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Questões de Concursos USP

Resolva questões de USP comentadas com gabarito, online ou em PDF, revisando rapidamente e fixando o conteúdo de forma prática.


221Q933304 | História, História do Brasil, Vestibular USP, USP

No Brasil, do mesmo modo que em muitos outros países latino-americanos, as décadas de 1870 e 1880 foram um período de reforma e de compromisso com as mudanças. De maneira geral, podemos dizer que tal movimento foi uma reação às novas realidades econômicas e sociais resultantes do desenvolvimento capitalista não só como fenômeno mundial mas também em suas manifestações especificamente brasileiras.

Emília Viotti da Costa, “Brasil: a era da reforma, 1870-1889”. In: Leslie Bethell, História da América Latina, v.5. São Paulo: Edusp, 2002. Adaptado.

A respeito das mudanças ocorridas na última década do Império do Brasil, cabe destacar a reforma

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222Q265891 | História, Vestibular, USP, FUVEST

Quando a guerra mundial de 1914–1918 se iniciou, a ciência médica tinha feito progressos tão grandes que se esperava uma conflagração sem a interferência de grandes epidemias. Isso sucedeu na frente ocidental, mas à leste o tifo precisou de apenas três meses para aparecer e se estabelecer como o principal estrategista na região (...). No momento em que a Segunda Guerra Mundial está acontecendo, em territórios em que o tifo é endêmico, o espectro de uma grande epidemia constitui ameaça constante. Enquanto estas linhas estão sendo escritas (primavera de 1942) já foram recebidas notificações de surtos locais, e pequenos, mas a doença parece continuar sob controle e muito provavelmente permanecerá assim por algum tempo.

Henry E. Sigerist, Civilização e doença.
São Paulo: Hucitec, 2010, p. 130–132.

O correto entendimento do texto acima permite afirmar que

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223Q933310 | História, História do Brasil, Vestibular USP, USP

A economia das possessões coloniais portuguesas na América foi marcada por mercadorias que, uma vez exportadas para outras regiões do mundo, podiam alcançar alto valor e garantir, aos envolvidos em seu comércio, grandes lucros. Além do açúcar, explorado desde meados do século XVI, e do ouro, extraído regularmente desde fins do XVII, merecem destaque, como elementos de exportação presentes nessa economia:

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224Q265691 | Matemática, Vestibular, USP, FUVEST

Uma pirâmide tem como base um quadrado de lado 1, e cada uma de suas faces laterais é um triângulo equilátero. Então, a área do quadrado, que tem como vértices os baricentros de cada uma das faces laterais, é igual a

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225Q265571 | Geografia, Vestibular, USP, FUVEST

As previsões catastrofistas dos "neomalthusianos" sobre o crescimento demográfico e sua pressão sobre os recursos naturais não se confirmaram,notadamente, porque

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226Q595622 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular USP, USP, FUVEST

Texto associado.
 Sarapalha
  – Ô calorão, Primo!... E que dor de cabeça excomungada!      
  – É um instantinho e passa... É só ter paciência....      
  – É... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de água, sem olhos na cara, para não terem de olhar a gente... Só ela é que não passa, Primo Argemiro!... E eu já estou cansado de procurar, no meio das outras... Não vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram p’r’os infernos!...      
  – Não foi, Primo Ribeiro. Não foram pelo rio... Foi trem-de-ferro que levou...       
  – Não foi no rio, eu sei... No rio ninguém não anda... Só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção... Mas, na estória... Como é mesmo a estória, Primo? Como é?...      
  – O senhor bem que sabe, Primo... Tem paciência, que não é bom variar...      
  – Mas, a estória, Primo!... Como é?... Conta outra vez...      
  – O senhor já sabe as palavras todas de cabeça... “Foi o moço-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia-de-domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moça p’ra ir se fugir com ele”...      
  – Espera, Primo, elas estão passando... Vão umas atrás das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu não quero, nenhuma!... Quero só ela... Luísa...      
  – Prima Luísa...      
  – Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo! Me ajuda a ver...      
  – Não é nada, Primo Ribeiro... Deixa disso!      – Não é mesmo não...      
  – Pois então?!      
  – Conta o resto da estória!...
  – ...“Então, a moça, que não sabia que o moço-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio...”                                                                                                                  Guimarães Rosa, Sagarana.
A novela Sarapalha apresenta uma estória dentro de outra, por meio da qual a personagem masculina da narrativa principal (Primo Argemiro) alude a uma mulher da narrativa secundária (a moça levada pelo capeta). O mesmo procedimento ocorre em
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227Q932760 | Português, Interpretação de Textos, USP FUVEST Vestibular Primeira Fase USP, USP, FUVEST, 2018

Texto associado.
Atente para as seguintes afirmações relativas ao desfecho do romance A Relíquia, de Eça de Queirós:
I. O autor revela, por meio de Teodorico, sua descrença num Jesus divinizado, imagem que é substituída pela ideia de Consciência. 
II. Ao ser sincero com Crispim, Teodorico conquista a vida de burguês que sempre almejou. 
III. Teodorico dá ouvidos à mensagem de Cristo, arrepende?se de sua hipocrisia beata e abraça a fé católica.
Está correto o que se afirma apenas em
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228Q931593 | Português, Morfologia, Vestibular Primeira Fase USP, USP, FUVEST

Texto associado.

    Evidentemente, não se pode esperar que Dostoiévski seja traduzido por outro Dostoiévski, mas desde que o tradutor procure penetrar nas peculiaridades da linguagem primeira, aplique-se com afinco e faça com que sua criatividade orientada pelo original permita, paradoxalmente, afastar-se do texto para ficar mais próximo deste, um passo importante será dado. Deixando de lado a fidelidade mecânica, frase por frase, tratando o original como um conjunto de blocos a serem transpostos, e transgredindo sem receio, quando necessário, as normas do “escrever bem”, o tradutor poderá trazê-lo com boa margem de fidelidade para a língua com a qual está trabalhando. 

Boris Schnaiderman, Dostoiévski Prosa Poesi
 O prefixo presente na palavra “transpostos” tem o mesmo sentido do prefixo que ocorre em
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229Q266427 | Biologia, Vestibular, USP, FUVEST

Um determinado animal adulto é desprovido de crânio e apêndices articulares. Apresenta corpo alongado e cilíndrico. Esse animal pode pertencer ao grupo dos

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230Q933293 | História, História do Brasil, Vestibular USP, USP

Se vamos à essência da nossa formação, veremos que na realidade nos constituímos para fornecer açúcar, tabaco, alguns outros gêneros; mais tarde ouro e diamantes; depois, algodão, e em seguida café, para o comércio europeu.

Caio Prado Jr. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 29.

Sobre o sentido da colonização do Brasil, é correto afirmar:  

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231Q595919 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular USP, USP, FUVEST

Texto associado.

Sarapalha


 – Ô calorão, Primo!... E que dor de cabeça excomungada!     

 – É um instantinho e passa... É só ter paciência....      

– É... passa... passa... passa... Passam umas mulheres vestidas de cor de água, sem olhos na cara, para não terem de olhar a gente... Só ela é que não passa, Primo Argemiro!... E eu já estou cansado de procurar, no meio das outras... Não vem!... Foi, rio abaixo, com o outro... Foram pros infernos!...     

 – Não foi, Primo Ribeiro. Não foram pelo rio... Foi trem-de-ferro que levou...      

– Não foi no rio, eu sei... No rio ninguém não anda... Só a maleita é quem sobe e desce, olhando seus mosquitinhos e pondo neles a benção... Mas, na estória... Como é mesmo a estória, Primo? Como é?...      

– O senhor bem que sabe, Primo... Tem paciência, que não é bom variar...      

– Mas, a estória, Primo!... Como é?... Conta outra vez...      

– O senhor já sabe as palavras todas de cabeça... “Foi o moço-bonito que apareceu, vestido com roupa de dia-de-domingo e com a viola enfeitada de fitas... E chamou a moça p’ra ir se fugir com ele”...      

– Espera, Primo, elas estão passando... Vão umas atrás das outras... Cada qual mais bonita... Mas eu não quero, nenhuma!... Quero só ela... Luísa...     

 – Prima Luísa...     

–Espera um pouco, deixa ver se eu vejo... Me ajuda, Primo! Me ajuda a ver...     

– Não é nada, Primo Ribeiro... Deixa disso!      

– Não é mesmo não...      – Pois então?!

– Conta o resto da estória!...     

– ...“Então, a moça, que não sabia que o moço-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio...”                                                                                                                                Guimarães Rosa, Sagarana.



No texto de Sarapalha, constitui exemplo de personificação o seguinte trecho:
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232Q265979 | Inglês, Vestibular, USP, FUVEST

Texto associado.

Texto para as questões 39 e 40

As everybody knows, if you do not work out, your muscles get flaccid. What most people don?t realize, however, is that your brain also stays in better shape when you exercise.
Surprised? Although the idea of exercising cognitive machinery by performing mentally demanding activities – popularly termed the "use it or lose it" hypothesis – is better known, a review of dozens of studies shows that maintaining a mental edge requires more than that. Other things you do – including participating in activities that make you think, getting regular exercise, staying socially engaged and even having a positive attitude – have a meaningful influence on how effective your cognitive functioning will be in old age.
www.scientificamerican.com/article. Acessado em 06/07/2009. Adaptado.

O texto informa que

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233Q596156 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular USP, USP, FUVEST

Texto associado.
Os bens e o sangue        
 VIII
  (...)      Ó filho pobre, e descorçoado*, e finito      
ó inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais      
com a faca, o formão, o couro... Ó tal como quiséramos      
para tristeza nossa e consumação das eras,      
para o fim de tudo que foi grande!                                                          
Ó desejado,      
ó poeta de uma poesia que se furta e se expande      
à maneira de um lago de pez** e resíduos letais...      
És nosso fim natural e somos teu adubo,      
tua explicação e tua mais singela virtude...      
Pois carecia que um de nós nos recusasse      
para melhor servirnos. Face a face      
te contemplamos, e é teu esse primeiro      
e úmido beijo em nossa boca de barro e de sarro.                                                                                  Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma.
* “descorçoado”: assim como “desacorçoado”, é uma variante de uso popular da palavra “desacoroçoado”, que significa “desanimado”. ** “pez”: piche.
Considere as seguintes afirmações:
I. Os familiares, que falam no poema, ironizam a condição frágil do poeta. II. O passado é uma maldição da qual o poeta, como revela o título do poema, não consegue se desvencilhar. III. O trecho “o fim de tudo que foi grande” remete à ruína das oligarquias, das quais Drummond é tributário. IV. A imagem de uma “poesia que se furta e se expande/à maneira de um lago de pez e resíduos letais...” sintetiza o pessimismo dos poemas de Claro enigma.
Estão corretas:
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234Q25122 | Biologia, Vestibular USP, USP, FUVEST

Tatuzinhos-de-jardim, escorpiões, siris, centopeias e borboletas são todos artrópodes. Compartilham, portanto, as seguintes características:
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235Q265568 | Química, Vestibular, USP, FUVEST

Na Tabela Periódica, o elemento químico bromo (Br) está localizado no 4º período e no grupo 7A (ou 17), logo abaixo do elemento cloro (CL) . Com relação à substância simples bromo (Br2, ponto de fusão -7,2 ºC, ponto de ebulição 58,8 ºC, sob pressão de 1 atm), um studante de Química fez as seguintes afirmações:

I. Nas condições ambientes de pressão e temperatura, o Br2 deve ser uma substância gasosa.
II. Tal como o C L 2, o Br2 deve reagir com o eteno. Nesse caso, o Br2 deve formar o 1,2 – dibromoetano.
III. Tal como o C L 2, o Br2 deve reagir com H2, formando um haleto de hidrogênio. Nesse caso, o Br2 deve formar o brometo de hidrogênio.

É correto somente o que o estudante afirmou em

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236Q933303 | História, História do Brasil, Vestibular USP, USP

A respeito dos espaços econômicos do açúcar e do ouro no Brasil colonial, é correto afirmar:

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237Q933311 | História, História do Brasil, Vestibular USP, USP

A partir da redemocratização do Brasil (1985), é possível observar mudanças econômicas significativas no país. Entre elas, a

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238Q933300 | História, História do Brasil, Vestibular USP, USP

Depois de 20 anos na escola Não é difícil aprender Todas as manhas do seu jogo sujo Não é assim que tem que ser
Vamos fazer nosso dever de casa E aí então vocês vão ver Suas crianças derrubando reis Fazer comédia no cinema com as suas leis
Somos os filhos da revolução Somos burgueses sem religião Somos o futuro da nação Geração Coca‐Cola. Dado Villa‐Lobos e Renato Russo, Geração Coca‐Cola, 1984.

Esses versos

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239Q595647 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular USP, USP, FUVEST

Texto associado.
    O rumor crescia, condensandose; o zunzum de todos os
dias acentuavase; já se não destacavam vozes dispersas, mas
um só ruído compacto que enchia todo o cortiço. Começavam a
fazer compras na venda; ensarilhavamse* discussões e
rezingas**; ouviamse gargalhadas e pragas; já se não falava,
gritavase. Sentiase naquela fermentação sanguínea, naquela
gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés
vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de
existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra.
    Da porta da venda que dava para o cortiço iam e vinham
como formigas; fazendo compras.
    Duas janelas do Miranda abriramse. Apareceu numa a
Isaura, que se dispunha a começar a limpeza da casa.
     Nhá Dunga! gritou ela para baixo, a sacudir um pano
de mesa; se você tem cuscuz de milho hoje, bata na porta,
ouviu?
Aluísio Azevedo, O cortiço.
Constitui marca do registro informal da língua o trecho
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240Q597113 | Português, Interpretação de Textos, Vestibular USP, USP, FUVEST

Texto associado.
Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente, que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, acheime com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.                                                                     Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas.
      Não sei por que até hoje todo o mundo diz que tinha pena dos escravos. Eu não penso assim. Acho que se fosse obrigada a trabalhar o dia inteiro não seria infeliz. Ser obrigada a ficar à toa é que seria castigo para mim. Mamãe às vezes diz que ela até deseja que eu fique preguiçosa; a minha esperteza é que a amofina. Eu então respondo: “Se eu fosse preguiçosa não sei o que seria da senhora, meu pai e meus irmãos, sem uma empregada em casa”.                                                                                                  Helena Morley, Minha vida de menina.
São características dos narradores Brás Cubas e Helena, respectivamente,
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