A sociedade moderna é perpassada por conflitos sociais. Os pensadores clássicos da Sociologia desenvolveram
um conjunto de ideias que contribuem para a interpretação desses conflitos. Em relação à interpretação dos
sociólogos clássicos a respeito dos conflitos sociais, nota-se que
O sociólogo francês Serge Paugam, no fim do
século XX, desenvolveu um modelo sociológico de
análise sobre o que ele chamou de processo de
desqualificação social dos “novos pobres” que
surgiram na França com a crise do Estado de Bem-Estar Social. Para Paugam, a desqualificação social
passa por um processo de três fases: a fragilidade,
a dependência e a ruptura. Na fragilidade, os
indivíduos desempregados sobrevivem com uma
renda irregular ou com a insegurança financeira.
Com a continuidade dessa fragilização, entra-se na
dependência, que se caracteriza, no caso do Estado
francês, da entrada do indivíduo em programas de
proteção social. Na ruptura, os indivíduos acumulam
uma série de problemas como a falta de qualquer
tipo de auxílio, de trabalho, e enfrentam a ausência
de moradia e de saúde e, assim, ingressam na
marginalidade.
Tomando como referência esse modelo sociológico
sobre a desqualificação social, é correto dizer que
O sociólogo americano Erving Goffman
demonstra que o termo estigma designa um atributo
depreciativo que concede a uma — ou, a mais
pessoas — uma identidade deteriorada diante da
sociedade. O estigma ou qualquer atributo
depreciativo não é negativo em si mesmo, mas
apenas quando em relação à sociedade ou a grupos
sociais que entendem o atributo como algo negativo
ou desvalorizado. GOFFMAN, Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da
identidade deteriorada. 4ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2013. Considerando esse entendimento sobre estigma
social, avalie as frases apresentadas a seguir e
assinale a que corresponde a um estigma social
presente na sociedade brasileira.