I. No Brasil a agroindústria iniciou-se por volta de 1970 ao mesmo tempo em que a chamada Revolução Verde.
II. O desenvolvimento do comércio brasileiro pós revolução tecnológica da década de 1990 tornou-se independente da produção indústrial interna.
III. O agronegócio e a agroindústria são expressões que denotam forte relação da agricultura com o sistema financeiro.
IV. A inter-relação entre o campo e a cidade ganha mais importância no século XXI, porque as atividades econômicas e sociais desses dois espaços são interdependentes e se influenciam mutuamente.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

206Q679022 | Geografia, Escalas, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, UFT, COPESE UFT, 2019

Com o objetivo de conhecer a distância entre dois pontos no mapa, considere a representação cartográfica da cidade de Palmas na escala 1:250.000 (cm). A distância entre o Palácio Araguaia (Ponto A) e o aeroporto da capital (Ponto B) em linha reta é de 5 cm.
É CORRETO afirmar que a distância entre os Pontos A e B é de:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

207Q949317 | Literatura, Escolas Literárias, Língua Portuguesa Inglês e Matemática, UFT, COPESE UFT, 2018

Leia o fragmento do poema Cantoria, de Cora Coralina, para responder a QUESTÃO.
Cantoria Meti o peito em Goiás e canto como ninguém. Canto as pedras, canto as águas, as lavadeiras, também.
Cantei um velho quintal com murada de pedra. Cantei um portão alto com escada caída.
Cantei a casinha velha de velha pobrezinha. Cantei colcha furada estendida no lajedo; muito sentida, pedi remendos pra ela. (...)
Fonte: CORALINA, Cora. Meu livro de Cordel. São Paulo: Global, 2013, p. 9.
A partir da leitura do excerto de Cantoria, é INCORRETO afirmar que
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

208Q679031 | Física, Eletrostática e Lei de Coulomb Força Elétrica, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, UFT, COPESE UFT, 2019

O diodo é um dispositivo do circuito que permite a passagem da corrente em apenas um sentido. Atualmente, os diodos emissores de luz, também conhecidos pela sigla LED (Light Emitting Diode), estão em destaque por serem uma importante alternativa para a iluminação pública e residencial. Isso ocorre devido seu baixo consumo de energia elétrica, vida útil mais longa e alto rendimento. Com relação ao LED é CORRETO afirmar que:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

209Q949305 | Arquivologia, Pontuação, Língua Portuguesa Inglês e Matemática, UFT, COPESE UFT, 2018

Texto associado.
Opinião não é argumento
Aqui está uma história que pode ser verdadeira no contexto atual do Brasil. Um jovem professor de Filosofia, instruindo seus alunos à Filosofia da Religião, introduz, à maneira que a Filosofia opera há séculos, argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus. Um dos alunos se queixa, para o diretor e também nas onipresentes redes sociais, de que suas crenças religiosas estão sendo atacadas. “Eu tenho direito às minhas crenças”. O diretor concorda com o aluno e força o professor a desistir de ensinar Filosofia da Religião.
Mas o que é exatamente um “direito às minhas crenças”? [...] O direito à crença, nesse caso, poderia ser visto como o “direito evidencial”. Alguém tem um direito evidencial à sua crença se estiver disposto a fornecer evidências apropriadas em apoio a ela. Mas o que o estudante e o diretor estão reivindicando e promovendo não parece ser esse direito, pois isso implicaria precisamente a necessidade de pôr as evidencias à prova.
Parece que o estudante está reivindicando outra coisa, um certo “direito moral” à sua crença, como avaliado pelo filósofo americano Joel Feinberg, que trabalhou temas da Ética, Teoria da Ação e Filosofia Política. O estudante está afirmando que tem o direito moral de acreditar no que quiser, mesmo em crenças falsas.
Muitas pessoas acham que, se têm um direito moral a uma crença, todo mundo tem o dever de não as privar dessa crença, o que envolve não criticá-la, não mostrar que é ilógica ou que lhe falta apoio evidencial. O problema é que essa é uma maneira cada vez mais comum de pensar sobre o direito de acreditar. E as grandes perdedoras são a liberdade de expressão e a democracia.
[...] A defesa de uma crença está restrita ao uso de métodos que pertence ao espaço das razões – argumentação e persuasão, em vez de força. Você tem o direito de avançar sua crença na arena pública usando os mesmos métodos de que seus oponentes dispõem para dissuadi-lo. O pior acontece quando crenças se materializam em opinião, e são usadas como substitutas de argumentos, quando o “Eu tenho direito às minhas crenças” se transforma em “Eu tenho direito à minha opinião”. Crenças e opiniões não são argumentos. Mais precisamente, crenças diferem de opinião, que diferem de fatos, que diferem de argumentos. Um fato é algo que pode ser comprovado verdadeiro. Por exemplo, é um fato que Júpiter é o maior planeta do sistema solar tanto em diâmetro quanto em massa. Esse fato pode ser provado pela observação ou pela consulta a uma fonte fidedigna.
Uma crença é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade, como “passar debaixo de uma escada dá azar”. Isso certamente não pode ser provado (ou pelo menos nunca foi). Mas a pessoa ainda pode manter sua crença, como vimos, se não pelo “direito evidencial”, apelando para o “direito moral”. Ou ainda, pelo mesmo “direito moral”, deixar de acreditar no que ela própria pensa ser evidência, como no caso do famoso dito (atribuído a Sancho Pança): “Não creio em bruxas, ainda que existam”. [...]

Fonte: CARNIELLI, Walter. Página Aberta. In: Revista Veja. Edição 2578, ano 51, nº 16. São Paulo: Editora Abril, 2018, p. 64 (fragmento adaptado).
Sobre a interpretação do texto, assinale a alternativa CORRETA.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

210Q678998 | Matemática, Porcentagem, Língua Portuguesa Inglês e Matemática, UFT, COPESE UFT, 2019

Na lanchonete “Cerrado Sempre” vende-se somente sucos de frutas do cerrado. Após uma análise sobre os sabores mais procurados, chegou-se à seguinte conclusão: 37% preferem suco de cajá, 28% preferem suco de cagaita, 15% preferem suco de murici, e o restante dos clientes, que são 120, preferem de outros sabores.
Com base nos dados anteriores, quantos clientes foram analisados?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

211Q679042 | Biologia, Núcleo interfásico e código genético, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, UFT, COPESE UFT, 2019

Analise as afirmativas a seguir em relação aos tipos de RNAs e suas funções.

I. O mRNA contém a sequência codificante da proteína e os elementos de reconhecimento para a iniciação e a terminação da tradução.
II. Os nucleotídeos do RNA mensageiro podem ser de quatro tipos quanto às bases nitrogenadas que são A, G, C e T.
III. Os RNAs transportadores são responsáveis pelo transporte dos nucleotídeos até seus respectivos códons no RNA ribossômico.
IV. Os ribossomos são estruturas constituídas por RNA, conhecidos como RNAs ribossômicos, e por várias proteínas ribossômicas.
V. Os tRNAs, cada qual unido ao seu respectivo aminoácido, unem-se à subunidade maior do ribossomo em locais específicos.

Assinale a alternativa CORRETA.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

212Q679122 | Física, Conteúdos Básicos, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, UFT, COPESE UFT, 2019

Devido às queimadas, a qualidade do ar na Amazônia brasileira tem sido motivo de destaque nos noticiários. O nível de concentração de material particulado fino (PM2.5) em algumas cidades acreanas, foi três vezes superior ao limite aceitável da concentração média diária. Segundo a Resolução CONAMA nº 491 de 19/11/2018, o valor de PM2.5 não pode ultrapassar os níveis de exposição de 25 mg/m³ . Este é um dos principais indicadores de qualidade do ar, adotados universalmente.
Considerando uma sala com dimensões 2m x 3m x 5m , assinale a alternativa CORRETA que expressa a quantidade máxima de massa de material particulado fino que esta sala pode conter, sem ultrapassar o limite aceitável de qualidade do ar.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

213Q678997 | Matemática, Regra de Três, Língua Portuguesa Inglês e Matemática, UFT, COPESE UFT, 2019

Uma secretária acadêmica tem a função de digitar documentos. Em média, com 6 horas de trabalho, ela consegue digitar 18 folhas de 50 linhas por página. Se ela mudar o regime de trabalho para 8 horas por dia e mantiver o mesmo ritmo de trabalho, quantas folhas ela conseguirá digitar, considerando-se cada página com 40 linhas?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

214Q949327 | Matemática, Equação de 2 Grau e Problemas de 2 Grau, Língua Portuguesa Inglês e Matemática, UFT, COPESE UFT, 2018

Em um curso de graduação da UFT, um quinto dos acadêmicos tem altura menor que 1,60 metros, metade tem altura de 1,60 a 1,70 metros e 75 acadêmicos têm mais de 1,70 metros. Quantos acadêmicos, no total, tem o referido curso?
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

215Q679110 | Geografia, Sistemas agrícolas, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, UFT, COPESE UFT, 2019

Analise as afirmativas sobre os sistemas de produção rural.
I. A agricultura de autoconsumo é praticada, atualmente, por famílias rurais brasileiras e se baseia na produção de alimentos para o mercado consumidor com subsídios governamentais e uso de avançadas tecnologias.
II. A agricultura de jardinagem desenvolve-se, sobretudo, em solos inundáveis e é muito comum nas margens de rios. Sendo a rizicultura o principal cultivo, no sudeste asiático, desse sistema de produção.
III. Praticada nas encostas férteis de morros e montanhas, a agricultura de terraceamento baseia-se no uso de terraços que reduzem a erosão e favorecem maior absorção da água pelo solo.
IV. A agricultura comercial moderna se diferencia das tradicionais plantations por empregar tecnologia avançada que gera maior produtividade e lucro. Esse sistema tem atraído grupos empresariais estrangeiros interessados não apenas na produção agrária, mas também em conquistar o mercado consumidor.
Assinale a alternativa CORRETA.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

216Q678980 | Arquivologia, Ortografia, Língua Portuguesa Inglês e Matemática, UFT, COPESE UFT, 2019

Texto associado.
Texto I
Empatia, o sentimento que pode mudar a sociedade

Sem empatia, sobra intolerância, bullying, violência. Sem gastar um segundo imaginando como o outro se sente, de onde vem, em qual contexto foi criado, ao que foi exposto, sem se lembrar que cada um tem sua história e sem tentar entender como é estar na pele do outro, surgem os crimes de ódio, as discussões acaloradas nas redes sociais, o fim de amizades de uma vida toda. É preciso ter empatia para aprender que não existe verdade absoluta, que tudo depende do ponto de vista.
Segundo uma pesquisa da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, o Brasil não é dos países mais empáticos do mundo. Sim, somos conhecidos pela alegria e pela hospitalidade, mas quando falamos em se colocar no lugar do outro e tentar entender o que ele sente, ainda estamos muito longe do ideal. [...] Mas o problema do egocentrismo e da falta de amor ao próximo não é exclusivo dos brasileiros. É uma preocupação mundial.

Afinal, o que é empatia?
A empatia é, em termos simples, a habilidade de se colocar no lugar do outro. Por exemplo, se você, leitor, escuta uma história sobre uma criança que teve muitos problemas de saúde, que vem de uma família muito pobre, e se comove, é possível ter dois tipos de emoção: o dó, que é a simpatia; ou se colocar no lugar daquela criança, imaginar o que ela passou e tentar entender o que ela sentia, enxergar o panorama a partir dos olhos dela. “É ser sensível a ponto de compreender emoções e sentimentos de outras pessoas”, explica Rodrigo Scaranari, presidente da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional. E é uma característica que pode, sim, ser aprendida ou, pelo menos, treinada. Para Rodrigo, o exercício passa pelo autoconhecimento: para compreender a emoção do outro, é preciso conhecer e entender o que se passa dentro da própria cabeça. [...]
Mas por que nos colocamos no lugar do outro? Para o psicólogo, psicanalista e professor João Ângelo Fantini, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a empatia seria “uma forma de restabelecer um contato com um objeto de amor perdido, uma parte incompreendida do sujeito”. Enxergamos no outro uma humanidade compartilhada, sentimentos que também temos e que são aplicados em situações completamente diferentes. Por reconhecermos nós mesmos no próximo, temos empatia. [...]

Um caminho desde a infância

Para reverter o cenário de crianças que crescem cada vez mais centradas em si mesmas e nos próprios problemas como reflexo da sociedade atual, a ONG (Organização Não Governamental) americana Roots of Empathy (Raízes da Empatia) atua em escolas tentando ensinar os pequenos a se colocar no lugar do outro. Uma vez por mês, durante nove meses, uma sala de aula recebe um bebê e sua família, além de um instrutor, para que as crianças acompanhem o crescimento da confiança e dos laços emocionais de outras pessoas. Frequentemente, eles começam a enxergar nos colegas emoções que aprenderam com os instrutores.
Os resultados desse experimento são crianças menos agressivas, que combatem o bullying por entender como o outro se sente, e que têm inteligência emocional mais apurada, entendendo as próprias emoções. O programa é internacional, mas o ensino da empatia pode ser feito de diversas outras maneiras.
A servidora pública Clara Fagundes, 32 anos, por exemplo, considera importante estimular a filha, Helena, 3 anos, aconviver harmonicamente com os outros e com o meio ambiente. Fez questão de escolher para a pequena uma escola que seguisse os mesmos valores apreciados por ela. “Minha mãe já era muito adepta ao diálogo comigo nos anos 1980, mas, hoje em dia, há tantas outras questões que não são discutidas, como a do desperdício”, cita Clara.
A festa de aniversário de Helena foi na escola. Não produziram lixo, não foram usados enfeites descartáveis. As crianças ajudaram na organização e em toda a decoração: até as mais velhas, que não a conheciam, ajudaram. Além disso, em vez de receber um presente de cada colega, a aniversariante ganhou apenas um presente coletivo, feito pelos próprios colegas: uma casinha de papelão. Sem egoísmo, todos brincaram com o presente e, no fim, Helena levou à sua casa.
[...]
Fonte: SCARANARI, Rodrigo. Disponível em:
<http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-esaude/2017/01/04/internas_cienciaesaude,682928/empatia-o-sentimento-quepode-mudar-a-sociedade.shtml> Acesso em: 06 fev. 2019 (adaptado).
Em: “Os resultados desse experimento são crianças menos agressivas, que combatem o bullying por entender como o outro se sente, e que têm inteligência emocional mais apurada, entendendo as próprias emoções.” (6º parágrafo), o verbo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo gramatical e semântico, por:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

217Q949309 | Português, Estrutura das Palavras Radical, Língua Portuguesa Inglês e Matemática, UFT, COPESE UFT, 2018

Texto associado.
Opinião não é argumento
Aqui está uma história que pode ser verdadeira no contexto atual do Brasil. Um jovem professor de Filosofia, instruindo seus alunos à Filosofia da Religião, introduz, à maneira que a Filosofia opera há séculos, argumentos favoráveis e contrários à existência de Deus. Um dos alunos se queixa, para o diretor e também nas onipresentes redes sociais, de que suas crenças religiosas estão sendo atacadas. “Eu tenho direito às minhas crenças”. O diretor concorda com o aluno e força o professor a desistir de ensinar Filosofia da Religião.
Mas o que é exatamente um “direito às minhas crenças”? [...] O direito à crença, nesse caso, poderia ser visto como o “direito evidencial”. Alguém tem um direito evidencial à sua crença se estiver disposto a fornecer evidências apropriadas em apoio a ela. Mas o que o estudante e o diretor estão reivindicando e promovendo não parece ser esse direito, pois isso implicaria precisamente a necessidade de pôr as evidencias à prova.
Parece que o estudante está reivindicando outra coisa, um certo “direito moral” à sua crença, como avaliado pelo filósofo americano Joel Feinberg, que trabalhou temas da Ética, Teoria da Ação e Filosofia Política. O estudante está afirmando que tem o direito moral de acreditar no que quiser, mesmo em crenças falsas.
Muitas pessoas acham que, se têm um direito moral a uma crença, todo mundo tem o dever de não as privar dessa crença, o que envolve não criticá-la, não mostrar que é ilógica ou que lhe falta apoio evidencial. O problema é que essa é uma maneira cada vez mais comum de pensar sobre o direito de acreditar. E as grandes perdedoras são a liberdade de expressão e a democracia.
[...] A defesa de uma crença está restrita ao uso de métodos que pertence ao espaço das razões – argumentação e persuasão, em vez de força. Você tem o direito de avançar sua crença na arena pública usando os mesmos métodos de que seus oponentes dispõem para dissuadi-lo. O pior acontece quando crenças se materializam em opinião, e são usadas como substitutas de argumentos, quando o “Eu tenho direito às minhas crenças” se transforma em “Eu tenho direito à minha opinião”. Crenças e opiniões não são argumentos. Mais precisamente, crenças diferem de opinião, que diferem de fatos, que diferem de argumentos. Um fato é algo que pode ser comprovado verdadeiro. Por exemplo, é um fato que Júpiter é o maior planeta do sistema solar tanto em diâmetro quanto em massa. Esse fato pode ser provado pela observação ou pela consulta a uma fonte fidedigna.
Uma crença é uma ideia ou convicção que alguém aceita como verdade, como “passar debaixo de uma escada dá azar”. Isso certamente não pode ser provado (ou pelo menos nunca foi). Mas a pessoa ainda pode manter sua crença, como vimos, se não pelo “direito evidencial”, apelando para o “direito moral”. Ou ainda, pelo mesmo “direito moral”, deixar de acreditar no que ela própria pensa ser evidência, como no caso do famoso dito (atribuído a Sancho Pança): “Não creio em bruxas, ainda que existam”. [...]

Fonte: CARNIELLI, Walter. Página Aberta. In: Revista Veja. Edição 2578, ano 51, nº 16. São Paulo: Editora Abril, 2018, p. 64 (fragmento adaptado).
Quanto ao encadeamento das ideias, contidas nos parágrafos do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

218Q949302 | Biologia, Núcleo interfásico e código genético, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, UFT, COPESE UFT, 2018

Duas ou mais espécies podem interagir de diversas maneiras na natureza. A interação entre duas espécies quando o recurso não é suficiente para ambas pode resultar na exclusão de uma delas. Esta interação chama-se:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

219Q679118 | Sociologia, Max Weber e a Ação Social, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, UFT, COPESE UFT, 2019

Max Weber formula o conceito de sociologia como “uma ciência que pretende compreender interpretativamente a ação social e assim explicá-la causalmente em seu curso e em seus efeitos.”
Fonte: WEBER, Max. Economia e Sociedade. Brasília: Editora UNB: São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 1999.
Nesse sentido, sua sociologia é também dedicada a acompanhar a ação social, conceito fundamental para o entendimento da sociedade moderna, dos interesses individuais e suas motivações na mobilização e agenciamento dos sentidos da ação, caracterizando, assim, tipos de ação social. Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️

220Q949315 | Literatura, Escolas Literárias, Língua Portuguesa Inglês e Matemática, UFT, COPESE UFT, 2018

Leia a seguir o fragmento do poema Mundo Pequeno, de Manoel de Barros, para responder a QUESTÃO.

Mundo Pequeno
Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas. Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito. Eu pensava que fosse um sujeito escaleno. – Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse. Ele fez um limpamento em meus receios. O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas... E se riu. Você não é de bugre? – ele continuou. Que sim, eu respondi. Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas – Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros. Há que apenas saber errar bem o seu idioma. Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de agramática.

Fonte: BARROS, Manoel de. O livro das Ignorãças. In: Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010, p. 319-320.


O excerto do poema traz o descobrimento, inquietação e questionamento do menino Manoel pela “doença das frases”.
É CORRETO afirmar que esta doença pode ser lida como um desvio:
  1. ✂️
  2. ✂️
  3. ✂️
  4. ✂️
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.