Nas últimas décadas, pesquisas divulgadas por organizações internacionais, centros de
climatologia e painéis científicos multilaterais, como o
Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima
(IPCC), criado pelo Programa das Nações Unidas
para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização
Meteorológica Mundial (OMM), assim como o Observatório do Clima no Brasil, têm alertado para
o avanço de fenômenos ambientais associados às
mudanças climáticas. Regiões como o semiárido brasileiro, incluindo o Cariri cearense, têm experimentado ciclos mais longos de estiagens, aumento extenuante de temperaturas médias, redução de reservas
hídricas, desertificação acelerada e maior desigualdade socioambiental. Segundo relatórios recentes, tais
mudanças não podem ser compreendidas apenas como
variações naturais do clima, mas como resultado direto da intensificação de práticas humanas predatórias, como a expansão do desmatamento, a urbanização desordenada, o uso crescente de combustíveis fósseis, a
industrialização sem controle ambiental e o consumo
insustentável de recursos naturais. Nesse contexto, os
efeitos observados demonstram que, ao invés de promover estabilidade ecológica, o atual modelo de desenvolvimento tem agravado vulnerabilidades climáticas,
aprofundando crises humanitárias, econômicas e ambientais, especialmente em territórios historicamente
marcados por desigualdade social e fragilidade hídrica,
como o Nordeste brasileiro.
Marque a alternativa que corresponda aos eventos descritos pelo enunciado: