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Questões de Concursos UNICAMP

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441Q932054 | Português, UNICAMP Vestibular UNICAMP, UNICAMP, COMVEST

Texto associado.
A fim de dar exemplos de sua teoria da “alma exterior”, o narrador-personagem do conto “O espelho”, de Machado de Assis, refere-se a uma senhora conhecida sua “que muda de alma exterior cinco, seis vezes por ano”. E, questionado sobre a identidade dessa mulher, afirma: “Essa senhora é parenta do diabo, e tem o mesmo nome: chama-se Legião...” 
Considerando o contexto dessa frase no conto, pode-se dizer que ela constitui
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442Q931553 | Português, Interpretação de Textos, UNICAMP Vestibular UNICAMP, UNICAMP, COMVEST

Texto associado.
“São Francisco botava o dedo nas feridas dos leprosos. Mas é que ele era um santo, fazia milagres, e ela é simplesmente Doralice Leitão Leiria, um ser humano como qualquer outro.”
(Érico Veríssimo, Caminhos cruzados. São Paulo: Companhia de Bolso, 2016, p.77.)
“ – Queres seguir a política? Então? Procura imitar Bismarck! Haverá padrão melhor?” (Idem, p. 290.)
Os fragmentos acima captam um dos traços principais de Caminhos cruzados no que diz respeito à identidade narrativa das personagens. Considerando o conjunto do romance, tal traço consiste em uma
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443Q931531 | Química, Vestibular UNICAMP, UNICAMP, COMVEST

Os compostos (NH4)H2PO4 e NaHCO3 são usados em extintores como agentes de combate ao fogo. Quando lançados sobre uma chama, ocorrem as seguintes transformações:
(NH4)H2PO4 ? NH3 + H3PO4
 H3PO4 ?  polifosfato (viscoso)
 NaHCO3 ? CO2 + H2O + Na2CO3 (particulado). 
No combate a todos os tipos de incêndio, a nuvem formada de gás é importante, mas naqueles envolvendo materiais sólidos, o depósito do material oriundo da transformação do agente de combate sobre o combustível tem papel decisivo. Assim, o agente (NH4)H2PO4 pode substituir o NaHCO3 em qualquer situação, mas o contrário não é verdade. Isso permite concluir que no combate ao incêndio que envolve  
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444Q932308 | História, UNICAMP Vestibular UNICAMP, UNICAMP, COMVEST

Texto associado.
Estamos acostumados a considerar que o sistema centro/periferia, ao menos no Ocidente, é um eixo essencial da estrutura e do funcionamento no espaço das economias, das sociedades, das civilizações. O historiador Fernand Braudel estimou que tal sistema só existiu e funcionou plenamente a partir do século XV. Essa definição não se aplica à Cristandade Medieval sem importantes correções. A noção de centro e a oposição centro/periferia são menos decisivas que outros sistemas de orientação espacial. O principal sistema é o que opõe o baixo ao alto, quer dizer, o Aqui, esse “mundo” imperfeito e marcado pelo Pecado Original, ao céu, morada de Deus. 
(Adaptado de Jacques Le Goff e Jean-Claude Schmitt, “Centro/Periferia”, em Dicionário temático do ocidente medieval, v. 2. São Paulo: Edusc, 2002, p. 203.) 
A partir do texto acima, assinale a alternativa correta.
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445Q945345 | Português, Pronomes pessoais retos, Vestibular Indígena, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2025

Lélia Gonzalez criou o termo “pretuguês” citado no texto 1 da questão anterior. O trecho a seguir apresenta algumas reflexões da autora sobre esse tema.

É engraçado como eles gozam a gente quando a gente diz que é Framengo. Chamam a gente de ignorante dizendo que a gente fala errado. E de repente ignoram que a presença desse R no lugar do L nada mais é que a marca linguística de um idioma africano, no qual o L inexiste. Afinal, quem que é o ignorante? Ao mesmo tempo acham o maior barato a fala dita brasileira, que corta os erres dos infinitivos verbais, que condensa “você” em “cê”, o “está” em “tá” e por aí afora. Não sacam que tão falando pretuguês (Lélia Gonzalez).
(GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: LIMA, Marcia; RIOS, Flavia (org.), Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janiero: Zahar, 2020. p. 80.)

Segundo o excerto,
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446Q686306 | Jornalismo, Jornalista, UNICAMP, VUNESP, 2019

Misto de beco e escadaria, um corredor estreito que margeia a beira do morro leva a uma casa onde funciona o restaurante Sabor das Louras. Na varanda do 2º andar, duas mesas proporcionam uma vista da Baía da Guanabara e de um pedaço da Estação Central do Brasil, um privilégio que desfruta quem acessa aquela área do Morro da Providência, no centro do Rio de Janeiro. 
O trecho acima pertence à abertura de uma matéria que conta a história de Rosana Damasceno, proprietária de um pequeno restaurante para turistas do Morro da Providência, no Rio de Janeiro. De acordo com as características de redação desse trecho de matéria, é correto afirmar que ela pode ter sido veiculada 
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447Q705553 | Português, Interpretação de Textos, Bibliotecário, UNICAMP, VUNESP, 2019

Texto associado.
Página infeliz 
        O mercado editorial no Brasil nunca pareceu tão próximo de uma catástrofe – com as duas principais redes de livrarias do país, Saraiva e Cultura, em uma crise profunda, reduzindo o número de lojas e com dívidas que parecem sem fim.
        Líder do mercado, a Saraiva, que já acumula atrasos de pagamentos a editores nos últimos anos, anunciou nesta semana o fechamento de 20 lojas. Em nota, a rede afirma que a medida tem a ver com “desafios econômicos e operacionais”, além de uma mudança na “dinâmica do varejo”. 
        Na semana anterior, a Livraria Cultura entrou em recuperação judicial. No pedido à Justiça, a rede afirma acumular prejuízos nos últimos quatro anos, ter custos que só crescem e vendas menores. Mesmo assim, diz a petição enviada ao juiz, não teria aumentado seus preços. 
        O enrosco da Cultura está explicado aí. Diante da crise, a empresa passou a pegar dinheiro emprestado com os bancos – o tamanho da dívida é de R$ 63 milhões. 
        Com os atrasos nos pagamentos das duas redes, editoras já promoveram uma série de demissões ao longo dos últimos dois anos. 
        O cenário de derrocada, contudo, parece estar em descompasso com os números de vendas. Desde o começo do ano, os dados compilados pela Nielsen, empresa de pesquisa de mercado, levantados a pedido do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, mostravam que o meio livreiro vinha dando sinais de melhoras pela primeira vez, desde o início da recessão econômica que abala o país. 
        Simone Paulino, da Nós, editora independente de São Paulo, enxerga um descompasso entre as vendas em alta e a crise. Nas palavras dela, “um paradoxo assustador.” A editora nunca vendeu tanto na Cultura quanto nesses últimos seis meses”, diz. E é justamente nesse período que eles não têm sido pagos. 
        “O modelo de produção do livro é muito complicado. Você investe desde a compra do direito autoral ou tradução e vai investindo ao longo de todo o processo. Na hora que você deveria receber, esse dinheiro não volta”, diz Paulino. 
        “Os grandes grupos têm uma estrutura de advogados que vão ter estratégia para tentar receber. E para os pequenos? O que vai acontecer?” 
        Mas há uma esperança para os editores do país: o preço fixo do livro. Diante do cenário de crise, a maior parte dos editores aposta em uma carta tirada da manga no apagar das luzes do atual governo – a criação, no país, do preço fixo do livro – norma a ser implantada por medida provisória – nos moldes de boa parte de países europeus, como França e Alemanha. 
        Os editores se inspiram no pujante mercado europeu. Por lá, o preço fixo existe desde 1837, quando a Dinamarca criou a sua lei limitando descontos, abolida só em 2001. A crença é a de que a crise atual é em parte causada pela guerra de preço. Unificar o valor de capa permitiria um florescimento das livrarias independentes, uma vez que elas competiriam de forma mais justa com as grandes redes. 
(Folha de S. Paulo, 03.11.2018. Adaptado) 
Se a norma do preço fixo fosse aprovada no país,
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448Q951069 | Biologia, A química da vida, Vestibular, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2018

A malária representa um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Embora a dimensão geográfica da transmissão esteja encolhendo no Brasil, o país ainda registra 42% dos casos da doença nas Américas. A Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro, recentemente desenvolveu um preparado com alta eficácia antimalárica, agora em fase de ensaios clínicos.
(Fontes: “Desafios para eliminação da malária”, Agência Fapesp, 2017; MAÍRA Menezes, “Malária: ensaio clínico aponta alta eficácia e ausência de resistência a medicamento”, Portal Fiocruz, 2016.)
Levando em conta seus conhecimentos sobre o ciclo de vida do Plasmodium, assinale a alternativa que indica um possível mecanismo de ação do preparado antimalárico.
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449Q931517 | Filosofia, Vestibular UNICAMP, UNICAMP, COMVEST

Quanto seja louvável a um príncipe manter a fé, aparentar virtudes e viver com integridade, não com astúcia, todos o compreendem; contudo, observa-se, pela experiência, em nossos tempos, que houve príncipes que fizeram grandes coisas, mas em pouca conta tiveram a palavra dada, e souberam, pela astúcia, transtornar a cabeça dos homens, superando, enfim, os que foram leais (...). Um príncipe prudente não pode nem deve guardar a palavra dada quando isso se lhe torne prejudicial e quando as causas que o determinaram cessem de existir. (Nicolau Maquiavel, O Príncipe. São Paulo: Nova Cultural, 1997, p. 73-85.) A partir desse excerto da obra, publicada em 1513, é correto afirmar que:

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450Q932853 | Literatura, UNICAMP Vestibular UNICAMP, UNICAMP, COMVEST, 2018

Texto associado.
“DOROTÉA
O senhor perdeu a cabeça?
DULCINÉA
Fazer de um cangaceiro um delegado!
DOROTÉA
Quando a oposição souber!
DULCINÉA
Que prato pra Neco Pedreira!
ODORICO
E tomara que Neco se sirva bem dele. Tomara que chame Zeca Diabo de cangaceiro, assassino, quanto mais
xingar, melhor.
DOROTÉA
O senhor não acha que se excedeu?
ODORICO
Em política, dona Dorotéa, os finalmentes justificam os não obstantes.”
(Dias Gomes, O bem-amado. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. p. 69-70.)
As personagens femininas do excerto anterior discordam da nomeação de Zeca Diabo feita por Odorico. Assinale a alternativa que indica a razão dessa discordância e a natureza da crítica às práticas políticas brasileiras presente na peça teatral de Dias Gomes.
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451Q944390 | História, Período Colonial produção de riqueza e escravismo, Vestibular Indígena, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2023

Leia um trecho da lei n. 2.040, de 28 de setembro de 1871, que ficou conhecida como Lei do Ventre Livre:
"A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador e Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral Decretou e ela Sancionou a Lei seguinte:
Art. 1º Os filhos de mulher escrava que nascerem no Império desde a data desta lei serão considerados de condição livre.
§ 1º Os ditos filhos menores ficarão sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão obrigação de criálos e tratá-los até a idade de oito anos completos. Chegando o filho da escrava a esta idade, o senhor da mãe terá a opção ou de receber do Estado indenização de 600 mil réis ou de utilizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos." (redação atualizada)
(Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lim/lim2040.htm.)
Sobre a Lei do Ventre Livre no Brasil, é correto afirmar que essa lei
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452Q699952 | Biblioteconomia, Bibliotecário, UNICAMP, VUNESP, 2019

Assinale a alternativa correta sobre o acesso aberto à informação e ao conhecimento.
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453Q945352 | Biologia, Identidade dos seres vivos, Vestibular Indígena, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2025

O mimetismo é um fenômeno observado em diversas espécies do reino animal. Consiste na manifestação de determinadas características em um animal que fazem com que ele seja confundido com outro ser vivo. Um exemplo desse fenômeno são as chamadas cobras falsas-corais, que se assemelham às peçonhentas corais-verdadeiras. Nesse caso, trata-se de um exemplo de adaptação evolutiva que surgiu
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454Q931498 | Biologia, UNICAMP Vestibular UNICAMP, UNICAMP, COMVEST

Texto associado.
O corpo humano é composto por pelo menos dois tipos de gordura. A mais comum é o tecido adiposo branco, um tipo perigoso que se acumula ao redor das vísceras e debaixo da pele, podendo causar obesidade e desencadear complicações metabólicas, como o diabetes tipo 2. A outra é o tecido adiposo marrom, que regula a produção de calor e, consequentemente, a temperatura corporal.
Assinale a alternativa correta.
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455Q945342 | Português, Flexão verbal de número singular, Vestibular Indígena, UNICAMP, COMVEST UNICAMP, 2025

Texto associado.
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Se pensarmos o Brasil a partir das cosmologias e histórias indígenas, veremos que esta nação é múltipla e nela coexistem maneiras distintas de pensar e de viver. E mesmo que a vivência em um território comum nos coloque o desafio de construir um campo de ação política que nos unifique como cidadãos, as cosmologias indígenas não podem ser reduzidas às formas ocidentais de pensar e de ordenar o mundo.

As experiências e os saberes indígenas consideram o universo em sua totalidade e inserem o ser humano em uma complexa rede de relações que envolvem os seres, naturais e sobrenaturais, integrando a vida como um todo. Essas cosmologias não se confundem e nem podem ser contidas dentro da lógica materialista e mercadológica, com a qual estamos habituados.

(BONIN, Iara Tatiana. Cosmovisão indígena e modelo de desenvolvimento. In: Encarte Pedagógico V – Jornal Porantim, ano XXXVI, n. 376, Brasília, Junho/Julho 2015, p.1.)
Para Iara Bonin, articular a cosmovisão indígena a um modelo de desenvolvimento para o Brasil é um desafio coletivo. No texto, isso é marcado pelo uso de verbos em
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456Q705837 | Biblioteconomia, Bibliotecário, UNICAMP, VUNESP, 2019

Aplicação provedora de dados destinada ao gerenciamento de informação e via alternativa de comunicação científica, cujo tipo é determinado pela aplicação e os objetivos a que se destina e pela ferramenta tecnológica adotada. Trata-se da definição de:
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457Q703033 | Biblioteconomia, Bibliotecário, UNICAMP, VUNESP, 2019

A publicação científica em periódicos está bem estabelecida, mas o mesmo não ocorre com a publicação formal de dados, resultado da pesquisa científica. Dessa forma, 
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458Q932445 | Geografia, UNICAMP Vestibular UNICAMP, UNICAMP, COMVEST

Frequentemente o terrorismo recorre a ações de grande impacto. Contudo, seu objetivo maior é o de influenciar os espíritos; antes de tudo, ele visa a aterrorizar, e se distingue da criminalidade. Invocando reivindicações políticas, de natureza social, econômica ou religiosa, o terrorismo 
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459Q690986 | Comunicação Social, Jornalista, UNICAMP, VUNESP, 2019

Os mais renomados estudiosos do jornalismo científico estipularam extensa lista de critérios a serem observados na seleção de informações, produção e publicação de notícias científicas. 
(Cláudio Bertolli Filho - www.bocc.ubi.pt. Adaptado) 
Entre esses critérios, é correto afirmar que o critério
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460Q931430 | Biologia, UNICAMP Vestibular UNICAMP, UNICAMP, COMVEST

Texto associado.
A figura a seguir ilustra fragmentos de um gene presente em 4 espécies identificadas com os números de 1 a 4 entre parênteses.
CACTTGTAAAACCAGTATAGACCCTAG(1)
CACTTGTAAAACCAGGATAGACGCTAG(2)
CACTTGTAAAACCAGTATAGACGCTAG(3)
CATTTTTAACACCAGGATAGACGCTAT(4)
Assinale a alternativa correta.
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