Em 2020, a escritora Clarice Lispector completaria cem anos de idade. Autora de prosa e ficção, ela é uma representante da terceira geração modernista. As obras produzidas pelos escritores dessa geração ficaram marcadas, entre outras características,
Antes da semana de Arte Moderna, dois artistas ligados aos movimentos vanguardistas na Europa apresentaram seus trabalhos na cidade de São Paulo, provocando algumas críticas isoladas, mas, às vezes, contundentes. Esses dois artistas foram:
I. Ao mesmo tempo em que se procura o moderno, o original e o polêmico, o nacionalismo dos escritores árcades se manifesta em suas múltiplas facetas: uma volta às origens, à pesquisa das fontes quinhentistas, à procura de uma língua brasileira (a língua falada pelo povo nas ruas), uma volta às paródias, numa tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras, e à valorização do índio verdadeiramente brasileiro.
II. A poesia parnasiana preocupa-se com a forma e a objetividade, com seus sonetos alexandrinos perfeitos. Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira formam a trindade parnasiana. O Parnasianismo é a manifestação poética do Realismo, dizem alguns estudiosos da literatura brasileira, embora ideologicamente não mantenha todos os pontos de contato com os romancistas realistas e naturalistas. Seus poetas estavam à margem das grandes transformações do final do século XIX e início do século XX.
III. Raul Pompéia, Machado de Assis e Aluízio Azevedo são representantes da escola realista no Brasil. Ideologicamente, os autores desse período são antimonárquicos, assumindo uma defesa clara do ideal republicano, como nos romances O mulato, O cortiço e O Ateneu. Eles negam a burguesia a partir da família e a expressão "Realismo" é uma denominação genérica da escola literária, que abriga três tendências distintas: romance realista, romance naturalista e poesia parnasiana