Cipriano Luckesi, em sua obra “Avaliação da
Aprendizagem Escolar: estudos e proposições”,
desenvolve uma crítica contundente à chamada
“pedagogia do exame” e propõe a substituição da
função classificatória da avaliação por uma função
diagnóstica, articulada a um projeto pedagógico
emancipatório. O autor estabelece relações entre
avaliação, planejamento, erro, democratização do
ensino e compromisso ideológico, defendendo
uma prática docente crítica e construtiva.
Considerando os fundamentos apresentados na
sua obra “Avaliação da Aprendizagem Escolar:
estudos e proposições”, analise as afirmações a
seguir.
I. A “pedagogia do exame”, criticada por
Luckesi, caracteriza-se pela centralização
dos processos de ensino nas provas e nos
resultados de aprovação/reprovação,
deslocando o foco da aprendizagem
significativa e transformando a avaliação
em instrumento de ameaça, controle e
disciplinamento social dos educandos, a
serviço de um modelo conservador de
sociedade.
II. Segundo Luckesi, a conversão da função
da avaliação de diagnóstica para
classificatória representou um
empobrecimento da prática pedagógica,
pois, ao invés de subsidiar decisões para o
avanço do educando, a avaliação passou a
estigmatizá-lo por meio de registros
definitivos, sendo esse processo
exemplificado pelo autor quando critica a
utilização de médias aritméticas que
mascaram deficiências em conteúdos
essenciais.
III. Luckesi propõe que a superação do
autoritarismo na avaliação escolar
prescinde de um posicionamento
pedagógico claro e explícito, bastando que
o professor domine técnicas rigorosas de
elaboração de instrumentos de medida,
como testes referenciados a critério, paraque a avaliação assuma, por si mesma,
uma função diagnóstica e democratizante.
IV. O autor estabelece que a avaliação
diagnóstica, para que efetivamente sirva à
democratização do ensino, exige a
definição prévia de um padrão mínimo
necessário de aprendizagem a ser atingido
por todos os educandos, em contraposição
ao sistema de médias mínimas de notas,
pois este último permite aprovações sem
que o aluno tenha dominado conteúdos
essenciais, comprometendo sua formação
para o exercício da cidadania.
V. Luckesi entende que o erro, na prática
escolar, deve ser tratado como fonte de
castigo e culpa, pois somente a punição e a
exposição pública da fragilidade do
educando são capazes de gerar nele o
medo necessário para que se discipline e
se dedique aos estudos, garantindo assim
a eficiência do processo ensino-aprendizagem.
Considerando as formulações de Luckesi
presentes nos capítulos analisados, conclui-se
que está correto o que se afirma em: