Para responder à questão, considere o relato hipotético
apresentado a seguir:
No ato da internação, paciente do sexo feminino, com
54 anos de idade, com diagnóstico de câncer, em estado
terminal, apresentou um documento, devidamente registrado em cartório, contendo suas diretivas antecipadas
de vontade, no qual declarava que não desejava que
fossem implementadas medidas para o prolongamento
de sua vida quando as possibilidades de tratamento estivessem esgotadas e que não desejava nenhum tipo de
assistência espiritual durante sua internação ou em seus
momentos finais. Em poucos dias, a paciente evoluiu para
um quadro de falência múltipla de órgãos, com períodos
alternados de sonolência e confusão mental, tornando
se incapaz de expressar, livre e autonomamente, suas
vontades. Durante um plantão, o enfermeiro foi abordado
pelo filho da paciente, o qual, acompanhado de um líder
religioso, informou que o visitante iria realizar um breve
cerimonial de “encomenda da alma”.
Diante dessa situação, amparado pelo Código de Ética
dos Profissionais de Enfermagem, o enfermeiro deve